A maneira errada de pisar no chão pode ser a responsável pelas dores nas costas, pés, joelhos e até quadris. A maneira como se pisa se refle...

Novo exame detecta problema de pisada




A maneira errada de pisar no chão pode ser a responsável pelas dores nas costas, pés, joelhos e até quadris. A maneira como se pisa se reflete diretamente na coluna vertebral e pode ocasionar até problemas posturais.

 Para resolver esse problema, alguns ortopedistas passaram a adotar em seus consultórios um exame chamado de baropodometria.

Ele é realizado por um Baropodómetro Eletrônico desenvolvido para estudar as pressões plantares estáticas e dinâmicas. Trata-se de uma plataforma com sensores, de aproximadamente três metros, conectada a um computador que recria imagens coloridas e dados estatísticos que diagnosticam o tipo de pisada.

O exame permite que o médico avalie as cargas dos pés em diferentes modalidades, permitindo uma análise biomecânica e estrutural das possíveis anomalias da pisada e, consequentemente, da postura. Por Carolina Abranches

Quando pensamos nas fases de um programa terapêutico, sempre relacionamos alguns exercícios que podem ser feitos e outros que devem ser impl...

Como usar as diferentes formas de contração muscular


Quando pensamos nas fases de um programa terapêutico, sempre
relacionamos alguns exercícios que podem ser feitos e outros que devem
ser implementados. Isto porque existem técnicas que serão mais
eficazes do que as outras no que diz respeito ao momento de trabalho
do determinado segmento. A bibliografia nos traz três tipos
diferenciados de contração muscular, sendo que cada uma delas possui
sua individualidade e deve ser aplicada em uma fase diferenciada da
reabilitação. Estes três tipos são: contração isometrica (metria =
comprimento; iso = igual ou constante), contração isotônica (que pode
ser dividida em excêntrica e concêntrica) e contração isocinética
(cinética = velocidade; iso = igual ou constante).

A contração isométrica é aquela onde o músculo desenvolve tensão,
porém não há alteração em seu comprimento externo. Em outras palavras,
a contração isométrica é aquela em que o músculo contrai-se e produz
força sem nenhuma alteração macroscópica no ângulo da articulação.
Parece que o mecanismo desta contração reside no fato de que a energia
que normalmente seria exibida como trabalho mecânico externo é usada
no rearranjo estrutural das fibras, isto é, as fibras se encurtam e o
tendão se alonga, e parte da energia se dissipa em calor. Outros
estudos sobre a biomecânica da contração isométrica relatam que a
mesma acontece pois permite um deslizamento das miofibrilas mais
externas enquanto que aquelas que se encontram mais internamente
permaneceriam estáticas.

Para entendermos melhor o não encurtamento do comprimento do músculo
devemos analisar cinesiologicamente as relações de força que agem
sobre o corpo. Existe a tensão (que é a força desenvolvida pelo
músculo para vencer as forças que agem sobre o segmento) e a
resistência (que é considerada uma força externa baseada no peso do
segmento associado, principalmente, a inércia). Quando o torque de
resistência de uma articulação é igual ao torque de força produzido
pelo músculo que a atravessa, isto é, quando a resistência contra a
qual o músculo está exercendo tensão for igual a tensão máxima que
este músculo pode produzir, desenvolve-se uma contração isométrica.

Este trabalho repercute hemodinamicamente pois pode provocar um
aumento da pressão arterial pois o músculo que se contrai espreme os
vasos e diminui seu calibre aumentando assim a resistência vascular
periférica. Com este tipo de trabalho, os indivíduos tem apresentado
ganho de força moderado e, algumas pessoas, tentam manter este tipo de
trabalho para aumentar o tamanho do músculo. Ele é amplamente usado em
reabilitação e nos indivíduos descondicionados.

O maior empecilho do trabalho isométrico é a sua parca transferência
para o mundo real, visto que, a maioria de nossas atividades diárias
envolvem contrações excêntricas e concêntricas. Além disso, o
exercício isométrico apenas provoca hipertrofia do grupo muscular no
ângulo articular no qual o músculo é sobrecarregado, limitando-se,
assim, o desenvolvimento de força por toda a amplitude de movimento.
Embora soe um pouco estranho, uma outra forma de se referir a
contração isométrica é chamá-la de contração estática. A contração
isotônica ou também conhecida como contração dinâmica, é aquela que
acontece quando há uma desigualdade de forças entre a potência
muscular e a resistência provocando, assim, o deslocamento do
segmento. Ela pode ser dividida em concêntrica, que é aquela onde a
potência é maior que a resistência e a fibra muscular sofre uma
diminuição de seu tamanho (encurta-se), isto é, a origem se aproxima
da inserção e excêntrica que é aquela onde a resistência é maior que a
potência onde as fibras, por possuírem características elásticas, se
ampliam fazendo com que o ponto de origem do músculo se afaste da
inserção.

