coluna vertebral é formada por várias vértebras que são ligada por articulações que são os discos intervertebrais. Esses discos são constitu...

Coluna Vertebral dissecada


coluna vertebral é formada por várias vértebras que são ligada por articulações que são os discos intervertebrais.
Esses discos são constituídos de material fibroso e gelatinoso que desempenham a função de amortecedores e dão mobilidade para nos locomover, correr ou mesmo quando saltamos. Ele é formado do núcleo pulposo e do ânulo fibroso.
A coluna vertebral, serve de apoio para outras partes do esqueleto.
Cada vértebra possui basicamente um corpo, um grande forame (forame vertebral) e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra. Como as vértebras sobrepõe-se umas as outras, seus forames vertebrais formam o canal vertebral.

O canal vertebral segue as diferentes curvaturas da coluna;como na ilustração ao lado;ele é largo e triangular nas partes em que a coluna possui mais liberdade de movimento, como nas regiões lombar e cervical; e é pequeno e arredondado na região torácica, onde os movimentos são mais limitados. Neste canal fica abrigada a nossa medula espinhal e por esse motivo ela está protegida.
Quando a coluna vertebral é observada lateralmente, vê-se pequenas aberturas laterais, estas são os forames intervertebrais. Eles são importantes para permitir que os nervos (sistema nervoso periférico) se comuniquem com a medula espinhal (que faz parte do sistema nervos central).
Quando é vista de frente a coluna vertebral é reta, e quando vista de lado forma quatro curvaturas, duas delas com a concavidade virada para trás (lordoses) e duas delas com a concavidade virada para a frente (cifoses). Temos assim a lordose cervical (localizada no pescoço), a cifose torácica (ao nível das costelas), a lordose lombar (ao nível do abdómen) e por fim a cifose sacrococcígea, ao nível do sacro e do cóccix.
As cifoses são curvaturas primárias e são desenvolvidas durante o período embrionário, as lordoses são chamadas de curvaturas secundárias pois são desenvolvidas conforme se assume a postura ereta.
O aumento dessas curvaturas representam quadros patológicos. Sendo: Hiperlordose, cervical ou lombar; hipercifose torácica.
A região cervical é constituída por sete vértebras localizadas no pescoço. A primeira vértebra se chama Atlas e se articula com o crânio possibilitando flexão e extensão da cabeça sobre a coluna vertebral cervical, bem como suportando seu peso. O Axis é a segunda vértebra cervical e apresenta uma apófise (saliência)na sua região anterior que se projeta para cima, penetrando o plano horizontal do canal vertebral da primeira vértebra, articulando-se com a parte posterior de seu anel anterior. O Atlas não tem um corpo vertebral como a maioria das demais vértebras.
A região torácica é constituída de doze vértebras que também servem para a inserção das costelas.


A região lombar é constituída por cinco vértebras maiores e é esta região que suporta todo o peso do tronco, dos membros superiores, do pescoço e da cabeça quando estamos na posição sentada ou em pé. Na região da coluna vertebral lombar na altura entre a primeira e a segunda vértebra ( L1 e L2 ) termina a medula nervosa espinhal dentro do canal vertebral em uma formação conhecida como cone medular. A partir do cone parte um aglomerado de raízes nervosas conhecido como cauda equina. Em pares, as raízes nervosas espinhais estendem-se até a parte lateral do canal vertebral, sendo uma raiz de cada lado, saindo pelo foramen lateral.boom como a coluna vertebral é formada

Abaixo da região lombar, sendo parte da bacia, a região sacrococcígea é composta pelo osso sacro que é resultado da fusão de cinco vértebras. Um de cada lado, este conjunto se articula com os ossos ilíacos do quadril, que se articula com os fêmures.
O osso cóccix é formado pela fusão das últimas quatro vértebras.

Os Cds e Dvds Universitarios oferecem um cd de conteudo de coluna vertebral com tratamentos e artigos atualizadissimos por um preço especial a leitores desse blog. Aproveite!




PRODUTOS ORTOPÉDICOS ESSENCIAIS. CLIQUE!

-------

Esse post é um post publieditorial

Teste da integridade do ligamento colateral medial. Coloca-se o indivíduo deitado, de modo que o membro inferior a ser testado fique na b...

Testes ortopédicos para joelho




Teste da integridade do ligamento colateral medial. Coloca-se o indivíduo deitado, de modo que o membro inferior a ser testado fique na borda da mesa de exame. Examina-se, primeiramente, o lado normal e, depois, o lesado. Segura-se o membro inferior e aplica-se um esforço em valgo apoiando-se uma mão na face lateral do joelho e a outra na face interna da perna, próximo do tornozelo. Testa-se, primeiramente, com o joelho estendido e, depois, com flexão de 20 graus. Quando há ruptura do ligamento, verifica-se
abertura anormal em valgo do joelho que é tão maior quanto mais grave for a lesão ligamentar. Sempre se compara o lado lesado com o normal. 

Teste da integridade do ligamento colateral lateral. É realizado da mesma forma que o anterior, com a diferença de que o esforço aplicado é em varo, apoiando uma mão na face interna do joelho e, com a outra, forçando a perna para dentro.

Teste da integridade dos ligamentos cruzados. O indivíduo é mantido deitado, examinando-se, primeiro, o lado normal. Coloca-se o joelho fletido em 90 graus e o pé do paciente apoiado sobre a mesa de exame. O examinador senta, levemente, sobre o antepé do paciente e segura, firmemente, a extremidade proximal da tíbia com as duas mãos, puxando a para frente e empurrando-a para trás. Quando há lesáo do ligamento cruzado anterior, a tíbia desliza, anormalmente, para a frente (sinal da gaveta anterior
positivo). Quando há lesão do cruzado posterior, a tíbia desliza para trás (sinal da gaveta posterior positivo) 

Teste de Lacliman. Serve, também, para avaliar a integridade dos ligamentos cruzados. Mantém-se o joelho fletido em 20°. Uma das mãos segura firmemente o fêmur e, a outra, a tíbia, tentando-se puxá-la para frente e empurrá-la para trás. O teste é positivo quando há excursão anômala da tíbia em relação ao fêmur.

Para o fisioterapeuta que lida com essa especialidade e quer saber mais sobre Testes Ortopédicos, recomendo o Guia de Testes Ortopédicos em e-book.

Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a pa...

Um grande natal para você e sua família



Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a paz, amor, felicidade e saúde que você merece.

A Chakalat.net continuará trabalhando para trazer fatos e informações sobre o seu assunto favorito.

Muita paz e amor!!!

OMBRO   Qualquer estudo relacionado ao ombro deve fundamentar-se no fato de que se está tratando de duas estruturas anatômicas distintas: a ...

Tipos de lesões mais comuns cada segmento corporal



OMBRO
 
Qualquer estudo relacionado ao ombro deve fundamentar-se no fato de que se está tratando de duas estruturas anatômicas distintas: a cintura escapular e a articulação do ombro. A cintura escapular consiste dos ossos da clavícula e da escápula, e a articulação do ombro é formado pelos ossos da escapulo e do úmero.
 
A articulação do ombro é uma região muito suscetível a lesões por esporte, isto acontece devido a sua organização anatômica e a quantidade de movimentos realizados sobre essa articulação. Entre as lesões mais comuns nesta articulação destacamos as:
 
- entorses da articulação esternoclavicular
- entorses da articulação acromioclavicular
- luxações/ instabilidades glenoumerais
- síndrome do impacto do ombro
- tendinite e rupturas do manguito rotador
 
COTOVELO E ANTEBRAÇO
 
O cotovelo e o antebraço são compostos por três ossos: o úmero, a ulna e o rádio. Juntos , eles formam quatro articulações, três na extremidade proximal do antebraço (umeroradial, umeroulnar e radiulnar proximal) e uma na extremidade distal do antebraço (radiulnar distal). O úmero, a ulna e o rádio se encontram para formar a estrutura comumente conhecida como cotovelo; a ulna e o rádio formam o antebraço. A extremidade distal do úmero fornece os encaixes ósseos para os tecido moles que ligam o braço ao antebraço, formando a articulação do cotovelo.
 
Dentre as lesões mais comuns nestas estruturas podemos citar:
 
- fraturas do cotovelo
- lesões no ligamento colateral ulnar
- compressão nervosa
- luxações do cotovelo
- epicondilite medial e lateral
 
PUNHO E MÃO
 
O punho e a mão são estruturas complexas formadas por vários ossos, ligamentos, articulações e músculos. E entre as lesões que mais acometem estas estruturas devido a treinamento físico e os desportos estão:
 
- síndrome do túnel do carpo
- luxação das articulações dos dedos
 
QUADRIL, VIRILHA E COXA
 
Qualquer discussão a respeito do quadril deve incluir os ossos da pelve e da coxa e os músculos da coxa, bem como os ligamentos e os músculos do quadril. Lembrando que vários dos músculos que atravessam a articulação do quadril também atravessam a articulação do joelho. Assim as várias lesões que acometem estas estruturas devem ser analisadas minuciosamente a fim de descobrir o real local da lesão. E entre as lesões mais comuns estão:
 
- contusão da crista ilíaca
- síndrome do piriforme (ciática)
- bursite trocantérica
- bursite isquiática
- bursite iliopectínea
- síndrome de estalido do quadril
- distensões do flexor da virilha e do quadril
- luxação do quadril
- distensão dos isquiotibiais
- fraturas por estresse do fêmur
- distensão do quadríceps
- contusão do quadríceps
- miosite ossificante
 
JOELHO
 
A articulação do joelho é a maior do corpo. Uniaxial e sinovial, geralmente chamada de articulação dobradiça. Na realidade, a articulação do joelho não é uma verdadeira articulação dobradiça e sim uma articulação modificada, pelo fato da a tíbia (osso distal) deslizar ao redor da extremidade distal do fêmur (osso proximal). O movimento se desenvolve em um único plano (sagital), sobre um eixo mutante. Em cada grau de movimento, no plano sagital, o eixo látero-lateral é alterado.
 
Ainda que a articulação do joelho pareça ser bem construída estruturalmente, ela não foi feita para suportar muita sobrecarga imposta por certas atividades atléticas. Ao examinarmos a sua anatomia, evidenciamos casos comuns de sobrecarga excessiva, que predispõem os praticantes de atividades físicas a lesões. Dentre elas as mais comuns, são:
 
- entorse do ligamento colateral medial
- entorse do ligamento colateral lateral
- entorse do ligamento cruzado anterior
- entorse do ligamento cruzado posterior
- lesões de menisco
- síndrome do estresse femoropatelar
- condromalacia patelar
- subluxação ou luxação patelar aguda
- tendinite patelar (joelho de saltador)
- bursite
- plica patelar
 
PERNA, TORNOZELO E PÉ
 
Podemos comparar esta tríade à do complexo superior (antebraço, punho e mão), porém neste caso devemos levar em consideração que o complexo inferior é responsável pela sustentação de carga (o peso corporal) e absorve a força aplicada a cada passo, sendo esta altamente elevada quando em situações de atividades físicas, principalmente as que envolvem a corrida.
 
