coluna vertebral é formada por várias vértebras que são ligada por articulações que são os discos intervertebrais. Esses discos são constitu...

Coluna Vertebral dissecada


coluna vertebral é formada por várias vértebras que são ligada por articulações que são os discos intervertebrais.
Esses discos são constituídos de material fibroso e gelatinoso que desempenham a função de amortecedores e dão mobilidade para nos locomover, correr ou mesmo quando saltamos. Ele é formado do núcleo pulposo e do ânulo fibroso.
A coluna vertebral, serve de apoio para outras partes do esqueleto.
Cada vértebra possui basicamente um corpo, um grande forame (forame vertebral) e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra. Como as vértebras sobrepõe-se umas as outras, seus forames vertebrais formam o canal vertebral.

O canal vertebral segue as diferentes curvaturas da coluna;como na ilustração ao lado;ele é largo e triangular nas partes em que a coluna possui mais liberdade de movimento, como nas regiões lombar e cervical; e é pequeno e arredondado na região torácica, onde os movimentos são mais limitados. Neste canal fica abrigada a nossa medula espinhal e por esse motivo ela está protegida.
Quando a coluna vertebral é observada lateralmente, vê-se pequenas aberturas laterais, estas são os forames intervertebrais. Eles são importantes para permitir que os nervos (sistema nervoso periférico) se comuniquem com a medula espinhal (que faz parte do sistema nervos central).
Quando é vista de frente a coluna vertebral é reta, e quando vista de lado forma quatro curvaturas, duas delas com a concavidade virada para trás (lordoses) e duas delas com a concavidade virada para a frente (cifoses). Temos assim a lordose cervical (localizada no pescoço), a cifose torácica (ao nível das costelas), a lordose lombar (ao nível do abdómen) e por fim a cifose sacrococcígea, ao nível do sacro e do cóccix.
As cifoses são curvaturas primárias e são desenvolvidas durante o período embrionário, as lordoses são chamadas de curvaturas secundárias pois são desenvolvidas conforme se assume a postura ereta.
O aumento dessas curvaturas representam quadros patológicos. Sendo: Hiperlordose, cervical ou lombar; hipercifose torácica.
A região cervical é constituída por sete vértebras localizadas no pescoço. A primeira vértebra se chama Atlas e se articula com o crânio possibilitando flexão e extensão da cabeça sobre a coluna vertebral cervical, bem como suportando seu peso. O Axis é a segunda vértebra cervical e apresenta uma apófise (saliência)na sua região anterior que se projeta para cima, penetrando o plano horizontal do canal vertebral da primeira vértebra, articulando-se com a parte posterior de seu anel anterior. O Atlas não tem um corpo vertebral como a maioria das demais vértebras.
A região torácica é constituída de doze vértebras que também servem para a inserção das costelas.


A região lombar é constituída por cinco vértebras maiores e é esta região que suporta todo o peso do tronco, dos membros superiores, do pescoço e da cabeça quando estamos na posição sentada ou em pé. Na região da coluna vertebral lombar na altura entre a primeira e a segunda vértebra ( L1 e L2 ) termina a medula nervosa espinhal dentro do canal vertebral em uma formação conhecida como cone medular. A partir do cone parte um aglomerado de raízes nervosas conhecido como cauda equina. Em pares, as raízes nervosas espinhais estendem-se até a parte lateral do canal vertebral, sendo uma raiz de cada lado, saindo pelo foramen lateral.boom como a coluna vertebral é formada

Abaixo da região lombar, sendo parte da bacia, a região sacrococcígea é composta pelo osso sacro que é resultado da fusão de cinco vértebras. Um de cada lado, este conjunto se articula com os ossos ilíacos do quadril, que se articula com os fêmures.
O osso cóccix é formado pela fusão das últimas quatro vértebras.

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Teste da integridade do ligamento colateral medial. Coloca-se o indivíduo deitado, de modo que o membro inferior a ser testado fique na b...

Testes ortopédicos para joelho




Teste da integridade do ligamento colateral medial. Coloca-se o indivíduo deitado, de modo que o membro inferior a ser testado fique na borda da mesa de exame. Examina-se, primeiramente, o lado normal e, depois, o lesado. Segura-se o membro inferior e aplica-se um esforço em valgo apoiando-se uma mão na face lateral do joelho e a outra na face interna da perna, próximo do tornozelo. Testa-se, primeiramente, com o joelho estendido e, depois, com flexão de 20 graus. Quando há ruptura do ligamento, verifica-se
abertura anormal em valgo do joelho que é tão maior quanto mais grave for a lesão ligamentar. Sempre se compara o lado lesado com o normal. 

Teste da integridade do ligamento colateral lateral. É realizado da mesma forma que o anterior, com a diferença de que o esforço aplicado é em varo, apoiando uma mão na face interna do joelho e, com a outra, forçando a perna para dentro.

