"Ortopedia - Guia de Consulta Rápida para Fisioterapia" é o primeiro livro da Série Physio, coleção de livros práticos e objeti...

Dica de Livro: Ortopedia: Guia de Consulta Rápida para Fisioterapia



"Ortopedia - Guia de Consulta Rápida para Fisioterapia" é o primeiro livro da Série Physio, coleção de livros práticos e objetivos destinados a estudantes e profissionais de fisioterapia. Trata-se de um manual conciso, de consulta rápida, destinado a fornecer descrições e avaliações sobre a maioria dos distúrbios ortopédicos, bem como sugerir as melhores estratégias de tratamento. A estrutura do livro não poderia ser mais prática e objetiva. Organizado por regiões corporais, e no formato de tabelas, o texto relaciona as características, os sinais e sintomas, os testes especiais e as intervenções relativas a cada distúrbio. A relação de testes especiais apresentada após cada grupo de distúrbios ajudará o leitor analisar e interpretar a utilidade e a validade de cada teste. Esses testes também são estruturados de modo a evidenciar o que é relevante: finalidade, sinais de positividade, interpretação e comentários. Graças a esse formato inovador, cada tópico individual, seja teste ou distúrbio, pode ser consultado com extrema facilidade e rapidez.
Esta obra constitui, sem dúvida, uma fonte altamente valiosa a ser utilizada em sala de aula e na atividade fisioterápica.

Saiba mais sobre esse livro clicando aqui

A luxação articular, popularmente conhecida como "deslocamento de ossos", ocorre quando as extremidades de superfícies articula...

Como proceder quando acontece a Luxação Articular



A luxação articular, popularmente conhecida como "deslocamento de ossos", ocorre quando as extremidades de superfícies articulares são separadas de modo a perderem o seu correto alinhamento anatômico. Para acontecer uma luxação é necessária a desarticulação de pelo menos dois ossos.

A luxação pode ocorrer de duas formas: a traumática e a não traumática. O primeiro caso é mais comum e ocorre, normalmente, devido a uma lesão violenta, decorrente de pancadas e torções. Já na segunda hipótese, como o próprio nome indica, as luxações podem surgir mesmo sem traumas, como acontece nas situações de má formação congênita das estruturas ósseas, nos desgastes articulares, nas hipermobilidades de membros e nas fraquezas das musculaturas situadas ao redor da articulação.

É normal em uma luxação o paciente queixar-se de dores fortes, apresentar deformidades anatômicas no contorno da articulação acometida e perder a capacidade de movimentar o membro afetado. Embora várias articulações possam apresentar esse problema, as regiões atingidas com maior freqüência são as dos ombros, dos cotovelos e do quadril.

A luxação é um caso de urgência médica. Isso significa que na sua ocorrência é necessário que a pessoa acometida procure auxilio hospitalar imediato e evite tentar colocar a articulação no lugar por conta própria, ou com o auxílio de pessoas não habilitadas, tudo para evitar a ocorrência de maiores danos e o surgimento de possíveis seqüelas.

Quando ocorre uma luxação, podem ser comprometidas as estruturas articulares e os tecidos circunvizinhos, como é o caso dos músculos, dos tendões, das cartilagens e das bainhas sinoviais. Tais conseqüências originam-se, principalmente, devido a estiramentos, torções e rupturas desses tecidos.

O diagnóstico da luxação normalmente é realizado por meio de exame clínico, pelas narrativas do paciente e por exames radiológicos. Nos casos de maior gravidade, podem ser necessários, também, exames complementares para verificar a existência de outras possíveis lesões desencadeadas pela luxação.

O tratamento pode ser feito de diversas maneiras, a depender das circunstâncias de cada situação concreta. Em geral, é realizado mediante terapias medicamentosas, imobilizações temporárias e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas. Além disso, o tratamento fisioterapêutico pode ser muito necessário para melhorar o quadro clínico.

