A fascite plantar é uma lesão que provoca dor no arco do pé e também frustração. A recuperação é lenta e o índice de recorrência é alto. ...

Segredos para combater a Fascite Plantar


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A fascite plantar é uma lesão que provoca dor no arco do pé e também frustração. A recuperação é lenta e o índice de recorrência é alto. As causas mais comuns são o esforço repetitivo e o excesso de pronação, que provocam micro rupturas e inflamação na fáscia plantar (tecido que recobre a planta do pé). Para lidar com isso, o corpo coloca um aglomerado de fibras sobre a área lesionada. E como essa nova camada não tem tanta elasticidade quanto o tecido sadio, a fáscia fica vulnerável a outras lesões. Se você sente dor no calcanhar há mais de três meses, já experimentou outros tratamentos sem sucesso e está disposto a pagar, literalmente, para ter alívio, fale com seu médico sobre os procedimentos inovadores apresentados a seguir.

Terapia por ondas de choque

Método: As ondas concentradas estimulam a produção de colágeno, contribuindo para a cura da área lesionada. O tratamento com alta energia dá resultados em uma aplicação, mas é doloroso e requer sedação. Na opção com baixa energia, a pessoa fica acordada, mas são necessárias várias sessões.
Resultado: Pesquisas indicam índices de cura de cerca de 80% em pacientes que não responderam a outras terapias. "Após a primeira sessão, você terá a sensação de que a área lesionada foi alongada. Depois de mais duas, você vai perceber uma melhora dramática", afirma Clint Verran, maratonista e fisioterapeuta americano que usa a terapia de baixa energia.
Custo: Cerca de 500 a 800 reais por sessão.

Plasma enriquecido de plaquetas

Método: O sangue colhido do paciente é centrifugado e obtém-se um concentrado de plaquetas que, em seguida, é novamente injetado na área lesionada. As plaquetas contêm fatores de crescimento que estimulam a regeneração do tecido.
Resultado: Pesquisas recentes sobre fascite plantar são promissoras. Stephen Pribut, podiatra (especialista em pé) em Washington, Estados Unidos, afirma que este poderá ser o tratamento do futuro na medicina esportiva, mas ele ainda está sendo estudado como indicação para o tratamento da fascite.
Custo: Cerca de 1000 a 3000 reais.

Botox

Método: A toxina botulínica é injetada na fáscia plantar para provocar a paralisia do nervo e reduzir a dor e a inflamação.
Resultado: Estudos indicam que pessoas que sofriam de fascite plantar relataram redução significativa da dor após o tratamento. Porém, segundo Stephen, são necessárias pesquisas para avaliar os efeitos da terapia no longo prazo. Além disso, o botox pode bloquear a dor, mas não cura a lesão.
Custo: Cerca de 800 a 1200 reais por sessão.

Agulhamento seco

Método: Usa-se uma agulha para fazer punções na fáscia plantar, no pé que apresenta dormência. Com isso, provoca-se um pequeno sangramento, fazendo com que as células sanguíneas sejam recrutadas para curar o tecido. Alguns médicos também aplicam injeção de corticóides.
Resultado: Um estudo da Universidade de Gênova (Itália), publicado em dezembro de 2008, relatou índice de cura de 95% com o uso combinado de agulhamento seco e corticóides. No entanto, essa combinação pode não ser necessária. "Eu uso apenas a técnica do agulhamento seco e a eficácia é de aproximadamente 90%", afirma o radiologista Levon Nazarian, da Thomas Jefferson University, em Philadelphia, EUA.
Custo: Varia bastante, de 500 a 1500 reais, pois é um procedimento realizado somente em consultório, com anestesia local.

Fonte: Runners Worlds

A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos int...

Discopatia Degenerativa



A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos intervertebrais que ocorrem com o envelhecimento.

Em alguns casos, a Discopatia Degenerativa pode se manifestar com sintomas bastante similares aos de uma Espondilite Anquilosante. As alterações que ocorrem nos discos podem resultar em dores no pescoço ou nas costas, além de osteoartrite e hénias de disco.

Qual a causa da discopatia degenerativa?

A medida em que envelhecemos, os discos localizados entre as vértebras também sofrem um processo de desgaste.

