Tratamento da pubalgia crônica


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A pubalgia crônica é caracterizada por sinais e sintomas ao nível do púbis. Esse quadro é resultante dos efeitos provocados pelos encurtamentos musculares das cadeias
miotensivas do tronco e dos membros inferiores, que diminuem ou bloqueiam os movimentos do púbis, logo, tratar localmente (o púbis), não resolveria o problema, pois não se trataria as causas e sim os sintomas. As condutas adotadas dependem dos desvios encontrados na avaliação estática e dinâmica das partes envolvidas, sejam elas causas ou conseqüências da patologia. (IDE; CAROMANO, 2002).

De acordo com Holt et al (1995) o tratamento recomendado para esta condição inclui o repouso da atividade física, uso de medicamentos anti-inflamatórios e alongamentos.
O tratamento adequado é multidisciplinar, onde o médico diagnostica e prescreve os medicamentos; o fisioterapeuta elabora um programa adequado de reabilitação e o
preparador físico atua na perpetuação dos resultados obtidos, sendo que o tratamento preventivo é a melhor opção, daí a importância de um programa adequado de exercícios de alongamentos antes e depois dos jogos e/ou treinos. A fase de reabilitação pode ser dividida em aguda; fase de reabilitação, onde inicia-se o treinamento aeróbio, fortalecimento dos grupos musculares e os alongamentos; e por último, a fase de retorno ao esporte, onde se trabalha a propriocepção específica, e dependendo da evolução, o retorno total ao esporte. O tratamento clínico inicialmente, está baseado no repouso e nas medidas para a redução do quadro álgico, sendo que `as vezes, diminuindo a quantidade de treinamentos, os sintomas já aliviam. Além da eletrotermofototerapia e hidroterapia, o tratamento vai de encontro à reeducação do equilíbrio proprioceptivo muscular através de métodos como RPG, Terapia manual, Isostreching de Busquet, massagens, e outros. (LASMAR; LASMAR; CAMANHO, 2002).

Canavan (2001) recomenda inicialmente o alongamento indolor da musculatura adutora, e medida que a dor diminua durante a amplitude total do movimento e atividades
diárias, pode-se adicionar um programa com bicicleta estacionária. O objetivo do tratamento é conseguir recuperar a qualidade de alongamento dos músculos encurtados e reforçar seus tendões e pontos de inserção; e o sucesso do tratamento está na postura prolongada, pois os músculos em tensão durante alguns minutos de forma
constante, entram em fadiga e abandonam sua tensão excessiva, aí a bainha do músculo, a partir deste momento, pode ser alongada e o músculo recupera seu comprimento. É fundamental seguir o programa das posturas, sendo que primeiro é necessário relaxar os isquiotibiais e a lordose lombar antes de trabalhar o psoas, adutores e abdominais. (BUSQUET, 1985).

- Postura de cadeia posterior

Coloca-se o paciente em decúbito dorsal com as pernas a 90o , pés a 90o em relação aos tornozelos e queixo para dentro. A coluna lombar e quadril devem estar bem assentados e alinhados, joelhos bem esticados e o arco plantar deve ser corrigido pela flexão dos dedos. Esta postura deve ser mantida inicialmente durante 5 minutos, progredindo para 10 minutos diariamente durante a noite.

- Postura de adutores

O paciente deve estar sentado, pernas esticadas para a frente, braço repousando sobre um banco ou mesa e faz a abdução da perna oposta. O paciente deve manter a sua
postura, bem reto, e regular a tensão dos adutores movendo o joelho para dento ou para fora. A postura deve ser mantida por 3 a 4 minutos de cada lado.

- Postura dos abdominais

O paciente deita-se em decúbito dorsal sobre uma mesa ou uma bola, sendo que suas pernas devem estar esticadas com os calcanhares tocando o chão. Os braços podem ficar esticados ou com as mãos atrás da cabeça. O paciente mantém a postura de 3 a 5 minutos. Busquet (1985) relata que os exercícios devem ser realizados  referencialmente no período da noite ou após os treinos, pois quando realizados de manhã ou antes dos treinos, o atleta se cansa. Enquanto persistirem as fortes retrações, os exercícios devem ser realizados diariamente. Em seguida 3 vezes por semana e depois 2 vezes durante a fase de manutenção.

Fonte


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  • Tratamento da pubalgia crônica Tratamento da pubalgia crônica Revisado by Faça Fisioterapia on 11:08 Nota: 5