Os mecanismos de lesão das rupturas ligamentares de tornozelo podem variar. No entanto, a entorse é a causa mais comum, pois ocasiona ...

Fisioterapia na Entorse de Tornozelo




Os mecanismos de lesão das rupturas ligamentares de tornozelo podem variar. No entanto, a entorse é a causa mais comum, pois ocasiona um movimento anormal dessa articulação. Podemos ver isso em esportes como futebol, basquete e vôlei de praia, mas também em atividades do dia a dia, como um passo em falso.

Quando pensamos em lesões multiligamentares, que afetam concomitantemente o ligamentos e até mesmo tendões, as causas mais comuns são acidentes automobilísticos e atividades esportivas de alto impacto, como futebol americano, rúgbi e artes marciais mistas.

Os sinais e sintomas das lesões ligamentares do tornozelo variam de acordo com a gravidade da lesão, os tecidos acometidos e a extensão de seu acometimento. O tratamento em uma 1ª fase (até 48-72h após a lesão) e desde que não haja luxação ou fratura associada, consiste em controlar os sinais inflamatórios e tem como objetivos:

  • Repouso e orientações sobre a utilização de muletas desde que necessário;
  • Compressão do tornozelo com bandagens evitando o inchaço excessivo;
  • Elevação do pé;
  • Crioterapia (uso do gelo) de forma imediata à lesão com aplicação de gelo local por 20 min, com intervalo de 2h.

           Nas entorses de grau I, após este período de 3 dias, o paciente já deve apresentar assintomático ou com pouca dor residual e naqueles de grau II (ruptura parcial) e III (ruptura total), a fisioterapia divide-se em 3 fases:

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Fase II ou fase de Proliferação (4-10 dias)

  • Eletrotermofototerapia;
  • Auxílio das muletas na 1ª semana;
  • Drenagem linfática manual;
  • Banhos de contraste (redução do edema) – alternância entre água quente e fria que deve ser feito sob observação e orientação de profissionais a fim de evitar queimaduras;
  • Usar o pé apenas dentro do limite de conforto/sem dor;
  • Movimentos de flexão do pé e dedos, estabilização ativa e coordenação motora.
  • Exercícios de equilíbrio dinâmico e os proprioceptivos podem ser realizados (desde que tolerável).
  • Bicicleta estacionária.

Fase III ou fase de remodelação precoce (11 – 21 dias)

  • Reeducação da musculatura flexora, inversora e eversora do tornozelo;
  • Trabalho de estabilização dinâmica e propriocepção;
  • Treino de equilíbrio e coordenação;
  • Reforço muscular geral;
  • Inicio gradativo de caminhada/corrida.

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Fase IV ou fase de remodelação (reintrodução prática desportiva)

  • Exercícios funcionais;
  • Atividades pliométricas;
  • Ênfase no trabalho proprioceptivo.

Em média, a recuperação se processa em quatro semanas, embora isso seja variável em função da gravidade do entorse. Muitas entorses de tornozelo são reabilitadas com tratamento conservador, porém, algumas pessoas apresentam dor persistente e até crônica após a lesão devido a não reabilitação ou reabilitação inadequada entre elas a instabilidade crônica com frouxidão articular com falseios de repetição que pode estar associada ao desequilíbrio por falta de condicionamento muscular e também as lesões cartilaginosas no tornozelo. O retorno ao esporte, se ocorrido de forma precoce, poderá agravar a lesão pré-existente e até mesmo até levar a um dano articular permanente. Cada indivíduo responde em uma velocidade diferente e por isso não existe um tempo exato para retorno a atividade. No retorno às atividades esportivas, podem ser utilizados as bandagens funcionais (botinhas de esparadrapos, coban e bandagem elástica) com intuito de fornecer apoio, proteção e estabilidade articular ao tornozelo, sem limitar sua função

Dependendo do ligamento e do nível de atividade do paciente, a conduta pode ser a cirurgia, que reconstrói o trajeto dessa estrutura por meio de um enxerto. Essa é a escolha mais comum para atletas, jovens, pessoas com a vida ativa ou quando há muita instabilidade articular. Antes e depois da operação, a fisioterapia é indispensável.


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Falando em fraturas, existem alguns tipos delas: a mais simples é aquela onde existe uma única linha e as partes quebradas não se separam, c...

4 tipos de tratamento para Fratura de Fêmur






Falando em fraturas, existem alguns tipos delas: a mais simples é aquela onde existe uma única linha e as partes quebradas não se separam, como se formasse uma rachadura, mas sem alterar os contornos do osso. Um tipo um pouco mais sério é bem parecido, porém, existe um pequeno afastamento entre as partes. As mais graves são aquelas onde além de afastar uma parte da outra, ocorre um desvio entre elas criando desalinhamentos no osso. Além disso, existe a possibilidade de um mesmo osso ser quebrado em duas, três ou mais partes, aumentando a gravidade do problema quanto maior for o número destas partes. Ossos mais finos e compridos são mais fáceis de serem quebrados em duas partes, com desvios. Já ossos mais curtos e largos necessitando de traumas muito maiores para fraturarem-se.

O tratamento das fraturas vai depender de cada tipo delas. Nos casos mais graves, onde os ossos se separam em vários fragmentos ou se desviam do eixo, é necessário fazer uma cirurgia para colocar tudo de volta no lugar, utilizando-se hastes metálicas, parafusos, fios metálicos ou até mesmo fixadores externos, como forma de manter os ossos no lugar, para que consolidem de forma alinhada. Agora, nos casos mais leves, onde não ocorre separação ou desvio considerável, o tratamento é conservador (sem cirurgias), com imobilização (órteses ou gesso) do local acometido.