Teste da integridade dos ligamentos cruzados. O indivíduo é mantido deitado, examinando-se, primeiro, o lado normal. Coloca-se o joelho fletido em 90 graus e o pé do paciente apoiado sobre a mesa de exame. O examinador senta, levemente, sobre o antepé do paciente e segura, firmemente, a extremidade proximal da tíbia com as duas mãos, puxando a para frente e empurrando-a para trás. Quando há lesáo do ligamento cruzado anterior, a tíbia desliza, anormalmente, para a frente (sinal da gaveta anterior
positivo). Quando há lesão do cruzado posterior, a tíbia desliza para trás (sinal da gaveta posterior positivo) 

Teste de Lacliman. Serve, também, para avaliar a integridade dos ligamentos cruzados. Mantém-se o joelho fletido em 20°. Uma das mãos segura firmemente o fêmur e, a outra, a tíbia, tentando-se puxá-la para frente e empurrá-la para trás. O teste é positivo quando há excursão anômala da tíbia em relação ao fêmur.

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OMBRO   Qualquer estudo relacionado ao ombro deve fundamentar-se no fato de que se está tratando de duas estruturas anatômicas distintas: a ...

Tipos de lesões mais comuns cada segmento corporal



OMBRO
 
Qualquer estudo relacionado ao ombro deve fundamentar-se no fato de que se está tratando de duas estruturas anatômicas distintas: a cintura escapular e a articulação do ombro. A cintura escapular consiste dos ossos da clavícula e da escápula, e a articulação do ombro é formado pelos ossos da escapulo e do úmero.
 
A articulação do ombro é uma região muito suscetível a lesões por esporte, isto acontece devido a sua organização anatômica e a quantidade de movimentos realizados sobre essa articulação. Entre as lesões mais comuns nesta articulação destacamos as:
 
- entorses da articulação esternoclavicular
- entorses da articulação acromioclavicular
- luxações/ instabilidades glenoumerais
- síndrome do impacto do ombro
- tendinite e rupturas do manguito rotador
 
COTOVELO E ANTEBRAÇO
 
O cotovelo e o antebraço são compostos por três ossos: o úmero, a ulna e o rádio. Juntos , eles formam quatro articulações, três na extremidade proximal do antebraço (umeroradial, umeroulnar e radiulnar proximal) e uma na extremidade distal do antebraço (radiulnar distal). O úmero, a ulna e o rádio se encontram para formar a estrutura comumente conhecida como cotovelo; a ulna e o rádio formam o antebraço. A extremidade distal do úmero fornece os encaixes ósseos para os tecido moles que ligam o braço ao antebraço, formando a articulação do cotovelo.
 
Dentre as lesões mais comuns nestas estruturas podemos citar:
 
- fraturas do cotovelo
- lesões no ligamento colateral ulnar
- compressão nervosa
- luxações do cotovelo
- epicondilite medial e lateral
 
PUNHO E MÃO
 
O punho e a mão são estruturas complexas formadas por vários ossos, ligamentos, articulações e músculos. E entre as lesões que mais acometem estas estruturas devido a treinamento físico e os desportos estão:
 
- síndrome do túnel do carpo
- luxação das articulações dos dedos
 
QUADRIL, VIRILHA E COXA
 
Qualquer discussão a respeito do quadril deve incluir os ossos da pelve e da coxa e os músculos da coxa, bem como os ligamentos e os músculos do quadril. Lembrando que vários dos músculos que atravessam a articulação do quadril também atravessam a articulação do joelho. Assim as várias lesões que acometem estas estruturas devem ser analisadas minuciosamente a fim de descobrir o real local da lesão. E entre as lesões mais comuns estão:
 
- contusão da crista ilíaca
- síndrome do piriforme (ciática)
- bursite trocantérica
- bursite isquiática
- bursite iliopectínea
- síndrome de estalido do quadril
- distensões do flexor da virilha e do quadril
- luxação do quadril
- distensão dos isquiotibiais
- fraturas por estresse do fêmur
- distensão do quadríceps
- contusão do quadríceps
- miosite ossificante
 
JOELHO
 
A articulação do joelho é a maior do corpo. Uniaxial e sinovial, geralmente chamada de articulação dobradiça. Na realidade, a articulação do joelho não é uma verdadeira articulação dobradiça e sim uma articulação modificada, pelo fato da a tíbia (osso distal) deslizar ao redor da extremidade distal do fêmur (osso proximal). O movimento se desenvolve em um único plano (sagital), sobre um eixo mutante. Em cada grau de movimento, no plano sagital, o eixo látero-lateral é alterado.
 
Ainda que a articulação do joelho pareça ser bem construída estruturalmente, ela não foi feita para suportar muita sobrecarga imposta por certas atividades atléticas. Ao examinarmos a sua anatomia, evidenciamos casos comuns de sobrecarga excessiva, que predispõem os praticantes de atividades físicas a lesões. Dentre elas as mais comuns, são:
 
- entorse do ligamento colateral medial
- entorse do ligamento colateral lateral
- entorse do ligamento cruzado anterior
- entorse do ligamento cruzado posterior
- lesões de menisco
- síndrome do estresse femoropatelar
- condromalacia patelar
- subluxação ou luxação patelar aguda
- tendinite patelar (joelho de saltador)
- bursite
- plica patelar
 
PERNA, TORNOZELO E PÉ
 
Podemos comparar esta tríade à do complexo superior (antebraço, punho e mão), porém neste caso devemos levar em consideração que o complexo inferior é responsável pela sustentação de carga (o peso corporal) e absorve a força aplicada a cada passo, sendo esta altamente elevada quando em situações de atividades físicas, principalmente as que envolvem a corrida.
 
