O joelho é uma articulação extremamente suscetível ao trauma e, até mesmo movimentos aparentemente inofensivos podem lesar suas estrutur...

Sabendo mais sobre lesão no ligamento cruzado posterior


 


O joelho é uma articulação extremamente suscetível ao trauma e, até mesmo movimentos aparentemente inofensivos podem lesar suas estruturas e comprometer a performance do esportista. Felizmente, a lesão do ligamento cruzado posterior é mais rara que a do cruzado anterior.

O ligamento cruzado posterior está localizado na parte de trás do joelho. Ele conecta a parte de trás do fêmur (osso da coxa) a parte de trás da tíbia (osso da perna) atrás do LCA. Funciona como um estabilizador primário do joelho e o principal controlador de quanto a tíbia se move pra trás em relação ao fêmur. De maneira semelhante ao cruzado anterior, o LCP é constituído de duas faixas de tecido em forma de feixes. Uma parte do ligamento fica tensa quando o joelho é dobrado e a outra fica tensa quando o joelho é esticado. Isso explica porque o LCP as vezes é lesado junto com o LCA quando o joelho é forçado a esticar ou hiperestendido.

Devido ao seu mecanismo lesivo, as rupturas do LCP são mais frequentes em jovens que praticam desportos de contacto, como futebol, andebol ou basquetebol.

Estas rupturas podem ser classificadas segundo a sua gravidade em:
  • Grau I (leve). Também chamada de distensão. É um estiramento que causa apenas lesões microscópicas nos ligamentos.
  • Grau II (moderada). Um estiramento mais severo, que causa uma ruptura parcial do ligamento.
  • Grau III (grave). O ligamento é completamente rasgado por um estiramento brusco, geralmente durante um ato desportivo ou num acidente.

O tratamento em fisioterapia, nas primeiras 48 a 72 horas após a lesão e enquanto o diagnóstico não está confirmado, consiste e controlar os sinais inflamatórios, através de:

Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé. Se tiver de o fazer utilize canadianas. Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão.
Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada, colocando uma toalha fina entre o gelo e a pele. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar gelo novamente.
Compressão: um joelho elástico pode ser usado para controlar o inchaço.
Elevação: A perna deve ser elevada um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o inchaço.
Analgésicos e anti-inflamatórios não-esteróides poderão ser receitados pelo médico para controlar o processo inflamatório e aliviar as dores.

Habitualmente, o tratamento inicial para lesões de LCP é conservador (não-cirúrgico). Repouso e anti-inflamatórios, podem ajudar a diminuir esses sintomas. A maior parte dos pacientes são liberados para caminhar apoiando a perna no chão. Acho de suma importância o uso de um "brace" articulado nas duas primeiras semanas para que o joelho seja protegido de outros possíveis traumas e que outros ligamentos e outras estruturas possam cicatrizar.

À seguir, inicia-se um programa de reabilitação progressiva. A meta envolve:

- Controle da dor e inchaço no joelho
- Analgesia e estímulos de cicatrização para outras estruturas do joelho lesionadas.
- Manutenção do arco de movimento
- Reforço muscular com ênfase no ganho do músculo quadríceps, pleo fato deste ser o principal sinergista do LCP

Havendo melhoria dos sintomas, da resposta neuro-muscular e sinais de estabilidade articular, os exercícios podem então passar a serem feitos em uma academia de ginástica sob a supervisão de um educador físico experiente e que entenda das alterações biomecânicas sofridas pelo joelho. Esta parte da reabilitação considero fundamental para os pacientes que desejam retornar ao esporte, pois o ambiente de treinamento melhora a autoestima e colabora (e muito) na fase de retorno pleno ao esporte.

Fraturas do terço proximal do úmero ou do úmero proximal são a terceira fratura mais comum. Elas ocorrem em 2 faixas etárias e estão rela...

