Segundo Gray, 1995 o complexo da articulação do joelho é formado por duas articulações condilares entre o fêmur e a tíbia, e por uma a...

Componentes articulares do joelho



Segundo Gray, 1995 o complexo da articulação do joelho é formado por duas articulações condilares entre o fêmur e a tíbia, e por uma articulação em sela entre a patela e o fêmur. As primeiras são parcialmente divididas pelos meniscos entre as faces articulares correspondentes. Estritamente, a articulação é, portanto, classificada como complexa. Contradizendo ( Gray, 1995) , (Lippert ,1996) dita que o joelho é classificado como articulação sinovial em dobradiça.

O joelho não é mantido por suas estruturas ósseas, mas por ligamentos e músculos.

Os ligamentos cruzados estão localizados no interior da cápsula articular e, por isso, são chamados ligamentos intracapsulares. Localizados entre o côndilo medial e o lateral, os ligamentos cruzam-se obliquamente e são nomeados por sua fixação na área intercondilar tibial.

O ligamento cruzado anterior ocupa o joelho lateralmente ao ligamento cruzado posterior e estende-se numa direção superior e posterior para fixar-se posteriormente no côndilo lateral do fêmur.

Segundo (Lippert, 1996), o ligamento cruzado posterior fixa-se na tíbia na área intercondilar posterior e estende-se numa direção superior e anterior sobre a parte medial do ligamento cruzado anterior. Fixa-se no fêmur anterior sobre o côndilo medial. Para resumir estas fixações, o ligamento cruzado anterior vai da tíbia anterior ao fêmur posterior, e o ligamento cruzado posterior estende-se da tíbia posterior ao fêmur anterior.

O ligamento cruzado anterior impede o fêmur de deslocar-se posteriormente sobre a tíbia ou, inversamente, a tíbia de se deslocar anteriormente sobre o fêmur. Os ligamentos cruzados anteriores ficam estirados durante a extensão, prevenindo a hiperextensão excessiva do joelho. Quando o joelho está parcialmente flexionado, o ligamento cruzado anterior impede a tíbia de mover-se anteriormente.

Da mesma forma, o ligamento cruzado posterior impede o fêmur de deslocar-se posteriormente sobre a tíbia ou a tíbia de deslocar-se posteriormente sobre o fêmur. Ele também estica-se durante a flexão e tem problemas menos freqüentes que o ligamento cruzado anterior.

Localizados na parte lateral do joelho encontramos os ligamentos colaterais. O colateral medial ou colateral tibial é um ligamento chato, largo, fixando-se nos côndilos mediais do fêmur e tíbia. Fibras do menisco medial estão fixadas neste ligamento, o que contribui para freqüente ruptura do menisco medial quando há estiramento excessivo no ligamento colateral medial.

O ligamento colateral fibular, que é um ligamento em forma de cordão arredondado que fixa-se no côndilo lateral do fêmur e dirige-se para baixo em direção a cabeça da fíbula, independente de qualquer fixação no menisco lateral. Ele protege a articulação de estiramento excessivo no lado lateral do joelho e é bastante forte, não lesionado freqüentemente.

Os ligamentos colaterais são estabilizados no plano frontal. O colateral medial, fornece estabilidade ao plano médio, previne movimento excessivo de choque na parte lateral do joelho. O ligamento colateral oferece estabilidade oposta. Como suas fixações estão deslocadas posterior e superiormente ao eixo de flexão, os ligamentos colaterais tornam-se tencionados durante a extensão, contribuindo para a estabilidade do joelho.

Os meniscos medial e lateral são dois discos fibrocartilaginosos em forma de meia-lua, localizados na superfície superior da tíbia. Estão destinados a absorver choques. Como são mais espessos lateralmente e côncavos na superfície articular proximal, os meniscos estão inseridos na superfície articular tibial, relativamente chata. Como não existe suprimento sanguineo na fibrocartilagem, as lesões não podem ser reparadas sozinhas.

O propósito de uma bolsa sinovial é reduzir fricção. Cerca de 13 bolsas sinoviais, estão localizados na articulação do joelho. Elas são necessárias porque os tendões localizados ao redor do joelho possuem uma linha de tração relativamente vertical contra áreas ósseas ou outros tendões.

As bolsas sinovias situadas nas proximidades do joelho são as seguintes; Anteriormente há quatro bolsas sinovias : uma grande, interposta ente a patela e a pele; uma pequena, entre a parte superior da tíbia e o ligamento patelar; uma terceira entra a parte inferior da tuberosidade e da tíbia e a pele; e uma quarta entre a face anterior da parte inferior do fêmur e a face profunda do quadríceps femoral,a qual geralmente se comunica coma a cavidade articular.
Lateralmente há, também, quatro bolsas:  uma (que as vezes se comunica com a cavidade articular) entre o feixe lateral do gastrocnêmio e a cápsula;  uma entre o ligamento colateral fibular e o tendão do bíceps;  outra entre o ligamento colateral fibuolar e o tendão do poplíteo (esta é as vezes, apenas uma expansão da bolsa seguinte);  uma última , entre o tendão do poplíteo e o côndilo lateral do fêmur, que geralmente, é uma extensão da membrana sinovial.

Medialmente há cinco bolsas: uma entre o feixe medial do gastrocnêmio e a capsula; ela envia um prolongamento entre o tendão do feixe medial do gastrocnêmio e o tendão do semimembranácio e, com freqüência comunica-se com a cavidade articular;  uma situada superficialmente ao ligamento colateral tibial, entre ele e os tendões do sartório, grácil e semitendíneo; outra situada profundamente ao ligamento colateral tibial, entre ele e o tendão do semimembranáceo ( esta é , as vezes só uma expansão da bolsa seguinte;  uma outra, entre o tendão do semimembranáceo e a cabeça da tíbia;  ocasionalmente há uma bolsa entre os tendões do semimembranáceo e do semitendíneo.

Consiste em observar o avaliando em 3 posições, com o objetivo de identificar algum tipo de desvio ou Assimetria Corporal. Este momento da ...

Avaliação Postural


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Consiste em observar o avaliando em 3 posições, com o objetivo de identificar algum tipo de desvio ou Assimetria Corporal. Este momento da Avaliação Física é um tanto quanto delicado, pois o aluno fica a mercê de olhares que buscam a identificação de algum "defeito", expondo-o à suas imperfeições. Por isso, o avaliador deve ser breve ( máximo 3 min. ) e objetivo, explicar o por que do procedimento e transmitir calma, confiança e segurança.

A vestimenta ideal é o mínimo possível, ou seja, sunga ou biquíni, porém sabemos que isso não condiz com nossa realidade, portanto, sempre que possível solicitar a menor quantidade de roupas.

O avaliando ficará parado de costas em posição relaxada ( natural ), há uma distância de aproximadamente 3 metros ( se ficar muito próximo perderá a visão global do aluno ). Depois ficará de lado e por fim de frente. Neste momento poderá ser feito, se necessário, o teste chamado de "teste de 1 minuto" onde o aluno flexiona o tronco soltando os braços e a cabeça, proporcionando uma melhor visualização do alinhamento da coluna e também a presença de possível gibosidade ( rotação de vértebras).

Os receptores envolvidos com a postura são: aparelho vestibular, receptores musculares (fusos) proprioceptivos, receptores tendinosos (OTG), receptores articulares e receptores visuais.

A estrutura corporal "apoia-se" em 3 pontos fundamentais que devem estar em equilíbrio: pés, pélvis, ombros e cabeça.

As causas das deficiências posturais podem ser: (1) estímulos insuficientes no desenvolvimento, (2) alongamento muscular exagerado, (3) músculos encurtados por posições unilaterais, (4) deficiências respiratórias, (5) alimentação pobre em proteínas (6) vícios posturais, (7) anomalias ósseas congênitas ou adquiridas e (8) problemas de ordem psíquica.

As conseqüências são: problemas no equilíbrio, alterações nos discos intervertebrais, alterações torácicas e consequentemente na mecânica respiratória, dores generalizadas nas costas e alterações estéticas e funcionais.

Outros problemas comuns – além da escoliose, hiperlordose e cifose – que encontramos são:

1. Espina bífida: quando o corpo vertebral não foi totalmente soldado à apófise na época da formação (congênito);

2. Listese vertebral: escorregamento de vértebras

3. Hérnia de disco: núcleo pulposo do disco intervertebral extravasa através de rachaduras ocasionadas por excesso de pressão. Anteriormente pressiona o periósteo e os ligamentos; posteriormente pressiona a raiz nervosa. Nos dois casos provoca dores.

4. Osteofitoses e labiações ("bico de papagaio"): calcificação provocada por atrito. As labiações são as calcificações prévias que levam à osteofitose. Podem ser localizadas anteriormente ou posteriormente dependendo da região do atrito.

5. Pinçamento: diminuição do espaço intervertebral provocando pressão do nervo. Pode ser provocado pelo contato do "bico de papagaio" (normalmente na região cervical) ou pelo excesso de pressão (normalmente na região lombar). É muito comum com o pinçamento do nervo ciático que localiza-se numa região de grande pressão da coluna (L5;S1)

A tendinopatia do manguito rotador é uma seqüência da síndrome do impacto, e é uma indicação de insuficiência do tendão. Compressões repeti...

