As lesões podem ser ósseas, musculares, ligamentares ou articulares. As lesões podem ser internas e/ou externas; causadas por trauma direto...

Lesões musculares, ósseas e ligamentares




As lesões podem ser ósseas, musculares, ligamentares ou articulares. As lesões podem ser internas e/ou externas; causadas por trauma direto ou indireto. Vejamos a seguir algumas das lesões mais comuns no esporte e os tecidos mais afetados por essas determinadas lesões.
 
As lesões ligamentares são comumente relacionadas ao entorse ligamentar. Um entorse envolve dano a um ligamento que fornece suporte a uma articulação. O ligamento é uma faixa de tecido rígido, relativamente inelástico, que liga um osso a outro. Os ligamentos podem ser espessamentos da cápsula articular como também podem ser faixas totalmente separadas da cápsula. Os ligamentos são formados por tecido conectivo denso, disposto em feixes paralelos de colágeno compostos por fileiras de fibroblastos. Embora os feixes estejam dispostos em paralelo, isso não ocorre a todas as fibras colágenas.
 
Sua função primária é tripla: proporcionar estabilidade a uma articulação, controlar a posição de um osso em relação a outro durante o movimento articular normal e fornecer informação proprioceptiva ou o senso posicional articular das terminações nervosas livres ou dos mecanoreceptores localizados no ligamento.
 
Os ligamentos e os tendões são muito semelhantes em sua estrutura. Porém, os ligamentos são geralmente mais achatados do que os tendões; e as fibras colágenas no ligamento são mais compactas. O posicionamento anatômico dos ligamentos determina, parcialmente, os movimentos que podem ser feitos por uma articulação.
 
Se estresses forem aplicados a uma articulação que forcem o movimento além de seus limites ou planos de movimento normais, é provável que ocorra lesão ao ligamento. A gravidade do dano ao ligamento é classificada de diferentes maneiras; entretanto, o sistema mais comumente usado envolve três classes (graus) de entorse ligamentares:
 
Entorse de 1º Grau: Existe algum estiramento ou talvez ruptura das fibras ligamentares, com pouca ou nenhuma instabilidade articular. Dor branda, pouco edema e rigidez articular podem ser observados.
Entorse de 2º Grau: Existe certa ruptura e separação das fibras ligamentares e instabilidade moderada da articulação. Dor de moderada a aguda; edema e rigidez articular devem ser esperados.
Entorse de 3º Grau: Existe ruptura total do ligamento, manifestada primariamente por grande instabilidade articular. Pode haver dor aguda no início, seguida por pouca ou nenhuma dor, devido à ruptura total das fibras nervosas. O edema pode ser volumoso e, desse modo, a articulação tende a tornar-se muito rígida algumas horas após a lesão. Um entorse de terceiro grau com instabilidade acentuada geralmente requer alguma forma de imobilização durante várias semanas. A força que produz a lesão ligamentar costuma ser tão grande que outras estruturas ligamentares ao redor da articulação também podem ser lesadas. Em casos nos quais ocorre lesão em múltiplas estruturas articulares o reparo cirúrgico ou a reconstrução podem ser necessários para corrigir a instabilidade.
 
As lesões ósseas são caracterizadas geralmente por fraturas, que são lesões extremamente comuns entre a população atlética. Podem ser classificadas, de modo geral, como aberta ou fechadas. A fratura fechada envolve pouco ou nenhum deslocamento dos ossos e, portanto, pouca ou nenhuma ruptura do tecido mole. A fratura aberta, por outro lado, envolve deslocamento suficiente das extremidades fraturadas para que o osso rompa de fato as camadas cutâneas e abra caminho para a pele. Ambas as fraturas podem ser relativamente graves se não forem tratadas adequadamente. No entanto existe maior possibilidade de infecção em uma fratura aberta. As fraturas são consideradas completas quando o osso é quebrado em no mínimo dois fragmentos; são denominadas incompletas, quando não se estendem completamente pelo osso.
 
Dentre as diferentes fraturas que podem ocorrer estão as em galho verde, transversas, oblíquas, espirais, cominutivas, por compressão, por avulsão e por estresse.
 
As lesões articulares são muito relacionadas a danos à cartilagem. A osteoartrose é um distúrbio degenerativo do osso é da cartilagem na articulação e em torna dela. A artrite deve ser definida basicamente como um distúrbio inflamatório com possível destruição secundária. A artrose é um processo degenerativo com destruição da cartilagem, remodelação do osso e possíveis componentes inflamatórios secundários.
 