Outra maneira de se pensar em contração muscular excêntrica é pensar
que esta é uma modalidade onde o músculo se alonga durante o tempo em
que está exercendo tensão. Este tipo de contração muscular é a
modalidade de treinamento de força mais popular que existe. O
exercício é considerado isotônico quando o segmento move uma
resistência específica por uma amplitude de movimento. È importante
salientar, que a carga real imposta ao músculo varia pela amplitude de
movimento sendo diferente em todo o arco de movimento. Embora o peso
seja constante, o torque motor desenvolvido pelo músculo não é igual
devido as mudanças no comprimento-tensão e força-ângulo.

A contração isocinética é aquela em a tensão desenvolvida pelo músculo
é máxima em todos os ângulos articulares durante toda a amplitude de
movimento porque ela é realizada em uma velocidade constante. A
velocidade é controlada e a resistência é variada ao longo do arco de
movimento.

As vantagens da contração isocinética são que:

a) é capaz de obter contração máxima ao longo da amplitude total de
movimento, oferecendo maior eficiência do rendimento muscular;

b) a sobrecarga nas articulações é pois é a força produzida pelo
paciente que controla a sobrecarga imposta pelo aparelho;

c) é capaz de realizar uma gama de testes musculares através das
diferentes velocidades aplicadas e de diferentes posturas.

Finalmente, à medida que o indivíduo tenta gerar tensão máxima na
velocidade específica de contração, a tensão irá variar devido à
mudança nas alavancas e inserções musculares. O trabalho isocinético
além de trabalhar força pode trabalhar endurance melhorando assim, o
desempenho.

Bibliografia Hamill, J. & Knutzen, K. M. Bases biomecânicas do
movimento humano 1a edição, Editora Manole, 1999.

Fox, E. L. & Mathews, D. K. Bases Fisiológicas da Educação Física e
dos Desportos , 3a Edição, Editora Guanabara, 1986.

Matarazzo, Carolina G & Alves, Vania C. R. O uso do Exercício
Isocinético na Reabilitação de Luxação Recidivante de Ombro ? estudo
de caso. Revista Reabilitar, Ano 3, No 4, Editora Pancast, São Paulo.

Autor: Bianca Laufer Bass - Fisioterapeuta do Hospital Barra D Or,
Professora de Cinesiologia do IBMR, Pós-graduada em psicomotricidade
UNESA

Fonte: http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=43&ac=6

Getty Images Grupo de atletas com lesões foi acompanhado por seis meses Um estudo desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia ...

Plasma sanguíneo recupera ligamentos do joelho



JoelhoGetty Images

Grupo de atletas com lesões foi acompanhado por seis meses


Um estudo desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que a utilização de plasma sanguíneo no tratamento de lesões nos ligamentos do joelho pode melhorar a cicatrização em até 50% e tornar o tendão mais resistente a novas lesões.

Para analisar a nova técnica, um grupo de 27 atletas, com idades entre 15 e 44 anos, foi acompanhado durante seis meses. O ortopedista Adriano Almeida diz que todos apresentavam lesões no ligamento cruzado do joelho, cujo tratamento é feito com o enxerto de parte do tendão patelar.

O novo método consiste na retirada de sangue do próprio paciente, que é enriquecido com plaquetas, por meio de um processo no laboratório, e injetado no local de onde foi retirado o material para enxerto.

O plasma foi aplicado durante o procedimento cirúrgico em 12 atletas. Nos demais, foi utilizado o sistema tradicional. Seis meses após as cirurgias, todos eles passaram por novos exames. Os pesquisadores constataram que, nos pacientes em que foi utilizado o plasma, houve uma cicatrização 50% melhor do que a dos demais, o que torna o tendão mais resistente e menos suscetível a lesões.

Segundo Almeida, outro ponto positivo do tratamento é o fato de o processo de recuperação ser menos dolorido.

– Os pacientes que receberam o plasma atingiram 3,8 na escala de dor. Já o grupo que não recebeu chegou a 5,1.

De acordo com o ortopedista, essa etapa da pesquisa já está concluída.

