Essas fraturas invadem a diáfise proximal do úmero, os colos anatômicos e cirúrgicos, o tubérculo maior o tubérculo menor e a cabeça. S...

Fraturas no úmero proximal


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Essas fraturas invadem a diáfise proximal do úmero, os colos anatômicos e cirúrgicos, o tubérculo maior o tubérculo menor e a cabeça. São fraturas que envolvem grande quantidade de complicações funcionais. (MELLION,1997)

O conceito de fratura diafisária umeral em 4 partes de Neer (1970) divide a cabeça do úmero em:

1- Diáfise (tracionada pelo peitoral maior)

2- Tubérculo Maior (tracionada pelo supra-espinhoso)

3- Tubérculo Menor (tracionada pelo subescapular)

Cabeça do úmero, que não recebe vascularização se os outros três fragmentos estiverem deslocados.


OCORRÊNCIA

· mulheres idosas

· queda sobre o braço

Os desvios dos fragmentos dependem da intensidade das forças e da conseqüente lesão das partes moles. Também são devido às ações de força muscular, Fraturas acima do peitoral maior permitem que o manguito rotador abduza o fragmento proximal. Ao ocorrerem entre as inserções do peitoral maior e deltóide, há abdução do fragmento proximal.

Nas fraturas abaixo da inserção do músculo deltóide o fragmento proximal aduz. Considera-se esses aspectos importantes, porém nem sempre estão presentes. Com o relaxamento da musculatura imobilizada a ação da gravidade, há tendência a neutralidade.

 

DIAGNÓSTICO

O quadro clínico assemelha-se as das fraturas gerais:

- Quadro Agudo: dor, edema, crepitação local, importância funcional, equimose (entre 24-36h)

- O braço é mantido em rotação interna e adução, apoiando o tórax.

- Se a fratura for no colo cirúrgico, os movimentos de rotação podem estar presentes. Sendo necessário exame neurovascular da extremidade; se apresentar alteração de sensibilidade e ausência de pulso radial são sinais de traumatismo grave.

O exame radiológico demonstrará o diagnóstico definitivo.

A obtenção de uma incidência antero-posterior ''verdadeira''demonstra a relação entre a cabeça do úmero, a glenóide e o escapular e axial que possibilitam avaliações de luxações e de deslocamento das tuberosidades.

Essas incidências proximais do úmero estão relacionadas diretamente com o aumento de osteoporose, ocorrendo em torno de 3-5% das fraturas, e 70% das fraturas de úmero em indivíduos acima de 40 anos.

 

COMPLICAÇÕES (LEVINE, 1998)

· rigidez articular

· lesão nervosa:  (nervo axilar), tornando o músculo deltóide ineficiente em ABD do ombro, hipossensibilidade ou amortecimento de uma pequena área no lado externo do braço, (plexo braquial - localizado medialmente ao processo coracóide); nervo supra-escapular (inerva o músculo supra e infra-espinhoso); nervo músculo-cutâneo (inerva bíceps braquial e coracobraquial).

· luxação de ombro

 

CLASSIFICAÇÃO

Classifica-se as fraturas: (APLEY, 1989)

a) quanto ao nível em: do terço proximal, do médio e do distal.

b) quanto ao traço de fratura em: -transversos; -oblíquas curtas; - oblíquas longas;     -helicoidais e cominutivas.

c) quanto à integridade da pele: - exposta; -fechada.


A classificação Alfanumérica do Grupo AO em:

a) Tipo A à fraturas simples;

b) Tipo B à fraturas cominutivas com fragmentos grandes (em cunha);

c) Tipo C à fraturas complexas cominutivas.

 

Tipos de Fraturas:

1- Fraturas de deslocamento mínimo

- são aquelas em que o deslocamento é menor do que 1,0cm ou 45º de angulação, independentedo numero de fragmentos.

- estas fraturas são a grande maioria, em torno de 80% das fraturas proximais de umero.

- Tratamento adequado é o repouso do membro em tipóia ouVelpeau por 7 a 10 dias permitem a diminuição da dor e do edema, a partir daí, inicia-se um programa de reabilitação com exercícios para obter mobilidade.

 

2- Fraturas e Fraturas-luxações de 2 partes

Cerca de 10% dos casos possuem fragmentos deslocados mais de 1,0cm ou 45º angulação.

a) Fraturas de Colo Cirúrgico e do colo anatômico:

- podem necissitar de reducao incruenta( traçao, flexao e aducao) se forem estáveis.