Tendinopatia no Manguito Rotator


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A tendinopatia do manguito rotador é uma seqüência da síndrome do impacto, e é uma indicação de insuficiência do tendão. Compressões repetitivas levam à irritação do tendão e inflamação. A descoberta do agente causador desta compressão se faz necessária para que se possa elaborar um plano de recuperação desta lesão.

Atividades esportivas e de vida diária que exigem movimentos do braço acima da cabeça, predispõem o indivíduo a essa lesão.

Na tendinopatia do manguito rotador, a dor surge após as atividades, tornando-se contínuas durante a realização das atividades, e após um período sem tratamento, durante e após a atividade, levando este indivíduo à incapacidade e quando atleta à alteração do desempenho.

Como conseqüência deste pinçamento, pode ocorrer a ruptura parcial ou total das fibras dos tendões do manguito rotador, levando o indivíduo à incapacidade de manter o braço estendido ao lado do corpo por alguns segundos.

A articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão-extensão e rotação axial. No plano sagital, a flexão ocorre de 0º a mais o...

Analise dos movimentos do joelho


A articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão-extensão e rotação axial. No plano sagital, a flexão ocorre de 0º a mais ou menos 120º dependendo do tamanho da massa muscular da panturrilha em contato com a face posterior da coxa. Quando o quadril está estendido, a amplitude de flexão do joelho diminui, devido à limitação do músculo reto femoral. A hiperextensão é mínima e normalmente não excede os 15º.(11)

O eixo de movimento está localizado poucos centímetros acima das superfícies articulares, passando transversalmente através dos côndilos femorais. O raio de curvatura dos côndilos não é constante, e é menor quando o joelho está fletido, aumentando com a extensão.(11)

O movimento de rotação axial ocorre no plano transverso quando o joelho está fletido. Na extensão plena do joelho, os ligamentos colaterais medial e laterais estão relativamente tensos, o que contribui para a estabilidade desta articulação.Estes ligamentos afrouxam com a flexão, e esta é uma das vazões da quantidade considerável de rotação transversa que pode ocorrer na posição fletida.(11)

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Durante a flexão do joelho, o ligamento colateral fica mais frouxo que o medial, por isso o movimento entre os côndilos femorais e tibiais é mais extenso lateral que medialmente.(

A rotação transversa ocorre ao redor de um eixo longitudinal localizado medial à crista intercondilar da tíbia, de modo que, grosseiramente, pode-se afirmar que o côndilo lateral roda ao redor do medial.

Normalmente, quando o joelho move-se em extensão, a tíbia roda externamente mais ou menos 20º sobre o fêmur fixo. Este movimento pode ser observado nos últimos 20º da extensão do joelho, e é denominada rotação terminal do joelho. Isto é um evento puramente mecânico que ocorre tanto na extensão passiva quando ativa do joelho, e que não pode ser produzido voluntariamente.

Nos movimentos em cadeia cinética fechada, tal como levantar de uma cadeira, esta rotação terminal é vista como rotação interna do fêmur sobre a tíbia fixada. Embora muitas espécies caminhem com os joelhos fletidos, a rotação terminal oferece aos humanos um mecanismo excelente e eficiente em termo de energia para o joelho estendido. Este mecanismo de parafuso oferece estabilidade mecânica para o suporte de forças que ocorram no plano sagital. Ele permite aos humanos permanecerem retos sem contração muscular do quadríceps, e suportar força muscular reduzida. Embora a quantidade de rotação terminal do joelho seja modesta, ela é, como a rotação axial, um requisito para a função normal desta articulação. Os dois movimentos devem ser avaliados e recuperados para uma reabilitação bem sucedida do joelho.

Com freqüência, os golpes no nariz resultam em hemorragias, hematomas e inflamação. Na maioria dos casos não acontecem fraturas, mas ainda ...

Traumatismo em nariz


Com freqüência, os golpes no nariz resultam em hemorragias, hematomas e inflamação. Na maioria dos casos não acontecem fraturas, mas ainda que houvesse, as radiografias nasais não confirmariam. O melhor é esperar 5 dias até que a inflamação tenha desaparecido. Se então o nariz parecer torto é provável que o paciente seja envidado a um cirurgião. Em caso de fraturas leves, é melhor tratar alguns dias depois enquanto as fraturas graves geralmente são corrigidas no mesmo dia.

Que cuidados devem ser tomados?

1. Hematomas ou inchação do nariz.

Aplique gelo por vinte minutos. Espere uma hora e volte a aplicar o gelo por 20 minutos. Administre acetaminofeno ou ibuprofeno contra a dor caso seja necessário. Não dê aspirina.

2. Arranhões.

Limpe a área com água e sabão por 20 minutos. Para deter a hemorragia, aplique pressão durante 10 minutos com um pano bem limpo ou gaze estéril. Se o arranhão for grande, aplique pomada antibiótica e cubra com curativo por 1 dia.

3. Hemorragias nasais.

Para deter a hemorragia nasal, aperte as partes moles do nariz contra o septo nasal durante 10 minutos.

Procure ajuda médica imediatamente se:

- Tiver certeza que o nariz está fraturado ou deslocado.
- A pele foi aberta e precisa de pontos cirúrgicos.
- A hemorragia não parar depois de aplicar pressão direta por 10 minutos.
- Seu filho não puder respirar pelo nariz.
- A forma do nariz não voltar ao normal após cinco dias.
- For observada uma secreção nasal amarelada, aumento da dor, febre e outros sinais de infecção.
- Tiver outras perguntas e preocupações.

A luxação de uma articulação ocorre quando as superfícies articulares ficam completamente separadas umas das outras, de modo que se perde to...

Luxações e subluxações



A luxação de uma articulação ocorre quando as superfícies articulares ficam completamente separadas umas das outras, de modo que se perde toda a aproximação.

A subluxação ocorre quando as superfícies articulares são parcialmente separadas, mas ainda fica alguma parte de cada superfície em contato.

CAUSAS

A principal causa das luxações e subluxações é o trauma. A malformação congênita das superfícies articulares resulta em luxação, como em luxação congênita do quadril. A luxação também pode ocorrer quando há paralisia muscular extensa ao redor de uma articulação, por exemplo, no ombro de um paciente com hemiplegia, quando há retorno na potência muscular.

As subluxações podem ocorrer em pacientes que sofrem de Artrite Reumatóide quando há destruição das superfícies articulares e alterações nos tecidos moles. Algumas articulações são mais propensas a luxar que outras por causa de sua conformação anatômica, isso ocorre particularmente no caso do ombro.

Muitas luxações traumáticas estão associadas a fraturas: fraturas do cotovelo, do tornozelo e das vértebras. Muitas vezes, as luxações são acompanhadas por grave dano nos tecidos moles, por causa de estiramento ou ruptura das estruturas ao redor da articulação.

Os ligamentos podem ser parcial ou completamente rompidos e podem exigir reparo cirúrgico. Os músculos, tendões, bainhas sinoviais e cartilagens também podem ser danificadas.

LUXAÇÕES TRAUMÁTICAS

Dependem do fato de haver subluxação ou luxação, pois as características clinicas que surgem da subluxação são bem menos acentuadas.

Na hora da lesão:

1) Imediatamente surge uma dor intensa que é pior que a sentida com a fratura. O paciente tem a sensação de ruptura, que é diferente da sensação da quebra ou estalido de osso, que ocorre na fratura.

2) Deformidade: pode ser muito nítida em uma luxação, porque o contorno normal da articulação pode ser modificado. Porém, pode haver ocasiões em que a deformidade não é discernível ou há uma fratura associada, que pode fazer com que a luxação seja negligenciada.

3) Perda da função: o paciente não é capaz de mover o membro.

Características posteriores:

1) Tumefação: ocorre como resultado do rompimento dos tecidos moles e conseqüente reação inflamatória. A exsudação de uma reação inflamatória dentro da cápsula articular é serofibrinosa e amplia o risco de aderências.

2) Contusão - equimose: e devida ao extravasamento de sangue dos vasos lesados.

3) Rigidez: quando se desenvolvem aderências, isso pode criar um problema na recuperação da função.

4) Fraqueza muscular: ocorre nos músculos ao redor da articulação e possivelmente no resto do membro se ele for imobilizado por algum tempo.

 As luxações e subluxações descritas abaixo são as que ocorrem mais freqüentemente; o tratamento fisioterápico pode ser importante:

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ARTICULAÇÃO DO OMBRO

É uma luxação comum nos adultos e pode ocorrer como resultado de choque direto ou, mais freqüentemente, de choque indireto. Este choque indireto pode ocorrer de uma queda sobre a mão em hiperextensão, tende a produzir uma luxação anterior na qual a cabeça do úmero é deslocada para frente e a seguir fica na fossa infraclavicular logo abaixo do processo coracóide (luxação subcoracóide). A primeira pode ser resultado de uma choque direto na região anterior do ombro ou como conseqüência de uma convulsão epiléptica, que pode produzir uma luxação posterior, onde a cabeça do úmero é deslocada para trás e pode ficar abaixo da espinha da escápula na fossa infra-espinhosa (luxação subespinhosa). A luxação deve ser reduzida o mais breve possível, pois além da dor intensa e da perda da função, pode provocar mais danos devido ao estiramento prolongado dos tecidos. Se o paciente é idoso, há outro tipo de tratamento. O paciente idoso fica com o braço em repouso em uma grande tipóia ou colar e mantido por alguns dias, já o paciente jovem pode ser enfaixado com uma bandagem torácica por 2-3 semanas, tendo em vista o perigo de luxação recidivante.