A osteofitose ocorre quando um osso procura aumentar sua área de superfície para diminuir as forças de contato. Normalmente, as pessoas descrevem esse crescimento como "esporões ósseos" ou "bico de papagaio". A condromalacia é a transformação não progressiva da cartilagem, com superfícies irregulares e de áreas de amolecimento.
 
Outros tipos de lesões que envolvem as articulações são a luxação e a subluxação, que são, respectivamente, o afastamento de duas superfícies articulares, mantendo-se afastadas no primeiro caso, e voltando a posição inicial no segundo.
 
Em atletas e praticantes de atividades físicas regulares, algumas articulações podem ser mais suscetíveis a uma resposta parecida com a osteoartrose. A proporção do peso corporal em repouso sobre a articulação, a distensão da unidade musculotendinosa e qualquer força externa importante aplicada sobre a articulação são fatores de predisposição. Uma mecânica articular alterada, causada por frouxidão ou por traumas anteriores, são também fatores a serem considerados.
 
As lesões musculares são classificadas: quanto à ação, que pode ser direta (mais comum em esportes de contato), ou indireta (comuns em esportes individuais); quanto à funcionalidade, que podem ser parciais, onde o músculo perde força mais ainda consegue se contrair, ou podem ser totais, quando a mobilidade articular e força muscular, podem ser nulas, ou seja, o músculo não se contrai mais; e, quanto ao agente agressor, que pode ser traumática, exemplos, estiramento ou distensão (quando uma unidade musculotendinea é excessivamente estirada ou forçada a se contrair contra uma resistência excessiva, excedendo seus limites de extensibilidade ou capacidade tênsil); contusão (é uma lesão por compressão, causada por trauma direto que resulta em ruptura capilar, sangramento e resposta inflamatória); e laceração (onde há perda do tecido muscular); ou podem ser não-traumáticas, tipo cãibra (dor gerada por motivos ainda não esclarecidos cientificamente, que diminui a capacidade funcional da musculatura gerando dor, espasmo e perda de força) e dor muscular tardia (dor resultante de um exercício intenso ou realizado pela primeira vez, que gera um ruptura tecidual, gerando microlesões nas fibras musculares e desencadeia um processo inflamatório, causando a dor muscular).
 
As causas mais comuns das lesões musculares são: excesso de treinamento; falta de controle nas tensões de exercícios e alongamentos; gestual motor (técnica) indevido nos exercícios e alongamentos; carência de exercícios de alongamento compensatórios após os exercícios físicos; excesso de força e insuficiência de flexibilidade, ou fraqueza com muita flexibilidade; excesso de exercícios, tanto de força quanto de alongamento, em músculos fracos, particularmente naqueles que suportam estruturas de apoio; excesso de exercícios de força isoladamente em grupos musculares com encurtamento; dispensa de aquecimento antes do treinamento e retorno ao treinamento antes da cura total de uma lesão.



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- Teste de Thompson:  detecta rupturas no tendão de Aquiles. O paciente é colocado em DV ou de joelhos com os pés estendidos sobre a borda...

Testes ortopédicos para tornozelo





- Teste de Thompson: detecta rupturas no tendão de Aquiles. O paciente é colocado em DV ou de joelhos com os pés estendidos sobre a borda da cama. O terço médio da panturrilha é comprimido pelo examinador, e em caso de ausência de uma flexão plantar normal, deve-se suspeitar de ruptura do tendão de Aquiles.
- Sinal de Homan: detecta a existência de Estenose Venosa Profunda, na parte inferior da perna. O tornozelo é dorsifletido passivamente observando-se qualquer aumento repentino de dor na panturrilha ou no espaço poplíteo.
- Sinal de Gaveta Anterior: identifica instabilidade ligamentar do tornozelo. O paciente deita-se em DD e o examinador estabiliza a parte distal da tíbia e fíbula com uma mão enquanto segura o pé em 20o de flexão plantar com a outra mão. O teste é positivo se, ao trazer o talus para frente no encaixe do tornozelo, a translação anterior for maior do que a do lado não afetado.
- Teste de Kleiger: detecta lesões no ligamento deltóide. O paciente está sentado com os joelhos em 90o. O examinador segura o pé do paciente e tenta abduzir o ante-pé. O teste é positivo se o paciente se queixar de dor medial e lateralmente. O examinador pode sentir o talus se deslocar levemente do maléolo medial.
- Inclinação Talar: identifica lesões do ligamento calcaneofibular. O paciente está em DD ou em DL com o joelho fletido a 90o. Com o pé em posição neutra, o talus é inclinado medialmente. O teste é positivo se a adução do lado afetado for excessiva.
TESTES PARA COLUNA VERTEBRAL O exame motor da musculatura intrínseca da coluna cervical indicam qualquer hipotonia muscular e determina a integridade do suprimento nervoso. O exame neurológico testa todo membro superior por níveis neurológicos.
- Flexão: paciente sentado, fixe a parte superior do tórax (esterno) do paciente, com uma das mãos de modo a impedir a substituição a flexão do pescoço por flexão do tórax. Coloque a palma de sua mão que imprimirá resistência de encontro a testa do paciente, mantendo-a fixa de modo a estabelecer uma firme base de suporte. Em seguida peça ao paciente para fletir o pescoço vagarosamente. Quando ele o fizer, aumente gradativamente a pressão até determinar o máximo de resistência que ele é capaz de suportar. Correlacione seus achados com a tabela de eficiência muscular.

