A articulação temporomandibular (ATM)  é a "junta" da mandíbula com o crânio, que pode ser apalpada logo à frente do ouvido. Ess...

Músculos e Movimentos da Articulação Temporomadibular


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A articulação temporomandibular (ATM)  é a "junta" da mandíbula com o crânio, que pode ser apalpada logo à frente do ouvido. Essa articulação é responsável por permitir todos os movimentos da mandíbula e seu funcionamento se relaciona com vários sistemas do corpo como o mastigatório, o fonoarticulatório (da fala), o respiratório, o sistema postural e o vestíbulo coclear (que controla o equilíbrio e a audição).

A ATM se relaciona com alguns músculos, que tem função de elevação, protusão, desvio e outros. Estão nesse grupo:

Pterigoideo Lateral: É um músculo da mastigação muito importante na ATM.

Feixe superior:
Origem: asa maior do esfenoide.
Inserção: cápsula articular.

Feixe inferior
Origem: face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide.
Inserção: fóvea pterigoidea da mandíbula.
Função: elevação, protrusão e desvio lateral.

Pterigoideo Medial: 

Origem: asa interna do processo pterigoideo.
Inserção: ângulo interno da mandíbula, medialmente a inserção do masseter.
Função: elevação e desvio lateral (unilateral)

Temporal: 

Origem: fossa temporal e superfície lateral do crânio.
Inserção: processo coronoide e borda anterior da mandíbula.
Função: elevação da mandíbula.

Masseter: 

Origem: arco zigomático.
Inserção: ângulo da mandíbula.
Função: elevação da mandíbula.

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Posturas da ATM e da mandíbula

  • Relação cêntrica: côndilo-disco está mais superior e anterior na fossa mandibular
  • Máxima intercuspidação habitual: dentes superiores contatam os inferiores
  • Repouso: dentes não estão em oclusão
  • Rotação: côndilos giram no seu longo eixo
  • Translação: côndilo caminha anteriormente
  • Abaixamento: abertura da boca
  • Protrusão e retrusão: boca para frente e para trás.

Movimentos 

1. Depressão mandibular (abertura da boca) e elevação mandibular (fechamento da boca):

Na depressão o côndilo gira em relação ao disco e o disco gira em relação à eminência.No final do movimento ocorre uma translação do côndilo e do disco juntos ao longo da eminência o que resulta numa abertura posterior no compartimento superior. Já na elevação da mandíbula ocorre o inverso, primeiro há translação posterior seguida pelo giro do côndilo posteriormente sobre o disco.

2. Protrusão mandibular (projeção do queixo para frente) e retrusão mandibular (deslizamento dos dentes para trás):

Durante a protrusão e retrusão o movimento é de translação e ocorre na articulação superior. O côndilo e o disco conjuntamente translacionam anterior e inferiormente ao longo da eminência articular na protração e posterior e superiormente na retração.

3. Desvio lateral da mandíbula (deslizamento dos dentes para ambos os lados).

No desvio lateral a mandíbula desloca-se em torno de um eixo vertical onde um côndilo gira e o outro translaciona para frente.

Os movimentos mandibulares são criados por combinações de rotação e deslizamento nas articulações superiores e inferiores. Sendo controlados pela delicada interação de muitos músculos.

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Quem tem filho pequeno, principalmente menino, raramente estará livre de um episódio que envolva fraturas, inclusive podendo necessitar de...

Fratura infantil




Quem tem filho pequeno, principalmente menino, raramente estará livre de um episódio que envolva fraturas, inclusive podendo necessitar de um procedimento cirúrgico. A cirurgia é uma atitude bem diferente com relação à antiga abordagem de imobilização do membro fraturado com gesso.

Para diminuir o tempo em que a criança fica imobilizada com gesso, os cirurgiões ortopédicos pediátricos têm recorrido ao uso de hastes flexíveis de titânio, principalmente em casos de fraturas com desvios nos ossos do antebraço, úmero, fêmur e tíbia.

O gesso é usado, em média, de três a oito semanas (depende da fratura) e, além do incômodo, a chance do osso não se fixar de maneira correta é maior. Com as hastes, esses inconvenientes são quase inexistentes. Elas são introduzidas por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, com cortes pequenos. A haste é posicionada no osso onde ocorreu a fratura e permanece no local. Após esse período, uma nova cirurgia é feita para a retirada delas.

As fraturas no paciente pediátrico têm como causas principais quedas de lugares altos, acidentes durante atividades esportivas ou de lazer (skate, bicicleta, futebol, pipa), entre outras. Os locais mais fraturados são os dedos da mão, o antebraço (distal e diafisária), o úmero (supracondiliana), os dedos do pé e tornozelo (maléolo lateral).

Saiba mais sobre o assunto por meio das nossas respostas de algumas perguntas frequentes:

Como saber se é uma fratura? Em geral, a criança sente uma dor intensa no local do trauma e isso faz com que o membro afetado fique praticamente imóvel (quando mexe dói demais). Além disso, pode ocorrer edema (aumento do volume), equimose (marcas arroxeadas) e deformidades.