– Os dados coletados são suficientes para aplicarmos o método em qualquer paciente. Além disso, por ser um tratamento autólogo, que utiliza material da própria pessoa, não existem riscos.

Segundo ele, o próximo passo será "resolver questões burocráticas, para que seja disponibilizado no SUS (Sistema Único de Saúde).

A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais corres...

Condromalácia patelar estabilizada pelo Pilates


CONDROMALÁCIA PATELAR ESTABILIZADA PELO PILATES

A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos.

A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

Algumas pessoas têm predisposição a apresentar a lesão devido ao desalinhamento da patela, ao invés da patela percorrer o "trilho" formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para as laterais, aumentando o atrito entre os dois ossos. A posição da patela de forma mais alta que o normal também são fatores predisponentes. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando "desgaste". Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.
Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.

A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):

GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral

Não há um protocolo rígido de tratamento. É importante analisar o grau da lesão adquirida e se direcionar às causas, sempre tentando reequilibrar o alinhamento da patela, inicialmente através de tratamento fisioterápico, podendo associar a métodos analgésicos e antiinflamatórios. A perda de peso, em determinados casos, pode ser recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Em casos graves muitas vezes é necessário tratamento cirúrgico, em que procedimentos combinados para tratamento do alinhamento patelar e tratamento da lesão da cartilagem podem ser realizados por via "aberta", artroscópica (vídeo) ou mesmo combinada.

O PILATES age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia. Já que um dos grandes alicerces do método é o fortalecimento e estabilização dos músculos centrais do corpo aliada às técnicas que potencializam a respiração e seus benefícios, atingindo assim, o objetivo do aluno através do equilíbrio muscular. Para tal, é preciso avaliar o nivel de força e flexibilidade dos grupos musculares do indivíduo, para que se dê início à prescrição do programa de exercícios. No caso da condromalácia patelar são inclusos exercícios de potência, força, alongamento e mobilização do membro inferior, sempre com o cuidado de evitar sobrecarga na articulação em questão. No geral, é importante o alongamento dos ísquiotibiais, o qual seu encurtamento implica em um agravamento no atrito da patela com o fêmur, no momento da marcha. Uma atenção especial ao quadríceps, sobretudo o vasto medial e banda iliotibial, tendões e panturrilha também são extremamente necessárias para equilibrar as forças atuantes sobre a patela.

Fonte: www.flexuspilates.com.br


Este é o principal ligamento do joelho, pois é o que proporciona mais estabilidade à articulação, e por isso este tipo de ...

Entorse de joelho ou Lesão do Ligamento cruzado anterior (LCA)



Este é o principal ligamento do joelho, pois é o que proporciona mais estabilidade à articulação, e por isso este tipo de lesão é de grande importância, principalmente nos casos de moderados a graves, pois geralmente esses necessitam de cirurgia.

Causas:

Normalmente acontece em movimentos bruscos, quando o pé está apoiado no chão e o corpo gira sobre o membro apoiado (movimento de pivô).

Alguns fatores podem influenciar para o aparecimento dessa lesão: predisposição biomecânica, fraqueza muscular, sedentarismo, outras lesões pré- existentes no joelho (Ex: o menisco medial auxilia em algumas funções de estabilização do LCA), etc.

Sintomas:

O estiramento ou ruptura deste ligamento geralmente ocasiona edema ("inchaço") articular considerável, estalo alto no momento da lesão, dor difusa no joelho, rigidez articular e sensação de instabilidade da articulação (falseio).

Tratamento:

Estruturas como os ligamentos têm pouca capacidade de se regenerarem, por isso na maioria dos casos além da fisioterapia também é necessário o tratamento cirúrgico. Geralmente o joelho é muito dependente de um LCA em perfeito funcionamento, caso contrário torna-se instável e seguidas entorses podem ocorrer, tal processo acarretará numa artrose precoce, acometendo outras estruturas do joelho como os meniscos e a cartilagem articular.

A fisioterapia é de fundamental importância no tratamento conservador, no pré-cirúrgico e no pós-cirúrgico.

Apesar de ser uma lesão traumática, da mesma maneira precisa ser observada com um tratamento global, assim como todas outras citadas aqui. É necessário terapia manual (osteopatia, RPG, Mulligan – técnica australiana, etc.) para liberar a musculatura que fica em "espasmo" como mecanismo de defesa do corpo, para ganhar mobilidade articular proporcionando melhor grau de movimento (flexão e extensão do joelho), recursos manuais para drenagem do edema ("inchaço"), métodos de traumato-ortopedia (fortalecimento muscular), hidrocinesioterapia (ganho de força muscular, estabilidade articular – propriocepção, ganho de mobilidade articular, melhora da drenagem). Aqui a visão da globalidade é muito importante para auxiliar na reabilitação.