Grau de Eficiência Muscular Grau de Força Muscular Descrição 0 - zero Não há evidência de contratilidade 1 – Dificultado Evidência de pouca contratilidade, não havendo mobilidade articular 2 – Sofrível Movimento completo eliminando a gravidade 3 – Mediano Movimento completo contra a gravidade 4 – Bom Movimento completo contra a gravidade e uma pequena resistência 5 – Normal Movimentação completa contra a gravidade e contra resistência
- Extensão: paciente sentado, antes de testar a extensão do pescoço, coloque sua mão estabilizadora sobre a linha média da face súpero posterior do tórax e da escápula para impedir uma falsa impressão de extensão. Espalme a mão que imprimirá resistência sob a região occipital, promovendo-a assim de uma firme base de suporte. Peça ao paciente para estender o pescoço. Enquanto ele o faz, aumente gradativamente a resistência até determinar o máximo de resistência que ele é capaz de vencer. Para avaliar o tônus do trapézio durante a construção, palpar com a mão destinada a fixação.
- Rotação Lateral: ficamos de pé frente ao paciente e coloque sua mão estabilizadora sobre o ombro esquerdo do paciente, o que ira impedi-lo de substituir a rotação da coluna cervical por rotação da coluna toracolombar. Espalme a mão que oferecerá resistência ao longo da margem direita da mandíbula. Peça ao paciente para rodar a cabeça em direção a sua mão que impõem-se resistência máxima que ele é capaz de suportar. P/ examina ECM (D) e mandíbula contra. Lavoral, compare os resultados.
- Inclinação Lateral: sua mão estabilizadora sobre o ombro direito do paciente, impedindo desta forma a substituição do movimento que se quer avaliar por elevação da escápula. Espalme a mão que imporá resistência por sobre a face direita da cabeça do paciente. Para obter uma firme base de resistência, a palma do examinador deverá se sobrepor à têmpora do paciente, com os dedos se estendendo posteriormente. Peça para o paciente inclinar a cabeça lateralmente em direção a sua palma, tentando encostar a orelha no ombro. Quando ele começar a inclinar a cabeça, vá gradativamente aumentando a pressão até determinar o máximo de resistência que ele é capaz de vencer.
- Tração: a tração alivia a dor causada por estreitamento do forâme neural (o que resulta na compressão nervosa), é capaz de ampliar o forâme e alivia o espasmo muscular pois obtem o relaxamento da musculatura contraída. Coloque a mão espalmada sob o queixo do paciente, enquanto que a outra mão será colocada no occipital. Em seguida eleve (tracione) a cabeça removendo o peso que ela exerce sobre o pescoço.
- Compressão: poderá auxiliar a localizar o nível neurológico da patologia que por ventura exista. Mas pode agravar a dor causada por estreitamento do forâme neural, pressão sobre e as superfícies articulares das vértebras ao a espasmo musculares. Pressione para baixo o topo da cabeça do paciente, que pode estar sentado ou deitado. Observara-se a dor é circunscrita a algum dos dermatomos.
- Teste de Valsalva: este teste aumenta a pressão intratecal. Se o canal cervical estiver tomado por alguma lesão que ocupe espaço, como os tumores e hérnia de disco cervical, mo aumento da pressão fará com que o paciente se queixe de dor. A dor poderá se irradiar pela distribuição do dermatomo correspondente a nível neurológico da patologia da coluna cervical. Peça ao paciente para prender a respiração e fazer força como se quisesse evacuar em seguida, pergunta-se se houve agravamento da dor, e em caso afirmativo peça-lhe para descrever a localização. É um teste subjetivo, que requer do paciente respostas precisas.
- Teste de Adson: serve para determinar a permeabilidade da artéria subclávia, que pode estar comprimida ou por contratura dos músculos escalenos. Não pode fazer tração. Palpe o pulso radial do paciente, continue palpando e abduza, estenda e rode externamente o braço do paciente. Em seguida, peça-lhe para prender a respiração e volver a cabeça em direção ao braço que está sendo examinado. No caso de houver compressão da artéria subclávia, o pulso radial diminuirá de amplitude, podendo até não ser mais percebido( síndrome do desfiladeiro cervical).
- Teste para Avaliar Artéria Carótida: com os seus dedos indicador e médio, pressionar ligeiramente sobre a artéria carótida de encontro ao processo transverso da vértebra cervical. Palpar cada artéria individualmente e avaliar igualdade de amplitude. Uma diferença na força dos pulsos pode indicar estenose (estreitamento de qualquer canal ou orifício) ou compressão da artéria carótida.
- Entorse X Distensão: Entorse é uma série de lesões variáveis segundo o tipo de articulação e a intensidade do traumatismo, é um mau que não chega a ocasionar luxação, resultando em traumatismo ligamentar. Distensão é uma tração excessiva e/ou violenta que provoca deslocamento ou repuxo.