Complicações:

- Lesão do nervo axilar: é mais provável ocorrer em uma luxação anterior que na posterior e resulta em paralisia do deltóide e perda da sensibilidade em pequena área na região lateral do braço. Isso ocorre por causa do estiramento que causa uma axonotmese ou á pressão que resulta em neuropraxia, esta se recupera em poucas semanas, mas a axonotmese demora mais tempo, pela presença de processo degenerativo.

- Fratura associada: a luxação pode ser acompanhada por fratura do tubérculo maior.

- Luxação recidivante: em alguns casos, a lesão provocada pela luxação não cicatriza e pode ocorrer nova luxação. A seguir, outras luxações são prováveis e com freqüência crescente, embora a lesão de inicio possa ser muito leve. O dano envolve a cápsula rota a partir da margem anterior da cavidade glenóide e a superfície articular da cabeça do úmero apresenta uma depressão póstero-lateralmente. Esta luxação recidivante ocorre mais freqüente nos jovens, porque se o trauma inicial é mais grave e, se eles continuarem a praticar esportes ou forem ativos, um pequeno trauma pode dar origem a outra luxação. Se a reluxação é freqüente e prejudica as atividades normais do indivíduo, então aconselha-se a cirurgia.

Tratamento Fisioterapêutico:

Difere de acordo com a idade do paciente.

- Pacientes idosos: o mecanismo que causa a luxação pode ser relativamente simples, pois os músculos podem ser mais fracos na pessoa idosa e o manguito rotador pode não proporcionar a mesma estabilidade à articulação do ombro, como na pessoa jovem. Nesses casos, o dano no tecido mole pode não ser tão extenso e o tratamento deve começar no dia seguinte àquele em que a luxação foi reduzida. No 1o  ou 2o  dia de tratamento, deve-se concentrar no movimento dos dedos, punho, cotovelo e cintura escapular. As vezes, o calor e a massagem podem ajudar no relaxamento e possibilitam ao paciente iniciar os movimentos suaves do ombro. E mais fácil começar com flexão/extensão e deixar a rotação por último. É importante dar ênfase na restauração do arco de movimento e da função, pois muitas pessoas idosas desenvolvem ombro rígido se a mobilização não for precoce.

- Pacientes jovens: não há o mesmo risco de desenvolver ombro rígido no jovem como acontece no idoso, e o ombro pode permanecer enfaixado junto ao tórax para permitir a cicatrização dos tecidos moles. Isso pode ajudar a diminuir o risco de uma luxação recidivante se as lesões não forem muito intensas. Durante esse tempo, o paciente deve ser orientado para realizar contrações estáticas nos músculos ao redor do ombro.

Eliminado o enfaixamento, o fisioterapeuta pode encontrar um arco de movimento bastante bom, é importante reforçar os adutores e os rotadores mediais. A reabilitação final depende das necessidades do indivíduo. Os pacientes que retornam á atividade física, seja no trabalho seja nos esportes competitivos, podem precisar de um programa intensivo com ênfase especial sobre o desenvolvimento de potência muscular e todo o arco de movimento.

Os pacientes submetidos a cirurgia para luxação recidivante podem Ter o ombro imobilizado por 34 semanas. Depois disso, o paciente precisa de um programa de reabilitação para reassumir o arco de movimento, a potência muscular e a função total.

ARTICULAÇÃO DO COTOVELO

A luxação da articulação do cotovelo ocorre por causa de uma queda com a mão em hiperextensão, deslocando o rádio e a ulna, posteriormente ou póstero-lateralmente. Pode Ter uma fratura associada, mas a luxação e as lesões dos tecidos moles que acompanham os deslocamentos são os mais importantes. A luxação é reduzida e o membro fica imobilizado com uma tala de gesso posterior com o cotovelo em aproximadamente 90o, por cerca de 3 semanas.

 Complicações:

- Vasculares: como em fraturas, na região do cotovelo há o perigo de lesão da artéria braquial, que pode resultar em contratura isquêmica de Volkman se a circulação não for restaurada antes de ocorrer dano irreparável.

- Rigidez: as aderências intra e periarticulares podem tornar difícil readquirir o arco total de movimento.

Tratamento Fisioterápico:

Imediatamente após o trauma, é preciso ter o cuidado de observar qualquer deterioração da circulação ou qualquer perda de sensibilidade ou de força muscular que pode resultar da lesão do nervo. Depois de retirada o aparelho de contenção, deve-se dar ênfase à reaquisição do arco de movimento e potência muscular. Não se deve praticar estiramento passivo e o fisioterapeuta deve aconselhar o paciente, ou no caso de criança, os pais sobre o tipo de atividade que pode ser realizada. Um programa supervisionado é aconselhável, se houver perda marcante de movimentos devido à formação de aderências.

ARTICULAÇÃO DO QUADRIL

 O quadril tem uma articulação tipo esferóide, mas sua estrutura é muito diferente da do ombro, sendo mais estável e protegida por ligamento fortes, de modo que a luxação é relativamente incomum.

Um choque direto como um acidente de motocicleta ou de carro é a causa mais provável de lesão. A pessoa provavelmente está sentada e um choque direto na região anterior do joelho força a coxa para trás, resultando em luxação posterior do quadril. Depois que a luxação foi reduzida, o paciente é colocado em tração leve por 3-6 semanas. Os movimentos ativos são iniciados logo que a dor permita e continuam depois que a tração é removida se necessário.

Complicações:

- Lesão do Nervo Ciático: quando ocorre uma luxação posterior, pode haver pressão sobre o nervo ciático, que resulta em neuropraxia. Removida a pressão, a recuperação se dá em poucas semanas. Se a lesão for extensa, provocando uma degeneração das fibras nervosas, o prognóstico pode ser mau.

- Osteoporose: pode ocorrer em um estágio tardio se a luxação danificar as superfícies articulares.

Tratamento Fisioterápico:

Durante o período de tração, o paciente deve fazer exercícios ativos para o quadril, joelho e pé, para reassumir o arco de movimento e a potência muscular. Removida a tração, o paciente deve começar a andar, sendo o apoio com carga parcial progressiva até o apoio total.

Fonte

Uma lesão grave ou uma doença, às vezes, pode afetar partes do corpo além de sua capacidade de regeneração ou cura. Quando o tecido do corpo...

Razões para a amputação


Uma lesão grave ou uma doença, às vezes, pode afetar partes do corpo além de sua capacidade de regeneração ou cura. Quando o tecido do corpo morre, pode haver uma infecção, causando problemas graves, como a gangrena (em inglês). A região infeccionada oferece um lugar seguro para bactérias perigosas, que podem se espalhar para outras partes do corpo.

Uma causa principal da morte do tecido que leva à infecção é a falta de fluxo sangüíneo. O sangue conduz nutrientes vitais e oxigênio às células individuais que formam os tecidos do seu corpo. Quando a doença ou lesão prejudica os vasos sangüíneos sem reparação, os tecidos alimentados por esses vasos morrem, podendo haver uma perigosa infecção. Quando não há esperança de se recuperar esse tecido afetado ou infeccionado, pode haver a necessidade de uma amputação para evitar que a infecção se espalhe pelo resto do corpo.

As amputações podem ser realizadas em vários locais diferentes, dependendo da localização dos tecidos afetados. A amputação pode ser necessária tanto de um dedinho do pé quanto da parte inferior inteira do corpo, como do quadril para baixo. Geralmente, as amputações são feitas em porções do braço ou da perna e são chamadas de amputação da extremidade superior ou amputação da extremidade inferior.

Seguem abaixo algumas das diferentes formas de os tecidos serem afetados a ponto de haver necessidade de amputação:

  • lesão traumática: acidentes de carro, queimaduras graves e ferimentos à bala são possíveis causas de lesão traumática. Os vasos sangüíneos e outros tecidos do corpo podem ser rasgados ou cortados, sem que haja um modo de reparar a lesão, só restando a opção de amputação. Nas pessoas com idade igual ou inferior a 50 anos, a lesão traumática é a causa principal de amputação.
  • doença: uma série de doenças pode destruir de maneira irreversível os tecidos do corpo. A doença arterial periférica - DAP (em inglês) é o principal exemplo. Nessa doença, os vasos sangüíneos ficam tão rígidos e obstruídos que o sangue não consegue chegar aos tecidos nas extremidades do corpo. Esses tecidos finalmente morrem pelas razões explicadas na seção anterior. A diabetes contribui para a DAP, e também causa morte dos nervos, chamada de neuropatia (em inglês). Os pacientes que sofrem de neuropatia perdem o sentido do toque e estão mais propensos a cortes, que cicatrizam mais lentamente devido à circulação deficiente. Não é de se admirar que mais de 90% das amputações realizadas nos Estados Unidos sejam conseqüência dessa situação.
  • câncer: embora o câncer também possa causar lesões graves nos tecidos do corpo, a amputação pode ser necessária por uma outra razão: para impedir que os tumores (em inglês) malignos se espalhem para outras partes do corpo.
  • amputação congênita: dentro do útero, o fluxo sangüíneo no membro em desenvolvimento pode ser reduzido por outras faixas de tecidos. Conseqüentemente, o membro pode ser perdido permanentemente, e o bebê nasce com o que chamamos de amputação congênita.

