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Exercícios de fisioterapia na entorse do tornozelo




Exercícios de mobilização e fortalecimento são benéficos, desde que a lesão esteja devidamente estabilizada. A fisioterapia também pode incluir técnicas de  eletroterapia para reduzir a dor e inchaço.

Se o
tratamento conservador não aliviar os sintomas, a cirurgia pode ser necessária. A cirurgia pode envolver a remoção dos ossos e fragmentos de cartilagem soltos no interior da articulação e restabelecer à articulação um espaço ideal para a cicatrização e cura da lesão. Nesse caso a fisioterapia apenas deve começar entre 6-7 semanas após a cirurgia, quando já não há risco de provocar um agravamento da lesão.
Os seguintes exercícios são geralmente prescritos após a confirmação de que a lesão não envolve fratura, ou que esta está consolidada. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas.



Flexão/extensão do pé
Deitado, com o calcanhar fora da cama, puxe a ponta do pé e dedos para si, depois empurre pé e dedos para baixo.
Repita entre 15 e 30 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma. 



  Flexão resistida do

Sentado, com o elástico na ponta do pé. Puxe a ponta do pé para cima, depois deixe o pé voltar lentamente à posição inicial.
Repita entre 8 a 12 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.




 Propriocepção do tornozelo

Em pé, apoiado na perna lesada e com esse joelho ligeiramente dobrado. Tente manter o equilíbrio sem apoiar os braços e olhando em frente. Mantenha esta posição entre 15 a 30 segundos.

Repita entre 5 a 10 vezes, desde que não desperte nenhum sintoma.



Distrofia fáscio-escápulo-umeral é um tipo de distrofia muscular progressiva. Incide em sete em cada cem mil indivíduos (EURORDIS 2005) ...

O que é Distrofia fáscio-escápulo-umeral?



Distrofia fáscio-escápulo-umeral é um tipo de distrofia muscular progressiva. Incide em sete em cada cem mil indivíduos (EURORDIS 2005) de ambos os sexos, com mais freqüência entre os 15 e 20 anos de idade. Atinge os músculos da face e cintura escapular e da pode haver comprometimento da cintura pélvica, entretanto na distrofia da cintura pélvica e escapular há maior comprometimento da cintura pélvica.

O músculo deltóide na distrofia fáscio-escapulo-umeral, é entretanto poupado em 50% dos casos . Há atrofia assimétrica do cíngulo do membro superior e dos músculos proximais do braço; a escápula alada na abdução dos membros superiores é causada pela atrofia dos músculos serrátil anterior, do trapézio e do rombóide. Posteriormente, os músculos bíceps e tríceps braquial podem ser afetados. O deltóide quando preservado perde sua vantagem mecânica, devido à falta de estabilidade da cintura escapular, causando limitação da abdução e flexão ativas.

Há atrofia de grande parte da musculatura facial, com inabilidade de franzir o lábio, dar um sorriso grande sorriso, a eversão labial e o alargamento da fenda palpebral. Um achado característico é a incapacidade de assobiar ou encher um balão.

É um distúrbio hereditário autossômico dominante, localizado no cromossomo 4q35-qter, porém sem mapeamento do produto do gene; salientando que o mecanismo de herança é idêntico à Distrofia Miotônica, com risco de 50% de transmissão genética para seus descendentes.

O paciente dorme muitas vezes de olhos abertos, com fraqueza nos músculos estabilizadores da escápula. Pode ter dificuldade para franzir a testa ou assobiar. A escápula torna-se alada e muitas vezes dolorosa.

A longevidade não é alterada, contudo a incapacidade funcional e a restrinção de movimento compromete a qualidade de vida deste paciente.

Muitas vezes a escápula alada pode causar uma deformidade estética importante com dor à movimentação que pode ser tratada com a artrodese escápulo-umeral.

Uma cirurgia que pode acabar com a escápula alada e melhorar muito a dor.
Após a cirurgia recomenda-se uso da órtese da foto, podendo essa ter até menor grau de abdução, 50º, ou gesso por 3 meses, iniciando então a reabilitação.

Para uma pessoa ativa, um joelho inchado, doloroso pode ser debilitante. Não somente pode inchaço no joelho ser extremamente dolorosas e in...

10 causas freqüentes de joelho inchado



Para uma pessoa ativa, um joelho inchado, doloroso pode ser debilitante. Não somente pode inchaço no joelho ser extremamente dolorosas e inflamadas, mas também pode reduzir ou limitar totalmente uma gama de movimento de pessoas nas pernas. Se o inchaço é ignorada ou deixada sem tratamento, pode piorar a tal ponto que o joelho pode tornar-se inutilizável. Algumas das lesões que causam inchaço do joelho pode variar de leve a grave, e tratamentos também podem variar. No entanto, antes de auto-diagnóstico de quaisquer condições, certifique-se primeiro procurar um parecer médico licenciado para evitar diagnósticos equivocados que podem fazer a pior condição. Leia mais para aprender 10 causas comuns de inchaço no joelho.
Entorse do joelho

Uma das causas mais comuns de inchaço no joelho é uma entorse do ligamento, ou esforço excessivo do joelho. Durante este tempo, o ligamento do joelho pode ser rasgado ou esticado, o que resulta em dor, inchaço, nódoas negras, e uma capacidade limitada para mover o joelho. Desde o joelho é uma das articulações mais comumente usados no corpo, um joelho suspensa é geralmente a causa primeira a ser questionada.

Bursite do joelho

A bursite do joelho é caracterizada pela inflamação de uma das 11 bursas localizadas em torno e sobre a articulação do joelho. As bursas são destinadas a amortecer a articulação do joelho e reduzir o atrito conjunta, mas repetiu o trauma na bursa pode fazer com que seja inflamada, inchada e dolorida. Bursite no joelho pode ser tratado por uma combinação de repouso e terapia. Em casos graves, que podem exigir cirurgia.
Cisto padeiros

Também é conhecido como um quisto popliteal, um quisto Bakers é uma protuberância cheia de fluido atrás do joelho que pode causar rigidez zona limite, do movimento do joelho, e, possivelmente, da dor, juntamente com o inchaço. Este cisto se forma quando a inflamação está presente na articulação do joelho, e do joelho produz excessivos fluidos sinoviais que o corpo não pode absorver. Normalmente, a drenagem de líquidos, medicação, ou a fisioterapia pode ajudar a aliviar o inchaço do joelho associado a cisto Bakers.
Gota

Um tipo de artrite, a gota é caracterizada por ataques súbitos de dor, acompanhados de sensibilidade extrema e inchaço das articulações. Ele pode facilmente acontecer com os joelhos, e pode ser debilitante. Gout acontece quando os cristais são formados na articulação do joelho, devido à acumulação de ureia. Os cristais podem irritar e inflamar a articulação circundante e tecidos. Felizmente, é tratável, por isso não deixe de consultar o seu médico para a gota alívio da dor e tratamento.

Sangue na articulação

Quando o dano significativo acontece até os joelhos, hemorragia maciça pode ocorrer para os espaços comuns. Esta condição é conhecida como hemartrose, e pode causar inchaço no joelho excessiva, calor, rigidez e hematomas. Certifique-se de ir para o hospital imediatamente para que ela seja tratada, se você suspeitar que você está sangrando dentro do espaço da articulação do joelho.

Danos ao meniscos

Os meniscos são almofadas de borracha entre os dois ossos do joelho superior e inferior, e actuam como almofadas e amortecedores como uma pessoa se move e se usa o joelho. Se os meniscos são danificados através de rasgar, usando, ou torção, o joelho ficará inchado e difícil de mover. O tratamento pode variar, e pode ser necessária uma cirurgia em casos mais graves.

Os tumores do joelho

Os tumores no joelho causará joelho excessiva inchaço. Um dos tumores benignos mais comuns, lipoma arborescens, é caracterizada por depósitos anormais de tecido adiposo no interior do espaço da articulação do joelho. Tipicamente, os tumores podem ser facilmente removidos através de cirurgia.

Infecção

Se as bactérias nocivas ou organismos entrar no fluido das articulações dos joelhos, uma infecção pode ocorrer e causar dor, calor e inchaço excessivo da articulação. Bactérias e organismos podem ser introduzidas através de complicações pós-cirurgia do joelho, recuperação de uma punção no joelho profunda, ou trauma no joelho. Os tratamentos podem variar de acordo com o tipo ea causa da infecção, por isso não deixe de consultar um médico sobre os métodos de recuperação.
Osteoartrite

Talvez a forma mais comum de artrite que causa dor e inchaço do joelho é osteoartrite. Esta condição é causada pelo envelhecimento, o desgaste normal e desgaste, mas os indivíduos que tiveram infecções antes do joelho, trauma ou lesões são ainda mais suscetíveis à doença. A osteoartrite é caracterizada pelo desgaste da cartilagem do joelho e da acumulação de líquido no espaço da articulação. A obesidade também pode ser um fator contribuinte.
Osgood-Schlatter

Esta condição é mais proeminente e comum em adolescentes que estão ativos em esportes. Esta condição é causada por uma entorse ou uso excessivo dos músculos da coxa, em vez de sobre a articulação do joelho em si, e é caracterizada por dor no joelho, inchaço e dolorosas protuberâncias em torno da junta.

Para qualquer instância de inchaço no joelho, certifique-se de elevar as pernas e usar uma bolsa de gelo para tentar reduzir o inchaço. Se a dor ou inchaço exceder mais de 3 dias, ou se torna pior, não deixe de ver um profissional de saúde. Não espere muito tempo, porque certas condições podem causar danos irreversíveis se abandonadas por muito tempo. Para ser seguro, lembre-se de sempre consultar um profissional de saúde antes de implementar qualquer medida de auto-!

Os exercícios devem ser feitos com a supervisão de um fisioterapeuta e poderão ter início após o início da cicatrização da lesão, aproxima...

Exercícios de reabilitação distensão da panturrilha




Os exercícios devem ser feitos com a supervisão de um fisioterapeuta e poderão ter início após o início da cicatrização da lesão, aproximadamente 2 semanas. Alguns dos exercícios que serão feitos na fisioterapia podem ser feitos em casa:


1 - Alongamento Com a Toalha:

Sentar sobre uma superfície firme, com a perna lesionada estendida à frente do corpo. Laçar o pé com uma toalha e puxá-la, suavemente, em direção ao corpo, mantendo os joelhos estendidos.

Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.

Para um bom alongamento, é necessário sentir, apenas, um desconforto, não devendo causar uma dor aguda.

Quando esse alongamento for muito fácil, deve-se iniciar o alongamento da panturrilha em pé.


2 - Alongamento da Panturrilha em Pé:

Ficar em pé, com os braços estendidos para frente e as mãos espalmadas e apoiadas em uma parede na altura do peito.

A perna lesionada deve estar, aproximadamente, 30 a
60 cm atrás da perna não lesionada. Manter a perna sã estendida, com o calcanhar no chão, e inclinar em direção à parede.

Flexionar o joelho da frente até sentir o alongamento da parte de trás do músculo da panturrilha da perna lesionada.

Manter por 30/60 segundos e repetir 3 vezes.


3 - Resistência a Dorsiflexão:

Sentado com a perna lesionada estendida e o p é perto de uma cama, enrolar a faixa ao redor da planta do pé.

Prender a outra extremidade da faixa no pé da cama.

Puxar os dedos do pé, no sentido do corpo.

Lentamente, retornar à posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.


