A maneira errada de pisar no chão pode ser a responsável pelas dores nas costas, pés, joelhos e até quadris. A maneira como se pisa se refle...

Novo exame detecta problema de pisada




A maneira errada de pisar no chão pode ser a responsável pelas dores nas costas, pés, joelhos e até quadris. A maneira como se pisa se reflete diretamente na coluna vertebral e pode ocasionar até problemas posturais.

 Para resolver esse problema, alguns ortopedistas passaram a adotar em seus consultórios um exame chamado de baropodometria.

Ele é realizado por um Baropodómetro Eletrônico desenvolvido para estudar as pressões plantares estáticas e dinâmicas. Trata-se de uma plataforma com sensores, de aproximadamente três metros, conectada a um computador que recria imagens coloridas e dados estatísticos que diagnosticam o tipo de pisada.

O exame permite que o médico avalie as cargas dos pés em diferentes modalidades, permitindo uma análise biomecânica e estrutural das possíveis anomalias da pisada e, consequentemente, da postura. Por Carolina Abranches

Quando pensamos nas fases de um programa terapêutico, sempre relacionamos alguns exercícios que podem ser feitos e outros que devem ser impl...

Como usar as diferentes formas de contração muscular


Quando pensamos nas fases de um programa terapêutico, sempre
relacionamos alguns exercícios que podem ser feitos e outros que devem
ser implementados. Isto porque existem técnicas que serão mais
eficazes do que as outras no que diz respeito ao momento de trabalho
do determinado segmento. A bibliografia nos traz três tipos
diferenciados de contração muscular, sendo que cada uma delas possui
sua individualidade e deve ser aplicada em uma fase diferenciada da
reabilitação. Estes três tipos são: contração isometrica (metria =
comprimento; iso = igual ou constante), contração isotônica (que pode
ser dividida em excêntrica e concêntrica) e contração isocinética
(cinética = velocidade; iso = igual ou constante).

A contração isométrica é aquela onde o músculo desenvolve tensão,
porém não há alteração em seu comprimento externo. Em outras palavras,
a contração isométrica é aquela em que o músculo contrai-se e produz
força sem nenhuma alteração macroscópica no ângulo da articulação.
Parece que o mecanismo desta contração reside no fato de que a energia
que normalmente seria exibida como trabalho mecânico externo é usada
no rearranjo estrutural das fibras, isto é, as fibras se encurtam e o
tendão se alonga, e parte da energia se dissipa em calor. Outros
estudos sobre a biomecânica da contração isométrica relatam que a
mesma acontece pois permite um deslizamento das miofibrilas mais
externas enquanto que aquelas que se encontram mais internamente
permaneceriam estáticas.

Para entendermos melhor o não encurtamento do comprimento do músculo
devemos analisar cinesiologicamente as relações de força que agem
sobre o corpo. Existe a tensão (que é a força desenvolvida pelo
músculo para vencer as forças que agem sobre o segmento) e a
resistência (que é considerada uma força externa baseada no peso do
segmento associado, principalmente, a inércia). Quando o torque de
resistência de uma articulação é igual ao torque de força produzido
pelo músculo que a atravessa, isto é, quando a resistência contra a
qual o músculo está exercendo tensão for igual a tensão máxima que
este músculo pode produzir, desenvolve-se uma contração isométrica.

Este trabalho repercute hemodinamicamente pois pode provocar um
aumento da pressão arterial pois o músculo que se contrai espreme os
vasos e diminui seu calibre aumentando assim a resistência vascular
periférica. Com este tipo de trabalho, os indivíduos tem apresentado
ganho de força moderado e, algumas pessoas, tentam manter este tipo de
trabalho para aumentar o tamanho do músculo. Ele é amplamente usado em
reabilitação e nos indivíduos descondicionados.

