Geralmente esse tipo de fratura ocorre por uma queda do idoso ou por traumas físicos menores. É um dos motivos pelos quais nós, geriatras e ...

Fratura de colo de fêmur nos idosos




Geralmente esse tipo de fratura ocorre por uma queda do idoso ou por traumas físicos menores. É um dos motivos pelos quais nós, geriatras e gerontólogos, nos preocupamos tanto com o fato de um idoso cair. Quase sempre o tratamento será cirúrgico com aplicação de parafusos, placa ou prótese total ou parcial da articulação do quadril, isto é, substituição da articulação por uma "junta artificial" metálica.

Mas por que nos preocupamos tanto se há tratamento?

Porque a situação clínica desses pacientes devida ao próprio trauma causador da fratura, ao procedimento cirúrgico e ao período de reabilitação somam um risco de morte muito alto. Após um ano de uma fratura dessas, diversos estudos mostram que a taxa de morte dos idosos é em média 25%, independentemente do tratamento. Isso quer dizer que a cada quatro idosos que sofrem uma fratura de fêmur, um deve falecer no próximo ano. É para preocupar, não?

Além disso, mesmo entre os pacientes que não chegam a morrer, entre 40% e 47% deles terão alguma complicação grave no período de até 2 anos após o evento. As complicações podem ser muitas: falha da cirurgia e necessidade de reoperação, infecções diversas, acidente vascular cerebral ("derrame"), embolia pulmonar, desnutrição, depressão, confusão mental...

Mais uma vez volto a insistir na necessidade de prevenção de acidentes, principalmente quedas (em casa ou na rua) e atropelamento. Diante de uma situação mais grave que muitos cânceres, não podemos deixar de lembrar que a prevenção é o melhor remédio!

Luciana Pricoli Vilela
Médica Geriatra e Clínica Geral - CRM/SP 116.078

RELATO DO CASO Uma jovem de 23 anos, com atividade de vendedora, teve um acidente, vindo a cair de uma altura ap...

Tratamento fisioterapêutico em fratura bilateral de punho




RELATO DO CASO

Uma jovem de 23 anos, com atividade de vendedora, teve um acidente, vindo a cair de uma altura aproximada de 5 metros quando foi apanhar um calçado no mezanino e este cedeu, causando a queda. Teve fratura bilateral de punhos. Foi atendida no Hospital Ortopédico de Goiânia em caráter de emergência, onde posteriormente foi realizada a redução e a fixação da fratura. Permaneceu imobilizada com o gesso por 45 dias e após sua retirada, deu início a reabilitação fisioterapêutica.
 

AVALIAÇÃO INICIAL

Ao exame físico, verificou-se ausência de edema, acentuada rigidez nos movimentos do punho de flexão, extensão, desvio radial e desvio ulnar acompanhados de dor. O Punho direito era o mais rígido, apresentado déficit significativo de amplitude de movimento (ADM) em relação ao punho esquerdo. Também havia dor na manipulação dos ossos do carpo e na musculatura do antebraço. Os graus de movimentação ativa livre foram obtidos na primeira avaliação, depois quinzenalmente e por último, mensalmente, para critério de prognóstico e seguimento do caso. Para realização da avaliação goniométrica, neste estudo foram utilizados os padrões descritos por Marques (1997) e suas descrições encontram-se no Anexo 1.

A dor a movimentação passiva do carpo foi avaliada utilizando-se a Escala Visual Analógica (EVA), que consiste em uma linha reta, não numerada, indicando-se em uma extremidade a marcação de "ausência de dor", e na outra, "pior dor possível".
 

TRATAMENTO REALIZADO

            Foi proposto a paciente, realizar sessões diárias de fisioterapia, onde o tratamento seria dividido em 3 fases:

PRIMEIRA FASE:

Como havia rigidez nas articulações, foi realizado inicialmente alongamento de flexores e extensores do carpo durante 20 segundos seguido de massoterapia na região da musculatura flexora do carpo para liberação muscular e preparação para o movimento que seria realizado durante a sessão. Após isso, foi realizado termoterapia com bolsas térmicas, devidamente aquecidas e dispostas nas regiões ventral e dorsal dos punhos durante 20 minutos visando promover maior relaxamento muscular (Bassoli, 2001) e promover maior aporte sanguíneo na região a ser tratada. Após isto, foram iniciados os exercícios passivos de flexão, extensão, desvio radial e ulnar sempre até o limite da dor da paciente. Os exercícios eram realizados bilateralmente durante 30 minutos. A sessão teve duração de 1 hora e foi realizada 5 vezes por semana sendo em dias úteis e consecutivos totalizando 5 meses de tratamento ao final da terceira fase.