Entre as lesões mais comuns nestas estruturas podemos citar:
 
- fraturas tibiais e fibulares
- distensões musculares
- síndrome do estresse tibial medial
- tendinite do tendão de Aquiles
- ruptura do tendão de Aquiles
- bursite retrocalcaneal
- entorses do tornozelo (entorse em inversão e entorse em eversão)
- fraturas e luxações no tornozelo
- subluxação e luxação dos tendões dos fibulares
- tendinite
- Excesso de pronação e/ou supinação
- fraturas por estresse no pé
- fascite plantar
- hálux valgo (joanete)
- síndrome do túnel do tarso

COLUNA
 
A coluna vertebral consiste de um empilhamento de 33 ossos, chamados vértebras. Os ossos são mantidos juntos por ligamentos e músculos, com discos cartilaginosos. Ao longo da coluna vertebral podemos verificar que as vértebras são divididas em 5 grupos distintos, cada grupo possuindo um curvatura e funções especificas. A coluna esta relacionada com a função de sustentação do nosso corpo em posição ortoestática (em pé) e esta sujeita a sofrer muitos distúrbios e lesões, como:
 
- lombalgia
- distensões musculares
- distensão do piriforme
- distensão do quadrado lombar
- dor miofascial e pontos-gatilho
- síndrome de hipermobilidade (espondilólise/ espondilolistese)
- disfunção na articulação sacroilíaca
- entorse cervical
- entre outras.

Veja cursos de Fisioterapia on line. Excelente conteúdo!

Acesse a página principal da Chakalat.net de Fisioterapia

A Condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma patologia ...

Condromalácia patelar



A Condromalácia patelar (também conhecida como síndrome da dor patelo-femoral, ou "joelho de corredor") consiste em uma patologia crônica degenerativa da cartilagem articular da superfície posterior da patela e dos côndilos femorais correspondentes, que produz desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. É comum em jovens adultos, especialmente jogadores de futebol, ciclistas, jogadores de tênis e corredores.
A condromalácia patelar refere-se ao joelho que foi estruturalmente danificado, enquanto que o termo mais genérico síndrome da dor patelo-femural se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos. Porém, eventualmente, mudanças causadas por reações inflamatórias internas da cartilagem produzem um dano estrutural muito mais difícil de ser tratado.

Classificação:
Segundo a classificação descrita por Outerbridge (1961), existem 4 níveis de condromalácia patelar, de acordo com o estágio de deterioração da cartilagem.
GRAUS E CARACTERÍSTICAS
I - amolecimento da cartilagem e edemas
II - fragmentação de cartilagem ou fissuras com diâmetro <> 1,3cm
IV - erosão ou perda completa da cartilagem articular, com exposição do osso subcondral
Sintomas
Os principais sintomas são: dor profunda no joelho ao subir e descer escadas, ao levantar-se de uma cadeira, ao correr, muitas vezes restringindo atividades físicas. Dores atrás ou ao redor da patela do joelho ocorrem principalmente se joelho é forçado quando flexionado - como ao subir escadas ou agachar-se, por exemplo. Uma ardência ou dor ao ficar com o joelho flexionado por longos períodos, mesmo sem forçá-lo, também é um sintoma comum na condromalácia patelar, além de crepitação e estalos, muitas vezes audíveis. É possível também a presença de derrame intra-articular (edema).

Causas:
A causa exata ainda permanece desconhecida, porém segundo a literatura, acredita-se que esteja ligada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos, que resultam no enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida.
O fator mais comum é o traumatismo, seja por um trauma crônico por fricção crônica entre a patela e o sulco patelar do fêmur - por onde ela passa durante a flexão do joelho - em razão do uso inadequado de aparelhos de ginástica, exercícios em step, agachamentos ou leg press, bem como pela prática inadequada de esportes, com força excessiva aplicada na patela; ou por um trauma distinto, como uma pancada ou choque do joelho sobre um objeto, e lesão aguda da cartilagem femoropatelar, com impedimento da nutrição ideal dessa estrutura devido às rachaduras originadas.
As anomalias biomecânicas, como a super pronação dos pés, também podem resultar em incongruência entre a direção em que a patela é puxada pelo músculo do quadríceps e o formato do sulco patelo-femural por onde ela se desloca.

Recomendações:
Excluir exercícios e esportes de alto impacto (futebol, vôlei, basquete, corrida, ciclismo) ou atividades suspeitas de causarem a lesão. Natação é um bom exercício para manter o condicionamento físico sem afetar o joelho.
Reforçar os músculos fracos, fazendo exercícios leves e de baixo impacto. É especialmente importante reforçar o músculo vasto medial para equilibrar as forças atuantes sobre a patela - fazendo extensão de cada perna separadamente, por exemplo.
É importante avaliar o limite de extensão e flexão do joelho durante os exercícios, para não agravar o quadro. Peça ao profissional para demonstrar. Evite a sobrecarga.
Alongar quadríceps, banda iliotibial (lateral), posterior da coxa, tendões e panturrilha regularmente. Não esquecer de alongar bem antes e depois dos exercícios.
Colocar gelo no joelho após os exercícios.
Evitar subir e descer escadas.
Garantir lugar suficiente para a perna no carro ou no seu lugar de trabalho, evitando manter o joelho flexionado mais de 90 graus por muito tempo.
Manter boa postura e evitar cruzar as pernas por longos períodos.
Quando estiver deitado, não deixar o peso do corpo pressionar ou mover a patela, usando um travesseiro para manter os joelhos levemente separados e as patelas no lugar.
Usar sapatos confortáveis, principalmente durante os exercícios.
Evitar aplicar peso excessivo na articulação afetada, perdendo peso se necessário.
É imprescindível fazer uma avaliação com um reumatologista, um ortopedista ou um fisiatra, para receber o tratamento correto. Jamais faça exercícios sem a assistência de um professor de educação física.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico mais detalhado é feito, normalmente, através de um exame de Ressonância Magnética e em vários casos é recomendado o uso de anti-inflamatórios, fisioterapia e até mesmo cirurgia (casos mais graves).
Caso se trate de doença crônica, o tratamento baseia-se apenas na redução da dor. Não há um protocolo rígido de indicação de tratamento. É necessário estudar a forma mais eficaz para cada paciente de acordo com o grau da lesão adquirida, e que, principalmente, não cause dor.
O fortalecimento do quadríceps é primordial, e é preciso também recuperar a potência do membro inferior, executando exercícios com um grau de dificuldade progressiva, evitando uma sobrecarga na articulação fêmoro-patelar.

Teste dos tendões flexores superficiais dos dedos: mantenha os demais dedos em extensão completa, segurando-os firmemente e peça ao pacie...

Testes ortopédicos para mão




Teste dos tendões flexores superficiais dos dedos: mantenha os demais dedos em extensão completa, segurando-os firmemente e peça ao paciente para fazer flexão do dedo que está livre. Quando o tendão está íntegro ele é capaz de fletir a articulação rnetacarpofalangeana e a interfalangeana proximal, sem fletir a interfalangeana distal. 

Teste dos tendões flexores profundos dos dedos: mantenha estendidas as articulações metacarpofalangeana e interfalangeana proxirnal do dedo que se quer testar, segurando-o. Solicite ao paciente que faça flexão da articulação interfalangeana distal. Se isto for possível, o tendão estará integro. 

Teste do nervo ulnar: há déficit sensitivo na área cutânea do nervo. A parte motora é realizada pedindo ao paciente que faça abdução ativa do 5º dedo, opondo-se resistência. Haverá paralisia ou fraqueza do músculo nas lesões.

Teste do nervo mediano: há déficit sensitivo na área cutâneã do nervo. Para testar a parte motora, peça ao paciente para fazer uma forte pinça como polegar e indicador, pelas extremidades dos dedos, formando um "O". Se houver lesão, a pinça só será feita com as polpas digitais. 

Teste do nervo radial: há déficit sensitivo na área cutânea do nervo. Para testar a parte motora, solicite ao paciente para realizar extensão do punho e dedos, opondo-se resistência. Haverá paralisia ou fraqueza dos extensores. A paralisia completa do nervo radial dá a "mão caída" e a lesão mais freqüente ocorre por traumatismo do nervo na diáfise do úmero por uma fratura. 

Teste de Phalen: O túnel do carpo é formado no punho por um assoalho e parede compostos pelos ossos do carpo e fechado, anteriormente, pelo ligamento transverso profundo do carpo. Neste canal passam 8 tendões e o nervo mediano, sendo o espaço exíguo. Na síndrome do túnel do carpo, ocorre compressão do nervo mediano neste nível. O quadro geral é de dor e parestesia irradiados na área sensitiva do mediano. No teste de Phalen, solicita-se que o paciente faça flexão volar aguda do punho, geralmente forçando urna mão contra a outra, pela face dorsal. Em caso positivo, surgirá dor e/ou formigamento na área do mediano.


Para o fisioterapeuta que lida com essa especialidade e quer saber mais sobre Testes Ortopédicos, recomendo o Guia de Testes Ortopédicos em e-book.

  Esse teste é usado para pesquisa de neurite do ciático nas lombociatalgias, muito comuns nas hérnias de disco. O paciente é colocado comod...

Como faz o teste de lasègue


 
Esse teste é usado para pesquisa de neurite do ciático nas lombociatalgias, muito comuns nas hérnias de disco. O paciente é colocado comodamente deitado e relaxado. Testa-se, primeiramente, o lado assintomático ou menos sintomático e, depois o lado afetado. Com uma mão apoiando o calcanhar, eleva-se, vagarosamente, o membro inferior até mais ou menos 40 graus. 

Quando há neurite esta manobra reproduz a dor do paciente, ou seja, dor originária da região lombar ou glútea irradiando-se para o membro inferior no território do nervo ciático, muitas vezes acompanhada de parestesia. Se houver muita dor a manobra deve ser interrompida antes do seu final e terá maior valor semiológico. 

Além dos 40 graus, a manobra deixa de ter especificidade e começa a existir movimentação da pelve associada à flexão do quadril, surgindo dor originária de outras estruturas. O sinal de Lasègue só é considerado positivo se reproduzir à dor espontânea do paciente. Para torná-lo mais especifico faz-se, primeiro, a flexão do quadril com o joelho fletido. Não deverá haver dor. Se for mantida a flexão do quadril e estender-se vagarosamente o joelho, haverá desencacleamento da sintomatologia. A dorsoflexão passiva do pé, também, agrava a dor.

Lembre-se de que esta manobra pode ser muito dolorosa, deve ser feita com cuidado, e interrompida assim que a dor tornar-se típica.

A coluna divide-se em segmentos cervical, torácico, lombar e sacral. O segmento cervical tem curvatura lordótica, isto é, de concavidade ant...