E o que fazer nesses casos? Colocar gelo no local por 15 minutos; dar um analgésico, como o Ibuprofeno; tentar imobilizar a região afetada com um pedaço de madeira, papelão, palito de sorvete ou faixa; procurar atendimento médico e, de preferência, em um local que tenha ortopedista.

Mito ou verdade:

Os ossos dos pequenos são mais frágeis? A maior incidência de fraturas nas crianças ocorre por conta de algumas peculiaridades dos ossos, tais como lesões nas cartilagens de crescimento por serem locais frágeis, maior fragilidade óssea devido ao rápido crescimento dos ossos (hipervascularização e ossos menos densos) e maior maleabilidade do osso, o que provoca fraturas específicas (como em galho verde e deformidade plástica). O mito é que a fragilidade é causada pela falta de cálcio, como muitos pais acreditam.

De qualquer maneira, a melhor medida a se tomar para evitar as fraturas é a prevenção com a utilização de material de proteção individual como luvas, cotoveleiras, joelheiras, capacetes, etc., que são muito úteis, mas não muito usados. Além disso, é importante que seja feita a conscientização dos pais e cuidadores sobre o risco que envolve determinada atividade e as medidas preventivas para evitar lesões em si ou nos outros.

Fáscia são planos de tecido conjuntivo, organizados no corpo humano em camadas. Elas envolvem e dão forma aos músculos, preenchem os...

Fáscias, Pontos Gatilhos e Fisioterapia



Fáscia são planos de tecido conjuntivo, organizados no corpo humano em camadas. Elas envolvem e dão forma aos músculos, preenchem os espaços e dão unidade à estrutura, ao mesmo tempo em que criam as condições necessárias a que cada segmento do corpo funcione de maneira adequada e em cooperação mútua. Flexibilizar os tecidos, descolar as camadas umas das outras e reposicioná-las, reduzindo as tensões e os encurtamentos, estão entre as principais tarefas empreendidas no processo de integração. 

Saiba mais sobre a fascia e aprenda a trabalhar nessa estrutura

Ela tem a capacidade de gerar tensão em todo o corpo. Existem células chamadas de Fibroblastos e Miofibroblastos com alto poder de contração, além de músculatura lisa e proteínas contráteis na matriz extracelular. Isso recebe o nome de Tensegridade: todo o sistema corporal se une em uma malha pré-tensionada que ajusta o meio interno a demanda do ambiente.

As fáscias musculares normalmente são acometidas devido à formação de pontos gatilhos, que são estruturas de maior tensão ao longo do ventre muscular, ocorrem por estresse constante na musculatura.

Os pontos gatilhos são nódulos dolorosos no tecido muscular degenerado, a dor referida pode ser evocada por estímulos mecânicos. Pode manter-se assintomáticos até que a movimentação ou a pressão provoque dor intensa ou espasmo muscular. Desenvolve-se geralmente após espasmo ou tensão muscular prolongada ou como sequela de traumatismos agudos ou por micro traumatismos crônicos tais como os gerados por contração muscular e movimentos inadequados. Parecem constituir entidade clínica específica.

A presença de pontos-gatilhos ativos caracteriza a síndrome dolorosa miofascial, que é uma afecção álgica do aparelho locomotor que acomete músculos, tendões, fascias e ligamentos. Caracteriza-se pela ocorrência de dor e pelo aumento de tensão dos músculos afetados. Fadiga e isquemia muscular localizada, devido à contração estática, constante repetição de movimento, posturas inadequadas, estresses emocionais, parecem estar envolvidas com sua gênese. A síndrome dolorosa miofascial também pode estar associada ou ser secundária a outras afecções músculo-esqueléticas, metabólicas como a diabetes e hipotireoidismo, inflamatórias e/ou infecciosas.

Os músculos cervicais, escapulares e do membro superior, como os extensores e flexores de punho e dedos, além dos intrínsecos e lumbricais da mão, frequentemente são afetados. A síndrome dolorosa miofascial está presente em grande parte dos casos de LER/DORT, dores na coluna vertebral, cintura escapular e pélvica, além dos membros, pois quando há tendinite e/ou neuropatia periférica e/ou artropatias, há contração muscular reflexa, ocasionando o ciclo vicioso dor-espasmo-dor, além da fraqueza e fadiga da musculatura regional e a distância.

Frequentemente, as lesões ligamentares e a inflamação induzem à formação de pontos-gatilho e de dolorimento nos músculos adjacentes, que se tornam à causa imediata da dor. O tratamento direcionado para a dor muscular não visa a etiologia da dor e, portanto, permite a recorrência dos pontos-gatilho e pontos de dor. O tratamento da doença de base como a bursite, e o da irritação (sensibilização) espinal segmentar (raiz nervosa), frequentemente associada é necessário em associação ao tratamento do ponto-gatilho.