Entre as lesões mais comuns nestas estruturas podemos citar:
 
- fraturas tibiais e fibulares
- distensões musculares
- síndrome do estresse tibial medial
- tendinite do tendão de Aquiles
- ruptura do tendão de Aquiles
- bursite retrocalcaneal
- entorses do tornozelo (entorse em inversão e entorse em eversão)
- fraturas e luxações no tornozelo
- subluxação e luxação dos tendões dos fibulares
- tendinite
- Excesso de pronação e/ou supinação
- fraturas por estresse no pé
- fascite plantar
- hálux valgo (joanete)
- síndrome do túnel do tarso

COLUNA
 
A coluna vertebral consiste de um empilhamento de 33 ossos, chamados vértebras. Os ossos são mantidos juntos por ligamentos e músculos, com discos cartilaginosos. Ao longo da coluna vertebral podemos verificar que as vértebras são divididas em 5 grupos distintos, cada grupo possuindo um curvatura e funções especificas. A coluna esta relacionada com a função de sustentação do nosso corpo em posição ortoestática (em pé) e esta sujeita a sofrer muitos distúrbios e lesões, como:
 
- lombalgia
- distensões musculares
- distensão do piriforme
- distensão do quadrado lombar
- dor miofascial e pontos-gatilho
- síndrome de hipermobilidade (espondilólise/ espondilolistese)
- disfunção na articulação sacroilíaca
- entorse cervical
- entre outras.

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A Condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma patologia ...

Condromalácia patelar



A Condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma patologia crônica degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais correspondentes, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. É comum em jovens adultos, especialmente jogadores de futebol, ciclistas, jogadores de tênis e corredores.
A condromalácia patelar refere-se ao joelho que foi estruturalmente danificado, enquanto que o termo mais genérico síndrome da dor patelo-femural se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos. Porém, eventualmente, mudanças causadas por reações inflamatórias internas da cartilagem produzem um dano estrutural muito mais difícil de ser tratado.

Classificação:
Segundo a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem 4 níveis de condromalácia patelar, de acordo com o estágio de deterioração da cartilagem.
GRAUS E CARACTERÍSTICAS
I - amolecimento da cartilagem e edemas
II - fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro <> 1,3cm
IV - erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral
Sintomas
Os principais sintomas são: dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas. Dores atrás ou ao redor da patela do joelho ocorrem principalmente se joelho é forçado quando flexionado - como ao subir escadas ou agachar-se, por exemplo. Uma ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum na condromalácia patelar, além de crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. É possível também a presença de derrame intra-articular (edema).

Causas:
A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que resultam no enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida.
O fator mais comum é o traumatismo, seja por um trauma crônico por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur - por onde ela passa durante a flexão do joelho - em razão do uso inadequado de aparelhos de ginástica, exercícios em step, agachamentos ou leg press, bem como pela prática inadequada de esportes, com força excessiva aplicada na patela; ou por um trauma distinto, como uma pancada ou choque do joelho sobre um objeto, e lesão aguda da cartilagem femoropatelar, com impedimento da nutrição ideal dessa estrutura devido às rachaduras originadas.
As anomalias biomecânicas, como a super pronação dos pés, também podem resultar em incongruência entre a direção em que a patela é puxada pelo músculo do quadríceps e o formato do sulco patelo-femural por onde ela se desloca.

Recomendações:
Excluir exercícios e esportes de alto impacto (futebol, vôlei, basquete, corrida, ciclismo) ou atividades suspeitas de causarem a lesão. Natação é um bom exercício para manter o condicionamento físico sem afetar o joelho.
Reforçar os músculos fracos, fazendo exercícios leves e de baixo impacto. É especialmente importante reforçar o músculo vasto medial para equilibrar as forças atuantes sobre a patela - fazendo extensão de cada perna separadamente, por exemplo.
É importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios, para não agravar o quadro. Peça ao profissional para demonstrar. Evite a sobrecarga.
Alongar quadríceps, banda iliotibial (lateral), posterior da coxa, tendões e panturrilha regularmente. Não esquecer de alongar bem antes e depois dos exercícios.
Colocar gelo no joelho após os exercícios.
Evitar subir e descer escadas.
Garantir lugar suficiente para a perna no carro ou no seu lugar de trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo.
Manter boa postura e evitar cruzar as pernas por longos períodos.
Quando estiver deitado, não deixar o peso do corpo pressionar ou mover a patela, usando um travesseiro para manter os joelhos levemente separados e as patelas no lugar.
Usar sapatos confortáveis, principalmente durante os exercícios.
Evitar aplicar peso excessivo na articulação afetada, perdendo peso se necessário.
É imprescindível fazer uma avaliação com um reumatologista, um ortopedista ou um fisiatra, para receber o tratamento correto. Jamais faça exercícios sem a assistência de um professor de educação física.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico mais detalhado é feito, normalmente, através de um exame de Ressonância Magnética e em vários casos é recomendado o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e até mesmo cirurgia (casos mais graves).
Caso se trate de doença crônica, o tratamento baseia-se apenas na redução da dor. Não há um protocolo rígido de indicação de tratamento. É necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão adquirida, e que, principalmente, não cause dor.
O fortalecimento do quadríceps é primordial, e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação fêmoro-patelar.