4 - Resistência à Flexão Plantar:

Sentado com a perna lesionada estendida, laçar a planta do pé com o meio da faixa.

Segurar as pontas da faixa com ambas as mãos e, suavemente, empurrar o pé para baixo apontando os dedos do pé para frente, tencionando a faixa terapêutica (thera band), como se estivesse acelerando o pedal de um carro.


Os exercícios 5, 6 e 7 poderão ter início quando o paciente puder ficar nas pontas dos pés, sem sentir dor.


5 - Levantamento em Pé do Calcanhar:

Segurar em uma cadeira e suspender o corpo sobre os dedos dos p és, tirando os calcanhares do chão, ficando nas pontas dos pés.

Manter esta posição por 3 segundos e, lentamente, voltar à posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

À medida que o exercício ficar fácil, levantar, apenas, o lado lesionado.


6 - Equilíbrio Sobre Uma Perna:

Ficar em pé, sem apoiar em nada e tentar equilibrar-se sobre a perna lesionada. Não deixar que o arco do pé aplaine-se, nem que os dedos do pé se dobrem.

Começar com os olhos abertos e, posteriormente, tentar fazer o exercício com os olhos fechados.

Manter a posição sobre uma única perna por 30 segundos.

Repetir 3 vezes.


7 - Pulo Na Parede:

De frente para uma parede, prender um pedaço de fita adesiva na parede, a mais ou menos sessenta centímetros acima da cabeça.

Pular com os braços estendidos acima da cabeça e tentar tocar a fita adesiva.

Fazer o exercício mantendo os joelhos flexionados ao apoiar ambos os pés no chão, com o objetivo de amortecer a queda.

Progressivamente fazer o exercício com apenas uma perna.

Fonte: Clinica Deckers

O estiramento muscular é uma lesão indireta que se caracteriza pelo alongamento excessivo das fibras musculares, ou alongamento além dos l...

Estiramento muscular durante a prática de atividade física




O estiramento muscular é uma lesão indireta que se caracteriza pelo alongamento excessivo das fibras musculares, ou alongamento além dos limites normais, também chamados de fisiológicos. Esta lesão é uma das mais frequentes nos esportes em geral, e acarreta modificações significativas nos hábitos de treinamento e competição dos praticantes.

Os músculos posteriores da coxa, os músculos da panturrilha, a musculatura interna da coxa e o músculo anterior da coxa, são mais susceptíveis a esta lesão, também denominada distensão. Estudos científicos indicam a junção músculo-tendão como o principal local de acometimento da lesão, porém qualquer ponto ao longo do músculo é suscetível à mesma. Veja a figura abaixo:

Os estiramentos podem ser classificados de acordo com as dimensões da lesão em:
Grau I – é o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares (lesão < 5 do músculo). A dor é localizada em um ponto específico, surge durante a contração muscular contra-resistência e pode ser ausente no repouso. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico. Ocorrem danos estruturais mínimos, a hemorragia é pequena, a resolução é rápida e a limitação funcional é leve. Apresenta bom prognóstico e a restauração das fibras é relativamente rápida. Grau II – Neste caso, o número de fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores (lesão > 5 e < 50 do músculo), com as mesmas características da lesão de primeiro grau, porém com maior intensidade. Acompanha-se de: dor, moderada hemorragia, processo inflamatório local mais acentuado e redução da função muscular. A resolução é mais lenta. Grau III - Esta lesão geralmente ocorre desencadeando uma ruptura completa do músculo ou de grande parte dele (lesão > 50 do músculo), resultando em uma importante perda da função com a presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada a muito intensa, provocada pela contração muscular passiva. O edema e a hemorragia são grandes. Dependendo da localização do músculo lesionado em relação à pele adjacente, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis, localizando-se geralmente em uma posição distal à lesão, devido à força da gravidade que desloca o volume de sangue produzido em decorrência da lesão. O defeito muscular pode ser palpável e visível.
Causas do estiramento

Os fatores predisponentes aos estiramentos são: deficiências de flexibilidade, desequilíbrios de força entre músculos de ações opostas (agonistas e antagonistas), lesões musculares pregressas, distúrbios nutricionais e hormonais, infecções, fatores relacionados ao treinamento, incoordenação de movimentos, técnica incorreta, sobrecarga e fadiga muscular, má postura durante a execução do treino, discrepância de comprimento de membros inferiores, diminuição da amplitude de movimento, e o mais importante, sem desconsiderar os outros pontos : insuficiência no aquecimento inicial antes da prática dos exercícios.

O aquecimento geral estimula a sinóvia, uma película de revestimento articular, a produzir líquido sinuvial, um líquido que lubrifica e nutre a cartilagem articular. Um aquecimento de 10 minutos aumenta em 13% a produção deste líquido. Então, antes de se exercitar caminhe, movimente não só os membros inferiores nesta caminhada, mas também os superiores. Movimentação livre dos braços e pernas também ajuda.

Porém cuidado! É a contração rápida e explosiva que, fundamentalmente, proporciona o surgimento da lesão. Outros fatores como o estado de condicionamento físico da pessoa, condições climáticas e o estado de equilíbrio emocional, contribuem para o mecanismo de lesão acontecer.
O tratamento

Quando ocorre a lesão, a fase aguda é contida com gelo, repouso, elevação do membro e uso de antiinflamatórios, prescritos por um profissional médico e fisioterapeuta. Nesse caso, é obrigatório aguardar a reparação muscular, pois o processo cicatricial resultante deve ser bom e isto ocorre, em média, num período de 4 semanas. Após este período, iniciam-se os alongamentos. Se alongarmos antes, as fibras musculares não se recompõem - é como se arrancássemos a ”casquinha do machucado”, demorando mais para sarar.

Mas há exceções, quando todo processo de reabilitação de um atleta deve ser o mais rápido possível, para ele voltar à ativa o quanto antes. A fisioterapia acelera esta resolução cicatricial com o uso de laser e ultra-som fisioterapêutico, facilitando o trabalho.

Após esta sequência inicial de cuidados específicos, iniciam-se os exercícios gerais. Os exercícios de recuperação funcional, que estão em alta hoje na mídia, têm como objetivo retornar o indivíduo à sua atividade de costume, antes da lesão. Além de restaurar a estabilidade funcional e os padrões de movimentos específicos do atleta, minimizando o risco de nova lesão.

No geral, a evolução é feita de modo gradativo. O treino, inicialmente, deve ser feito com baixa intensidade, respeitando as suas limitações e a ocorrência de dor eventual.

Aos poucos você estará treinando como antes.

O punho tem a função significativa de controlar a relação comprimento-tensão dos músculos multiarticulares da mão à medida que se ajustam as...

Anatomia e Cinesiologia do Punho e Mão


O punho tem a função significativa de controlar a relação comprimento-tensão dos músculos multiarticulares da mão à medida que se ajustam as diversas atividades e formas de preensão. A mão é uma ferramenta valiosa, através da qual nós controlamos nosso ambiente e expressamos idéias e talentos.


ESTRUTURA E FUNÇÃO DE PUNHO E MÃO


Partes Ósseas

- Punho: radio distal, escafóide, semilunar, piramidal, pisiforme, trapézio, trapezóide, capitato e hamato.

- Mão: 5 metacárpicos e 14 falanges compõem a mão e 5 dígitos.


Articulações do Complexo do Punho e seus Movimentos

- Complexo do punho

O complexo do punho é multiarticular e feito por duas articulações compostas. É biaxial, permitindo flexão (flexão volar), extensão (dorsiflexão), desvio radial (abdução) e desvio ulnar (adução).


- Articulação radiocárpica

Está envolvida por uma cápsula frouxa, porém forte, reforçada por ligamentos também compartilhados com a articulação mediocárpica.


- Articulação mediocárpica

É uma articulação composta entre as duas fileiras de cárpicos. Tem uma cápsula que é também contínua com as articulações intercárpicas.
Os movimentos fisiológicos dos punhos são: flexão, extensão, desvio radial e desvio ulnar.


- Pisiforme

O pisiforme é classificado como um osso do do carpo. Não é parte da articulação do punho, mas funciona como um osso sesamóide no tendãodo flexor ulnar do carpo.


- Ligamentos

A estabilidade e alguns movimentos passivos do complexo do punho dependem de numerosos ligamentos: o colateral ulnar e radial, o radiocárpico dorsal e volar (palmar), o ulnocárpico e o intercárpico.



Articulações do Complexo da Mão e seus Movimentos


- Articulações Carpometacárpicas dos dígitos 2 a 5

As articulações são envolvidas numa cavidade articular comum e incluem as articulações de cada metacárpico com a fileira distal de cárpicos e as articulações entre as bases de cada metacárpico.

Os movimentos fisiológicos dos metacárpicos são a flexão (arqueamento) e a extensão (achatamento).


- Articulação capometacárpica do polegar; dígito 1

Essa articulação é uma articulação biaxial em formato de sela (selar) entre o trapézio e a base do 5º metarcápico.Tem uma cápsula frouxa e AM grande, o que permite que o polegar se mova para longe da palma da mão para atividades de oposição e preensão.
Os movimentos fisiológicos do primeiro metacárpico são: flexão, extensão, abdução e adução.


- Articulações metacarpofalângicas

São articulações condilóides biaxiais coma a extremidade distal de cada metacárpico convexa e a falange proximal côncava, mantida por um ligamento volar e 2 colaterais. Os colaterais tornam-se tensos durante a flexão completa e restringem a abdução e adução nessa posição.
Os movimentos fisiológicos da primeira falange são: flexão, extensão, abdução e adução.


Articulações interfalângicas

Existe uma articulação interfalângica proximal e uma distal para cada dedo, do 2 ao 5; o polegar tem somente uma articulação interfalângica.

Os movimentos fisiológicos de cada falange são: flexão e extensão.



Função da Mão


- Relações comprimento-tensão

A posição do punho controla o comprimento dos músculos extrínsecos dos dedos.


- Arqueamento e achatamento

Ocorre arqueamento da mão com flexão dos dedos e achatamento da mão com extensão. O arqueamento melhora a mobilidade da mão para uso funcional e o achatamento para largar objetos.


- Mecanismo extensor

Estruturalmente, o capuz extensor é feito pelo tendão do extensor comum dos dedos. Cada estrutura tem um efeito no mecanismo extensor.


- Padrões de garra e preensão

Garras de potências envolvem agarrar um objeto com dedos parcialmente fletidos contra a palma da mão, com contrapressão do polegar aduzido.
Padrões de precisão envolvem manipulação de um objeto que não está em contato com a palma da mão entre o polegar abduzido e os dedos em oposição.
Controle de Mão


- Controle da mão sem carga (livre)

Envolve fatores anatômicos, contração muscular e propriedades viscoelásticas dos músculos.



Principais Nervos Sujeitos à Pressão e Trauma no Punho e Mão


- Nervo mediano

Ao entrar na mão, esse nervo passa através do túnel cárpico no punho com os tensões flexores. O túnel cárpico é coberto por um ligamento transverso relativamente inelástico, espesso.


- Nervo ulnar

Entra na mão através de uma cava formada pelo osso pisiforme e o gancho do osso hamato, e é coberto pelo ligamento cárpico volar e músculo palmar curto.


- Nervo radial

Entra na mão como nervo radial superficial, que é somente sensorial.