Fisioterapia na fratura de úmero



Fraturas do terço proximal do úmero ou do úmero proximal são a terceira fratura mais comum. Elas ocorrem em 2 faixas etárias e estão relacionadas a dois mecanismos de trauma: nos pacientes mais jovens são causadas por acidentes de alta energia, como acidentes de carro ou moto; nos pacientes acima de 50 anos podem ocorrer em traumas mais leves, como queda da própria altura e comumente estão relacionadas à osteoporose.

O diagnóstico é feito através do exame físico e de radiografias simples. Nos casos mais complexos, pode ser necessária a tomografia computadorizada, que permite uma avaliação tridimensional da fratura. Eventualmente, algumas fraturas podem não aparecer na radiografia inicial, chamadas de fraturas ocultas e são mais comuns nas fraturas sem desvio do tubérculo maior (proeminência no úmero em tendões do manguito rotador se inserem).

A avaliação ajuda o fisioterapeuta a decidir o melhor tratamento. Medidas comuns feitas após uma fratura de úmero proximal incluem:

  • Amplitude de movimento
  • Força
  • Dor
  • Função e mobilidade

Mobilidade da cicatriz (se você teve a cirurgia ORIF, ou seja aberta).
Após uma avaliação completa, o tratamento vai começar a melhorar a funcionalidade do braço.
O fisioterapeuta deve dar-lhe informações sobre o que esperar e o que se espera do paciente.
A fisioterapia e a reabilitação para a fratura do ombro envolve o trabalho ativo do paciente para alcançar excelentes resultados..
Algumas doenças comuns em que o paciente e o terapeuta deve trabalhar são:

Amplitude de movimento

Depois de uma fratura do úmero proximal, a amplitude de movimento é provavelmente reduzida a nivél do ombro e cotovelo.
Esta perda de elasticidade dificulta o movimento do braço.
O fisioterapeuta pode prescrever exercícios para ajudar a melhorar a amplitude de movimento.

Fortalecimento muscular do ombro

Força. O ombro provavelmente será imobilizado numa faixa por quatro ou seis semanas após a lesão.
Normalmente, este período de imobilização provoca uma perda significativa da força muscular e massa.
Os exercícios de fortalecimento são concentrados nos músculos do manguito rotador e o braço: os bíceps e tríceps.
Os músculos que suportam a escápula podem ser fracos, mas são essenciais para manter a saúde do ombro e em seguida devem ser reforçados, juntamente com os outros.

Dor

Após uma Fratura em qualquer osso no corpo, o paciente está com pelo menos um pouco de dor. Isto é normal e esperado. O nível de dor deve melhorar dia a dia, mas você ainda pode sentir dor após o início da fisioterapia. O fisioterapeuta pode ajudá-lo a controlar a dor com os exercícios ou com os tratamentos, tais como calor, gelo ou terapia magnética. Precisa saber se o tratamento provoca muita dor para que o fisioterapeuta possa fazer algumas mudanças a terapia e permitir a redução da dor no braço e ombro.

Função e Mobilidade

O programa de reabilitação deve se concentrar na restauração da função normal do braço e ombro.
O fisioterapeuta pode ensiná-lo a realizar suas atividades diárias normais para melhorar a forma em que o ombro e o braço se movem de modo que o ferimento não limita as atividades diárias.
Precisa discutir com o fisioterapeuta suas ações difícil (ou impossível) por causa da fratura, então ele ou ela pode personalizar um programa de recuperação funcional personalizado.

A maioria dessas fraturas tem mínimo desvio e podem ser tratadas de modo não operatório. Em cerca de 20% dos casos a cirurgia é indicada devido ao desvio da fratura. Nos outros 80% o tratamento com uma imobilização com tipóia pode ser realizado.

O perigo da Osteoporose na vida de idosos deve ser conhecido por todos os fisioterapeutas. A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. C...