O maior empecilho do trabalho isométrico é a sua parca transferência
para o mundo real, visto que, a maioria de nossas atividades diárias
envolvem contrações excêntricas e concêntricas. Além disso, o
exercício isométrico apenas provoca hipertrofia do grupo muscular no
ângulo articular no qual o músculo é sobrecarregado, limitando-se,
assim, o desenvolvimento de força por toda a amplitude de movimento.
Embora soe um pouco estranho, uma outra forma de se referir a
contração isométrica é chamá-la de contração estática. A contração
isotônica ou também conhecida como contração dinâmica, é aquela que
acontece quando há uma desigualdade de forças entre a potência
muscular e a resistência provocando, assim, o deslocamento do
segmento. Ela pode ser dividida em concêntrica, que é aquela onde a
potência é maior que a resistência e a fibra muscular sofre uma
diminuição de seu tamanho (encurta-se), isto é, a origem se aproxima
da inserção e excêntrica que é aquela onde a resistência é maior que a
potência onde as fibras, por possuírem características elásticas, se
ampliam fazendo com que o ponto de origem do músculo se afaste da
inserção.

Outra maneira de se pensar em contração muscular excêntrica é pensar
que esta é uma modalidade onde o músculo se alonga durante o tempo em
que está exercendo tensão. Este tipo de contração muscular é a
modalidade de treinamento de força mais popular que existe. O
exercício é considerado isotônico quando o segmento move uma
resistência específica por uma amplitude de movimento. È importante
salientar, que a carga real imposta ao músculo varia pela amplitude de
movimento sendo diferente em todo o arco de movimento. Embora o peso
seja constante, o torque motor desenvolvido pelo músculo não é igual
devido as mudanças no comprimento-tensão e força-ângulo.

A contração isocinética é aquela em a tensão desenvolvida pelo músculo
é máxima em todos os ângulos articulares durante toda a amplitude de
movimento porque ela é realizada em uma velocidade constante. A
velocidade é controlada e a resistência é variada ao longo do arco de
movimento.

As vantagens da contração isocinética são que:

a) é capaz de obter contração máxima ao longo da amplitude total de
movimento, oferecendo maior eficiência do rendimento muscular;

b) a sobrecarga nas articulações é pois é a força produzida pelo
paciente que controla a sobrecarga imposta pelo aparelho;

c) é capaz de realizar uma gama de testes musculares através das
diferentes velocidades aplicadas e de diferentes posturas.

Finalmente, à medida que o indivíduo tenta gerar tensão máxima na
velocidade específica de contração, a tensão irá variar devido à
mudança nas alavancas e inserções musculares. O trabalho isocinético
além de trabalhar força pode trabalhar endurance melhorando assim, o
desempenho.

Bibliografia Hamill, J. & Knutzen, K. M. Bases biomecânicas do
movimento humano 1a edição, Editora Manole, 1999.

Fox, E. L. & Mathews, D. K. Bases Fisiológicas da Educação Física e
dos Desportos , 3a Edição, Editora Guanabara, 1986.

Matarazzo, Carolina G & Alves, Vania C. R. O uso do Exercício
Isocinético na Reabilitação de Luxação Recidivante de Ombro ? estudo
de caso. Revista Reabilitar, Ano 3, No 4, Editora Pancast, São Paulo.

Autor: Bianca Laufer Bass - Fisioterapeuta do Hospital Barra D Or,
Professora de Cinesiologia do IBMR, Pós-graduada em psicomotricidade
UNESA

Fonte: http://www.interfisio.com.br/index.asp?fid=43&ac=6

Getty Images Grupo de atletas com lesões foi acompanhado por seis meses Um estudo desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia ...

Plasma sanguíneo recupera ligamentos do joelho



JoelhoGetty Images

Grupo de atletas com lesões foi acompanhado por seis meses


Um estudo desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) mostrou que a utilização de plasma sanguíneo no tratamento de lesões nos ligamentos do joelho pode melhorar a cicatrização em até 50% e tornar o tendão mais resistente a novas lesões.