SEGUNDA FASE:

Punho E:

Com a melhora da dor e da rigidez do punho esquerdo, este foi submetido a exercícios de fortalecimento em adição aos outros exercícios passivos que persistiram durante as sessões. Os exercícios de fortalecimento foram realizados com HAND GRIPS (Figura 1), para se obter fortalecimento da musculatura intrínseca de mão e também do punho. Além destes exercícios, foram adicionados exercícios de flexão, extensão, desvio radial e desvio ulnar com halter pesando 1 kg. O valor exigido para o halter era obtido através do cálculo de carga máxima, que é 30 per cento da carga máxima suportada pela paciente.

Punho D:

O Punho direito ainda persistia rígido, os valores apresentados na goniometria ainda eram distantes dos valores indicados pelo padrão de Marques (1997) e levando em consideração que não se deve iniciar o fortalecimento antes de alcançar a ADM possível, não foi acrescentado exercícios de fortalecimento. Os exercícios para aumento de ADM citados na fase 1 foram mantidos ainda nesta fase.

 

TERCEIRA FASE:

Punho E:

O Punho esquerdo apresentou melhora significante na força muscular e, foram mantidos exercícios para aumento da ADM nos movimentos que estavam ainda deficitários. Não foram mais realizados os exercícios passivos em flexão, uma vez que este já se encontrava com 8º a mais do que o fisiológico. O peso no halter foi aumentado para 2 kg.

Punho D:

Após melhora na dor e aumento na ADM, também foi adicionado os mesmos exercícios para fortalecimento, começando com halter pesando 1 kg, sendo que a paciente relatou facilidade com este exercício e então foi adicionado o halter de 2Kg para execução deste.

            Ao final desta fase, ambos os punhos já se encontravam com ADM normal e foi recomendado a alta fisioterapêutica a paciente.
 

RESULTADOS

Os resultados encontrados nas avaliações de ADM e DOR encontram-se na tabela e nos gráficos em anexo (Anexo II):
 

Data da Avaliação

19/jul

1/ago

15/ago

29/ago

12/set

26/set

26/out

25/nov

23/dez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Punho DIREITO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flexão

38°

47°

52°

60°

70°

78°

82°

88°

88°

Extensão

35°

42°

50°

55°

62°

67°

68°

70°

70°

Desvio Radial

12°

20°

25°

25°

32°

38°

32°

38°

40°

Desvio Ulnar

11°

19°

25°

25°

34°

34°

35°

37°

37°

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Punho ESQUERDO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flexão

40°

52°

59°

64°

76°

88°

90°

98°

90°

Extensão

33°

41°

49°

52°

62°

63°

65°

72°

72°

Desvio Radial

12°

20°

25°

25°

40°

39°

40°

40°

40°

Desvio Ulnar

10°

19°

23°

25°

40°

41°

41°

41°

41°

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

        Tabela I: Alterações na ADM apresentadas pela paciente:

 

Obs: A avaliação inicial (antes do início do tratamento) foi realizada em 19/07/05 e a avaliação final (após o término do tratamento) foi realizada em 23/12/05.

 

Gráfico I: ADM-FLEXÃO-PUNHO DIREITO Gráfico II: ADM-EXTENSÃO-PUNHO DIREITO
   
   
Gráfico III: ADM-FLEXÃO-PUNHO ESQUERDO Gráfico IV: ADM-EXTENSÃO-PUNHO ESQUERDO
   
   
Gráfico V: AVALIAÇÃO SUBJETIVA DA DOR

      

DISCUSSÃO 

A mão é essencial a quase todos os desempenhos pessoais, econômicos e lazer. Para o homem ela é essencial no desempenho de qualquer trabalho, e as estatísticas mostram que o trauma é a maior causa de comprometimento funcional (Trelha CS, Almeida EFPN, 1998).

            O acometimento da mão é bastante freqüente e é reconhecido em toda literatura que aborda esse assunto, apresenta uma ocorrência entre 27 e 37 % de todos esses acidentes (Pardini et al., 1990).