- nas fraturas instaveis, reducao cirurgica (fechada, com uso de fios metálicos; aberta, com banda de compressao com pino de RASCH ou placa T).

- casos especiais, a cabeca longa do biceps pode se interpor ao foco da fratura, dificulta a reducao incruenta.

- Na fratura do colo cirurgico, a inserçao do musculo peitoral maior desloca medialmente a diáfise do umero.

b) Fraturas do Tubérculo Maior

- deslocam-se posterior e superiormente, tracionada pelo músculo supra-espinhoso, sendo difícil à redução incruenta.

- nos casos em que o tubérculo maior estiver ou permanecer deslocado é necessário à redução cirúrgica com fixação interna e reparação do manguito rotador.

c) Fraturas do Tubérculo Menor

- acompanha ou não por luxações posteriores da cabeça do úmero, o músculo subescapular desloca o fragmento.

- pode ser tratada convencionalmente, exceto em bloqueio de rotação interna, indicando redução cirúrgica com fixação do músculo subescapular.

 

3- Fraturas e Fraturas-luxações de 3 partes

- envolve o colo cirúrgico e o tubérculo maior e menor e possui um ou mais fragmentos deslocados mais de 1,0 cm ou 45º.

- são fraturas instáveis e de difícil tratamento conservador.

- se ocorrer o deslocamento do tubérculo maior, a cabeça do úmero será tracionada pelo músculo subescapular que se insere no tubérculo menor e determinará uma rotação interna da cabeça, inversamente, se o deslocamento for de tubérculo menor, a cabeça do úmero será tracionada pelos músculos supra e infra-espinhoso, que se insere no tubérculo menor, determinando uma rotação externa da cabeça.

- a vascularização da cabeça é considerada adequada.

 

4- Fraturas e Fraturas-luxações de 4 partes

A cabeça geralmente não se articula com a glenóide e está desvascularizada, pelos deslocamentos simultâneos das tuberosidades e diáfise;

- ocorrem na maioria das vezes em pacientes idosos com osteoporose, em jovens ocorrem devido a acidentes automobilísticos ou trauma severos, fraturas multi-fragmentadas por projéteis de arma de fogo.

- o tratamento tradicional inclui: redução incruenta, redução cirúrgica e fixação interna, artrodese e ressecção da cabeça do úmero e prótese parcial do ombro.

 

5- Fraturas Especiais

1- Fratura Impactada da Cabeça do Úmero (''impression fracture'')

Ocorre durante luxação posterior. A cabeça estará comprimida contra rebordo posterior da glenóide, determinando o afundamento ou impactação.

Por tomografia computadorizada determina-se o melhor diagnóstico; para defeitos com menos de 20% de envolvimento da cabeça do úmero indica-se a redução incruenta da luxação e imobilização com o membro superior em leve rotação externa.

De 20 a 50% de envolvimento associado com instabilidade utiliza-se à transferência do tubérculo menor para a área do defeito (cirurgia de McLaughlin modificada por Neer). Se maior que 50%, a melhor indicação é prótese de ombro.

2- Fratura tipo rachadura da cabeça do úmero (''head splitting'')

- rara com difícil reconstrução cirúrgica, material de síntese causará dano a superfície articular da glenóide.

- melhor indicação é prótese de ombro.

 

TRATAMENTO DE FRATURAS PROXIMAIS DO ÚMERO

A maioria das fraturas proximais do úmero é classificada como pouco deslocada, podendo ser tratada com exercícios passivos que progridem até exercícios ativos, à medida que aumenta a tolerância à dor. As fraturas em duas partes são geralmente tratadas pela redução fechada, sendo sua exceção às fraturas do tubérculo maior, que exigem redução aberta e fixação interna.

As fraturas de 3 partes são tratadas com redução aberta e fixação interna, exceto em idosos, recomendando-se a prótese. As fraturas em 4 partes apresentam alta incidência de necrose avascular; recomendando substituição protética.

 

TRATAMENTO CONSERVADOR

· mesmo em um desvio acentuado é compatível um tratamento conservador com excelente restabelecimento funcional,

· é impossível manter os fragmentos em sua relação normal, a não ser que seja com tal gessada em extensão do membro ou por cirurgia;

· o método de tratamento mais satisfatório é aquele que permite mobilização precoce.

