Considerações mecânicas em lesões de joelhos


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-- A - Deformação permanente dos ligamentos

As lesões do joelho resultam de movimentos que ultrapassam os limites normais da articulação. Quando forçados, os ligamentos podem ser submetidos a uma tensão superior a seu limite elástico, colocando-os na região plástica de sua curva de carga-extensão. O resultado é uma deformação permanente dos ligamentos cuja magnitude depende da força aplicada.

B - Tríade infeliz

A "tríade infeliz" refere-se a uma lesão que afeta simultaneamente o ligamento colateral medial, ligamento cruzado anterior e o menisco medial. Comum em atletas foi relatado que esse tipo de lesão também ocorre durante simulações de impacto lateral. Esse mecanismo envolve tipicamente o mecanismo de valgo-rotaçao externa.

C - Luxação patelofemoral

Um fator anatômico que predispõe um indivíduo à luxação patelofemoral é um ângulo Q anormal. O ângulo Q é o desvio entre a linha de tração do quadríceps e o ligamento da patela. Um ângulo Q de 10º é considerado normal. Ângulos maiores podem resultar em luxações laterais da patela. Outras condições anatômicas que predispõem um indivíduo a esse tipo de lesão incluem a pelve larga da mulher, joelhos valgos e um côndilo femoral lateral relativamente plano. Fatores como o estresse, podem vir a contribuir para a degeneração patelofemoral e assim patologias, tais como condromalácia patelar e osteoartrites se desenvolvem.

D - Lesão de menisco

A lesão de menisco geralmente é simultânea à entorse ligamentosa. O menisco medial em forma de C, é fixado ao ligamento colateral medial pelo ligamento coronário. Quando o ligamento colateral medial é lesionado, submete o menisco medial a uma lesão mecânica onde ele se fixa ao ligamento colateral medial. A lesão resulta de avulsão do menisco da fixação tibial inferior ou femoral superior. A lesão do menisco lateral, em forma de O, é menos freqüente que a do menisco medial. É mais suscetível à lesão por uso excessivo que por macrotraumatismo agudo.
O local de dor é ao longo da face ântero-lateral da perna e da parte proximal do músculo tibial anterior. Em corredores, a dor geralmente é sentida ao longo da face póstero-medial da perna. Nos casos leves, os sintomas desaparecem dentro de 10 a 14 dias se o paciente mudar para exercícios leves sobre uma superfície mais macia.

Os exercícios que fazem com que o joelho em sustentação de sobrecarga seja completamente fletido foram condenados como potencialmente perigosos para as estruturas de suporte do joelho. O impedimento da rotação do pé fixado nessa situação causa maior tensão sobre os ligamentos e cartilagens do joelho. A solução para essa prática perigosa é limitar o grau de flexão dos joelhos, como nos exercícios de agachamento paralelo.

E - Condromalácia e Osteoartrite

A força compressiva patelofemoral produz estresse (força compressiva dividida pela área de contato) na cartilagem articular da patela e superfície patelar do fêmur. Excessivas forças compressivas e estresse, ou repetitivas ocorrências de força de baixa magnitude e estresse, podem contribuir para a degeneração patelofemoral e patologias, como condromalácia patelar e osteoartrites. Segundo Escamilla (2001 b), "a força patelofemoral excessiva pode contribuir para lesões no joelho como: condromalácia e osteoartrite".

Existem três forças agindo na patela durante o agachamento: força tendínea do quadríceps, força do tendão patelar e força compressiva patelofemoral.

Durante o agachamento, todas essas forças são afetadas pelo ângulo de flexão do joelho. Matematicamente, a força compressiva é no joelho mais intensa quanto menor o ângulo de flexão do joelho, porque existem componentes de força maiores do tendão do quadríceps e tendão patelar na direção compressiva.

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