A luxação de uma articulação ocorre quando as superfícies articulares ficam completamente separadas umas das outras, de modo que se perde to...

Luxações e subluxações



A luxação de uma articulação ocorre quando as superfícies articulares ficam completamente separadas umas das outras, de modo que se perde toda a aproximação.

A subluxação ocorre quando as superfícies articulares são parcialmente separadas, mas ainda fica alguma parte de cada superfície em contato.

CAUSAS

A principal causa das luxações e subluxações é o trauma. A malformação congênita das superfícies articulares resulta em luxação, como em luxação congênita do quadril. A luxação também pode ocorrer quando há paralisia muscular extensa ao redor de uma articulação, por exemplo, no ombro de um paciente com hemiplegia, quando há retorno na potência muscular.

As subluxações podem ocorrer em pacientes que sofrem de Artrite Reumatóide quando há destruição das superfícies articulares e alterações nos tecidos moles. Algumas articulações são mais propensas a luxar que outras por causa de sua conformação anatômica, isso ocorre particularmente no caso do ombro.

Muitas luxações traumáticas estão associadas a fraturas: fraturas do cotovelo, do tornozelo e das vértebras. Muitas vezes, as luxações são acompanhadas por grave dano nos tecidos moles, por causa de estiramento ou ruptura das estruturas ao redor da articulação.

Os ligamentos podem ser parcial ou completamente rompidos e podem exigir reparo cirúrgico. Os músculos, tendões, bainhas sinoviais e cartilagens também podem ser danificadas.

LUXAÇÕES TRAUMÁTICAS

Dependem do fato de haver subluxação ou luxação, pois as características clinicas que surgem da subluxação são bem menos acentuadas.

Na hora da lesão:

1) Imediatamente surge uma dor intensa que é pior que a sentida com a fratura. O paciente tem a sensação de ruptura, que é diferente da sensação da quebra ou estalido de osso, que ocorre na fratura.

2) Deformidade: pode ser muito nítida em uma luxação, porque o contorno normal da articulação pode ser modificado. Porém, pode haver ocasiões em que a deformidade não é discernível ou há uma fratura associada, que pode fazer com que a luxação seja negligenciada.

3) Perda da função: o paciente não é capaz de mover o membro.

Características posteriores:

1) Tumefação: ocorre como resultado do rompimento dos tecidos moles e conseqüente reação inflamatória. A exsudação de uma reação inflamatória dentro da cápsula articular é serofibrinosa e amplia o risco de aderências.

2) Contusão - equimose: e devida ao extravasamento de sangue dos vasos lesados.

3) Rigidez: quando se desenvolvem aderências, isso pode criar um problema na recuperação da função.

4) Fraqueza muscular: ocorre nos músculos ao redor da articulação e possivelmente no resto do membro se ele for imobilizado por algum tempo.

 As luxações e subluxações descritas abaixo são as que ocorrem mais freqüentemente; o tratamento fisioterápico pode ser importante:

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ARTICULAÇÃO DO OMBRO

É uma luxação comum nos adultos e pode ocorrer como resultado de choque direto ou, mais freqüentemente, de choque indireto. Este choque indireto pode ocorrer de uma queda sobre a mão em hiperextensão, tende a produzir uma luxação anterior na qual a cabeça do úmero é deslocada para frente e a seguir fica na fossa infraclavicular logo abaixo do processo coracóide (luxação subcoracóide). A primeira pode ser resultado de uma choque direto na região anterior do ombro ou como conseqüência de uma convulsão epiléptica, que pode produzir uma luxação posterior, onde a cabeça do úmero é deslocada para trás e pode ficar abaixo da espinha da escápula na fossa infra-espinhosa (luxação subespinhosa). A luxação deve ser reduzida o mais breve possível, pois além da dor intensa e da perda da função, pode provocar mais danos devido ao estiramento prolongado dos tecidos. Se o paciente é idoso, há outro tipo de tratamento. O paciente idoso fica com o braço em repouso em uma grande tipóia ou colar e mantido por alguns dias, já o paciente jovem pode ser enfaixado com uma bandagem torácica por 2-3 semanas, tendo em vista o perigo de luxação recidivante.