Para analisar a nova técnica, um grupo de 27 atletas, com idades entre 15 e 44 anos, foi acompanhado durante seis meses. O ortopedista Adriano Almeida diz que todos apresentavam lesões no ligamento cruzado do joelho, cujo tratamento é feito com o enxerto de parte do tendão patelar.

O novo método consiste na retirada de sangue do próprio paciente, que é enriquecido com plaquetas, por meio de um processo no laboratório, e injetado no local de onde foi retirado o material para enxerto.

O plasma foi aplicado durante o procedimento cirúrgico em 12 atletas. Nos demais, foi utilizado o sistema tradicional. Seis meses após as cirurgias, todos eles passaram por novos exames. Os pesquisadores constataram que, nos pacientes em que foi utilizado o plasma, houve uma cicatrização 50% melhor do que a dos demais, o que torna o tendão mais resistente e menos suscetível a lesões.

Segundo Almeida, outro ponto positivo do tratamento é o fato de o processo de recuperação ser menos dolorido.

– Os pacientes que receberam o plasma atingiram 3,8 na escala de dor. Já o grupo que não recebeu chegou a 5,1.

De acordo com o ortopedista, essa etapa da pesquisa já está concluída.

– Os dados coletados são suficientes para aplicarmos o método em qualquer paciente. Além disso, por ser um tratamento autólogo, que utiliza material da própria pessoa, não existem riscos.

Segundo ele, o próximo passo será "resolver questões burocráticas, para que seja disponibilizado no SUS (Sistema Único de Saúde).

A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais corres...

Condromalácia patelar estabilizada pelo Pilates


CONDROMALÁCIA PATELAR ESTABILIZADA PELO PILATES

A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos.

A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

Algumas pessoas têm predisposição a apresentar a lesão devido ao desalinhamento da patela, ao invés da patela percorrer o "trilho" formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para as laterais, aumentando o atrito entre os dois ossos. A posição da patela de forma mais alta que o normal também são fatores predisponentes. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando "desgaste". Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.
Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.

A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):

GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral

Não há um protocolo rígido de tratamento. É importante analisar o grau da lesão adquirida e se direcionar às causas, sempre tentando reequilibrar o alinhamento da patela, inicialmente através de tratamento fisioterápico, podendo associar a métodos analgésicos e antiinflamatórios. A perda de peso, em determinados casos, pode ser recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Em casos graves muitas vezes é necessário tratamento cirúrgico, em que procedimentos combinados para tratamento do alinhamento patelar e tratamento da lesão da cartilagem podem ser realizados por via "aberta", artroscópica (vídeo) ou mesmo combinada.

O PILATES age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia. Já que um dos grandes alicerces do método é o fortalecimento e estabilização dos músculos centrais do corpo aliada às técnicas que potencializam a respiração e seus benefícios, atingindo assim, o objetivo do aluno através do equilíbrio muscular. Para tal, é preciso avaliar o nivel de força e flexibilidade dos grupos musculares do indivíduo, para que se dê início à prescrição do programa de exercícios. No caso da condromalácia patelar são inclusos exercícios de potência, força, alongamento e mobilização do membro inferior, sempre com o cuidado de evitar sobrecarga na articulação em questão. No geral, é importante o alongamento dos ísquiotibiais, o qual seu encurtamento implica em um agravamento no atrito da patela com o fêmur, no momento da marcha. Uma atenção especial ao quadríceps, sobretudo o vasto medial e banda iliotibial, tendões e panturrilha também são extremamente necessárias para equilibrar as forças atuantes sobre a patela.

Fonte: www.flexuspilates.com.br


Este é o principal ligamento do joelho, pois é o que proporciona mais estabilidade à articulação, e por isso este tipo de ...