 As lesões da mão apresentam características próprias que as diferenciam de outras lesões, os traumas de mão não apresentam riscos de vida para o indivíduo, mas apresentam grande risco funcional com graves conseqüências sócio-econômicas para si próprios, para sua família e toda a sociedade (Almeida et al., 1993).

As faixas etárias mais lesadas foram entre os 21 a 30 anos (28%) e 31 a 40 anos (28%). Estes resultados coadunam com os de Delacoleta (1989), Sullivan e Colville (1993), Okeke (1993) e Almeida et al. (1993) e relatam que o número de acidentes ocorre nas faixas etárias mais produtivas, ou seja, no adulto jovem.

Os principais tipos de lesões que ocorreram com maior freqüência foram os cortes (46%), as fraturas (24%), as amputações (9 %) e as contusões (9%). Como a maioria das lesões ocorreram em casa os tipos de lesões mais freqüentes encontradas no presente estudo foram os cortes e as fraturas (Trelha CS, Almeida EFPN).

Quanto ao tempo de tratamento fisioterapêutico verificou-se que cerca de 27% dos pacientes realizaram tratamento por um período de seis meses ou mais, 21% de três a seis meses de tratamento, 41% de um a três meses, 11 % menos de um mês. Todavia, no caso relatado, o tratamento teve duração de 5 meses e se tratou de fratura bilateral com recuperação da ADM normal e retorno da paciente as atividades funcionais de forma independente, contribuindo assim para sua reinserção social e retorno ao mercado de trabalho sem danos maiores (Trelha CS, Almeida EFPN).
 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 As lesões traumáticas da mão constituem um problema muito grave para o indivíduo lesado e sua família, empresa e instituições previdenciárias, uma vez que as lesões da mão levam a alterações tanto físicas quanto psicológicas.

 Deveriam existir discussões permanentes que contribuíssem e sensibilizassem profissionais, instituições e entidades de classe, envolvidos na questão saúde e trabalho e no direcionamento para um programa de vigilância e prevenção de acidentes do trabalho no país, além de tratamentos mais especializados.  

No presente estudo, a intervenção fisioterapêutica no pós-operatório imediato foi um fator de extrema relevância para o retorno funcional da paciente. Em decorrência de o estudo ter consistido apenas em um relato de caso, sugerimos novas pesquisas com maior número de pacientes para melhores comprovações dos efeitos da intervenção fisioterapêutica precoce.
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

1- Marques AP. Manual de Gonimetria. Ed. Manole, 1997.

2- Bassoli DA. Avaliação dos efeitos do ultra-som pulsado de baixa intensidade na regeneração de músculos esqueléticos com vistas à aplicabilidade em clínica fisioterapêutica. Dissertação de mestrado. São Carlos, 2001.

3- Trelha CS, Almeida EFPN. Lesões da mão atendidas no projeto de reabilitação da mão do HURNP, no período de maio de 1997 a maio de 1998. Monografia. Universidade Estadual de Londrina. 1998.

4- Pardini AG et al. Lesão da mão em acidentes do trabalho: análise de 1.000 casos.  Revista Brasileira de Ortopedia. v. 25, n.5, maio, p. 119-124, 1990.


5-
Almeida NC et al. Traumatismos da mão nos acidentes de trabalho em Caxias do Sul. Revista Científica da AMECS. v. 2, n.2 , segundo semestre, p.190-192, 1993.

6- Delacoleta JA. Acidentes de trabalho, fator humano, contribuições psicologia do trabalho, atividades de prevenção
.
Editora Atlas,1989.

7- Sullivan MEO, Colville J. The economic impact of hand injuries. The Journal of Hand Surgery.  Edinburg, june, 1993, p395-398.

8-
Okeke LI et al. Crush injuries of the hand . African Journal Medicine Science. v.22, n.3, september, p. 69-72, 1993.

Trabalho realizado por:
- Lílian Araújo Santos *
- Lívia Maria Firmino **
Contato: fisiolila@yahoo.com.br

Paciente atendida no Hospital Ortopédico de Goiânia, serviço realizado no domicílio da paciente.

Quando falamos de fraturas do tornozelo, falamos de fraturas maleolares. Podemos ter fraturas unimaleolares, bimaleolares e trimaleo...