Padrões de Dor Referida e Lesão Nervosa

A mão é o ponto terminal de vários nervos importantes. Lesão ou compressão desses nervos podem ocorrer em qualquer lugar ao longo de seu percurso, da coluna cervical até sua terminação. O que o paciente sente como dor ou distúrbio sensorial na mão pode ser devido a lesão no nervo em qualquer lugar de seu percurso, ou a dor pode ser devida a irritação tecidual na origem segmentar comum.



PROBLEMAS ARTICULARES: MANEJO CONSERVADOR


Diagnósticos Relacionados e Etiologia

Patologias tais como artrite reumatóide e doença articular degenerativa, assim como trauma articular agudo, afetam as articulações de punho e mão.


Problemas / Comprometimentos Comuns


- Artrite Reumatóide

Inflamação sinovial (sinovite) e proliferação tissular com edema, dor, limitação e calor bilateralmente nas articulações de punho e mãos, mais comumente as articulações metacarpofalangiana e interfalângica proximal e no punho.

- Doença Articular Degenerativa e Trauma Articular

Na fase aguda, há edema com movimentação restrita e dolorosa. Na fase crônica, tanto a flexão quanto a extensão se acham limitadas nas articulações afetadas, com uma sensação terminal capsular firme. Fraqueza muscular geral, pouca força de preensão, resistência muscular à fadiga precária.

- Rigidez Pós-Imobilização

Diminuição na amplitude de movimento, rigidez intra-articular, e adesões nos tendões.


Limitações/Incapacidades Comuns

Na fase aguda, todas as atividades de preensão serão dolorosas, interferindo com AVDs como para vestir-se, comer, arrumar-se, fazer a higiene pessoal ou quase todas as atividades funcionais, incluindo escrever e datilografar.

Para entender melhor o que é artroplastia e quais são os cuidados que devemos ter com o joelho antes e depois da cirurgia, é preciso prim...

Cuidados pré e pós-operatórios em artroplastia de joelho




Para entender melhor o que é artroplastia e quais são os cuidados que devemos ter com o joelho antes e depois da cirurgia, é preciso primeiro saber o que significa artroplastia.

Joelho

1. O que é artroplastia?

Artroplastia é o termo dado à cirurgia de substituição ou reparação da articulação do joelho quando esta apresenta problemas como degeneração, trauma ou fratura. Articulação é a conexão existente entre dois ou mais ossos. A artroplastia de substituirão pode ser feita com a utilização de próteses.



2. Como é formada a anatomia do joelho?

A articulação do joelho é formada pelo fêmur (osso da coxa), pela líbia (osso da perna) e pela patela (osso da frente do joelho, antigamente chamado de rótula). A conexão entre as partes ósseas é feita por meio das partes moles, tais como a cápsula articular, os ligamentos e os meniscos, interpostos pela cartilagem e pelo Liquido sinovial. O equilíbrio dessas estruturas faz com que a articulação trabalhe em harmonia. A cartilagem articular, o líquido sinovial e os meniscos têm a função de distribuir as forças exercidas sobre o joelho, evitando a sobrecarga entre os ossos, diminuindo o desgaste.



3. Quais são os tipos de problemas que podem ocorrer com a articulação do joelho?

A artrose do joelho ocorre quando há degeneração da cartilagem articular. Essa degeneração pode ser primária ou secundária. A artrose primária ou idiopática é aquela em que não é possível identificar a causa. Pode estar relacionada à história familiar, pelas características anatômicas do individuo, ocorrendo geralmente a partir dos 60 anos de idade, devido a problemas progressivos da cartilagem do joelho. A artrose secundária ocorre principalmente como conseqüência de um trauma (fraturas ou lesões nos ligamentos), que provoca uma sobrecarga da articulação.

4. O que é artrose ou osteoartrose?

E a deterioração progressiva da cartilagem que compõe as articulações (parte do corpo que permite o movimento entre os ossos), levando a sintomas progressivos de dor, à deformidade e à limitação dos movimentos. As áreas no corpo mais comprometidas são as que suportam maior peso.



5. Quais são os sintomas da artrose de joelho? Os mais comuns são:

· dor, principalmente na movimentação, Levando a alterações da marcha;
· deformidade progressiva, decorrente da sobrecarga articular;
· diminuição da mobilidade articular. A dor pode limitar os movimentos interferindo nas atividades cotidianas, como, por exemplo, em uma caminhada.



6. Como tratar a artrose de joelho sem cirurgia?

Nas fases iniciais, o tratamento pode ser feito com fisioterapia e medicamentos. O objetivo da fisioterapia é minimizar a dor, por meios térmicos (gelo ou calor local e profundo) e exercícios de fortalecimento e alongamento de toda a musculatura da perna. O controle do peso corporal também é benéfico.

Os medicamentos utilizados são analgésicos, antiinflamatórios e aqueles medicamentos que diminuem a velocidade de degeneração da cartilagem, como os condroprotetores (protetores da cartilagem).

7. Por que fazer a artroplastia de joelho?

Para diminuir a intensidade da dor e melhorar a amplitude dos movimentos, proporcionando uma melhor qualidade de vida. Está indicada quando os tratamentos com fisioterapia e medicamentos não são mais eficazes.

8. Qual o princípio da artroplastia de joelho?

A artroplastia consiste na substituição das superfícies articulares com degeneração da cartilagem do fêmur (osso da coxa), da tíbia (osso da perna) e da patela (osso da frente do joelho) por componentes proféticos (prótese).

A artroplastia pode ser total, com substituição de todos os três componentes do joelho, ou parcial (unicompartimental), quando há substituição parcial de dois componentes, sendo esta de indicação mais restrita. Ambas permitem a correção das deformidades, com melhora da mobilidade articular e diminuição da dor.



9. Que benefícios e vantagens são esperados com a cirurgia?

A artroplastia do joelho permite a correção do alinhamento do membro inferior, a melhora dos movimentos articulares e, principalmente, o alivio da dor, melhorando a qualidade de vida.

10. Como prevenir os riscos da cirurgia de joelho?

A avaliação clínica pré-operatória é fundamental para diagnosticar e/ou compensar as co-morbidades clínicas associadas (diabetes, hipertensão arterial). Algumas medidas básicas como não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas são recomendadas no pré-operatório. Além disso, você deve discutir com o médico que irá avaliá-lo antes da cirurgia quanto ao uso de alguns medicamentos:

· como a aspirina, que pode estar contra-indicada antes da cirurgia por aumentar o risco de sangramento, devendo ser suspensa pelo menos duas semanas antes da data prevista para a cirurgia;

· se você usa corticosteróides ou tem problemas de tireóide, anemia falciforme, diabetes, antecedentes de trombose ou outra doença, informe o médico para que ele possa fazer os ajustes necessários nas doses desses medicamentos antes e depois da cirurgia.

11. Quais são as medidas a serem tomadas na fase pré-operatória?

Exercícios pré-operatórios, à medida do possível e de acordo com a dor e com a limitação de movimentos, são úteis. Os exercícios melhoram o condicionamento muscular e a amplitude de movimentos, facilitando o procedimento cirúrgico e a recuperação pós-operatória. Aprender os exercícios que serão necessários após a cirurgia auxilia na recuperação. São exemplos de exercícios úteis:

· faça um pequeno rolo com uma toalha de rosto e coloque embaixo do joelho, dobre a outra perna e apóie o pé;
· eleve o calcanhar da perna apoiada apertando o rolo para baixo;
· fique nessa posição contando até 5;
· relaxe e repita esse exercício 5 vezes.



12. Quais as complicações mais importantes?

Uma das complicações mais importantes é a trombose venosa profunda. A utilização de anticoagulantes em pacientes submetidos à cirurgia pode diminuir a incidência da trombose e suas graves conseqüências em outros órgãos nobres como o pulmão, o coração e o cérebro.

13. Como prevenir a trombose após a cirurgia de prótese de joelho?

A cirurgia de prótese de joelho necessita de recomendações e medicamentos para prevenção de trombose.

· Em alguns casos, utiliza-se um anticoagulante após a cirurgia.
· Meias de compressão nas pernas durante a hospitalização;
· Indicam-se exercícios para os membros inferiores. Existem atualmente novos medicamentos que podem ser utilizados por via oral, além dos medicamentos tradicionais utilizados por via injetável, indicados para este tipo de prevenção. Converse com o seu médico.

14. Que cuidados devo ter após a cirurgia de joelho?

· O principal cuidado após a artroplastia de joelho é evitar a sobrecarga inicial da articulação.
· Após a cirurgia, o joelho será imobilizado com curativo compressivo (enfaixamento) e dreno para evitar a formação de hematoma.
· A mobilização do membro operado é importante para o retorno gradual da amplitude de movimentos e deve ser estimulada precocemente.
· Logo no primeiro dia, mesmo com o enfaixamento, devemos iniciar a movimentação do tornozelo (dorsiflexão) de maneira Lenta e suave, com duração de dois a três minutos, realizada de duas a três vezes a cada hora. Este movimento é importante para diminuir o edema (inchaço) das pernas.



· Logo após, iniciam-se os exercícios para a musculatura da coxa (quadríceps). Contraia a musculatura anterior da coxa mantendo o membro inferior operado esticado, forçando o joelho em direção ao colchão. Mantenha a contração por cinco a dez segundos.


· Ao repousar, o joelho deve permanecer sempre em extensão (joelho esticado). Não use almofadas embaixo do joelho.
· O dreno e o curativo compressivo são retirados geralmente no segundo dia após a cirurgia, intensificando as atividades do dia anterior e iniciando progressivamente o ganho de movimentos (flexão do joelho).
· Procure elevar o membro operado esticado com a musculatura contraída. A elevação deve ser progressiva, mantendo-a por cinco a dez segundos, abaixando lentamente. Repita até a exaustão.

· Com a ajuda do fisioterapeuta ou por meio de um aparelho especifico de movimentação passiva, você iniciará a flexão progressiva do joelho. De acordo com o ganho apresentado e com o controle da dor, você deverá iniciar os movimentos de maneira ativa (sozinho, sob supervisão fisioterápica).
· Deitado, comece tentando flexionar sozinho o joelho, arrastando o pé na cama.



· Sentado, com o joelho apoiado no fulcro da cadeira ou da cama, exercite a flexão e a extensão progressiva do joelho. Primeiramente com o auxilio do membro contralateral e, na seqüência, ao adquirir força e segurança, com o membro operado isoladamente.



· Quando conseguir ficar em pé, após liberação médica e fisioterápica, apóie a perna operada com cuidado, dividindo o peso entre as muletas e a perna não operada.



· O treino de marcha é fundamental para a recuperação. A liberação da carga (peso) é progressiva e está relacionada com a cicatrização dos tecidos envolvidos e com o tipo de fixação dos componentes (cimentado ou não cimentado). Siga as orientações de seu médico sobre o momento certo de abandonar as muletas e/ou o andador.



15. Quais são os cuidados após a alta hospitalar?

No momento da alta hospitalar, você já deve ter adquirido certa independência, ou seja, você já deva estar apto para sentar e andar com auxilio de suporte. No carro, procure sentar no banco do carona com a perna operada esticada.



Os cuidados que se deve ter em casa são basicamente os mesmos durante a internação.

· Não use almofadas embaixo do joelho.
· Faça fisioterapia regularmente. Execute os exercícios praticados no hospital.
· Realize os curativos diários conforme a orientação de seu médico.
· Alimente-se bem, não se esquecendo de tomar as medicações prescritas.