Teste dos tendões flexores superficiais dos dedos: mantenha os demais dedos em extensão completa, segurando-os firmemente e peça ao pacie...

Testes ortopédicos para mão




Teste dos tendões flexores superficiais dos dedos: mantenha os demais dedos em extensão completa, segurando-os firmemente e peça ao paciente para fazer flexão do dedo que está livre. Quando o tendão está íntegro ele é capaz de fletir a articulação rnetacarpofalangeana e a interfalangeana proximal, sem fletir a interfalangeana distal. 

Teste dos tendões flexores profundos dos dedos: mantenha estendidas as articulações metacarpofalangeana e interfalangeana proxirnal do dedo que se quer testar, segurando-o. Solicite ao paciente que faça flexão da articulação interfalangeana distal. Se isto for possível, o tendão estará integro. 

Teste do nervo ulnar: há déficit sensitivo na área cutânea do nervo. A parte motora é realizada pedindo ao paciente que faça abdução ativa do 5º dedo, opondo-se resistência. Haverá paralisia ou fraqueza do músculo nas lesões.

Teste do nervo mediano: há déficit sensitivo na área cutâneã do nervo. Para testar a parte motora, peça ao paciente para fazer uma forte pinça como polegar e indicador, pelas extremidades dos dedos, formando um "O". Se houver lesão, a pinça só será feita com as polpas digitais. 

Teste do nervo radial: há déficit sensitivo na área cutânea do nervo. Para testar a parte motora, solicite ao paciente para realizar extensão do punho e dedos, opondo-se resistência. Haverá paralisia ou fraqueza dos extensores. A paralisia completa do nervo radial dá a "mão caída" e a lesão mais freqüente ocorre por traumatismo do nervo na diáfise do úmero por uma fratura. 

Teste de Phalen: O túnel do carpo é formado no punho por um assoalho e parede compostos pelos ossos do carpo e fechado, anteriormente, pelo ligamento transverso profundo do carpo. Neste canal passam 8 tendões e o nervo mediano, sendo o espaço exíguo. Na síndrome do túnel do carpo, ocorre compressão do nervo mediano neste nível. O quadro geral é de dor e parestesia irradiados na área sensitiva do mediano. No teste de Phalen, solicita-se que o paciente faça flexão volar aguda do punho, geralmente forçando urna mão contra a outra, pela face dorsal. Em caso positivo, surgirá dor e/ou formigamento na área do mediano.


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  Esse teste é usado para pesquisa de neurite do ciático nas lombociatalgias, muito comuns nas hérnias de disco. O paciente é colocado comod...

Como faz o teste de lasègue


 
Esse teste é usado para pesquisa de neurite do ciático nas lombociatalgias, muito comuns nas hérnias de disco. O paciente é colocado comodamente deitado e relaxado. Testa-se, primeiramente, o lado assintomático ou menos sintomático e, depois o lado afetado. Com uma mão apoiando o calcanhar, eleva-se, vagarosamente, o membro inferior até mais ou menos 40 graus. 

Quando há neurite esta manobra reproduz a dor do paciente, ou seja, dor originária da região lombar ou glútea irradiando-se para o membro inferior no território do nervo ciático, muitas vezes acompanhada de parestesia. Se houver muita dor a manobra deve ser interrompida antes do seu final e terá maior valor semiológico. 

Além dos 40 graus, a manobra deixa de ter especificidade e começa a existir movimentação da pelve associada à flexão do quadril, surgindo dor originária de outras estruturas. O sinal de Lasègue só é considerado positivo se reproduzir à dor espontânea do paciente. Para torná-lo mais especifico faz-se, primeiro, a flexão do quadril com o joelho fletido. Não deverá haver dor. Se for mantida a flexão do quadril e estender-se vagarosamente o joelho, haverá desencacleamento da sintomatologia. A dorsoflexão passiva do pé, também, agrava a dor.

Lembre-se de que esta manobra pode ser muito dolorosa, deve ser feita com cuidado, e interrompida assim que a dor tornar-se típica.

A coluna divide-se em segmentos cervical, torácico, lombar e sacral. O segmento cervical tem curvatura lordótica, isto é, de concavidade ant...

Avaliação da coluna vertebral



A coluna divide-se em segmentos cervical, torácico, lombar e sacral.