Avaliação da coluna vertebral



A coluna divide-se em segmentos cervical, torácico, lombar e sacral.

O segmento cervical tem curvatura lordótica, isto é, de concavidade anterior e termina em C7, cujo processo espinhoso é o mais saliente da região e serve como reparo  anatômico. 

Patologias degenerativas senis tendem a aumentar a curva lordótica. Por outro lado, processos agudos dolorosos, principalmente, traumáticos podem provocar retificação da curvatura lordótica, por um mecanismo de contração muscular antálgica. Inclinações laterais permanentes da cabeça são mais freqüentemente cansadas por escolioses cervicais ou por torcicolos, sendo muito importante a palpação dos processos espinhosos e da musculatura ara o diagnóstico diferencial.
Coluna cervical curta, acompanhada ou não de restrição de movimentos pode ser causada por fusâo congênita de um ou corpos vertebrais (doença de Kippel-Feil).

Os movimentos da coluna cervical são: flexão, extensão, rotação direita, rotação esquerda, inclinação lateral direita e inclinação lateral esquerda. As flexões e extensões ocorrem principalmente no segmento C5-C6. Na flexão completa, o indivíduo deve ser capaz de tocar a região esternal com o queixo, mantendo a boca fechada. Os  movimentos de rotaçâo ocorrem mais no segmento atlas-áxis e suas restrições indicam patologia na porção superior da coluna. Na amplitude normal de rotação, o queixo deve quase alinhar-se com o ombro. 

A coluna torácica tem curvatura cifótica estimada radiologicamente em, no máximo, 40 graus. Processos senis, principalmente osteoporose, levam a aumento progressivo da curvatura (corcunda), provocando acentuação da prega transversal na transição do tórax com o abdômen, anteriormente. Esta cifose tipicamente é de grande raio, isto é, atinge todo o segmento torácico. No adolescente, o aumento progressivo da cifose torácica é diagnóstico de dorso curvo juvenil ou da cifose de Scheuermann. Estas duas condições devem ser prontamente reconhecidas e tratadas, antes do término do crescimento. Pode ocorrer cifose localizada, percebida semiologicamente pela saliência exagerada de um ou dois processos espinhosos adjacentes, e é devida a defeitos congênitos ou patologias adquiridas Como tumores de corpo vertebral ou processos infecciosos como
tuberculose.  A movimentação cIa coluna torácica é muito restrita, pois as vértebras estão amarradas às costelas e é pouco útil do ponto de vista semiológico. A palpação, tanto dos processos espinhosos, quanto da musculatura paravertebral, é realizada com o paciente em decúbito ventral e busca pontos dolorosos ou contratura muscular.

A coluna lombar tem curvatura lordótica que pode estar aumentada ou diminuída. Aumentos da lordose podem ser compensatórios de patologias do quadril, sendo obrigatório o exame desta articulação, nestas circunstâncias. A transição lombossacral é especialmente importante ao exame visto que nesta localização situam-se mais freqüentemente as variações anatômicas e os defeitos congênitos que provocam lombalgia. Nichos pilosos nesta região estão relacionados  com defeitos de fechamento do arco neural
(spina bífïda oculta etc.). A palpação segue os mesmos princípios da região torácica. O segmento lombar é o mais móvel e o responsável pela maior parte da mobilidade do tronco. A pesquisa da movimentação é feita com o indivíduo de pé sendo: flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda, rotação (torção) direita e esquerda. Para a pesquisa destas últimas segura-se firmemente a pelve com as duas mãos, e pede-se ao paciente para torcer ou inclinar o tronco para um lado e, depois, para o outro. A flexão é a movimentação mais desenvolvida, sendo pesquisada com o paciente inclinando-se para frente e tentando tocar o assoalho com os dedos, como já referido.

Neste momento, além da amplitude da flexão, as regiões torácica e lombar devem ser examinadas atentamente para a presença de escoliose. Com o indivíduo mantendo a inclinação do tronco, o médico aproxima-se e examina a região dorsal e lombar à procura de desvios e verificando se há assimetria nas regiões paravertebrais. A saliência maior de uma das escápulas e/ou saliência localizada em uma região paravertebral (giba) indicam escoliose. Esta é a manobra mais acurada para o diagnóstico de tal patologia, pois a inclinação do tronco acentua tanto a curvatura escoliática, como a gibosidade.

As curvaturas da coluna em um mesmo plano são associadas, isto é, uma influencia a outra. Por exemplo, aumento da cifose provoca aumento compensatório das lordoses cervical e lombar. Uma curva escoliótica (curva primária) provoca outra curva em sentido contrário (curva secundária), em regiões adjacentes.

A mão se caracteriza por urna concentração muito grande de estruturas em espaço exíguo, de modo que um traumatismo pode lesar grande número...

Inervação da mão



A mão se caracteriza por urna concentração muito grande de estruturas em espaço exíguo, de modo que um traumatismo pode lesar grande número de estruturas.
E parte importante da semiologia avaliar a integridade das estruturas vasculonervosas e tendinosas. 

A palma da mão é inervada pelo ulnar na região hipotenar, 5° dedo e metade ulnar do 4° dedo. A área restante é inervada pelo mediano. O nervo radial provê inervação cutânea de parte do dorso da mão. principalmente do primeiro espaço.

O ulnar inerva o flexor ulnar do carpo e metade do flexor profundo dos dedos. Na mão, inerva os hipotenares, todos os interósseos, os dois lumbricais ulnares e o adutor do polegar. 

O mediano inerva todos os músculos pronadores do antebraço, flexores do punho e flexores extrínsecos dos dedos, com exceção do flexor ulnar do carpo e a metade ulnar flexor profundo dos dedos. Na mão, inerva os músculos tenares, primeiro e segundo lumbricais. 

O radial inerva todos os músculos extensores e supinadores do antebraço.

A equipe que atende a um politraumatizado deve ter dois tipos de lesões em mente. O primeiro tipo são aquelas facilmente identificáveis ao e...

Cinemática do Trauma



A equipe que atende a um politraumatizado deve ter dois tipos de lesões em mente. O primeiro tipo são aquelas facilmente identificáveis ao exame físico, permitindo tratamento precoce. Já o segundo tipo de lesões são aquelas ditas potenciais, ou seja, não são óbvias ao exame mas podem estar presentes pelo mecanismo de trauma sofrido pelo paciente. Dependendo do grau de suspeita destas lesões pela equipe, danos menos aparentes podem passar desapercebidos, sendo tratadas tardiamente.

Deste modo, ressalta-se a importância de se conhecer a história do acidente. Quando bem acurada e interpretada pela equipe, tem-se a suspeita de mais de 90% das lesões antes de ter contato direto com o paciente.

A história no trauma divide-se em três fases:

· Pré-impacto: são os eventos que precedem o acidente, tais como ingestão de álcool e ou drogas, condições de saúde do paciente (doenças preexistentes), idade, etc. Estes dados terão influência significativa no resultado final.

· Impacto: deve constar o tipo de evento traumático (ex. colisão automobilística, atropelamento, queda, ferimento penetrante, etc.). Deve-se também estimar a quantidade de energia trocada (ex. velocidade do veículo, altura da queda, calibre da arma, etc.).

· Pós-impacto: ela se inicia após o paciente ter absorvido a energia do impacto. As informações coletadas nas fases de pré-impacto e impacto são utilizadas para conduzir as ações pré-hospitalares na fase de pós-impacto. A ameaça à vida pode ser rápida ou lenta, dependendo em parte das ações tomadas nesta fase pela equipe de resgate.

Portanto, as informações colhidas pelas equipes a respeito dos danos externos e internos do veículo constituem-se em pistas para as lesões sofridas pelos seus ocupantes. Com isto, a identificação das lesões ocultas ou de diagnóstico mais difícil são facilitadas, permitindo tratamento mais precoce reduzindo-se a morbi-mortalidade dos pacientes. Algumas observações são muito comuns, tais como: deformidades do volante de direção, sugerindo trauma torácico, quebra com abaulamento circular do pára-brisas indicando o impacto da cabeça, o que sugere lesão cervical e craniana, deformidades baixas do painel de instrumentos sugerindo luxação do joelho, quadril ou fratura de fêmur.


O termo "pé chato", no meio médico, também é conhecido como pé plano; entretanto a denominação mais correta é pé planovalgo flexí...

O que é um pé chato


O termo "pé chato", no meio médico, também é conhecido como pé plano; entretanto a denominação mais correta é pé planovalgo flexível. É uma situação caracterizada pela diminuição do arco longitudinal medial do pé (elevação plantar do pé), ou seja, o lado medial (interno) do pé toca ou está próximo deste. Esta condição acomete a maioria das crianças até os 3 ou 4 anos de idade, quando começa a ocorrer a absorção desta gordura e o desenvolvimento do arco do pé.

O que se sente?

O pé chato, na maioria das vezes, não gera dor alguma, e portanto a criança não apresenta queixas. Quando ocorre dor, via de regra, esta é difusa, sem uma localização específica. A melhor prova de que o pé chato é quase sempre assintomático é o grande número de adultos com pé chato desde a infância e que muitas vezes nem se dão conta.

Quando o pé chato merece atenção?

Há três situações em que devemos estar atentos: 
 


Pé chato doloroso:
sempre que a criança queixar-se de dor importante devemos procurar atendimento.

Pé chato grave:
uma criança com uma deformidade muito acentuada deve ser avaliada.

Pé chato que se desenvolve a partir dos 8 ou 9 anos de idade:
algumas crianças com pés levemente chatos ou pés normais começam a desenvolver, a partir de 8 ou 9 anos, um pé gravemente chato, esta situação é conhecida por Coalisão Tarsal (fusão de dois ossos do pé) e deve ser avaliada.

Como se trata?

A maioria dos casos de pé chato não exige tratamento. Para uma criança de 3 ou 4 anos, devemos estimulá-la a caminhar descalça na areia ou na grama para desenvolver a musculatura do pé e a conseqüente formação do arco. O uso de sapatos ortopédicos corretivos não se mostrou efetivo na correção das deformidades e hoje está praticamente abandonado. Nos pés planos graves, dolorosos ou naqueles de início tardio, a investigação deve ser cuidadosa e o tratamento cirúrgico deve ser considerado.

Pode o adulto desenvolver pé chato?

Sim. O adulto com pé normal ou levemente chato pode desenvolver ou agravar o pé chato. Isto geralmente ocorre entre os 40 e 50 anos de idade, principalmente em mulheres acima do peso, que notam a mudança progressiva da forma do pé. A hipertensão e o diabetes aumentam a chance deste tipo de pé chato. Esta situação exige tratamento, pois é progressiva e dolorosa. 

O joelho é composto pela associação de três articulações: femorotibial, femoropatelar e tibiofibular proximal. As duas primeiras são mais im...

