Lombalgia Mecânica Comum










A lombalgia mecânica comum é sempre de tratamento conservador. Se resistente e existindo um evidente substrato clínico-patológico para essa evolução atípica, podem ser feitas infiltrações nas discopatias (Modic tipo I, II ou III), infiltração de pontos dolorosos, infiltração perifacetária, denervação facetária e artrose do segmento vertebral.

Alguns fatores são muito importantes para nortear o raciocínio diagnóstico, tais como:
  • características da dor, como intensidade, duração e horário em que a dor costuma aparecer;
  • piora ou melhora da dor por permanecer muito tempo sentado ou de pé, com movimento ou repouso;
  • irradiação da dor para membros inferiores ou abdômen;
  • presença de sinais de doenças sistêmicas associadas à dor lombar.

No exame físico, serão feitos testes físicos específicos para o diagnóstico da lombalgia, entre eles a flexão e extensão da coluna lombar, a manobra de Lasègue e a manobra de Valsalva. 

Complementam a investigação diagnóstica os exames de imagem como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Uma vez identificada a causa e fechado o diagnóstico, terá início o tratamento da lombalgia.

Os meios físicos de tratamento (frio e calor nas diversas modalidades) são meros coadjuvantes no processo de reabilitação. Não atuam sobre as causas e sobre a história natural das síndromes dolorosas lombares.

Em relação à estimulação elétrica transcutânea (Tens) existem controvérsias sobre sua real eficácia. Não está indicada como medida inicial na lombalgia mecânica aguda.

Não existem evidências científicas que comprovem o benefício da acupuntura em pacientes lombálgicos, porque os resultados das pesquisas não são controlados para os fatores de confusão devido ao tamanho da amostra, do desenho do estudo e o uso de placebos.

Os exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura paravertebral são comprovadamente eficazes.

Órteses e tração vertebral necessitam de comprovação através de estudos prospectivos, controlados e randomizados, de melhor qualidade e consistência metodológica.

A manipulação somente deve ser realizada em casos específicos e por profissionais capacitados para tal procedimento.

Métodos de tratamento, sem comprovação científica, podem representar perda de tempo e prejuízo financeiro, quando não, riscos à saúde dos pacientes. Neste aspecto, sempre é bom lembrar do preceito de Loeb: Não faça ao paciente aquilo que não gostaria que fizessem com você mesmo

A dor lombar é a segunda maior causa de visita de pacientes aos médicos, só perde para a dor de cabeça. O problema atinge mais de 80% da população mundial, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), e representa prejuízos financeiros para as empresas (é a maior causa de afastamento do trabalho em pessoas com menos de 45 anos), para o governo (em 2012, mais de 116 mil pessoas receberam auxílio-doença por esse motivo) e para os que sofrem com o problema (cansaço, desânimo e até mesmo estágio depressivo).



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