O segmento cervical tem curvatura lordótica, isto é, de concavidade anterior e termina em C7, cujo processo espinhoso é o mais saliente da região e serve como reparo  anatômico. 

Patologias degenerativas senis tendem a aumentar a curva lordótica. Por outro lado, processos agudos dolorosos, principalmente, traumáticos podem provocar retificação da curvatura lordótica, por um mecanismo de contração muscular antálgica. Inclinações laterais permanentes da cabeça são mais freqüentemente cansadas por escolioses cervicais ou por torcicolos, sendo muito importante a palpação dos processos espinhosos e da musculatura ara o diagnóstico diferencial.
Coluna cervical curta, acompanhada ou não de restrição de movimentos pode ser causada por fusâo congênita de um ou corpos vertebrais (doença de Kippel-Feil).

Os movimentos da coluna cervical são: flexão, extensão, rotação direita, rotação esquerda, inclinação lateral direita e inclinação lateral esquerda. As flexões e extensões ocorrem principalmente no segmento C5-C6. Na flexão completa, o indivíduo deve ser capaz de tocar a região esternal com o queixo, mantendo a boca fechada. Os  movimentos de rotaçâo ocorrem mais no segmento atlas-áxis e suas restrições indicam patologia na porção superior da coluna. Na amplitude normal de rotação, o queixo deve quase alinhar-se com o ombro. 

A coluna torácica tem curvatura cifótica estimada radiologicamente em, no máximo, 40 graus. Processos senis, principalmente osteoporose, levam a aumento progressivo da curvatura (corcunda), provocando acentuação da prega transversal na transição do tórax com o abdômen, anteriormente. Esta cifose tipicamente é de grande raio, isto é, atinge todo o segmento torácico. No adolescente, o aumento progressivo da cifose torácica é diagnóstico de dorso curvo juvenil ou da cifose de Scheuermann. Estas duas condições devem ser prontamente reconhecidas e tratadas, antes do término do crescimento. Pode ocorrer cifose localizada, percebida semiologicamente pela saliência exagerada de um ou dois processos espinhosos adjacentes, e é devida a defeitos congênitos ou patologias adquiridas Como tumores de corpo vertebral ou processos infecciosos como
tuberculose.  A movimentação cIa coluna torácica é muito restrita, pois as vértebras estão amarradas às costelas e é pouco útil do ponto de vista semiológico. A palpação, tanto dos processos espinhosos, quanto da musculatura paravertebral, é realizada com o paciente em decúbito ventral e busca pontos dolorosos ou contratura muscular.

A coluna lombar tem curvatura lordótica que pode estar aumentada ou diminuída. Aumentos da lordose podem ser compensatórios de patologias do quadril, sendo obrigatório o exame desta articulação, nestas circunstâncias. A transição lombossacral é especialmente importante ao exame visto que nesta localização situam-se mais freqüentemente as variações anatômicas e os defeitos congênitos que provocam lombalgia. Nichos pilosos nesta região estão relacionados  com defeitos de fechamento do arco neural
(spina bífïda oculta etc.). A palpação segue os mesmos princípios da região torácica. O segmento lombar é o mais móvel e o responsável pela maior parte da mobilidade do tronco. A pesquisa da movimentação é feita com o indivíduo de pé sendo: flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda, rotação (torção) direita e esquerda. Para a pesquisa destas últimas segura-se firmemente a pelve com as duas mãos, e pede-se ao paciente para torcer ou inclinar o tronco para um lado e, depois, para o outro. A flexão é a movimentação mais desenvolvida, sendo pesquisada com o paciente inclinando-se para frente e tentando tocar o assoalho com os dedos, como já referido.

Neste momento, além da amplitude da flexão, as regiões torácica e lombar devem ser examinadas atentamente para a presença de escoliose. Com o indivíduo mantendo a inclinação do tronco, o médico aproxima-se e examina a região dorsal e lombar à procura de desvios e verificando se há assimetria nas regiões paravertebrais. A saliência maior de uma das escápulas e/ou saliência localizada em uma região paravertebral (giba) indicam escoliose. Esta é a manobra mais acurada para o diagnóstico de tal patologia, pois a inclinação do tronco acentua tanto a curvatura escoliática, como a gibosidade.

As curvaturas da coluna em um mesmo plano são associadas, isto é, uma influencia a outra. Por exemplo, aumento da cifose provoca aumento compensatório das lordoses cervical e lombar. Uma curva escoliótica (curva primária) provoca outra curva em sentido contrário (curva secundária), em regiões adjacentes.

A mão se caracteriza por urna concentração muito grande de estruturas em espaço exíguo, de modo que um traumatismo pode lesar grande número...

Inervação da mão



A mão se caracteriza por urna concentração muito grande de estruturas em espaço exíguo, de modo que um traumatismo pode lesar grande número de estruturas.
E parte importante da semiologia avaliar a integridade das estruturas vasculonervosas e tendinosas. 

