Artroplastia no Quadril: Vida e Qualidade


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INTRODUÇÃO

Antes de falarmos propriamente da fratura do fêmur, é essencial perdermos algumas linhas explorando a anatomia do fêmur e do quadril. O fêmur é o maior, mais volumoso e forte do nosso corpo. Ele fica posicionado na região da coxa, ligando-se ao joelho na extremidade inferior e á pelve na extremidade superior. Ele (fêmur) apresenta uma projeção óssea, dividida em três partes: cabeça do fêmur, pescoço do fêmur (também chamada colo do fêmur) e trocânter maior.

Apesar de ser um osso muito forte, a região é suficiente susceptível a fraturas. Traumatismos da região do quadril provocados por quedas, acidentes automobilísticos. Em pessoas jovens e saudáveis, a fratura do colo do fêmur só ocorre em caso de grandes impactos na região do quadril, como nos casos de acidentes automobilísticos. As fraturas ocorridas colo e cabeça do fêmur são chamadas de intracapsulares, já as que ocorrem abaixo do colo do fêmur são classificadas extracapsulares.

O tratamento dessas fraturas deve ser cirúrgico, pois esta é a maior chance de recuperação. O paciente estando estável, a cirurgia ortopédica desse ser feita nas primeiras 48 horas após a fratura.

O tratamento pode ser feito com parafusos, pinos ou placas, vai depender do tipo de fratura. A cabeça estiver muito danificada ou havendo riscos de falta perfusão sanguínea para tal, o ortopedista pode tirar o quadril e substitui-lo por uma prótese artificial.

A combinação de substâncias, de origem sintética ou natural, que durante essa fase indeterminada é empregada como um todo, ou parte contribui um sistema para tratamento, ampliação ou substituição de quaisquer tecidos, órgãos ou funções corporais. De uma forma maior, como a sugerida , os biomateriais podem ser entendidos como tudo aquilo que de modo contínuo ou irregular, entra em contato com fluidos corpóreos, mesmo que esteja localizado fora do organismo.
Específico na área ortopédica, os biomateriais são responsáveis pelo enorme avanço na cirurgia reconstrutora das articulações. Se considerarmos a substituição articular protética do quadril, os implantes utilizados neste procedimento é preciso suportar os esforços provenientes da contração muscular, de forças inerciais, do suporte de carga estática e cíclica e ainda sofrer ao desgaste das diversas interfaces, assim como não devem provocar reações adversas ao organismo. Porém não há até o momento um material que atenda, simultaneamente, a todas as exigências mecânicas, metalúrgicas, funcionais e biológicas necessárias para um implante protético perfeito.

A artroplastia de quadril (AQ) é um procedimento cirúrgico, feito pelo médico ortopedista, quando se é preciso restaurar a articulação natural do quadril. Ela pode ser realizada quando o paciente apresenta dor crônica e/ou aguda auxiliada de incapacidade da articulação para a realização das funções diárias como: caminhar, subir e descer escadas, entrar no carro, entre outros.

Dentre as articulações existentes no corpo humano, as dos membros inferiores, especialmente o quadril, são as que mais causam sofrimento com problemas de saúde e necessitam fazer artroplastia, por tamanha extensão, é formado pelo osso da pelve (bacia) e do fêmur (osso da coxa), identificado ao lado da bacia. A causa de incapacidade e substituição articular do quadril é a osteoartrose, outros problemas/doenças que podem causar desgaste nessa região e é indicado o procedimento de artroplastia são: o excesso de peso corporal, a má postura, impacto das atividades repetitivas e com cargas no trabalho, praticas de esporte, quedas, acidentes automobilísticos. Existem dois tipos de artroplastia no quadril: a parcial (ou hemiartroplastia) e a total. É de suma importância o tratamento fisioterapêutico no pós-operatório de artroplastia de quadril.

A hemiartroplastia acontece quando somente uma das superfícies osseas é trocada por um implante. Já a do tipo total (ATQ), ocorre quando as duas superfícies ósseas são substituídas por implantes. Na atualidade, a maioria das próteses de quadril são do tipo total. O corte na pele para cirurgia na artroplastia do quadril varia com o método abordagem no mesmo. A prótese é formada por uma haste que encaixa no fêmur (osso da coxa), uma superfície que encaixa no acetábulo (região especifica da bacia) e outra superfície que fica entre essas duas.

As ATQS são procedimentos cirúrgicos ortopédicos mais incômodos ao sistema de saúde. Para realização da mesma é preciso aquisição do implante, material caro, necessita também de alguns dias de internação, com uso de medicamentos, além de alguns riscos e custos com possíveis complicações no procedimento.