O NLLIC (National Limb Loss Information Center - Centro Nacional de Informações sobre Perda de Membros) fornece algumas estatísticas relevantes em relação a amputações. De acordo com os números, um em cada 200 norte-americanos foi amputado. É um total de aproximadamente 1,7 milhões de pessoas. O índice de amputações causadas por lesões traumáticas e câncer caiu cerca de 50% nos últimos 20 anos, mas, infelizmente, o índice devido a diabetes e doença arterial periférica está aumentando. As causas subjacentes para essa tendência podem incluir a alta prevalência de obesidade e o aumento da expectativa de vida.

Os meniscos são duas estruturas semi circulares em forma de meia lua que possuem como função principal o amortecimento articular assim como ...

Anatomia dos meniscos


Os meniscos são duas estruturas semi circulares em forma de meia lua que possuem como função principal o amortecimento articular assim como a distribuição do peso exercido sobre a articulação.  São estruturas fibrocartilaginosas curvas e ficam entre as superfícies articulares opostas e estão ligados entre si e a cápsula articular.. São formados predominantemente de colágeno tipo I. O colágeno tem o formato circunferencial, padrão este ideal para a absorção de cargas compressivas.

Anatomia Meniscal



Os dois meniscos do joelho são importantes por dois motivos: (1)  funcionam como uma vedação para espalhar a força do peso do corpo sobre uma área maior de superfície, e (2) contribuem de forma secundária com a estabilidade articular.

Os meniscos são triangulares em sua secção transversal, sendo de periferia espessa, convexa e fixa a cápsula articular. O oposto (região central) é afilada e apresenta a borda livre.  O corno posterior do menisco medial é maior quando comparado ao corno anterior. Já o menisco lateral apresenta os dois cornos de tamanho semelhante. As superfícies proximais dos meniscos são côncavas e apresentam-se em contacto com os côndilos femorais. Distalmente são planas e descansam sobre o platô tibial. O menisco medial cobre aproximadamente 64% do planalto tibial medial. O menisco lateral cobre aproximadamente 84% do platô tibial lateral.

Anatomicamente e didaticamente divide-se os meniscos em três regiões: corno anterior, corpo e corno posterior.

Anatomia Meniscal


Embriologicamente, os meniscos são formados de tecido mesenquimal e aparecem como estruturas distintas pela oitava a décimo semana gestacional de desenvolvimento. Inicialmente são altamente celulares e apresentam uma abundância de vasos sanguíneos. Progressivas e graduais mudanças ocorrem a partir do nascimento até a adolescência, que consistem em diminuição da celularidade, diminuindo consequentemente a vascularidade e aumentando o conteúdo de  colágeno.
Imagine-se o joelho como uma bola repousa sobre uma placa plana. A bola é o fim da fêmur que entra em contato com a superfície plana que é o topo da tíbia. Os meniscos atuam como uma vedação, ajudando a distribuir o peso do fêmur com a tíbia.
Sem os meniscos, qualquer peso sobre o fêmur serão concentradas em um ponto da tíbia. Mas com os meniscos, o peso está distribuído em toda a superfície da tíbia.

Os meniscos do joelho, tornam a articulaçãor mais estável, agindo como uma cunha entre os ossos.

MENISCO MEDIAL e LATERAL

O menisco medial é firmemente fixados à fossa intercondilar posterior da tíbia diretamente anterior à inserção do LCP.
O corno anterior do menisco lateral fixa-se à fossa intercondilar, anterior ao tubérculo tibial lateral e adjacente ao LCA. O corno posterior é fixado à fossa intercondilar posterior diretamente à lateral tubérculo tibial anterior.
Perifericamente, o menisco medial é continuamente fixo à cápsula do joelho. A fixação tibial do menisco, por vezes conhecido como o ligamento coronário, atribui à margem da tíbia alguns milímetros distais à superfície articular. O corno anterior do menisco medial tem a maior superfície de inserção 61,4 mm2), e o corno posterior do menisco lateral tem a menor (28,5 mm2).

O ligamento anterior do Humphry passa anterior a LCP, enquanto o ligamento de Wrisberg passa posterior à LCP. A fixação do menisco lateral é interrompido pelo hiato poplíteo através da qual passa o tendão do músculo popliteo. Este é um dos motivos pelos quais o menisco lateral não é tão amplamente anexada à cápsula como o menisco medial, sendo mais móvel e podendo movimentar-se 11 milímetros com a flexão do joelho. A mobilidade controlada do menisco lateral, que é guiado pelo tendão do poplíteo e pelo ligamento meniscofemoral pode explicar porque as lesões meniscais ocorrem com menos frequência no lado lateral do joelho.

Funções Meniscais

1. Transmissão de Carga- trabalhos demonstram que até 50% da carga compressiva é transmitida pelos meniscos. Estes aumentam a área de contato do fêmur distal com a tábia proximal. Como carga é aplicada, os meniscos tenderão a serem expulsos da superfície articular. A fim de resistir a esta tendência, tensão circunferencial é desenvolvido ao longo das fibras colágenas do menisco. A continuidade  do aro circunferencial periférico do menisco é imprescindível para a manutenção dessa função. A meniscectomia parcial consegue preservar essa função desde que este aro circunferencial periférico seja mantido. Inversamente, se uma lesão radial estende-se para a periferia e interrompe a continuidade do menisco, a transmissão de propriedades de carga do menisco são perdidas. Sob cargas de compressão axial do fêmur, o pico máximo cisalhamento e estresse na cartilagem articular aumentam mais de 200% depois de uma meniscectomia lateral em relação a medial. Este aumento explica em parte porque ocorre uma maior degeneração após uma meniscectomia lateral.

2. Aumento da área de contato articular- o contato femoro-tibial diminui até 75% após a realização de uma meniscectomia.

3. Distribuir líquido sinovial

4. Fornecer estabilidade- O menisco medial especialmente controla a translação ântero-posterior da tíbia em relação ao fêmur. Este fato é observado em maior grau nos joelhos com lesão do LCA. Isso explica o motivo pelo qual pacientes com lesão do LCA evoluem para uma provável lesão do menisco medial se optarem pelo tratamento conservador do ligamento. A função de estabilidade é secundáriamente realizada pelos meniscos.

MOVIMENTOS MENISCAIS

Thompson estudou os movimentos meniscais com ressonância magnética 3D e com ressonância magnética cinemática. A mobilidade do menisco medial foi de aproximadamente 5,1 mm, e do lateral foi de 11,2 mm. A mobilidade do corno posterior foi menor do que a do corno anterior, tanto medial quanto lateral. DePalma, demonstrou que a maior parte do movimento do menisco lateral ocorre após 5 a 10 graus de flexão, enquanto que o maior movimento do menisco medial ocorre após 17 a 20 graus de flexão. O ligamento oblíquo posterior está solidamente ligado a parte posterior do menisco medial, limitando assim o seu deslocamento e sua rotação. Isto possivelmente contribui para o aumento do risco de prejuízo das lesões do menisco medial. Inversamente, a maior mobilidade do menisco lateral é responsável pela menor ocorrência de lesões nesse lado.  

Vascularização Meniscal

Os meniscos em um neonato são inteiramente vasculares. Arnoczky e Warren demonstraram que apenas o exterior 10% a 25% do menisco lateral e de 10% a 30% do menisco medial são vascular. Os ramos vasculares são derivados das artérias geniculares. Os dois terços internos são avasculares  e são nutridos pelo líquido sinovial através de difusão.

Fonte

Trata-se de uma inflamação da medula óssea e do tecido ósseo circundante devido à infecção. A osteomielite trata-se de uma infecção nos os...

Osteomielite


http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/images/ency/fullsize/9712.jpg

Trata-se de uma inflamação da medula óssea e do tecido ósseo circundante devido à infecção. A osteomielite trata-se de uma infecção nos ossos. Muitas vezes a infecção se origina em outro local do corpo, disseminando-se para os ossos por meio do sangue.

Geralmente ocorre a partir de fraturas antigas e feridas em geral. Pode também se originar de outras fontes de infecção no corpo, sendo disseminada pelo sangue.

Independentemente da fonte de infecção, uma vez que estejam presentes bactérias, o osso desencadeia uma resposta inflamatória. A bactéria envolvida mais comum é a Staphylococcus aureus.

Normalmente é uma infecção bacteriana purulenta que causa dor e inchaço no tecido mole adjacente. A área afetada é quente ao toque e a pele torna-se avermelhada. O animal apresenta apatia, diminuição do apetite e febre e geralmente evita apoiar o membro afetado.

Nos casos de decurso longo, ocorre drenagem de pus para a superfície cutânea através de inúmeros trajetos a partir do osso infectado. As infecções não purulentas são crônicas e a maioria é causada por fungos.

A infecção óssea dissemina-se através de canais do osso e interfere com o suprimento sanguíneo normal. Isto pode levar à necrose, e o organismo compensa formando novo tecido ósseo na área. Pode ocorrer também seqüestro ósseo (fragmento que se destaca do osso). Essas alterações podem ser vistas radiograficamente.

O diagnóstico é confirmado pela biópsia óssea.