Complicações:

- Lesão do nervo axilar: é mais provável ocorrer em uma luxação anterior que na posterior e resulta em paralisia do deltóide e perda da sensibilidade em pequena área na região lateral do braço. Isso ocorre por causa do estiramento que causa uma axonotmese ou á pressão que resulta em neuropraxia, esta se recupera em poucas semanas, mas a axonotmese demora mais tempo, pela presença de processo degenerativo.

- Fratura associada: a luxação pode ser acompanhada por fratura do tubérculo maior.

- Luxação recidivante: em alguns casos, a lesão provocada pela luxação não cicatriza e pode ocorrer nova luxação. A seguir, outras luxações são prováveis e com freqüência crescente, embora a lesão de inicio possa ser muito leve. O dano envolve a cápsula rota a partir da margem anterior da cavidade glenóide e a superfície articular da cabeça do úmero apresenta uma depressão póstero-lateralmente. Esta luxação recidivante ocorre mais freqüente nos jovens, porque se o trauma inicial é mais grave e, se eles continuarem a praticar esportes ou forem ativos, um pequeno trauma pode dar origem a outra luxação. Se a reluxação é freqüente e prejudica as atividades normais do indivíduo, então aconselha-se a cirurgia.

Tratamento Fisioterapêutico:

Difere de acordo com a idade do paciente.

- Pacientes idosos: o mecanismo que causa a luxação pode ser relativamente simples, pois os músculos podem ser mais fracos na pessoa idosa e o manguito rotador pode não proporcionar a mesma estabilidade à articulação do ombro, como na pessoa jovem. Nesses casos, o dano no tecido mole pode não ser tão extenso e o tratamento deve começar no dia seguinte àquele em que a luxação foi reduzida. No 1o  ou 2o  dia de tratamento, deve-se concentrar no movimento dos dedos, punho, cotovelo e cintura escapular. As vezes, o calor e a massagem podem ajudar no relaxamento e possibilitam ao paciente iniciar os movimentos suaves do ombro. E mais fácil começar com flexão/extensão e deixar a rotação por último. É importante dar ênfase na restauração do arco de movimento e da função, pois muitas pessoas idosas desenvolvem ombro rígido se a mobilização não for precoce.

- Pacientes jovens: não há o mesmo risco de desenvolver ombro rígido no jovem como acontece no idoso, e o ombro pode permanecer enfaixado junto ao tórax para permitir a cicatrização dos tecidos moles. Isso pode ajudar a diminuir o risco de uma luxação recidivante se as lesões não forem muito intensas. Durante esse tempo, o paciente deve ser orientado para realizar contrações estáticas nos músculos ao redor do ombro.

Eliminado o enfaixamento, o fisioterapeuta pode encontrar um arco de movimento bastante bom, é importante reforçar os adutores e os rotadores mediais. A reabilitação final depende das necessidades do indivíduo. Os pacientes que retornam á atividade física, seja no trabalho seja nos esportes competitivos, podem precisar de um programa intensivo com ênfase especial sobre o desenvolvimento de potência muscular e todo o arco de movimento.

Os pacientes submetidos a cirurgia para luxação recidivante podem Ter o ombro imobilizado por 34 semanas. Depois disso, o paciente precisa de um programa de reabilitação para reassumir o arco de movimento, a potência muscular e a função total.

ARTICULAÇÃO DO COTOVELO

A luxação da articulação do cotovelo ocorre por causa de uma queda com a mão em hiperextensão, deslocando o rádio e a ulna, posteriormente ou póstero-lateralmente. Pode Ter uma fratura associada, mas a luxação e as lesões dos tecidos moles que acompanham os deslocamentos são os mais importantes. A luxação é reduzida e o membro fica imobilizado com uma tala de gesso posterior com o cotovelo em aproximadamente 90o, por cerca de 3 semanas.