16. Quais atividades físicas são recomendadas após colocar uma prótese de joelho?

Algumas atividades são permitidas como, por exemplo, pedaladas leves em bicicleta ergométrica, caminhada e natação. Atividades de maior impacto (corrida, futebol, entre outras) não são permitidas, pois podem causar um desgaste mais rápido do material.

Uma clavícula quebrada é uma lesão relativamente comum, principalmente em crianças e adultos jovens. A clavícula ou clavícula liga a porç...

Lidar com uma clavícula quebrada e seu tempo de recuperação




Uma clavícula quebrada é uma lesão relativamente comum, principalmente em crianças e adultos jovens. A clavícula ou clavícula liga a porção superior do esterno ou do esterno para o ombro. As causas mais comuns para esta lesão são: a queda no ombro, lesões esportivas e acidentes de veículos.

Em caso de uma clavícula quebrada ou uma fratura clavicular, auxílio médico imediato é vital. Quase todas as clavículas quebradas curar com aplicação de gelo, analgésicos, um estilingue e fisioterapia. No entanto, uma fratura complicada apela para a cirurgia, para realinhar o osso quebrado.

Uma clavícula quebrada apresenta como dor agonizante grave e sensibilidade no conjunto.

Como lidar com uma clavícula quebrada?

As diretrizes a seguir vai ajudar a aliviar a dor e acelerar o processo de recuperação:

Gelo: aplicar gelo no local da fratura por 2 a 3 dias após a fratura; usar uma bolsa de gelo ou um pano no qual está embrulhada cubos de gelo, que ajuda a controlar a dor, sensibilidade e inflamação.

Imobilização: você deve limitar o movimento da área afetada, é importante para a cura rápida. O repouso adequado ajuda a acelerar a cura e recuperação. Normalmente, o médico vai fazer você usar uma tipóia. Às vezes, o médico pode aconselhar uma cinta em forma de oito que se encaixa em torno de ambos os ombros e mantém o osso quebrado na posição. A duração da imobilização depende-se sobre a extensão da lesão. União do osso tende a demorar cerca de 4 a 6 semanas, no caso de crianças, e de 6 a 12 semanas, no caso dos adultos.

Medicamentos: o seu médico prescrever medicamentos para diminuir a dor e inchaço. Se caso de dor excruciante, você pode precisar de um medicamento que contém um narcótico por alguns dias.

Terapia: você deve começar algum movimento, a fim de diminuir a rigidez em seu ombro. Após o sling é removido, o médico pode defender exercícios de reabilitação e fisioterapia adicionais para restabelecer a força muscular, a flexibilidade eo movimento das articulações. Sessões regulares com um fisioterapeuta são essenciais.

Massagem: fale com o seu médico sobre os benefícios da massagem. Um terapeuta aroma licenciado e qualificado e massagista irá ajudá-lo a se recuperar mais rápido.
Cura Time For clavícula quebrada

Fraturas ósseas colarinho curar dentro de 12 semanas, no entanto, a dor tende a diminuir em 2 a 3 semanas. Você será capaz de retomar todas as atividades dentro de 12 semanas, isto é especialmente verdadeiro para os pacientes mais jovens.

Nunca faça nada que agrava a dor, pare a atividade imediatamente. No caso, não usar uma tipóia gatilhos dor, você deve usar uma tipóia.

Se estiver de carro dói, não dirija. Uma vez que a atividade não causa grande dor e desconforto, você pode gradualmente voltar a ele.

Você pode observar um inchaço constante no local da fratura por alguns meses, mas isso não vai ser problemático.

O terapeuta deverá ficar atento a coloração da mão do paciente Teste de Phalen e Phalen invertido Posição do paciente: sentado ou em ...

Testes especiais do punho e mão




O terapeuta deverá ficar atento a coloração da mão do paciente

Teste de Phalen e Phalen invertido

Posição do paciente: sentado ou em pé, com os cotovelos fletidos à 90º e com os punhos com o dorso em contato e à 90º de flexão.

Descrição do teste: o terapeuta instrui o paciente para realizar uma flexão do punho e colocar o dorso da mão em contato com a outra mão, permanecendo por 1 minuto.

Sinais e sintomas: esse teste serve para diagnosticar a síndrome do túnel do carpo e o aparecimento de formigamento ou dormência na mão, principalmente na região que vai até o 3º dedo, demonstra positividade do teste.

OBS: o teste de Phalen invertido é o mesmo teste, porém é realizado com os punhos em extensão máxima, ou seja, em posição de “reza”.

Teste de Finkelstein

Posição do paciente: sentado ou em pé, com o polegar aduzido e fletido, sendo “segurado pelos outros dedos”, associado a um desvio ulnar.

Descrição do teste: teste utilizado para diagnosticar a tenossinovite estenosante De Quervain, que abrange o primeiro compartimento dorsal (tendões do abdutor longo e do extensor curto do polegar). O terapeuta instrui o paciente para realizar ativamente ou passivamente o desvio ulnar estando com o polegar aduzido e fletido na palma da mão.

Sinais e sintomas: dor com forte sensação de “agulhada” sobre o processo estilóide do rádio.

Teste de Tinel

Posição do paciente: sentado ou em pé, com o punho em supinação e palma da mão aberta.

Descrição do teste: o terapeuta percute com o seu indicador as regiões do túnel do carpo e do túnel de Gyon.

Sinais e sintomas: no momento da percussão, nos trajetos dos nervos mediano e ulnar nos túneis carpais, o paciente refere à sensação de formigamento ou choque irradiado para o 3º dedo no caso de síndrome do túnel do carpo e no 5º dedo no caso da inflamação do túnel do nervo ulnar.

Teste de Allen

Posição do paciente: sentado, com a palma da mão aberta e flexão de cotovelo a 90º.

Descrição do teste: o terapeuta instrui ao paciente que realize repetidas vezes abrir e fechar a mão, mantendo pressionadas a artéria radial e ulnar na altura do punho com os seus dedos polegares. Após perceber a “fuga” do sangue da mão do paciente, ou seja, a mão ficar pálida, o terapeuta deverá soltar apenas um lado e testar o fluxo da artéria correspondente observando a coloração da mão. Se a mão voltar a ter a coloração normal, a artéria contribui significativamente e sua perfusão estará normal. A manobra deverá ser repetida soltando-se agora apenas o fluxo da outra artéria e observar a coloração da mão.

Sinais e sintomas: durante o teste, o terapeuta deverá ficar atento a coloração da mão do paciente e também deverá manter uma pressão constante da artéria contralateral, para não haver interferência na observação. Normalmente, ambas as artérias suprem adequadamente a mão, mas caso a cor da palma da mão demorar significa que após a liberação de ambas as artérias o examinador deverá concluir que a perfusão estará limitada e o teste será positivo.

Teste de watson

Posição do paciente: sentado, com punho supinado e palma da mão aberta.

Descrição do teste: o terapeuta pressiona com o seu polegar sobre o osso escafóide e realiza passivamente no paciente um desvio de ulnar para radial.

Sinais e sintomas: em caso de instabilidade do osso escafóide da mão, essa manobra irá ocasionar um estalido doloroso ao paciente.

Teste de cisalhamento ou teste de Reagan ou Kleinman

Posição do paciente: sentado ou em pé, de frente para o examinador, com o cotovelo fletido a 90º e punho em posição neutra e supinado.

Descrição do teste: o terapeuta deverá segurar firmemente entre o seu polegar e indicador o osso semilunar e com a outra mão desloca os ossos: piramidal e pisiforme dorsalmente.

Sinais e sintomas: quando o terapeuta impõe forças de cisalhamento entre o semilunar e o piramidal, ruídos característicos e dor poderão aparecer em indivíduos que apresentarem instabilidade semilunar-piramidal.

Teste de Froment

Posição do paciente: sentado, com ambas as mãos segurando um papel entre a borda radial do indicador e o polegar.

Descrição do teste: o terapeuta segura uma folha e instrui ao paciente para realizar o mesmo procedimento, segurando a folha entre os seus dedos, indicador e polegar. A incapacidade de manter a folha entre a borda radial do indicador e do polegar fará com que o paciente faça uma flexão da falange distal para segurar o papel.

Sinais e sintomas: o terapeuta traciona a folha e observa a reação do paciente. Em caso de paralisia do nervo Ulnar, o polegar irá realizar uma flexão distal de sua falange e o teste será positivo, pois o músculo adutor do polegar é inervado pelo nervo ulnar enquanto que o músculo flexor longo do polegar é inervado pelo ramo do nervo mediano.

Teste de Bunnell-Littler

Posição do paciente: sentado, com a mão estendida sobre a maca.

Descrição do teste: o terapeuta segura firmemente a mão do paciente e mantendo a articulação metacarpofalangeana em extensão, realiza a flexão da interfalangeana proximal. Caso consiga realizar a máxima flexão dessa articulação será sinal de que não há hipertonia dos músculos intrínsecos da mão.

Sinais e sintomas: caso o terapeuta não consiga realizar a flexão nas articulações interfalangeanas proximais, significa que o paciente está com uma hipertonia da musculatura intrínseca da mão.

Nas primeiras fases da reabilitação, as prioridades são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboraç...

A fisioterapia em lesões no joelho



Nas primeiras fases da reabilitação, as prioridades são: alívio da dor, proteção da articulação e ganho de movimento do joelho. A colaboração do paciente é sempre muito importante. Com a finalidade de obter resultados satisfatórios rapidamente, preparamos algumas atividades que o paciente poderá realizar em casa:

Massagem Cicatricial: consiste em uma massagem (com um pouco de óleo ou creme) com movimentos circulares realizada com o indicador e o dedo médio de cada mão, realizando com uma mão um círculo no sentido horário e com a outra no sentido anti-horário. Esta massagem evita que a cicatriz fique aderida, ou seja, grude, de modo que ao realizar o movimento o paciente sinta dor no local ou próximo ao local do corte da cirurgia.

Desensibilização: Logo depois da cirurgia parece que o joelho fica sem sensibilidade em alguns lugares, principalmente na parte anterior da perna, popularmente chamada de “canela”. Existe um processo chamado de DESENSIBILIZAÇÃO muito simples de ser realizado que consiste em passar diferentes texturas na área sem sensibilidade. Pegue vários tipos de tecidos e texturas, qualquer coisa ou objeto que tenha em casa (bucha, escova de dente antiga, tecido áspero, lixa, algodão, velcro) e passe no local que não tem sensibilidade, sem força durante 2 min, do tecido mais áspero ao mais liso. No começo o mais áspero não irá incomodar. À medida que começar a incomodar é sinal que uma sensibilidade, que nós chamamos de “tato grosso”, está voltando e assim se repete com outras texturas até sentirmos a textura mais lisa, daí se recuperou o “tato fino”. A volta da sensibilidade é importante para evitarmos alguns acidentes como queimaduras.

Ganho de Movimento (amplitude): pode ser realizado com o paciente sentado em uma cadeira, com o pé da perna operada em cima da bola, realizando o movimento de deslizamento para frente e para trás fazendo com que o joelho dobre (flexão) e estique (extensão). Este exercício é denominado pela fisioterapia de mobilização ativa (pois a própria pessoa realiza o movimento).

