A articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão-extensão e rotação axial. No plano sagital, a flexão ocorre de 0º a mais o...

Analise dos movimentos do joelho







A articulação do joelho possui dois graus de liberdade: flexão-extensão e rotação axial. No plano sagital, a flexão ocorre de 0º a mais ou menos 120º dependendo do tamanho da massa muscular da panturrilha em contato com a face posterior da coxa. Quando o quadril está estendido, a amplitude de flexão do joelho diminui, devido à limitação do músculo reto femoral. A hiperextensão é mínima e normalmente não excede os 15º.(11)

O eixo de movimento está localizado poucos centímetros acima das superfícies articulares, passando transversalmente através dos côndilos femorais. O raio de curvatura dos côndilos não é constante, e é menor quando o joelho está fletido, aumentando com a extensão.(11)

O movimento de rotação axial ocorre no plano transverso quando o joelho está fletido. Na extensão plena do joelho, os ligamentos colaterais medial e laterais estão relativamente tensos, o que contribui para a estabilidade desta articulação.Estes ligamentos afrouxam com a flexão, e esta é uma das vazões da quantidade considerável de rotação transversa que pode ocorrer na posição fletida.(11)

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Durante a flexão do joelho, o ligamento colateral fica mais frouxo que o medial, por isso o movimento entre os côndilos femorais e tibiais é mais extenso lateral que medialmente.(

A rotação transversa ocorre ao redor de um eixo longitudinal localizado medial à crista intercondilar da tíbia, de modo que, grosseiramente, pode-se afirmar que o côndilo lateral roda ao redor do medial.

Normalmente, quando o joelho move-se em extensão, a tíbia roda externamente mais ou menos 20º sobre o fêmur fixo. Este movimento pode ser observado nos últimos 20º da extensão do joelho, e é denominada rotação terminal do joelho. Isto é um evento puramente mecânico que ocorre tanto na extensão passiva quando ativa do joelho, e que não pode ser produzido voluntariamente.

Nos movimentos em cadeia cinética fechada, tal como levantar de uma cadeira, esta rotação terminal é vista como rotação interna do fêmur sobre a tíbia fixada. Embora muitas espécies caminhem com os joelhos fletidos, a rotação terminal oferece aos humanos um mecanismo excelente e eficiente em termo de energia para o joelho estendido. Este mecanismo de parafuso oferece estabilidade mecânica para o suporte de forças que ocorram no plano sagital. Ele permite aos humanos permanecerem retos sem contração muscular do quadríceps, e suportar força muscular reduzida. Embora a quantidade de rotação terminal do joelho seja modesta, ela é, como a rotação axial, um requisito para a função normal desta articulação. Os dois movimentos devem ser avaliados e recuperados para uma reabilitação bem sucedida do joelho.


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