 Complicações:

- Vasculares: como em fraturas, na região do cotovelo há o perigo de lesão da artéria braquial, que pode resultar em contratura isquêmica de Volkman se a circulação não for restaurada antes de ocorrer dano irreparável.

- Rigidez: as aderências intra e periarticulares podem tornar difícil readquirir o arco total de movimento.

Tratamento Fisioterápico:

Imediatamente após o trauma, é preciso ter o cuidado de observar qualquer deterioração da circulação ou qualquer perda de sensibilidade ou de força muscular que pode resultar da lesão do nervo. Depois de retirada o aparelho de contenção, deve-se dar ênfase à reaquisição do arco de movimento e potência muscular. Não se deve praticar estiramento passivo e o fisioterapeuta deve aconselhar o paciente, ou no caso de criança, os pais sobre o tipo de atividade que pode ser realizada. Um programa supervisionado é aconselhável, se houver perda marcante de movimentos devido à formação de aderências.

ARTICULAÇÃO DO QUADRIL

 O quadril tem uma articulação tipo esferóide, mas sua estrutura é muito diferente da do ombro, sendo mais estável e protegida por ligamento fortes, de modo que a luxação é relativamente incomum.

Um choque direto como um acidente de motocicleta ou de carro é a causa mais provável de lesão. A pessoa provavelmente está sentada e um choque direto na região anterior do joelho força a coxa para trás, resultando em luxação posterior do quadril. Depois que a luxação foi reduzida, o paciente é colocado em tração leve por 3-6 semanas. Os movimentos ativos são iniciados logo que a dor permita e continuam depois que a tração é removida se necessário.

Complicações:

- Lesão do Nervo Ciático: quando ocorre uma luxação posterior, pode haver pressão sobre o nervo ciático, que resulta em neuropraxia. Removida a pressão, a recuperação se dá em poucas semanas. Se a lesão for extensa, provocando uma degeneração das fibras nervosas, o prognóstico pode ser mau.

- Osteoporose: pode ocorrer em um estágio tardio se a luxação danificar as superfícies articulares.

Tratamento Fisioterápico:

Durante o período de tração, o paciente deve fazer exercícios ativos para o quadril, joelho e pé, para reassumir o arco de movimento e a potência muscular. Removida a tração, o paciente deve começar a andar, sendo o apoio com carga parcial progressiva até o apoio total.

Fonte

Uma lesão grave ou uma doença, às vezes, pode afetar partes do corpo além de sua capacidade de regeneração ou cura. Quando o tecido do corpo...

Razões para a amputação


Uma lesão grave ou uma doença, às vezes, pode afetar partes do corpo além de sua capacidade de regeneração ou cura. Quando o tecido do corpo morre, pode haver uma infecção, causando problemas graves, como a gangrena (em inglês). A região infeccionada oferece um lugar seguro para bactérias perigosas, que podem se espalhar para outras partes do corpo.

Uma causa principal da morte do tecido que leva à infecção é a falta de fluxo sangüíneo. O sangue conduz nutrientes vitais e oxigênio às células individuais que formam os tecidos do seu corpo. Quando a doença ou lesão prejudica os vasos sangüíneos sem reparação, os tecidos alimentados por esses vasos morrem, podendo haver uma perigosa infecção. Quando não há esperança de se recuperar esse tecido afetado ou infeccionado, pode haver a necessidade de uma amputação para evitar que a infecção se espalhe pelo resto do corpo.

As amputações podem ser realizadas em vários locais diferentes, dependendo da localização dos tecidos afetados. A amputação pode ser necessária tanto de um dedinho do pé quanto da parte inferior inteira do corpo, como do quadril para baixo. Geralmente, as amputações são feitas em porções do braço ou da perna e são chamadas de amputação da extremidade superior ou amputação da extremidade inferior.