Aplicação de Gelo: o paciente deve realizar a aplicação de gelo, se possível 3x ao dia. Em caso de inchaço constante (edema), a aplicação deve ser feita de 4 em 4 horas até a resolução do mesmo. Esta aplicação deve ser realizada com o paciente de preferência deitado, de barriga para cima (em decúbito dorsal) com o joelho acima do nível do coração para ajudar a diminuir o inchaço (drenar o edema) e realizar uma compressão com uma atadura de crepe (pode ser comprada em farmácia). Tenha cuidado ao realizar a compressão da faixa, pois muita compressão pode prejudicar ao invés de ajudar. O gelo pode ser colocado em um saco plástico normal, caso use a bolsa que fica no congelador, retire um pouco antes da aplicação para se moldar ao joelho e não ficar rígida, pegando só uma parte do joelho. A duração da aplicação deve ser de 20 min e não deve exceder esse tempo.

Uso de Muletas: A muleta deve ser usada nas primeiras 2 a 3 semanas e sua retirada avaliada pelos profissionais da área da saúde de acordo com a dificuldade para andar e realização das atividades de vida diárias. A muleta deve ser usada no lado contralateral (contrário) ao lado lesado. O uso correto é muito importante nessa fase inicial de recuperação, pois evita esforços nos tecidos que ainda estão se recuperando do processo cirúrgico.

Exercícios Isométricos para Quadríceps: Quadríceps é a musculatura da parte da frente da coxa. Exercícios isométricos são exercícios realizados para aumentar a qualidade da contração muscular.

ISO = mesmo MÉTRICO = tamanho, medida.

Significa que durante o exercício, o músculo se mantém no mesmo comprimento.

Ex1. Paciente deitado de barriga para cima (em decúbito dorsal) com a perna esticada (em extensão) e a outra dobrada (em flexão) vai elevar a perna esticada numa altura que não ultrapasse o joelho dobrado e vai segurar contando até dez (10 segundos) e relaxar a perna.

Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.

Ex2. Paciente sentado em uma cadeira vai esticar o joelho (realizar a extensão) até onde conseguir sem dor e vai segurar contando até dez (10 segundos) ou o tempo que conseguir inferior a 10 segundos.

Repetir 4 séries de 10 repetições cada com intervalo de 20 seg entre cada repetição e intervalo de 1 min entre cada série.

Exercício para ser realizado intercalado com as sessões de fisioterapia 1 vez ao dia.

A distensão é uma lesão na qual fibras musculares ou tendões são estirados ou rompidos; no caso da panturrilha, a lesão é nos músculos e t...

Distensão na Panturrilha




A distensão é uma lesão na qual fibras musculares ou tendões são estirados ou rompidos; no caso da panturrilha, a lesão é nos músculos e tendões atrás da perna, abaixo do joelho.


Como ocorre?

Pode ocorrer durante alguma atividade física, que exija imenso esforço de flexão plantar dos tornozelos e pés. Pode acontecer durante a corrida, o salto ou uma arrancada.


Quais são os sintomas?

Dor imediata, na parte de trás da perna. Às vezes, é possível sentir ou escutar um estalo e o paciente relata “sensação de pedrada” na parte de trás da perna. O paciente sentirá dificuldades em ficar nas pontas dos pés. A panturrilha pode ficar edemaciada e com hematomas.


Como é diagnosticada?

O médico examinará a perna e encontrará sensibilidade, dor e incompetência no músculo da panturrilha.


Como é tratada?

O tratamento poderá incluir:

• Compressas de gelo na musculatura por 30 minutos, sendo que cada 8 minutos de gelo deve ser seguido de uma pausa de 3 minutos. Pode ser feito a cada 3 ou 4 horas, por 2 ou 3 dias ou até que a dor desapareça,

• Elevação da perna colocando um travesseiro sob ela.

• Uma faixa elástica envolta na perna, para comprimir, evitando que o edema piore, sempre vigiar a circulação dos pés e dedos. Em caso de piora da dor, ou qualquer prejuízo da circulação, retirar a faixa,

• Muletas no caso de dificuladade para andar.

• Antiinflamatórios de acordo com prescrição do médico.

• Fisioterapia, para tratar o tecido do músculo.

Enquanto a lesão não estiver, totalmente, recuperada, o esporte ou a atividade, realizada anteriormente à lesão, deverá mudar para que não haja agravamento da condição. Por exemplo: Nadar ao invés de correr.



Quando posso retornar ao esporte ou atividade?

O objetivo da reabilitação é que o retorno ao esporte ou à atividade aconteça o mais rápido e seguramente possível. Se o retorno for precoce, existe a possibilidade de piora da lesão, que poderia levar a um dano permanente.

Como cada indivíduo é diferente do outro, a velocidade de recuperação também é. Por isso, o retorno ao esporte será determinado pela recuperação dos músculos da panturrilha, não existindo um protocolo ou um tempo exato para que isto aconteça. Geralmente, quanto mais rápido o médico for consultado após a lesão, mais rápida será a recuperação.

• Possuir total alcance de movimento da perna lesionada, em comparação a não lesionada.

• Possuir total força da perna lesionada em comparação a não lesionada.

• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.

• Correr em linha reta, a toda velocidade sem mancar.

• Fazer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.

• Correr, desenhando no chão um 8 de 18 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.

• Fazer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente a toda velocidade.

• Correr, desenhando no chão um 8 de 9 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.

• Pular com ambas as pernas e somente com o lado lesionado sem sentir dor.



Como previni-la?

A melhor maneira de prevenir a distensão da panturrilha é realizando aquecimento e alongamento da panturrilha, antes e depois do exercício. Isso é especialmente importante na prática de exercícios que envolvem saltos ou esportes de velocidade.

Também é importante manter condicionamento físico constante (evitar ser “atleta de fim de semana”).

QUem nunca teve (ou viu) alguém com o joelho inchado? Se tem algo que incomoda muito quando acontece, certamente uma delas é o inchaço no...

Dicas para melhorar inchaço nos joelhos





QUem nunca teve (ou viu) alguém com o joelho inchado? Se tem algo que incomoda muito quando acontece, certamente uma delas é o inchaço no joelho. Não por questões estéticas, mas sim por aspectos práticos, afinal é o tipo de coisa que atrapalha o cotidiano de quem precisa andar ou simplesmente passa muito tempo de pé. O problema é que se trata de uma parte do corpo do qual nem costumamos dispensar grandes atenções. O joelho costuma passar despercebido nos nossos típicos cuidados com o corpo ou com a saúde e só nos lembramos dele quando as coisas não vão bem.

Algo errado com os joelhos pode ser algo que acontece com uma certa frequência se tivermos em mente a idéia de que ele é uma das articulações mais propensas aos efeitos da Lei de Murphy. E olha que isso não vale somente para atletas de alta performance ou os de fim de semana. Qualquer pessoa está sob risco de sofrer com tal problema mais cedo ou mais tarde. Com isso as dores e inchaços podem acabar virando companheiras frequentes.

Agora, uma boa e uma má notícia para você. A boa é que existem algumas maneiras de aliviar esse tipo de desconforto. A má é que a maioria absoluta dessas receitas tem apenas um efeito momentâneo, sendo que o incômodo voltará posteriormente. Aliás, o efeito pode durar bem pouco.

O que dá pra fazer:

Uma das alternativas é o uso de compressas. As mais conhecidas são as de gelo ou as de água quente. A compressa gelada é indicada para os que acabaram de sofrer lesões provenientes de choques ou pancadas, e embora o frio reduza dor e inchaços como edemas e hematomas, pode acabar fazendo mal para quem tem a pele muito sensível. Portanto não é indicado usar gelo por mais de 12 minutos sem intervalos. O ideal é que este tempo entre uma aplicação e outra deve ser de pelo menos dois minutos.

Já as compressas de água quente são mais indicadas para quem sente dor mas não apresenta inchaço, ou a inflamação ainda não se manifestou, podendo valer para casos de tendinite e reumatismo.

Existe também a técnica do contraste que envolve a aplicação de ambos os tipos de compressa de forma alternada. É um método que pode ser indicado para infecções, distensões, inflamação e dores de cabeça. O problema é que, como já foi dito, essas alternativas podem durar muito pouco porque vai depender muito de qual é o verdadeiro motivo desse inchaço.

Existem vários motivos para problemas nos joelhos, independentes de lesões decorrentes de esforço físico ou choque. Aliás, são dezenas de causas, algumas de simples diagnóstico ou outros que envolvem exames mais elaborados para que se obtenha uma conclusão exata. E obviamente cada um desses diagnósticos pode demandar um tratamento diferente, envolvendo processos de fisioterapia, remédios e até cirurgia.

Apelar para receitas caseiras parece algo muito prático, mas não é: além de terem efeito muito curto ainda pode significar sérios prejuízos a longo prazo Sendo assim é recomendável não deixar para depois. Portanto procure ajuda médica.

A Clavícula é o osso da parte da frente do ombro. É fácil palpar esse osso e devido a sua localização superficial, um trauma nessa região p...

Fratura da Clavícula



A Clavícula é o osso da parte da frente do ombro. É fácil palpar esse osso e devido a sua localização superficial, um trauma nessa região pode quebrá-la. Esse osso protege vasos sanguíneos e o plexo Braquial e diversos músculos têm relação anatômica com a Clavícula.

A Fratura de Clavícula é uma causa de dor no ombro e representa, aproximadamente, 40% das frauras que ocorrem na cintura escapular.

O mecanismo mais comum para causar uma fratura de Clavícula é o trauma direto sobre o ombro, seja por um objeto ou após uma queda.

O paciente apresenta dor no ombro, edema local, deformidade, um hematoma localizado e impotência funcional.

Em um paciente com Fratura de Clavícula, o exame neurológico é importante, pois pode ocorrer lesão do Plexo Braquial e, examinar a perfusão e pulsos distais também, já que vasos importantes passam próximo a Clavícula.

Normalmente, a radiografia simples é capaz de diagnosticar uma fratura de Clavícula, mas duas a três incidências devem ser solicitadas. Apenas em casos especiais a tomografia tem indicação (certas fraturas do terço lateral ou do terço medial).

Os objetivos do tratamento são: a consolidação da fratura, mínima deformidade e retorno as suas atividades funcionais. Depende da idade do paciente, atividades do paciente, condições locais e gerais do paciente, localização da fratura e presença de lesões associadas.

O tratamento não cirúrgico é indicado quando há pouco desvio entre os fragmentos, isso é mais comum nas fraturas do terço proximal e terço médio e, em certos tipos de fraturas do terço lateral.

Quando é possível o tratamento conservador, prefiro a imobilização com a tipóia de lona, evitando que o paciente realize a elevação do braço até a consolidação da fratura. Permitimos ao paciente que ele realize flexo-extensão do cotovelo e rotação lateral passiva e ativa-assistida. Após a consolidação da fratura o paciente inicia fisioterapia para ganho de amplitude de movimento e, posteriormente, fortalecimento da musculatura da cintura escapular.

Existem situações em que devemos indicar o tratamento cirúrgico, tais como: ombro flutuante, fratura exposta, desvios acentuados e algumas fraturas da porção lateral da clavícula.

A técnica cirúrgica depende da localização da fratura. Geralmente, as fraturas do terço médio da clavícula são tratadas com placa e parafusos e, se necessário, enxerto ósseo. Já as fraturas do terço lateral podem ser tratadas com dupla amarrilha de fios inabsorvíveis e estamos realizando realizando esse procedimento por artroscopia e a Fratura de Clavícula tratada com placa e parafusos reabilitação segue o mesmo princípio do tratamento conservador.

