A busca pelo equilíbrio corporal é um dos maiores objetivos do Pilates. Quem lida com essa técnica sabe que, tendo estabilidade do core/powe...

Pilates e os desequilíbrios musculares





A busca pelo equilíbrio corporal é um dos maiores objetivos do Pilates. Quem lida com essa técnica sabe que, tendo estabilidade do core/power house, a chance de nosso paciente ter lesões que tragam dor ou incapacidade do movimento são menores. Mas, fisiologicamente, como isso acontece?

A estabilidade corporal, responsável pelo alinhamento do corpo, é diretamente ligada ao controle do Sistema Nervoso Central (SNC), pelo feedback sensorial das estruturas osteoligamentares e pelo controle da musculatura ativa. Logo, qualquer disfunção em um desses fatores vai promover instabilidade, a qual será compensada pelo corpo de alguma forma. Uma dessas formas é causando um desequilíbrio entre músculo.

Portanto, o desequilíbrio muscular pode ser explicado pela diferença de força e flexibilidade entre grupos musculares que atuam sobre uma mesma articulação, isto é, ocorre quando determinado grupo muscular apresenta-se mais forte e/ou mais tensionado do que seu respectivo antagonista.

Como fator causador, os desequilíbrios ocorrem, basicamente, pela promoção de um desalinhamento postural por alterar o posicionamento das estruturas ósseas ao aproximar origem e inserção (encurtamentos); ou promover sobrecargas excessivas em determinadas articulações ou parte delas, ligamentos e outras estruturas, podendo causar lesões agudas ou crônico-degenerativas.

Como fator secundário, pode ocorrer como consequência de uma lesão inicial. Nesse caso, destacam-se as lesões traumáticas e as neurológicas que podem facilitar ou inibir as contrações musculares de determinados músculos, como, por exemplo, é o caso da espasticidade que atinge grupos musculares predominantes, inibindo a reação de seus antagonistas.

O Método Pilates tem como objetivo a harmonia entre o corpo e a mente, sendo um treinamento físico e mental, que melhora a consciência corporal por trabalhar o corpo como um todo. Além disso, através de conhecimentos da Biomecânica no Pilates busca a potencialização do movimento na região o core para trazer a estabilidade que evita os desequilibrios musculares.

Os movimentos específicos de Pilates exigem concentração e a precisão com fazendo com que o praticante tenha total controle e percepção de seu corpo, o que funciona como estímulos proprioceptivos de grande magnitude, os quais são responsáveis pela tomada da consciência corporal.

De forma simplificada, pode-se dizer que o tratamento dos desequilíbrios consiste em promover um reequilíbrio das cadeias musculares alongando o que está encurtado e fortalecendo o que está fraco. Vale ressaltar, porém, que o equilíbrio fisiológico de forças não é necessariamente o mesmo valor entre os grupos musculares.

  Os músculos fibulares exercem a função de manter o equilíbrio e o funcionamento normal do pé e do tornozelo. Realizam os movimentos d...

Lesão de tendões fibulares



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Os músculos fibulares exercem a função de manter o equilíbrio e o funcionamento normal do pé e do tornozelo. Realizam os movimentos de eversão do pé e atuam também na marcha como flexores secundarios do pé . São em número de dois, o músculo fibular longo e o músculo fibular curto que dão origem aos tendões que levam o mesmo nome. Em decorrência de sua localização e sua função, podem sofrer lesões que vão desde simples inflamação de tendão , que são chamadas de tendinites até lesões completas de sua estrutura que geram dores de maior intensidade e até limitação funcional.

O desalinhamento da porção posterior do pé (em valgo ou varo) determina maior desgaste destes tendões que passam a produzir sintomas. O quadro mais corriqueiro é a tendinite aguda que se manifesta através de dor intensa e incapacitante, aumento de volume na goteira póstero-lateral do tornozelo (atrás do maléolo da fíbula) e graus variados de incapacidade funcional. Mantidas as condições desfavoráveis ou quando se associa alteração degenerativa (idade, doenças sistêmicas e debilitantes) as fibras que constituem os tendões começam a sofrer ruptura.

No início, as poucas fibras rotas são facilmente compensadas pelas remanescentes. Com o tempo, no entanto, este quadro se inverte e predominam as fibras lesadas ou incompetentes. O paciente se torna mais e mais limitado em função da dor e da incapacidade de realizar suas tarefas corriqueiras. A progressão deste quadro acaba com a ruptura completa dos tendões e perda absoluta de suas funções.

O diagnóstico deve ser suspeitado sempre que houver dor na região póstero-lateral do tornozelo após atividade física ou com o uso de determinados calçados. É evidente que em fases avançadas as queixas são mais exuberantes e a suspeita diagnóstica de acometimento dos tendões fibulares pode ser lançada com maior facilidade.

Nos casos mais avançados em que já possam ser detectadas alterações das fibras tendíneas, o tratamento deve visar a supressão da carga, a mudança da atividade desportiva realizada ou, se a lesão é extensa, o tratamento cirúrgico. Ao se optar pela cirurgia, é realizada análise criteriosa de todos os fatores envolvidos na gênese do problema para que sua abordagem seja a mais abrangente e completa possível.

Tratamento não-cirúrgico

O tratamento conservador das lesões dos tendões fibulares consiste no uso de antiinflamatório, repouso relativo, modificação do calçado, órteses e fisioterapia . A adequada orientação sobre a melhor forma de tratamento para a tendinite do pé e calcâneo e outras inflamações do tendão deve ser fornecida pelo médico especialista em tendinite e outras lesões do pé. Procure sempre um médico especialista em tendinite antes de iniciar qualquer tratamento.
Tratamento cirúrgico

Quando existe a persistência do quadro doloroso após a realização do tratamento conservador das tendinite e lesões dos tendões fibulares, está indicada a cirurgia .

A recuperação da cirurgia de tendinite varia de acordo com a lesão encontrada no tendão acometido.

As lesões mais frequentemente observadas do tendão fibular curto seguem dois padrões principais. A rotura longitudinal isolada e rotura longitudinal múltipla caracterizada por áreas de fibrilação.

Quando existe a presença de múltiplos fragmentos do tendão com aspecto de fibrilação, deve-se ressecar os fragmentos degenerados e verificar a possibilidade de realizar tubulização do segmento remanescente ou a necessidade de ressecção de todo o segmento degenerado do tendão, caso não haja tecido viável, seguida por tenodese proximal e distal com o tendão fibular longo.

No caso da existência de lesão longitudinal isolada do tendão , quando esta é menor que cerca de 70% do diâmetro do tendão, deve-se realizar a ressecção da lesão e tubulização do tendão remanescente. Quando a lesão acomete mais de 70% do diâmetro do tendão, deve-se realizar a ressecção do segmento lesado do tendão e tenodese com o tendão fibular longo.

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