Seguem abaixo algumas das diferentes formas de os tecidos serem afetados a ponto de haver necessidade de amputação:

  • lesão traumática: acidentes de carro, queimaduras graves e ferimentos à bala são possíveis causas de lesão traumática. Os vasos sangüíneos e outros tecidos do corpo podem ser rasgados ou cortados, sem que haja um modo de reparar a lesão, só restando a opção de amputação. Nas pessoas com idade igual ou inferior a 50 anos, a lesão traumática é a causa principal de amputação.
  • doença: uma série de doenças pode destruir de maneira irreversível os tecidos do corpo. A doença arterial periférica - DAP (em inglês) é o principal exemplo. Nessa doença, os vasos sangüíneos ficam tão rígidos e obstruídos que o sangue não consegue chegar aos tecidos nas extremidades do corpo. Esses tecidos finalmente morrem pelas razões explicadas na seção anterior. A diabetes contribui para a DAP, e também causa morte dos nervos, chamada de neuropatia (em inglês). Os pacientes que sofrem de neuropatia perdem o sentido do toque e estão mais propensos a cortes, que cicatrizam mais lentamente devido à circulação deficiente. Não é de se admirar que mais de 90% das amputações realizadas nos Estados Unidos sejam conseqüência dessa situação.
  • câncer: embora o câncer também possa causar lesões graves nos tecidos do corpo, a amputação pode ser necessária por uma outra razão: para impedir que os tumores (em inglês) malignos se espalhem para outras partes do corpo.
  • amputação congênita: dentro do útero, o fluxo sangüíneo no membro em desenvolvimento pode ser reduzido por outras faixas de tecidos. Conseqüentemente, o membro pode ser perdido permanentemente, e o bebê nasce com o que chamamos de amputação congênita.

O NLLIC (National Limb Loss Information Center - Centro Nacional de Informações sobre Perda de Membros) fornece algumas estatísticas relevantes em relação a amputações. De acordo com os números, um em cada 200 norte-americanos foi amputado. É um total de aproximadamente 1,7 milhões de pessoas. O índice de amputações causadas por lesões traumáticas e câncer caiu cerca de 50% nos últimos 20 anos, mas, infelizmente, o índice devido a diabetes e doença arterial periférica está aumentando. As causas subjacentes para essa tendência podem incluir a alta prevalência de obesidade e o aumento da expectativa de vida.

Os meniscos são duas estruturas semi circulares em forma de meia lua que possuem como função principal o amortecimento articular assim como ...

Anatomia dos meniscos


Os meniscos são duas estruturas semi circulares em forma de meia lua que possuem como função principal o amortecimento articular assim como a distribuição do peso exercido sobre a articulação.  São estruturas fibrocartilaginosas curvas e ficam entre as superfícies articulares opostas e estão ligados entre si e a cápsula articular.. São formados predominantemente de colágeno tipo I. O colágeno tem o formato circunferencial, padrão este ideal para a absorção de cargas compressivas.

Anatomia Meniscal



Os dois meniscos do joelho são importantes por dois motivos: (1)  funcionam como uma vedação para espalhar a força do peso do corpo sobre uma área maior de superfície, e (2) contribuem de forma secundária com a estabilidade articular.

Os meniscos são triangulares em sua secção transversal, sendo de periferia espessa, convexa e fixa a cápsula articular. O oposto (região central) é afilada e apresenta a borda livre.  O corno posterior do menisco medial é maior quando comparado ao corno anterior. Já o menisco lateral apresenta os dois cornos de tamanho semelhante. As superfícies proximais dos meniscos são côncavas e apresentam-se em contacto com os côndilos femorais. Distalmente são planas e descansam sobre o platô tibial. O menisco medial cobre aproximadamente 64% do planalto tibial medial. O menisco lateral cobre aproximadamente 84% do platô tibial lateral.