Eles perdem uma quantidade significativa do conteúdo líquido, perdendo um pouco de sua capacidade amortecedora. A perda de líquidos também diminui a espessura dos discos e a distância entre as vértebras.

A diminuição na distância entre as vértebras e, conseqüentemente, da estabilidade da coluna vertebral, tende a ser compensado pelo organismo através da formação de pontes ósseas entre uma vértebra e a seguinte. Estas pontes, chamadas Osteófitos, podem pressionar as raízes nervosas ou a própria medula, causando dor e comprometimento da função do nervo afetado.

Com o tempo, o material gelatinoso dentro do disco pode ser forçado para fora através de minúsculas rupturas, resultando em hérnias de disco.

Todas estas alterações são mais freqüentes em pessoas que fumam e aquelas que executam trabalhos pesados com sobrecarga de peso. Pessoas obesas também apresentam um risco maior para sintomas de discopatia degenerativa.

Uma lesão aguda (p.ex.: uma queda), resultando em hérnia de disco, também pode dar início a um processo de discopatia degenerativa.

Quais são os sintomas?

Dores nas costas e na região do pescoço são as manifestações mais comuns da doença. Contudo, os sintomas variam de pessoa para pessoa e de acordo com o local da coluna vertebral afetado.

Muitas pessoas não sentem coisa alguma, ao passo que outras com lesões semelhantes se queixam de dormências ou dores severas e incapacitantes.

Se o disco afetado estiver na região do pescoço, os sintomas podem incluir dores cervicais ou no braço. Na coluna inferior, os sintomas incluem dores lombares, nas nádegas ou nas pernas.

Em todos os casos, a dor tende a piorar com os movimentos de extensão da coluna. Por exemplo: ao se abaixar para amarrar um cadarço ou ao se esticar para alcançar algo em uma prateleira mais alta.

Como a discopatia degenerativa é diagnosticada?

Através da sua história e do exame do clínico, o medico é capaz de ter uma boa idéia do problema. Porém, alguns testes serão necessários para identificar a extensão da discopatia degenerativa.

Os principais exames solicitados incluem radiografias, tomografias computadorizadas e ressonância nuclear magnética da coluna vertebral.

Como é feito o tratamento?

O uso de compressas frias ou quentes, e comprimidos ou injeções de antiinflamatórios ajudam aliviar o desconforto, mas só devem ser utilizados sob orientação medica.

Dependendo da extensão da doença e da associação com problemas como osteoartrite, hérnia de disco ou estenose vertebral, seu médico poderá recomendar outros tratamentos (p.ex.: fisioterapia, alongamentos ou mesmo cirurgia).

"Deixar de fazer o que gosta ou o que lhe dá o sustento por uma simples lesão ou inflamação nos tendões é coisa que pode ser evitada. D...

Tendinites



"Deixar de fazer o que gosta ou o que lhe dá o sustento por uma simples lesão ou inflamação nos tendões é coisa que pode ser evitada. De um pianista e um digitador até um trapezista de circo, um jogador de futebol ou um atleta de vôlei, todos devem aprender os segredos básicos de como evitar uma interrupção em sua atividade. Vamos aqui descortinar alguns segredos simples, mas que não devem ser perdidos de vista, desde as formas de diagnóstico ao tratamento, que inclui também a alimentação". 

Mexa-se!

Há poucos anos, esta frase se transformou em uma espécie de pensamento obrigatório, em todos os pontos do país. A ordem era malhar, fazer exercícios. Todos, independente de profissão, idade ou sexo, foram para as academias, parques e praias. Os exercícios, muitas vezes sem qualquer critério, acabaram se incorporando à vida da população. 

Claro que é fator importante exercitar o corpo diariamente, mas antes precisamos rever alguns pontos básicos.

A começar de nossa anatomia. Para fazer um simples movimento, um simples gesto, são muitos os componentes do corpo envolvidos. Os ossos, que são rígidos, precisam, por exemplo, dos músculos e dos tendões para se dobrarem nas extremidades, entre um osso e outro.

Músculos e tendões são formados de fibras. Os tendões são fibras agrupadas em feixes, que se situam entre os músculos e o osso. 

