Segundo Gray, 1995 o complexo da articulação do joelho é formado por duas articulações condilares entre o fêmur e a tíbia, e por uma a...

Componentes articulares do joelho



Segundo Gray, 1995 o complexo da articulação do joelho é formado por duas articulações condilares entre o fêmur e a tíbia, e por uma articulação em sela entre a patela e o fêmur. As primeiras são parcialmente divididas pelos meniscos entre as faces articulares correspondentes. Estritamente, a articulação é, portanto, classificada como complexa. Contradizendo ( Gray, 1995) , (Lippert ,1996) dita que o joelho é classificado como articulação sinovial em dobradiça.

O joelho não é mantido por suas estruturas ósseas, mas por ligamentos e músculos.

Os ligamentos cruzados estão localizados no interior da cápsula articular e, por isso, são chamados ligamentos intracapsulares. Localizados entre o côndilo medial e o lateral, os ligamentos cruzam-se obliquamente e são nomeados por sua fixação na área intercondilar tibial.

O ligamento cruzado anterior ocupa o joelho lateralmente ao ligamento cruzado posterior e estende-se numa direção superior e posterior para fixar-se posteriormente no côndilo lateral do fêmur.

Segundo (Lippert, 1996), o ligamento cruzado posterior fixa-se na tíbia na área intercondilar posterior e estende-se numa direção superior e anterior sobre a parte medial do ligamento cruzado anterior. Fixa-se no fêmur anterior sobre o côndilo medial. Para resumir estas fixações, o ligamento cruzado anterior vai da tíbia anterior ao fêmur posterior, e o ligamento cruzado posterior estende-se da tíbia posterior ao fêmur anterior.

O ligamento cruzado anterior impede o fêmur de deslocar-se posteriormente sobre a tíbia ou, inversamente, a tíbia de se deslocar anteriormente sobre o fêmur. Os ligamentos cruzados anteriores ficam estirados durante a extensão, prevenindo a hiperextensão excessiva do joelho. Quando o joelho está parcialmente flexionado, o ligamento cruzado anterior impede a tíbia de mover-se anteriormente.

Da mesma forma, o ligamento cruzado posterior impede o fêmur de deslocar-se posteriormente sobre a tíbia ou a tíbia de deslocar-se posteriormente sobre o fêmur. Ele também estica-se durante a flexão e tem problemas menos freqüentes que o ligamento cruzado anterior.

Localizados na parte lateral do joelho encontramos os ligamentos colaterais. O colateral medial ou colateral tibial é um ligamento chato, largo, fixando-se nos côndilos mediais do fêmur e tíbia. Fibras do menisco medial estão fixadas neste ligamento, o que contribui para freqüente ruptura do menisco medial quando há estiramento excessivo no ligamento colateral medial.

O ligamento colateral fibular, que é um ligamento em forma de cordão arredondado que fixa-se no côndilo lateral do fêmur e dirige-se para baixo em direção a cabeça da fíbula, independente de qualquer fixação no menisco lateral. Ele protege a articulação de estiramento excessivo no lado lateral do joelho e é bastante forte, não lesionado freqüentemente.

Os ligamentos colaterais são estabilizados no plano frontal. O colateral medial, fornece estabilidade ao plano médio, previne movimento excessivo de choque na parte lateral do joelho. O ligamento colateral oferece estabilidade oposta. Como suas fixações estão deslocadas posterior e superiormente ao eixo de flexão, os ligamentos colaterais tornam-se tencionados durante a extensão, contribuindo para a estabilidade do joelho.

Os meniscos medial e lateral são dois discos fibrocartilaginosos em forma de meia-lua, localizados na superfície superior da tíbia. Estão destinados a absorver choques. Como são mais espessos lateralmente e côncavos na superfície articular proximal, os meniscos estão inseridos na superfície articular tibial, relativamente chata. Como não existe suprimento sanguineo na fibrocartilagem, as lesões não podem ser reparadas sozinhas.

O propósito de uma bolsa sinovial é reduzir fricção. Cerca de 13 bolsas sinoviais, estão localizados na articulação do joelho. Elas são necessárias porque os tendões localizados ao redor do joelho possuem uma linha de tração relativamente vertical contra áreas ósseas ou outros tendões.

As bolsas sinovias situadas nas proximidades do joelho são as seguintes; Anteriormente há quatro bolsas sinovias : uma grande, interposta ente a patela e a pele; uma pequena, entre a parte superior da tíbia e o ligamento patelar; uma terceira entra a parte inferior da tuberosidade e da tíbia e a pele; e uma quarta entre a face anterior da parte inferior do fêmur e a face profunda do quadríceps femoral,a qual geralmente se comunica coma a cavidade articular.
Lateralmente há, também, quatro bolsas:  uma (que as vezes se comunica com a cavidade articular) entre o feixe lateral do gastrocnêmio e a cápsula;  uma entre o ligamento colateral fibular e o tendão do bíceps;  outra entre o ligamento colateral fibuolar e o tendão do poplíteo (esta é as vezes, apenas uma expansão da bolsa seguinte);  uma última , entre o tendão do poplíteo e o côndilo lateral do fêmur, que geralmente, é uma extensão da membrana sinovial.