Entorse de joelho ou Lesão do Ligamento cruzado anterior (LCA)



Este é o principal ligamento do joelho, pois é o que proporciona mais estabilidade à articulação, e por isso este tipo de lesão é de grande importância, principalmente nos casos de moderados a graves, pois geralmente esses necessitam de cirurgia.

Causas:

Normalmente acontece em movimentos bruscos, quando o pé está apoiado no chão e o corpo gira sobre o membro apoiado (movimento de pivô).

Alguns fatores podem influenciar para o aparecimento dessa lesão: predisposição biomecânica, fraqueza muscular, sedentarismo, outras lesões pré- existentes no joelho (Ex: o menisco medial auxilia em algumas funções de estabilização do LCA), etc.

Sintomas:

O estiramento ou ruptura deste ligamento geralmente ocasiona edema ("inchaço") articular considerável, estalo alto no momento da lesão, dor difusa no joelho, rigidez articular e sensação de instabilidade da articulação (falseio).

Tratamento:

Estruturas como os ligamentos têm pouca capacidade de se regenerarem, por isso na maioria dos casos além da fisioterapia também é necessário o tratamento cirúrgico. Geralmente o joelho é muito dependente de um LCA em perfeito funcionamento, caso contrário torna-se instável e seguidas entorses podem ocorrer, tal processo acarretará numa artrose precoce, acometendo outras estruturas do joelho como os meniscos e a cartilagem articular.

A fisioterapia é de fundamental importância no tratamento conservador, no pré-cirúrgico e no pós-cirúrgico.

Apesar de ser uma lesão traumática, da mesma maneira precisa ser observada com um tratamento global, assim como todas outras citadas aqui. É necessário terapia manual (osteopatia, RPG, Mulligan – técnica australiana, etc.) para liberar a musculatura que fica em "espasmo" como mecanismo de defesa do corpo, para ganhar mobilidade articular proporcionando melhor grau de movimento (flexão e extensão do joelho), recursos manuais para drenagem do edema ("inchaço"), métodos de traumato-ortopedia (fortalecimento muscular), hidrocinesioterapia (ganho de força muscular, estabilidade articular – propriocepção, ganho de mobilidade articular, melhora da drenagem). Aqui a visão da globalidade é muito importante para auxiliar na reabilitação.

( Ex: fortalecer os músculos posteriores da coxa é fundamental, pois estes auxiliam a estabilizar o joelho no movimento de gaveta anterior (translação anterior da perna em relação à coxa).

Também é necessário observar a postura e o tipo de pisada que podem influenciar num estresse maior sobre o LCA.

Ainda devemos destacar, que nos primeiros meses da reabilitação, a importância de evitar a perda dos últimos graus de extensão do joelho ("esticar" o joelho), pois tal condição acarretará em grande dificuldade para ganhar força e massa muscular no quadríceps.

Outro ponto fundamental é a propriocepção, que é o principal fator para evitar a recidiva (volta) da lesão, que é um método realizado para treinar os "sensores" existentes no corpo para responderem de maneira eficaz aos gestuais esportivos, uma espécie de trabalho de equilíbrio.

Este é apenas um exemplo de lesão por entorse ligamentar do joelho, mas como todos os outros o tratamento global é de fundamental importância.

Fonte


As dores nos pés e membros inferiores não devem ser ignoradas nem deve ser algo a que as pessoas se habituem a suportar. Calcanhares doloros...

Fascite plantar / esporão de calcâneo


esporãoAs dores nos pés e membros inferiores não devem ser ignoradas nem deve ser algo a que as pessoas se habituem a suportar. Calcanhares dolorosos não devem ser negligenciados e podem ser facilmente tratados com a terapêutica adequada.

O aparecimento de dor no calcanhar/planta do pé tem como causa mais frequente a fascíte plantar (FP). A fáscia plantar é um ligamento que vai desde o calcanhar até às cabeças metatársicas (estas articulam com os dedos). A fáscia plantar, o "ligamento" que se torna doloroso, é que contribui para a sustentação do arco interno do pé. Cobre os músculos da planta do pé e suporta tensões de (aproximadamente) 2,5 vezes o peso corporal ao caminhar, e 3 a 4 vezes em corrida.

