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quinta-feira, 15 de março de 2012

Avaliação Postural: cada indivíduo tem uma postura diferenciada

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A postura do ser humano pode ser definida como a posição que nosso corpo adota no espaço, bem como a relação direta de suas partes com a linha do centro de gravidade. Segundo Magee (2002), "postura é um composto das posições das diferentes articulações do corpo num dado momento". Para que possamos estar em boa postura, é necessária uma harmonia/equilíbrio do sistema neuromusculoesquelético.

Já Palmer & Apler (2000) definem a postura correta como o "alinhamento do corpo com eficiências fisiológicas e biomecânicas máximas, o que minimiza os estresses e as sobrecargas sofridas ao sistema de apoio pelos efeitos da gravidade". 

 Cada indivíduo apresenta características individuais de postura que podem vir a ser influenciada por vários fatores: anomalias congênitas e/ou adquiridas, má postura, obesidade, alimentação inadequada, atividades físicas sem orientação e/ou inadequadas, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar e doenças psicossomáticas.
A análise da postura envolve a identificação e a localização dos segmentos corpóreos relativos à linha de gravidade. É importante lembrar que a avaliação postural deve determinar se um segmento corporal ou articulação desvia-se de um alinhamento postural ideal. Portanto, podemos entender que na avaliação postural o paciente deve sentir-se à vontade e evitar rigidez e posições não-naturais. Há a necessidade de ser visualizado o equilíbrio global do corpo. O fio de prumo situa-se no ponto Antero-posterior anterior ao maléolo lateral e, para os desvios laterais, entre os calcanhares.

Agora, quando falamos da Postura Padrão, nos referimos a uma postura "ideal" ao invés de uma postura média. O alinhamento esquelético ideal utilizado como padrão consiste nos princípios científicos válidos, envolvendo uma quantidade mínima de esforço e sobrecarga, e conduz à do corpo.

Podemos concluir que o objetivo principal da avaliação postural é identificar os desequilíbrios mais evidentes a fim de evitar prescrição de exercícios que possam vir a acentuar esses desequilíbrios. A boa postura é aquela que melhor ajusta nosso sistema musculoesquelético, equilibrando e distribuindo todo o esforço de nossas atividades diárias, favorecendo a menor sobrecarga em cada uma de suas partes.


terça-feira, 13 de março de 2012

Os sintomas e tratamento da escoliose

Os sintomas e tratamento da escoliose

Postado por Rodrigo Zabini na categoria Fisioterapia, Osteopatia, Saúde em 11/fevereiro/2010 | 172 comentarios
Séculos atrás , Hipócrates (séc.V AC) fez a primeira descrição sobre o problema da escoliose. Ambrose Paré (1510-1590) associou a escoliose congênita a maus hábitos posturais. Em 1895, graças a evolução da medicina e o advento dos raios-x, múltiplos fatores passaram a ser melhor analisados sobre esta patologia. Em 1948, John Cobb empregou o método de mensuração da escoliose que é utilizado até hoje.
A coluna vertebral vista de perfil apresenta suas regiões de curvatura chamadas de cifose e lordose. Quando olhada de frente, ou de costas, ela precisa estar reta. A escoliose é descrita simplesmente como o desvio lateral do eixo vertebral da coluna (figura abaixo) quando vista de costas.

Há diversas propostas de classificação da escoliose:

Idiopática: Aproximadamente 80% dos casos, são as que não tem causa definida;
Pós traumáticas: desenvolvida graças a um trauma sofrido ( acidente, queda, fratura);
Neuro-Muscular: geralmente conseqüências de distúrbios neurológicos ( distrofias, miotonias, hipotonias);
Congênitas ou Infecciosas: Mal de Pott, tumoral, síndrome de Marfan e de Ehlers-Danlos;

Diagnóstico

O diagnóstico é bem simples. No exame físico é notável o desvio tanto da coluna, como em alguns casos das costelas e diferença de altura do ombro. Para fechar o diagnóstico usa-se o teste de ADAM e raios-x com a mensuração do ângulo de Cobb e sinal de Risser.

Sintomas

Os sintomas dolorosos geralmente não aparecem durante a adolescência, mas é comum na fase adulta. A queixa mais comum de pais e pacientes são devido à aparência com deformidades.

Tratamento

O tratamento é longo e difícil. Principalmente porque a maioria dos casos é de causa desconhecida. O paciente deve estar assessorado com uma equipe multidisciplinar com médicos, fisioterapeutas e psicólogos.

Por se tratar de um problema da coluna, a osteopatia pode oferecer um alívio da dor e correção da estrutura através de técnicas de manipulação. Com ênfase especial à mecânica do corpo, a osteopatia tende a restabelecer a harmonia entre todas as estruturas que sustentam a coluna, e ao longo das sessões devolverem o equilíbrio da coluna ao seu eixo natural.

Uma boa opção para o tratamento da escoliose são o RPG associado as palmilhas posturais, pois elas atuam no pé, ajudando o seu corpo a reprogramar sua postura com estímulos nas plantas dos pés.