Fonte

Possivelmente, a fratura mais comum no pé é a do metatarso, e sua recuperação pode ser um sucesso se utilizado o tratamento fisioterápico a...

Fisioterapia para fratura nos pés ou no metatarso



Possivelmente, a fratura mais comum no pé é a do metatarso, e sua recuperação pode ser um sucesso se utilizado o tratamento fisioterápico adequado. Dependendo da gravidade da fratura, exercícios que focam na extensão de movimento e no fortalecimento dos músculos são vitais para atingir a cura.

As fraturas no metatarso geralmente ocorrem em razão de trauma direto, excesso de forças rotativas ou uso excessivo. Para que os ossos possam calcificar e curar, inicialmente devem ser realizados exercícios com pouco ou nenhum peso no membro afetado. Os fisioterapeutas fazem terapia manual no tornozelo e na planta do pé para diminuir a inflamação e a dor e, ao mesmo tempo, realizam progressivamente movimentos extensivos no quinto metatarso e na articulação do tarso. Devido à anatomia e movimentação complexa do pé durante o caminhar, manter o relaxamento adequado é essencial para sua funcionalidade. Além destas técnicas, geralmente é realizada a terapia com gelo através de compressas ou "air cast".

Exercícios intermediários

Os planos de tratamento podem variar muito dependendo da gravidade e área da fratura. Por isso, nos estágios intermediários da fisioterapia, esses planos precisam ser adaptados para melhor se adequarem aos pacientes. De acordo com FootPhysicians.com, exercícios de alongamento e fortalecimento podem durar de seis a oito semanas, focando principalmente na melhora da flexibilidade e extensão do tornozelo. Os fisioterapeutas normalmente introduzirão exercícios avançados com pesos. Contudo, os pacientes ainda deverão andar com a ajuda de uma bota ortopédica ou um "air cast" para minimizar os riscos de dano ósseo.

Final do tratamento e alta

No momento da alta, os pacientes devem conseguir usar completamente o pé atingido, podendo andar sem qualquer ajuda por longos períodos. Entretanto, ainda não estarão aptos a correr. Portanto, o fisioterapeuta prescreverá exercícios para serem realizado em casa para aumentar a força dos músculos da perna em geral, o que é essencial para a estabilidade do pé durante uma corrida. Se o ortopedista ou fisioterapeuta julgarem necessário, os pacientes podem fazer exames contínuos de raio-X para monitorar a calcificação do osso.

As articulações inferiores do tálus são as articulações talocalcânea e talonavicular. A articulação talocalcânea apresenta articulações dis...

Lesões ligamentares e instabilidade subtalar



As articulações inferiores do tálus são as articulações talocalcânea e talonavicular. A articulação talocalcânea apresenta articulações distintas separada pelo seio do tarso. A articulação talonavicular é formada pela cabeça do tálus e sua articulação com o ligamento mola e a superfície articular do navicular. As importantes estruturas que contribuem para a estabilidade da articulação subtalar são: ligamento calcâneo fibular (LCF), ligamento talocalcâneo lateral, o ligamento cervical, o ligamento talocalcâneo interósseo e uma porção do retináculo extensor inferior53.

A articulação subtalar move-se à semelhança de um parafuso ao redor do eixo de rotação que forma um ângulo de 10º a 15º com o plano sagital e um ângulo de 45º com o plano horizontal do pé54,55. A função principal da articulação subtalar é permitir que o pé se acomode ao solo durante a marcha em superfícies irregulares. A amplitude de movimento da talocalcaneonavicular tem sido estimada em 24º56, mas a mobilidade média durante a fase de apoio da marcha é apenas aproximadamente de 6º57.

Diagnóstico

Lesões subtalares são difíceis de definir e mais difíceis de identificar. A incidência dessas lesões, no entanto, é desconhecida e provavelmente mais comum do que se tem conhecimento. Lesões dos ligamentos subtalares ocorrem mais freqüentemente com as dos ligamentos laterais do tornozelo. Em um estudo de Meyr et al.58, 40 pacientes com lesões agudas do tornozelo foram submetidos a artrogramas do subtalar. Dos 40 pacientes, 17 (43%) tinham extravasamento do contraste no seio do tarso, indicando possível lesão do ligamento subtalar. Mas a incidência de instabilidade crônica do tornozelo não aparece em alto grau. Um estudo estimou que a instabilidade subtalar aparece em aproximadamente 10% dos pacientes que têm instabilidade ligamentar lateral do tornozelo59. Então poderia parecer que a maioria das lesões agudas subtalares ficaria boa com tratamento funcional, como a lesão aguda do ligamento lateral do tornozelo. Entretanto, isso não foi cientificamente provado e a dificuldade em mostrá-lo é demasiada, visto que a definição e o diagnóstico das lesões subtalares não apresentam acordo na literatura.

Já que a maioria das lesões subtalares ocorre em combinação com as lesões ligamentares laterais do tornozelo, sintomas agudos das lesões subtalares são similares a ela e podem estar mascaradas. Lesão do ligamento subtalar pode ser suspeita se houver sensibilidade na parte lateral da articulação, mas isso pode ser difícil de diferenciar da articulação tibiotalar devido a sua proximidade e do edema que vão mascarar a anatomia.

Avaliação clínica da instabilidade subtalar é muito difícil e não confiável. Uma avaliação da mudança do ângulo entre o calcanhar e a tíbia com inversão passiva e a eversão do calcanhar pode ser feita comparando esse ângulo com o lado não lesado55, mas a sensibilidade e a especificidade desse teste são desconhecidas.

Radiografias de AP, lateral e de vista de mortalha devem ser tiradas para verificar se há fraturas. Além disso, radiografias em estresse (gaveta anterior e testes de estresse em inversão) algumas vezes podem ser benéficas na avaliação dos ligamentos laterais do tornozelo.

Se há suspeita de uma lesão maior da articulação subtalar, radiografias em estresse do subtalar59, artrografia subtalar58 ou tomografia em estresse55 podem mostrar mobilidade ampliada. Entretanto, esses "achados" não são incomuns em pessoas sem sintomas; então, a interpretação desses estudos não é clara. O uso desses exames especiais depende da política de tratamento escolhida para essas lesões. Se o tratamento não está sendo eficiente, radiografias em estresse não são necessárias, porque os resultados não vão alterar o tratamento. Se a cirurgia é considerada, radiografias em estresse podem ajudar no planejamento cirúrgico.

Classificação das lesões subtalares

Lesões agudas da articulação subtalar podem ser classificadas pelo mecanismo da lesão e pelo grau de lesão58. A lesão pode ocorrer em flexão plantar ou dorsiflexão. Supinação forçada com o pé em flexão plantar vai causar lesão primeiramente no ligamento talofibular anterior (e possivelmente no ligamento cervical) seguida por ruptura do ligamento calcaneofibular e da cápsula lateral (tipo I) ou rompendo o ligamento talocalcâneo interósseo (tipo II). Quando o tornozelo está em dorsiflexão, rupturas do ligamento calcaneofibular, do ligamento cervical e do ligamento talocalcâneo interósseo (tipo III) ocorrem; o ligamento talofibular anterior permanece intacto porque não está sob tensão com o tornozelo em dorsiflexão. O tipo IV de lesão subtalar é a ruptura de todos os componentes cápsulo-ligamentares mediais e laterais do tarso posterior associados à lesão subtalar. Essa lesão é provavelmente produzida por supinação forçada do retropé com o tornozelo inicialmente dorsiflexionado passando para flexão plantar58.

Tratamento e reabilitação

Reparações cirúrgicas agudas das lesões do ligamento subtalar devem ser consideradas cientificamente improváveis e raramente indicadas. Isso é verdade especialmente para pacientes com lesões parciais dos ligamentos sem instabilidade subtalar ou com instabilidade subtalar leve. Nesses casos o programa de reabilitação funcional é recomendado. O programa é o mesmo utilizado para lesões ligamentares laterais do tornozelo descritas anteriormente. Rapidamente, isso inclui um programa inicial para reduzir edemas e prevenir lesões futuras seguidas de amplitude precoce de exercícios de mobilidade e, finalmente, carga corporal e treinamento neuromuscular do tornozelo30. Para lesões parciais e leves o período de incapacidade do paciente pode ser limitado de duas a três semanas.

Tratamento de lesões graves do ligamento subtalar pode ocorrer através de meios não operatórios com curto período de imobilização seguido de programa de reabilitação funcional. Existe, entretanto, grande incidência de instabilidade com lesão de alto grau. Por causa disso, para lesões graves, pelo menos um autor recomenda reparação aguda de ambas as estruturas ligamentares laterais do tornozelo e dos ligamentos subtalares para prevenir instabilidade crônica58.

Instabilidade subtalar crônica

É difícil de separar a instabilidade subtalar da instabilidade do ligamento lateral do tornozelo e, na verdade, esses problemas podem coexistir. Os sintomas de ambas são episódios crônicos de falseio do tornozelo durante as atividades, com histórico de lesões reincidentes e/ou dor, edemas e rigidez. Sensibilidade sobre a articulação subtalar pode ajudar a verificar o envolvimento dos ligamentos subtalares, mas isso não é muito sensível ou específico. A melhor maneira de tentar diferenciar a instabilidade tibiotársica da instabilidade subtalar é através da radiografia em estresse, mas isso também pode ser difícil devido à ampla sobreposição de valores normais.

Nos pacientes com suspeita de instabilidade crônica subtalar e do tornozelo, reparação anatômica tardia (encurtamento e reinserção) dos ligamentos tem dado bons resultados34,51. Se o procedimento de reconstrução é considerado, o único processo que inclui ambos os ligamentos calcaneofibular e talofibular anterior é a reconstrução de Chrisman-Snook. Por essa razão, o procedimento de Chrisman-Snook45,60 pode dar melhores resultados a longo prazo do que outros processos reconstrutivos61. Se a cirurgia é indicada, preferimos reparar os ligamentos subtalares e tibiotársicos.

A escolha do recurso terapêutico para o tratamento ira acontecer baseando-se na causa da disfunção e nas alterações ocorridas fisiologic...

Cinesioterapia na Sindrome de Impacto do Ombro




Resultado de imagem para ombro

A escolha do recurso terapêutico para o tratamento ira acontecer baseando-se na causa da disfunção e nas alterações ocorridas fisiologicamente. Através dos recursos terapêuticos a fisioterapia pode proporcionar alivio as condições sintomatológicas e/ou etiológicas da síndrome do impacto, visando o restabelecimento da função normal do ombro, (Kisner 1998).

A cinesioterapia é o principal recurso na reabilitação do ombro. Sendo indicada a todas as patologias dolorosas do ombro, este recurso fisioterapêutico é uma ferramenta indispensável para recuperação do paciente, (GREVE, 1992).

A cinesioterapia é um importante recurso na maioria dos tratamentos fisioterapêutico, principalmente nas disfunções musculoesqueléticas, ajudando a eliminar ou reduzir a limitação funcional e a incapacidade, alem de ajudar para reduzir a progressão da patologia e na prevenção da ocorrência de condições secundaria e de recidivas. Além disto, o uso da cinesioterapia possibilita o paciente tornar-se participante no tratamento, promovendo a independência funcional, (ORTIZ, 2000).

MOBILIZAÇÃO ARTICULAR

A mobilização articular é uma das técnicas da fisioterapia manual que é usada para tratar a dor e disfunções articulares onde haja limitação da amplitude de movimento. Uma alteração na mecânica articular pode acontecer em devido a dor e defesa muscular, efusão
articular, contraturas ou aderências nas cápsulas articulares ou nos ligamentos, ou ainda devido a desalinhamento ou subluxação das superfícies ósseas, (MAKOFSKY, 2006).

