A fractura do colo do fémur é um dos tipos de fractura mais frequente na sequência de acidentes no idoso. Isto deve-se devido ao facto de ...

Importância do Fisioterapeuta na fratura do femur




A fractura do colo do fémur é um dos tipos de fractura mais frequente na sequência de acidentes no idoso. Isto deve-se devido ao facto de pessoas com mais de 60 anos frequentemente sofrerem uma diminuição da densidade óssea desta região.

Os acidentes envolvidos neste tipo de traumatismo são frequentemente moderados e associados a movimentos de rotação, como uma queda ou um tropeção. No entanto, a fractura do colo do fémur pode também ocorrer espontaneamente.

Tendo em conta os dados clínicos disponíveis e sabendo que este tipo de situação ocorre maioritariamente em idosos, a fractura do colo do fémur representa um problema significativo em termos de morbilidade e mortalidade. Para além da dor, regular e intensa neste tipo de casos, os idosos que sofrem fractura do colo do fémur são frequentemente hospitalizados por um período não inferior a 30 dias. Estes períodos longos de internamento, onde a pessoa permanece por largos períodos no leito, vão também contribuir para a perda de capacidades do idoso.

De referir que, dos acidentes mais comuns na faixa etária idosa, a fractura do colo do fémur tem um elevado nível de incapacidade física, isto é, apenas uma pequena parte das pessoas que sofrem esta condição recupera a sua mobilidade anterior.

Existem diversos factores que nos podem ajudar a compreender este facto. Sabemos que, com o avançar da idade, a recuperação e regeneração dos tecidos são mais lenta e mais frágil. Sabemos também que, na maioria dos idosos, as patologias pré-existentes dificultam uma recuperação total. No idoso, a recuperação da mobilidade exige um peso corporal adequado, uma coordenação motora eficaz e uma gestão adequada da dor associada à recuperação da lesão.

Muitas destas lesões são tratadas através de processos cirúrgicos, que recolocam o osso no sítio original e o fixam, para que solidifique e volte a proporcionar o apoio que antes representava aquele membro inferior.

No entanto, após esta fase inicial, é fundamental investir na recuperação da mobilidade.

Ao longo do processo de tratamento da fratura do colo do fémur, são vários os profissionais que investem neste sentido: fisiatras, enfermeiros e, em importante destaque, os fisioterapeutas.

Estes últimos serão os profissionais mais presentes no processo de reabilitação da pessoa que perdeu a sua mobilidade. Os fisioterapeutas acompanharão, no hospital ou no domicílio, a recuperação clínica do paciente e avaliarão a sua capacidade de iniciar um treino de recuperação. Este treino passa, não só por exercícios para recuperação da força muscular dos membros inferiores, como também por rotinas de manutenção da amplitude e mobilidade articular, tão frequentemente comprometidas após períodos de imobilidade e internamento hospitalar. O treino de marcha com apoios e a visita regular do fisioterapeuta permitirão uma recuperação vigiada e gradual de capacidade.

Sem este tipo de intervenção, a lesão, ainda que recuperada, não vai permitir que muitos dos pacientes voltem a caminhar como anteriormente, provocando uma grande diminuição na sua autonomia e capacidade de auto-cuidado. Quando não existe este tipo de investimento, estas situações de dependência provocam grandes alterações na dinâmica das famílias e um sofrimento significativo do idoso, na alteração da sua imagem e conceito.

É fundamental que cada família tenha oportunidade de dispor deste tipo de acompanhamento diferenciado, quando se depara com este problema. É também importante que as expectativas, quer da família, quer do doente, sejam validadas ao longo de todo este processo: a fisioterapia vai permitir uma reabilitação e recuperação do seu familiar, em caso de bom prognóstico. No entanto, é fundamental compreender que este pode não regressar ao seu estado de mobilidade anterior. Ainda assim, a fisioterapia vai permitir que a pessoa idosa se consiga adaptar às novas condições existentes, desenvolvendo a sua mobilidade de acordo com as novas potencialidades que esta possui.

Esta avaliação é feita pela equipa de saúde. Em casos de pessoas que não conseguem retornar ao seu estado de mobilidade anterior, o fisioterapeuta é também um elemento chave na aprendizagem da utilização de auxiliares de marcha, tais como a bengala, o tripé, o andarilho, entre outros. Estas novas aprendizagens podem permitir que muitos idosos mantenham a sua autonomia e a sua capacidade de auto-cuidado.

A doença de Blount é caracterizada por perturbações do crescimento da parte interna da extremidade superior da tíbia, levando progressivamen...

O que é a Doença de Blount


A doença de Blount é caracterizada por perturbações do crescimento da parte interna da extremidade superior da tíbia, levando progressivamente a deformidade óssea com angulação ligeiramente abaixo do joelho (varão da tíbia).

deformidade nas pernas - criança com uma perna maior do que a outra

Em 60% dos casos, a doença provoca problemas nas pernas e dificuldade na marcha da criança. A prevalência é desconhecida. A obesidade infantil é um fator que contribui nesta doença

Clinicamente, os pacientes com doença Blount apresentam abaulamento e diferença no comprimento da perna, tendo uma perna maior do que a outra. Esta diferença nos membros inferiores é uma proeminência medial proximal da tíbia.

A Obesidade e marcha precoce são fatores predisponentes para o desenvolvimento do transtorno.

As causas subjacentes são controversas: ela parece ser uma doença multifatorial, mas a contribuição dos fatores genéticos é desconhecida.

A doença de Blount só pode ser diagnosticada em crianças com mais de dois anos de idade, como pode ocorrer fisiologicamente por danos no varão da tíbia.

A deformidade grave não tratada precocemente pode levar a artrite degenerativa do joelho.

O tratamento deve ser adaptado a cada criança e um programa ortopédico é uma opção, porém caso mais grave associado à dor pode ser necessário intervenção cirúrgica.