A aplicação de variadas técnicas promove uma satisfatória reabilitação, minimizando e prevenindo possíveis complicações, implicando assim, no resultado almejado. O tratamento engloba desde alongamentos, exercícios ativos e fortalecimento e treino de marcha. Todos os recursos são aplicados de acordo com a necessidade específica do paciente, sendo aumentados ou modificados periodicamente, até que o paciente se recupere completamente e volte a ter uma vida normal.

O objetivo deste trabalho foi entender as alterações na vida dos pacientes submetidos a artroplastia no quadril. O estudo incide em uma revisão de literatura, sendo utilizados materiais científicos como livros, artigos os publicados em revista e monografias pesquisados nas bases de dados Scielo, Google  Acadêmico.

FRATURA DO FÊMUR

A fratura do fêmur pode ocorrer no nivelamento do quadril, na diáfise (parte central do osso) ou no joelho. A perda da força muscular, acidentes, maior dificuldade para se manter equilibrado, a perda da acuidade visual e o frequente uso de medicamentos que causam redução da pressão arterial ou que agem no sistema nervosos central favorecem gradativamente a queda por consequência fratura do quadril (em grande parte nos idosos). A fraqueza dos ossos pelo envelhecimento é natural. A parte longa do osso da coxa é a diáfise do fêmur. Esse é o osso mais longo e forte do corpo humano, tem uma boa circulação sanguínea. Por esta razão e para os músculos que o rodeiam, para quebrar a diáfise serve uma força notável.

Quando ocorre a fratura, o músculo que protege provoca deslocamento do osso, acontece com maior frequência em fraturas diafisárias. Havendo sangramento substancial o abastecimento de sangue para os tecidos diminui significativamente. As atuais terapias mobilizam precocemente, diminuindo o risco das complicações associadas ao prolongamento do repouso no leito (PINHEIRO, 2015).
O fêmur é o maior osso do corpo, localizado na região da coxa, ligasse ao joelho na extremidade inferior e a pelve na extremidade superior. Ele apresenta uma projeção óssea, na qual se divide em: cabeça do fêmur, pescoço do fêmur (colo do fêmur) e trocanter maior. A cabeça tem um formato de esfera na qual se encaixa no osso da pelve, em um local chamado acetábulo. Apesar de ser um osso bastante forte, a região do colo do fêmur é sujeito a fraturas, traumatismos na região provocados por acidentes e quedas  são as principais causas da fratura.

Não basta apenas imobilizar o osso para curar a fratura por ser uma região bem mais grave e complicada o tratamento deve ser feito através de cirurgia, colocando placas, parafusos ou próteses metálicas, sua recuperação completa é bastante lenta, podendo durar meses ou ate mesmo anos. Vários pacientes não conseguem voltar a andar ficando dependentes de ajuda para execução de suas atividades comuns de vida. O tratamento para fratura do fêmur podendo ser cirúrgico ou conservador.

Segundo Pinherio (2015) em caso de cirurgia óssea o cirurgião pode: inserir uma haste intramedular para a fixação dos fragmentos ósseos na posição correta,
unir ao fragmentos inserindo parafusos que são mantidos na posição correta com uma placa de metal ao lado do osso ou  Juntar os pedaços com parafusos anexados a um fixador externo.

A fratura no quadril pode ser curada através da inserção de uma prótese na qual substitui a articulação.

Se for bastante idoso e tiver outras doenças é necessária então uma cadeira de rodas. Já se tratando de crianças que venha a ter uma fratura na diáfise não são operados pois sua recuperação é um pouco mais rápida. Nessa condição é suficiente uma redução com a tração para alinhar corretamente os fragmentos.

As fraturas ósseas na região diafisária do fémur são lesões complexas das quais sequelam, habitualmente, períodos enormes de hospitalização e de reabilitação. O recurso a hastes intramedulares bloqueadas, no que diz respeito à fixação intramedular, é um dos tratamentos possíveis deste tipo de fraturas e tem sido objeto de vários trabalhos de investigação desde o seu aparecimento. Neste sentido, o presente trabalho focou-se no desenvolvimento de uma metodologia de análise computacional de diferentes tipos de fraturas diafisárias do fémur, seguindo o tipo de tratamento utilizado no hospital Nossa Senhora das Dores – Brasil. Foi gerado um biomodelo e um modelo simplificado do conjunto osso-implante-parafusos seguida de uma análise por elementos finitos.