( Ex: fortalecer os músculos posteriores da coxa é fundamental, pois estes auxiliam a estabilizar o joelho no movimento de gaveta anterior (translação anterior da perna em relação à coxa).

Também é necessário observar a postura e o tipo de pisada que podem influenciar num estresse maior sobre o LCA.

Ainda devemos destacar, que nos primeiros meses da reabilitação, a importância de evitar a perda dos últimos graus de extensão do joelho ("esticar" o joelho), pois tal condição acarretará em grande dificuldade para ganhar força e massa muscular no quadríceps.

Outro ponto fundamental é a propriocepção, que é o principal fator para evitar a recidiva (volta) da lesão, que é um método realizado para treinar os "sensores" existentes no corpo para responderem de maneira eficaz aos gestuais esportivos, uma espécie de trabalho de equilíbrio.

Este é apenas um exemplo de lesão por entorse ligamentar do joelho, mas como todos os outros o tratamento global é de fundamental importância.

Fonte


As dores nos pés e membros inferiores não devem ser ignoradas nem deve ser algo a que as pessoas se habituem a suportar. Calcanhares doloros...

Fascite plantar / esporão de calcâneo


esporãoAs dores nos pés e membros inferiores não devem ser ignoradas nem deve ser algo a que as pessoas se habituem a suportar. Calcanhares dolorosos não devem ser negligenciados e podem ser facilmente tratados com a terapêutica adequada.

O aparecimento de dor no calcanhar/planta do pé tem como causa mais frequente a fascíte plantar (FP). A fáscia plantar é um ligamento que vai desde o calcanhar até às cabeças metatársicas (estas articulam com os dedos). A fáscia plantar, o "ligamento" que se torna doloroso, é que contribui para a sustentação do arco interno do pé. Cobre os músculos da planta do pé e suporta tensões de (aproximadamente) 2,5 vezes o peso corporal ao caminhar, e 3 a 4 vezes em corrida.

A quantidade de tensão sobre a fáscia plantar pode ser aumentada através de limitações musculares diversas e pelo peso corporal aumentado. Este último factor contribui para o aparecimento da FP, mas não é normalmente a sua principal causa. As pessoas com "calcanhares dolorosos" limitam frequentemente a distância caminhada, o que contribui para um eventual excesso de peso. Devido à natureza repetitiva do caminhar, a FP é considerada uma lesão por stress e, como qualquer lesão deste tipo, pode responder favoravelmente a um tratamento anti-inflamatório. Contudo, quase sempre regressará a dor enquanto a causa não for tratada.

A inflamação crónica prolongada origina depósitos de cálcio e eventualmente osso na porção da FP que se insere no calcâneo. Quando visível numa imagem radiográfica, a protuberância óssea denomina-se de "esporão do calcâneo". A origem da sintomatologia dolorosa está na inflamação propriamente dita e não na presença do esporão do calcâneo. Assim sendo, o tratamento de eleição deverá ser não invasivo e deve obrigatoriamente assentar sobre uma análise detalhada que tenha identificado a causa biomecânica/funcional a nível dos membros inferiores.

Mais comum em indivíduos entre 40 e 60 anos, pode iniciar de forma insidiosa ou agudamente após trauma local ou uso excessivo do calcanhar (atletas, longas caminhadas), sapatos inapropriados ou não apresentar causa específica (idiopática).

Os pacientes apresentam dor na área plantar do calcâneo, pior pela manhã ao colocar o pé no chão, sendo mais severa durante os primeiros passos, com melhora posterior e piora no final do dia. A dor é descrita como uma queimação, profunda, ocasionalmente lancinante e é o resultado de alterações degenerativas na origem da fáscia plantar e da periostite por tração do tubérculo medial do calcâneo (ver figura anatômica). Com o passar do tempo e com o estresse repetitivo podem ocorrer microtraumas na origem da fáscia, gerando um processo inflamatório local, e posteriormente a imagem radiológica de um"esporão" .

O tratamento recomendado é relativo, diminuição de atividades que produzam estresse sobre o calcanhar, utilização de palmilhas e órteses, antiinflamatórios não hormonais.