A Síndrome do Túnel Cubital é a compressão do nervo ulnar na altura do cotovelo, atrás do epicôndilo e entre as duas cabeças do flexor ulnar...

Sindrome do Túnel Cubital


A Síndrome do Túnel Cubital é a compressão do nervo ulnar na altura do cotovelo, atrás do epicôndilo e entre as duas cabeças do flexor ulnar do carpo. Já a Síndrome do Canal Cubital é a compressão do nervo ulnar na altura do canal cubital. Estas duas síndromes são tratadas juntas por razões didáticas, já que as raízes nervosas sensoriais e motoras que deixam a este nível são idênticas.


Anatomia

O nervo cubital passa por trás do epicôndilo medial ou epitróclea até o antebraço, através de um "corredor" composto pelo epicôndilo medial, olécrano, ligamento colateral medial da articulação e um arco aponeurótico entre epicôndilo e olécrano. Este "corredor" altera o seu volume durante os movimentos do cotovelo aumentando na extensão e diminuindo na flexão. Este aspecto biomecânico já determina atrito e/ou compressão do nervo a este nível.

Por outro lado, o nervo cubital ao deixar o canal cubital passa entre as duas cabeças do músculo flexor ulnar do carpo. A compressão continuada do nervo pelas duas cabeças é igualmente fator que determina o aparecimento dos sintomas. No antebraço, o nervo ulnar coloca-se entre o flexor superficial dos dedos, o flexor profundo dos dedos e o flexor ulnar do carpo.


Fisiopatologia

O nervo cubital é muito vulnerável a lesões por trauma direto, pressão ou traumatismo crônico repetitivo, já que está localizado superficialmente e fixado pelo arco aponeurótico. 


Causas de Origem Não-ocupacional

a) Trauma direto externo, alongamento traumático do nervo cubital em arremessadores de baseball (esporte pouco praticado no Brasil).
b) Patologias secundárias que aumentam o tamanho do nervo e podem levar à compressão (lepra).
c) Patologias que reduzem o espaço necessário do nervo dentro do canal (processos inflamatórios, artrite reumatóide, seqüela de fratura).
d) Processos expansivos (tumores, cistos, lipomas).


Causas de Origem Ocupacional

Trabalhos que exijam posturas viciosas podem se tornar risco para o nervo cubital, tais como antebraço realizando atividades repetitivas de pronação, supinação, flexão e extensão. Outras situações que podem causar esta síndrome ocorrem quando o cotovelo se mantém em flexão completa sobre uma superfície dura, levando o nervo a distender-se e comprimir-se no canal cubital. Esta situação é muito comum em indivíduos que trabalham com cotovelos fletidos sobre superfície dura (carimbadores) ou motoristas que apóiam o cotovelo flexionado sobre a borda da janela do carro. Jebsen (1967), Hofman (1943) e Wilson Krout (1973) diagnosticaram esta síndrome em telefonistas e em trabalhadores do setor eletrônico, que realizavam suas funções ocupacionais com os cotovelos flexionados sobre uma superfície dura.


Quadro Clínico

Os principais sintomas são dor e parestesia quando o cotovelo é mantido em flexão ou em pronação.

A parestesia se intensifica à noite na área do ulnar, levando o paciente a acordar pelos sintomas, que são o formigamento nos dedos anular e mínimo. Posteriormente, pode ocorrer diminuição de força de preensão e dificuldade de realizar movimentos finos de precisão.

Deve-se dar atenção especial à história, detectando-se possíveis portadores de Hanseníase (lepra).


Exame Clínico

Observar o sinal de Digito-percussão positivo na região retro-olecreana. Em casos avançados, existe hipotrofia dos intrínsecos da mão e alterações de sensibilidade na área do nervo ulnar - dedos anular e mínimo.

A força de preensão estará diminuída. A avaliação é feita com o medidor jamar, sempre em comparação ao lado não afetado.


Investigação

a) Eletromiogarafia dinâmica

O exame da eletromiografia dinâmica poderá detectar anomalias de condução. Porém, em casos iniciais ela não tem valor. Eisen (1974) observou alterações da velocidade de condução em somente 40% das lesões moderadas e das lesões graves. Portanto, o índice de falso-negativo é alto com a EMG. Como sabemos, o exame clínico é soberano.

b) Outros exames

RX de cotovelo para excluir qualquer lesão óssea articular, aguda ou crônica. Seqüelas de fraturas do cotovelo, especialmente na infância, podem alterar o curso do nervo ulnar e ser uma das causas da síndrome.

Outros exames importantes são hemograma, VSG e provas reumáticas.


Conduta Ocupacional e Prevenção

Quando o paciente retornar ao trabalho deve-se orientá-lo a evitar tarefas que obriguem posições de "ameaça" ao nervo ulnar (pronação, supinação, flexão do cotovelo). Além disso, o paciente deve ser orientado para evitar essas posições por prolongados períodos de tempo na sua vida diária. Se for necessário o apoio do cotovelo em locais duros, deve-se fazê-lo com o uso de uma almofada. Mudanças na organização do trabalho são fundamentais para prevenir estas patologias ocupacionais.


Tratamento

O tratamento para síndrome do cubital consiste no tratamento pré-sinético; anti-inflamatório e analgésico ( tens, laser e iontoforese ).

Por ser uma sídrome reumático costuma-se evitar a crioterapia e calores profundos pois o limiar de excitabilidade é baixo: 

- Teste de Gillist Wilson ( consiste na colocação de garrote no lado lesionado após, 50 a 60 segundos no caso de negativo não refere dor. No caso positivo após 5 a 10 segundos dor e parestesia.

Sinético: consiste em exercícios passivos (ativo / assistido), e ativo ( resistido ) utilizando alguns recursos como toalha, pregador, feijão, bolas de gude e outros tipos de bolas de tamanhos variados.