1. FRATURAS IMPACTADAS:

· imobilização desnecessária

· mobilização + tipóia

2. FRATURAS NÃO IMPACTADAS:

· pela presença de dor, não se mobiliza o ombro afetado

· na 1ª semana, há imobilização com tipóia junto ao tórax

· preconiza-se exercícios com cotovelo, dedos e mãos

· a imobilização do ombro deve ser mantida por 2 a 3 semanas. Às vezes, é preciso imobilizar com gesso toracobraquial em ABD por 4 semanas.

 

FISIOTERAPIA

PROTOCOLO DE 3 FASES PROGRESSIVO

FASE 1: 3ª semana para redução fechada, e 7 a 10 dias para fixação interna é que se começa com os exercícios pendulares, elevação anterior e rotação externa passiva. A aplicação de modalidades terapêuticas, como a estimulação elétrica, o uso de calor e frio, ajudam na redução do edema, espasmo e dor. A massagem manual descontraturante alivia o espasmo muscular e facilita o ganho do movimento. Exercícios isométricos submáximos (RI e RE, deltóide anterior, posterior e médio) podem ser iniciados nesta fase, com o objetivo de evitar a atrofia muscular. (SIZINIO e XAVIER, 1998)

FASE 2: são iniciados após 4 a 6 semanas nas fixações internas e 6 a 8 semanas nas reduções fechadas. Compreende os exercícios ativos e o fortalecimento precoce. Para se evitar a elevação da escápula, recomenda-se que os exercícios de flexão e ABD do ombro sejam feitos em frente ao espelho para auto-correção ou com a ajuda do Fisioterapeuta, que poderá estabilizar a cintura escapular durante o movimento. Os exercícios resistidos podem ser feitos na posição supino com halteres, ou em pé utilizando banda elástica ou tubo elástico de resistência graduada. (SIZINIO e XAVIER, 1998)

FASE 3: início por volta da 8ª semana para reduções fechadas e 12ª, para fixações internas. Alongamentos e fortalecimentos, sendo o último de modo funcional, no qual os exercícios são direcionados para as atividades que o paciente necessita retornar. (SIZINIO e XAVIER, 1998)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APLEY, G. Manual de Ortopedia e Fraturas. 1ª edição. São Paulo: Atheneu, 1989.

LEVINE, A. TRAUMA - Atualização em Conhecimentos Ortopédicos. São Paulo: Atheneu, 1998.    

MELLION, M. B. Segredos em Medicina Desportiva – Respostas necessárias ao dia-a-dia em centros de treinamento na clínica, em exames orais e escritos. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

SIZINIO, H.;  XAVIER, R. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática, 2ªedição. Porto Alegre: Artmed, 1998.

"Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando ...

Entenda a doença de Kienböck




"Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando a antiga localização do osso afetado."

A doença de Kienböck é caracterizada por colapso (necrose) do osso semilunar, localizado no punho e por alterações vasculares de causa desconhecida, ou seja, idiopática. A maior incidência ocorre em homens jovens, mas não se sabe por quê.

Seu quadro clínico é caracterizado por dor e edema (inchaço) na região do punho, diminuição da força da mão, seguida de diminuição da mobilidade na região acometida.

Atualmente duas teorias parecem explicar melhor a sua evolução, pelo menos na maioria dos casos: a teoria traumática e a teoria dismórfica (desigualdade do comprimento radioulnar distal - radio e ulna são os ossos do antebraço e fazem articulação com os ossos do carpo – punho - entre eles o osso semilunar.

Há diferentes estágios da doença, classificados de acordo com o comprometimento do osso semilunar e da articulação rádiocárpica. Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando a antiga localização do osso afetado. Essa movimentação causa muita dor.

O tratamento para doença de Kienböck depende do estágio da doença. A fisioterapia ajuda muito, podendo variar o tipo de aparelho a ser utilizado, tipo de exercício e local (hidroterapia –"molhado"- ou fisioterapia convencional - "seco").

Após algumas sessões de fisioterapia, dependendo da evolução do caso, o paciente pode continuar sentindo dores ou tê-las diminuídas.

Na fase inicial, imobilização do punho pode ajudar. Em torno de 50% das pessoas com doença de Kienböck têm o rádio alongado, nessa situação, cirurgia com encurtamento do rádio pode ser benéfica ao paciente. Em estágios avançados, onde o osso semilunar não é mais viável, a cirurgia indicada é a artrodese (fusão dos ossos do punho) ou ressecção da primeira fileira dos ossos do carpo.

por Juliana Prestes Mancuso

A excisão, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro é denominada de amputação. Para um paciente a palavra amputação está relacion...