Medialmente há cinco bolsas: uma entre o feixe medial do gastrocnêmio e a capsula; ela envia um prolongamento entre o tendão do feixe medial do gastrocnêmio e o tendão do semimembranácio e, com freqüência comunica-se com a cavidade articular;  uma situada superficialmente ao ligamento colateral tibial, entre ele e os tendões do sartório, grácil e semitendíneo; outra situada profundamente ao ligamento colateral tibial, entre ele e o tendão do semimembranáceo ( esta é , as vezes só uma expansão da bolsa seguinte;  uma outra, entre o tendão do semimembranáceo e a cabeça da tíbia;  ocasionalmente há uma bolsa entre os tendões do semimembranáceo e do semitendíneo.

Consiste em observar o avaliando em 3 posições, com o objetivo de identificar algum tipo de desvio ou Assimetria Corporal. Este momento da ...

Avaliação Postural


http://www.reequilibrio.com.br/home/fotos/c30d2bcce6603ee4c434342a30c2cf4c.gif

Consiste em observar o avaliando em 3 posições, com o objetivo de identificar algum tipo de desvio ou Assimetria Corporal. Este momento da Avaliação Física é um tanto quanto delicado, pois o aluno fica a mercê de olhares que buscam a identificação de algum "defeito", expondo-o à suas imperfeições. Por isso, o avaliador deve ser breve ( máximo 3 min. ) e objetivo, explicar o por que do procedimento e transmitir calma, confiança e segurança.

A vestimenta ideal é o mínimo possível, ou seja, sunga ou biquíni, porém sabemos que isso não condiz com nossa realidade, portanto, sempre que possível solicitar a menor quantidade de roupas.

O avaliando ficará parado de costas em posição relaxada ( natural ), há uma distância de aproximadamente 3 metros ( se ficar muito próximo perderá a visão global do aluno ). Depois ficará de lado e por fim de frente. Neste momento poderá ser feito, se necessário, o teste chamado de "teste de 1 minuto" onde o aluno flexiona o tronco soltando os braços e a cabeça, proporcionando uma melhor visualização do alinhamento da coluna e também a presença de possível gibosidade ( rotação de vértebras).

Os receptores envolvidos com a postura são: aparelho vestibular, receptores musculares (fusos) proprioceptivos, receptores tendinosos (OTG), receptores articulares e receptores visuais.

A estrutura corporal "apoia-se" em 3 pontos fundamentais que devem estar em equilíbrio: pés, pélvis, ombros e cabeça.

As causas das deficiências posturais podem ser: (1) estímulos insuficientes no desenvolvimento, (2) alongamento muscular exagerado, (3) músculos encurtados por posições unilaterais, (4) deficiências respiratórias, (5) alimentação pobre em proteínas (6) vícios posturais, (7) anomalias ósseas congênitas ou adquiridas e (8) problemas de ordem psíquica.

As conseqüências são: problemas no equilíbrio, alterações nos discos intervertebrais, alterações torácicas e consequentemente na mecânica respiratória, dores generalizadas nas costas e alterações estéticas e funcionais.

Outros problemas comuns – além da escoliose, hiperlordose e cifose – que encontramos são:

1. Espina bífida: quando o corpo vertebral não foi totalmente soldado à apófise na época da formação (congênito);

2. Listese vertebral: escorregamento de vértebras

3. Hérnia de disco: núcleo pulposo do disco intervertebral extravasa através de rachaduras ocasionadas por excesso de pressão. Anteriormente pressiona o periósteo e os ligamentos; posteriormente pressiona a raiz nervosa. Nos dois casos provoca dores.

4. Osteofitoses e labiações ("bico de papagaio"): calcificação provocada por atrito. As labiações são as calcificações prévias que levam à osteofitose. Podem ser localizadas anteriormente ou posteriormente dependendo da região do atrito.

5. Pinçamento: diminuição do espaço intervertebral provocando pressão do nervo. Pode ser provocado pelo contato do "bico de papagaio" (normalmente na região cervical) ou pelo excesso de pressão (normalmente na região lombar). É muito comum com o pinçamento do nervo ciático que localiza-se numa região de grande pressão da coluna (L5;S1)

A tendinopatia do manguito rotador é uma seqüência da síndrome do impacto, e é uma indicação de insuficiência do tendão. Compressões repeti...

Tendinopatia no Manguito Rotator


http://1.bp.blogspot.com/_dnVzrjn3LJQ/SHGKqdtIGUI/AAAAAAAAA-w/l6snIfF8I9A/s400/ombro2.jpg

A tendinopatia do manguito rotador é uma seqüência da síndrome do impacto, e é uma indicação de insuficiência do tendão. Compressões repetitivas levam à irritação do tendão e inflamação. A descoberta do agente causador desta compressão se faz necessária para que se possa elaborar um plano de recuperação desta lesão.

Atividades esportivas e de vida diária que exigem movimentos do braço acima da cabeça, predispõem o indivíduo a essa lesão.