Kisner (1998), define mobilização articular sendo técnicas passivas de fisioterapia manual que podem sem empregadas em articulações e tecidos moles, aplicando velocidades e amplitudes variadas, utilizando com fins fisioterapêutico, movimentos fisiológicos ou acessórios. Velocidades e amplitudes podem variam desde uma força de pequena amplitude aplicada a uma alta velocidade a uma grande amplitude aplicada a velocidade lenta.

A movimentação articular estimula a atividade biológica fazendo com que o fluido sinovial se mova, o que transporta nutrientes a cartilagem articular avascular das superfícies articulares e a fibrocartilagem intra-articular dos meniscos. A atrofia da cartilagem articular inicia logo após as articulações serem impostas a imobilização. A mobilidade articular sustenta a extensibilidade e a força tensiva dos tecidos articulares e periarticulares. Com a imobilização ocorre proliferação fibroadiposa, causando aderências intra-articulares, assim como alterações bioquímicas no tendão, no ligamento e no tecido da cápsula articular,
ocasionando a contraturas articulares e enfraquecimento dos ligamentos, (BIENFAIT, 2000).

A mobilização articular é utilizada quando a dor nas articulações, defesa muscular reflexa e espasmo muscular, ela irá estimular efeitos neurofisiológicos, através de movimentos oscilatórios e de pequena amplitude que são usados para estimular os mecanoceptores, podendo inibir a transferência de estímulos nociceptivos nos níveis da medula espinhal ou do tronco encefálico. Estimulará também efeitos mecânicos através da separação ou deslizamento de pequena amplitude da articulação, causando o movimento do fluido sinovial, que transporta nutrientes as porções avasculares da cartilagem articular, técnicas suaves de mobilização ajudam a conservar a troca de nutrientes impedindo os efeitos dolorosos e degenerativos da imobilização quando uma articulação esta com edema ou dolorida, impedindo a movimentação, (KISNER, 1998).

Maitland, classifica em cinco formas por suas diferentes tipos de aplicação e efeitos fisiológicos:

• Grau I: caracteriza-se por micromovimentos no início da amplitude de movimento, havendo entrada de informações neurológicas por meio de mecanorreceptores, acionando as comportas medulares, como efeito fisiológico.

• Grau II: Movimentos grandes no meio da amplitude de movimento, assim além de acionar as comportas medulares, há um estimulo do retorno venoso e linfático.

• Grau III: Movimentos por toda a amplitude, causando os mesmos efeitos do grau II e ocasionando estresse nos tecidos encurtados por aderências.

• Grau IV, micromovimentos no final da amplitude que geram estresse no tecido capaz de movimentar discretamente tecidos fibróticos.
Sendo essas quatro graduações são classificadas como mobilizações articulares.

• Grau V: Trata-se da manipulação articular, apresentando pequenos movimentos de alta velocidade no meio da amplitude, promovendo a quebra de aderências, ativando os órgãos tendinosos de Golgi, podendo ocorrer uma alteração drástica nas condições dos tecidos que envolvem a articulação.

A mobilização articular nos graus II e III tem como objetivo direcionar o processo de remodelamento tecidual, promovendo uma redução na proliferação de tecido fibrótico, ocasionando uma diminuição na formação de pontes cruzadas de colágeno e de adesões do
tendão aos tecidos que o envolvem. Influencia ria também a dinâmica dos fluidos, que auxiliaria a diminuir o acúmulo de subprodutos da inflamação, e, assim, modulando o processo de dor, (Barbosa 2008).

Problemas persistentes após lesões ligamentares do tornozelo não são incomuns. Após tanto o tratamento conservador como o cirúrgico, 10% ...

Instabilidade ligamentar lateral crônica do tornozelo





Problemas persistentes após lesões ligamentares do tornozelo não são incomuns. Após tanto o tratamento conservador como o cirúrgico, 10% a 30% dos pacientes com lesão ligamentar lateral podem apresentar sintomas crônicos. Nos pacientes com problemas persistentes ou sintomas não usuais, outros problemas devem ser considerados, fraturas de estresse (particularmente a fratura de Jone), fraturas osteocondrais, osteocondrite dissecante, entorse do mediopé e tendinites ou subluxação dos músculos fibulares (peroneiros).

Os sintomas geralmente incluem sinovite ou tendinite persistente, rigidez do tornozelo, edema, dor, fraqueza muscular e falseios freqüentes43. Muitos desses problemas estão associados a instabilidade do tornozelo. É importante diferenciar os dois tipos de instabilidade de tornozelo - mecânica e funcional. Instabilidade mecânica refere-se à frouxidão anormal dos estabilizadores ligamentares e instabilidade funcional, a estabilizadores ligamentares normais, mas com função anormal, com episódios de falseio recorrentes. A instabilidade mecânica isolada é de importância clínica mínima, mas freqüentemente a instabilidade mecânica e a funcional ocorrem em conjunto. Também é importante considerar a articulação subtalar como parte da causa da instabilidade. Se a instabilidade subtalar está presente, o ligamento subtalar também deve ser considerado.

Um programa de fisioterapia com fortalecimento e treinamento proprioceptivo dos fibulares (peroneiros) deve ser instituído inicialmente. Órteses ou enfaixamento devem ser utilizados como tratamento adjuvante para auxiliar no alívio de problemas de instabilidade. O mecanismo exato do efeito das órteses não é bem compreendido, mas muito pacientes experimentam algum benefício. Existem duas teorias principais para sua efetividade: suporte mecânico e incremento do feedback neural e proprioceptivo14.

Em casos de instabilidade crônica refratários ao uso de órteses e suporte externo, o tratamento cirúrgico pode ser benéfico. Muitos procedimentos cirúrgicos têm sido descritos18,33,35,44-49. "Reconstrução anatômica" (encurtamento e reinserção dos ligamentos) dos ligamentos laterais parece ser o mais simples e efetivo deles50. No pós-operatório imobiliza-se o tornozelo com bota gessada por sete a dez dias. Com uma a seis semanas pós-operatórias usamos um bota com salto, que permite a mobilização entre 0º e 20º. Após cerca de três semanas pós-operatórias, exercícios de flexão plantar e dorsiflexão são instituídos, inicialmente passivos e então progredindo para amplitude de movimento ativo. Treinamentos muscular e proprioceptivo são iniciados ao redor da sexta semana após a operação.

Para casos associados à instabilidade subtalar refratários a medidas conservadoras e outros como mencionados acima, o tratamento cirúrgico deve incluir a articulação subtalar. Isso pode ser realizado através de várias reconstruções ou por reparação primária direta. Resultados do tratamento cirúrgico são difíceis de avaliar, pois não há concordância quanto ao que constitui a instabilidade subtalar.

Em casos de instabilidade tratados cirurgicamente, atividades esportivas são permitidas aproximadamente após três meses da cirurgia. Uma órtese para o tornozelo pode ser necessária durante as atividades esportivas por seis a oito meses pós-operatórios. Os resultados de reconstruções anatômicas têm sido significativos18,33-35,51,52.

Sabemos da importância dos ligamentos tanto no processo mecânico de estabilização do joelho, quanto na propriocepção. São conhecidos nos ...

Lesão ligamentar no joelho



Sabemos da importância dos ligamentos tanto no processo mecânico de estabilização do joelho, quanto na propriocepção.

São conhecidos nos ligamentos mecanoceptores responsáveis por informar ao sistema nervoso central sobre a posição em que se encontra a perna, qual a velocidade do movimento que está sendo realizado e os limites destes movimentos. São encontradas também terminações nervosas livres, responsáveis pela informação de dor. A lesão dos ligamentos pode levar a instabilidades que poderão ser corrigidas cirurgicamente, levando-se em conta qual o ligamento lesado, grau de instabilidade, idade, atividade esportiva e desejo do paciente
em manter o mesmo esporte de antes. Em pacientes mais idosos, atletas eventuais, mulheres, ou aqueles que não têm sintomatologia exuberante e se dispõem a mudar o tipo de esporte, o tratamento pode ser apenas o conservador.

O tratamento conservador consiste em melhora do quadro de dor, exercícios que visem manutenção da amplitude de movimentos e exercícios que visem o fortalecimento muscular, assim como o endurance.

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) leva à anteriorização a tíbia nos testes de gaveta ou Lachman, ou durante atividade física mais leve (caminhadas) ou mais intensas (atividade esportiva). Para minimizar este deslocamento, deveremos fortalecer preferentemente os isquiotibiais, sem contudo deixar de exercitar o quadríceps, adutores e abdutores.

Os alongamentos deverão também ser realizados, assim como o fortalecimento de abdominais e glúteos, flexores plantares e dorsais dos pés.

O pós-operatório das instabilidades causadas pela lesão do LCA tem sido motivo de vários estudos. Até há alguns anos, achava-se, por exemplo, que a manutenção de um flexo residual era benéfico para o joelho. Hoje em dia, pretende-se que após esta cirurgia o paciente volte a ter não só a amplitude e força que tinha anteriormente, assim como a volta plena às atividades esportivas. Vários protocolos chamados de acelerados vêm sendo desenvolvidos, visando o retorno rápido às atividades de vida diária e mesmo às atividades esportivas.

A cirurgia, por técnica vídeoartroscópica, para o tratamento do cotovelo rígido pós-traumático tem tornado-se uma prática corrente, com res...

Artroscopia em cotovelo rígido pós-traumático



A cirurgia, por técnica vídeoartroscópica, para o tratamento do cotovelo rígido pós-traumático tem tornado-se uma prática corrente, com resultados consistentes na literatura ortopédica. Porém, é um procedimento tecnicamente complexo para o cirurgião. Deve ser indicado, preferencialmente, nas contraturas menos graves, com perda menor que 15º de extensão, e quando existirem corpos livres intra-articulares.

O que torna o procedimento complexo é a proximidade das estruturas neurovasculares, com os tecidos periarticulares e os portais artroscópicos, associado à redução do volume capsular, que poderá ser de até 6cm³, o que dificulta a realização da distensão hídrica da articulação, aumentando o risco de lesão das estruturas nobres(23).

Nessa técnica, o passo inicial é a identificação e a ressecção de todos os corpos livres. A seguir, realiza-se a ressecção de osteófitos e ossos heterotópicos, preservando-se, integralmente, a estrutura capsular. Morrey(1), preferencialmente, observa por meio do portal anteromedial e realiza a ressecção óssea através do portal anterolateral. O uso de retratores capsulares popularizados por Kelly et al(23) é extremamente útil nesse momento. Após a realização do tempo ósseo descrito anteriormente, a cápsula anterior é liberada, de proximal para distal, sempre lateral ao processo coronoide, observando por meio do portal medial. Aspiração não deve ser utilizada, devendo-se usar somente fluxo gravitacional de saída. O nervo radial encontra-se em risco nesse momento, estando entre um a dois milímetros (mm) da cápsula articular. O risco de lesão nervosa é minimizado, quando realizamos a capsulectomia umeral, evitando-se trabalhar no tecido capsular que se encontra na topografia da cabeça do rádio. A seguir confeccionam-se o portal central posterior e o posterolateral, realizando-se a abordagem posterior na mesma sequência(21-23).