Saiba tudo sobre Fratura de Tornozelo


Quando falamos de fraturas do tornozelo, falamos de fraturas maleolares. Podemos ter fraturas unimaleolares, bimaleolares e trimaleolares. quando mais fratura mais instável.
Um tornozelo fraturado pode variar de uma simples fissura em um osso, que não pode impedi-lo de ficar pé e pisar com dor a uma fratura luxação com saída do tornozelo do lugar.

Quais as causas da fratura do tornozelo?
  • "Torcer" ou girar o tornozelo
  • Contusão durante o futebol ou outro esporte
  • Tropeçar ou cair
  • Impacto durante um acidente de carro
  • Uma vez que existe uma variedade tão grande de lesões, há também uma ampla gama de pessoas como curar após a sua lesão.
As fraturas de Tornozelo afetam todas as idades. A incidência de Fraturas de tornozelo nos estados Unidos é 184 por 100.000 pessoas por ano. Durante os últimos 30 a 40 anos, os ortopedistas notaram um aumento no número e gravidade dos tornozelos quebrados, devido em parte a uma população mais ativa do "baby boomers". Em 2003, quase 1,2 milhões de pessoas visitaram salas de emergência por causa de problemas no tornozelo. * ( Estatística Americana )

Anatomia
Três ossos compõem a articulação do tornozelo
Tíbia ("osso da canela")
Fíbula (pequeno osso na parte externa do tornozelo)
Tálus (um osso do pé) (o nome antigo era astrágalo)

Anatomia do tornozelo
A tíbia e a fíbula tem partes específicas que compõem o tornozelo:
Maléolo medial: parte interna da tíbia 
Parte de trás da tíbia: maléolo posterior
Maléolo lateral: região distal da fíbula.
Duas articulações estão envolvidas em fraturas do tornozelo:
Articulação do tornozelo
Sindesmose: A articulação entre a tíbia e a fíbula, que é mantida unida por ligamentos.
Vários ligamentos ajudam a manter a estabilidade da articulação do tornozelo

Quais os  sintomas da fratura de tornozelo?

Uma grave entorse de tornozelo pode provocar os mesmos sintomas de um tornozelo quebrado, cada lesão no tornozelo deve ser avaliada por um médico.

As queixas mais comuns de um tornozelo quebrado incluem:
  • Dor imediata e severa
  • Inchaço
  • Hematomas ( surgem no dia seguinte )
  • Sensível ao toque
  • Não pode colocar qualquer peso sobre o pé lesionado
  • Deformidade ("fora de lugar"), particularmente se a articulação do tornozelo é muito deslocado 

Como é feito o Diagnóstico?
Além de um exame físico, os exames de raios-X são a forma mais comum para avaliar uma lesão no tornozelo. Raios-X podem ser tomados da perna, tornozelo e pé para ter certeza de que nada mais está lesionado.

Dependendo do tipo de fratura no tornozelo, o ortopedista pode exercer pressão sobre o tornozelo e realizar de raios-X especial, chamado de "teste de estresse." Este X-ray é feito para ver se certas fraturas do tornozelo requerem cirurgia. Algumas fraturas de tornozelo provocam fratura alta da fíbula próxima ao joelho e pode ser necessário uma radiografia de joelho para avaliar as dissociações tíbio fibular distal (fratura de Maisonneuve)

Às vezes, uma tomografia computadorizada (TC) scan é feito para melhor avaliar as lesões no tornozelo. Para algumas fraturas de tornozelo, ressonância magnética (IRM) pode ser feito para avaliar os ligamentos do tornozelo.


Tratamento: fratura do maléolo lateral

Diferentes níveis de fratura do maléolo
lateral, 
Michelson JD: fraturas de tornozelo
resultante de lesões rotacional J Am
Acad Ortho Surg 2003; 11:403-412.
A fratura do maléolo lateral é uma fratura da fíbula. Há diferentes níveis em que que a fíbula pode ser fraturado. O nível da fratura pode dirigir o tratamento.


Tratamento não-cirúrgico

Se a fratura não está fora de lugar ou apenas pouco fora do lugar e do tornozelo é estável, o tratamento pode não precisar de cirurgia. 

Vários métodos diferentes são usados ​​para proteger a fratura, que vão desde um tênis de cano alto  a um gesso na perna. O tratamento pode também basear-se em que osso está quebrado.
A radiografia de  "stress" pode ser feito para ver se o tornozelo é estável. O paciente terá que consultar o ortopedista regularmente para repetir a radiografia do tornozelo para certificar-se que os fragmentos da fratura não se moveram para fora do lugar durante o processo de cicatrização.