Com o paciente na posição sentada, o paciente irá realizar todos os movimentos da coluna cervical em toda sua amplitude de movimentos ativamente com o terapeuta impondo-lhe uma resistência, e a seguir os movimentos serão realizados de forma passiva.
Dor durante os movimentos contra a resistência ou contração muscular isométrica significa distensão muscular. Dor durante a movimentação passiva pode indicar uma entorse de ligamentos.

Obs.: esta manobra pode ser aplicada a qualquer articulação para determinar comprometimento ligamentar ou muscular. Lembrando-se de que durante um movimento contra a resistência a principal estrutura a ser testada é o músculo, e de que durante o movimento passivo a principal estrutura a ser testada é o ligamento. Deve-se conseguir determinar entre Distensão Muscular ou Entorse Ligamentar, ou uma combinação destas.



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Retirado aqui

Exercícios na bola suiça para escoliose




































Fratura em galho verde é uma fratura incompleta que atravessa apenas parte do osso. Ocorre principalmente em crianças por conta da calcifica...

Você sabe o que é fratura em galho verde?



Fratura em galho verde é uma fratura incompleta que atravessa apenas parte do osso. Ocorre principalmente em crianças por conta da calcificação parcial de sua estrutura. São mais comuns em ossos do terço médio do antebraço, que se deformam totalmente em angulações aberrantes. No entanto esse tipo de fratura também pode ocorrer no cotovelo, no joelho, na tíbia, e são relativamente raras no úmero e no fêmur.

Nas fraturas em galho verde, se há desvios, produz-se grande deformidade, porém estável. Podem parecer estar apenas anguladas mas também há um elemento rotacional presente. Além disso o quadro algico é intenso. 

Os mecanismos desse trauma se baseiam em uma cortical que sofre tração e a outra sofre compressão. Uma cortical mantém-se íntegra e a outra é seccionada, fazendo angulação. Este diagnóstico é confirmado pelo Raio-X.

Quanto a questão da redução destas fraturas, segue-se a simples máxima de que se o membro encontra-se torto à inspeção deve-se endireitá-lo.

Sempre houve controvérsia acerca da fratura em galho verde, quando se deve completar a fratura durante a redução ou se é suficiente apenas estabelecer o alinhamento original do osso. Não resta dúvida de que se não completa a fratura e apenas alinha o osso em grande número de casos haveria chance da deformidade retornar e consolidar com desvio, mesmo que tivesse imobilizado em gesso. Portanto recomenda-se que todas as fraturas em galho verde, que requerem redução, sejam convertidas em fraturas completas, tomando-se devido cuidado para evitar lesão ao tubo periosteal, que é responsável pela estabilidade da fratura(1).
No tratamento não se deve realizar a manobra com tração, tem que fazer o mecanismo inverso ao do trauma para quebrar a cortical íntegra, depois alinhar o osso sem tracionar e efetuar a imobilização com aparelho gessado. 

Como exemplo podem-se citar as fraturas das diáfises do rádio e da ulna. Assim, se uma angulação volar aparente está presente é necessário que se aplique uma força de pronação à mão. Se uma angulação dorsal aparente está presente é necessário que se supine à mão para que se produza uma correção da deformidade tanto angulatória como rotacional presente.

