Osteossarcoma de Fêmur: Uma Breve Revisão Bibliográfica


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Introdução

Osteossarcoma de fêmur é uma neoplasia maligna que tem origem a partir de células primitivas mesenquimais responsáveis pela formação de tecido ósseo (CASTRO-GAMERO; BRASSECO, et al., 2008). A maior incidência de osteossarcoma encontra-se principalmente na infância ou adolescência (primeira ou segunda década), sendo que ainda pode apresentar um segundo pico nos adultos na faixa de 40 a 50 anos.

Segundo Brandão (2005), os ossos longos como o fêmur é o local de preferência do osteossarcoma. O quadro clínico apresentado por esses pacientes são a dor, rubor, edema com associação de diferentes graus de limitação funcional que durante o exame físico realizado pelo profissional da saúde pode ser relacionado erroneamente a um traumatismo recente. Esses sinais clínicos podem intensificar-se no período noturno e/ou em picos de atividade física mais intensa.

O diagnóstico desse tumor é essencialmente radiográfico e histológico (biópsia). As diferentes técnicas de imagem – radiologia convencional, tomografia computadorizada, ressonância magnética – esses desempenham um papel complementar importante no diagnóstico definitivo.

Nos últimos 25 anos, observou-se uma melhora significativa no prognóstico de pacientes com Osteossarcoma, especialmente naqueles com doenças localizadas devido ao diagnóstico precoce e métodos de tratamento (RECH, 2004).


Metodologia

Este trabalho é uma revisão de literatura com pesquisa exploratória.


Revisão Bibliográfica

O osteossarcoma é uma neoplasia maligna que se origina a partir de células primitivas mesenquimais formadoras do osso (CASTRO,2004). O pico de incidência ocorre na segunda década da vida, características que sugere uma relação entre o rápido crescimento ósseo da adolescência e o desenvolvimento desta neoplasia.

Os tumores ósseos tem uma incidência elevada na infância e adolescência. A clínica inclui rubor, edema e dor local, sendo freqüente a associação errônea a um traumatismo. Em associação com essa neoplasia, o processo de metástase óssea ou pulmonar pode acometer os pacientes. O diagnóstico é realizado através de imagens e histologia (biópsia óssea). O tratamento poderá ser conservador, com radioterapia, quimioterapia, adjuvantes nas fases pré e pós-operatória, com recessão do tumor ou a amputação do membro infectado. Os ciclos de quimioterapia diminuem a taxa de recidivas e aumentam significativamente a esperança de vida desses pacientes. A terapêutica cirúrgica, com recessão do tumor e/ou amputação do membro, quase sempre é escolhida após quimioterapia adjuvante pré-operatória. (BRANDÃO, 2005). De acordo com MENDONÇA (1997), recentes progressos dos métodos diagnósticos por imagem e o desenvolvimento de protocolos mais eficazes de quimioterapia aumentaram a sobrevida dos pacientes portadores de osteossarcoma. Conseqüentemente, a cirurgia com preservação dos membros se tornou uma realidade; a taxa de recidiva local nesses casos varia de 5 a 10%. Apesar de novos protocolos de quimioterapia terem aumentado a resposta, ainda não é possível determinar quais pacientes serão bons ou maus respondedores. Margens cirúrgicas adequadas são previsíveis considerando o planejamento cirúrgico, tanto na cirurgia conservadora como na amputação. Existem algumas considerações importantes quando a cirurgia conservadora é planejada, sendo crucial que as margens cirúrgicas sejam adequadas "radical ou ampla". Para isso, o estadiamento preciso de lesão primária é essencial, determinando a localização e a extensão do tumor.

Uma pesquisa comparativa com pacientes que apresentava tumores de osteossarcoma localizados e metástases demonstrou que pacientes com doenças localizadas tem um prognóstico mais favorável do que aqueles com doenças metástica. A grande maioria dos pacientes da pesquisa apresentava comprometimento de ossos longos, especialmente fêmur e tíbia assim como predomínio diagnóstico através de histologia convencional (RECH, 2004). 

Conclusão

Ao término deste artigo cientifico de revisão, verificamos a possibilidade da existência de osteossarcoma em ossos longos como o fêmur, onde sua maior incidência é em adolescentes na segunda década de vida. Na maioria das vezes é uma neoplasia localizada, sendo um prognóstico significativo. O padrão para diagnóstico é por imagem e métodos de análise histológica, como, tomografia computadorizada, ressonância magnética e biópsia. A prevenção cirúrgica é um dos métodos mais seguros para o combate dessa doença. 

Referências Bibliográficas:

BRANDÃO, F.S.Q.S. Tumores ósseos na população pediátrica: Osteossarcoma e sarcoma de Ewinig, Departamento de radiologia do Hospital de São João, 2005.

BRASSESCO, M. S. ; CASTRO-GAMERO, A. M. ; VALERA, E. T. ; NEDER, L. ; ELIAS, J. ; TONE, L. G. 3q27 aberrations in a childhood ovary teratoma with associated malignant germ cell component. Pediatric Blood & Cancer, p. n/a-n/a, 2008.

CASSONE, A.E. PICCI, P. CAMPANACCI, M. Recidiva local em osteossarcoma, Revista Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, 1997.

MENDONCA, S M H; CASSONE, A E; BRANDALISE, S R. Avaliação funcional dos pacientes portadores de sarcomas ósseos submetidos à tratamento cirúrgico utilizando a endoprótese total ou parcial, na substituição da extremidade distal do fêmur. Acta ortop. bras., São Paulo, v. 16, n. 1, 2008 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-78522008000100002&lng=en&nrm=iso>. access on 07 Jan. 2010. doi: 10.1590/S1413-78522008000100002.

RECH, A. CASTRO, C.G.C. MATTEI, J. GREGIANIN, L. LEONEL, L.D. DAVID, A. RIVERO, L.F. TARRAGO, R. ABREU, A. BRUNETTO, A.L. Característica clínicas do osteossarcoma na infância e sua influência nos prognósticos, Jornal de Pediatria – Vol.80, Nº1, 2004.

Trabalho realizado por:

Leila Rouzy Souza de Carvalho (Acadêmica do curso de Enfermagem do IUNE Brasil, 2º Período)

Lucimar Laurinda de Morais (Acadêmica do curso de Fisioterapia do IUNE Brasil, 2º Período)

Maria Roosany do Carmo Gomes de Moura (Acadêmica do curso de Farmácia do IUNE Brasil, 2º Período)

Mário Victor Galindo Galdencio (Acadêmico do curso de Farmácia do IUNE Brasil, 2º Período)

Orientador:
Prof. Esp. Carlos Eduardo Alves de Souza (Especialista em Morfologia pela UFPE, Fisioterapeuta, Docente do IUNE, Fisioterapeuta do Trabalho da FAVIP)

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