Testes para identificação do tratamento sinético: 

- Teste de Phalen >> consiste na extensão da mão contra uma resistência que poderá ser vencida gradativamente, em caso de positivo apresentará dor e parestesia. 

- Teste de Tinel >> consiste na compressão e/ou percussão na região do nervo em caso de positivo o paciente apresentará dor e parestesia. 

Conclusão

Este trabalho teve como objetivo principal mostrar como ocorre a síndrome do nervo cubital que muitas vezes pode ser confundida por uma epicondilite se não for bem diagnosticada. Para isso mostrou-se o tratamento fisioterápico com seus respectivos testes específicos, objetivando uma melhor busca da patologia em si e um esclarecimento da conduta ideal a ser utilizada no devido caso, não correndo risco de ser confundida.

Bibliografia

* Couto, H. Guia Prático das Tenossinovites. Ergo Editoras B&C LTDA, BH, 1991.
* Eisen, A. Early diagnosis of ulnar nerve palsy. Na electrophysiologic study. Neurology Minneap, 24, p. 256, 1974.
* Hofman, E. Uber ulnaris - Lahmungen bei telephonisten. Munch Med Wschr, 90 p. 142, 1943
* Jebsen, R. Motor conduction velocities in the median and ulnar nerves. Archs. Phys. Md, 48. P. 185, 1967.
* Lech, O .; Hoefel, M.G. Protocolo de Investigação das Lesões por esforços repetitivos. Ed. Rhodia Farma, São Paulo, 1992.
* Lech, O . A dor de Braço - As principais síndromes compressivas. Proteção. Nº 8, p. 52, 1990
* Pecina, M. Cubital Tunnel Syndrome. Library of Congress of the United States. Florida, 1991.
* Wilson. D. & Krout, R. Surgery of ulnar neuropathy at the elbow: Sixteen cases treated by decompression without transposition. Techical Note. I. Neurosurg. 38 p. 73, 1994.


Escrito por: Cristiane da Silva Barbosa
Rita de Cássia Ferreira Brasil
Daniel Cavalcanti Hatherly

Orientado por: Blair José Rosa Filho.

O joelho é a articulação mais acometida do corpo humano pelo fato das pessoas usarem seus joelhos como pivô, independente da prática de es...

Anatomofisiologia do joelho



O joelho é a articulação mais acometida do corpo humano pelo fato das pessoas usarem seus joelhos como pivô, independente da prática de esportes, os joelhos são alvos de lesões.

A maior ocorrência de lesões se dá no ligamento cruzado anterior que pode ser uma lesão isolada ou não, quer dizer, que compromete outras estruturas (meniscos, ligamentos colaterais e outros).

Existem 4 grandes ligamentos no joelho:

* (LCA) - Ligamento Cruzado Anterior
* (LCP) - Ligamento Cruzado Posterior
* (LCM) - Ligamento Colateral Medial
* (LCL) - Ligamento Colateral Lateral
 
 


Os ligamentos estabilizam a articulação, evitando movimentos anormais, auxiliados pelos meniscos, que além de estabilizarem o joelho, atuam também como amortecedores das cartilagens que envolvem o joelho, absorvendo impactos e choques.

Quando ocorre a lesão do ligamento cruzado anterior, em geral o indivíduo está com o pé apoiado e realiza o movimento de rotação ou força o joelho no sentido interno, não conseguindo continuar a prática do esporte que estiver realizando, ocorrendo neste caso um derrame rapidamente.

Em caso de atletas é praticamente obrigatória a reconstrução do ligamento através de uma cirurgia que utiliza uma parte do tendão da patela.

Indivíduos que praticam esportes eventualmente, são os principais candidatos às lesões, por falta de preparo físico. Mudanças de direção, arrancadas ou freadas rápidas durante corridas e saltos são fatores comuns de lesões ligamentares.

O joelho é uma articulação de dois graus de liberdade, a flexão, extensão e rotação sobre o eixo longitudinal da perna, que só aparece quando está fletido.

Durante a flexão os ligamentos colaterais estão frouxos, já os ligamentos cruzados, que fornecem estabilidade para a articulação ao longo de toda amplitude de movimento estão forçando a ocorrência de movimento de deslizamento das superfícies condilares, o LCA irá desenrolar-se e relaxar-se, enquanto que o LCP estará tenso.

Os ligamentos colaterais estão tensos durante a extensão, assegurando a estabilidade lateral do joelho, já o LCP está frouxo, enquanto o LCA está tenso, limitando assim a hiperextensão.

Na rotação externa da tíbia sobre o fêmur, os ligamentos colaterais estão frouxos e os ligamentos cruzados tendem à se tornar paralelos entre si, permitindo o movimento de rotação. O LCA está frouxo, e o LCP tenso.

Durante a rotação interna, os ligamentos estão enrolados um em relação ao outro e tensionados, portanto, a rotação encontra-se bloqueada. Os ligamentos colaterais estão tensos, o LCA tenso e o LCP frouxo.

 
Na rotação externa, os ligamentos cruzados estão pouco relaxados.
Na rotação interna, se colocam em torção um sobre o outro, se tornando tensos.

Em rotação externa os ligamentos colaterais se encontram relaxados.
Em rotação interna estão tensos.

Na extensão, vê-se que os ligamentos colaterais estão tensos.
E na flexão se encontram relaxados.


Os ligamentos são compostos por tecido conjuntivo do tipo fibroso, estão dispostos sobre uma articulação com o objetivo de impedir uma movimentação excessiva ou anormal da articulação do joelho.

Os ligamentos são muito ricos em receptores nervosos sensitivos, que percebem a velocidade, o movimento, a posição da articulação e eventuais estiramentos e dores. Eles transmitem permanentemente tais informações ao cerebelo que responde com ordens motoras aos músculos sendo chamada de sensibilidade proprioceptiva.