Joelho na avaliação ortopédica



O joelho é composto pela associação de três articulações: femorotibial, femoropatelar e tibiofibular proximal.
As duas primeiras são mais importantes em termos de movimentação. O joelho se caracteriza por ser a conexão entre duas grandes alavancas, representadas pelo fêmur e tíbia, ficando submetido a enormes solicitações mecânicas. Além disso, o modelo que representa  junta é o de uma esfera (fêmur) apoiada em um plano (tíbia), conjunto que não tem estabilidade intrínseca. Esses fatores fazem com que a estabilidade passiva da articulação fique, praticamente, dependente do sistema ligamentar, que é complexo e
muito sujeito a lesões. 

De maneira simplificada, pode-se dividir o sistema ligamentar em:

1- ligamento colateral medial: em forma de banda, origina-se do epicôndilo medial do fêmur, dirige-se distal e anteriormente, indo inserir-se na face anteromedial da tíbia, próximo da tuberosidade anterior. Tem um feixe profundo que está aderido à periferia do menisco medial e insere-se na reborda tibial. Neutraliza esforços em valgo, impedindo que a articulação se abra medialmente.

2- ligamento colateral lateral: tem forma de cordão, origina-se no epicôndilo lateral do fêmur e insere-se na cabeça da fíbula. Neutraliza esforços em varo, impedindo que a articulação se abra neste sentido.

3- ligamento cruzado anterior: é intra-articular. Insere-se na área intercondilar da tíbia e na parte posterior da superfície medial do côndilo lateral do fêmur.
4- ligamento cruzado posterior: também é intra-articular. Insere-se na área intercondilar posterior da tíbia e superfície lateral do côndilo medial do fêmur. Ambos ligamentos cruzados têm função mecânica complexa mas, resumidamente, pode-se considerar que o cruzado anterior impede o deslizamento da tíbia para a frente e o posterior o deslizamento da tíbia para trás, em relação ao fêmur.

Os meniscos lateral e medial são estruturas intra-articulares com função mecânica estabilizadora e redistribuidora de carga. Contribuem, também, para nutrição da cartilagem articular. Ocupam a periferia da articulação sem, entretanto, intrometerem-se entre a tíbia e o fêmur. Quando o fazem podem ser lesados. Semiologicamente, primeiro deve-se atentar para o alinhamento do ângulo frontal do joelho que, na maioria das pessoas, é em discreto valgo. Em perfil o joelho normal deve estender-se completamente.

Os principais movimentos do joelho são flexão e extensão (em verdade não são puros, mas associados a poucos graus de rotação). O grupo extensor é repre sentado pelo quadríceps (vasto lateral, vasto medial, vasto intermédio e reto anterior) que forma o maciço muscular anterior e lateral da coxa, terminando no tendão do quadríceps que se insere na patela. 

Esta é um grande osso sesamóide que faz a conexão entre o tendão do quadríceps e o tendão patelar que se insere na tuberosidade anterior da tíbia. Ela participa do  movimento de extensão e atua melhorando a função mecânica do quadríceps. O quadríceps é o grande extensor e, também, importante estabilizador dinâmico do joelho.

A musculatura flexora localiza-se na face posterior da coxa, sendo representada principalmente pelo bíceps sural (que se insere na cabeça da fíbula), semitendinoso
e semimembranoso (colocados medialmente).

O sartório, gracilis e semimembranoso têm inserção comum na face anteromedial da metáfise proximal da tíbia, formando uma estrutura denominada pata de ganso.
São pontos de reparo anatômico: patela, cabeça da fíbula, tuberosidade anterior da tíbia, interlinha articular, tendão do bíceps sural e cavo poplíteo. Todas estas estruturas são visíveis e facilmente palpáveis. Ainda, no colo da fíbula palpa-se o nervo ciático poplíteo externo que inerva toda a musculatura dorsoflexora do tornozelo e pé. Este nervo é muito vulnerável nesta região, podendo ser lesado por traumatismos, enfaixamentos e aparelhos gessados. Sua paralisia leva ao "pé caído".

Veja o curso de Fisioterapia na Ortopedia. Clique aqui!

Veja o excelente livro "Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte"

O ombro corresponde à associação de 3 articulações na acepção real do termo (esterno-clavicular, acromioclavicu lar e glenoumeral) e mais um...

Avaliação ortopédica do ombro



O ombro corresponde à associação de 3 articulações na acepção real do termo (esterno-clavicular, acromioclavicu lar e glenoumeral) e mais uma "articulação" do ponto de vista funcional que é a escapulotorácica, todas funcionando sincronicamente. Tem pouco conteúdo ósseo, grande massa muscular e poucas conexões articulares com o esqueleto axial. Isto confere à região grande amplitude e variação de movimento.

A clavícula é um osso superficial, que pode ser visto e palpado em toda sua extensão. Atua como suporte do ombro e é a única conexão óssea entre o membro superior e o tronco. Devem ser identificadas e palpadas as articulações esternoclavicular e acromioclavicular que se caracterizam por ter pouca movimentação. 

A patologia mais freqüente destas articulações é a luxação traumática que provoca um desnivelamento entre os dois componentes articulares e deformidade local. Na articulação acrômio clavicular, pode existir um desnivelamento natural que varia muito de pessoa para pessoa, sendo necessário o exame do lado normal para comparação e avaliação do grau real de desvio patológico. Isto é importante porque o tratamento é baseado neste grau de desvio. Na face anterior do ombro, são referências anatômicas o processo coracóide, a borda anterior do acrômio e a tuberosidade menor do úmero. Anterolateralmente, palpa-se a tuberosidade maior do úmero, a extremidade distal do acrômio e o sulco bicipital. Posteriormente, deve-se palpar a espinha escapular que serve de referência para localização do processo espinhoso de T2 e o ângulo inferior da escápula que serve para localizar o processo espinhoso de T7. 

O contorno arredondado do ombro é devido à massa muscular do deltóide e à cabeça umeral, contida na cavidade glenóide. Processos levando ao desuso do membro superior, freqüentemente provocam atrofia da musculatura da cintura escapular, sendo importante fazer exame comparado com o outro lado. O deltóide tem forma triangular, sendo composto por três porções que podem atuar independentemente. A porção anterior, funcionalmente a mais importante, faz flexão do braço; a porção lateral, mais volumosa, realiza a abdução e a porção posterior relaciona-se com a extensão. Os três componentes recebem inervação do nervo circunflexo ou axilar que contorna o colo do úmero para suprir a fibras musculares. Nesta região o nervo é vulnerável e pode ser lesado, especialmente nas fraturas do colo do úmero e nas luxações gleno-urnerais.
Outros grupos musculares devem ser identificados e testados. A massa muscular do peitoral maior é avaliada e palpada. O contorno superior da cintura escapular é dado pela porção superior do músculo trapézio que, freqüentemente, torna-se doloroso em virtude de um processo patológico denominado fibromialgia. 
 
Outro importante grupo muscular é o manguito rotador que é composto pelos músculos supra-espinhal, infra-espinhal, redondo menor e subescapular. Estes músculos têm origem diversa em torno da escápula, mas todos se inserem nas tuberosidades umerais. Apresentam ação independente porém, conjuntamente, atuam fixando a cabeça do úmero na glenóide, estabelecendo um fulcro para atuação de outros músculos, especialmente do deltóide. 
Quando se pesquisa a movimentação é muito importante observar a escápula que só começa e deve começar a movimentar-se significativamente após se esgotar o movimento na articulação glenoumeral. Se ela se mobiliza precocemente há inversão do processo normal, indicando uma movimentação espúria. 
A articulação do ombro é a mais móvel do corpo humano e os movimentos pesquisados são: flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e rotação externa. A amplitude de todos os movimentos é dada em graus, com exceção da rotação interna que é pesquisada solicitando-se ao paciente para colocar a mão nas costas. Quanto maior a rotação, mais alto conseguirá alcançar, desde a região glútea até os processos espinhosos torácicos proximais.
A abdução normal ativa inicia-se com a contração dos músculos do manguito rotador que abduzem os primeiros graus e, depois, fixam a cabeça umeral na glenóide por contração ativa. Em seguida, o deltóide começa a contrair-se abduzindo até mais ou menos 100 graus. Depois disto a abdução é completada pela báscula da escápula, chegando até 160-180 graus.
Quando há ancilose glenoumeral a escápula começa a bascular já nos primeiros graus e a abdução, geralmente, não ultrapassa 80 graus. Rupturas do manguito rotador levam à incapacidade de abdução, pela falta de fulcro da cabeça do úmero. Completando a avaliação da movimentação, solicita-se ao indivíduo que faça elevação e  abaixamento
dos ombros, bem como anteflexão e retropulsão deles.

Testes Especiais
 
Teste da apreensão: nos casos de luxação anterior recidivante do ombro, fazendo-se, passivamente, abdução e rotação externa, o paciente pressente que seu ombro luxará. Para evitar isto ele opõe resistência ao movimento e assume expressão facial apreensiva 

Paralisia do grande denteado faz com que a escápula fique afastada do gradeado costal - escápula alada. A melhor maneira de se pesquisar a escápula alada é solicitar ao paciente que empurre a parede. 

Criado e desenvolvido pela bioquímica americana Ida P. Rolf, o Rolfing®, há 20 anos no Brasil, é uma terapia corporal amplamente reconhecid...

O método Rolfing


Criado e desenvolvido pela bioquímica americana Ida P. Rolf, o Rolfing®, há 20 anos no Brasil, é uma terapia corporal amplamente reconhecida, que tem por objetivo levar o corpo a uma condição mais equilibrada e harmoniosa de postura e movimento.

Através de toques altamente especializados, profundos e precisos, o profissional de Rolfing® elimina as tensões e encurtamentos musculares que causam as dores, alteram a postura e dificultam os movimentos. O rolfista também ensina o cliente como usar melhor seu corpo para não sobrecarregá-lo durante as diferentes atividades físicas.

O trabalho do profissional tem início com a observação e análise da estrutura corporal e dos padrões do movimento do cliente. Juntos, profissional e cliente, discutem as suas sensações e percepções, observando o alinhamento dos segmentos do corpo, a relação deles entre si, áreas de imobilidade e de tensão, áreas com rotações e torções, como também problemas específicos (geralmente dores) trazidos pelo cliente.

O Rolfing® é geralmente aplicado em uma série inicial básica de dez a quinze sessões individuais de manipulação dos tecidos e reorganização do corpo. Essas sessões se desenvolvem numa seqüência lógica em que cada uma delas é, ao mesmo tempo, uma continuação da anterior e uma preparação para a próxima. Cada sessão tem objetivos específicos e trabalha com determinadas áreas do corpo, determinadas regiões anatômicas e diferentes níveis de profundidade. Sem nunca perder de vista a integração do corpo como um todo, os objetivos do Rolfing® vão sendo atingidos a cada sessão e sedimentados de forma cumulativa.

Considerando as diferenças individuais dos clientes e dadas as suas limitações, dificuldades e qualidades específicas, o Rolfista cria um plano de sessões com características próprias a cada cliente, sem perder de vista uma linha básica de ação que norteia toda a série.

