QUem nunca teve (ou viu) alguém com o joelho inchado? Se tem algo que incomoda muito quando acontece, certamente uma delas é o inchaço no...

Dicas para melhorar inchaço nos joelhos





QUem nunca teve (ou viu) alguém com o joelho inchado? Se tem algo que incomoda muito quando acontece, certamente uma delas é o inchaço no joelho. Não por questões estéticas, mas sim por aspectos práticos, afinal é o tipo de coisa que atrapalha o cotidiano de quem precisa andar ou simplesmente passa muito tempo de pé. O problema é que se trata de uma parte do corpo do qual nem costumamos dispensar grandes atenções. O joelho costuma passar despercebido nos nossos típicos cuidados com o corpo ou com a saúde e só nos lembramos dele quando as coisas não vão bem.

Algo errado com os joelhos pode ser algo que acontece com uma certa frequência se tivermos em mente a idéia de que ele é uma das articulações mais propensas aos efeitos da Lei de Murphy. E olha que isso não vale somente para atletas de alta performance ou os de fim de semana. Qualquer pessoa está sob risco de sofrer com tal problema mais cedo ou mais tarde. Com isso as dores e inchaços podem acabar virando companheiras frequentes.

Agora, uma boa e uma má notícia para você. A boa é que existem algumas maneiras de aliviar esse tipo de desconforto. A má é que a maioria absoluta dessas receitas tem apenas um efeito momentâneo, sendo que o incômodo voltará posteriormente. Aliás, o efeito pode durar bem pouco.

O que dá pra fazer:

Uma das alternativas é o uso de compressas. As mais conhecidas são as de gelo ou as de água quente. A compressa gelada é indicada para os que acabaram de sofrer lesões provenientes de choques ou pancadas, e embora o frio reduza dor e inchaços como edemas e hematomas, pode acabar fazendo mal para quem tem a pele muito sensível. Portanto não é indicado usar gelo por mais de 12 minutos sem intervalos. O ideal é que este tempo entre uma aplicação e outra deve ser de pelo menos dois minutos.

Já as compressas de água quente são mais indicadas para quem sente dor mas não apresenta inchaço, ou a inflamação ainda não se manifestou, podendo valer para casos de tendinite e reumatismo.

Existe também a técnica do contraste que envolve a aplicação de ambos os tipos de compressa de forma alternada. É um método que pode ser indicado para infecções, distensões, inflamação e dores de cabeça. O problema é que, como já foi dito, essas alternativas podem durar muito pouco porque vai depender muito de qual é o verdadeiro motivo desse inchaço.

Existem vários motivos para problemas nos joelhos, independentes de lesões decorrentes de esforço físico ou choque. Aliás, são dezenas de causas, algumas de simples diagnóstico ou outros que envolvem exames mais elaborados para que se obtenha uma conclusão exata. E obviamente cada um desses diagnósticos pode demandar um tratamento diferente, envolvendo processos de fisioterapia, remédios e até cirurgia.

Apelar para receitas caseiras parece algo muito prático, mas não é: além de terem efeito muito curto ainda pode significar sérios prejuízos a longo prazo Sendo assim é recomendável não deixar para depois. Portanto procure ajuda médica.

A Clavícula é o osso da parte da frente do ombro. É fácil palpar esse osso e devido a sua localização superficial, um trauma nessa região p...

Fratura da Clavícula



A Clavícula é o osso da parte da frente do ombro. É fácil palpar esse osso e devido a sua localização superficial, um trauma nessa região pode quebrá-la. Esse osso protege vasos sanguíneos e o plexo Braquial e diversos músculos têm relação anatômica com a Clavícula.

A Fratura de Clavícula é uma causa de dor no ombro e representa, aproximadamente, 40% das frauras que ocorrem na cintura escapular.

O mecanismo mais comum para causar uma fratura de Clavícula é o trauma direto sobre o ombro, seja por um objeto ou após uma queda.

O paciente apresenta dor no ombro, edema local, deformidade, um hematoma localizado e impotência funcional.