Os ligamentos da articulação do joelho formam um elo de ligação entre as peças articulares e os moduladores dos movimentos. Tais ligamentos podem ser divididos em 2 grupos principais o pivô central que é constituído pelos ligamentos LCP ( ligamento cruzado posterior) e LCA (ligamento cruzado anterior) e as estruturas cápsulo-ligamentares periféricas, constituídas pelos ligamentos capsulares LCM (ligamento colateral medial) e LCL (ligamento colateral lateral).

Tais estruturas repousam na cavidade intercondilar do fêmur sendo revestidas por suas próprias bainhas sinoviais, separando-as da capsula da articulação do joelho. O termo cruzado é descritivo, pois os ligamentos formam um padrão entrelaçado quando o joelho se move em seu arco de movimento.

Os ligamentos cruzados recebem estes nomes devido as suas inserções, o ligamento cruzado anterior se fixa embaixo, na área intercondilar anterior e, em cima, na face medial do côndilo femoral lateral, o ligamento cruzado posterior se fixa, embaixo, na área intercondilar posterior e, em cima, na face lateral do côndilo femural medial..


 
Localização e fixação dos ligamentos cruzados os quais impedem os movimentos denominados de “gavetas”

O papel principal dos ligamentos cruzados é evitarem que os dois ossos façam movimentos ântero-posteriores chamados de "gavetas".O LCA impede que a tíbia deslize para frente denominado de gaveta anterior e o LCP que deslize para trás denominado de gaveta posterior.

O LCA pode descrever-se em três feixes:

* Feixe ântero-interno (o mais longo, o primeiro visível e o mais expostos à traumatismos).

* Feixe pôstero-externo (recoberto pelo precedente, sendo o mais resistente nas rupturas parciais).

* Feixe intermediário 


Os ligamentos estão tensos em praticamente todos os movimentos do joelho e, além de impedir o cisalhamento do mesmo, atuam de maneira a guiar a flexão e rotação.

Os ligamentos colateral medial e colateral lateral estabilizam medialmente e lateralmente ou seja, de se abrirem em qualquer dos lados. Caso ocorra uma falta de estabilidade tanto medial como lateral, significa que haverá uma lesão.

O LCM é o mais resistente destes ligamentos pois, o eixo do membro inferior forma um valgo, ou seja, um afastamento da linha média do corpo, distal à articulação considerada, sendo normal com 3 graus acima do joelho, por esse motivo há maior tendência de lesão ligamentar lateral, existindo assim a necessidade de sua resistência.

Os ligamentos colaterais se tornam tensos na extensão e em rotação externa, e relaxados na flexão e na rotação interna.

Os meniscos são em forma de meia lua e em número de dois, menisco medial ou interno e menisco lateral ou externo, os quais auxiliam na distribuição da pressão entre o fêmur e a tíbia. São estruturas fibrocartilaginosas curvas e ficam entre as superfícies articulares opostas e estão ligados entre si e a cápsula articular.

Os meniscos do joelho são freqüentemente lesados, sua retirada cirúrgica é bastante comum, em alguns casos, após ser retirado é formado um novo menisco idêntico ao primeiro, mas constituído não mais por cartilagem e sim por tecido conjuntivo fibroso denso que se torna menos resistente.

O tornozelo é alvo frequente de sintomas durante a atividade esportiva. A dor, o inchaço e a limitação de movimentos são alguns dos si...

Sindorme do Impacto posterior do tornozelo


O tornozelo é alvo frequente de sintomas durante a atividade esportiva. A dor, o inchaço e a limitação de movimentos são alguns dos sinais e sintomas mais frequentes, porém muitas causas podem ser relacionadas.

A dor na região posterior do tornozelo pode ser resultante de várias causas e nem sempre é fácil de ser diagnosticada. Dentre as causas mais frequentes podemos descrever as inflamações nos tendões (peritendinites), as bursites, as artrites e os processos degenerativos da articulação (artroses), e dos tendões (tendinoses).

A síndrome do impacto posterior do tornozelo (SIPT), também chamada de síndrome do pinçamento posterior e síndrome do "os trigonum", é mais frequente nos esportes onde o movimento de flexão forçada do tornozelo esteja presente, como na dança, no futebol, no basquetebol, no voleibol e no atletismo.

A anatomia da região posterior do tornozelo parece ser um fator chave no desenvolvimento da síndrome no esporte. O mecanismo de lesão principal é caracterizado por micro-traumatismos repetitivos gerados durante a flexão plantar forçada do tornozelo, como por exemplo durante o desprendimento do pé do solo na corrida. Outro mecanismo frequente é o impacto de maior intensidade gerado durante as torsões do tornozelo.

Ambos os mecanismos de lesão simulam a ação de um quebra-nozes sobre uma noz, onde o osso do tálus e os tecidos moles que o circundam são comprimidos entre a tíbia e o osso do calcâneo, durante a flexão forçada do tornozelo.

A síndrome pode se manisfestar como uma inflamação dos tecidos moles, como uma lesão óssea ou ambos. A lesão clássica na síndrome do impacto posterior do tornozelo, se localiza entre o osso do tálus e um osso acessório chamado de "os trigonum", caracterizando umaruptura da área de contato entre os dois ossos.

O "os trigonum" aparece entre as idades de 11 a 13 anos nos homens e 8 a 10 anos nas mulheres. Este osso acessório se forma através de um núcleo de ossificação secundária e permanence separado do osso do talus mediante uma interface de cartilagem (sincondrose). Em aproximadamente 7% da população, entretanto, o osso acessório não se funde ao tálus.

O diagnóstico clínico é obtido por especialista, baseado nas informações da história, exame clínico e demonstração da dor mediante a realização de movimentos que simulem a situação do impacto. O paciente queixa-se de dor localizada na região posterior do tornozelo, principalmente durante a  flexão máxima do tornozelo.

O diagnóstico por imagem complementa os dados da história clínica. As radiografias simples podem demonstrar a presença do "os trigonum" . A ressonância magnética complementará o diagnóstico, identificando sinais de inflamação e degeneração da região comprometida. A tomografia computadorizada e a cintilografia óssea também podem ser usadas na complementação diagnóstica.