Ao Fisioterapeuta incumbe a eleição e o emprego de diversas condutas, dentre as quais merecem especial relevo a utilização da eletroterapia e da crioterapia (para controle da dor, do edema e das inflamações). Bem assim, costumam ser necessárias prescrições de exercícios terapêuticos de fortalecimento muscular da região implicada, seja para melhorar a estabilidade articular, seja com o objetivo de evitar (ou minimizar) a ocorrência de seqüelas.

De todo modo, é indispensável que o paciente siga corretamente o tratamento prescrito para evitar complicações supervenientes, como as chamadas "luxações reicindivantes". É que quando os cuidados necessários para a recuperação de uma primeira luxação não são devidamente observados, a articulação atingida tende a tornar-se instável, o que pode ensejar o aparecimento de novas luxações, até mesmo sem traumas, ocasionadas, inclusive, por pequenos esforços cotidianos.



* FISIOTERAPEUTA. - CREFITO-9/8047-F.
- Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). - Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS).
- Formada em Aurículo-acupuntura.
- Formada no método Pilates.
- Pós-graduanda em Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura).

A lesão é um acometimento indesejável e desagradável na vida do atleta. Mas infelizmente, para os que treinam arduamente e com uma freq...

Lesões causadas pelo esporte



A lesão é um acometimento indesejável e desagradável na vida do atleta.

Mas infelizmente, para os que treinam arduamente e com uma freqüência acima do limite do corpo, e principalmente os que realizam sem uma preparação correta e específica, fatalmente terão lesões conseqüentes, acompanhadas de dor, desconforto e até mesmo a incapacidade de continuar treinando. Alguns indivíduos sofrem lesões mais graves e mais freqüentes do que outros. No entanto, qualquer que seja a intensidade da lesão, é necessária sempre a prevenção.
A lesão é um mal de todos os atletas, profissionais ou amadores, e treinadores conhecem bem, ou porque já viveram esta experiência ou porque já viram alguém passar por isso. As atividades esportivas dos jovens e crianças têm se tornado cada vez mais populares. Porém, para evitar o surgimento de lesões é preciso observar alguns critérios, como a adaptação da habilidade do atleta à sua idade e desenvolvimento, a educação dos pais, a prevenção de riscos, e considerar sob um enfoque psicológico a relação entre o esporte desejado e habilidades para praticá-lo. No entanto, o prazer e os benefícios proporcionados pela prática esportiva devem ser sempre enfatizados.

Hoje, no mundo da Medicina Desportiva, o assunto mais discutido é a Prevenção de Lesões em atletas, que na verdade, já virou motivo de estudos direcionados em todo o mundo. Aqui no Brasil, os clubes de futebol são os pioneiros em investimento real em profissionais especializados nessa área. A prevenção de lesões vai desde a correção de exercícios de alongamento e flexibilidade, a exercícios de fortalecimento do centro do corpo, como por exemplo o “core training”.

No momento em que a lesão não pôde ser evitada, e já há um comprometimento físico, deve-se lançar mão rapidamente da Fisioterapia.
O tratamento fisioterápico tem os seguintes objetivos:

- Eliminar a dor;
- Recuperar a mobilidade e a estabilidade da área lesada;
- Recuperar a flexibilidade e a força muscular;
- Planejar o retorno da atividade física específica através de um treinamento proprioceptivo, para ganho de segurança, confiança, força, agilidade e coordenação.

A intervenção precoce implica, na maioria dos casos, recorrer a um serviço especializado, pois não se pode esquecer que lesões aparentemente sem importância, quando não tratadas, podem transformar-se em lesões graves, incompatíveis com a carreira esportiva.

Algumas lesoes mais comuns em alguns esportes:

:: Futebol - modalidade de exigência física extremamente complexa, que apresenta várias ameaças ao corpo. Os jogadores sofrem com mais regularidade torções, distensões e contusões, principalmente nos tornozelos e joelhos. A torção da maior parte deles aparece quando ocorre um movimento forçado.