Em um paciente com Fratura de Clavícula, o exame neurológico é importante, pois pode ocorrer lesão do Plexo Braquial e, examinar a perfusão e pulsos distais também, já que vasos importantes passam próximo a Clavícula.

Normalmente, a radiografia simples é capaz de diagnosticar uma fratura de Clavícula, mas duas a três incidências devem ser solicitadas. Apenas em casos especiais a tomografia tem indicação (certas fraturas do terço lateral ou do terço medial).

Os objetivos do tratamento são: a consolidação da fratura, mínima deformidade e retorno as suas atividades funcionais. Depende da idade do paciente, atividades do paciente, condições locais e gerais do paciente, localização da fratura e presença de lesões associadas.

O tratamento não cirúrgico é indicado quando há pouco desvio entre os fragmentos, isso é mais comum nas fraturas do terço proximal e terço médio e, em certos tipos de fraturas do terço lateral.

Quando é possível o tratamento conservador, prefiro a imobilização com a tipóia de lona, evitando que o paciente realize a elevação do braço até a consolidação da fratura. Permitimos ao paciente que ele realize flexo-extensão do cotovelo e rotação lateral passiva e ativa-assistida. Após a consolidação da fratura o paciente inicia fisioterapia para ganho de amplitude de movimento e, posteriormente, fortalecimento da musculatura da cintura escapular.

Existem situações em que devemos indicar o tratamento cirúrgico, tais como: ombro flutuante, fratura exposta, desvios acentuados e algumas fraturas da porção lateral da clavícula.

A técnica cirúrgica depende da localização da fratura. Geralmente, as fraturas do terço médio da clavícula são tratadas com placa e parafusos e, se necessário, enxerto ósseo. Já as fraturas do terço lateral podem ser tratadas com dupla amarrilha de fios inabsorvíveis e estamos realizando realizando esse procedimento por artroscopia e a Fratura de Clavícula tratada com placa e parafusos reabilitação segue o mesmo princípio do tratamento conservador.

Fonte

Possivelmente, a fratura mais comum no pé é a do metatarso, e sua recuperação pode ser um sucesso se utilizado o tratamento fisioterápico a...

Fisioterapia para fratura nos pés ou no metatarso



Possivelmente, a fratura mais comum no pé é a do metatarso, e sua recuperação pode ser um sucesso se utilizado o tratamento fisioterápico adequado. Dependendo da gravidade da fratura, exercícios que focam na extensão de movimento e no fortalecimento dos músculos são vitais para atingir a cura.

As fraturas no metatarso geralmente ocorrem em razão de trauma direto, excesso de forças rotativas ou uso excessivo. Para que os ossos possam calcificar e curar, inicialmente devem ser realizados exercícios com pouco ou nenhum peso no membro afetado. Os fisioterapeutas fazem terapia manual no tornozelo e na planta do pé para diminuir a inflamação e a dor e, ao mesmo tempo, realizam progressivamente movimentos extensivos no quinto metatarso e na articulação do tarso. Devido à anatomia e movimentação complexa do pé durante o caminhar, manter o relaxamento adequado é essencial para sua funcionalidade. Além destas técnicas, geralmente é realizada a terapia com gelo através de compressas ou "air cast".

Exercícios intermediários

Os planos de tratamento podem variar muito dependendo da gravidade e área da fratura. Por isso, nos estágios intermediários da fisioterapia, esses planos precisam ser adaptados para melhor se adequarem aos pacientes. De acordo com FootPhysicians.com, exercícios de alongamento e fortalecimento podem durar de seis a oito semanas, focando principalmente na melhora da flexibilidade e extensão do tornozelo. Os fisioterapeutas normalmente introduzirão exercícios avançados com pesos. Contudo, os pacientes ainda deverão andar com a ajuda de uma bota ortopédica ou um "air cast" para minimizar os riscos de dano ósseo.