Juntamente a esses procedimentos, o cliente é fotografado, de corpo inteiro, em quatro posições (frente, costas e dois perfis), antes da primeira sessão, durante o processo e ao final da décima sessão. Essas fotografias são um valioso instrumento de avaliação do processo, além de serem importantes para auxiliar a percepção e reeducação do cliente.


Retirado daqui

Teste de Thomas: é um teste obrigatório, sendo usado para se verificar se há contratura em flexão do quadril. Patologias intra-articulares ...

Testes especiais para quadril




Teste de Thomas: é um teste obrigatório, sendo usado para se verificar se há contratura em flexão do quadril. Patologias intra-articulares ou na vizinhança do quadril, freqüentemente, desencadeiam uma resposta reflexa antálgica no quadril que fica em semiflexão. Geralmente, esta atitude não é percebida porque é compensada pela inclinação da pelve. A manobra de Thomas consiste na eliminação da atitude compensatória da pelve, para se observar a posição real do quadril. O paciente é colocado deitado. Faz-se flexão de ambos os quadris. Com isto desfaz-se a inclinação pélvica. Mantém-se o quadril normal em flexão máxima para segurar a pelve e, vagarosamente estende-se o quadril que se quer testar. Quando há contratura em flexão o quadril não estende completamente e o ângulo formado entre a face posterior da coxa e o plano da mesa de exame corresponde à contratura em flexão existente.

Manobra de Trendelcnburg: é usada para verificar se há insuficiência do músculo glúteo médio. Como visto, este músculo tem a importante função de manter a pelve nivelada durante a marcha. Se ele está insuficiente a pelve tende a cair para o lado contrário ao do apoio. As insuficiências do glúteo médio são ocorrências freqüentes em patologias do quadril e podem existir por doenças do próprio músculo ou de sua inervação (exemplos: seqüela de poliomielite, miopatias,lesões de raízes nervosas), ou, ainda, por encurtamento da distância entre a origem e inserção do rnúsculo. 
Isto faz com que ele fique relativamente frouxo e perca eficiência. São exemplos a luxação congênita do quadril e deformidades em varo do terço proximal do fêmur (sequelas de fratura).
Para realizar a manobra o paciente fica de pé, de frente para o examinador. Segura-se, firmemente, as duas mãos do paciente e pede-se que ele levante o pé do lado normal, fazendo apoio do lado que se quer testar. Com isto, a pelve tende a cair para o outro lado e o músculo glúteo médio contrai-se para manter o nivelamento dela. Se ele estiver insuficiente o nivelamento não é mantido e a pelve cai para o lado oposto ao do apoio. Reflexamente, o paciente para não se desequilibrar, inclina o tronco para o lado do membro apoiado. Com isto, ele consegue trazer o centro de gravidade sobre o quadril, diminuindo o braço de alavanca e aliviando o músculo. Portanto, o Trendelenburg testa o músculo do lado do apoio e,
quando é positivo, a pelve cai para o lado contrário ao apoio e o tronco inclina-se para o mesmo lado do apoio (Figura 9). A manobra é feita, primeiramente, no lado normal ou menos afetado.

Marcha é a seqüência dinâmica de eventos que permitem que o indivíduo se desloque, mantendo a posição bípede. É uma atividade complexa, resu...

Avaliação da Marcha na Ortopedia



Marcha é a seqüência dinâmica de eventos que permitem que o indivíduo se desloque, mantendo a posição bípede. É uma atividade complexa, resultante de ações reflexas e voluntárias. A marcha normal é clica, com fases alternando-se com o apoio e balanço do membro inferior. A fase de apoio inicia-se com o toque do calcanhar, segue-se com o apoio completo do pé, impulsão (apoio no antepé) e desprendimento.

Em seguida, o pé deixa o solo e inicia fase de balanço. Sem o apoio, entra em fase de aceleração, desaceleração para, novamente ir ao solo com o toque do calcanhar. Enquanto um pé se apóia, o outro está elevado. Há, associadamente, balanço do tronco,e movimentos pendulares alternados dos membros superiores, também realizando aceleração e desaceleração. O membro superior de um lado acompanha o membro inferior do lado oposto.

Há muitos tipos de marcha alterada. A marcha é antálgica quando a fase de apoio do lado doloroso está encurtada e, geralmente, acompanhada de um esboço de saltitar na tentativa de aliviar o peso. Na marcha por insuficiência do glúteo médio, o tronco inclina-se exageradamente para o lado do apoio. Quando a insuficiência é bilateral o tronco balança para um lado e para o outro, caracterizando a marcha anserina. Esta marcha é típica de muitas miopatias, da luxação congênita do quadril bilateral e da coxa vara bilateral. Marcha talonante é quando o toque do calcanhar é feito com muita intensidade, produzindo um som típico. Ocorre em neuropatias que afetam a sensibilidade profunda e percepção vibratória. Na marcha espástica, o indivíduo anda como se fosse um robô, enrijecido e com movimentação grosseira.

Na marcha atetóica, há exagero de movimentação, com arremesso casual dos membros, tronco e cabeça em várias direções. Na marcha por insuficiência de quadríceps, a pessoa coloca a mão no joelho para bloqueá-lo, na fase de apoio. Na marcha em eqüino, o indivíduo apóia apenas a ponta dos pés.

Teste Especial

Teste de Galeazzi: Serve para verificar se há diferença de comprimento nos membros inferiores. O indivíduo é colocado em decúbito dorsal, em posição simétrica, com os membros inferiores fletidos de modo a manter os pés juntos. Quando há discrepância de comprimento dos membros os topos dos joelhos ficam em alturas diferentes. Esta discrepância pode ser causada por encurtamento real do membro ou apenas funcional, como acontece na luxação congênita do quadril.

O Fitball foi desenvolvido na Suiça nos anos 70 para tratamento de problemas posturais, principalmente da coluna, e problemas neurológicos....

Bola suiça na fisioterapia ortopédica


O Fitball foi desenvolvido na Suiça nos anos 70 para tratamento de problemas posturais, principalmente da coluna, e problemas neurológicos. Por isso a bola também pode ser reconhecida como a bola de bobath, método criado para inicialmente tratar problemas neurológicos.

Desde então, por sua grande aplicação clínica, a Bola Suíça tem sido usada desde reabilitação neurológica a reabilitação desportiva. O profissional deve conhecer bem o seu paciente e os exercícios e usar o bom senso para um resultado mais seguro e eficiente.

Com a bola pode-se realizar diversos exercícios para fortalecimento de membros inferiores e superiores, melhorar flexibilidade em segmentos corporais além de ser uma maneira divertida de se exercitar.

A terapia sobre a bola é útil no tratamento de pacientes em todas as áreas da fisioterapia: casos agudos e crônicos, em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), neurologia, cardiologia, ortopedia e postura (Correção Postural sobre a Bola), medicina esportiva, distúrbios ginecológicos e incontinência, e também como método preventivo. A bola suíça pode ser utilizada na avaliação das deficiências de força, mobilidade, equilíbrio, coordenação e também na terapia manual.

Qualquer pessoa de qualquer idade pode realizar a terapia sobre a Bola Suíça, porém existe a necessidade de uma avaliação anteriormente aos exercícios. Essa prática pode ser realizada em grupos, separados de acordo com a idade ou com a patologia apresentada, ou ainda sessões individuais, programada de acordo com a característica e necessidade de cada paciente.

Na fisioterapia ortopédica ela pode ser usada para correção de probelmas postural, alongamentos de estruturas, mobilização articular, relaxamento, melhora do tônus muscular, amplitude de movimentos e pode ser utilizada em todas as fases do tratamento, baseado na condição do paciente, de forma ativa ou passiva.

A atualização é importantíssima para qualquer profissional, principalmente na área da saúde. E cursos extras podem ajudar muito essa atual...

Dica para atualização profissional



A atualização é importantíssima para qualquer profissional, principalmente na área da saúde. E cursos extras podem ajudar muito essa atualização, principalmente depois de formado.

Embora encontrar cursos que o investimento valha a pena pode ser uma missão difícil, há institutos e sites que se preocupam não só com a qualidade de conteúdo mas com a qualidades dos professores que ministram esses cursos.

Acesse esse site e veja se há algum curso que lhe interesse. São os melhores cursos que eu já fiz a distância, com um instituto sério e comprometido com qualidade.

O joelho é uma articulação do corpo humano e de outros mamíferos. Formada pela extremidade distal do fêmur, pela extremidade proximal da tíb...

Joelho em 3D interativo


O joelho é uma articulação do corpo humano e de outros mamíferos. Formada pela extremidade distal do fêmur, pela extremidade proximal da tíbia (e pela patela (rótula).
O joelho ainda possui ligamentos que estabilizam a articulação, auxiliados pelos meniscos (interno ou medial e externo ou lateral), que estabilizam o joelho, e amortecem os impactos sobre as cartilagens.
A chave para uma articulação de joelho saudável é a estabilidade da articulação. A configuração óssea, os meniscos, os ligamentos, a cápsula e os músculos que cercam a articulação do joelho produzem a sua estabilidade.
Os ligamentos são os estabilizadores primários para a translação anterior e posterior, angulação vara e valga, e para a rotação interna e externa da articulação do joelho. O ligamento cruzado anterior (LCA) é a restrição predominante ao deslocamento tibial anterior, pois aceita 75% da força em extensão completa e um adicional de 10% (até 90.º) de flexão do joelho. Com esses dados fica evidente que o LCA é o mais exigido no dia a dia de uma pessoa saudável, que pratica esporte por lazer ou profissão.

Os Cds e Dvds Universitarios oferecem um cd interativo de tratamento de joelho por um preço especial a leitores desse blog. Aproveite!




PRODUTOS ORTOPÉDICOS ESSENCIAIS. CLIQUE!

-------

Esse post é um post publieditorial

  O músculo poplíteo é um rotador interno tibial quando o membro está suspenso e um rotador externo femoral quando o membro está apoiado ...

Fisioterapia na Tendinite Poplitea


 

O músculo poplíteo é um rotador interno tibial quando o membro está suspenso e um rotador externo femoral quando o membro está apoiado e próximo da posição de extensão do joelho. Ele é o único músculo isolado que funciona como monoarticular no joelho e o único músculo do organismo cuja parte carnosa é distal e a tendinosa é proximal.

Existe assimetria cinemática entre os dois compartimentos do joelho, como reflexo da assimetria anatômica existente entre eles. O compartimento externo do joelho é o compartimento do movimento, enquanto o compartimento medial é o do apoio. O compartimento externo é o que regula a rotação e nele já existe uma decoaptação fisiológica; em razão disso, necessita de fortes contensores para contrabalançar principalmente os movimentos de rotação associados ao varo do joelho. O músculo poplíteo faz parte dessa contenção através de uma estabilização ativa e também passiva, opondo-se ao avanço do c ôndilo externo quando da rotação externa tibial. As estruturas que compõem o sistema poplíteo, quando os limites da estabilidade são ultrapassados, ficam vulneráveis, aparecendo então as lesões bastante freqüentes nas instabilidades anteriores do joelho. Nas instabilidades anteriores crônicas, o menisco lateral fica mais sujeito a lesões por desinserção do seu corno posterior, devido a rupturas dos fascículos popliteomeniscais, ocasionando maior mobilidade do menisco lateral. 