:: MMA - proporciona praticamente contato total com o adversário, aumentando riscos de lesões em diversas partes do corpo. Um treinamento com instrutores adequado é essencial para não forçar articulações, músculos e tendões desnecessariamente ou de maneira errada. Por ser um esporte violento, os riscos de lesões simples são os hematomas e contusões. Já as mais complexas são quando um chute acerta, por exemplo, uma articulação, podendo provocar luxações, rompimento de ligamentos ou até mesmo fraturas, como de costelas.

:: Natação - quase sem impacto, onde a principal resistência a ser vencida é a água, as lesões causadas por quem é nadador podem acontecer caso o atleta mantenha alta intensidade de treinos, de forma inadequada. As regiões mais afetadas são os ombros e a coluna lombar. Apesar de benéficas para o condicionamento aeróbico, modalidades como nado borboleta e nado peito requerem cuidado, pois são estilos que exigem muito da coluna lombar.

:: Tênis - exige do atleta uma preparação física e técnica muito grandes. As lesões mais comuns são musculares da panturrilha, luxação nos ombros, de mão e punho, além de lombar. O golpe que mais causa lesões associadas à prática do tênis é o saque, pois requer um conjunto de movimentos integrados das pernas, do tronco e dos braços.

:: Voleibol - entorse de tornozelo é a lesão traumática aguda mais comum na modalidade, porque o jogador poder tocar o pé na linha central da quadra, aumentando o risco de choques com o adversário. Muitas ocorrem na aterrissagem de um salto sobre o pé do jogador oponente ou quando o atleta, ao saltar na execução de um bloqueio duplo, por exemplo, aterrissa no pé de seu parceiro. Muitas dessas lesões ocorrem na ação de bloqueio ou ataque, porque existe uma diferença de tempo de execução entre o salto do atacante e do bloqueador.


Esta obra traz conteúdos essenciais para a prática da fisioterapia ortopédica. Seu formato conciso permite o rápido acesso às informações...

Dica de Livro: Fisioterapia Ortopédica: Exame, Avaliação e Intervenção



Esta obra traz conteúdos essenciais para a prática da fisioterapia ortopédica. Seu formato conciso permite o rápido acesso às informações necessárias ao dia-a-dia de estudantes e profissionais da área.

Leia mais sobre esse livro aqui

ANATOMIA E BIOMECÂNICA Ossos: O tornozelo é uma estrutura formada pela união de 3 ossos: tíbia, fíbula e tálus. Partes Moles: A est...

Entorse de tornozelo e tratamento



ANATOMIA E BIOMECÂNICA

Ossos:
O tornozelo é uma estrutura formada pela união de 3 ossos: tíbia, fíbula e tálus.

Partes Moles:
A estabilidade do tornozelo se dá através de ligamentos, que são: Ligamento, Colateral Medial - tem no maléolo tibial e inserção nos ossos navicular, tálus e calcâneo: são eles: tibiotalar anterior e posterior, tibiocalcâneio e tibionavicular, que juntos formam o forte ligamento deltóide.
Ligamento Colateral - tem origem no maléolo fibular e inserção nos ossos tálus e calcâneo; são eles: talofibular anterior e posterior e calcâneo fibular. Sindesmose Tibiofibular - tem origem na tíbia e inserção na fíbula: são eles: tibiofibular anterior e posterior e interósseos.

Leia:

Corrente faradica e a Fisioterapia
Ginastica laboral e a sua atuação
Como evitar lesões esportivas
Pilates
Espondilose Lombar

Articulações:
O tornozelo é formado por três articulações:
* Articulação Talocrural - formado pela extremidade inferior da tíbia e fíbula com o dorso do tálus.
* Articulação Subtalar - entre o tálus e calcâneo.
* Articulação tibiofibular - formada pela extremidade inferior da tíbia e da fíbula.