A quantidade de tensão sobre a fáscia plantar pode ser aumentada através de limitações musculares diversas e pelo peso corporal aumentado. Este último factor contribui para o aparecimento da FP, mas não é normalmente a sua principal causa. As pessoas com "calcanhares dolorosos" limitam frequentemente a distância caminhada, o que contribui para um eventual excesso de peso. Devido à natureza repetitiva do caminhar, a FP é considerada uma lesão por stress e, como qualquer lesão deste tipo, pode responder favoravelmente a um tratamento anti-inflamatório. Contudo, quase sempre regressará a dor enquanto a causa não for tratada.

A inflamação crónica prolongada origina depósitos de cálcio e eventualmente osso na porção da FP que se insere no calcâneo. Quando visível numa imagem radiográfica, a protuberância óssea denomina-se de "esporão do calcâneo". A origem da sintomatologia dolorosa está na inflamação propriamente dita e não na presença do esporão do calcâneo. Assim sendo, o tratamento de eleição deverá ser não invasivo e deve obrigatoriamente assentar sobre uma análise detalhada que tenha identificado a causa biomecânica/funcional a nível dos membros inferiores.

Mais comum em indivíduos entre 40 e 60 anos, pode iniciar de forma insidiosa ou agudamente após trauma local ou uso excessivo do calcanhar (atletas, longas caminhadas), sapatos inapropriados ou não apresentar causa específica (idiopática).

Os pacientes apresentam dor na área plantar do calcâneo, pior pela manhã ao colocar o pé no chão, sendo mais severa durante os primeiros passos, com melhora posterior e piora no final do dia. A dor é descrita como uma queimação, profunda, ocasionalmente lancinante e é o resultado de alterações degenerativas na origem da fáscia plantar e da periostite por tração do tubérculo medial do calcâneo (ver figura anatômica). Com o passar do tempo e com o estresse repetitivo podem ocorrer microtraumas na origem da fáscia, gerando um processo inflamatório local, e posteriormente a imagem radiológica de um"esporão" .

O tratamento recomendado é relativo, diminuição de atividades que produzam estresse sobre o calcanhar, utilização de palmilhas e órteses, antiinflamatórios não hormonais.

Comumente, os esporões do calcâneo podem ser diagnosticados durante o exame físico. Quando existe um esporão, a aplicação de pressão no centro do calcanhar provoca dor. Radiografias podem ser realizadas para confirmar o diagnóstico, mas elas podem não detectar esporões recém-formados. O tratamento visa o alívio da dor. Uma combinação de corticosteróide com um anestésico local pode ser injetada na área dolorida do calcanhar. O enfaixamento do arco do pé com atadura e o uso de uma órtese (palmilha para o calçado) que ajude a estabilizar o calcanhar são medidas que, além de reduzirem a dor, diminuem a distensão da fáscia.

A maioria dos esporões do calcâneo dolorosos curam sem necessidade de cirurgia. A cirurgia de remoção do esporão somente deve ser realizada quando a dor interferir na deambulação. No entanto, os resultados da cirurgia são imprevisíveis. Ocasionalmente, a dor persiste após a cirurgia.

Sugestão dada pelo Flávio Meirelles, no Facebook do Faça Fisioterapia.

O que é a articulação acrômio-calvicular (ACC)? É uma das articulaçõ...

Lesões da articulação acrômio-clavicular



O que é a articulação acrômio-calvicular (ACC)?
É uma das articulações do ombro, em que a clavícula se junta com a escápula. A parte específica da escápula, que se articula com a clavícula, é chamada de acrômio, o que explica o nome desta articulação.