O tratamento, inicialmente clinico, se baseia no controle da dor e da inflamação, além da diminuição dos treinamentos. A imobilização do tornozelo e a fisioterapia também podem ser indicados. Nos casos em que a dor persiste, o tratamento cirúrgico está indicado.

O menisco medial é parte do complexo ligamentar medial, sendo inserido na cápsula em toda a sua extensão, além de apoiar-se sobre uma superf...

Lesões em Menisco Lateral


O menisco medial é parte do complexo ligamentar medial, sendo inserido na cápsula em toda a sua extensão, além de apoiar-se sobre uma superfície côncava. Isto permite menor mobilidade durante os movimentos articulares. É considerado o menisco da estabilidade.

ETIOLOGIA
Consideramos três tipos de lesões meniscais mediais:

* Traumáticas;
* Degenerativas;
* Congênitas.


A) LESÕES DE ETIOLOGIA TRAUMÁTICA

São decorrentes de traumas rotacionais ou axiais, que fraturam a estrutura meniscal. Admitimos que a presença de instabilidade favorece a ocorrência de lesão e então subdividimos as lesões traumáticas em: com e sem instabilidade.

Os paciente portadores de lesões traumáticas informam a data do início dos sintomas e a relacionam com o trauma. Nos casos com instabilidade articular, prévia ao trauma, a lesão meniscal é descrita como um agravamento do episódios anteriores de instabilidade.

O paciente refere um quadro inicial rico em sintomas, seguido em geral de períodos de acalmia. A atividade física é fator desencadeante de sintomas. Nos portadores de instabilidade os derrames articulares são mais freqüentes após os episódios clínicos.

A freqüência de derrames está relacionada a lesões condrais, comuns nas instabilidades.

Na atividade diária, a articulação é sensível a períodos de prolongada flexão assim como a subida de escadas ou rampas.

Nos casos mais avançados, há queixa de falseio, que significa um brusco e repentino bloqueio da contração muscular.

Os bloqueios são raros e, na maioria das vezes, conseqüentes a espasmos musculares e não à interposição do fragmento meniscal.

A ocorrência de bloqueios, por interposição do fragmento meniscal, é mais freqüente nos paciente portadores de lesões em "alça de balde" (lesões longitudinais), que, em mais de 90% dos casos, está associada à instabilidade anterior.


LESÃO LONGITUDINAL (ALÇA DE BALDE)
A causa geralmente é uma força de torção sobre o joelho fletido ou em semi-flexão. Há três tipos de rupturas, todas começam como uma fenda longitudinal, se a fenda se estende através de todo o menisco dá origem a lesão em "alça de balde" na qual os fragmentos estão presos pelas extremidades sendo este tipo mais comum. A "alça de balde", isto é, o fragmento central se desloca para o meio da articulação de forma que o côndilo femural rola sobre a tíbia com o fragmento meniscal interposto. Desde que a forma do côndilo faz com que ele ocupe mais espaço dentro da articulação com o joelho extendido, a principal conseqüência desta lesão é a limitação ou bloqueio para extensão. 

Em conseqüência do trauma o paciente cai e passa s sentir dores na região ântero-medial do joelho.


B) LESÕES DE ETIOLOGIA DEGENERATIVA
São conseqüência dos processos degenerativos articulares decorrentes do envelhecimento ou de seqüelas traumáticas ou inflamatórias. Isto é, desgaste do menisco por hiperuso, torções repetitivas do joelho ou mau alinhamento deste.

Os paciente portadores de lesões degenerativas não sabem precisar o início dos sintomas, a não ser em raros casos de pequenos traumas em flexão que lesam os meniscos degenerados.

Os sintomas são basicamente noturnos. Obrigando o paciente a procurar posição apropriada para conciliar o sono. A atitude em flexão é quase a regra, levando o examinador com freqüência a supervalorizar o varo do joelho examinado. Derrames são freqüentes, pis a meniscopatia degenerativa está freqüentemente associada a lesões condrais. A posição em flexão prolongada é dolorosa, assim como a subida de escadas e rampas. O falseio e o bloqueio são excepcionais.

C) LESÕES DE ETIOLOGIA CONGÊNITA

Ocorrem em meniscos congenitamente mal formados, como, por exemplo o menisco discóide.

Os pacientes portadores de lesão de causa congênita, em geral, apresentam sintomatologia semelhante aqueles de causa traumática, porém, sem história de trauma proporcional. Em geral um movimento da vida diária leva a sintomas que sugerem lesão meniscal traumática, obviamente demonstrando uma patologia prévia. As alterações congênitas são raras no menisco medial.

A escoliose é o desvio lateral não fisiológico da linha mediana. Devido ao alinhamento vertebral e às relações estruturais das bordas verte...

Escoliose e suas Formas de Tratamento



A escoliose é o desvio lateral não fisiológico da linha mediana. Devido ao alinhamento vertebral e às relações estruturais das bordas vertebrais e às articulações posteriores, a inclinação lateral é acompanhada por rotação simultânea (CAILLIET).

A escoliose é definida como um desvio lateral da coluna vertebral, mais comumente observado nos segmentos torácicos e lombares. É caracterizada por modificação tridimensional incluindo curvatura lateral no plano frontal, rotação lateral no plano transversal e retificação no plano sagital. Para acompanhar seu caráter evolutivo, a mensuração da curva escoliótica é utilizada. A Sociedade de Pesquisa em Escoliose considera o método de Cobb como a melhor forma de avaliação para determinação de sua gravidade.