Cinesiologia:
Os movimentos envolvidos na articulação do tornozelo são:
* Flexão Plantar - movimento pelo qual a planta do pé é voltada para o chão, músculos envolvidos neste movimento são: gastrocnêmio e sóleo, a amplitude de movimento é de 0 - 50º.
* Flexão Dorsal - movimento no qual o dorso do pé é voltado para a cabeça, músculos envolvidos neste movimento são: tibial anterior e extensor longo dos dedos, a amplitude de movimento é de 0 - 20º.
* Inversão - movimento no qual se vira a planta do pé para a perna, músculos envolvidos são: tibial anterior e posterior, a amplitude de movimento é de 0 - 45º.
* Eversão - movimento no qual se vira a planta do pé para a parte lateral da perna. Músculos envolvidos são: extensor longo dos dedos e fibular longo e curto, a amplitude de movimento é de 0 - 30º.

MECANISMO DE LESÃO
As lesões do tornozelo são causadas por uma súbita aplicação de força que exceda a resistência dos ligamentos, rodando o pé em inversão ou eversão.

LESÃO TRAUMÁTICA POR ENTORSE

Definição:
Entorse pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos. Porém esse termo é freqüentemente usado em referência especifica a lesão de um ligamento, recebendo graduação de entorse de grau 1, grau II e grau III.

Etiologia:
Após o trauma os ligamentos do tornozelo podem ser estirados ou rompidos, o tipo mais comum de entorse no tornozelo é provocado por uma sobrecarga em inversão e pode resultar em ruptura parcial ou total do ligamento talofibular anterior, provocando uma sobrecarga no tornozelo, tornando-o instável. Raramente componentes do ligamento deltóide são sobrecarregados, existe uma maior probabilidade de avulsão ou fratura do maléolo medial com uma sobrecarga em eversão.

Classificação:
As entorses de tornozelo são classificadas da seguinte maneira:
* Grau I - ligamento preservado, processo álgico ligamentar e edema local.
* Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma.
* Grau III - ruptura ligamentar parcial ou total, provável fratura por avulsão, dor intensa, instabilidade, edema difuso e hematoma.

Cicatrização do Ligamento:
Os ligamentos tendo vascularização regular cicatrizam lentamente, sendo o reparo feito por tecido fibroso e colágeno. Os ligamentos com ruptura total devem ser saturados cirurgicamente.

Diagnóstico:
Nos entorses de tornozelo o diagnóstico é feito através de exames radiológicos, testes de instabilidades, artrografias e ultra-sonografias.

Objetivos de tratamento:
* Restaurar a amplitude de movimento
* Fortalecer os músculos do tornozelo
* Melhorar o equilíbrio e coordenação
* Diminuir dor e edema

Tratamento:
* Grau I - Crioterapia + compressão + elevação + fortalecimento muscular + propriocepção.
* Grau II - imobilização de 3 a 4 semanas. Após 20 dias faz-se: crioterapia + fortalecimento muscular + propriocepção.
* Grau III - cirúrgico.

CASO CLÍNICO
Paciente masculino, 19 anos, obeso, tabagista e etilista social, relata que quando caminhava normalmente teve uma queda da própria altura sobre o membro inferior direito. Procurou auxílio médico onde foi realizado um exame clínico e logo após um exame complementar de raios-X, onde nada de significativo foi diagnosticado em partes ósseas, o mesmo constatou uma entorse de tornozelo em inversão. Foi imobilizado durante 15 dias com bota engessada, com salto, fazendo uso paralelo de antiinflamatório, Cataflan (SIC) durante 7 dias. Após 15 dias de imobilização, voltou a clínica para a retirada da bota engessada e foi observado pelo médico que o paciente ao caminhar, claudicava, sendo encaminhado a fisioterapia com cinesioterapia, crioterapia, ultra-som.

Exame Físico
* Análise da dor - paciente relata dor ao subir e descer escada.
* Análise da palpação - em palpação profunda da região maléolo lateral, paciente relata dor.
* Análise do edema - em região do maléolo medial e maléolo lateral edema do tipo quente e duro.
* Análise da crepitação - sem crepitação.
* Análise da pele - pequena hiperemia em toda a região do tornozelo direito
* Análise do tônus muscular hipotomia de panturrilha direita.
* Análise da marcha - paciente de marcha claudicante.
* Análise de cacifo - positivo.