Das fraturas em galho verde, que requerem tratamento de emergência na criança, destaca-se pela sua gravidade a fratura supra-condiliana do cotovelo, que requer rápido encaminhamento a serviço especializado, mais rápido ainda se á estiver provocando comprometimento vásculo-nervoso periférico, facilmente detectável pelas alterações de sensibilidade que aparecem. A suspeita clínica desta fratura se faz pela deformidade em varo do cotovelo, que está em extensão e muito edemaciado.

Achei esse artigo navegando e apesar de ser um caso bem específico, nunca é demais ler sobre assuntos relacionados a ortopedia.  Um cisto si...

Síndrome do canal de Guyon por cisto sinovial



Achei esse artigo navegando e apesar de ser um caso bem específico, nunca é demais ler sobre assuntos relacionados a ortopedia. Um cisto sinovial é uma tumoração arredondada, geralmente única, circunscrita e indolor, que se localiza preferencialmente próximo a uma articulação ou tendãa. A etiologia desse tumor é ainda desconhecida. Do ponto de vista histológico, o cisto sinovial pode ser considerado como uma lesão degenerativa do tecido conjuntivo. O local mais comum de aparecimento dos cistos é o dorso do punho, entre o extensor longo do polegar e o extensor do indicador. Pode ocorrer na face palmar do punho, na palma da mão e outros locais menos freqüentes, que incluem o dorso da área társica, a região ânte-ro-lateral do joelho e a porção ântero-lateral do tornozelo. A maioria dos pacientes nega antecedente traumático. As mulheres têm mais predisposição a desenvolver esse quadro, que pode aparecer em qualquer idade.

A compressão do nervo ulnar no canal de Guyon (CG) foi originalmente descrita por Hunt, em 1908(2). Desde então, numerosos fatores têm sido citados como possíveis etiologias de compressão do nervo ulnar no canal de Guyon. A etiologia mais comum dessa síndrome é por cisto sinovial.

A compressão do nervo no canal de Guyon é cinco vezes menos comum do que em nível de cotovelo. A revisão da literatura revela que a compressão nervosa no canal de Guyon é ocorrência rara.

O objetivo deste trabalho é relatar a compressão do nervo ulnar no canal de Guyon por cisto sinovial e a importância do diagnóstico precoce para se ter melhor prognóstico, evitando-se perda permanente da sensibilidade, paralisia motora e a atrofia muscular.

Leia mais clicando aqui e veja o caso clínico

Falei no primeiro post da série que os objetivos do tratamento da fisioterapia iria ser tratar os sintomas iniciais que provavlmente serão: ...

O tratamento de fisioterapia na ruptura muscular


Falei no primeiro post da série que os objetivos do tratamento da fisioterapia iria ser tratar os sintomas iniciais que provavlmente serão: dor, impotência funcional, solução de continuidade, edema e hematoma.

A termoterapia é dirigida diretamente ao hematoma. Assim, de início devemos evitar sua formação através da “crioterapia”. O gelo promovendo a vasoconstrição local evitará a formação de grandes hematomas. Deve ser prolongado por 24 horas, deixando sempre períodos de repouso. O mais correto seria a aplicação de gelo por cada 20 minutos por duas horas de descanso, para evitar a lesão de estruturas nervosas na região atingida. Pode-se acrescentar aí o uso do Ultrasom que promove a fase final de absorção do hematoma, bem como a tentativa de bom direcionamento das fibras musculares ou de compressas quentes frias.

A “cinesioterapia” ocupa lugar de destaque na terapêutica fisioterapêutica. Os exercícios musculares devem ser iniciados entre o segundo e o quinto dia, dependendo da natureza da lesão, obedecendo a seguinte ordem: exercícios estáticos sem carga, exercícios estáticos com carga leve, exercícios dinâmicos com cargas progressivas, treinamento funcional e proprioceptivo.

Deve iniciar-se com as contrações isométricas sem resistência, assim que o quadro inflamatório e antálgico o permita, e devem persistir por todo o tratamento.

Logo que for possível, devemos passar à isometria resistida, com o grau de resistência aumentando com o correr dos dias.

A isotonia simples só deve ser iniciada dez a 15 dias após a ocorrência da lesão. A isotonia resistida deverá vir apenas no período final das três semanas de lesão.

É claro que isso são exemplos de tratamentos. O que deve ser feito e sua real prescrição depende do quadro clínico do paciente.

Na fase inicial de tratamento, não recomendo o alongamento ativo e nem o passivo por acreditar que podem trazer um aumento da lesão. Porém, há literaturas que discordam desse meu pensamento.