Os resultados obtidos indicam que a introdução das hastes intramedulares em aço inoxidável ou em titânio no fémur diminuem as tensões ao longo do osso, promovendo uma maior estabilidade. O estudo efetuado permitiu identificar a zona medial do fémur como a zona crítica no que diz respeito às tensões envolvidas. Na análise comparativa das tensões com diferentes materiais, o modelo com a haste em titânio apresentou um desempenho mais homogéneo do que o modelo em aço inoxidável. O modelo simplificado apresentou resultados compatíveis com o biomodelo. Este facto possibilita que o modelo simplificado se torne uma ferramenta vantajosa na análise biomecânica das fraturas diafisárias do fémur, uma vez que não há recurso a imagens médicas.

 A osteossíntese, união das extremidades dos ossos fraturados e sua posição em manutenção a posição anatômica correta com auxilio de fios, placas, pregos, parafusos e etc. Retirando o material quando a fratura está consolidada.
A fratura do colo femoral é um desafio mesmo para o cirurgião experiente, devido as altas taxas de complicações pós-operatórias. A dificuldade de redução da fratura e colocação correta de parafusos, muitas vezes torna a cirurgia difícil. (BRASILE, 2012).

ARTROPLASTIA

Artroplastia  ou prótese do quadril é caracterizado pela troca da articulação ou substituição do quadril. Realizada para o reestabelecimento da função da articulação coxo-femoral. Uma cirurgia de artroplastia sempre envolve riscos por ser de grande porte.
Quando o quadril esta danificado por fraturas, artrite, quedas, acidentes ou outro problema, as atividades comuns (sentar, levantar, caminhar) se tornam difíceis e dolorosas podendo haver desconforto mesmo durante o repouso. Na artroplastia total do quadril (chamada também de prótese total do quadril), o osso e a cartilagem lesionados são retirados e substituídos por componentes protéticos (SANTOS,2004).
Tem sido indicada cada vez mais em pacientes jovens e ativos, por haver uma natural e

 crescente demanda desse procedimento em função da expectativa de vida dos pacientes. Os custos altos dessa cirurgia e o debate em discussões da prática dos implantes fazem deste assunto objeto de constantes pesquisas buscando encontrar materiais com melhores resistências ao desgaste e a biocompatibilidade.  Em função do acometimento cujos sintomas são: dor, limitação articular, restrições graves nas atividades diárias, alterações emocionais e alteração do sono. Considerando o interesse clínico e científico do tema para a área da Psicologia da Reabilitação, desenvolveu-se uma investigação com o objetivo de avaliar a qualidade de vida de pacientes submetidos a artroplastia total do quadril.

FISIOTERAPIA

Faz-se necessário a análise da intervenção fisioterapêutica imediatamente após a cirurgia com a finalidade de exercer a reabilitação. O trabalho foi realizado a partir da atuação do fisioterapeuta, primeiramente, na sala de recuperação e posterior intervenções nos quartos do hospital, até a sua alta hospitalar, em pacientes submetidos à cirurgia ortopédica de artroplastia total de quadril. Teve como especificidade confirmar a redução de ingesta de medicamento profilático para trombose venosa profunda (TVP), após o intermédio fisioterapêutico, verificar a redução de ingesta de medicamento profilático para analgesia, analisar se houve alteração de amplitude de movimento, após o intermédio fisioterapêutico, examinar se houve alteração do grau subjetivo de dor, após o intermédio fisioterapêutico e examinar se houve alteração do edema, após a intervenção fisioterapêutica. O estudo está classificado como sendo do tipo exploratória considerada quantitativa de intervenção.

Atividades leves e caminhadas tem grande importância na recuperação. Boa parte dos pacientes sujeitos a artroplastia total do quadril inicia a ficar de pé e andar com auxilio de aparelhos, no mesmo dia posterior, ás vezes podendo ocorrer no mesmo dia.  O fisioterapeuta ensinará exercícios específicos para o fortalecimento e restauração dos movimentos no quadril, para que possa realizar atividades comuns no dia a dia e andar.
O sucesso da cirurgia procederá em grande medida de seguir, inicialmente após a cirurgia, as orientações que o cirurgião ortopédico der sobre os cuidados em casa.
Os exercícios são elementos fundamentais dos cuidados a serem observados em casa, principalmente  nas semanas iniciais após a cirurgia.