T. A. T. M.
Inversão -- AIM 2º
Eversão -- AIM 2º
Flexão -- AQCM 3º
Extensão -- AQCM 3º

OBJETIVOS DO TRATAMENTO
* Diminuir edema
* Diminuir quadro álgico
* Aumento do arco de movimento
* Alongar
* Fortalecer
* Voltar AVS'S

TRATAMENTO
- Crioterapia por 20' em tornozelo direito em posição de drenagem
- Bandagem elástica gelada
- Massagem linfática
- Técnica de controlar e relaxar (para todos os movimentos de tornozelo)
- Alongamento
D.D. - ísquios tibiais com faixa
* inversores, eversores, flexão e extensão
* panturrilha na mão
- Exercícios (após redução de edema, redução de quadro álgico e arco completo de movimento).
D. D. - exercício ativo livre para inversão, eversão, flexão, extensão e circundunção.

Exercício ativo resistido para inversão, eversão, flexão, extensão Theraband para inversão, eversão, flexão, extensão
Sentado - contração isométrica para inversão e eversão
- skate para flexão, extensão, inversão e eversão
P.O. - planti - flexão no piso
- planti - flexão na espuma
- giro - plano de dois pinos
- giro - plano de um pino
- paciente no giro plano de um pino e FT jogando a bola
- FT jogando a bola para o paciente que está em PO e unipodal, chutando a bola e depois trocando de perna
- paciente em cima da bola medicinibool e o FT desequilibrando-o
- pular na espuma de frente
- pular na espuma de costas
- pular na espuma de lado
- escada: uma perna do degrau fazendo semi-flexão de joelhos e outra esticada em direção ao chão
- subir e descer a escada mantendo o membro lesado parado
- pular na caixa de brita
- pular na cama elástica
- equilibrar na tábua de equilíbrio correr

Para Treino da Marcha
- tomada de peso antero-anterior e latero-lateral
- escada para apoio dos membros inferiores
- barra paralela
- caminhada 90º

Manter-se atualizado na correria do dia a dia é uma dificuldade de todo fisioterapeuta que se forma e "perde" o acesso a inform...

Conteúdo de Fisioterapia na Ortopedia



Manter-se atualizado na correria do dia a dia é uma dificuldade de todo fisioterapeuta que se forma e "perde" o acesso a informações atualizadas como artigos e materiais específicos para um assunto.

Fiquei satisfeita quando eu vi um site sério como o Cds Universitarios oferecendo material atualizado e especifico para cada assunto. Foi assim que eu encontrei o Cd de Fisioterapia na Ortopedia.

Vale a pena conferir.

------------

Este post é um publieditorial

O processo do olecrano é uma grande eminência que compreende as porções proximal e posterior da ulna. Ele se encontra em uma posição subc...

Fraturas do Olécrano



O processo do olecrano é uma grande eminência que compreende as porções proximal e posterior da ulna. Ele se encontra em uma posição subcutânea, que o torna especialmente vulnerável a traumatismo direto. Junto com a porção proximal do processo coronóide o olecrano forma a incisura sigmóide maior da ulna, uma depressão profunda que serve como articulação com a tróclea e que permite movimentação apenas no plano antero – posterior e fornece ao cotovelo estabilidade.

Leia:

Corrente faradica e a Fisioterapia
Ginastica laboral e a sua atuação
Como evitar lesões esportivas
Pilates
Espondilose Lombar

MECANISMO DE LESÃO

Fraturas do olecrano ocorrem em resposta a três tipos principais de lesão. Trauma direto, com uma queda sobre a ponta do cotovelo ou um golpe direto no olecrano, muitas vezes resulta em uma fratura cominutiva.

Trauma indireto, com uma queda sobre a mão estendida com o cotovelo em flexão, acompanhada por uma forte contração do tríceps, pode resultar em uma fratura transversa ou obliqua através do olecrano e finalmente, uma combinação de trauma direto e indireto, na qual tanto a contração muscular quanto o trauma direto atuam juntos, pode produzir fraturas cominutivas com desvio.