O fêmur é o osso mais longo do corpo. A extremidade proximal é composta pela cabeça do fêmur, colo do fêmur e duas extremidades chamadas trocanter maior e trocanter menor. A fratura do fêmur acontece quando surge uma fratura no osso da coxa, que é o mais comprido e mais forte osso do corpo humano. Por esse motivo, para que surja uma fratura nesse osso é necessária muita pressão e força, o que, geralmente, acontece durante um acidente de trânsito a alta velocidade ou uma queda de grande altura, por exemplo.

As fraturas de colo de fêmur são observadas frequentemente nos indivíduos da terceira idade e a incidência aumenta com a idade, a partir dos 60 anos, sendo duas vezes mais freqüente no sexo feminino.

Fatores de risco

Quedas

As fraturas de quadril aumentam de acordo com a idade, e o grau de osteoporose, determina apenas o tipo de fratura. O maior acometimento ocorre entre 65 e 85 anos. (Bucholz e Heckman, 2006)

Em quedas laterais, há maior chance de acarretar fraturas, pois tem grande impacto no trocanter. Normalmente, quando uma pessoa percebe que vai cair, sua primeira reação é proteger-se com as mãos estendidas para frente e sobre os joelhos. Já uma pessoa de 85 anos, que caminha lentamente, tende apenas a cair para o lado, ocasionando assim a fratura. (Bucholz e Heckman, 2006)

Devido a degradação geral da saúde, o idoso está mais propenso a quedas, de acordo com estudos, uma pessoa que sofre uma fratura de colo de fêmur, tem um aumento de até 5 vezes de ter o mesmo tipo de fratura do lado oposto. O fato de residir em casas de repouso, apresentar anomalias psicomotoras, uso de medicamentos sedativos, álcool (que afeta a densidade óssea), tabagismo e sedentarismo, são grandes fatores de risco que levam esses paciente à quedas. (Bucholz e Heckman, 2006)

Osteoporose

A osteoporose é considerada uma epidemia na população idosa, para a classificação da osteoporose, utiliza-se a densitometria óssea e a tomografia computadorizada (TC) quantitativa. Para tratamento dessa patologia, atualmente utiliza-se a complementação de cálcio (vitamina D) e medicamento com estrógeno, calcitonina e alendronatos. Para esses idosos, a dosagem correta de cálcio por dia deve ser de 1000 mg/dia.

Como é feito o tratamento

Em quase todos os casos de fratura do fêmur é necessário fazer cirurgia, em até 48 horas, para corrigir a quebra e permitir que a cicatrização aconteça. No entanto, o tipo de cirurgia pode variar de acordo com o tipo e gravidade da fratura:

1. Fixação externa

Neste tipo de cirurgia o médico coloca parafusos através da pele até aos locais acima e abaixo da fratura, fixando o alinhamento correto do osso, para que a fratura possa começar a cicatrizar corretamente.

Na maioria das vezes, este é um procedimento temporário, que é mantido até que a pessoa possa fazer uma cirurgia de reparação mais extensa, mas também pode ser utilizado como forma de tratamento em fraturas mais simples, por exemplo.

2. Haste intramedular

Esta é uma das técnicas mais utilizadas para tratar fraturas na região do corpo do fêmur e envolve a colocação de uma haste de metal especial no interior do osso. A haste normalmente é retirada depois que a cicatrização está concluída, o que pode demorar até 1 ano para acontecer.

3. Fixação interna

A fixação interna normalmente é feita em fraturas mais complicadas ou com várias quebras em que não é possível utilizar uma haste intramedular. Neste método, o cirurgião aplica parafusos e placas de metal diretamente sobre o osso para o manter estabilizado e alinhado, permitindo a cicatrização.

Estes parafusos podem ser retirados assim que a cicatrização está concluída, mas como é necessário fazer nova cirurgia, muitas vezes são mantidos no local por toda a vida, especialmente se não estiverem causando dor, nem limitando os movimentos.

4. Artroplastia

Esta é um tipo de cirurgia menos utilizado que normalmente está reservado para situações de fraturas próximas do quadril que demoram para cicatrizar ou que são muito complicadas. Nesses casos, o médico pode sugerir uma artroplastia, na qual a articulação do quadril é completamente removida e substituída por uma prótese artificial.

O tempo de recuperação pode variar muito dependendo do tipo de cirurgia feito, no entanto, é comum que a pessoa fique internada entre 3 dias a 1 semana antes de ter alta e ir para casa. Além disso, como muitas fraturas acontecem devido a acidentes, também pode ser necessário mais tempo para fazer o tratamento de outros problemas como hemorragias ou feridas, por exemplo.

A abordagem fisioterapêutica depende do tipo de fratura, do tratamento cirúrgico realizado e das características individuais do idoso. Porém, alguns procedimentos são comuns e de grande importância na prevenção das complicações no pós-operatório imediato. A manutenção de uma boa ventilação e a cinesioterapia de bombeamento vascular, para a prevenção de tromboembolismo, são condutas prioritárias com idoso acamado

Para finalizar, vale a pena lembrar que para uma boa recuperação, é importante que todos os profissionais envolvidos se comuniquem (principalmente médicos e fisioterapeutas), para que tenham a informação completa sobre seu caso e as chances de sucesso na recuperação sejam maiores. Por isso, procure sempre por profissionais que demonstrem conhecimento sobre o seu problema, ou que sejam indicados por pessoas de sua confiança.

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