Regiões corporais mais atingidas pela Osteoporose


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O perigo da Osteoporose na vida de idosos deve ser conhecido por todos os fisioterapeutas. A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento e é mais comum em mulheres que em homens.
É uma doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas antes que aconteça algo de maior gravidade, como uma fratura, que costuma ser espontânea, isto é, não relacionada a trauma. Se não forem feitos exames diagnósticos preventivos a osteoporose pode passar despercebida, até que tenha gravidade maior.

Dentre as regiões que tem maior incidência da Osteoporose, estão:

Coluna vertebral

Pessoas idosas podem fraturar as vértebras da coluna com frequência. A chamada corcunda de viúva é uma deformação comum e pode até levar à diminuição de tamanho do doente.

É muito importante saber que a maioria das fraturas que ocorrem na coluna se situam na região torácica e não na região lombar como tem sido descrito pela maioria dos reumatologistas e ortopedistas. Vários pesquisadores americanos, entre eles Bonnick (1989) já tinham constatado esse fato. Após revisão dos trabalhos publicados nos últimos 15 anos, o Serviço Preventivo da Força Tarefa Americana a partir de 2002 passou a orientar a densitometria da coluna lombar apenas para as pacientes acima de 65 anos se não possuirem antecedente de fratura na família. Também informa que esse exame pode apresentar baixa reprodutibilidade (59,0%) em seus resultados quando são realizados anualmente. Por essa razão, recomendam que o exame não deve ser repetido na coluna lombar com intervalo menor do que 3 anos.

Punho

Por ser um ponto de apoio, é uma área na qual as fraturas acontecem normalmente. Os ossos sensíveis têm pouca estrutura para sustentar o peso do corpo quando cai.

Quadril

As fraturas de pelve são difíceis de cicatrizar e podem levar à invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% dos que fraturam o quadril não conseguem mais andar sozinhos.

Fêmur

Também muito comum entre os que desenvolvem a doença. É freqüente tanto em homens quanto em mulheres, principalmente depois dos 65 anos. A recuperação costuma ser lenta.

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Se não forem feitos exames sanguíneos e de massa óssea, é percebida apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas. A osteoporose pode, também, provocar deformidades e reduzir a estatura do doente.

Portanto, é fundamental a prevenção!

É impossível para um fisioterapeuta que trabalha com ortopedia trabalhar sem os testes especiais para cada região corporal. Esses te...

Testes Ortopédicos Coluna Lombo-Sacral



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É impossível para um fisioterapeuta que trabalha com ortopedia trabalhar sem os testes especiais para cada região corporal.

Esses testes especiais são responsáveis por um melhor diagnostico. Para se avaliar problemas na região da coluna lombo-sacra, há uma série de testes.

Curso online de Testes Especiais em Fisioterapia
Curso online de Fisioterapia me Cervicalgia e Lombalgia

Vamos dar exemplos de alguns:

SLUMP Teste de Posição Sentada; Teste utilizado como um instrumento de avaliação e identificação de alterações neurodinâmicas dos membros inferiores, paciente sentado o fisio pede para o paciente estender o joelho assintomático e depois o sintomático, e anote os relatos do paciente sobre a dor, depois o paciente faz uma extensão do joelho e uma flexão do tronco, e anote os relatos de dor e sinais e sintomas, depois paciente faz uma extensão do joelho, com uma flexão do tronco com uma dorsiflexão, e por fim todos os movimentos anteriores mais uma flexão do pescoço, anota os relatos de dor, e reavaliar fazendo a extensão do pescoço, e anote os relatos do paciente, positivo se a flexão do tronco, a dorsiflexão e a flexão do pescoço aumentarem os sinais e sintomas e a extensão do pescoço diminuir os sintomas.

SINAL de LASÉGUE; Teste para avaliar lombociatalgia, paciente em D.D., com MMII estendidos, fisio segurando o tornozelo do paciente flete o quadril sintomático, mantendo o joelho estendido, positivo se sentir dor lombar por volta dos 30º á 40º, com irradiação pelo MI (trajeto do nervo ciático).