O tratamento é baseado em antibióticos sistêmicos, capazes de penetrar no tecido ósseo. Drenagem do pus dos tecidos moles pode ser feita, se necessário. Nos casos crônicos, os fragmentos ósseos desvitalizados devem ser retirados cirurgicamente.

A osteomielite crônica ocorre quando o tecido ósseo morre devido à interrupção do suprimento sangüíneo. A infecção crônica pode persistir por anos, ocorrendo de maneira intermitente. Os fatores de risco são traumas recentes, diabetes, pacientes que fazem hemodiálise e abuso de droga intravenosa. A incidência é de 2 em cada 10 mil pessoas.

A fisioterapia é amplamente reconhecida como o aspecto mais importante do tratamento da espondilite anquilosante. Vários estudos já demonstr...

Fisioterapia na Espodilite Anquilosante


A fisioterapia é amplamente reconhecida como o aspecto mais importante do tratamento da espondilite anquilosante. Vários estudos já demonstraram que a terapia fisioterápica, em pacientes portadores de espondilite anquilosante, associa-se a melhor controle dos sintomas, a longo prazo, empregando apenas exercícios. Além disso, outros trabalhos mostraram o benefício significativo, também a curto prazo, de um amplo programa de fisioterapia domiciliar associado a medidas educativas. O programa de fisioterapia realizada em ambiente hospitalar também provou ser benéfico.

A reabilitação física desses pacientes deve ser dirigida aos aparelhos locomotor e respiratório. De grande importância é o tratamento fisioterápico do aparelho locomotor, que visa fundamentalmente a redução da dor e da rigidez articulares através de medidas como a eletroanalgesia e a termoterapia, além da importante prevenção de deformidades incapacitantes, por meio da cinesioterapia. A cinesioterapia do esqueleto axial (coluna vertebral) deve, por um lado, alongar os músculos torácicos e abdominais e, por outro lado, reforçar os músculos paravertebrais (que se localizam ao lado da coluna vertebral). Além disso, tem também o objetivo de manter ou recuperar a amplitude de movimentos da coluna vertebral, inclusive da coluna cervical quando envolvida, além dos quadris e ombros quando acometidos.

Para a reabilitação do aparelho respiratório empregam-se os exercícios respiratórios, que visam a conservação ou aumento da expansibilidade torácica. Os pacientes não devem fumar, visando prevenir a instalação de insuficiência respiratória obstrutiva com conseqüente diminuição da expansibilidade torácica.

O que é a eletroanalgesia?

A eletroestimulação com propriedades analgésicas tem sido utilizada há vários anos, no tratamento dos distúrbios da coluna vertebral. Existem várias modalidades da utilização da eletroterapia, como coadjuvante no tratamento das lesões da coluna, incluindo a espondilite anquilosante.

Uma forma de estimulação elétrica é aquela que produz calor, por meio de um processo de conversão da corrente elétrica, quando a energia entra em contato com os tecidos do organismo. Os principais exemplos são a diatermia por meio de ondas curtas e o ultra-som. Esses agentes têm a capacidade de penetrar profundamente nos tecidos (de 3 a 5 cm) promovendo aumento de sua temperatura e do metabolismo celular, melhorando o fluxo sangüíneo local, a propriedade elástica dos tecidos e aumentando o limiar para a dor. Dessa forma permite a realização de exercícios em um programa de reabilitação.

Outro conjunto de modalidades eletroanalgésicas, diz respeito à neuro-eletroestimulação transcutânea ou TENS (transcutaneous eletrical nerve stimulation), baseada na teoria da "comporta de dor", que sugere que a corrente elétrica é capaz de interferir nos mecanismos de transmissão dos sinais de dor, ao longo do sistema nervoso central, criando barreiras para a transmissão do impulso doloroso até o cérebro (ou seja, o cérebro acaba não recebendo os estímulos dolorosos e o paciente não sente dor). O TENS pode agir estimulando a liberação de endorfinas, substâncias endógenas, capazes de reduzir a dor. O uso desse tipo de eletroestimulação tem permitido a redução da utilização de medicamentos. Apesar do TENS promover redução temporária da dor, ele é um coadjuvante útil no tratamento das disfunções da coluna vertebral, facilitando a realização dos exercícios durante os programas de reabilitação.

Todos estes recursos da eletroterapia devem ser utilizados como coadjuvantes em um tratamento integrado, sendo aplicado por profissionais capacitados.

O que é cinesioterapia?

A cinesioterapia é o uso do movimento ou exercício como forma de tratamento. O recurso se autodenomina: "cinesio", e significa movimento. A cinesioterapia é uma técnica que se baseia nos conhecimentos de anatomia, fisiologia e biomecânica, a fim de proporcionar ao paciente um melhor e mais eficaz trabalho de prevenção, cura e reabilitação.

O exercício terapêutico tem como objetivo manter, corrigir e/ou recuperar uma determinada função, ou seja, restaurar a função normal de corpo ou manter o bem estar. Sua principal finalidade é a manutenção ou desenvolvimento do movimento livre para a sua função, e seus efeitos baseiam-se no desenvolvimento, melhora, restauração e manutenção da força, da resistência à fadiga, da mobilidade e flexibilidade, do relaxamento e da coordenação motora.

A fisioterapia busca alcançar, através de metodologias e técnicas próprias, baseadas na utilização terapêutica dos movimentos e dos fenômenos físicos, uma melhor qualidade de vida para o paciente, frente às disfunções que esse apresente. As metodologias e as técnicas da cinesioterapia são práticas próprias e exclusivas do profissional fisioterapeuta, sendo sua indicação e sua utilização prática terapêutica própria, privativa e exclusiva desse profissional.

Quais os cuidados com postura durante o dia e ao dormir?

Como a espondilite anquilosante, quando não tratada, causa flexão contínua ou fixa da coluna (o paciente se torna cada vez mais imóvel), deve-se permanecer o mais ereto possível. É pouco provável que a coluna se enrijeça totalmente, mas caso isso aconteça, o paciente deve fazer o possível para que a mesma permaneça o mais reta possível.

Muitas pessoas acreditam que o uso de cadeiras altas, com assento firme e encosto reto, são melhores para a postura da coluna. O assento da cadeira não deve ser muito longo, entre o encosto e a ponta, pois a pessoa terá dificuldades em posicionar a coluna lombar na base do fundo da cadeira. O paciente não deve permanecer muito tempo sentado em cadeiras baixas e macias, pois isso resulta em má postura e dor excessiva.

O colchão deve ser firme e sem depressões. Se estiver deformado, o paciente pode utilizar uma tábua adequada entre o colchão e o estrado da cama (como uma folha de compensado). É mais confortável deitar-se dessa forma do que em uma cama muito flexível. Após a resolução da fase ativa da doença, recomenda-se manter a cama rígida, evitando qualquer tendência de curvatura da coluna. Se o paciente estiver viajando ou em um hotel, pode colocar o colchão no chão e dormir sobre ele.

Os coletes e as cintas, utilizados com o objetivo de melhorar a postura, não apresentam nenhum valor no tratamento da espondilite anquilosante, podendo até mesmo piorar os sintomas. É melhor desenvolver a musculatura e permanecer em postura ereta por meios naturais e com a prática de fisioterapia. Ocasionalmente, algum tipo de cinta pode ser necessária, por exemplo, após uma lesão nas costas. Porém, essa decisão deve ser tomada por um médico experiente no tratamento da doença.

Esse livro é um livro que todo o profissional de fisioterapia precisa ter em casa ou no consultório. Este livro aborda os processos ...

Segredos em Fisioterapia Ortopédica


Segredos Em Fisioterapia Ortopédica


Esse livro é um livro que todo o profissional de fisioterapia precisa ter em casa ou no consultório.

Este livro aborda os processos patológicos, as modalidades terapêuticas, os exercícios e a anatomia e problemas de diferentes estruturas corporais, como o ombro, o cotovelo, a coluna vertebral, o quadril e o joelho.

Autores: Jeffrey D. Placzek e David A. Boyce

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Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos...

Obrigada Fisioterapia



Hoje eu poderia comemorar com um video, com uma foto bacana ou com um discursso em voz lindão. Poderia simplesmente desejar um Feliz Dia dos Fisioterapeutas. Desejar PARABENS efusivamente. Mas eu quero mais.

Queria dizer  quanto é importante ter um dia para comemorar alguma coisa. Se no dia do nosso aniversário, o dia é nosso, com todo mundo parabenizando e fazendo teroricamente tudo que a gente quer, devemos fazer isso pela Fisioterapia também.

Então hoje, mais do que mandar mensagens via internet ou parabenizar pessoalmente um colega de profissão, pense, reflita ssobre o que você pode fazer para elevar cada vez mais o nome da Fisioiterapia. Porque elevando o nome da Fisioterapia você estará entrando no seleto grupo de profissionais que fazem o que amam. Vamos refletir???

Deixo aqui, claro, o meu agradecimento a essa jovem senhora de 41 anos que ao longo de 8 anos de formatura me proporcionou tantas experiências que sou incapaz de lembrar uma a uma.  Mas é impossível esquecer a felicidade de paciente quando recebe alta, a Vozinha querida que leva o bolinho para o lanchinho da tarde, o sorriso quando você não está em um dia bom ou até mesmo a lição de pessoas que estão se recuperando funcionalmente, mas não tirão o sorriso da cara.

