sábado, 21 de novembro de 2009

Avaliação da Marcha na Ortopedia







Marcha é a seqüência dinâmica de eventos que permitem que o indivíduo se desloque, mantendo a posição bípede. É uma atividade complexa, resultante de ações reflexas e voluntárias. A marcha normal é clica, com fases alternando-se com o apoio e balanço do membro inferior. A fase de apoio inicia-se com o toque do calcanhar, segue-se com o apoio completo do pé, impulsão (apoio no antepé) e desprendimento.

Em seguida, o pé deixa o solo e inicia fase de balanço. Sem o apoio, entra em fase de aceleração, desaceleração para, novamente ir ao solo com o toque do calcanhar. Enquanto um pé se apóia, o outro está elevado. Há, associadamente, balanço do tronco,e movimentos pendulares alternados dos membros superiores, também realizando aceleração e desaceleração. O membro superior de um lado acompanha o membro inferior do lado oposto.

Há muitos tipos de marcha alterada. A marcha é antálgica quando a fase de apoio do lado doloroso está encurtada e, geralmente, acompanhada de um esboço de saltitar na tentativa de aliviar o peso. Na marcha por insuficiência do glúteo médio, o tronco inclina-se exageradamente para o lado do apoio. Quando a insuficiência é bilateral o tronco balança para um lado e para o outro, caracterizando a marcha anserina. Esta marcha é típica de muitas miopatias, da luxação congênita do quadril bilateral e da coxa vara bilateral. Marcha talonante é quando o toque do calcanhar é feito com muita intensidade, produzindo um som típico. Ocorre em neuropatias que afetam a sensibilidade profunda e percepção vibratória. Na marcha espástica, o indivíduo anda como se fosse um robô, enrijecido e com movimentação grosseira.

Na marcha atetóica, há exagero de movimentação, com arremesso casual dos membros, tronco e cabeça em várias direções. Na marcha por insuficiência de quadríceps, a pessoa coloca a mão no joelho para bloqueá-lo, na fase de apoio. Na marcha em eqüino, o indivíduo apóia apenas a ponta dos pés.

Teste Especial

Teste de Galeazzi: Serve para verificar se há diferença de comprimento nos membros inferiores. O indivíduo é colocado em decúbito dorsal, em posição simétrica, com os membros inferiores fletidos de modo a manter os pés juntos. Quando há discrepância de comprimento dos membros os topos dos joelhos ficam em alturas diferentes. Esta discrepância pode ser causada por encurtamento real do membro ou apenas funcional, como acontece na luxação congênita do quadril.


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