Há uma pequena taxa de complicações após essa cirurgia. Uma complicação grave como infecção articular, sucede em menos de 2% dos pacientes. Complicações médicas como acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco acontecem com tão pouco repetições. Embora quando ocorrem, elas podem prolongar ou limitar a recuperação completa.

5. VIDA E QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES SUBMETIDOS A ARTROPLASTIA

Após a ATQ, recomenda-se que o paciente adote a posição sentada até 48 horas após a cirurgia, que está proibido de sentar cruzando as pernas. Sentado não deve girar o tronco para os lados. Deve ser evitado errar a angulação ao sentar, sempre o paciente deve manter uma angulação entre o tronco e o quadril maior que 90º.  Evitando usar cadeiras muito baixas.

Já na posição em pé o paciente deverá manter o peso do seu corpo sobre a perna sã e, não deve se apoiar na perna operada até que seja liberado, as pernas fiquem mais esticadas na posição sentada

Nas atividades de vida diária é importante observar o seguinte: 1. Uso do vaso sanitário: Poderá usar o vaso sanitário normalmente, precisará de ajustes na postura, na hora de sentar e levantar e no assento do vaso. Na hora de sentar deve-se manter a perna operada esticada a frente, o peso do corpo sobre a perna boa, e os braços apoiar a barra lateral de apoio.

  1. Vestir a roupa íntima, calça e calçados: Sugere-se adaptação de abertura lateral nas peças de maneira que possam ser fechadas facilmente. Quanto aos calçados fazê-lo em posição em pé, quando o tronco e a perna estão esticados.
  2. Atividades domésticas: o paciente não pode realizar movimentos que requeiram como agachar, ajoelhar-se, inclinar-se a frente, por um longo período de tempo.
    Quanto as adaptações na residência as fundamentais são: livre acesso aos principais cômodos da casa, piso antiderrapante e fácil acesso a algum meio de comunicação.
    O piso da residência deve ser menos escorregadio possível e sem adornos/tapetes.
    Barras de apoio devem ser utilizadas em regiões como escadas (corrimão) e locais molhados.

Em relação a pratica de esporte, aquelas que envolvem grande impacto no quadril, devem ser evitadas. Exemplos: futebol, tênis, corrida e lutas. Indicado a adoção de um esporte de menor impacto: caminhada, natação, ciclismo, dança de salão e hidroginástica. Aquelas que envolvem grande impacto no quadril, devem ser evitadas.
Exemplos: futebol, tênis, corrida e lutas. Indicado a adoção de um esporte de menor impacto: caminhada, natação, ciclismo, dança de salão e hidroginástica.

Quanto a  dirigir veículos a restrição é devido aos cuidados necessários com a prótese. A artroplastia total do quadril (ATQ) proporciona ao paciente alivio da dor, melhora na realização das atividades de vida diária e aumento da amplitude do movimento articular do quadril.

Numa pesquisa feita mostrou que no pré-operatório (66,7%) pacientes apresentaram dores acentuadas e no pós operatório (83,3%) pacientes relataram ausência de dor. A ação fisioterapêutica no pré e no pós-operatório é de extrema importância, proporcionando vantagens ao paciente (BARROS, 2017).

A qualidade de vida foi definida pelo grupo de qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (OMS). O individuo em sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores no qual vive em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e seus interesses. O bem – estar se avalia á saúde (físico, mental e social e não meramente a ausência de doença).   Porem algumas pessoas acham também que a qualidade de vida seja vista como algo positivo e não como influencia negativa. Sugere que o foco na doença é  inapropriado e que a vida tem seu valor por varias outras razões e pela ausência do sofrimento. Avaliam-se as modificações ocorridas após uma intervenção.  A diferença entre a expectativa e a esperança dos indivíduos e suas experiencias, do estilo de vida atual, as esperanças e ambições quanto ao futuro. E a realidade pode ser diminuída tanto pela melhora da função do paciente com o tratamento quanto pela redução das suas expectativas obtida através da informação da compreensão adequada das limitações impostas pela doença e aceitação dos riscos envolvidos em relação aos benefícios esperados com o tratamento.

CONCLUSÃO

A artroplastia de quadril (AQ) é um procedimento cirúrgico, feito pelo médico ortopedista, quando se é preciso restaurar a articulação natural do quadril e proporciona ao paciente alivio da dor, melhora na realização das atividades de vida diária e aumento da amplitude do movimento articular do quadril.




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  • Artroplastia no Quadril: Vida e Qualidade Artroplastia no Quadril: Vida e Qualidade Revisado by Faça Fisioterapia on 10:18 Nota: 5