Tratamento Cirúrgico

Se a fratura estiver fora do lugar ou quando o tornozelo for instável, a fratura pode ser tratada com cirurgia. A cirurgia consiste em reduzir ( colocar os ossos no lugar) e fixar a fratura com uma placa e parafusos no lado lateral ou um parafuso ou haste no interior do osso do lado medial. 


Tratamento: fratura do maléolo medial

As fraturas podem ocorrer em diferentes níveis de maléolo medial.

Fraturas do maléolo Medial são, por vezes isoladas, mas muitas vezes ocorrem com uma fratura da fíbula, maléolo posterior ou uma lesão nos ligamentos do tornozelo.


Tratamento não-cirúrgico

Se a fratura não esta fora do lugar ou é uma fratura muito baixa, com fragmentos muito pequenos, a fratura pode ser tratada sem cirurgia. A fratura pode ser tratado com um gesso de perna Normalmente, é preciso evitar colocar peso sobre a perna por aproximadamente 6 semanas.
O paciente terá que consultar o ortopedista regularmente para repetir o raio-X para certificar-se de que a fratura não muda de posição.

Tratamento Cirúrgico

Se a fratura estiver fora do lugar ou do tornozelo estiver "instável", a cirurgia pode ser oferecida.
Ocasionalmente, a cirurgia pode ser considerada mesmo se a fratura não está fora de lugar. Isto é feito para diminuir o risco da fractura não curar (não união - pseudartrose) e para  permitir começar a mover o tornozelo rapidamente.

Às vezes, a fratura pode sofrer "impactação" da articulação do tornozelo. Isto pode exigir enxerto ósseo para reparar a fratura a fim de diminuir qualquer risco de desenvolver mais tarde artrose.

Diferentes técnicas para a cirurgia podem ser usadas. Parafusos, uma placa e parafusos ou técnicas de fixação diferentes podem ser usados, dependendo da fractura.

Tratamento: fratura do maléolo posterior
A fratura do maléolo posterior é uma fratura da parte de trás da tíbia "osso da canela" ao nível da articulação do tornozelo.

Isso geralmente não é uma lesão isolada. Muitas vezes, o maléolo lateral é também fraturado, pois compartilha anexos ligamento com o maléolo posterior.Também pode haver uma fratura do maléolo medial.

Dependendo de quão grande é a parte quebrada, a parte de trás do tornozelo pode ser instável. Alguns estudos mostraram que, se o fragmento é maior do que 25% da articulação do tornozelo, o tornozelo torna-se instável e deve ser tratado com a cirurgia.

A fratura do maléolo posterior é importante porque essa região é coberta por cartilagem. A cartilagem é a superfície lisa que reveste a articulação. Se fragmento quebrado é maior do que cerca de 25% do tornozelo e está fora do lugar mais de 2 mm milímetros, a superfície da cartilagem não irá curar adequadamente e da superfície fica com uma depressão. Esta superfície irregular tipicamente conduz a pressão aumentada e irregular na superfície articular, o que leva a lesão da cartilagem e do desenvolvimento de artrose.

Tratamento não-cirúrgico
Se a fractura não está fora lugar e do tornozelo está estável, a fratura em alguns casos pode ser tratada sem cirurgia. O tratamento pode ser feito com um gesso na perna ou em alguns casos uma imobilização removível Os pacientes são normalmente aconselhadas a não colocar qualquer peso sobre o tornozelo durante algumas semanas.

Tratamento Cirúrgico
Se a fratura estiver fora do lugar ou se o tornozelo for instável instável, a cirurgia pode ser uma opção.

Diferentes opções cirúrgicas disponíveis para o tratamento das fraturas maleolares. Uma opção é colocar parafusos a partir da frente do tornozelo para o para a região posterior, ou vice-versa. Outra opção colocar uma placa e parafusos ao longo da parte de trás da tíbia

Tratamento: Fraturas Bimaleolar.
"Bi" significa dois. "Bimaleolar" significa que dois "maléolos" do tornozelo foram quebrados. Uma fratura bimaleolar mais comumente significa que o maléolo lateral e o maléolo medial foram quebrados e o tornozelo não é estável. Uma fratura equivalente a bimaleolar ocorre quando os ligamentos do lado de dentro , ( "medial") do tornozelo estão rompidos, juntamente com um dos outros "maléolos." Maléolos é pleural para maléolo. Normalmente, isto significa que a fíbula está quebrada, juntamente com lesão dos ligamentos mediais, tornando o tornozelo instável. Um "teste de estresse" de raios-X pode ser feito para ver se os ligamentos mediais estão lesados. Fraturas Bimaleolar ou fraturas Bimaleolar equivalentes são fraturas instáveis ​​e podem estar associadas com uma luxação do tornozelo. Essas lesões são consideradas instáveis ​​e cirurgia geralmente é recomendada.

