O exame ortopédico aliado a exames radiológicos não tem dificuldade para se firmar um diagnóstico. Como sinal básico, estando o joelho ...

Testes para diagnosticar condromalácia



O exame ortopédico aliado a exames radiológicos não tem dificuldade para se firmar um diagnóstico. Como sinal básico, estando o joelho levemente fletido e a coxa relaxada, quando se empurra a rótula lateralmente, aparece uma dor aguda (Teste de compressão da Patela).
O exame clínico minucioso é fundamental para um correio diagnóstico e conduta adequada, mais do que qualquer exame complementar a semiologia permiti-nos realizar a maioria dos diagnósticos da vasta patologia do joelho.

A confiança do paciente não se ganha com palavras, mas, sobretudo com o toque cuidadoso do terapeuta.

> Inspeção estática:

Antes de proceder-se o exame regional do joelho devemos avaliar o membro inferior como um todo, iniciando com uma inspeção estática observando o indivíduo de pé e por todos os ângulos.

Nesse momento deve-se avaliar a postura dando especial atenção ao alinhamento dos membros. Observar a altura da crista ilíaca para verificar desnivelamento ou báscula, atitudes viciosas como abdução e adução ou flexão.

Devemos analisar se existe alinhamento em valgo, varo, flexão da articulação ou recurvado.
Ao nível do pé ou tornozelo devemos verificar o apoio plantar observando se existe tendência para pé chato ou cavo, retropé varo ou valgo e o posicionamento do antepé.

Todas essas alterações podem interferir na postura do joelho.

Devemos ainda procurar por marcas ou cicatrizes.


> Inspeção dinâmica:

A análise da marcha é um dos pontos de maior importância na inspeção dinâmica. Devemos inicialmente avaliar o andar do indivíduo, se é natural ou apresenta alterações como piora do alinhamento do membro de apoio, claudicações, dificuldade ou assimetrias.

Uma das principais alterações é o aumento do varismo, também chamado de flambagem, que significa já haver comprometimento dos ligamentos do joelho.


> Inserções ósseas e ligamentos:

São palpados os pólos superior e inferior da patela com suas bordas medial e lateral o que é melhor realizado com o paciente deitado, a procura dos pontos dolorosos.

A seguir são palpados os côndilos medial e lateral e a tuberosidade anterior da fíbula.

Todos os pontos dolorosos são locais de origem e inserção de ligamentos e tendões. São palpados os complexos ligamentares medial e lateral do joelho, os tendões quadriceptal e patelar, os tendões isquiotibiais mediais e pata de ganso (grácil, semimembranoso e sartório) e os laterais.

A palpação da região posterior da articulação permite apenas a abordagem das partes moles do cavo poplíteo e do pulso da artéria poplítea.


> Femuro-patelar:

O exame dessa articulação deve ser sempre dinâmico, pois é nessa situação que as instabilidades manifestam-se.

Uma boa maneira de avalia-la é a partir da posição sentada solicitando ao paciente que realize a extensão contra uma resistência manual e observando a trajetória da patela sobre o fêmur que apresenta apenas ligeira tendência a lateralização ao final da extensão. Caso esse movimento seja excessivo ou reproduza os sintomas deve ser considerada sugestiva de instabilidade. A manobra pode sensibilizada através da rotação externa da perna ao mesmo tempo que se opõe resistência a subluxação lateral. A rotação interna diminui essa tend6encia e os sintomas também, exceto nos casos de instabilidade medial, geralmente de origem iatrogênica.


> Existem outros testes que podem ser realizados:

Condromalácia patelar - Uma das mãos fixadas na superfície inferior da patela e com a outra deslizar os três dedos no centro da patela realizando movimentos circulares.
Crepitação - flexo-extensão passiva do joelho com uma das mãos na interlinha e a outra no pé.

Lachman - gaveta anterior em 15° de flexão.

Mc murray - flexão total de coxofemoral, examinador fixa uma das mãos no joelho e a outra no tornozelo.

Apley - realizada em decúbito ventral com joelho em 90° de flexão, aplica-se a compressão axial à perna e realizando rotações variando o grau de flexão para buscar o local da lesão.

Compressão patelar - paciente em DD, terapeuta inferioriza a patela do mesmo e solicita uma contração lenta do quadríceps enquanto realiza uma compressão da patela sob a maca.

Publicado em 31/08/11 e atializado em 06/07/17

A fratura é a perca de continuidade óssea, podendo ocorrer por uma ação direta de uma força ou indireta por tração, torção ou compressão ...

Estabilização de fraturas





A fratura é a perca de continuidade óssea, podendo ocorrer por uma ação direta de uma força ou indireta por tração, torção ou compressão do osso lesado. Diz-se fratura fechada quando não há contato com o exterior, aberta quando há comunicação com o meio exterior e exposta quando o peça óssea fraturada se insinua para fora do corpo. Além disso, as fraturas podem ser dividas em transversais, obliquas, espirais ou comunicativas.

O modo como um osso se fratura geralmente esta relacionada com o modo de como a força é aplicada. A tíbia e a fíbula são componentes ósseos da parte distal da perna e são responsáveis pelo apoio de peso e pela inserção muscular. A tíbia é o osso longo que mais sofre fraturas, as fraturas são normalmente por um trauma direto sobre a área. As complicações após a imobilização decorrente do período de recuperação e consolidação de fratura são rigidez articular, atrofia muscular da parte distal da perna e possivelmente da musculatura da parte proximal da coxa e quadril, assim como um padrão anormal da marcha. É importante que o fisioterapeuta realize uma avaliação para determinar o tipo de conduta e tratamento há ser executado na reabilitação inclusive é importante observar amplitude de movimento, mobilidade articular, flexibilidade muscular, comprometimento de força, propriocepção, equilíbrio e marcha, o fisioterapeuta precisa também determinar as necessidades funcionais que serão impostas ao paciente e estabelecer objetivos a curto e a longo prazo de
acordo com essas necessidades

O uso do gesso é o método popular de tratamento para a fratura. Este método foi utilizado independentemente dos danos dos tecido moles e do esmagamento, pela estabilidade da fratura.

Os primeiros dias de tratamento conservador envolve um período de tração, depois a aplicação de um gesso para imobilizar a perna.

O gesso deve incluir a articulação proximal e distal para imobilizar corretamente a estrutura lesionada. O gesso não deve ser mantido por um período de mais de 8-12 semanas para evitar a rigidez da articulação, após a retirada deve ser substituída por uma órtese.

A radiografia deve ser repetida depois de 15 dias, 1 mês e 2 meses para permitir um controle da posição dos ossos na fratura.

Depois de 4-8 semanas ou quando o medico vê o sinal da consolidação óssea, se remove o gesso longo que chega acima do joelho e substituí-lo por uma órtese.

Os fatores que afetam os resultados e os tempos de recuperação são o deslocamento inicial dos fragmentos, o grau de esmagamento e as condições do membro afetado.

Complicações do gesso

A rigidez articular é claramente o principal problema do tratamento com gesso em fraturas da tíbia. Esta deficiência é causada por fraturas que são imobilizados com gesso por um longo período.

Recomendamos a mobilização passiva feita por um fisioterapeuta experiente para recuperar a amplitude de movimento normal no menor tempo possível. Quando a dor o permitir, você tem que fazer exercícios ativos para recuperar a funcionalidade e a força.

Publicado em 26/05/10 e revisado em 06/07/17

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