Está com dor e tem escoliose? Complete seu tratamento com seu  osteopata de confiança, ele saberá te ajudar !


sexta-feira, 9 de março de 2012

Ortopedistas brasileiros afirmam que próteses de quadril com metal são seguras


O uso de próteses de quadril do tipo metal sobre metal continua gerando polêmica. Na semana passada, estudo publicado na revista científica "British Medical Journal" mostrou que estes implantes, principalmente os modelos mais antigos, podem causar intoxicação por cromo e cobalto, além de danos aos ossos. Mas os médicos Sérgio Rudelli, presidente da Sociedade Brasileira de Quadril, e Geraldo Motta, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, afirmam que não há comprovação de que estes problemas ocorram.

Em carta por e-mail, as duas entidades dizem que "a Sociedade Brasileira de Quadril, afiliada da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, esclarece que jamais recebeu qualquer reclamação ou queixa sobre intoxicação do organismo causada por próteses metálicas". Os dois médicos afirmam que essas próteses começaram a ser usadas no Brasil na década 1970, portanto, há mais de 40 anos. Com a evolução tecnológica, as próteses de polietileno e, mais recentemente, as de cerâmica, passaram a ser mais comuns. Na carta, Rudelli e Motta explicam que "hoje as próteses exclusivamente metálicas representam apenas uma parcela das 15 a 20 mil próteses implantadas anualmente no Brasil".

A recomendação da Sociedade Brasileira de Quadril é que pacientes que tenham recebido próteses inteiramente metálicas procurem seus médicos, se estiverem preocupados com possíveis danos à saúde.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Quando o pilates faz mal à saúde

Bastam 120 horas (divididas em finais de semana), um investimento de R$ 2 mil, uma plaquinha e uma sala de aula para qualquer pessoa virar instrutor de pilates.

Pelas normas atuais, os aparatos descritos acima são o suficiente para ganhar o título de especialista e oferecer exercícios físicos intensos, com potencial de lesões sérias, para idosos, gestantes, crianças e adultos.

O pilates ganhou popularidade no Brasil e os estúdios tomaram conta das cidades. Fisioterapeutas, educadores físicos, terapeutas ocupacionais e bailarinos são os profissionais que mais ocupam o cargo de professor da modalidade e os mais indicados para função, desde que façam treinamentos específicos.

"Mas não há diretrizes que norteiem a formação, como conteúdo programático ou carga-horária", afirma o coordenador da Associação Brasileira de Pilates (ABP), Eduardo Freitas da Rosa.

"Em consequência disso, existem profissionais sem condições mínimas para atuar ou ministrar cursos sobre o método", complementa.

"Pilates é um curso livre, não há exigência de diploma não", respondeu a atendente de uma entidades que oferece capacitação da técnica, após a reportagem do iG Saúde perguntar se poderia participar da próxima turma que forma professores sem ter diploma em nenhuma área.

"São R$ 2 mil reais, pagos em até 10 vezes. O curso tem 120 horas e mais um estágio de 30 horas que você pode fazer na nossa unidade mesmo, com nossos matriculados", explicou a moça ao telefone.

É verdade que, no contato com outros 8 estúdios que oferecem curso de professor de pilates (três em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, um na Bahia e outro em Florianópolis), só mais um aceitou a não formação prévia em universidades que ensinam noções de anatomia ou fisiologia.

O restante disse que as aulas eram voltadas apenas para fisioterapeutas e professores de educação física. Mas mesmo quem já cumpriu a graduação, pode "se especializar" em "pilates para idosos" ou "pilates para gestantes", por exemplo, após cumprir apenas 16 horas de treinamento.

"É muito sério isso que está acontecendo", lamenta a fisioterapeuta Cristina Abrami, diretora técnica do CGPA Pilates e uma das profissionais que batalha para a regulamentação da prática e o aumento da fiscalização.

"Hoje, se você colocar uma plaquinha na porta da sua casa oferecendo as aulas, no dia seguinte terá três alunos matriculados. Muitas academias oferecem o método em classes com mais de 10 alunos, sendo que a prática deve ser o mais personalizada possível", diz.

"Entregamos nosso corpo, a nossa saúde nas mãos de pessoas que podem ter feito apenas um workshop ou visto um DVD sobre pilates", alerta Cristina Abrami.

Especial: Saiba tudo sobre a dor

Neste contexto de mão de obra não regulamentada e capacitada para as aulas, a agravante é o perfil dos alunos. Nos últimos anos, pesquisas pipocaram enaltecendo o pilates como "remédio" para problemas crônicos, como dores intensas, osteoporose e outras alterações musculares e esqueléticas.

De fato, explica o ortopedista especializado em coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo, Raphael Marcon, o método é excelente para a reabilitação e também para o condicionamento físico, com já evidências científicas confirmadas.

Isso indica que quando chegam às aulas, muitos praticantes já estão lesionados, com problemas de saúde e querendo amenizar os sintomas doloridos. O problema é quando o que era para ser remédio acaba como veneno. Segundo Marcon, o que ocorr é o caminho inverso.