SINAL de LASÉGUE - VARIAÇÃO; Teste para avaliar lombociatalgia, paciente em D.D., com MMII estendidos, fisio flete o joelho e o quadril sintomático á 90º de flexão, em seguida o joelho é estendido pelo fisio, positivo se sentir aumentar a dor lombar, com irradiação pelo MI (trajeto do nervo ciático).


T. ESTIRAMENTO N. FEMORAL(NACHLAS);Teste para avaliar sacroilite, disfunção lombossacral ou inflamação de raízes nervosas lombares (L2,L3), paciente em D.V., com os MMII estendidos, o fisio irá flexionar passivamente o joelho sintomático, aproximando o calcanhar do glúteo, positivo se sentir dor lombossacral ou dor irradiada para perna.

T. SCHOBER; Teste para avaliar a mobilidade da coluna lombar, paciente em pé com os MMII estendidos, fisio fará uma marca no processo espinhoso da quinta vértebra lombar e outra marca 10 centímetros acima, pede-se para o paciente fazer uma flexão do tronco, com os joelhos estendidos, e mede-se a distância entre as duas marcas, positivo se não ocorrer um aumento maior que 5 centímetros, indicando rigidez da coluna lombar (por exemplo; EA).

T. STIBOR; Teste para avaliar mobilidade normal da coluna, paciente em pé com os MMII estendidos, o fisio irá marcar com o lápis dermatográfico as EIPS, e o processo espinhoso da sétima vértebra cervical, com uma fita métrica mede-se a distância entre os dois pontos, e pede-se para o paciente para fazer uma flexão do tronco, e nesta posição o fisio mede a distância novamente entre os dois pontos, em um paciente que não apresente patologia na coluna, a distância medida irá aumentar em 10 centímetros, sendo assim considerada normal, positivo para medições inferiores a 10 centímetros (por exemplo; espondilite anquilosante).

T. 3 DEDO AO SOLO; Teste para avaliar a flexão global de tronco e a flexibilidade dos músculos posteriores dos MMII, paciente fará uma flexão do tronco com os joelhos estendidos, o fisio irá medir a distância do terceiro dedo da mão direita até o solo, positivo se o dedo não tocar o solo.

T. MILGRAN; Teste para avaliar patologias intra e extratecal (hérnia discal) ou pressão aumentada sobre a cintura pélvica e abdome, paciente em D.D., com os MMII estendidos, fisio pede para o paciente elevar os MMII estendidos a 5 centímetros da maca e mantê-los por 30 segundos, positivo para dor ou incapacidade de manter os MMII elevados durante o tempo determinado.

T. HOOVER; Teste para determinar se o paciente está simulando que não consegue elevar a perna, o fisio coloca sua mão embaixo do calcanhar, e pede o teste da perna retificada do lado oposto, positivo se o fisio percebe que não houve pressão sobre sua mão.

Para o fisioterapeuta que lida com essa especialidade e quer saber mais sobre Testes Ortopédicos, recomendo o Guia de Testes Ortopédicos em e-book.

Exercitar os seus pés de maneira regular não só melhor a saúde do pé  como também reduz o risco de lesão. Exercícios de flexibilidade e resi...

Exercícios para aliviar dor de pés


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Exercitar os seus pés de maneira regular não só melhor a saúde do pé  como também reduz o risco de lesão.

Exercícios de flexibilidade e resistência também podem ajudar a manter pés saudáveis.

Exercícios de flexibilidade. Exercícios que melhoram a flexibilidade ajudam a manter a agilidade do pé e pode reduzir o risco de lesões. Não se preocupe no caso dos seus pés terem ganho em rigidez com a idade, alguns estudos mostram que não importa a idade, é sempre possível melhorar a sua flexibilidade. A maneira mais fácil de trabalhar a sua flexibilidade é através de alongamentos lentos e suaves, todos os dias, concentrando-se num só grupo muscular ao mesmo tempo.