Amputação com desarticularção do jeolho em tratamento para colocação de prótese


A excisão, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro é denominada de amputação. Para um paciente a palavra amputação está relacionada com terror, derrota e
mutilação, que vai torná-lo incapaz, dependente. Mas o procedimento deveria ser entendido pelo paciente, como início de uma nova fase, sem a presença de deformidades sérias, que possivelmente poderiam incapacitá-lo. De qualquer forma, deve ficar claro que os procedimentos para amputação de membros inferiores ou superiores é um ato de restauração de um órgão enfermo e não uma mutilação. Generalizando, além de uma boa equipe de profissionais altamente preparados, a aceitação, a colaboração, a motivação e a dedicação do próprio paciente é indispensável para sua reabilitação.

A etiologia da perda do membro e as condições clínicas associadas muitas vezes constituem considerações importantes no desenvolvimento de um programa de tratamento
para o amputado. A perda de membro de um modo geral é dividida em duas categorias amplas: adquirida e congênita.

Amputação adquirida é a perda de parte ou de toda uma extremidade como resultado direto de trauma ou por cirurgia. As amputações cirúrgicas são realizadas em virtude de
doença, tumores benignos ou malignos e lesões traumáticas da extremidade sem esperança de salvamento do segmento. (CARVALHO, 2003).

Entre as causas mais comuns de amputação de membros inferiores e superiores  encontramos: vasculares, traumáticas, tumorais, infecciosas, congênitas e iatrogênicas.
Destaca-se dentre elas, a causa vascular, que acomete em maior número pessoas na faixa etária de mais de 50 anos, sendo os membros inferiores os mais comprometidos. As taxas de mortalidade associadas às amputações de membros em pacientes "vasculares", em particular as transtibiais e transfemorais, indicam a gravidade da enfermidade do paciente.

A causa mais comum nas amputações provocadas por eventos vasculares é a diabetes e o tabagismo. Já as causas traumáticas atingem também um número expressivo da população por acidentes de trânsito, de trabalho ou, em número menor, em razão de outra etiologia. Um aspecto em amputados é o chamado fenômeno "fantásmico"1, doloroso ou não, normal e ou deformado. Aproximadamente até a terceira semana, após a cirurgia, a maioria manifesta a percepção fantásmica de um membro normal e indolor. No entanto, alguns já se referem ao membro como deformado a partir da primeira semana. Para aqueles pacientes do primeiro grupo, passada as duas ou três semanas da cirurgia, o membro amputado dá a impressão de estar contorcido e desproporcional e não deveria apresentar dor. A percepção, por parte do paciente, de um membro fantasma doloroso pode se manifestar em membro fantasma normal ou deformado. Essa dor pode ser de leve a moderada, tolerável, respondendo de forma satisfatória à terapêutica física ou medicamentosa.

Sua permanência pode ocorrer durante semanas ou anos. Devemos, porém, considerar a amputação não como o fim de uma etapa ou simplesmente a perda de um membro que conseqüentemente irá gerar incapacidades, mas sim considerá-la como o princípio de uma nova fase, pois se de um lado houve a perda de um membro e a alteração da imagem corporal, do outro se eliminou o perigo da perda da vida, ou deu alívio a sofrimentos intoleráveis, tornando ainda possível maior liberdade de ação. (PIRES, 2004)

DESARTICULAÇÃO DE JOELHO


A remoção total da tíbia caracteriza a desarticulação de joelho, nível que tem vantagens funcionais em relação às amputações transfemorais. As próteses para este nível de amputação devem contar com joelho mecânico.

Uma das principais metas de inicio do programa pós-operatório é a prevenção de complicações secundárias, como as contraturas de articulações adjacentes. Estas podem surgir em decorrência do desequilíbrio muscular, ou como resultado de alguma posição inadequada, como a posição sentada por períodos longos.
As causas mais freqüentes de desarticulação de joelho são traumatismos ortopédicos irreversíveis, anomalias de tíbia/fíbula e alguns tumores mais distais. As vantagens em relação às transfemorais são: maior braço de alavanca, maior força muscular, possibilidade de descarga distal, bom controle rotacional sobre as próteses, melhor suspensão protética, facilidade para colocação/remoção da prótese, menor gasto energético durante a deambulação e menor tendência as deformidades. Nesse tipo de amputação, preconiza-se a preservação da patela, a cicatrização é póstero-inferior do coto e indica-se descarga distal para maior propriocepção.
Na desarticulação de joelho, observa-se que não há desequilíbrios musculares, nem deformidades importantes, porém alguns pacientes podem apresentar uma leve flexão de
quadril causado por posturas inadequadas. (DE LUCCIA, 2003)