As lições que a Fisioterapia me proporciona são tantas que me fazem evoluir, dia após dia, não só como profissional mas como pessoas. E é por isso que eu agradeço. Efusivamente. Assim como é efusivamente que eu dou cada PARABENS, para cada profissional.

Gente, vamos cuidar da Fisioterapia?!

A fascite plantar é uma lesão que provoca dor no arco do pé e também frustração. A recuperação é lenta e o índice de recorrência é alto. ...

Segredos para combater a Fascite Plantar


Resultado de imagem para fascite plantar

A fascite plantar é uma lesão que provoca dor no arco do pé e também frustração. A recuperação é lenta e o índice de recorrência é alto. As causas mais comuns são o esforço repetitivo e o excesso de pronação, que provocam micro rupturas e inflamação na fáscia plantar (tecido que recobre a planta do pé). Para lidar com isso, o corpo coloca um aglomerado de fibras sobre a área lesionada. E como essa nova camada não tem tanta elasticidade quanto o tecido sadio, a fáscia fica vulnerável a outras lesões. Se você sente dor no calcanhar há mais de três meses, já experimentou outros tratamentos sem sucesso e está disposto a pagar, literalmente, para ter alívio, fale com seu médico sobre os procedimentos inovadores apresentados a seguir.

Terapia por ondas de choque

Método: As ondas concentradas estimulam a produção de colágeno, contribuindo para a cura da área lesionada. O tratamento com alta energia dá resultados em uma aplicação, mas é doloroso e requer sedação. Na opção com baixa energia, a pessoa fica acordada, mas são necessárias várias sessões.
Resultado: Pesquisas indicam índices de cura de cerca de 80% em pacientes que não responderam a outras terapias. "Após a primeira sessão, você terá a sensação de que a área lesionada foi alongada. Depois de mais duas, você vai perceber uma melhora dramática", afirma Clint Verran, maratonista e fisioterapeuta americano que usa a terapia de baixa energia.
Custo: Cerca de 500 a 800 reais por sessão.

Plasma enriquecido de plaquetas

Método: O sangue colhido do paciente é centrifugado e obtém-se um concentrado de plaquetas que, em seguida, é novamente injetado na área lesionada. As plaquetas contêm fatores de crescimento que estimulam a regeneração do tecido.
Resultado: Pesquisas recentes sobre fascite plantar são promissoras. Stephen Pribut, podiatra (especialista em pé) em Washington, Estados Unidos, afirma que este poderá ser o tratamento do futuro na medicina esportiva, mas ele ainda está sendo estudado como indicação para o tratamento da fascite.
Custo: Cerca de 1000 a 3000 reais.

Botox

Método: A toxina botulínica é injetada na fáscia plantar para provocar a paralisia do nervo e reduzir a dor e a inflamação.
Resultado: Estudos indicam que pessoas que sofriam de fascite plantar relataram redução significativa da dor após o tratamento. Porém, segundo Stephen, são necessárias pesquisas para avaliar os efeitos da terapia no longo prazo. Além disso, o botox pode bloquear a dor, mas não cura a lesão.
Custo: Cerca de 800 a 1200 reais por sessão.

Agulhamento seco

Método: Usa-se uma agulha para fazer punções na fáscia plantar, no pé que apresenta dormência. Com isso, provoca-se um pequeno sangramento, fazendo com que as células sanguíneas sejam recrutadas para curar o tecido. Alguns médicos também aplicam injeção de corticóides.
Resultado: Um estudo da Universidade de Gênova (Itália), publicado em dezembro de 2008, relatou índice de cura de 95% com o uso combinado de agulhamento seco e corticóides. No entanto, essa combinação pode não ser necessária. "Eu uso apenas a técnica do agulhamento seco e a eficácia é de aproximadamente 90%", afirma o radiologista Levon Nazarian, da Thomas Jefferson University, em Philadelphia, EUA.
Custo: Varia bastante, de 500 a 1500 reais, pois é um procedimento realizado somente em consultório, com anestesia local.

Fonte: Runners Worlds

A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos int...

Discopatia Degenerativa



A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos intervertebrais que ocorrem com o envelhecimento.

Em alguns casos, a Discopatia Degenerativa pode se manifestar com sintomas bastante similares aos de uma Espondilite Anquilosante. As alterações que ocorrem nos discos podem resultar em dores no pescoço ou nas costas, além de osteoartrite e hénias de disco.

Qual a causa da discopatia degenerativa?

A medida em que envelhecemos, os discos localizados entre as vértebras também sofrem um processo de desgaste.

Eles perdem uma quantidade significativa do conteúdo líquido, perdendo um pouco de sua capacidade amortecedora. A perda de líquidos também diminui a espessura dos discos e a distância entre as vértebras.

A diminuição na distância entre as vértebras e, conseqüentemente, da estabilidade da coluna vertebral, tende a ser compensado pelo organismo através da formação de pontes ósseas entre uma vértebra e a seguinte. Estas pontes, chamadas Osteófitos, podem pressionar as raízes nervosas ou a própria medula, causando dor e comprometimento da função do nervo afetado.

Com o tempo, o material gelatinoso dentro do disco pode ser forçado para fora através de minúsculas rupturas, resultando em hérnias de disco.

Todas estas alterações são mais freqüentes em pessoas que fumam e aquelas que executam trabalhos pesados com sobrecarga de peso. Pessoas obesas também apresentam um risco maior para sintomas de discopatia degenerativa.

Uma lesão aguda (p.ex.: uma queda), resultando em hérnia de disco, também pode dar início a um processo de discopatia degenerativa.

Quais são os sintomas?

Dores nas costas e na região do pescoço são as manifestações mais comuns da doença. Contudo, os sintomas variam de pessoa para pessoa e de acordo com o local da coluna vertebral afetado.

Muitas pessoas não sentem coisa alguma, ao passo que outras com lesões semelhantes se queixam de dormências ou dores severas e incapacitantes.

Se o disco afetado estiver na região do pescoço, os sintomas podem incluir dores cervicais ou no braço. Na coluna inferior, os sintomas incluem dores lombares, nas nádegas ou nas pernas.

Em todos os casos, a dor tende a piorar com os movimentos de extensão da coluna. Por exemplo: ao se abaixar para amarrar um cadarço ou ao se esticar para alcançar algo em uma prateleira mais alta.

Como a discopatia degenerativa é diagnosticada?

Através da sua história e do exame do clínico, o medico é capaz de ter uma boa idéia do problema. Porém, alguns testes serão necessários para identificar a extensão da discopatia degenerativa.

Os principais exames solicitados incluem radiografias, tomografias computadorizadas e ressonância nuclear magnética da coluna vertebral.

Como é feito o tratamento?

O uso de compressas frias ou quentes, e comprimidos ou injeções de antiinflamatórios ajudam aliviar o desconforto, mas só devem ser utilizados sob orientação medica.

Dependendo da extensão da doença e da associação com problemas como osteoartrite, hérnia de disco ou estenose vertebral, seu médico poderá recomendar outros tratamentos (p.ex.: fisioterapia, alongamentos ou mesmo cirurgia).

"Deixar de fazer o que gosta ou o que lhe dá o sustento por uma simples lesão ou inflamação nos tendões é coisa que pode ser evitada. D...

Tendinites



"Deixar de fazer o que gosta ou o que lhe dá o sustento por uma simples lesão ou inflamação nos tendões é coisa que pode ser evitada. De um pianista e um digitador até um trapezista de circo, um jogador de futebol ou um atleta de vôlei, todos devem aprender os segredos básicos de como evitar uma interrupção em sua atividade. Vamos aqui descortinar alguns segredos simples, mas que não devem ser perdidos de vista, desde as formas de diagnóstico ao tratamento, que inclui também a alimentação". 

Mexa-se!

Há poucos anos, esta frase se transformou em uma espécie de pensamento obrigatório, em todos os pontos do país. A ordem era malhar, fazer exercícios. Todos, independente de profissão, idade ou sexo, foram para as academias, parques e praias. Os exercícios, muitas vezes sem qualquer critério, acabaram se incorporando à vida da população. 

Claro que é fator importante exercitar o corpo diariamente, mas antes precisamos rever alguns pontos básicos.

A começar de nossa anatomia. Para fazer um simples movimento, um simples gesto, são muitos os componentes do corpo envolvidos. Os ossos, que são rígidos, precisam, por exemplo, dos músculos e dos tendões para se dobrarem nas extremidades, entre um osso e outro.

Músculos e tendões são formados de fibras. Os tendões são fibras agrupadas em feixes, que se situam entre os músculos e o osso. 

Para a obtenção de bons resultados ao mexer-se, portanto, principalmente em nível de competições, a pessoa precisa estar com a musculatura saudável e conhecer a importância de fazer os movimentos adequados, sem forçar demais os músculos e os tendões. Meia hora a mais no parque, ou o excesso de peso pode significar um problema que muitas vezes tira a pessoa de uma competição ou de um trabalho por um longo período.

Atenção aos Movimentos

Para o Dr. M.L. Miszputer, médico desportivo, o aumento dos exercícios, seja por questão de lazer ou de condicionamento físico, tem contribuído para aumentar também o número de lesões do sistema músculo-esquelético entre atletas profissionais e amadores. O médico explica que muitas dessas lesões se originam da falta de orientação ou do excesso de carga nos treinamentos. O atleta profissional lesionado, segundo Dr. Miszputer, fica impedido de treinar e de participar de eventos esportivos e corre o risco de comprometer seu condicionamento e sua carreira. Para o praticante amador, lembra ele, a interrupção forçada dos exercícios em decorrência de uma lesão é frustrante, pois é inegável o bom efeito psicológico que o esporte exerce sobre as pessoas.