Comumente, os esporões do calcâneo podem ser diagnosticados durante o exame físico. Quando existe um esporão, a aplicação de pressão no centro do calcanhar provoca dor. Radiografias podem ser realizadas para confirmar o diagnóstico, mas elas podem não detectar esporões recém-formados. O tratamento visa o alívio da dor. Uma combinação de corticosteróide com um anestésico local pode ser injetada na área dolorida do calcanhar. O enfaixamento do arco do pé com atadura e o uso de uma órtese (palmilha para o calçado) que ajude a estabilizar o calcanhar são medidas que, além de reduzirem a dor, diminuem a distensão da fáscia.

A maioria dos esporões do calcâneo dolorosos curam sem necessidade de cirurgia. A cirurgia de remoção do esporão somente deve ser realizada quando a dor interferir na deambulação. No entanto, os resultados da cirurgia são imprevisíveis. Ocasionalmente, a dor persiste após a cirurgia.

Sugestão dada pelo Flávio Meirelles, no Facebook do Faça Fisioterapia.

O que é a articulação acrômio-calvicular (ACC)? É uma das articulaçõ...

Lesões da articulação acrômio-clavicular



O que é a articulação acrômio-calvicular (ACC)?
É uma das articulações do ombro, em que a clavícula se junta com a escápula. A parte específica da escápula, que se articula com a clavícula, é chamada de acrômio, o que explica o nome desta articulação.

Que tipos de problemas ocorrem na ACC?
Os mais comuns são artrose, fraturas e luxações (separações). Artrose é a perda da cartilagem da articulação, caracterizada por dor e inchaço, especialmente com a atividade física. Com o tempo estas alterações avançam, levando a deformidade da articulação. O movimento de cruzar o braço em frente ao corpo agrava os sintomas. Também aumenta a dor nos movimentos de apoio ao solo. Artrose da ACC pode estar associada a problemas no manguito rotador.

Como se trata a artrose da ACC?
Atualmente, não há nenhum método para se repor a cartilagem danificada pela artrose. Portanto, o principal é controlar os sintomas através da modificação da atividade física, para não agravar a condição do desgaste. Aplicação de gelo ajuda a diminuir a dor e a inflamação. Medicações incluem analgésicos e antiinflamatórios, e eventualmente infiltração com corticóide.

O que pode ser feito se o tratamento não funcionar?
Cirurgia pode estar indicada se o tratamento medicamentoso não funcionar. Já que a dor é causada pelas duas extremidades ósseas em contato direto, sem a proteção adequada da cartilagem, o tratamento cirúrgico consiste na remoção de parte da extremidade da clavícula. Pode ser feita com uma pequena incisão de 2-3 cm ou através de artroscopia. Os resultados são semelhantes com as duas técnicas cirúrgicas. A maioria dos pacientes terão mobilidade completa em 6 semanas e retornam ao esporte em 12 semanas.

O que é luxação da ACC?
Na luxação (separação) ocorre lesão dos ligamentos que conectam a clavícula ao acrômio, e os dois ossos não estão mais alinhados perfeitamente. A separação pode ser desde leve a completa. Os graus das luxações dependem de quais ligamentos estão rompidos e quanto rompidos se encontram.
Grau I – pouca lesão ligamentos, não há separação dos ossos.
Grau II – ruptura parcial dos ligamentos, não completa. Ao esforço, articulação apresenta dor e instabilidade.
Grau III – ligamentos completamente rompidos, com separação completa dos ossos, e deformidade visível.

Qual o tratamento para a luxação ACC?
Pode ser uma situação muito dolorosa, então o primeiro passo é diminuir a dor. Colocar o braço numa tipóia e utilizar gelo, 20 a 30 minutos a cada 2 horas. Analgésicos e antiinflamatórios são utilizados. Assim que a dor diminuir deve iniciar movimentos com as articulações do ombro para evitar rigidez da articulação. Estas orientações devem ser recomendadas por um médico. O tempo necessário para se recuperar a mobilidade e a função da articulação varia conforme o grau da lesão. Recuperação da lesão grau I pode levar de 10 a 14 dias, enquanto uma lesão grau III pode levar de 6 a 8 semanas.

Quando a cirurgia está indicada?
Luxações grau I e II muito raramente são tratadas com cirurgia. Até mesmo lesões grau III podem ser tratadas sem cirurgia, com recuperação da função com leves restrições. Em alguns casos há uma saliência dolorosa no ombro que vai necessitar da ressecção parcial da extremidade da clavícula.

Fonte: American Orthopaedic Society for Sports Medicine.


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