Para a obtenção de bons resultados ao mexer-se, portanto, principalmente em nível de competições, a pessoa precisa estar com a musculatura saudável e conhecer a importância de fazer os movimentos adequados, sem forçar demais os músculos e os tendões. Meia hora a mais no parque, ou o excesso de peso pode significar um problema que muitas vezes tira a pessoa de uma competição ou de um trabalho por um longo período.

Atenção aos Movimentos

Para o Dr. M.L. Miszputer, médico desportivo, o aumento dos exercícios, seja por questão de lazer ou de condicionamento físico, tem contribuído para aumentar também o número de lesões do sistema músculo-esquelético entre atletas profissionais e amadores. O médico explica que muitas dessas lesões se originam da falta de orientação ou do excesso de carga nos treinamentos. O atleta profissional lesionado, segundo Dr. Miszputer, fica impedido de treinar e de participar de eventos esportivos e corre o risco de comprometer seu condicionamento e sua carreira. Para o praticante amador, lembra ele, a interrupção forçada dos exercícios em decorrência de uma lesão é frustrante, pois é inegável o bom efeito psicológico que o esporte exerce sobre as pessoas.

O Tendão de Aquiles

Conta a lenda grega que Aquiles, filho do rei Peleu e da rainha Tétis, tinha um único ponto vulnerável no corpo, exatamente na altura do calcanhar, na altura de um tendão. Para tornar o menino imortal, sua mãe passou ambrósia em seu corpo e o manteve por um tempo próximo ao fogo. Depois, mergulhou Aquiles no rio Estige, cujas águas tinham o poder de torná-lo invulnerável. Ao mergulhar o filho nas águas do Estige, a mãe o segurou por um calcanhar e, sendo assim, essa parte de seu corpo não foi tocada pelas águas. Aquiles cresceu e se tornou um dos principais heróis gregos da guerra de Tróia, sendo ao final atingido e morto por Páris, com uma flecha no calcanhar. Daí se falar hoje em tendão de Aquiles, uma denominação vulgar para o tendão que se encontra na parte inferior e posterior da perna.

Isso pode levar a algumas confusões, pois algumas pessoas entendem que só existem tendões nessa região do corpo, quando não é verdade. 

As mãos, os pés, o pescoço e todas as partes que se dobram, ou seja, praticamente o corpo inteiro (se imaginarmos um contorcionista de circo em atividade) está repleto de tendões.

O que é a Tendinite?

As palavras terminadas com o sufixo 'ite' indicam um processo inflamatório. Tendinite, pois, é ainflamação que acontece nos tendões. 

Essa inflamação pode ter duas causas, que são:

1. Mecânica – esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga.

Algumas pessoas – Como halterofilistas e amadores que se exibem nas ruas, puxando vários carros – podem suportar trações de até 300 kg. Mas as pessoas comuns, que não são treinadas para carregar peso, podem sofrer lesões diante de um movimento errado ou de uma carga de apenas 10kg de peso.

2. Química – A desidratação, quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados, a alimentação incorreta e toxinas no organismo podem conduzir a uma tendinite. 

Como ela se Manifesta?

A tendinite se manifesta inicialmente com dores e muitas vezes com a incapacidade da pessoa em realizar certos movimentos. 

A pessoa pode sentir dores ao subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outras posturas ou movimentos.

Ela pode ser confundida inicialmente com artrite reumatóide e, portanto, existe a necessidade de que o médico faça um bom exame no paciente para estabelecer um diagnóstico diferencial. No caso da tendinitecrônica, lembra Dr. Miszpunter, o diagnóstico em geral é mais difícil, por não haver aumento no fluido sinovial, o que requer mais cuidado nas investigações.

Exames Necessários

Exame clínico e anamnese (entrevista) são os primeiros procedimentos, em que o paciente relata suas queixas e o médico começa a formular a hipótese diagnóstica.

Os métodos de diagnóstico através de imagem têm papel importante, afirma o doutor Miszputer. Desde o raio-x até a ressonância magnética, cada um atua no diagnóstico de determinadas lesões, entre elas, uma das mais freqüentes é a tendinite. O médico explica que, para o seu diagnóstico, com freqüência se utiliza a ultrassonografia, quase sempre depois de feito um exame de radiografia normal. A ultrassonografia, conforme ele relata, apresenta algumas vantagens tais como boa definição de partes moles, não utiliza radiação ionizante, é um método não invasivo, relativamente de baixo custo e rápido em comparação com outros métodos.