Final do tratamento e alta

No momento da alta, os pacientes devem conseguir usar completamente o pé atingido, podendo andar sem qualquer ajuda por longos períodos. Entretanto, ainda não estarão aptos a correr. Portanto, o fisioterapeuta prescreverá exercícios para serem realizado em casa para aumentar a força dos músculos da perna em geral, o que é essencial para a estabilidade do pé durante uma corrida. Se o ortopedista ou fisioterapeuta julgarem necessário, os pacientes podem fazer exames contínuos de raio-X para monitorar a calcificação do osso.

As articulações inferiores do tálus são as articulações talocalcânea e talonavicular. A articulação talocalcânea apresenta articulações dis...

Lesões ligamentares e instabilidade subtalar



As articulações inferiores do tálus são as articulações talocalcânea e talonavicular. A articulação talocalcânea apresenta articulações distintas separada pelo seio do tarso. A articulação talonavicular é formada pela cabeça do tálus e sua articulação com o ligamento mola e a superfície articular do navicular. As importantes estruturas que contribuem para a estabilidade da articulação subtalar são: ligamento calcâneo fibular (LCF), ligamento talocalcâneo lateral, o ligamento cervical, o ligamento talocalcâneo interósseo e uma porção do retináculo extensor inferior53.

A articulação subtalar move-se à semelhança de um parafuso ao redor do eixo de rotação que forma um ângulo de 10º a 15º com o plano sagital e um ângulo de 45º com o plano horizontal do pé54,55. A função principal da articulação subtalar é permitir que o pé se acomode ao solo durante a marcha em superfícies irregulares. A amplitude de movimento da talocalcaneonavicular tem sido estimada em 24º56, mas a mobilidade média durante a fase de apoio da marcha é apenas aproximadamente de 6º57.

Diagnóstico

Lesões subtalares são difíceis de definir e mais difíceis de identificar. A incidência dessas lesões, no entanto, é desconhecida e provavelmente mais comum do que se tem conhecimento. Lesões dos ligamentos subtalares ocorrem mais freqüentemente com as dos ligamentos laterais do tornozelo. Em um estudo de Meyr et al.58, 40 pacientes com lesões agudas do tornozelo foram submetidos a artrogramas do subtalar. Dos 40 pacientes, 17 (43%) tinham extravasamento do contraste no seio do tarso, indicando possível lesão do ligamento subtalar. Mas a incidência de instabilidade crônica do tornozelo não aparece em alto grau. Um estudo estimou que a instabilidade subtalar aparece em aproximadamente 10% dos pacientes que têm instabilidade ligamentar lateral do tornozelo59. Então poderia parecer que a maioria das lesões agudas subtalares ficaria boa com tratamento funcional, como a lesão aguda do ligamento lateral do tornozelo. Entretanto, isso não foi cientificamente provado e a dificuldade em mostrá-lo é demasiada, visto que a definição e o diagnóstico das lesões subtalares não apresentam acordo na literatura.

Já que a maioria das lesões subtalares ocorre em combinação com as lesões ligamentares laterais do tornozelo, sintomas agudos das lesões subtalares são similares a ela e podem estar mascaradas. Lesão do ligamento subtalar pode ser suspeita se houver sensibilidade na parte lateral da articulação, mas isso pode ser difícil de diferenciar da articulação tibiotalar devido a sua proximidade e do edema que vão mascarar a anatomia.

Avaliação clínica da instabilidade subtalar é muito difícil e não confiável. Uma avaliação da mudança do ângulo entre o calcanhar e a tíbia com inversão passiva e a eversão do calcanhar pode ser feita comparando esse ângulo com o lado não lesado55, mas a sensibilidade e a especificidade desse teste são desconhecidas.

Radiografias de AP, lateral e de vista de mortalha devem ser tiradas para verificar se há fraturas. Além disso, radiografias em estresse (gaveta anterior e testes de estresse em inversão) algumas vezes podem ser benéficas na avaliação dos ligamentos laterais do tornozelo.