Como eu já falei em outro blog que eu edito, a avaliação é a hora que o fisioterapeuta pode saber tudo da história do paciente. Procurar ent...

Avaliação fisioterapêutica na ruptura muscular


Como eu já falei em outro blog que eu edito, a avaliação é a hora que o fisioterapeuta pode saber tudo da história do paciente. Procurar entender qual foi o mecanismo de lesão, se aconteceram outras vezes, se é a primeira lesão que se tem é fundamental para um bom entendimento e consequentemente uma boa prescrição de tratamento.

Para se tratar uma ruptura é importante saber que ela pode ter duas causas: erro de mecanismo e predisponentes.

A principal característica do erro de mecanismo é quando uma há um exagero de treinamento ou se faz a movimentação de uma forma errada, sobrecarregando uma estrutura e a fazendo realizar um movimento contrário ao seu natural.

O predisponentes tem a ver com a fadiga da musculatura, com as condições climáticas, ou erros de treinamento como forçar uma musculatura quando ela não está preaparada.

É importante saber a quanto tempo foi a lesão para caracterizar se a lesão é aguda ou recidivada e qual o tempo decorrido até o atendimento.

O “mecanismo de lesão” é fundamental, não só para detectarmos a causa da lesão, mas também para estabelecermos o planejamento terapêutico. A maioria das lesões ocorre na musculatura antagonista ao movimento executado.

Finalmente, o “exame físico” deve basear-se não só na inspeção estática e dinâmica, quando poderemos observar as irregularidades com saliências ou depressões no corpo muscular. É, porém, na palpação que podemos constatar a devida extensão da lesão. A palpação executada com o músculo em contração contra certa resistência, acrescida da dor e impotência funcional, leva ao diagnóstico definitivo.

O diagnóstico deve ser preciso, sendo citados o músculo, o local da lesão e a gravidade do caso.

No próximo post e último post da série falaremos sobre o tratamento de fisioterapia para casos de ruptura muscular.

As lesões de menisco são raras na infância, ocorrendo principalmente no final da adolescência, com pico na terceira e quarta décadas de vid...

Lesões no menisco



As lesões de menisco são raras na infância, ocorrendo principalmente no final da adolescência, com pico na terceira e quarta décadas de vida. A principal causa é o trauma ("acidentes agudos") da articulação, porém, após os 50 anos de vida deve-se principalmente a artrite do joelho. O menisco pode apresentar vários tipos de lesão: rupturas parcial, total e complexas. Além disso, a ruptura do menisco pode ocorrer sozinha ou associada à ruptura de ligamento.

O indivíduo, geralmente, conta uma história de queda, rotação do joelho ou outro trauma, sente dor no joelho, apresenta-se mancando e a articulação mostra crepitações (barulhos, estalos) e limitação do movimento (o joelho não consegue se mover em todas as direções na amplitude normal).

Nos casos de lesões leves e em que o paciente não está sentindo nenhum sintoma, não é necessária cirurgia. Já nos casos de dor persistente, pode ser realizado um exame chamado artroscopia. Nesse exame, um aparelho é introduzido na articulação e permite que o médico veja diretamente as lesões presentes. Durante o exame, pode ser feito o tratamento, com retirada da parte rompida do menisco. A recuperação total da função do joelho ocorre em 4-6 semanas.

As lesões de algumas partes do menisco não precisam ser retiradas, pois elas recebem bastante sangue da circulação, e isso facilita a cicatrização da ruptura. Já as grandes rupturas exigem o reparo. Em alguns casos, é necessário também a reconstrução de um ligamento do joelho, para ajudar na estabilização da articulação e impedir que o joelho adquira uma movimentação anormal.

Sabe-se que a retirada do menisco, em idade precoce, está associada a um risco maior de osteoartrite em idade mais jovem. Uma alternativa, que previne essa complicação, é o transplante de menisco, que leva a bons resultados. No futuro, outros tratamentos poderão permitir a regeneração do menisco.

A musculatura do quadríceps é formada por quatro músculos diferentes (reto femoral, vasto medial, vasto lateral e vasto intermediário). Ele...

Recuperação para lesão no quadríceps



A musculatura do quadríceps é formada por quatro músculos diferentes (reto femoral, vasto medial, vasto lateral e vasto intermediário). Eles tem a  mesma inervação e o mesma inserção. Os quatro músculos juntos são responsáveis pela extensão do joelho. Há alguns autores mencionam outros músculos que compõem o quadríceps, entre eles, o vasto medial oblíquo, porém, sem envolvimento com o fenômeno do estiramento ou lesão. O vasto medial oblíquo é o principal estabilizador da patela.