O Tendão de Aquiles

Conta a lenda grega que Aquiles, filho do rei Peleu e da rainha Tétis, tinha um único ponto vulnerável no corpo, exatamente na altura do calcanhar, na altura de um tendão. Para tornar o menino imortal, sua mãe passou ambrósia em seu corpo e o manteve por um tempo próximo ao fogo. Depois, mergulhou Aquiles no rio Estige, cujas águas tinham o poder de torná-lo invulnerável. Ao mergulhar o filho nas águas do Estige, a mãe o segurou por um calcanhar e, sendo assim, essa parte de seu corpo não foi tocada pelas águas. Aquiles cresceu e se tornou um dos principais heróis gregos da guerra de Tróia, sendo ao final atingido e morto por Páris, com uma flecha no calcanhar. Daí se falar hoje em tendão de Aquiles, uma denominação vulgar para o tendão que se encontra na parte inferior e posterior da perna.

Isso pode levar a algumas confusões, pois algumas pessoas entendem que só existem tendões nessa região do corpo, quando não é verdade. 

As mãos, os pés, o pescoço e todas as partes que se dobram, ou seja, praticamente o corpo inteiro (se imaginarmos um contorcionista de circo em atividade) está repleto de tendões.

O que é a Tendinite?

As palavras terminadas com o sufixo 'ite' indicam um processo inflamatório. Tendinite, pois, é ainflamação que acontece nos tendões. 

Essa inflamação pode ter duas causas, que são:

1. Mecânica – esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga.

Algumas pessoas – Como halterofilistas e amadores que se exibem nas ruas, puxando vários carros – podem suportar trações de até 300 kg. Mas as pessoas comuns, que não são treinadas para carregar peso, podem sofrer lesões diante de um movimento errado ou de uma carga de apenas 10kg de peso.

2. Química – A desidratação, quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados, a alimentação incorreta e toxinas no organismo podem conduzir a uma tendinite. 

Como ela se Manifesta?

A tendinite se manifesta inicialmente com dores e muitas vezes com a incapacidade da pessoa em realizar certos movimentos. 

A pessoa pode sentir dores ao subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outras posturas ou movimentos.

Ela pode ser confundida inicialmente com artrite reumatóide e, portanto, existe a necessidade de que o médico faça um bom exame no paciente para estabelecer um diagnóstico diferencial. No caso da tendinitecrônica, lembra Dr. Miszpunter, o diagnóstico em geral é mais difícil, por não haver aumento no fluido sinovial, o que requer mais cuidado nas investigações.

Exames Necessários

Exame clínico e anamnese (entrevista) são os primeiros procedimentos, em que o paciente relata suas queixas e o médico começa a formular a hipótese diagnóstica.

Os métodos de diagnóstico através de imagem têm papel importante, afirma o doutor Miszputer. Desde o raio-x até a ressonância magnética, cada um atua no diagnóstico de determinadas lesões, entre elas, uma das mais freqüentes é a tendinite. O médico explica que, para o seu diagnóstico, com freqüência se utiliza a ultrassonografia, quase sempre depois de feito um exame de radiografia normal. A ultrassonografia, conforme ele relata, apresenta algumas vantagens tais como boa definição de partes moles, não utiliza radiação ionizante, é um método não invasivo, relativamente de baixo custo e rápido em comparação com outros métodos.

Dr. Miszpunter também alerta para a importância da comunicação entre o médico que examina o paciente e o médico que fará os exames de ultrassonografia, muitas vezes realizados em local diferente daquele da consulta. É fundamental, diz ele, que o médico ultrassonografista tenha conhecimento da história clínica do paciente para poder identificar corretamente o local da lesão, estabelecer prováveis diagnósticos diferenciais e poder sugerir um diagnóstico final da lesão ao médico que solicitou o exame.

Quais as Profissões mais Afetadas?

A tendinite tem sido alvo de preocupação tanto da medicina do esporte quanto da medicina do trabalho. Há uma variedade de tipos de atletismo e de ocupações que podem estar sujeitas ao problema, todas sempre relacionadas com esforços demasiados ou repetitivos (LER: Lesões por Esforço Repetitivo). Jogadores de futebol, handebol, vôlei, feirantes (que carregam pesadas caixas), estivadores e até mesmo dançarinos. Ultimamente, a área de informática tem mostrado esse problema, com o esforço repetido dos digitadores no teclado. Sem contar os pianistas, que por estudo sistemático de suas partituras musicais podem ser acometidos de tendinite.

Formas de Tratamento

Dependendo da natureza e do grau de severidade da lesão, as formas de tratamento vão desde a indicação de antiinflamatórios até a imobilização do membro afetado (por exemplo, tala ou engessamento do braço em tendinite originária de digitação). 

Mas, recorda o médico francês, Dr. Marcel Morand, em primeiro lugar é preciso repouso. Após um período, a pessoa é aconselhada a fazer fisioterapia, para acelerar o processo de cura. Uma das técnicas indicadas para a tendinite é a crioterapia, aplicação de bandagens a temperaturas muito baixas ou bolsas de gelo. Massagens também são indicadas como auxiliares no tratamento.

No caso de tendinite de origem química, médicos como o Dr. Morand indicam uma dieta alimentar especial, para prevenir a desidratação que pode resultar, nos tendões, na pouca ou nenhuma lubrificação e conseqüente agravamento da doença. Essa dieta exige a retirada de alimentos ácidos e graxos, incluindo-se a manteiga e o chocolate e as frutas ácidas. 

A aplicação local de corticóides é apenas indicada dos casos mais graves.

É Possível Haver Seqüelas?

Sim, diz o médico, se o tratamento não for feito em tempo e de maneira adequada e se a fisioterapia não for feita durante o período necessário.

A pessoa não tratada pode sofrer uma ruptura do tendão após um período de inflamação mal cuidada. Pode continuar com as dores e se tornar incapaz para o trabalho. Por isso, é importante seguir todos os passos indicados pelo médico para um pronto restabelecimento.

Quais são os Métodos de Prevenção?

1. As atividades de risco para tendinite são fáceis de serem reconhecidas. Uma vez reconhecendo o tipo de atividade, é dever de uma empresa ou de um clube, por exemplo, não expor o funcionário ou o atleta a períodos ininterruptos de trabalho ou de exercício. Uma parada, uma pausa na rotina, por alguns minutos, pode significar não um prejuízo para a empresa, mas sim, um ganho em termos de continuidade em médio e longo prazo.

2. Alimentação balanceada é vital não só para o tratamento da tendinite, mas também para sua prevenção.

3. Instruir o digitador, o atleta, o funcionário, o pianista, quem quer que esteja a seu serviço, sobre as causas e os efeitos da doença e como preveni-la é dever de todo empregador. Isso pode ser feito através de pequenos seminários, aulas ou vídeos.

4. Tratamento adequado, consulta ao médico, atenção à fisioterapia e aos medicamentos são um direito e ao mesmo tempo um dever do paciente para a cura da tendinite.

5. Por último, vale lembrar que os casos mal curados podem acabar necessitando de cirurgia. E que atendinite também é, como qualquer acidente de trabalho, passível de indenização. Vale a pena, portanto, a empresa se preocupar com a prevenção, onde os gastos (e o desgaste emocional de ambas as partes) são muito menores e mais proveitosos.

Fonte: Boa Saude - UOL

O termo "pé chato", no meio da saúde, pode ser conhecido por pé plano, porém a denominação mais correta é pé planovalgo flexível. ...

Pé plano (Pé Chato)


O termo "pé chato", no meio da saúde, pode ser conhecido por pé plano, porém a denominação mais correta é pé planovalgo flexível. Caracteriza-se pela diminuição do arco longitudinal medial do pé (elevação plantar do pé), ou seja, o lado medial (interno) do pé toca ou está próximo deste. A maioria das crianças até os 3 ou 4 anos de idade pode apresentar essa característica, quando começa a ocorrer a absorção desta gordura e o desenvolvimento do arco do pé.

Esse pé chato, na maioria das vezes, não gera dor alguma, e portanto a criança não apresenta queixas. Quando a dor acontece, via de regra, é difusa, sem uma localização específica de região. A melhor prova de que o pé chato é quase sempre assintomático é o grande número de adultos com pé chato desde a infância e que muitas vezes nem se dão conta.

Quando o pé chato merece atenção?

Há três situações em que devemos estar atentos: 
 
Pé chato doloroso: Sempre que a criança queixar-se de dor importante devemos procurar atendimento.

Pé chato grave: Uma criança com uma deformidade muito acentuada deve ser avaliada.

Pé chato que se desenvolve a partir dos 8 ou 9 anos de idade: Algumas crianças com pés levemente chatos ou pés normais começam a desenvolver, a partir de 8 ou 9 anos, um pé gravemente chato, esta situação é conhecida por Coalisão Tarsal (fusão de dois ossos do pé) e deve ser avaliada.