Anatomicamente e didaticamente divide-se os meniscos em três regiões: corno anterior, corpo e corno posterior.

Anatomia Meniscal


Embriologicamente, os meniscos são formados de tecido mesenquimal e aparecem como estruturas distintas pela oitava a décimo semana gestacional de desenvolvimento. Inicialmente são altamente celulares e apresentam uma abundância de vasos sanguíneos. Progressivas e graduais mudanças ocorrem a partir do nascimento até a adolescência, que consistem em diminuição da celularidade, diminuindo consequentemente a vascularidade e aumentando o conteúdo de  colágeno.
Imagine-se o joelho como uma bola repousa sobre uma placa plana. A bola é o fim da fêmur que entra em contato com a superfície plana que é o topo da tíbia. Os meniscos atuam como uma vedação, ajudando a distribuir o peso do fêmur com a tíbia.
Sem os meniscos, qualquer peso sobre o fêmur serão concentradas em um ponto da tíbia. Mas com os meniscos, o peso está distribuído em toda a superfície da tíbia.

Os meniscos do joelho, tornam a articulaçãor mais estável, agindo como uma cunha entre os ossos.

MENISCO MEDIAL e LATERAL

O menisco medial é firmemente fixados à fossa intercondilar posterior da tíbia diretamente anterior à inserção do LCP.
O corno anterior do menisco lateral fixa-se à fossa intercondilar, anterior ao tubérculo tibial lateral e adjacente ao LCA. O corno posterior é fixado à fossa intercondilar posterior diretamente à lateral tubérculo tibial anterior.
Perifericamente, o menisco medial é continuamente fixo à cápsula do joelho. A fixação tibial do menisco, por vezes conhecido como o ligamento coronário, atribui à margem da tíbia alguns milímetros distais à superfície articular. O corno anterior do menisco medial tem a maior superfície de inserção 61,4 mm2), e o corno posterior do menisco lateral tem a menor (28,5 mm2).

O ligamento anterior do Humphry passa anterior a LCP, enquanto o ligamento de Wrisberg passa posterior à LCP. A fixação do menisco lateral é interrompido pelo hiato poplíteo através da qual passa o tendão do músculo popliteo. Este é um dos motivos pelos quais o menisco lateral não é tão amplamente anexada à cápsula como o menisco medial, sendo mais móvel e podendo movimentar-se 11 milímetros com a flexão do joelho. A mobilidade controlada do menisco lateral, que é guiado pelo tendão do poplíteo e pelo ligamento meniscofemoral pode explicar porque as lesões meniscais ocorrem com menos frequência no lado lateral do joelho.

Funções Meniscais

1. Transmissão de Carga- trabalhos demonstram que até 50% da carga compressiva é transmitida pelos meniscos. Estes aumentam a área de contato do fêmur distal com a tábia proximal. Como carga é aplicada, os meniscos tenderão a serem expulsos da superfície articular. A fim de resistir a esta tendência, tensão circunferencial é desenvolvido ao longo das fibras colágenas do menisco. A continuidade  do aro circunferencial periférico do menisco é imprescindível para a manutenção dessa função. A meniscectomia parcial consegue preservar essa função desde que este aro circunferencial periférico seja mantido. Inversamente, se uma lesão radial estende-se para a periferia e interrompe a continuidade do menisco, a transmissão de propriedades de carga do menisco são perdidas. Sob cargas de compressão axial do fêmur, o pico máximo cisalhamento e estresse na cartilagem articular aumentam mais de 200% depois de uma meniscectomia lateral em relação a medial. Este aumento explica em parte porque ocorre uma maior degeneração após uma meniscectomia lateral.