Os cotos de desarticulação de joelho são rígidos, bulbosos, longos e resistentes, tendo excelente controle muscular do membro artificial. Os ganhos funcionais excedem o problema estético com o uso de joelhos policêntricos com fricção hidráulica e acessórios para extensão encurtam a prótese na posição sentada, melhorando as características de balanceio. O estreitamento dos côndilos tem provado ser insensato. (KOTTE, 1994)

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As contusões musculares respondem por cerca de 60-70% das lesões relacionadas à prática de esportes. Devido aos problemas posturais, as cont...

A contusão muscular


As contusões musculares respondem por cerca de 60-70% das lesões relacionadas à prática de esportes. Devido aos problemas posturais, as contusões são um problema comum em pessoas portadoras de Espondilite Anquilosante.

Quais os sintomas da contusão muscular?

Dor e dificuldade de movimentar a região muscular após um traumatismo (p.ex.: queda, pancada, etc) são os sintomas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é difícil diagnosticar uma contusão muscular, mas é importante observar que a contusão pode ser confundida com uma ruptura muscular – esta, um problema mais grave e limitante.

Algumas pessoas com espondilite anquilosante acreditam estar sofrendo sintomas de contusões musculares quando, na verdade, estão apresentando o que os especialistas chamam de Mialgia Tardia por Esforço, um quadro de dores musculares que surge de modo gradual nas 12h seguintes a uma atividade física mais intensa.

É preciso fazer algum exame?

Normalmente, não. Um exame simples do local é capaz de fornecer todas as informações necessárias para o diagnóstico correto.

Contudo, se a contusão estiver associada a hemorragias, o médico poderá solicitar um exame de sangue para verificar a intensidade do sangramento e a presença de problemas na coagulação.

Obviamente, dependendo da violência da contusão, podem ser necessários radiografias e outros exames para detectar fraturas.

Como as contusões musculares devem ser tratadas?

O tratamento das contusões musculares pode ser dividido em 3 fases: (1) aguda, (2) de recuperação e (3) de maturação ou remodelamento.

Logo após a contusão, na chamada Fase Aguda, a intenção do tratamento é diminuir a dor e controlar qualquer complicação no local (p.ex.: hemorragia, fraturas, etc).

As medidas mais simples nesta etapa do tratamento incluem repouso com elevação e imobilização do local afetado, e compressas geladas por 1-2 dias. Durante este período, é recomendável evitar aplicar calor no local para não piorar o inchaço. Após os 2 dias, as compressas já podem ser trocadas de frias para mornas.

Se a dor da contusão for muito intensa, é recomendável utilizar muletas ou bengalas. Além de evitar a piora da lesão muscular, estes apoios também ajudam a evitar sobrecarga na coluna e crises de espondilite. Antiinflamatórios e analgésicos receitados pelo médico também são úteis para diminuir o desconforto.

Na segunda fase do tratamento, chamada Fase de Recuperação ou de Regeneração, o objetivo é recuperar a mobilidade e a força muscular. Nesta etapa, são recomendados exercícios supervisionados. A intensidade dos exercícios varia de acordo com a tolerância de cada pessoa.

Finalmente, na terceira fase, chamada Fase de Maturação ou Remodelamento, ocorre a recuperação gradual do músculo. O tratamento é feito com exercícios de resistência.

Na imensa maioria das pessoas com espondilite que sofre contusões musculares, a recuperação é completa após cerca de 21 dias de tratamento.

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Alongamento: Uma Abordagem Anatômica


Alongamento: Uma Abordagem Anatômica

  • Alongamento: Uma Abordagem Anatômica

    Livro desenvolvido e indicado para estudantes e profissionais de áreas de esporte e saúde e, para todos que buscam os benefícios do alongamento.

    Organizada de forma a possibilitar uma fácil e rápida consulta, esta obra apresenta cerca de 200 ilustrações que mostram os principais músculos de cada região do corpo sendo trabalhados em 114 tipos de alongamento. Além disso, Alongamento - Uma abordagem anatômica expõe diversos aspectos essenciais do assunto, que incluem fisiologia e flexibilidade, os diferentes tipos de alongamento, as formas adequadas de se alongar e as regras para um alongamento seguro.

  • Editora: Manole
  • Autor: BRAD WALKER
  • ISBN: 9788520428498
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2009
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 176
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Grande
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