Na tendinopatia do manguito rotador, a dor surge após as atividades, tornando-se contínuas durante a realização das atividades, e após um período sem tratamento, durante e após a atividade, levando este indivíduo à incapacidade e quando atleta à alteração do desempenho.

Como conseqüência deste pinçamento, pode ocorrer a ruptura parcial ou total das fibras dos tendões do manguito rotador, levando o indivíduo à incapacidade de manter o braço estendido ao lado do corpo por alguns segundos.

A articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão-extensão e rotação axial. No plano sagital, a flexão ocorre de 0º a mais o...

Analise dos movimentos do joelho


A articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão-extensão e rotação axial. No plano sagital, a flexão ocorre de 0º a mais ou menos 120º dependendo do tamanho da massa muscular da panturrilha em contato com a face posterior da coxa. Quando o quadril está estendido, a amplitude de flexão do joelho diminui, devido à limitação do músculo reto femoral. A hiperextensão é mínima e normalmente não excede os 15º.(11)

O eixo de movimento está localizado poucos centímetros acima das superfícies articulares, passando transversalmente através dos côndilos femorais. O raio de curvatura dos côndilos não é constante, e é menor quando o joelho está fletido, aumentando com a extensão.(11)

O movimento de rotação axial ocorre no plano transverso quando o joelho está fletido. Na extensão plena do joelho, os ligamentos colaterais medial e laterais estão relativamente tensos, o que contribui para a estabilidade desta articulação.Estes ligamentos afrouxam com a flexão, e esta é uma das vazões da quantidade considerável de rotação transversa que pode ocorrer na posição fletida.(11)

http://www.efdeportes.com/efd120/lesoes01.gif

Durante a flexão do joelho, o ligamento colateral fica mais frouxo que o medial, por isso o movimento entre os côndilos femorais e tibiais é mais extenso lateral que medialmente.(

A rotação transversa ocorre ao redor de um eixo longitudinal localizado medial à crista intercondilar da tíbia, de modo que, grosseiramente, pode-se afirmar que o côndilo lateral roda ao redor do medial.

Normalmente, quando o joelho move-se em extensão, a tíbia roda externamente mais ou menos 20º sobre o fêmur fixo. Este movimento pode ser observado nos últimos 20º da extensão do joelho, e é denominada rotação terminal do joelho. Isto é um evento puramente mecânico que ocorre tanto na extensão passiva quando ativa do joelho, e que não pode ser produzido voluntariamente.

Nos movimentos em cadeia cinética fechada, tal como levantar de uma cadeira, esta rotação terminal é vista como rotação interna do fêmur sobre a tíbia fixada. Embora muitas espécies caminhem com os joelhos fletidos, a rotação terminal oferece aos humanos um mecanismo excelente e eficiente em termo de energia para o joelho estendido. Este mecanismo de parafuso oferece estabilidade mecânica para o suporte de forças que ocorram no plano sagital. Ele permite aos humanos permanecerem retos sem contração muscular do quadríceps, e suportar força muscular reduzida. Embora a quantidade de rotação terminal do joelho seja modesta, ela é, como a rotação axial, um requisito para a função normal desta articulação. Os dois movimentos devem ser avaliados e recuperados para uma reabilitação bem sucedida do joelho.

Com freqüência, os golpes no nariz resultam em hemorragias, hematomas e inflamação. Na maioria dos casos não acontecem fraturas, mas ainda ...

Traumatismo em nariz


Com freqüência, os golpes no nariz resultam em hemorragias, hematomas e inflamação. Na maioria dos casos não acontecem fraturas, mas ainda que houvesse, as radiografias nasais não confirmariam. O melhor é esperar 5 dias até que a inflamação tenha desaparecido. Se então o nariz parecer torto é provável que o paciente seja envidado a um cirurgião. Em caso de fraturas leves, é melhor tratar alguns dias depois enquanto as fraturas graves geralmente são corrigidas no mesmo dia.

Que cuidados devem ser tomados?

1. Hematomas ou inchação do nariz.

Aplique gelo por vinte minutos. Espere uma hora e volte a aplicar o gelo por 20 minutos. Administre acetaminofeno ou ibuprofeno contra a dor caso seja necessário. Não dê aspirina.

2. Arranhões.

Limpe a área com água e sabão por 20 minutos. Para deter a hemorragia, aplique pressão durante 10 minutos com um pano bem limpo ou gaze estéril. Se o arranhão for grande, aplique pomada antibiótica e cubra com curativo por 1 dia.

3. Hemorragias nasais.

Para deter a hemorragia nasal, aperte as partes moles do nariz contra o septo nasal durante 10 minutos.

Procure ajuda médica imediatamente se:

- Tiver certeza que o nariz está fraturado ou deslocado.
- A pele foi aberta e precisa de pontos cirúrgicos.
- A hemorragia não parar depois de aplicar pressão direta por 10 minutos.
- Seu filho não puder respirar pelo nariz.
- A forma do nariz não voltar ao normal após cinco dias.
- For observada uma secreção nasal amarelada, aumento da dor, febre e outros sinais de infecção.
- Tiver outras perguntas e preocupações.

Faça Fisioterapia