Dr. Miszpunter também alerta para a importância da comunicação entre o médico que examina o paciente e o médico que fará os exames de ultrassonografia, muitas vezes realizados em local diferente daquele da consulta. É fundamental, diz ele, que o médico ultrassonografista tenha conhecimento da história clínica do paciente para poder identificar corretamente o local da lesão, estabelecer prováveis diagnósticos diferenciais e poder sugerir um diagnóstico final da lesão ao médico que solicitou o exame.

Quais as Profissões mais Afetadas?

A tendinite tem sido alvo de preocupação tanto da medicina do esporte quanto da medicina do trabalho. Há uma variedade de tipos de atletismo e de ocupações que podem estar sujeitas ao problema, todas sempre relacionadas com esforços demasiados ou repetitivos (LER: Lesões por Esforço Repetitivo). Jogadores de futebol, handebol, vôlei, feirantes (que carregam pesadas caixas), estivadores e até mesmo dançarinos. Ultimamente, a área de informática tem mostrado esse problema, com o esforço repetido dos digitadores no teclado. Sem contar os pianistas, que por estudo sistemático de suas partituras musicais podem ser acometidos de tendinite.

Formas de Tratamento

Dependendo da natureza e do grau de severidade da lesão, as formas de tratamento vão desde a indicação de antiinflamatórios até a imobilização do membro afetado (por exemplo, tala ou engessamento do braço em tendinite originária de digitação). 

Mas, recorda o médico francês, Dr. Marcel Morand, em primeiro lugar é preciso repouso. Após um período, a pessoa é aconselhada a fazer fisioterapia, para acelerar o processo de cura. Uma das técnicas indicadas para a tendinite é a crioterapia, aplicação de bandagens a temperaturas muito baixas ou bolsas de gelo. Massagens também são indicadas como auxiliares no tratamento.

No caso de tendinite de origem química, médicos como o Dr. Morand indicam uma dieta alimentar especial, para prevenir a desidratação que pode resultar, nos tendões, na pouca ou nenhuma lubrificação e conseqüente agravamento da doença. Essa dieta exige a retirada de alimentos ácidos e graxos, incluindo-se a manteiga e o chocolate e as frutas ácidas. 

A aplicação local de corticóides é apenas indicada dos casos mais graves.

É Possível Haver Seqüelas?

Sim, diz o médico, se o tratamento não for feito em tempo e de maneira adequada e se a fisioterapia não for feita durante o período necessário.

A pessoa não tratada pode sofrer uma ruptura do tendão após um período de inflamação mal cuidada. Pode continuar com as dores e se tornar incapaz para o trabalho. Por isso, é importante seguir todos os passos indicados pelo médico para um pronto restabelecimento.

Quais são os Métodos de Prevenção?

1. As atividades de risco para tendinite são fáceis de serem reconhecidas. Uma vez reconhecendo o tipo de atividade, é dever de uma empresa ou de um clube, por exemplo, não expor o funcionário ou o atleta a períodos ininterruptos de trabalho ou de exercício. Uma parada, uma pausa na rotina, por alguns minutos, pode significar não um prejuízo para a empresa, mas sim, um ganho em termos de continuidade em médio e longo prazo.

2. Alimentação balanceada é vital não só para o tratamento da tendinite, mas também para sua prevenção.

3. Instruir o digitador, o atleta, o funcionário, o pianista, quem quer que esteja a seu serviço, sobre as causas e os efeitos da doença e como preveni-la é dever de todo empregador. Isso pode ser feito através de pequenos seminários, aulas ou vídeos.

4. Tratamento adequado, consulta ao médico, atenção à fisioterapia e aos medicamentos são um direito e ao mesmo tempo um dever do paciente para a cura da tendinite.

5. Por último, vale lembrar que os casos mal curados podem acabar necessitando de cirurgia. E que atendinite também é, como qualquer acidente de trabalho, passível de indenização. Vale a pena, portanto, a empresa se preocupar com a prevenção, onde os gastos (e o desgaste emocional de ambas as partes) são muito menores e mais proveitosos.

Fonte: Boa Saude - UOL

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