O exame clínico do compartimento lateral é, por vezes, relegado a avaliação superficial; porém, existem muitos dados que podem ser  constatados com uma boa investigação clínica e artroscópica. Os traumas torcionais do joelho exigem sempre avaliação funcional que permita estabelecer o inventário dos danos sobre os contensores secundários póstero-laterais, tanto nas lesões agudas como nas instabilidades crônicas do joelho.

Os pacientes com lesões do joelho provocadas por episódio agudo de falseio articular acusam dor na região lateral e póstero-lateral, seguida freqüentemente de edema e às vezes de equimose. Muitas das vezes, apresentam dor e edema localizados sobre a região do poplíteo e dos elementos do sistema poplíteo, sendo queixa freqüente ao primeiro exame.

A tendinite poplítea é o desgaste no tendão que liga o músculo poplíteo, inferiormente no joelhoa esquerda. A principal função desse tendão é evitar que a perna sofra rotação externa durante a corrida. A rotação interna excessiva do pé (pronação) e as corridas descendentes tende a causar tensão excessiva sobre esse tendão, podendo provocar a sua ruptura. Então há de se observar um desnivel de alinhamento de ossos da perna com ossos da coxa e sua musculatura ajuda a identificar possíveis causas desta tendinite
A dor e a inflamação, particularmente quando o indivíduo realiza corridas descendentes, ocorrem ao longo do lado de fora do joelho. O indivíduo não deve correr até deixam de apresentar dor na região e não deve realizar corridas descendentes após retomar a prática dessa atividade. O ciclismo é um bom exercício alternativo durante o período de convalescença. As palmilhas para calçados, especialmente uma cunha triangular (cunha de varo) colocada na frente do calcanhar, podem ajudar a impedir que o pé rode para dentro.
 
O tratamento de fisioterapia visa diminuir imediatamente a dor e a inflamação com utilização de crioterapia uso de ultrasom, laser e outros recursos que tem esse objetivo. Na cinesioterapia pode-se utilizar exercícios para revitalizar a região poplitea com alongamentos e mobilizações passivas e ativas dependendo do grau de lesão.
 
 

E faça do hoje o ínicio para um futuro melhor. Revolucione, Renove, Invista, Resgate, Recile e Lute. Seja perseverante, vença o c...

Hoje é dia da Fisioterapia. Parabens profissionais!








E faça do hoje o ínicio para um futuro melhor. Revolucione, Renove, Invista, Resgate, Recile e Lute. Seja perseverante, vença o cansaço, seja sincero. Vamos elevar a Fisioterapia!.

O  Portal Educação , parceiro da Chakalat.net e seus blogs, está com uma promoção excelente você tem que participar. Você pode ganhar no...

Promoção "Tá na Mão"





Portal Educação, parceiro da Chakalat.net e seus blogs, está com uma promoção excelente você tem que participar. Você pode ganhar notebook, netbook, smartphone.  Para participar basta você fazer algum curso ou palestra no portal. E como eles oferecem cursos interessantes e com excelente qualidade, não é difícil de participar!  


Clique aqui e saiba quais os cursos de fisioterapia que eles oferecem. 


Quer ter um anúncio desse da sua página ou sua empresa? Clique aqui

1ª CAMINHADA DOS 40 ANOS DE REGULAMENTAÇÃO DA FISIOTERAPIA E DA TERAPIA OCUPACIONAL DATA: 04 de outubro de 2009 CONCENTRAÇÃO: Praia de Copa...

Caminhada ods 40 anos da regulamentação da profissão




1ª CAMINHADA DOS 40 ANOS DE REGULAMENTAÇÃO DA FISIOTERAPIA E DA TERAPIA OCUPACIONAL

DATA: 04 de outubro de 2009

CONCENTRAÇÃO: Praia de Copacabana (altura de Rodolfo Dantas)- em frente ao Copacabana Palace às 9:00 h.

TRAJETO: Sairemos da Rodolfo Dantas às 10:30 e iremos até a Miguel Lemos

VENHA CAMINHAR CONOSCO !!!

Tal evento congregará profissionais e sociedade para celebrar os 40 anos de regulamentação dessas profissões que tantos serviços têm prestado à Sociedade. 

Por causa dos reconhecidos benefícios prestados pela fisioterapia e pela terapia ocupacional na reintegração social dos usuários, nessa caminhada será externada a necessidade de maior acesso aos serviços de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional por toda sociedade.
Não deixe de Ir e Participar. Todos somos Importantes e Precisamos Estar Lá!
Será um passeata alegre de confraternização e divulgação de nossa importante e querida profissão. Compareça com a sua família!

Inauguramos a nossa newsletter sobre Fisioterapia. Se você quer receber notícias da sua profissão ou futura profissão no seu email, é só se...

Newsletter sobre Fisioterapia



Inauguramos a nossa newsletter sobre Fisioterapia. Se você quer receber notícias da sua profissão ou futura profissão no seu email, é só se inscrever.


Está newsletter trará as principais informações sobre o que ocorre nos mundo da fisioterapia. Notícias, tratamentos e indicações de casos clínicos. Não perca essa oportunidade.


Inscreva-se aqui no seu lado direito. É só colocar o seu email.


Siga-nos no twitter: @fisioterapiaa ( www.twitter.com/fisioterapiaa)




As lesões do LCA ocorrem principalmente durante a prática de desportos como futebol, basquetebol e esqui, nos quais o pé está fixo ao solo...

Ligamentoplastia de LCA



As lesões do LCA ocorrem principalmente durante a prática de desportos como futebol, basquetebol e esqui, nos quais o pé está fixo ao solo e a perna é rodada com o corpo.

A incidência deste tipo de lesões tem vindo a aumentar no sexo feminino, crianças, adolescentes e adultos com idades mais avançadas. Isto ocorre devido ao maior envolvimento desses indivíduos com práticas desportivas colectivas e que implicam a realização de movimentos de desaceleração brusca e mudanças de direcção. Se compararmos homens e mulheres de uma mesma faixa etária que praticam a mesma actividade desportiva, podemos verificar que as mulheres, devido a particularidades anatômicas, hormonais, etc, se tornam mais suscetíveis a apresentar lesão do LCA. Assim, podemos concluir que nem a idade nem o sexo são factores de prognóstico de quem vai desenvolver instabilidade anterior do joelho.

O diagnóstico baseia-se na história e no exame clínico do joelho. Segundo diversos autores o exame físico deve ser iniciado examinando-se em primeiro lugar o joelho sadio dado que assim o doente vai-se sentir mais confiante e seguro quando se partir para a avaliação do joelho lesado.
O exame físico deve compreender manobras de inspecção, nas quais se vai avaliar a marcha, arco de movimento, posições antálgicas, presença de edema, hematoma  e atrofia  muscular (principalmente do quadrícepete). Após a inspecção, passa-se à palpação que tem como objectivo avaliar os pontos de dor, derrames articulares, processos inflamatórios e crepitação local. Depois de concluída a inspecção e a palpação passa-se à execução de testes específicos para avaliação da integridade do cruzado anterior (ex. teste da gaveta anterior).
A ressonância magnética é o exame mais confiável que pode auxiliar no diagnóstico de rupturas ligamentares e de lesões meniscais, no entanto, a sua realização e interpretação necessita de grande experiência.
Em suma, uma boa história com um exame físico completo e detalhado são ainda o melhor método de diagnóstico das lesões do ligamento cruzado anterior, embora os exames complementares auxiliem as informações clínicas.

As lesões do ligamento cruzado anterior ocorrem geralmente após entorses seguidas de derrames, na maior parte das vezes sanguilentos (hemartrose). A sua ruptura é a lesão mais comum nos jogadores de futebol.
O mecanismo clássico de lesão do LCA é de uma torção com o pé fixo no solo (cadeia cinemática fechada), o que provoca uma deslocação da tíbia anteriormente em relação ao fémur. Porém outros tipos de traumatismos também podem levar a lesões do LCA, principalmente durante a pratica desportiva.
O LCA pode ser lesado em toda a sua circunferência ou apenas numa percentagem da mesma. As lesões parciais são frequentes, pois levam a incapacidade temporária podendo ser estáveis e não havendo ruptura na sua evolução.

Fig. 4 -  Mecanismo de Lesão do LCA
Fig. 5 -  Ruptura Parcial e Total do LCA

A ruptura do ligamento cruzado anterior é uma lesão frequente, invalidante e evolutiva, ocupando o tratamento cirúrgico e a fisioterapia um lugar essencial nestes casos.

O tratamento cirúrgico tem apresentado um grande desenvolvimento nos últimos anos, devido ao avanço tecnológico nas alternativas de enxerto e métodos de fixação. O tratamento é realizado através da substituição do ligamento lesado por um enxerto substituto. Este enxerto pode ser uma parte do tendão rotuliano, ou tendões dos isquiotibiais, do próprio paciente ou enxertos de cadáveres (ex.: tendão calcâneano). A sutura directa do ligamento rompido não apresenta bons resultados. O objectivo na cirurgia é colocar o enxerto substituto na localização e tensão do ligamento original. O enxerto pode ser fixado através de parafusos, fios, pinos e arruelas.

Fig. 6 e 7 -  Fixadores usados no tratamento cirúrgico.
Fig. 8 -  Tratamento Cirúrgico

Quando se está perante uma ruptura do ligamento cruzado anterior a prática de desporto não é aconselhada, dado que o joelho encontra-se instável.
O tratamento conservador (não cirúrgico) é executado em pacientes mais idosos, sem a ambição de praticar desporto, e é realizado através da fisioterapia, com fortalecimento dos músculos que ajudam a impedir a anteriorização da tíbia.
A ruptura do ligamento muitas vezes favorece as lesões meniscais, sendo necessário recorrer-se à reconstrução do ligamento antes destas aparecerem. Nestes casos, se possível, o tratamento cirúrgico visa uma sutura da lesão meniscal associada a uma reconstrução ligamentar.
A evolução de uma lesão não tratada do LCA num jovem desportista traduz-se no aparecimento de Artroses (desgaste da cartilagem) vinte a trinta anos mais tarde após a lesão inicial. 