Existem algumas formas mais comuns de se lesionar um músculo ou vários músculos deste grupamento. As causau mais comuns são:

  • Contração demasiada do músculo quadríceps, com o quadril inicialmente estendido;
  • Alongamento excessivo do quadríceps com o quadril em extensão e o joelho fletido ( exemplo do chute);
  • Encurtamento do quadríceps;
  • Desequilíbrio entre os músculos que compõem o quadríceps;
  • Discrepância no comprimento de membros inferiores.

Há a divisão da lesão em três graus diferentes. Assim fica mais fácil avaliar e tratar cada paciente. 

No grau I,  pode haver a presença ou não de edema, com leve desconforto à palpação. Pode-se apresentar tensão na parte anterior da coxa. A marcha é normal mas o paciente tem a sensação de tensão na coxa. O tratamento neste grau é recomendado fazer a crioterapia, compressão, exercícios isométricos e movimentação ativa imediatamente. Exercícios de fortalecimento progressivos e com resistência devem ser iniciados entre o 1° e o 2º dia da lesão. Alongamento indolor para o quadríceps. A compressão deve ser intermitente até que a dor cesse por completo. Trabalho funcional e proprioceptivo é importante. Se a pessoa for fisicamente ativa os exercícios de fortalecimento podem se iniciar imediatamente. Em princípio pode continuar participando de treinos e competições, a partir de avaliação criteriosa que determine segurança para realização da mesma. Tudo dependerá do feedback do paciente. 

Na lesão pode grau II, a marcha é anormal, com dor súbita e descendente ao longo do reto femoral, edema observável e, dor à palpação. São observadas também alterações na musculatura. Extensão resistida de joelho é dolorosa. O tratamento a ser realizado é gelo e compressão por 24h. Muletas devem ser mantidas por um período de 3 a 5 dias, dependendo da evolução da lesão. Na fase aguda TENS como analgesia. Na fase crônica, ultra-som como regenerador tecidual e, laser como cicatrizante são recursos benéficos ao atleta/desportista. O objetivo é reduzir o edema, controlar o processo inflamatório e a dor, promovendo assim, aumento na amplitude do movimento. Aproximadamente no 3º dia, o atleta se não estiver apresentando dor, os exercícios isométricos podem ser incluídos, além dos exercícios ativos para ganho da amplitude de movimento. Observar a progressão do exercício e a resistência a ser incluída. O gelo deve ser aplicado sempre antes das sessões de tratamento e, após 4º e 7º dia aproximadamente, o calor pode ser incluído antes das sessões. Exercícios de fortalecimento do quadríceps devem perdurar do 7º ao 14º dia, progredindo em seqüência sem dor. Natação e bicicleta ergométrica são bons recursos na recuperação funcional do atleta/desportista. Os exercícios de alongamentos passivos devem ser evitados antes do 7º dia. Trabalho funcional e proprioceptivo ao longo do tratamento é extremamente importante, visando readquirir controle sensório-motor do movimento. Se a pessoa é fisicamente ativa, recomenda-se o afastamento das atividades por um período entre: 7 a 21 dias. Fato que não impede a realização de trabalhos funcionais específicos, penas se for o caso das atividades competitivas, só retornando quando todas as propriedades estruturais e funcionais da musculatura estiverem restauradas.

Na lesão por grau III tem-se uma completa incapacidade funcional para marcha, dor severa e, alteração visível do quadríceps. Pode apresentar um "gap", que se observa por um "buraco" na musculatura. Dor severa à palpação, edema aparece no momento da lesão(em geral). Incapacidade de extensão do joelho.Neste grau de lesão , o paciente  deve usar inicialmente, muletas entre 7 e 14 dias. Gelo, compressão, elevação, modalidades da eletrotermofototerapia, devem ser mantidos até que o atleta/desportista apresente amplitude de movimento total e indolor. Quando então, pode-se iniciar com exercícios isométricos para o quadríceps. Também podemos incluir exercícios ativos para ganho de amplitude de movimento, preocupando-se em evitar o excesso de alongamento do quadríceps. Notar o uso de gelo como pré-cinético para os exercícios cinesioterapêuticos. Usa-se o calor, quando o atleta/desportista estiver com boa angulação de movimento ativo. Trabalho de fortalecimento dentro da água, bem como, bicicleta ergométrica, podem ser incluídos nesta etapa do programa, devendo-se observar a altura do selim, adaptada para acomodar a amplitude de movimento disponível. Exercícios de fortalecimento muscular para o quadríceps devem ser incluídos a partir da terceira semana, observando-se: progressão, resistência e nível de dor. Até a quarta semana, espera-se que o atleta /desportista tenha apresentado amplitude total de movimento, sendo assim, pode-se iniciar com exercícios de alongamentos. Importante lembrar que o trabalho funcional proprioceptivo é extremamente importante. Se for fisicamete ativo, o paciente pode ficar afastado por um período que corresponde 3 a 12 semanas. Neste período todo o trabalho relatado anteriormente, deve ser executado, observando a progressão e intensidade do esforço. Dependendo da gravidade da lesão a intervenção cirúrgica pode ser considerada. Atualmente, a terapia com fator de crescimento, é um recurso que se apresenta de vanguarda para lesões deste grau. Por enquanto, ainda carece de estudos complementares. Entretanto, resultados preliminares apresentados, dão conta de sucesso e retorno rápido do atleta/desportista às suas atividades desportivas.