Se há suspeita de uma lesão maior da articulação subtalar, radiografias em estresse do subtalar59, artrografia subtalar58 ou tomografia em estresse55 podem mostrar mobilidade ampliada. Entretanto, esses "achados" não são incomuns em pessoas sem sintomas; então, a interpretação desses estudos não é clara. O uso desses exames especiais depende da política de tratamento escolhida para essas lesões. Se o tratamento não está sendo eficiente, radiografias em estresse não são necessárias, porque os resultados não vão alterar o tratamento. Se a cirurgia é considerada, radiografias em estresse podem ajudar no planejamento cirúrgico.

Classificação das lesões subtalares

Lesões agudas da articulação subtalar podem ser classificadas pelo mecanismo da lesão e pelo grau de lesão58. A lesão pode ocorrer em flexão plantar ou dorsiflexão. Supinação forçada com o pé em flexão plantar vai causar lesão primeiramente no ligamento talofibular anterior (e possivelmente no ligamento cervical) seguida por ruptura do ligamento calcaneofibular e da cápsula lateral (tipo I) ou rompendo o ligamento talocalcâneo interósseo (tipo II). Quando o tornozelo está em dorsiflexão, rupturas do ligamento calcaneofibular, do ligamento cervical e do ligamento talocalcâneo interósseo (tipo III) ocorrem; o ligamento talofibular anterior permanece intacto porque não está sob tensão com o tornozelo em dorsiflexão. O tipo IV de lesão subtalar é a ruptura de todos os componentes cápsulo-ligamentares mediais e laterais do tarso posterior associados à lesão subtalar. Essa lesão é provavelmente produzida por supinação forçada do retropé com o tornozelo inicialmente dorsiflexionado passando para flexão plantar58.

Tratamento e reabilitação

Reparações cirúrgicas agudas das lesões do ligamento subtalar devem ser consideradas cientificamente improváveis e raramente indicadas. Isso é verdade especialmente para pacientes com lesões parciais dos ligamentos sem instabilidade subtalar ou com instabilidade subtalar leve. Nesses casos o programa de reabilitação funcional é recomendado. O programa é o mesmo utilizado para lesões ligamentares laterais do tornozelo descritas anteriormente. Rapidamente, isso inclui um programa inicial para reduzir edemas e prevenir lesões futuras seguidas de amplitude precoce de exercícios de mobilidade e, finalmente, carga corporal e treinamento neuromuscular do tornozelo30. Para lesões parciais e leves o período de incapacidade do paciente pode ser limitado de duas a três semanas.

Tratamento de lesões graves do ligamento subtalar pode ocorrer através de meios não operatórios com curto período de imobilização seguido de programa de reabilitação funcional. Existe, entretanto, grande incidência de instabilidade com lesão de alto grau. Por causa disso, para lesões graves, pelo menos um autor recomenda reparação aguda de ambas as estruturas ligamentares laterais do tornozelo e dos ligamentos subtalares para prevenir instabilidade crônica58.

Instabilidade subtalar crônica

É difícil de separar a instabilidade subtalar da instabilidade do ligamento lateral do tornozelo e, na verdade, esses problemas podem coexistir. Os sintomas de ambas são episódios crônicos de falseio do tornozelo durante as atividades, com histórico de lesões reincidentes e/ou dor, edemas e rigidez. Sensibilidade sobre a articulação subtalar pode ajudar a verificar o envolvimento dos ligamentos subtalares, mas isso não é muito sensível ou específico. A melhor maneira de tentar diferenciar a instabilidade tibiotársica da instabilidade subtalar é através da radiografia em estresse, mas isso também pode ser difícil devido à ampla sobreposição de valores normais.

Nos pacientes com suspeita de instabilidade crônica subtalar e do tornozelo, reparação anatômica tardia (encurtamento e reinserção) dos ligamentos tem dado bons resultados34,51. Se o procedimento de reconstrução é considerado, o único processo que inclui ambos os ligamentos calcaneofibular e talofibular anterior é a reconstrução de Chrisman-Snook. Por essa razão, o procedimento de Chrisman-Snook45,60 pode dar melhores resultados a longo prazo do que outros processos reconstrutivos61. Se a cirurgia é indicada, preferimos reparar os ligamentos subtalares e tibiotársicos.

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