Nas lesões agudas, o exame é difícil devido à dor (de intensidade variável devido à tensão que o edema provoca na cápsula) e ao espasmo muscular. A presença de hemartrose leva à grande suspeita de lesão do ligamento cruzado. Nestes casos, o melhor tratamento é a cirurgia, onde se vai proceder à reconstrução do ligamento. No entanto, após reconstrução do ligamento é fundamental a fisioterapia, actuando com o objectivo de diminuir a sintomatologia apresentada pelo doente. Assim, uma vez que o utente apresenta inflamação, o nosso primeiro passo a dar vai ser no sentido de diminuir essa inflamação, e para tal pode-se utilizar como meio de tratamento o gelo, a drenagem linfática e a elevação. Durante este estádio também podem ser realizados movimentos passivos e activos dentro da amplitude não dolorosa (grau A) e o treino proprioceptivo. Como consequência da intervenção cirúrgica muitas vezes surgem atrofias musculares do quadricipete, isquiotibiais, adutores e abdutores da coxa e por vezes dos gémeos. Quando estas atrofias estão presentes é necessário o fortalecimento desses músculos, assumindo aqui a electroterapia um papel fundamental. Durante o processo inflamatório e enquanto não se restabelece completamente a amplitude de movimento, o uso de muletas torna-se essencial para a descarga parcial do peso. 

Na etapa do tratamento correspondente à lesão crónica, e depois de atingidas as metas anteriores, a actuação da fisioterapia vai ter por base o trabalho muscular, o treino proprioceptivo e a reeducação desportiva.

  1. Fortalecimento Muscular:

O início de um trabalho muscular mais intenso após a fase aguda, visa aumentar a resistência e força dos grupos musculares que cruzam o joelho. Um ênfase maior deve ser dado às estruturas que posteriorizam a tíbia (isquiotibiais e gastrocnémios).
Os exercícios em cadeia cinemática aberta e fechada são excelentes para aumentar a resistência e força dos músculos trabalhados, no entanto, não nos podemos esquecer que os exercícios em cadeia cinemática aberta devem ser executados com muita cautela dado que podem ser agressivos para a articulação fémur patelar. Os exercícios em cadeia cinemática fechada são os mais indicados dado que não provocam a anteriorização da tíbia.

  1. Treino Proprioceptivo:

A propriocepção pode ser definida como a capacidade inconsciente de sentir o movimento e a posição de uma articulação no espaço. No joelho ela é mediada por mecano-receptores situados nas suas principais estruturas como LCA, LCP, ligamentos colaterais, cápsula articular, tendão patelar ,meniscos etc. No paciente com lesão de LCA ao qual se institui um tratamento conservador , deve-se "treinar" o mesmo a usar os mecanoreceptores íntegros, principalmente os capsulares que seriam aqueles, segundo Solomonov, os responsáveis pela co-contraçao dos isquiotibiais e gastrocnêmicos levando a uma proteção do joelho contra os ¨falseios¨.
A propriocepção é inicialmente trabalhada de uma maneira consciente por meio de exercícios de equilíbrio, de postura do joelho no espaço e tempo correcto de atuação dos músculos flexores, etc. A repetição exaustiva deste treino consciente fará com que o mesmo se torne automático, e inconsciente preparando o paciente a usar seus músculos flexores antes de chocar o pé contra qualquer obstáculo, mesmo que com o solo. Existem várias técnicas (como o uso da tábua de freeman, por exemplo) para se trabalhar a proprioceptividade do joelho.  

  1. Reeducação Desportiva:

Todas as actividades desportivas que envolvem saltos, mudanças bruscas de direcção e velocidade provocam um grande stress sobre o joelho com deficiência de LCA, proporcionando com isso oportunidades de aparecimento dos "falseios" de repetição. A mudança de hábitos desportivos competitivos ou não, é talvez o factor mais importante no bom resultado do tratamento conservador da lesão do LCA, para tal, deve-se estimular a prática de actividades desportivas de baixo risco para o joelho como natação, ciclismo, jogging, ou mesmo de médio risco não competitivo como tênis, esqui aquático, etc.
No caso da reeducação desportiva não ser possível de ser executada, as ortóteses também podem fazer parte do tratamento dos indivíduos com lesão do LCA ligados ao desporto, dado que estas bloqueiam a anteriorização da tíbia apenas quando são submetidas a grandes esforços e não quando são submetidas a esforços funcionais.
A possível acção da órtese seria aumentar e melhorar a propriocepção do joelho através da estimulação de mecanoreceptores cutâneos, situados nas suas áreas de apoio. Os pacientes em sua maioria, relatam melhoras funcionais com o uso das órteses, que consciente ou inconscientemente aumentam a atenção do paciente para com o seu joelho, diminuindo assim as oportunidades de novos "falseios".
A reabilitação após a reconstrução do ligamento cruzado anterior inclui o ganho da amplitude de movimento logo no pós-operatório. Aproximadamente 90% dos pacientes terão um joelho normal após a reconstrução.

O tratamento da lesão do cruzado anterior é individualizada, pois depende do grau de instabilidade, lesões associadas, nível de actividade do paciente, idade, demandas no trabalho e condição médica geral.
 

A área de traumato-ortopedia é a área mais famosa tanto para pacientes quanto para profissionais. Essa área é uma das principais áreas de ...

A teoria da fisioterapia na traumato-ortopedia


A área de traumato-ortopedia é a área mais famosa tanto para pacientes quanto para profissionais.

Essa área é uma das principais áreas de atuação do fisioterapeuta> portanto saber testes ortopédicos, tratamentos eficientes das principais patologias é essencial para o fisioterapeuta. Ter conteúdo atualizado para estudar e tirar dúvidas é importante.

Os Cds e Dvds Universitarios oferecem um cd de conteudo em fisioterapia na ortopedia por um preço especial a leitores desse blog. Aproveite!



VEJA MAIS DVDS DA ÁREA DE ESTÉTICA. CLIQUE AQUI!

PRODUTOS ORTOPÉDICOS ESSENCIAIS. CLIQUE!

-------

Esse post é um post publieditorial

A articulação do cotovelo é um gínglimo ou articulação em dobradiça. Possui três articulações: úmero-ulnar, entre a tróclea do úmero e a ...

Anatomia da articulacao do cotovelo



A articulação do cotovelo é um gínglimo ou articulação em dobradiça. Possui três articulações: úmero-ulnar, entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna, úmero-radial, entre o capítulo do úmero e a cabeça do rádio e rádio-ulnar proximal, entre a cabeça do rádio e a incisura radial da ulna.

As superfícies articulares são reunidas por uma cápsula que é espessada medial e lateralmente pelos ligamentos colaterais ulnar e radial.

Cápsula Articular - Circunda toda a articulação e é formada por duas partes: anterior e posterior. A parte anterior é uma fina camada fibrosa que recobre a face anterior da articulação. A parte posterior é fina e membranosa e consta de fibras oblíquas e transversais.

Ligamento Colateral Ulnar - É um feixe triangular espesso constituído de duas porções: anterior e posterior, unidas por uma porção intermediária mais fina.

Ligamento Colateral Radial - É um feixe fibroso triangular, menos evidente que o ligamento colateral ulnar.

A articulação rádio-ulnar proximal é uma juntura trocóide ou em pivô, entre a circunferência da cabeça do rádio e o anel formado pela incisura radial da ulna e o ligamento anular.

Ligamento Anular - É um forte feixe de fibras que envolve a cabeça do rádio, mantendo-a em contato com a incisura radial da ulna. Da borda inferior do ligamento anular sai um feixe espesso de fibras que se estende até o colo do rádio, denominado ligamento quadrado.

Vista Anterior das Estruturas Articulares do Cotovelo
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Vistas Lateral e Medial das Estruturas Articulares do Cotovelo
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Vistas Anterior e Posterior das Estruturas Articulares do Cotovelo
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Doença Congênita de quadril Dor miofascial Lesão Meniscal Importância da Avaliação Postural Fisioterapia na ATM

Links de Ortopedia


Doença Congênita de quadril

Dor miofascial

Lesão Meniscal

Importância da Avaliação Postural

Fisioterapia na ATM

O cd contém varios vídeos com manobras, realizadas em ortopedia. Mesmo com todos os avanços ocorridos na área de diagnóstico por imagem, o e...

Semiologia ortopédica


O cd contém varios vídeos com manobras, realizadas em ortopedia.
Mesmo com todos os avanços ocorridos na área de diagnóstico por imagem, o exame físico deltalhado continua e continuará sendo fundamental para o om exercício da pratica médica.
O cd mostra manobras e testes selecionados por especialistas de cada uma das áreas abordadas: Trauma raquimedular, ombro-cotovelo, punho-mão, quadril, joelho e tornozelo-pé.

Obs: O cd não contem audio é somente demonstrativo.

Os Cds e Dvds Universitarios oferecem um cd interativo de semiologia ortopédica por um preço especial a leitores desse blog. Aproveite!



LIVRO DE ORTOPEDIA COM PREÇO ESPECIAL. VEJA AQUI!

-------

Esse post é um post publieditorial

Coluna Vertebral em video 3D


A Síndrome do Túnel do Tarso é uma neuropatia do nervo do túnel do tarso, cujo sintoma fundamental é a dor na planta do pé.O presente tra...

Sindrome do tunel do tarso




A Síndrome do Túnel do Tarso é uma neuropatia do nervo do túnel do tarso, cujo sintoma fundamental é a dor na planta do pé.O presente trabalho tem como principal objetivo mostrar além do conceito, a anatomia do nervo tibial, os sinais e sintomas, a etiologia, a epidemiologia, os fatores de risco, os testes e exames, o diagnóstico, o diagnóstico diferencial, as complicações e o tratamento da síndrome do túnel do tarso, como iremos ver no desenvolvimento.

SÍNDROME DO TÚNEL DO TARSO

A Síndrome do Túnel do Tarso é a condição resultante da compressão do nervo tibial posterior pelo ligamento do tornozelo, sendo freqüente história de fratura ou luxação antiga do tornozelo. Por isso seria incoerente falarmos dessa síndrome sem conhecer a anatomia do nervo tibial que é a continuação direta do nervo isquiático. O nervo tibial corre profundamente pela face posterior da perna, logo abaixo do músculo solear, acompanhando a artéria tibial posterior e dirige-se para o calcâneo, depois de contornar o maléolo tibial, dividindo-se em dois ramos:

* Nervo plantar medial;

* Nervo plantar lateral;
As lesões do plexo sacral e nervo isquiático freqüentemente comprometem fibras do nervo tibial. A paralisia tibial isolada e geralmente devido à lesão no ou embaixo do pescoço poplíteo, como por exemplo decorrente de ferimentos por armas de fogo ou brancas, acidentes automobilísticos ou fraturas da perna. A lesão do nervo tibial é menos comum do que a lesão no nervo fibular devido à sua localização mais profunda e curso mais protegido. As lesões que afetam o nervo tibial apresentam características clínicas, como:

* Sinais motores - incapacidade para se obter a flexão plantar, a adução ou inversão do pé, a elevação do pé que freqüentemente resulta em contratura do tibial anterior, incapacidade para se flexionar, abduzir ou aduzir os dedos. A deambulação é difícil, fatigante e dolorosa. O pé pode tornar-se deformado devido à fibrose da articulação tíbio-tarsica, e a ação sem oposição dos flexores dorsais pode produzir "pé em garra". O reflexo aquileu encontra-se ausente.