SINAIS E SINTOMAS

Geralmente ocorre um derrame hemorrágico na articulação que em aumento de volume e dor no olecrano. Também pode haver um sulco palpável no local de fratura, acompanhado de arco de movimentação doloroso e limitado.

A incapacidade de estender o cotovelo ativamente contra a gravidade é o sinal mais importante a ser obtido; ele indica descontinuidade do mecanismo do tríceps.



CLASSIFICAÇÃO


I- Fratura sem desvio

II- Fraturas com desvio

A. Fratura por avulsão

B. Fraturas oblíquas e transversas

C. Fraturas cominutivas

D. Fraturas - luxações

Para ser considerada não desviada, uma fratura do olécrano deve ter desvio menor que 2mm, nenhum aumento neste grau de separação com flexão a 90 graus do cotovelo, e capacidade do paciente de estender ativamente o cotovelo contra a gravidade.

As fraturas com desvio incluem todas aquelas que não preenchem os critérios precedentes, e estas usualmente exigem redução aberta e fixação interna.


TRATAMENTO

O objetivo de todas as fases do tratamento será a prevenção da miosite ossificante.



FASE DE IMOBILIZAÇÃO ABSOLUTA

Nessa fase os pacientes precisam de um gesso axilar palmar para manter a redução da fratura. A duração dessa fase é muito variável de uma fratura para a outra.

Os objetivos são diminuir o edema e a dor, prevenir os efeitos da imobilidade e corrigir a postura.

Para ajudar na reabsorção do edema, se recomenda uma posição elevada da extremidade durante o repouso e freqüente mobilizações dos dedos.


FASE DE IMOBILIZAÇÃO RELATIVA

Os objetivos são os mesmos da fase anterior, ainda que nesta esteja incluído o aumento do arco articular, posto que seja permitido solicitar um mínimo de atividade.

Será utilizado a crioterapia como analgésico e antiinflamatório várias vezes ao dia e se esperará que o edema comece a reduzir para iniciar a mobilização do cotovelo.

Serão realizadas mobilizações de flexo-extensão e prono-supinação de forma ativa ou autopassiva.


FASE DE PÓ – IMOBILIZAÇÃO

Os objetivos são prevenir a miosite, ganhar arco articular e iniciar o fortalecimento.

Será realizada crioterapia antes e depois da mobilização.

Os exercícios serão de flexo-extensão e prono-supinação e se ainda existir edema,serão realizados em decúbito supino,com o braço em elevação para favorecer o retorno venoso.


FASE DE RECUPERAÇÃO FUNCIONAL

Nessa fase os objetivos são recuperar todo o arco articular e fortalecer a musculatura.

A remissão do edema terá ocorrido e já poderemos utilizar a termoterapia. Também se efetuarão exercícios pendulares do ombro com pesos na mão, para favorecer a extensão, e exercícios de prono-supinação com pesos para ganhar os últimos graus destes movimentos.

Nessa fase já se pode fazer massagem para ativar a circulação e preparar a musculatura para o trabalho de fortalecimento. Assim se iniciará o fortalecimento analítico da flexão, com o antebraço em pronação, em supinação, e em posição intermediária. Faz-se também o fortalecimento de tríceps contra a gravidade colocando o paciente em decúbito prono com o ombro em abdução de 90 ° e o cotovelo na borda da cama. E, finalmente, para o fortalecimento global da extremidade, poderá ser aplicada a técnica de Kabat ou PNF.

Se o paciente apresenta uma ferida ou incisão cirúrgica aderida aos planos profundos, estará indicada a massagem de deslocamento sobre a cicatriz.


FASE DE RESOLUÇÃO

Nessa fase recomendamos a prática da natação e, sobretudo os esportes com bola, nos quais se realizem lançamentos e rebote da bola sobre o chão.


COMPLICAÇÕES

As complicações que costumam a parecer são as rigidez articular e o déficit de extensão. A rigidez articular se deve a aderências ou à aparição de miosite ossificante.

O déficit aparece em pacientes portadores de material de osteossíntese, ainda que se recupere a normalidade uma vez extraído o material.