Exercícios de resistência. Os exercícios de resistência são aqueles em que os seus músculos trabalham com algum tipo de resistência, como pesos ou bandas de exercício. Exercícios de resistência fortalecem os músculos o que, por sua vez, proporciona um maior apoio e proteção ao pé no seu todo. As bandas de exercício são parecidas com ligaduras de compressão mas arranjam-se em várias cores que correspondem ao nível de resistência que oferecem.

Exercícios de flexibilidade e resistência do pé podem ser inseridas na sua rotina diária. A maioria pode ser feita durante o seu treino. Pode haver alguns enquanto está sentado, no seu trabalho; outros requerem que se ponha de pé. Para não escorregar ou cair, é aconselhado que esteja descalço e tenha uma cadeira, uma secretária ou uma parede por perto que possa usar para algum equilíbrio. Não faça esses exercícios caso lhe doa os pés.

Antes de realizar qualquer exercício do pé, dedique algum tempo ao aquecimento e alongamento do mesmo. Caso contrário, os seus pés terão de suportar de forma súbita o peso de toda esta atividade, especialmente se for no contexto de modalidades desportivas de alto impacto como o tênis ou aeróbica. Se sofrer de artrite, diabetes, problemas cardiovasculares ou de estrutura do pé que possa afetar a sua aptidão para o exercício, aconselhamo-lo a consultar um especialista antes de começar.

Exercícios simples para alongar e fortalecer os seus pés

Trabalho de flexibilidade – Para aumentar a sua flexibilidade antes de tentar qualquer outro exercício, tente o seguinte:

1. Sente-se numa cadeira com os seus pés bem assentes no chão.

2. Levante a sua perna esquerda de maneira a que o seu pé não toque no chão e use o seu dedo grande do pé para realizar círculos no ar, rodando no sentido dos ponteiros do relógio, durante 15 a 20 rotações.

3. Troque de sentido e faça mais uns 15 a 20 círculos, desta vez no sentido contrário aos ponteiros do relógio.

4. Repita com o seu pé direito.

Planta do pé – Para alongar os músculos da parte inferior dos seus pés:

1. Ponha-se de pé com os pés juntos.

2. Dê um passo para trás com a sua perna esquerda de maneira que o seu calcanhar esteja levantado e os seus dedos dos pés façam força no chão.
Deverá sentir os músculos de baixo a puxar suavemente.

3. Mantenha-se assim durante 20 a 30 segundos.

4. Repita com o seu pé direito.

Exercícios do calcanhar – Para alongar a parte de trás do seu calcanhar:

1. Faça um laço com uma banda de exercício à volta do pé de um móvel pesada, como uma mesa ou uma secretária.

2. Sentado de frente, insira o seu pé no laço de maneira a que a banda de exercício dê a volta ao seu pé, mesmo abaixo dos dedos dos pés.

3. Puxe com a parte frontal do seu pé, fazendo flexão no tornozelo. Segure a posição por alguns segundos, e relaxe. Deverá sentir a parte de trás do seu calcanhar a esticar.

4. Faça entre 10 a 15 repetições.

5. Repita com o outro pé.

A fratura pode ser definida como uma interrupção na continuidade do osso, que pode ser um rompimento completo ou incompleto (fenda). Geralme...

A fisioterapia na fratura de mãos e dedos


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A fratura pode ser definida como uma interrupção na continuidade do osso, que pode ser um rompimento completo ou incompleto (fenda). Geralmente, as fraturas de mãos e dedos é causada por algum trauma, seja queda, por estresse ou até mesmo doenças que fragilizam os ossos.

A principal complicação dessas fraturas é a rigidez articular, que pode ser bastante incapacitante para muitas atividades dos membros superiores. Além disso, pode haver grave dano nos tecidos moles, que podem afetar músculos, vasos sanguíneos e nervos.

As fraturas das falanges ou ossos metacárpicos podem resultar em deformidade e/ou rigidez das articulações, as quais podem ser muito incapacitantes e, nessas condições, é importante que o tratamento seja cuidadoso para produzir um ótimo resultado.