Atualmente, diversas séries de casos têm apresentado resultados satisfatórios com índice de complicações equivalente às artrólises realizadas por técnica aberta.

Artroplastia de interposição

A artroplastia de interposição, associada à artrólise deve ser considerada em pacientes jovens, que apresentam contratura mista com sinais radiográficos de degeneração das superfícies articulares de mais de 50%, ou que necessitem de remodelagem das superfícies articulares por consolidação viciosa. Fáscia lata é o tecido mais comumente utilizado nesse procedimento, e deve ser suturado, cuidadosamente, ao redor de toda a superfície articular, comprometida por meio de sutura transóssea. A abordagem ao compartimento lateral do cotovelo, com liberação do complexo ligamentar lateral é possível com a exposição ampla da articulação, realizando-se um fulcro de abertura lateral sobre o ligamento colateral medial, que deverá estar íntegro. A ressecção da cabeça do rádio associada deve ser evitada, pois aumenta o risco de instabilidade pós-operatória.

O emprego do fixador externo articulado, por quatro a seis semanas é recomendado, propiciando distração articular, estabilidade e permitindo a mobilização precoce.

Artroplastia total de cotovelo

Estará indicada em pacientes idosos, com mais de 65 anos, que apresentam restrição funcional grave do cotovelo, associada à degeneração das superfícies articulares.

Na literatura ortopédica há pouca informação a respeito desse procedimento. Mansat e Morrey(24) relatam 76% de resultados satisfatórios, porém, com 50% de complicações, sendo dois casos de infecção profunda. Além disso, segundo Mansat e Morrey(24) e Blaine et al(25), a artroplastia total do cotovelo, em pacientes que previamente foram submetidos a artroplastia de interposição, apresenta resultado e incidência de complicações comparadas às das séries de revisão de artroplastia total de cotovelo.

Fonte

A mão produz o gesto, é a palavra do surdo e o olhar do cego. Porém, só percebemos e nos conscientizamos do valor imponderável das mãos qu...

A fisioterapia na reabilitação da mão




A mão produz o gesto, é a palavra do surdo e o olhar do cego. Porém, só percebemos e nos conscientizamos do valor imponderável das mãos quando nos deparamos com a incapacidade de usá-las. Uma lesão traumática, enfermidade ou deformidade significa a interrupção de projetos de vida, dificuldades em conquistar espaços e pode desencadear sérios problemas psicológicos. (FERRIGNO, 2007) A reabilitação de lesões ou patologias na mão requer tratamento específico e atualizado.

Nas lesões traumáticas de punho e mão a fisioterapia tem como objetivo restabelecer a mobilidade funcional ativa do paciente, deve sempre buscar o potencial máximo para promover maior interação ao realizar suas atividades deixando-o mais independente possível diante sua disfunção física. (SCHRÖDER, 2007).

A fisioterapia na reabilitação de lesões traumáticas de punho e mão é de suma importância, pois possibilita ao paciente um retorno rápido às suas atividades. O objetivo deste trabalho é demonstrar a importância da fisioterapia no processo de reabilitação de pacientes com lesões traumáticas de punho e/ou mão, através de estudo e relato de caso comprovando a eficácia do tratamento fisioterapêutico.

Após a pesquisa exploratória, levantou-se o seguinte questionamento: A intervenção da Fisioterapia nas lesões traumáticas de punho e mão pode contribuir para a recuperação funcional?

A fisioterapia ortopédica e traumatológica atua na prevenção e no tratamento de distúrbios do sistema musculoesquelético, tratam disfunções osteomioarticulares e tendíneas resultantes de traumas e suas conseqüências imediatas e tardias, lesões por esforços repetitivos e patologias ortopédicas. Seu objetivo é preservar, manter (forma preventiva), desenvolver ou restaurar (reabilitação) a integridade de órgãos, sistema ou função.

Segundo Tubiana, Thomine e Mackin (1996) o exame clínico é essencial como fonte de informações sobre as funções e as lesões do punho e da mão.

Para Araújo (2006) na mão traumática é importante saber o mecanismo da lesão, o tempo decorrido, a localização e os possíveis tratamentos, bem como lesões preexistentes nos membros superiores, com isso o terapeuta terá idéia da região afetada e da possível gravidade da mesma. Além dos dados gerais obtidos na anamnese (nome, idade, gênero e raça) são de interesse do terapeuta a ocupação, a dominância, as atividades de lazer e as necessidades fundamentais do paciente.

A mão é o nosso órgão de contato com o mundo exterior. (SCHRÖDER, 2007) A reabilitação funcional de lesões ou patologias na mão requer tratamento específico e atualizado. (FERRIGNO, 2007). Procura melhorar e curar os distúrbios funcionais existentes na extremidade superior. (SCHRÖDER, 2007).

Esteves (2003) realizou um trabalho sobre a importância da reabilitação fisioterapêutica nas lesões do plexo braquial superior evidenciando, assim como o presente trabalho, a melhora na qualidade de vida e posteriormente retorno rápido às atividades de vida diária após a intervenção.

A fisioterapia, nesses casos, envolve métodos de reabilitação e experiência clínica. O enfoque em relação às lesões e patologias geralmente é conservador, de manutenção e tem por finalidade prevenir ou minimizar as deformidades físicas, levando à independência e à autonomia. (FERRIGNO, 2007)

O fisioterapeuta lança mão de inúmeras técnicas preconizando a funcionalidade da mão, o tratamento fisioterapêutico engloba desde controle da dor, edema e cicatriz, exercícios terapêuticos, reeducação sensorial e treinos funcionais. Esteves (2003) afirma que o paciente com lesão do plexo braquial superior apresenta uma ampla variedade de problemas e desafios para o fisioterapeuta. Para
que não haja complicações, nas lesões traumáticas de punho e mão o processo de reabilitação deve ser adaptado de acordo com as necessidades do paciente.

Ressalta que as conseqüências da lesão via de regra perduram por toda á vida do indivíduo, e o paciente pode procurar o isioterapeuta em qualquer momento após a lesão.

Para evidenciar a importância dessa intervenção foi realizado estudo e relato de 4 casos, onde o objetivo do tratamento fisioterapêutico baseou-se no ganho de amplitude de movimento, fortalecimento muscular, controle do quadro álgico e edema, prevenção de aderências e treinos funcionais. Cada caso com o tratamento baseado e adequado ao quadro clínico apresentado pelo paciente. Para mensurar e acompanhar a evolução no tratamento foram realizadas uma avaliação e reavaliação.

A principal meta fisioterapêutica no tratamento de lesões traumáticas de punho e/ou mão é restaurar a mobilidade funcional ativa. (SCHRÖDER, 2007) Após a reavaliação ficou evidente a melhora em todos os casos. Durante o trabalho foi notado um grande comprometimento por parte dos pacientes, pois contribuíram para a eficácia da intervenção, constatando de forma visível a
diminuição dos sinais e sintomas causados pelo trauma advindo de lesão. Diante do questionamento levantado no trabalho, foi observado significativa melhora funcional nos casos após a intervenção fisioterapêutica no processo de reabilitação. Kisner e Colby (2006) descrevem alguns estudos que mostram que a fisioterapia promove melhor e mais rápido retorno do paciente às suas atividades. Desta forma, a intervenção da Fisioterapia no processo de reabilitação das lesões traumáticas de punho e mão foi de grande valia porque contribuiu para a melhora funcional do paciente.

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Um programa específico e individual deve ser elaborado conforme a condição clínica patológica, sendo a escolha dos recursos terapêuticos ...

Tratamento de Fisioterapia na Sindrome de Impacto do Ombro



Um programa específico e individual deve ser elaborado conforme a condição clínica patológica, sendo a escolha dos recursos terapêuticos baseada na causa da disfunção e possíveis alterações fisiológicas. Segundo Giordano et al. (27), dentre as modalidades de tratamento da síndrome do impacto, o fisioterapêutico é o mais recomendado, especialmente na SI subacromial, mesmo nos casos em que se evidenciam alterações anatômicas como esporão subacromial. A reabilitação deve ser realizada com duração mínima de três a seis meses, devendo optar-se pelo tratamento cirúrgico somente nos casos em que o paciente não apresente melhora do quadro (22).

Alguns fatores como idade, protocolo utilizado, tipo de atividades realizadas no trabalho e esporte e variações anatômicas do acrômio podem interferir no tempo ou resultados do tratamento, contudo, uma intervenção fisioterapêutica adequada e precoce, associada a um programa de reeducação e orientação do paciente, que enfatize mudanças de hábitos esportivos ou readaptações profissionais, são imprescindíveis para sucesso nos resultados. De acordo Moreira e Carvalho (2), o reabilitador tem papel educativo de extrema importância, sendo baseado na restrição de movimentos que exijam elevação do membro afetado acima do nível dos ombros.

Os objetivos gerais no tratamento fisioterapêutico são alívio do quadro álgico, ganho de amplitude de movimento (ADM) e melhora da força muscular (FM) de maneira que permita maior funcionalidade no membro acometido, consequentemente, a elaboração de um protocolo de tratamento adequado depende da evolução clínica da patologia. Giordano et al. (27) demonstraram a eficácia do tratamento fisioterapêutico na SI com a utilização de um protocolo baseado em metodologia na qual os recursos a serem aplicados variavam conforme a fase da doença. Em outro estudo, Lima et al. (28), ao analisarem a funcionalidade e a percepção da dor em pacientes com SIO, antes e após intervenção fisioterapêutica, concluíram que houve melhora substancial do quadro álgico e função do ombro pós-tratamento.

O tratamento fisioterapêutico na fase inicial da SIO tem como objetivo a redução ou abolição da dor e diminuição do processo inflamatório instalado, sendo importante evitar exercícios exagerados que possam agravar ainda mais o quadro agudo. Nesta fase, o uso da TENS (estimulação Tratamento conservador na síndrome do impacto no ombro nervosa elétrica transcutânea) é indicada no controle e modelação da dor e a crioterapia, por causa do efeito de resfriamento, pode favorecer a redução da inflamação (29). Do mesmo modo, a tração do ombro com pequenos graus de abdução pode ser indicada como mecanismo de descompressão articular e alívio do quadro álgico (30), além dos exercícios pendulares (16).

Após alívio da dor e redução do processo inflamatório agudo, os exercícios para ganho de ADM e melhora da flexibilidade dos músculos rotadores laterais e mediais do ombro e romboides devem ser inseridos no programa de reabilitação. Conforme Hall e Brody (31), o tratamento isolado da fonte da dor proporciona apenas alívio temporário, logo, a cinesioterapia ou exercícios terapêuticos devem fazer parte do plano de tratamento fisioterapêutico (32). Os exercícios pendulares devem permanecer com a objetivo de alongamento da cápsula articular e tração na articulação glenoumeral.

A evolução do tratamento fisioterapêutico deve enfatizar atividades de reforço muscular dos estabilizadores da escápula, pois, segundo Halbach e Tank (8), a fraqueza persistente desse grupo muscular manterá alterado o ritmo escapuloumeral, favorecendo assim a impactação subacromial contínua.

Outro fator preponderante no reequilíbrio muscular é o trabalho de força dos músculos rotadores do ombro que, de acordo com Morelli e Vulcano (33), desempenham papel fundamental na estabilidade e depressão da cabeça umeral. Além disso, os exercícios proprioceptivos devem ser implementados para o restabelecimento de uma aferência apropriada, determinando o equilíbrio das forças agonista e antagonista durante função do ombro (15).

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