"Os pacientes vão para as aulas de pilates para recuperar a dor, mas acabam voltando com mais dor ainda", afirma o especialista.

Veja quais são as dores que mais afastam as pessoas do trabalho

O presidente da Sociedade Brasileira de Coluna, Luis Eduardo Munhoz da Rocha, acrescenta que os exercícios de pilates fortalecem a região da lombar, mas podem exigir muito de uma estrutura já comprometida.

"Os discos existentes entre as vértebras podem já estar desgastados devido ao próprio estilo de vida (postura inadequada, genética e até obesidade)".

"Quando o pilates é ministrado por quem tem conhecimento, o limite individual de cada praticante é mais respeitado. Seja para a reabilitação, seja para o emagrecimento ou para o condicionamento físico."

A seguir, os especialistas ouvidos pela reportagem dão dicas para o pilates não fazer mal à saúde

- Desconfie das aulas de pilates oferecidas para mais de três alunos. Por ser muito específico, o curso deve abrigar no máximo três participantes

- Solicite a formação do instrutor. Se o objetivo for reabilitação física o ideal é procurar um fisioterapeuta. Caso o interesse seja esporte, procure um educador físico. Ambos devem ter certificado e capacitação em pilates em cursos com mais de 340 horas

- Passe por um médico antes caso o ponto de partida para a procura do pilates seja uma dor. Os médicos afirmam que o sintoma dolorido é o principal alerta de que algo no corpo não está bem. Pilates serve como coadjuvante no tratamento e não como medicação

- Peça a licença do estúdio. Os órgãos de classe (ou conselho federal de educação física ou conselho de fisioterapia) precisam autorizar o funcionamento da unidade

- Não utilize como único critério de seleção da escola o preço da mensalidade. Não é porque o curso é caro demais ou muito barato que os instrutores são gabaritados

- Se estiver grávida (ou ficar grávida durante o curso) pergunte ao seu médico se há alguma restrição ao pilates e siga o que ele indicar. Em alguns casos, a atividade pode colocar em risco a gestação


sexta-feira, 2 de março de 2012

Fratura de clavícula infantil


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A Fratura da clavícula é a mais freqüentes de todas as fraturas, principalmente no período de recém-nascido. Muitas vezes ela pode passar desapercebida por todos em casa e mesmo num primeiro exame mais rápido na sala de partos ou no centro cirúrgico.

Esta fratura pode ser bem notada no primeiro exame feito pelo pediatra, no consultório, alguns dias após o nascimento. Costuma acontecer no momento em que o obstetra tenta liberar o ombro do bebe ao nascer. Nestes casos costuma haver uma redução dos movimentos dos braços do bebe, no lado fraturado. Na maioria das vezes são fraturas incompletas, chamadas de "fratura em galho verde".

Estas fraturas curam-se espontaneamente, não necessitando de imobilização. É recomendado que a mãe tenha cuidado ao manusear o bebê para não provocar dor. O prognóstico é excelente, sem nenhum prejuízo futuro para a criança. Na dúvida esclarecer com o pediatra.

No ponto da fratura alguns dias depois aparece um aumento parecendo um ovo.

Com o passar das semanas, tudo desaparece e dificilmente anos depois conseguiremos descobrir o lado fraturado.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Como surge o esporão de calcanhar?



A cada ano, cerca de um milhão de brasileiros e 2,5 milhões de americanos procuram os consultórios de ortopedistas queixando-se de dores no calcanhar.

A maior parte desses pacientes apresenta um problema chamado fasceíte plantar, ou fascite plantar, uma inflamação no tecido que recobre os músculos da sola do pé, comumente chamada de esporão.

Para entender a origem do esporão de calcanhar é importante lembrar que a planta do pé é composta por estruturas elásticas (músculo) e rígidas (fáscia), que potencializam a força dos músculos flexores curtos dos dedos e funcionam como um braço de alavanca.

Na prática, essas estruturas aumentam a eficiência do impulso, que é acionado quando o calcanhar se distancia do solo.

"As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas".

Um estresse excessivo nesta região provoca um estiramento da fáscia, originando fissuras e inflamação. Entre as principais causas estão a retração do tendão calcâneo conhecido popularmente como tendão de Aquiles e pés com a curvatura acentuada, rígidos, pouco flexíveis ou pronados.

As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas.

Há, ainda, incidência significativa de casos entre as que trabalham em pé por longos períodos ou que sofrem com sobrepeso. O tratamento é principalmente clínico, realizado por meio de exercícios de alongamento do tendão de Aquiles e da fascia plantar.

Estudos revelam que 80% dos portadores de esporão de calcanhar melhoram após seis a oito semanas de tratamento.

Além da fisioterapia, medicamentos para amenizar as dores e conter a inflamação podem ser benéficos.

Ao persistir a doença, especialistas recomendam a terapia de ondas de choque extracopórea. Os tratamentos cirúrgicos costumam ser raros, cabendo a casos muito específicos.


2leep.com

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