Para a fisioterapia, o  principal problema  são as lesões por esmagamento que podem causar fraturas dos metacárpicos que resultam em dor e edema.

Por isso,  é essencial reduzir a tumefação o mais breve possível, para evitar a formação de aderências e consequente rigidez.

A mobilidade das articulações não afetadas deve ser mantida e é importante garantir que todas as articulações do braço estejam com seu arco de movimento total, pois uma queda sobre a mão pode causar dano nos tecidos moles ao redor de outras articulações.

Uma vez removida a imobilização, é preciso instituir tratamento intensivo imediatamente para readquirir o movimento e a função. Em certos casos, o tratamento intensivo deve ser diário, enquanto em outros o movimento retorna rapidamente e é suficiente que o fisioterapeuta instrua o paciente sobre um programa doméstico e monitorize o progresso quando necessário.

O paciente também pode estar recebendo tratamento do terapeuta ocupacional e é importante que os dois terapeutas discutam os problemas e tenham um plano integrado de tratamento.

Um dos recursos que pode ser utilizado com a proposta de promover o reequilíbrio muscular é o método pilates, que consiste em uma série de...

Uso do PIlates nos desequilíbrios musculares


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Um dos recursos que pode ser utilizado com a proposta de promover o reequilíbrio muscular é o método pilates, que consiste em uma série de exercícios físicos, os quais buscam a harmonia entre o corpo e a mente, isto é, é um treinamento físico e mental, que melhora a consciência corporal por trabalhar o corpo como um todo. É composto pelos exercícios desenvolvidos por Joseph Pilates, os quais são realizados em solo, com a bola suíça ou nos aparelhos elaborados por ele, tendo como princípios a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração. Os exercícios favorecem o trabalho dos músculos estabilizadores, promovendo a eliminação da tensão excessiva em determinados grupos musculares, evitando, dessa forma, as compensações consequentes aos desequilíbrios (Pires, 2005).

Joseph Pilates dava grande importância à preservação da flexibilidade, isto é, incentivava o fortalecimento global, porém, desde que não a custa da flexibilidade, visto que, em algumas modalidades pode-se observar o incentivo a força e/ou hipertrofia, sem que haja compensação pela flexibilidade. Portanto, tendo essa meta, Pilates buscou exercícios que pudessem oferecer esses benefícios. A partir de seus estudos, chegou aos exercícios que hoje constituem seu método mundialmente conhecido. São exercícios que envolvem contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e, principalmente, isométricas, com ênfase no que ele denominou de "power house" ou centro de força, que é composto pelos músculos abdominais, glúteos e paravertebrais lombares, que são responsáveis pela estabilização estática e dinâmica do corpo quando em equilíbrio e promovem a manutenção da boa postura (Aparício & Perez, 2005; Pires, 2005).

Segundo os estudos já realizados (Blum, 2002; Kolyniac et al, 2004; Betz, 2005) os resultados do Método Pilates no que compete ao tratamento de desvios posturais e algias osteomioligamentares têm sido satisfatórios. Joseph Pilates atribuía estas conquistas a ênfase do trabalho do centro de força e da consciência corporal. Ele pregava que a concentração e a precisão com as quais os exercícios devem ser realizados exigem do praticante total controle e percepção de seu corpo, o que funciona como estímulos proprioceptivos de grande magnitude, os quais são responsáveis pela tomada da consciência corporal, isto é, o indivíduo passa a conhecer mais seu próprio corpo, buscando a harmonia de suas estruturas e promovendo uma melhor utilização das mesmas (Gagnon, 2005).

Dessa forma, o método pilates é capaz de promover o fortalecimento global, melhora da flexibilidade e controle corporal, de forma simultânea.

Para que os objetivos a serem alcançados como correções posturais ou tratamento de quadro álgicos de origem osteomioligamentares sejam efetivamente conquistados deve-se submeter o cliente a uma avaliação física criteriosa, a qual deve ser composta por análise postural completa, testes de flexibilidade, testes de força muscular e acompanhamento dos exames por imagem (Kendall et al, 1995). Através destes dados, é possível identificar os grupos musculares comprometidos, assim como as causas e conseqüências desse comprometimento.