CHEUNG et al manifestam que a assimetria na atividade muscular está associada a maior rotação vertebral com aumento do ângulo de Cobb, sendo que a combinação dessas duas variáveis influencia na progressão da escoliose idiopática. Entre as escolioses, 80% são consideradas de origem idiopática e hipóteses buscam explicar o seu surgimento: fatores genéticos, esqueléticos, miogênicos, neurôgenicos, assim como uma associação de diferentes fatores. Pequenos graus de curvatura ocorrem em até 20% dos adolescentes, porém em indivíduos do sexo feminino, esta curvatura tem maior probabilidade de progressão, devido a forma do corpo vertebral e menor suporte muscular.

Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”); Curva dupla, (escoliose em “S”). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna.
Nesse estudo de caso a paciente relata ter muitas dores na coluna em região lombar, onde para alívio da dor faz uso de paracetamol, toma anti depressivo, além de ser epilética e tomar desde os 39 anos Gardenal.


Caso Clínico

Paciente J.C., 55 anos, viúva, doméstica, paciente relata ter muitas dores na coluna em região lombar, há 3 anos descobriu estar com SIDA. Paciente possui escoliose em S, com convexidade torácica à direita, e concavidade lombar à esquerda, com diminuição de força muscular , da amplitude de movimento (ADM) e da flexibilidade.


Materiais e Métodos durante os Atendimentos

Os instrumentos de pesquisa que fizeram parte deste estudo são: Ficha de Avaliação Postural com visão ântero-posterior e perfil; Avaliação Radiográfica, sendo analisado o ângulo de Cobb; Avaliação da dor através de Escala Subjetiva de Dor Análoga Visual na qual o paciente indica verbalmente qual valor, entre 0 a 10, representando melhor sua dor ao início e ao fim de cada sessão; Bola Suíça, um goniômetro e fichas de evoluções diárias. Paciente chegou à fisioterapia no dia da avaliação, com dores na região lombar. Realizou-se ao primeiro contato com a paciente uma avaliação subjetiva da dor, na qual o paciente relatou queixa álgica lombossacra que sente há aproximadamente 2 anos, exacerbada após o excesso de trabalho a que rotineiramente tem que se submeter. Relatou grau 5 de dor no momento da avaliação, segundo a escala de Borg, que classifica a dor de 0 a 10, sendo que 0 é sem dor e 10 dor máxima. Na inspeção das atividades de vida diária (AVD´s) a paciente disse não conseguir realizar todas as suas atividades, pois sentia muitas dores, mas precisava trabalhar. A coloração da pele dos MMSS e MMII apresentava-se dentro da normalidade não possuía cicatriz nem edema, possui uma deformidade articular em tornozelo esquerdo. Na palpação, paciente referiu uma leve sensação de dor na região lombar e não houve déficit de sensibilidade nessa região.

À avaliação radiográfica inicial apresentou ângulo de Cobb de 40º, com convexidade torácica à direita, e concavidade lombar à esquerda com rotação de vértebras (Dickson e Dickson, Leatherman) À avaliação postural inicial, obteve-se os seguintes dados: Posição Ortostática Anterior: cabeça rodada a esquerda e inclinada para a direita; ombro esquerdo elevado; triangulo de talles aumentado do lado esquerdo; crista ilíaca alinhada com rotação para o lado esquerdo, joelho esquerdo e direito rodados externamente; tíbia vara; pé direito neutro, pé esquerdo supinado;

Posição Ortostática Posterior: cabeça rodada a esquerda e inclinada para a direita; ombro esquerdo elevado; gibosidade torácica à esquerda; gibosidade lombar a direita; rotação de tronco a direita; joelho hiperextendido; tíbia vara; pé direito lateralizado; pé esquerdo supinado; Posição Ortostática Lateral: cabeça em anteroversão ombro rodado internamente; retroversão pélvica;joelho hiperextendido; sacro retificado. (Ferreira, Defino).

Na Cirtometria: referência axilar: repouso 92cm; inspiração 93,4cm; expiração 91cm # de 2cm, referência xifóide: repouso 90cm; inspiração 92cm; expiração 89cm # 3cm, referência basal: repouso 90cm; inspiração 91cm; expiração 92cm # 1cm. Prova de função muscular: quadríceps femural, paciente sentada, grau de força direito = 5; grau de força esquerdo 5; abdutores de quadril( tensor da fáscia, glúteo mínimo e médio), paciente sentada, grau de força direito = 5; grau de força esquerdo = 5 realizou o exercício com dor; isquiopstibiais (semitendinoso, semimembranoso, bíceps sural), paciente em decúbito ventral,grau de força direito = 5, grau de força esquerdo ¬= 5 com dor e compensação; flexores do ombro (deltóide anterior, coracobraquial) paciente em posição ortostática; grau de força direito = 5; grau de força esquerdo = 5 sem dor; extensores do ombro (grande dorsal, redondo maior, deltóide posterior); paciente em posição ortostática; grau de força direito = 5; grau de força esquerdo = 5 sem dor, abdutores do ombro ( deltóide, supra espinhal, bíceps braquial), paciente posição ortostática; grau de força direito = 5; grau de força esquerdo = 5 sem dor, rotadores internos do ombro( peitoral maior, subescapular,redondo maior, grande dorsal), paciente em posição ortostática; grau de força direito = 5; grau de força esquerdo= 5 sem dor, rotadores externos do ombro ( infraespinhal, redondo menor); paciente na posição sentada; grau de força direito = 5; grau de força esquerdo = 5 sem dor, flexores de punho( flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo); paciente na posição sentada; grau de força direito= 5; grau de força esquerdo = 5 sem dor, extensores de punho( extensor radial longo e curto do carpo); paciente na posição sentada; grau de força direito = 5; grau de força esquerdo = 5 sem dor. A avaliação das cadeias musculares, apontou para um encurtamento da cadeia inspiratória e posterior principalmente a nível de paravertebrais.