2. Aumento da área de contato articular- o contato femoro-tibial diminui até 75% após a realização de uma meniscectomia.

3. Distribuir líquido sinovial

4. Fornecer estabilidade- O menisco medial especialmente controla a translação ântero-posterior da tíbia em relação ao fêmur. Este fato é observado em maior grau nos joelhos com lesão do LCA. Isso explica o motivo pelo qual pacientes com lesão do LCA evoluem para uma provável lesão do menisco medial se optarem pelo tratamento conservador do ligamento. A função de estabilidade é secundáriamente realizada pelos meniscos.

MOVIMENTOS MENISCAIS

Thompson estudou os movimentos meniscais com ressonância magnética 3D e com ressonância magnética cinemática. A mobilidade do menisco medial foi de aproximadamente 5,1 mm, e do lateral foi de 11,2 mm. A mobilidade do corno posterior foi menor do que a do corno anterior, tanto medial quanto lateral. DePalma, demonstrou que a maior parte do movimento do menisco lateral ocorre após 5 a 10 graus de flexão, enquanto que o maior movimento do menisco medial ocorre após 17 a 20 graus de flexão. O ligamento oblíquo posterior está solidamente ligado a parte posterior do menisco medial, limitando assim o seu deslocamento e sua rotação. Isto possivelmente contribui para o aumento do risco de prejuízo das lesões do menisco medial. Inversamente, a maior mobilidade do menisco lateral é responsável pela menor ocorrência de lesões nesse lado.  

Vascularização Meniscal

Os meniscos em um neonato são inteiramente vasculares. Arnoczky e Warren demonstraram que apenas o exterior 10% a 25% do menisco lateral e de 10% a 30% do menisco medial são vascular. Os ramos vasculares são derivados das artérias geniculares. Os dois terços internos são avasculares  e são nutridos pelo líquido sinovial através de difusão.

Fonte

Trata-se de uma inflamação da medula óssea e do tecido ósseo circundante devido à infecção. A osteomielite trata-se de uma infecção nos os...

Osteomielite


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Trata-se de uma inflamação da medula óssea e do tecido ósseo circundante devido à infecção. A osteomielite trata-se de uma infecção nos ossos. Muitas vezes a infecção se origina em outro local do corpo, disseminando-se para os ossos por meio do sangue.

Geralmente ocorre a partir de fraturas antigas e feridas em geral. Pode também se originar de outras fontes de infecção no corpo, sendo disseminada pelo sangue.

Independentemente da fonte de infecção, uma vez que estejam presentes bactérias, o osso desencadeia uma resposta inflamatória. A bactéria envolvida mais comum é a Staphylococcus aureus.

Normalmente é uma infecção bacteriana purulenta que causa dor e inchaço no tecido mole adjacente. A área afetada é quente ao toque e a pele torna-se avermelhada. O animal apresenta apatia, diminuição do apetite e febre e geralmente evita apoiar o membro afetado.

Nos casos de decurso longo, ocorre drenagem de pus para a superfície cutânea através de inúmeros trajetos a partir do osso infectado. As infecções não purulentas são crônicas e a maioria é causada por fungos.

A infecção óssea dissemina-se através de canais do osso e interfere com o suprimento sanguíneo normal. Isto pode levar à necrose, e o organismo compensa formando novo tecido ósseo na área. Pode ocorrer também seqüestro ósseo (fragmento que se destaca do osso). Essas alterações podem ser vistas radiograficamente.

O diagnóstico é confirmado pela biópsia óssea.

O tratamento é baseado em antibióticos sistêmicos, capazes de penetrar no tecido ósseo. Drenagem do pus dos tecidos moles pode ser feita, se necessário. Nos casos crônicos, os fragmentos ósseos desvitalizados devem ser retirados cirurgicamente.

A osteomielite crônica ocorre quando o tecido ósseo morre devido à interrupção do suprimento sangüíneo. A infecção crônica pode persistir por anos, ocorrendo de maneira intermitente. Os fatores de risco são traumas recentes, diabetes, pacientes que fazem hemodiálise e abuso de droga intravenosa. A incidência é de 2 em cada 10 mil pessoas.

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