O curso Biomecânica oferece ao profissional de Educação Física e Fisioterapia conhecimentos sobre como analisar o movimento humano com bas...

Curso de Biomecânica




O curso Biomecânica oferece ao profissional de Educação Física e Fisioterapia conhecimentos sobre como analisar o movimento humano com base nos princípios biomecânicos e anatômicos do corpo humano e muito mais.

Conteúdo:

Considerações iniciais sobre a Biomecânica;
Fundamentos sobre o movimento humano;
Considerações esqueléticas associadas ao movimento humano;
Características musculares para o movimento humano;
Ângulo de inserção muscular;
Relação força-tempo;
Relação comprimento-tensão;
Relação força-velocidade;
Potência;
Efeito da temperatura no músculo;
Métodos de medição em biomecânica do movimento humano;
Cinemetria;
Dinamometria;
Eletromiografia;
Antropometria.

Saiba mais aqui

Uma fratura é uma lesão na qual ocorre a ruptura do tecido ósseo. Uma fratura de estresse é uma ruptura (geralmente pequena) que se desenv...

O que são fraturas?




Uma fratura é uma lesão na qual ocorre a ruptura do tecido ósseo. Uma fratura de estresse é uma ruptura (geralmente pequena) que se desenvolve devido à ação de forças prolongadas ou repetidas contra o osso.

Leia:

Corrente faradica e a Fisioterapia
Ginastica laboral e a sua atuação
Como evitar lesões esportivas
Pilates
Espondilose Lombar

Considerações gerais:
Quando um osso não puder suportar a pressão exercida sobre ele, ocorrerá uma ruptura ou fratura óssea. Uma fratura aberta (na qual o osso rompe a pele) pode infeccionar facilmente. Quando uma criança deixa de movimentar um braço ou perna machucados algumas horas após um acidente, ou se ela continuar a chorar quando a área lesada é tocada, deve-se assumir que a criança tem um osso quebrado e procurar auxílio médico. Às vezes é difícil saber se o osso foi deslocado ou quebrado. Ambas as situações representam uma emergência. As medidas básicas de primeiros socorros são as mesmas para os dois casos.

Causas:
A maioria das fraturas de braços e pernas é provocada por um golpe, uma queda ou qualquer outro tipo de trauma:
acidentes com esquis
abuso de crianças
osteoporose
tumores ósseos
doença metabólica
fraturas de estresse nos pés ou tornozelos que podem ser provocadas por longas permanências em pé, caminhadas ou corridas

A fratura de fêmur proximal, principalmente em idosos, representa um sério problema devido às altas taxas de morbidade e mortalidade. Com...

14 exercícios para fratura de fêmur



A fratura de fêmur proximal, principalmente em idosos, representa um sério problema devido às altas taxas de morbidade e mortalidade.

Com o aumento da expectativa média de vida da população, houve um aumento do número dos casos de fratura do fêmur, uma vez que acima de 60 anos deve-se à osteoporose e outras doenças associadas. Em jovens, a recorrência de fratura do fêmur também vêm aumentando devido a acidentes com trauma de alta energia.

Regiões
As fraturas de fêmur proximal (região próxima ao quadril) podem ser:

– da Cabeça Femoral

– do Colo Femoral

– da Região Trocanteriana

– da Região Subtrocanteriana

O tratamento das fraturas do colo é cirúrgico em quase 100% dos casos, salvo em raros casos de pacientes muito incapacitados e em estágio terminal.

Nas fraturas do fêmur Tipo I e II de Garden o tratamento preconizado é a osteossintese, normalmente com parafusos canulados, sendo uma técnica pouco invasiva, rápida e de baixíssimo sangramento. Em casos de dúvida quanto ao desvio pode-se recorrer a exames de imagem como Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética.

Nas fraturas do fêmur Tipo III e IV de Garden, em pacientes com idade abaixo de 65 anos ainda tenta-se a redução e osteossíntese, visando preservar a cabeça femoral, sendo importante levar em consideração o risco de osteonecrose da cabeça femoral, sendo esta incidência menor quando o procedimento cirúrgico é realizado em um período inferior a 24 horas do trauma.