Goniometria: Articulação Quadril paciente em DD, movimento de flexão ativo direito 120º; ativo esquerdo 118º; passivo direito 123º; passivo esquerdo 125º - normal 125º, movimento de extensão ativo direito 8; ativo esquerdo 10º; passivo direito10º; passivo esquerdo 10º - normal 10º, movimento de adução ativo direito 13º; ativo esquerdo 12º; passivo direito 14º; passivo esquerdo 14º- normal 15º, movimento de abdução ativo direito 40º; ativo esquerdo 41º; passivo direito 44º; passivo esquerdo 43º- normal 45º,movimento de rotação medial ativo direito 43º; ativo esquerdo 42º;passivo direito 45º;passivo esquerdo 43º - normal 45º, movimento de rotação lateral ativo direito 44º; ativo esquerdo 44º; passivo diretio 45º; passivo esquerdo 45º- normal 45º. Teste de Sensibilidade com agulha: paciente ficou muito confusa de maneira geral tanto em MMII quanto em MMSS. Faz marcha sem balanceio dos MMSS, a distância do passo e da passada é curta, e sem velocidade.


Objetivos e Plano de Tratamento

Conforme as alterações identificadas na paciente, conclui-se que a paciente precisa ganhar ADM, corrigir postura, estimular consciência corporal, ganhar ou manter flexibilidade, ganhar ou manter força muscular, reeducar a marcha e restaurar curvaturas fisiológicas. A partir disso, o plano de tratamento foi baseado em respiração diafragmática, alongamento ativo e passivo de cadeira posterior, flexores de quadril; exercícios de propriocepção na frente do espelho para corrigir postura, pompagem global da coluna, estimular a mobilidade de tronco; lateralização com flexibilização lateral no sentido principalmente da convexidade fortalecimento muscular através de contração concêntrica, especialmente de paravertebrais, glúteos e ísquios tibiais; pompagem e tração global (coluna cervical, torácia e lombar); treino de marcha com tríplice flexão; exercícios de fortalecimento de glúteos com auxilio da bola suíça na parede, exercícios com bola suíça para dissociação de cinturas; promover analgesia com o uso da eletroterapia.


Resultados e Discussões

A literatura pouco se refere ao tratamento fisioterápico empregado na escoliose e menos ainda em relação aos resultados deste. A escoliose sempre foi entendida como uma deformidade que adquire ares de definitiva, pouco importando o que se faz em termos de fisioterapia. (MARQUES) Alguns autores referem-se a alguns métodos de correção, aos exercicios físicos, à estimulação elétrica etc, mas boa parte da literatura é reservada para falar do uso de coletes como forma de correção da escoliose e entre eles o mais usado é o de Milwaukee. Devido à rotação que acompanha a curva escoliótica, muitos a julgam, irreversível e poucos acreditam na diminuição dos ângulos da curvatura. (Ferreira, Defino). A paciente já se encontra com a ossatura consolidada pela idade limite, e não apresenta uma flexibilidade vertebral, o que dificulta a correção. Como na escoliose as vértebras inclinam-se o lado da concavidade e a face anterior das vértebras gira para a convexidade, o trabalho de fisioterapia realizado com esta paciente, pautou-se no seguinte principio: estimular o alongamento longitudinal incluíndo quequea concavidade, e ao mesmo tempo desrodar os corpos vertebrais. É necessário com uma das mãos fazer pressão direta e contínua sobre a gibosidade, pedindo para que ao mesmo tempo a paciente realize a expiração nesse ponto e com a outra mão tracionar as vértebras da concavidade para que estas girem em sentido inverso. Resumindo é necessário inclinar o tronco para o lado da convexidade e rodá-Io para o lado da concavidade. As sessões ainda não foram encerradas e a paciente ainda faz sessões de fisioterapia duas vezes por semana. No contexto geral foi observado uma maior mobilidade articular, um melhora na ADM, a paciente deve se manter na fisioterapia por um período maior, já que necessita de tratamento fisioterápico O tratamento tem por objetivo realizar um alinhamento global e mais especificamente corrigir as inversões das curvas torácica e lombar e diminuir a convexidade e a rotação de tronco, sempre trabalhando em direção à simetria dos hemicorpos. No início optou-se por trabalhar deitada, rã no chão para melhorar a função da cadeia inspiratória passando em seguida para as posições em pé, sentada e inclinada para a frente, sendo estas duas últimas as preferidas, pois facilitava a vizualização da escoliose.


Conclusões

A Escoliose é um problema comum, que geralmente requer somente observação com exames regulares durante os anos de crescimento do indivíduo. A detecção da Escoliose logo em seu estágio inicial é muito importante para assegurar a não progressão da curva. É relativamente pequeno o número de casos que necessitam de intervenção médica, pois os avanços em técnicas modernas de ortopedia tem tornado a Escoliose uma condição altamente controlável. A fisioterapia com suas variadas técnicas manuais, tem permitido, uma excelente evolução dos pacientes que apresentam o quadro de escoliose e que quando sua angulação alcança parâmetros acima de 20º graus, se faz necessário o uso de colete milwalkee que facilitará o controle da curva e uma melhor evolução do tratamento fisioterapêutico.


Referências

CAILLIET R. Escoliose: Diagnóstico e Tratamento.São Paulo: Manole; 1976.
p. 4653.

BADARÓ AF, RIBEIRO EC, TREVISAN ME, MAGALHÃES DSG; Efeitos da escoliose sobre a função pulmonar. Rer. Fisiotec Marc/Abr/Set 2004

FERREIRA DMA, DEFINO HLA; Avaliação Quantitativa da Escoliose Idiopática, Concordâncias das mensurções da gibosidade e correlações das mensurações radiológicas; Rev.Fisiotec 2006

DICKSON RA. Scoliosis in the community. Br Med J (Clin Res Ed), 1983;286:615-8.

SOUCHARD, P., OLLIER,M. As escolioses: seu tratamento fisioterapêutico e ortopédico.São Paulo: Realizações (2001).