A palma da mão é inervada pelo ulnar na região hipotenar, 5° dedo e metade ulnar do 4° dedo. A área restante é inervada pelo mediano. O nervo radial provê inervação cutânea de parte do dorso da mão. principalmente do primeiro espaço.

O ulnar inerva o flexor ulnar do carpo e metade do flexor profundo dos dedos. Na mão, inerva os hipotenares, todos os interósseos, os dois lumbricais ulnares e o adutor do polegar. 

O mediano inerva todos os músculos pronadores do antebraço, flexores do punho e flexores extrínsecos dos dedos, com exceção do flexor ulnar do carpo e a metade ulnar flexor profundo dos dedos. Na mão, inerva os músculos tenares, primeiro e segundo lumbricais. 

O radial inerva todos os músculos extensores e supinadores do antebraço.

A equipe que atende a um politraumatizado deve ter dois tipos de lesões em mente. O primeiro tipo são aquelas facilmente identificáveis ao e...

Cinemática do Trauma



A equipe que atende a um politraumatizado deve ter dois tipos de lesões em mente. O primeiro tipo são aquelas facilmente identificáveis ao exame físico, permitindo tratamento precoce. Já o segundo tipo de lesões são aquelas ditas potenciais, ou seja, não são óbvias ao exame mas podem estar presentes pelo mecanismo de trauma sofrido pelo paciente. Dependendo do grau de suspeita destas lesões pela equipe, danos menos aparentes podem passar desapercebidos, sendo tratadas tardiamente.

Deste modo, ressalta-se a importância de se conhecer a história do acidente. Quando bem acurada e interpretada pela equipe, tem-se a suspeita de mais de 90% das lesões antes de ter contato direto com o paciente.

A história no trauma divide-se em três fases:

· Pré-impacto: são os eventos que precedem o acidente, tais como ingestão de álcool e ou drogas, condições de saúde do paciente (doenças preexistentes), idade, etc. Estes dados terão influência significativa no resultado final.

· Impacto: deve constar o tipo de evento traumático (ex. colisão automobilística, atropelamento, queda, ferimento penetrante, etc.). Deve-se também estimar a quantidade de energia trocada (ex. velocidade do veículo, altura da queda, calibre da arma, etc.).

· Pós-impacto: ela se inicia após o paciente ter absorvido a energia do impacto. As informações coletadas nas fases de pré-impacto e impacto são utilizadas para conduzir as ações pré-hospitalares na fase de pós-impacto. A ameaça à vida pode ser rápida ou lenta, dependendo em parte das ações tomadas nesta fase pela equipe de resgate.

Portanto, as informações colhidas pelas equipes a respeito dos danos externos e internos do veículo constituem-se em pistas para as lesões sofridas pelos seus ocupantes. Com isto, a identificação das lesões ocultas ou de diagnóstico mais difícil são facilitadas, permitindo tratamento mais precoce reduzindo-se a morbi-mortalidade dos pacientes. Algumas observações são muito comuns, tais como: deformidades do volante de direção, sugerindo trauma torácico, quebra com abaulamento circular do pára-brisas indicando o impacto da cabeça, o que sugere lesão cervical e craniana, deformidades baixas do painel de instrumentos sugerindo luxação do joelho, quadril ou fratura de fêmur.


O termo "pé chato", no meio médico, também é conhecido como pé plano; entretanto a denominação mais correta é pé planovalgo flexí...

O que é um pé chato


O termo "pé chato", no meio médico, também é conhecido como pé plano; entretanto a denominação mais correta é pé planovalgo flexível. É uma situação caracterizada pela diminuição do arco longitudinal medial do pé (elevação plantar do pé), ou seja, o lado medial (interno) do pé toca ou está próximo deste. Esta condição acomete a maioria das crianças até os 3 ou 4 anos de idade, quando começa a ocorrer a absorção desta gordura e o desenvolvimento do arco do pé.

O que se sente?

O pé chato, na maioria das vezes, não gera dor alguma, e portanto a criança não apresenta queixas. Quando ocorre dor, via de regra, esta é difusa, sem uma localização específica. A melhor prova de que o pé chato é quase sempre assintomático é o grande número de adultos com pé chato desde a infância e que muitas vezes nem se dão conta.

Quando o pé chato merece atenção?

Há três situações em que devemos estar atentos: 
 


Pé chato doloroso:
sempre que a criança queixar-se de dor importante devemos procurar atendimento.

Pé chato grave:
uma criança com uma deformidade muito acentuada deve ser avaliada.

Pé chato que se desenvolve a partir dos 8 ou 9 anos de idade:
algumas crianças com pés levemente chatos ou pés normais começam a desenvolver, a partir de 8 ou 9 anos, um pé gravemente chato, esta situação é conhecida por Coalisão Tarsal (fusão de dois ossos do pé) e deve ser avaliada.

Como se trata?