Identificadas as causas e conseqüências, o instrutor de pilates vai selecionar os exercícios que julgar adequados para promover o fortalecimento dos músculos com déficit de força muscular e o alongamento ou distensionamento daqueles que se encontram em estado de encurtamento, preservando o princípio de globalidade do método.

Os resultados obtidos têm se mostrado cada vez mais animadores, tornando o método um eficiente recurso da reabilitação ortopédica e reumatológica (Gagnon, 2005; Rydeard et al, 2006).

AUTORA:
Brena Guedes de Siqueira Rodrigues
Fisioterapeuta
Contato: brenagsr@yahoo.com.br


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.APARÍCIO, Esperanza; PÉREZ, Javier. O Autêntico Método Pilates – A Arte do Controle. Editora Planeta do Brasil: São Paulo, 2005;

2.BETZ, Sherri R. Modifying Pilates for Clients With Osteoporosis. IDEA Fitness Journal. abr 2005;

3.BLUM, CL. Chiropractic and pilates therapy for the treatment of adult scoliosis. J Manipulative Physiol Ther. v.25, n.4, mai 2002 (Abstract);

4. CHRISTENSEN, Kim. Manual Muscule Testin and Postural Imbalance. Dynamic Chiropratic. v.18. issue 24, 15 nov 2000;

5. GAGNON, LH. Efficacy of Pilates Exercises as Therapeutic Intervention in Treating Patients with Low Back Pain. The University of Tennessee, Knoxville [Tese de Doutorado], mai 2005;

6. KENDALL, PF; McCREARY, EK; PROVANCE, PG. Músculos: Provas e Funções. 4ª ed. São Paulo: Manole, 1995;

7. KLEE, A; JOLLENBECK, T; WIEMANN, K. Correlation Between Muscular Function and Posture – Lowering The Degree of Pelvic Inclination with Exercise. International Society of Biomechanics in Sports. Oct, 2004

8. KOLYNIAK, IEGG; CAVALCANTI, SMB; AOKA, MS. Avaliação Isocinética da Musculatura Envolvida na Flexão e Extensão do Tronco: Efeito do Método Pilates®. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. v.10, n.6, Niterói, nov/dec 2004;

9. KOLLMITZER, J; EBENBICHLER, GR; SABO, A; KERSCHAN, K; BOCHDANSKY. Effects of Back Extensor Strength Training Versus Balance Training on Postural Control. Medicine Science in Sports and Exercise. v.32, n°10, 2000;

10. LIEBENSON, Craig; LARDNER, Robert. Identification and Treatment of Muscular Chains. Dynamic Chiropratic. V.17, issue 18. 23 aug 1999;

11. MORAES, Luci Fabiane Scheffer. Os Princípios das Cadeias Musculares na Avaliação dos Desconfortos Corporais e Constrangimentos Posturais em Motoristas do Transporte Coletivo. Universidade Federal de Santa Catarina [dissertação de Mestrado]. Florianópolis, 2002;

12. PIRES, Daniela Cardoso; SÁ, Cloud Kennedy Couto de. Pilates: Notas sobre Aspectos Históricos, Princípios, Técnicas e Aplicações. Revista Digital. Ano10, nº.90, Buenos Aires, dez 2005;

13. RYDEARD, R; LEGER, A; SMITH, D. Pilates-based Therapeutic Exercise: Effect on Subjects with Nonspecific Chronic Low-back Pain and Functional Disability: a randomized controlled trial. J Orthop Sports Phys Ther. v.36, n.7, p.472-84, jul 2006 (Abstract);

14. STOKES, Maria. Neurologia Para Fisioterapeutas. São Paulo: Editora Premier, 2000;

15. YAKUT, E et alli. The Effect of Pilates Exercises in Patients with Osteoarthritis: A pilot study. Annals of the Rheumatic Diseases [Pôster Presentations]. v.64 (Suppl 3), p.2213, 2005.