O tratamento para uma criança de 3 ou 4 anos, é a estimulação para ela caminhar descalça na areia ou na grama para desenvolver a musculatura do pé e a conseqüente formação do arco. O uso de sapatos ortopédicos corretivos não mostram muito efeito na correção das deformidades e hoje está praticamente abandonado. Nos pés planos graves, dolorosos ou naqueles de início tardio, a investigação deve ser cuidadosa e o tratamento cirúrgico deve ser considerado.

Vale salientar que o adulto com pé normal ou levemente chato pode desenvolver ou agravar o pé chato. Isto geralmente ocorre entre os 40 e 50 anos de idade, principalmente em mulheres acima do peso, que notam a mudança progressiva da forma do pé. A hipertensão e o diabetes aumentam a chance deste tipo de pé chato. Esta situação exige tratamento, pois é progressiva e dolorosa.

Vários estudos sugerem que o uso do ultrasom reduz a inflamação induzindo a liberação de histamina, o que causa vasodilatação local e aument...

O uso do ultrasom



Vários estudos sugerem que o uso do ultrasom reduz a inflamação induzindo a liberação de histamina, o que causa vasodilatação local e aumenta a permeabilidade vascular. Diversos pesquisadores relatam que o ultra-som aumenta a cicatrização tecidual.

A terapia por ultra-som influencia a atividade das células – plaquetas, mastócitos, macrófagos neutrófilos – envolvidas na fase inflamatória do processo de regeneração tecidual, acelerando o processo de cicatrização. As ondas ultra-sônicas produzem o aumento da permeabilidade da membrana e das plaquetas facilitando a liberação de serotonina. Os mastócitos terão o rompimento de sua membrana celular em resposta ao aumento dos níveis de cálcio intracelular, liberando histamina. A capacidade de efetuar o transporte do cálcio através das membranas celulares, segundo mensageiro, pode exercer efeito profundo na atividade celular, aumentando a síntese e secreção dos fatores de lesão pelas células envolvidas no processo de cicatrização.

Na fase de proliferação, quando as células são expostas a níveis terapêuticos de ultra-som, a  motilidade dos fibroblastos estará aumentada, não tendo comprovação na literatura sobre a ação dessa terapia no estímulo da atividade dos fibroblastos.

Outro efeito está relacionado ao aumento da velocidade de angiogênese e aumento na secreção de colágeno presentes nesta etapa. Estudos informam que o tratamento com ultra-som fornece melhor resistência tênsil e elasticidade do tecido, quando o mesmo é realizado na última fase, a de remodelagem no processo do reparo. Alvo de diversos estudos sobre seus efeitos biológicos do tratamento da lesão muscular, a terapia por ultrasom tem seus achados relacionados aos efeitosmecânicos em oposto ao térmico como atuante no reparo do tecido.

O ultra-som é produzido por uma corrente alternada que se propaga através de um cristal piezoelétrico (quartzo) alojado em um transdutor. Tais cristais produzem cargas elétricas positivas e negativas ao se contraírem ou expandirem. A vibração desses cristais provoca a produção mecânica das ondas sonoras de alta freqüência (acima de 20.000 Hz). Na fisioterapia, o ultra-som é definido pelas oscilações, ondas cinéticas ou mecânicas produzidas pelo transdutor vibratório que, aplicado sobre a pele, atravessa e penetra no organismo em diferentes profundidades, dependendo da freqüência, que varia de 0,75 a 3,0 MHz.

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Conteúdo Programático do curso online Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibulares (ATM) Anatomia da articulação temporomandibular Bi...

Fisioterapia na Disfunção da ATM



Conteúdo Programático do curso online Fisioterapia nas Disfunções Temporomandibulares (ATM)


  • Anatomia da articulação temporomandibular
  • Biomecânica da articulação temporomandibular
  • Conceituação - As disfunções temporomandibulares (DTM'S)
  • Epidemiologia
  • Etiologia
  • Sintomatologia
  • Fatores envolvidos nas disfunções temporomandibulares
  • Alterações funcionais de oclusão/ausência de dentes
  • Hábitos parafuncionais
  • Tensão muscular
  • Respiração bucal
  • Traumas das estruturas mastigatórias e da coluna cervical
  • Disfunções sistêmicas
  • Fatores posturais
  • Fatores psicológicos
  • Classificação das DTMS e condições clínicas
  • Anomalias de desenvolvimento
  • Disfunções musculares
  • Disfunções de interferência do disco articular
  • Deslocamentos do disco articular
  • Lesões traumáticas
  • Alterações de mobilidade da mandíbula
  • Avaliação físico-funcional em disfunções temporomandibulares
  • Exame físico
  • Exame muscular
  • Goniometria
  • Testes de força muscular
  • Avaliação postural
  • Avaliação dental
  • Objetivos e conduta terapêutica
  • Protocolo de avaliação físico-funcional em DTM
  • Assistência terapêutica da equipe interdisciplinar para as DTMS
  • Assistência odontológica
  • Assistência fonoaudiológica
  • Assistência psicológica
  • Assistência fisioterapêutica no tratamento das DTMS
  • Recursos eletroterapêuticos
  • Eletroanalgesia
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  • Recursos manuais
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  • Massagem clássica
  • Traços miofasciais
  • Manipulações articulares
  • Acupuntura
  • Etapas da assistência fisioterapêutica











As fraturas têm seu tratamento, resultados e prognóstico relacionados a fatores como idade da vítima, gravidade, tipo e localização do traum...

Fraturas em crianças


As fraturas têm seu tratamento, resultados e prognóstico relacionados a fatores como idade da vítima, gravidade, tipo e localização do trauma, treinamento do ortopedista e até características individuais da criança ferida. É importante, assim, que os pais falem com o ortopedista responsável e sejam esclarecidos quanto às particularidades do tratamento. As informações de outros pais que tiveram filhos com fraturas "semelhantes" podem não ser aplicável àquela criança.  

Diferenças entre o osso da criança e do adulto

Os ossos da criança apresentam diferenças em relação aos adultos, as quais são importantes para determinar o tipo da lesão, o tratamento e o prognóstico, em caso de fratura. O osso da criança: apresenta maior elasticidade e porosidade, o periósteo é mais resistente,  há a presença das cartilagens de crescimento, como a criança está em crescimento, a capacidade de seu corpo de formar e desenvolver os ossos é superior à do adulto
Essas diferenças determinam algumas características vantajosas para a criança:

  • Maior dificuldade para a ocorrência de fraturas.
  • Grande proporção de fraturas incompletas, tipo "galho verde" ou subperiostal
  • Menor incidência de fraturas cominutivas
  • Capacidade de remodelação,
  • Cicatrização ou calo ósseo mais veloz, em até menos da metade do tempo necessário a um adulto.
  • Melhor e mais rápida recuperação após a fratura..
  • Menor necessidade de cirurgia para reduziir e fixar  as fraturas.
  • A esses aspectos positivos, no entanto, contrapõem-se algumas desvantagens sérias:
  • Fraturas próximas à cartilagem de crescimento podem causar deformidades e déficit no crescimento.
  • Uma deformidade ou seqüela pode ter repercussão em toda formação educacional, profissional, social e psicológica da pessoa.
  • Menor cooperação para recomendações como, por exemplo, não andar, não correr, ter cuidado etc.
  • Capacidade de aceitar o gesso ou imobilizações prolongadas mais facilmente.

Fratura fechada: Não há lesão da pele. Fratura aberta ou exposta: Há, na pele, uma ferida que se comunica com a fratura. Pode ser de qualq...

Tipos de fratura


Fratura fechada: Não há lesão da pele.

Fratura aberta ou exposta: Há, na pele, uma ferida que se comunica com a fratura. Pode ser de qualquer dimensão, inclusive se resumindo a um ponto.

Fratura patológica: Ocorre num osso afetado por problemas prévios que o enfraqueceram (como doenças congênitas, infecções e lesões benignas ou malignas).

Fratura por estresse: Ocorre em ossos submetidos a esforço contínuo. Sua incidência vem se elevando devido à disseminação da prática esportiva intensa pelos jovens.

Fratura desviada: Os fragmentos do osso se deslocam.

Fratura articular: Há acometimento da articulação.

Descolamento epifisário: Atinge a placa de crescimento.

Fratura em "galho verde": O osso é "lascado" ou "trincado", sendo que um lado dele permanece íntegro.

Fratura subperiostal: Ocorre sob o periósteo, membrana resistente que envolve o osso.

O músculo  tríceps braquial  é um largo músculo esquelético de três cabeças encontrado em humanos. Ele corre na superfície posterior do b...

Tríceps braquial


Triceps

O músculo tríceps braquial é um largo músculo esquelético de três cabeças encontrado em humanos. Ele corre na superfície posterior do braço.

O músculo tríceps braquial é geralmente chamado de "tríceps". Entretanto, o termo "tríceps" (em Latim significa "três cabeças") pode ser usado para qualquer músculo que possua três origens.

É um poderoso extensor de cotovelos e tem quase 60% da massa muscular do braço, mas ao ser extensor costuma ir a favor da gravidade, e não se desenvolve muito. E esse é o terror da mulherada quando dá o tchauzinho.


Alguns exercícios:


Movimentos incorretos comprometem articulaçõesi


Essas fotos foram retiradas da web como forma de exemplicar o movimento deste músculo importantíssimo para movimento de antebraço e braço.


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