Tratamento não cirúrgico pode ser considerado se o paciente tem problemas de saúde significativos, onde o risco da cirurgia pode ser muito grande. A tala gessada é normalmente usado até que o inchaço tenha diminuído. O paciente deve consultar o médico regularmente para repetir os exames de raios-X para certificar-se de seu tornozelo permanece estável. Normalmente, A carga não será permitido no tornozelo durante algumas semanas.

Tratamento Cirúrgico
Normalmente, o tratamento cirúrgico é recomendado nas fraturas com o tornozelo instável.
Fraturas dos maléolos Medial e lateral são tratadas com as mesmas técnicas cirúrgicas como escrito acima.

Tratamento: Fraturas Trimaleolares
"Tri" significa três. Fraturas Trimaleolares significa que todos os três maléolos do tornozelo foram quebrados. Estes são lesões instáveis ​​e podem ser associados com um deslocamento.

Tratamento não-cirúrgico
Essas lesões são consideradas instáveis ​​e a cirurgia geralmente é recomendada. Tal como acontece com fraturas de tornozelo Bimaleolar, o tratamento não-cirúrgico pode ser considerado se o paciente tem problemas de saúde significativos, onde o risco da cirurgia pode ser muito grande ou nos pacientes que não andam.

Tratamento Cirúrgico
Cada fratura pode ser tratado com as mesmas técnicas cirúrgicas como escrito acima.

Tratamento: Lesões da Sindesmose
Estes também são conhecidos como entorses graves do tornozelo quando não há fratura. Essas entorses demoram mais para cicatrizar do que a entorse de tornozelo normal e podem evoluir com instabilidade. Quando há fraturas de outros ossos do tornozelo, são lesões instáveis. Eles evoluem muito mal, sem tratamento cirúrgico.

Certos tipos de fraturas de tornozelo bimaleolar tem uma lesão associada na sindesmote. Seu médico pode fazer um "teste de estresse" de raios-X para ver se o sindesmose está lesada.

Retorno ao Esporte
Embora a maioria das pessoas retornem às atividades diárias normais, exceto para o esporte, dentro de 3 a 4 meses, estudos têm mostrado que as pessoas podem ainda estar se recuperando até 2 anos após fratura o tornozelo. Pode levar vários meses para que o paciente pare de mancar. A maioria das pessoas voltam a dirigir dentro de 9 a 12 semanas a partir do momento em que foram feridos.

Reabilitação
A reabilitação é muito importante, independentemente de como uma fratura de tornozelo é tratada. Quando seu médico lhe permite começar a mover o tornozelo, fisioterapia e programas de exercícios em casa são muito importantes. Fazer esses exercícios regularmente é a chave da boa evolução.
Pode levar vários meses para os músculos em torno do tornozelo ficarem fortes o suficiente para andar sem mancar e para retornar às suas atividades regulares.

Peso corporal
O tipo de fratura  determina quando o paciente pode começar a colocar peso sobre o tornozelo. Seu médico lhe permitirá começar a colocar peso sobre o tornozelo quando ele determinar que a lesão é estável o suficiente para fazê-lo.

Pisar no chão.
É muito importante não colocar peso sobre o tornozelo até o seu médico dizer que você pode. Se você colocar peso sobre o tornozelo lesionado muito cedo, os fragmentos da fratura podem mover-se ou a sua cirurgia pode falhar e você pode ter que reoperar.

Complicações
As pessoas que fumam ou tem diabetes estão em maior risco de complicações após a cirurgia, incluindo problemas com a cicatrização de feridas.

Tratamento não-cirúrgico
Sem a cirurgia, existe um risco da fratura desviar. É por isso que é importante o acompanhamento com seu ortopedista, de acordo com as orientações prescritas.

Fonte

Faça Fisioterapia