A maioria dos casos de pé chato não exige tratamento. Para uma criança de 3 ou 4 anos, devemos estimulá-la a caminhar descalça na areia ou na grama para desenvolver a musculatura do pé e a conseqüente formação do arco. O uso de sapatos ortopédicos corretivos não se mostrou efetivo na correção das deformidades e hoje está praticamente abandonado. Nos pés planos graves, dolorosos ou naqueles de início tardio, a investigação deve ser cuidadosa e o tratamento cirúrgico deve ser considerado.

Pode o adulto desenvolver pé chato?

Sim. O adulto com pé normal ou levemente chato pode desenvolver ou agravar o pé chato. Isto geralmente ocorre entre os 40 e 50 anos de idade, principalmente em mulheres acima do peso, que notam a mudança progressiva da forma do pé. A hipertensão e o diabetes aumentam a chance deste tipo de pé chato. Esta situação exige tratamento, pois é progressiva e dolorosa. 

O joelho é composto pela associação de três articulações: femorotibial, femoropatelar e tibiofibular proximal. As duas primeiras são mais im...

Joelho na avaliação ortopédica



O joelho é composto pela associação de três articulações: femorotibial, femoropatelar e tibiofibular proximal.
As duas primeiras são mais importantes em termos de movimentação. O joelho se caracteriza por ser a conexão entre duas grandes alavancas, representadas pelo fêmur e tíbia, ficando submetido a enormes solicitações mecânicas. Além disso, o modelo que representa  junta é o de uma esfera (fêmur) apoiada em um plano (tíbia), conjunto que não tem estabilidade intrínseca. Esses fatores fazem com que a estabilidade passiva da articulação fique, praticamente, dependente do sistema ligamentar, que é complexo e
muito sujeito a lesões. 

De maneira simplificada, pode-se dividir o sistema ligamentar em:

1- ligamento colateral medial: em forma de banda, origina-se do epicôndilo medial do fêmur, dirige-se distal e anteriormente, indo inserir-se na face anteromedial da tíbia, próximo da tuberosidade anterior. Tem um feixe profundo que está aderido à periferia do menisco medial e insere-se na reborda tibial. Neutraliza esforços em valgo, impedindo que a articulação se abra medialmente.

2- ligamento colateral lateral: tem forma de cordão, origina-se no epicôndilo lateral do fêmur e insere-se na cabeça da fíbula. Neutraliza esforços em varo, impedindo que a articulação se abra neste sentido.

3- ligamento cruzado anterior: é intra-articular. Insere-se na área intercondilar da tíbia e na parte posterior da superfície medial do côndilo lateral do fêmur.
4- ligamento cruzado posterior: também é intra-articular. Insere-se na área intercondilar posterior da tíbia e superfície lateral do côndilo medial do fêmur. Ambos ligamentos cruzados têm função mecânica complexa mas, resumidamente, pode-se considerar que o cruzado anterior impede o deslizamento da tíbia para a frente e o posterior o deslizamento da tíbia para trás, em relação ao fêmur.

Os meniscos lateral e medial são estruturas intra-articulares com função mecânica estabilizadora e redistribuidora de carga. Contribuem, também, para nutrição da cartilagem articular. Ocupam a periferia da articulação sem, entretanto, intrometerem-se entre a tíbia e o fêmur. Quando o fazem podem ser lesados. Semiologicamente, primeiro deve-se atentar para o alinhamento do ângulo frontal do joelho que, na maioria das pessoas, é em discreto valgo. Em perfil o joelho normal deve estender-se completamente.

Os principais movimentos do joelho são flexão e extensão (em verdade não são puros, mas associados a poucos graus de rotação). O grupo extensor é repre sentado pelo quadríceps (vasto lateral, vasto medial, vasto intermédio e reto anterior) que forma o maciço muscular anterior e lateral da coxa, terminando no tendão do quadríceps que se insere na patela. 

Esta é um grande osso sesamóide que faz a conexão entre o tendão do quadríceps e o tendão patelar que se insere na tuberosidade anterior da tíbia. Ela participa do  movimento de extensão e atua melhorando a função mecânica do quadríceps. O quadríceps é o grande extensor e, também, importante estabilizador dinâmico do joelho.

A musculatura flexora localiza-se na face posterior da coxa, sendo representada principalmente pelo bíceps sural (que se insere na cabeça da fíbula), semitendinoso
e semimembranoso (colocados medialmente).

O sartório, gracilis e semimembranoso têm inserção comum na face anteromedial da metáfise proximal da tíbia, formando uma estrutura denominada pata de ganso.
São pontos de reparo anatômico: patela, cabeça da fíbula, tuberosidade anterior da tíbia, interlinha articular, tendão do bíceps sural e cavo poplíteo. Todas estas estruturas são visíveis e facilmente palpáveis. Ainda, no colo da fíbula palpa-se o nervo ciático poplíteo externo que inerva toda a musculatura dorsoflexora do tornozelo e pé. Este nervo é muito vulnerável nesta região, podendo ser lesado por traumatismos, enfaixamentos e aparelhos gessados. Sua paralisia leva ao "pé caído".

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O ombro corresponde à associação de 3 articulações na acepção real do termo (esterno-clavicular, acromioclavicu lar e glenoumeral) e mais um...