Para atuar nos pontos de gatilhos, o fisioterapeuta utiliza como principal ferramenta as mãos, como o próprio nome da especialidade nos mostra, sendo estas o intermédio da realização dos testes e manobras inclusas no exame físico e tratamento. A Terapia Miofascial é um método de cinesioterapia passiva, que através da terapia manual, tem o objetivo da inibir os prejuízos funcionais. Outras técnicas que podem ser utilizadas podemos citar a Quiropraxia, Rolfing, Cyriax, Osteopatia, Maitland, McKenzie, Mulligan, Crochetagem, Mobilização Neural, Estabilização Segmentar Terapêutica, etc...

É profissional e quer saber mais sobre esse assunto? Eu indico o curso online de fascia, que te dará muito conhecimento sobre Fascia.

O Pilates trabalha o corpo de uma forma global, enfatizando os princípios básicos, dentre eles: respiração, posicionamento da pelve, po...

Pilates e a Escoliose




O Pilates trabalha o corpo de uma forma global, enfatizando os princípios básicos, dentre eles: respiração, posicionamento da pelve, posicionamento da caixa torácica, movimentação e estabilização da cintura escapular e posicionamento da cabeça e coluna cervical. Trazendo essa consciência ao praticante, fará com que se habitue a posturas mais adequadas no seu dia-a-dia, aliviando dores nas costas e amenizando o desvio da escoliose.

A escoliose idiopática (estrutural) é uma alteração tridimensional da coluna vertebral, sua etiologia ainda é desconhecida e seu início ocorre na puberdade, tendo seu grande momento de progressão associado ao estirão de crescimento. A prevalência de escoliose em adolescentes varia de 1 a 3% da população, sendo as meninas mais afetadas que os meninos.. É caracterizada pela presença de uma proeminência rotacional no lado convexo da curva. Nessa condição, as vértebras são rodadas no sentido da convexidade, que é melhor visualizada quando o paciente realiza flexão anterior de tronco, causando uma gibosidade.

Curso excelente de Pilates nas Escolioses

É comum as crianças desenvolverem algum tipo de desvio na coluna, porém, dores são mais comuns na fase adulta, principalmente se não forem adotados hábitos e tratamentos adequados. Mudar os hábitos e incluir exercícios físicos entre as atividades de rotina ajudam a amenizar esse problema e evitar dores.

Veja abaixo alguns problemas posturais:

- Praticante que trabalha em frente ao computador;
- Quando o praticante permanece por horas no trânsito, com o banco ajustado inadequadamente para uma postura correta;
- Quem suporta muito peso nas costas (em bolsas ou mochilas cheias).

Esses definitivamente são hábitos que podem agravar o desenvolvimento de escoliose! Por tanto se você se encaixa em um dos perfis acima citados, procure mudar sua rotina postural.

A técnica do Pilates ajuda a evitar lesões na coluna e prevenir doenças. No Pilates conseguimos um treinamento muscular mais específico em aulas personalizadas. Trabalhamos com a estabilização da coluna, que é o fortalecimento dos músculos profundos, responsáveis por manter as vértebras e seus componentes articulares na posição correta.

O Pilates é um excelente exercício para a escoliose, pois trabalha o fortalecimento, alongamento e equilíbrio corporal. Isso melhora o alinhamento vertebral, reduzindo as tensões musculares e as compressões discais com a flexibilidade que o corpo ganha. Como método de reabilitação para escoliose baseia-se no grau da lesão, na intensidade dos sintomas, nos fatores adicionais a esta lesão e na capacidade de execução dos exercícios pelo paciente. Não deve haver sobrecarga ou dor, nem durante, nem após a execução.

O fisioterapeuta que trabalha no hospital atua na promoção e recuperação da saúde de pacientes acometidos por diferentes enfermidades, p...

Fisioterapia Hospitalar na Traumato-Ortopedia



O fisioterapeuta que trabalha no hospital atua na promoção e recuperação da saúde de pacientes acometidos por diferentes enfermidades, perpassando desde o pré-operatório cirúrgico, atuando na educação e conscientização sobre técnicas respiratórias que irão prevenir acometimentos no pós-operatório, até pessoas com quadros de complexidade mais grave, em atendimento na UTI.

Há algumas patologias ortopédicas que levam o paciente ao hospital e que precisam da fisioterapia hospitalar. Alias se você quer saber mais sobre a atuação da fisioterapia ortopédica em hospital, o ebook completo de fisioterapia hospitalar fala sobre o assunto.

Nas patologias ortopédicas, como cirurgias de fraturas, a sua atuação vai ser na melhora da funcionalidade do paciente. Para uma atuação digna e efetiva, é necessário que o profissional seja capaz de realizar uma avaliação e um diagnóstico cinético-funcional efetivos, traçar um plano de tratamento fisioterapêutico adequado, executar as técnicas e acompanhamento (reavaliação) da resposta do paciente à intervenção, ter como objetivo final uma melhora na função (independentemente da área de atuação e do sistema ou órgão acometido) e da qualidade de vida.

Portanto, o fisioterapeuta que deseja trabalhar em um hospital deve ter uma formação ampla e não só em Fisioterapia Respiratória ou Fisioterapia em Terapia Intensiva.

Até a próxima!

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