* Movimentos suplementares - flexão plantar débil pelo fibular longo.

* Distúrbios sensitivos - a sensibilidade é perdida na planta do pé (exceto na borda interna), nas superfícies laterais do calcanhar e nas superfícies plantares dos dedos e falanges distais.

* Lesões atróficas - ocorre atrofia da região posterior da perna e dos músculos do pé. Pode ser mascarada por edema.

* Alterações vasomotoras e tróficas - estas são comuns. O pé torna-se edemaciado, descolorido e frio. São freqüentemente vistas alterações ungueais e hipotricose. Úlceras tróficas podem ocorrer sobre os maléolos, calcanhares e dedos.

* Lesões parciais - podem ocorrer paralisias dissociadas. As lesões da região posterior da perna poupam a inervação dos músculos desta região, de tal maneira que a perda motora acha-se limitada aos músculos do pé. Freqüência de dor.


SINAIS E SINTOMAS

Síndrome do túnel do tarso que caracteriza-se por dor em queimação, formigamento e fraqueza dos dedos dos pés e na região plantar. Sensação de peso nos pés, às vezes perda de sensibilidade. Os sintomas pioram a noite e pela manhã. Rigidez matinal no (s) pé (s). Dificuldade em andar.

ETIOLOGIA

A compressão do nervo tibial posterior e o retináculo flexor, entre as causas que se encontram:
* Linfomas, gânglios, neoplasias dentro do túnel do tarso;
* Músculo flexor comum dos dedos;
* Exocitose dentro do túnel;
* Deformidade em valgo do retropé. Se há histórico de tensão do nervo tibial aumentada com a inversão e a dorsoflexão do pé;
* Gravidez;
* Trauma direto e até mesmo calçados apertados.

EPIDEMIOLOGIA


A presença de problemas do pé tem uma proporção geral de 10%, e em idosos esta varia de 53 à 95%. A face plantar proximal é o local mais freqüente de dor no pé, clinicamente falando, é mais comum em mulheres do que em homens. A metatarsalgia é o problema mais comum que causa dor no pé.

A síndrome do túnel do tarso é relativamente pouco freqüente dentro das causas de dor no pé. É observado principalmente nas mulheres entre 45 e 50 anos.


FATORES DE RISCO


Trabalho excessivo, trauma, exercício repetitivo, fratura ou presença de outra doença reumática primária (artrite reumatóide, por exemplo). Cistos, tumores, tenossinovites, varizes, deformações congênitas, gota, Diabetes Mellitus e obesidade.


EXAMES


Exame clínico de palpação, percussão e dobramento do pé, eletroneuromiografia, ressonância magnética, radiografias, exames de sangue básicos de reumatologia.

- Testes:

* Sinal de Tinel do pé: percutir a área em cima do nervo tibial posterior com um martelo de reflexos neurológico. Parestesias irradiando-se para o pé são indicadores de uma irritação do nervo tibial posterior que pode ser causada por uma constrição do túnel do tarso.

* Teste do Torniquete: enrolar um manguito de esfigmomanômetro em torno do tornozelo afetado e inflá-lo até imediatamente acima da pressão arterial sistólica do paciente. Manter por 1 a 2 minutos. A compressão da região pelo manguito acentua o estreitamento do túnel, aumentando, assim, a dor do paciente. Se for provocada dor ou se a dor existente for exacerbada, então haverá suspeita de um comprometimento do túnel társico.

* Teste da dorsiflexão-eversão: reproduzir a compressão do nervo tibial pelo retináculo flexos que se localiza atrás do maléolo tibial. Reproduz a sintomatologia da Síndrome do túnel do tarso.

* Pulso vascular: verificar o comportamento das pulsações do pé patológico e comparar com o sadio.
DIAGNÓSTICO 

Os antecedentes e a clínica conformam a entidade sindromática. Que poderia ajudar no diagnóstico da eletromiografia (EMG) e na velocidade da condução nervosa (VCN) quando o examinador tem experiência com esta patologia.

Na EMG se observam fibrilações no adutor do hálux, 81% das respostas de síndrome do túnel do tarso com a EMG são positivos. 

As modalidades mais corretas de diagnóstico da síndrome do túnel do tarso sugerem um exame atroscópico do seio do tarso e EMG dos músculos peroniais os quais mostram mudanças características. Borrelli e Arenson (1987) afirmaram que essa anormalidade ocorria em 75% dos ciclos de passos durante a caminhada. Bernstein, Bartolomei e McCarthy (1985) por outro lado, mostraram que um EMG anormal do músculo peronial desaparecia após uma anestesia local do seio do tarso e reaparecia após a metabolização do anestésico. Estes exames apenas usados para exame pré-operatório.

A injeção de anestésico local no seio társico é o diagnóstico mais comum na clínica. Se a dor e a sensação de instabilidade forem aliviadas após uma anestesia local é um sinal característico de síndrome do túnel do tarso. No entanto, radiografias do seio do tarso não mostram nenhuns sinais significativos de patologia. (Giorgini e Bernard, 1990)

Liboratore e Lemont (1987) sugeriram que a palpação direta não era correta porque o ligamento astragalo-peronial anterior seria comprimido simultaneamente devido à sua proximidade. Ainda foi sugerida a utilização da ponta não aguçada de um lápis para localização da dor, mas devido à sua característica de ser macio ao toque a palpação bilateral deveria ser utilizada para obter melhores resultados.

Na VCN se observa latência motora distal, latências terminais nos músculos adutores dos quinto dedo (nervo plantar lateral) maiores a 7ms são anormais, latência terminal do adutor do hálux (inervado pelo nervo plantar médio) maiores de 6,2ms se consideram anormais.

Eventualmente, a ressonância nuclear magnética seria usada para identificar gânglios ou massa extrínsecas e o sítio específico da compressão.

Em um estudo e viu que 32 pés submetidos à descompressão do túnel do tarso, só 2 teriam estudo do eletrodiagnóstico e 18 eram positivos para compressão no túnel do tarso. Portanto em 31 meses de seguimento, não se encontrou correlação entre a clínica e os resultados destes estudos. Isto sugere que é na clínica que deve predominar o momento de tomar a decisão terapêutica.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

- Causas de Tarsalgias

* Fascite plantar: sensibilidade aumentada na origem da fascia plantar (tubérculo medial do calcâneo);

* Apofisites do calcâneo;

* Síndrome de tarsalgia idiopática;

* Síndromes sistêmicas: metabólicas (Gota e Pseudogota), Diabetes Mellitus, Síndrome de Paget, Artrite inflamatória (Artrite Reumatóide, Síndrome de Reiter, Espondilite Anquilosante, Artrite Psoriásica, etc.);

* Neoplasias benignas e malignas; 

* Traumáticas: em tecido adiposo plantar (os sintomas duram por 6 meses), fraturas por stress, fraturas agudas, contusões de tecidos moles, trauma repetitivo, feridas abertas;

* Pouca quantidade de tecido adiposo plantar: a disposição no talo tem uma anatomia especializada com pequenas camadas de tecido adiposo dividido por septos fibrosos;

* Compressão do nervo plantar lateral: os ramos motores inervam o músculo adutor do quinto dedo (e possivelmente o quadrado lombar plantar e flexor curto dos dedos) e os ramos sensitivos as regiões profundas. O nervo corre profundamente através da fascia profunda do adutor do hálux e dali vai lateral e transversalmente desde a superfície até o quadrado ( e profundamente com respectivo flexor curto dos dedos) em seu trajeto para inervar o adutor do quinto dedo. O nervo se comprimirá na borda superior da fascia do adutor do hálux e na borda mais medial da fascia plantar. As demais poderia comprimir a borda medial do quadrado. A compressão ocorre na direção vertical e horizontal aproximadamente na face medial plantar do talo. A tuberosidade do calcâneo fica justo na planta do nervo e poderia contribuir para sua compressão ou irritação. Pensa-se que os pacientes com pés planos possuem uma maior possibilidade de apresentar esta compressão;

* Compressão do ramo calcâneo: os ramos nervosos que inervam a porção medial do talo passam medialmente (superficial) com relação o músculo adutor do hálux e usualmente não estão envolvidos com a compressão do nervo plantar lateral. Alguns autores sugerem que o valgo do pé pré-dispõe os trotadores à compressão do ramo. Latências terminais do adutor do hálux (o crural é inervado pelo nervo plantar medial) maior 6,2ms é normal;

* Hérnia de disco;

* Neuropatia periférica: podem ser de agudas (Síndrome de Guillian Barre) à crônicas (Porfiria Aguda Intermitente, Charcot Marie Tooth), deficiência de vitaminas, carcinomas, enfermidades de células plasmáticas, entre outros. 

COMPLICAÇÕES


Poderia produzir uma compressão iatrogênica ao realizar liberação do túnel do tarso com o pé plano concomitante, o que provocaria uma tensão do nervo tibial posterior, explicando assim o mau resultado cirúrgico. Se reportando para estes casos a realização de uma prótese no calcâneo que reduzirá a tensão do nervo. Outras complicações que não diferem de qualquer outra cirurgia, compreendem em infecções e retardo na cura das incisões operatórias.

TRATAMENTO


O tratamento pode ser feito de 4 formas: 

1. Clínico: antiinflamatórios, corticóides na crise e infiltrações.

2. Ortopédico: suporte de tornozelo externo para manter o pé em uma posição correta. Usa-se para evitar que as forças continuem comprimindo o nervo.

3. Cirúrgico: a descompressão está indicada para aqueles casos confirmados com lesões que ocupam espaço. 

4. Fisioterápico: o tratamento fisioterápico será utilizado para diminuir o edema ou não deixar que ele ocorra. 

- Pré-cinético: TENS, Ultra-som, laser, criomassagem, ou seja, as modalidades analgésicas e anti-inflamatórias, exceto calor profundo;

- Cinético: A princípio, alongamento completo, mobilização acessória, exercícios passivos; Quando houver melhora da dor, deve-se continuar com o alongamento e com a mobilização, acrescentando exercícios ativos e propriocepção para fortalecimento dos músculos e estabilização da articulação. O tratamento deve ser feito tanto no pós-cirúrgico, quanto nos casos em que o paciente não faça a cirurgia.


CONCLUSÃO 


Ao término do presente trabalho conclui-se que esta síndrome é a condição resultante da compressão do nervo tibial posterior pelo ligamento do tornozelo, sendo freqüente história de fratura ou luxação antiga do tornozelo, caracterizando-se por dor e formigamento nos dedos dos pés e na região plantar, principalmente à noite, sendo mais comum em mulheres entre 45 e 50 anos.Pode ser confirmada através de testes e exames complementares.Uma das complicações é o risco de infecções e seu tratamento é feito de uma forma multidisciplinar (clínico, ortopédico, cirúrgico e/ou fisioterápico) como vimos no desenvolvimento

Faça Fisioterapia