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Iniciarei hoje uma série de 3 postagens sobre ruptura muscular. A primeira postagem falará sobre a fisioterapia e seus objetivos na ruptura...

A fisioterapia na ruptura muscular



Iniciarei hoje uma série de 3 postagens sobre ruptura muscular. A primeira postagem falará sobre a fisioterapia e seus objetivos na ruptura muscular. A segunda postagem falará da avaliação e dos tratamentos indicados e a terceira postagem falará do tratamento de fisioterapia e de prognóstico de recuperação.

A ruptura muscular ocorre quando há uma lesão transversal ao corpo muscular. Podem ser classificadas pelo nível de lesão(músculo, transição miotendínea, tendão e arrancamento ósseo), pela gravidade( parcial ou total) ou pelo tempo (lesão aguda é aquela que ocorre pela primeira vez em determinado músculo, com tempo de evolução inferior às três semanas necessárias para sua perfeita cicatrização e lesão crônica poderia ser decorrente de lesão aguda, levada à presença de fibrose cicatricial abundante em conseqüência da gravidade da lesão ou de terapêutica inadequada, ou mesmo inveterada. Pode ser subdividida, em função do segmento comprometido, com fibrose no corpo muscular ou com microlesões inflamatórias ao nível do mioentésio).

Os principais objetivos do inicio do tratamento de fisioterapia na ruptura muscular é combater os sintomas iniciais como: dor, impotência funcional, solução de continuidade, edema e hematoma.

Dentre os sintomas objetivos, a “dor” ocupa lugar de destaque. É o primeiro sinal de alarme e ocorre em todos os casos. Tende a declinar com a evolução e é mais intensa à contração ou alongamento do músculo.

A “impotência funcional” é total nas rupturas completas (que são raras) e parcial nas demais, tendendo a desaparecer em poucos dias.

A “solução de continuidade”, proporcional à gravidade de cada caso, pode ser facilmente visualizada nas rupturas graves de músculos superficiais.

O “edema” pode coexistir, mas pode passar despercebido nas rupturas de músculos mais profundos.

O “hematoma” ocorre com freqüência e é proporcional à espessura dos vasos lesados e não à intensidade da estrutura muscular comprometida.


No próximo post abordaremos a avaliação no tratamento de ruptura muscular. Não perca!

1.   História pregressa, profissão, tipo de dor  (parada / movimento) 2.   Inspeção:  aspecto da pele, edema, proeminência óssea, verrugas p...

O que se precisa saber pra avaliacao fisioterapeutica do tornozelo



1. História pregressa, profissão, tipo de dor (parada / movimento)

2. Inspeção: aspecto da pele, edema, proeminência óssea, verrugas plantares, calos, deformidades congênitas (varo, cavo, eqüino, plano) hálux valgo, pé de atleta (tinha do pé) infecção fúngica entre os dedos (frieira), formato da unha, cicatriz.

3. Palpação: edema duro ou mole, temperatura, grau de força

4. Movimento: Ativo (goniometria)
                       Passivo (goniometria)

* Flexo / extensão
* Inversão / eversão
* Hálux

5. Perimetria: Edema (pelos maléolos) 
                      Panturrilha
                      Coxa

Obs.: Joelho (patologia ascendente)

6. Testes Específicos: 

a) Gaveta anterior (ligamentar) talo fibular , talo tibial 
b) Teste do estresse (ligamento calcâneo fibular / tibio fibular) 
c) Teste de Homans (trombose) - vascular
d) Palpação do movicular (falha de posição)

Solicitação - Rx (simples) 
                   Ressonância
                   Ultra-som

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