O profissional que trabalha com Fisioterapia na Traumato-Ortopedia precisa estar atualizado com áreas que estão correlacionadas, assim como...

5 cursos online sobre Fisioterapia na Traumato-Ortopedia



O profissional que trabalha com Fisioterapia na Traumato-Ortopedia precisa estar atualizado com áreas que estão correlacionadas, assim como assuntos que podem ser aplicados na prática diária.

Pensando nisso, separei 5 cursos online para quem lida com essa especialidade da Fisioterapia.

Para ter mais informações sobre os cursos, basta clicar no nome ou na imagem dele.

Curso Online de Fisioterapia Desportiva

Curso Fisioterapia Desportiva

O curso Fisioterapia Desportiva oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre fisiopatologia, lesões, reabilitação, desportiva e muito mais.

Curso Online de Testes Especiais em Fisioterapia

 Curso Testes Especiais em Fisioterapia

O curso Testes Especiais em Fisioterapia, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre lombar, avaliação postural, Teste de Valsalva, Teste de Milgram e muito mais.

Curso Online de Técnicas Posturais

Curso Técnicas Posturais

O curso Técnicas Posturais, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre cadeias musculares, posturas, R.P.G, Isostretching, Pilates e muito mais.

Curso Online de Alongamento Terapêutico

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Os profissionais em fisioterapia poderão atualizar o conhecimento, a respeito dos princípios gerais que envolvem os conhecimentos teóricos dessa técnica, procurando trabalhar melhor com o ser humano de uma forma integral, aprimorando os conceitos do alongamento, visando à melhoria da saúde e qualidade de vida.

Curso Online de Tratamento Miofascial

 Curso Tratamento Miofascial

O curso Tratamento Miofascial, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de Fisioterapia conhecimentos sobre sistema fascial, princípios da osteopatia, fisiologia neuromuscular, filosofia osteopática e muito mais.

Mais comum em mulheres idosas, por uma simples queda ou torção do pé durante a marcha, o que faz com que haja uma força de rotação. A ca...

Classificação de fratura de colo de fêmur


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Mais comum em mulheres idosas, por uma simples queda ou torção do pé durante a marcha, o que faz com que haja uma força de rotação. A capacidade de recuperação é baixa, pois afeta vasos capsulares e diminui o suprimento sanguíneo principal na cabeça do fêmur, o osso intra-articular não fica em contato com tecidos moles para que haja a osteogênese e o líquido sinovial impede a coagulação do hematoma da fratura. (Apley, 2002)

Para que seja de simples e de fácil aplicação, é importante um sistema de classificação de fraturas útil. Esse sistema deve possibilitar o prognóstico em longo prazo baseado na radiografia.

O mais utilizado sistema de classificação de fraturas, é o elaborado por Garden em 1961, que reconhece quatro diferentes tipos de fratura de colo de fêmur em radiografias AP.

Fraturas de Grau I possui alinhamento em valgo com a face lateral do colo compactada contra a cabeça. (Bucholz e Heckman, 2006)

Grau II são fraturas completas, porém não deslocadas. (Bucholz e Heckman, 2006)

Grau III fraturas deslocadas do colo do fêmur, porém mantém uma continuidade entre os dois fragmentos, mas há diminuição do ângulo trabecular. (Bucholz e Heckman, 2006)

Grau IV dissociação total da cabeça e colo do fêmur, nesse caso há alinhamento da cabeça com o acetábulo e as trabéculas compressivas primárias. (Bucholz e Heckman, 2006)
 
O principal objetivo da fisioterapia na fratura de fêmur é aumentar a força muscular, melhorar a resistência e eficiência da deambulação. É importante que o profissional conheça o tipo de fratura e o material usado na fixação cirúrgica, para que seja aplicada maneira correta o tempo de deambulação, descarga de peso e alguns movimentos restritos ao membro acometido.

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