MARQUES, A.P. Escoliose tratada com Reeducação Postural Global. Rev. Fisioter. Univ. São Paulo, v.3, n.1/2, p. 65 - 68,jan. / dez., 1996

SILVA MC, FASSA AG, VALLE NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do sul do brasil: prevalência e fatores associados. Caderno de Saúde Pública (Rio de Janeiro). 20(2): 377-385, 2004.
KAPANDJI, A.I. Fisiologia Articular, volume 3: tronco e coluna vertebral. São Paulo, Ed. Panamericana, 5ª edição, 2000.

O joelho é a maior articulação do corpo e uma das mais complexas. É também vital para os movimentos corporais. Os ligamentos do joelho c...

Lesões dos Ligamentos Colaterais do Joelho


O joelho é a maior articulação do corpo e uma das mais complexas. É também vital para os movimentos corporais.

Os ligamentos do joelho conectam o osso da coxa (fêmur) com os ossos da perna (tíbia e fíbula).

Estiramentos ou rupturas dos ligamentos do joelho são lesões comuns na prática esportiva.

Atletas que participam em esportes de contato, como futebol, são mais susceptíveis a lesões nos ligamentos colaterais do joelho.

Três ossos se encontram para formar a articulação do joelho: O osso da coxa (fêmur), o osso da perna (tíbia) e o osso frontal (patela).

Os ossos são conectados uns aos outros através de ligamentos. Existem quatro ligamentos principais no joelho. Eles agem como fortes cordas que seguram os ossos juntos para manter a articulação estável.

Ligamentos Cruzados
Estes são encontrados dentro do Joelho. Eles se cruzam para formar um "X" com o ligamento cruzado anterior na frente e o ligamento cruzado posterior atrás. Os ligamentos cruzados controlam o movimento para frente e para trás do joelho.

Ligamentos Colaterais
Estes são encontrados nos lados do Joelho. O ligamento colateral medial (LCM) conecta o fêmur à tíbia. O ligamento colateral lateral (LCL) conecta o fêmur ao osso menor da perna (fíbula). Os ligamentos colaterais controlam os movimentos laterais do joelho.

Descrição
O joelho depende apenas destes ligamentos e da musculatura ao seu redor. Por esse motivo, ele é facilmente lesionado. Qualquer trauma direto sobre o joelho, ou uma mudança de direção brusca, pode lesionar o joelho.

As lesões ligamentares são classificadas em graus, conforme a gravidade.

Grau 1 – O ligamento é levemente danificado. Apenas levemente estirado, mas ainda capaz de manter a estabilidade da articulação.

Grau 2 – estira o ligamento até um ponto em que ele se torna afrouxado. Normalmente ocorre uma ruptura parcial das fibras do ligamento.

Grau 3 – Muito comumente se refere a uma ruptura completa do ligamento. Ele é separado em duas partes, e a articulação se torna instável.

O LCM é mais freqüentemente lesionado do que o LCL. Devido a uma anatomia mais complexa do lado lateral, a lesão do LCL comumente está associada à lesão de outras estruturas da articulação, ao mesmo tempo.

Causas
Lesões dos ligamentos colaterais são usualmente causadas por uma força lateral no joelho. Normalmente são lesões de contato, mas nem sempre.

Ruptura do ligamento colateral medial freqüentemente ocorre como resultado de um trauma direto no lado lateral do joelho. O contrário ocorre com o LCL.

Sintomas
A dor ocorre sobre o ligamento afetado, no lado medial quando a lesão for do LCM, ou do lateral nas lesões do LCL.
Edema (inchaço) sobre o lado afetado.
Instabilidade – sensação de falseio.
Exame Médico
Exame físico e história do paciente

Na consulta o importante é saber o mecanismo da lesão, como ela ocorreu. Durante o exame físico, deve-se verificar todas as estruturas do joelho, e comparar com o outro joelho. Muitas lesões ligamentares podem ser diagnosticadas apenas com o exame físico do joelho.

Testes de Imagem
Outros testes que podem ajudar o médico no diagnóstico são:
Raios-X – Embora eles não demonstrem qualquer lesão nos ligamentos colaterais, eles podem mostrar fraturas associadas.
Ressonância Magnética – Este exame mostra melhores imagens dos tecidos moles, como os ligamentos colaterais.

Tratamento
Lesões ao LCM raramente necessitam cirurgia. Se a lesão ocorrer apenas no LCL, o tratamento será similar à lesão do LCM. Mas se a lesão do LCL envolver outras estruturas do joelho, o tratamento terá que visar estas lesões, também.

Tratamento Não-cirúrgico

Gelo – é importante no processo de cicatrização. O ideal é picar o gelo e aplicar diretamente sobre a área afetada por 15 a 20 minutos, com pelo menos 1 hora de intervalo entre as sessões. Os produtos de gel, não devem ser aplicados diretamente sobre a pele, e não são tão efetivos.

Joelheiras – o joelho deve ser protegido do movimento lateral que causou a lesão. Pode, também, ser necessário modificar as atividades diárias para evitar movimentos de risco. Além da joelheira pode ser necessário o uso de muletas para evitar esforço ao caminhar.

Fisioterapia – devem-se realizar exercícios de fortalecimento, para que ocorra a reabilitação da função da articulação, e recuperar a força da musculatura que ajuda a proteger o joelho.

Tratamento Cirúrgico
A maioria das lesões isoladas dos ligamentos colaterais é tratada com sucesso sem cirurgia. Se o ligamento é rompido de maneira que a recuperação não pode ser alcançada ou se há lesão associada de outro ligamento, pode ser necessária a cirurgia para o reparo ligamentar.

Retorno ao Esporte
Após a recuperação da mobilidade da articulação e do caminhar normal, deve-se evoluir para uma recuperação funcional, que envolve uma recuperação muscular.

A recuperação da força entre 80 e 90% da força da perna contralateral, é fundamental para a liberação gradual ao esporte, com corridas e exercícios específicos de cada esporte, antes de retornar à prática esportiva normal.

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