Portanto, em pacientes de idade mais avançada ou nos mais jovens em que não se consegue uma adequada redução, ou fraturas há mais de 24 horas, minha experiência tem sido em excelentes resultados com a artroplastia do quadril.

Fratura da Cabeça do Fêmur
As fraturas da Cabeça Femoral são pouco frequentes e causadas por trauma de alta energia, sendo normalmente acidentes automobilísticos, mais especificamente pelo impacto do painel do veículo contra o joelho, com o quadril em posição de flexão e adução.

Quanto ao tratamento destas fraturas, quando associada a luxação, está indicada a redução incruenta em caráter de urgência e posteriormente, com a realização de exames planeja-se o tratamento da fratura.

O tratamento varia conforme a classificação da fratura, onde Pipkin I (fratura abaixo da fóvea) se conseguida redução congruente e articulação livre e estável opta-se por tratamento conservador, porém se redução incongruente ou houver bloqueio articular, está indicada a artrotomia.

No Pipkin II (fratura acima da fóvea) opta-se por redução aberta e fixação da fratura.

No Pipkin III (tipo I ou II com fratura do colo) se o paciente for muito jovem optamos por redução aberta e fixação do colo femoral, se já não tão jovem, opta-se pela artroplastia do quadril.

E por último, no Pipkin IV ( tipo I ou II com fratura do acetábulo), realiza-se a redução aberta com osteossintese da cabeça femoral e do acetábulo, em pacientes idosos também é indicada a artroplastia total primária com reconstrução do acetábulo.

Fraturas Trocanterianas
As fraturas trocanterianas comprometem a região entre o grande e o pequeno trocanter e normalmente acometem pacientes com idade mais avançada do que as fraturas de colo, e principalmente sexo feminino devido a maior incidência de osteoporose.

O padrão ouro de tratamento para esse tipo de fratura de fêmur é a fixação interna, sendo a artroplastia do quadril em situações especiais. O objetivo do tratamento é a rápida estabilização com pouca espoliação ao paciente visando uma mobilização precoce.

Vale ressaltar que este tipo de fratura apresenta alta taxa de mortalidade, chegando a 36% no primeiro ano após a fratura. A avaliação clínica revela impotência funcional, encurtamento e rotação externa do membro acometido, podendo haver a presença de hematoma.

O tratamento destas fraturas é eminentemente cirúrgico, estando o tratamento conservador restrito apenas a pacientes com risco cirúrgico elevadíssimo e/ou em estágio terminal. O momento ideal da cirurgia depende do estado clínico do paciente, contudo sendo recomendável um prazo de 24 a 48h para a estabilização clínica.

Nas fraturas estáveis o padrão ouro é a placa e o parafuso deslizante, e nas fraturas instáveis a haste intramedular é o recomendado, lembrando que mesmo nas fraturas estáveis esta última permite uma carga precoce em relação a placa e parafuso deslizante além de menor risco de falência devido a maior vantagem biomecânica.

Fraturas Sub-Trocanterianas
As fraturas sub-trocanterianas correspondem a aproximadamente 15% dos casos de fratura de fêmur e são consequência de trauma de alta energia com alto índice de lesões associadas.

O diagnóstico clínico é de impotência funcional femoral, além de edema, dor e hematoma associado.

O tratamento conservador é de difícil execução e as taxas de mal resultados são bastante consideráveis, sendo o tratamento cirúrgico o método de eleição, podendo esta fratura ser resolvida em até uma semana buscando-se uma boa estabilização do paciente devido ao elevado porte cirúrgico.

As chances de complicações também são elevadas, podendo ocorrer trombos venosa profunda, embolia pulmonar, perda de redução, pseudoartrose e consolidação viciosa dentre as mais comuns.

Portanto, a prática clínica mostra que uma fixação estável bem reduzida diminui o risco destas complicações e deve ser realizada por um cirurgião de quadril experiente.

Veja 14 exercicios que podem ser feitos:

Faça Fisioterapia