Avaliação ortopédica do ombro



O ombro corresponde à associação de 3 articulações na acepção real do termo (esterno-clavicular, acromioclavicu lar e glenoumeral) e mais uma "articulação" do ponto de vista funcional que é a escapulotorácica, todas funcionando sincronicamente. Tem pouco conteúdo ósseo, grande massa muscular e poucas conexões articulares com o esqueleto axial. Isto confere à região grande amplitude e variação de movimento.

A clavícula é um osso superficial, que pode ser visto e palpado em toda sua extensão. Atua como suporte do ombro e é a única conexão óssea entre o membro superior e o tronco. Devem ser identificadas e palpadas as articulações esternoclavicular e acromioclavicular que se caracterizam por ter pouca movimentação. 

A patologia mais freqüente destas articulações é a luxação traumática que provoca um desnivelamento entre os dois componentes articulares e deformidade local. Na articulação acrômio clavicular, pode existir um desnivelamento natural que varia muito de pessoa para pessoa, sendo necessário o exame do lado normal para comparação e avaliação do grau real de desvio patológico. Isto é importante porque o tratamento é baseado neste grau de desvio. Na face anterior do ombro, são referências anatômicas o processo coracóide, a borda anterior do acrômio e a tuberosidade menor do úmero. Anterolateralmente, palpa-se a tuberosidade maior do úmero, a extremidade distal do acrômio e o sulco bicipital. Posteriormente, deve-se palpar a espinha escapular que serve de referência para localização do processo espinhoso de T2 e o ângulo inferior da escápula que serve para localizar o processo espinhoso de T7. 

O contorno arredondado do ombro é devido à massa muscular do deltóide e à cabeça umeral, contida na cavidade glenóide. Processos levando ao desuso do membro superior, freqüentemente provocam atrofia da musculatura da cintura escapular, sendo importante fazer exame comparado com o outro lado. O deltóide tem forma triangular, sendo composto por três porções que podem atuar independentemente. A porção anterior, funcionalmente a mais importante, faz flexão do braço; a porção lateral, mais volumosa, realiza a abdução e a porção posterior relaciona-se com a extensão. Os três componentes recebem inervação do nervo circunflexo ou axilar que contorna o colo do úmero para suprir a fibras musculares. Nesta região o nervo é vulnerável e pode ser lesado, especialmente nas fraturas do colo do úmero e nas luxações gleno-urnerais.
Outros grupos musculares devem ser identificados e testados. A massa muscular do peitoral maior é avaliada e palpada. O contorno superior da cintura escapular é dado pela porção superior do músculo trapézio que, freqüentemente, torna-se doloroso em virtude de um processo patológico denominado fibromialgia. 
 
Outro importante grupo muscular é o manguito rotador que é composto pelos músculos supra-espinhal, infra-espinhal, redondo menor e subescapular. Estes músculos têm origem diversa em torno da escápula, mas todos se inserem nas tuberosidades umerais. Apresentam ação independente porém, conjuntamente, atuam fixando a cabeça do úmero na glenóide, estabelecendo um fulcro para atuação de outros músculos, especialmente do deltóide. 
Quando se pesquisa a movimentação é muito importante observar a escápula que só começa e deve começar a movimentar-se significativamente após se esgotar o movimento na articulação glenoumeral. Se ela se mobiliza precocemente há inversão do processo normal, indicando uma movimentação espúria. 
A articulação do ombro é a mais móvel do corpo humano e os movimentos pesquisados são: flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e rotação externa. A amplitude de todos os movimentos é dada em graus, com exceção da rotação interna que é pesquisada solicitando-se ao paciente para colocar a mão nas costas. Quanto maior a rotação, mais alto conseguirá alcançar, desde a região glútea até os processos espinhosos torácicos proximais.
A abdução normal ativa inicia-se com a contração dos músculos do manguito rotador que abduzem os primeiros graus e, depois, fixam a cabeça umeral na glenóide por contração ativa. Em seguida, o deltóide começa a contrair-se abduzindo até mais ou menos 100 graus. Depois disto a abdução é completada pela báscula da escápula, chegando até 160-180 graus.
Quando há ancilose glenoumeral a escápula começa a bascular já nos primeiros graus e a abdução, geralmente, não ultrapassa 80 graus. Rupturas do manguito rotador levam à incapacidade de abdução, pela falta de fulcro da cabeça do úmero. Completando a avaliação da movimentação, solicita-se ao indivíduo que faça elevação e  abaixamento
dos ombros, bem como anteflexão e retropulsão deles.

Testes Especiais
 
Teste da apreensão: nos casos de luxação anterior recidivante do ombro, fazendo-se, passivamente, abdução e rotação externa, o paciente pressente que seu ombro luxará. Para evitar isto ele opõe resistência ao movimento e assume expressão facial apreensiva 

Paralisia do grande denteado faz com que a escápula fique afastada do gradeado costal - escápula alada. A melhor maneira de se pesquisar a escápula alada é solicitar ao paciente que empurre a parede. 

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