Que tipos de problemas ocorrem na ACC?
Os mais comuns são artrose, fraturas e luxações (separações). Artrose é a perda da cartilagem da articulação, caracterizada por dor e inchaço, especialmente com a atividade física. Com o tempo estas alterações avançam, levando a deformidade da articulação. O movimento de cruzar o braço em frente ao corpo agrava os sintomas. Também aumenta a dor nos movimentos de apoio ao solo. Artrose da ACC pode estar associada a problemas no manguito rotador.

Como se trata a artrose da ACC?
Atualmente, não há nenhum método para se repor a cartilagem danificada pela artrose. Portanto, o principal é controlar os sintomas através da modificação da atividade física, para não agravar a condição do desgaste. Aplicação de gelo ajuda a diminuir a dor e a inflamação. Medicações incluem analgésicos e antiinflamatórios, e eventualmente infiltração com corticóide.

O que pode ser feito se o tratamento não funcionar?
Cirurgia pode estar indicada se o tratamento medicamentoso não funcionar. Já que a dor é causada pelas duas extremidades ósseas em contato direto, sem a proteção adequada da cartilagem, o tratamento cirúrgico consiste na remoção de parte da extremidade da clavícula. Pode ser feita com uma pequena incisão de 2-3 cm ou através de artroscopia. Os resultados são semelhantes com as duas técnicas cirúrgicas. A maioria dos pacientes terão mobilidade completa em 6 semanas e retornam ao esporte em 12 semanas.

O que é luxação da ACC?
Na luxação (separação) ocorre lesão dos ligamentos que conectam a clavícula ao acrômio, e os dois ossos não estão mais alinhados perfeitamente. A separação pode ser desde leve a completa. Os graus das luxações dependem de quais ligamentos estão rompidos e quanto rompidos se encontram.
Grau I – pouca lesão ligamentos, não há separação dos ossos.
Grau II – ruptura parcial dos ligamentos, não completa. Ao esforço, articulação apresenta dor e instabilidade.
Grau III – ligamentos completamente rompidos, com separação completa dos ossos, e deformidade visível.

Qual o tratamento para a luxação ACC?
Pode ser uma situação muito dolorosa, então o primeiro passo é diminuir a dor. Colocar o braço numa tipóia e utilizar gelo, 20 a 30 minutos a cada 2 horas. Analgésicos e antiinflamatórios são utilizados. Assim que a dor diminuir deve iniciar movimentos com as articulações do ombro para evitar rigidez da articulação. Estas orientações devem ser recomendadas por um médico. O tempo necessário para se recuperar a mobilidade e a função da articulação varia conforme o grau da lesão. Recuperação da lesão grau I pode levar de 10 a 14 dias, enquanto uma lesão grau III pode levar de 6 a 8 semanas.

Quando a cirurgia está indicada?
Luxações grau I e II muito raramente são tratadas com cirurgia. Até mesmo lesões grau III podem ser tratadas sem cirurgia, com recuperação da função com leves restrições. Em alguns casos há uma saliência dolorosa no ombro que vai necessitar da ressecção parcial da extremidade da clavícula.

Fonte: American Orthopaedic Society for Sports Medicine.


Essas fraturas invadem a diáfise proximal do úmero, os colos anatômicos e cirúrgicos, o tubérculo maior o tubérculo menor e a cabeça. S...

Fraturas no úmero proximal


http://www.sogab.com.br/anatomia/umero.jpg


Essas fraturas invadem a diáfise proximal do úmero, os colos anatômicos e cirúrgicos, o tubérculo maior o tubérculo menor e a cabeça. São fraturas que envolvem grande quantidade de complicações funcionais. (MELLION,1997)

O conceito de fratura diafisária umeral em 4 partes de Neer (1970) divide a cabeça do úmero em:

1- Diáfise (tracionada pelo peitoral maior)

2- Tubérculo Maior (tracionada pelo supra-espinhoso)

3- Tubérculo Menor (tracionada pelo subescapular)

Cabeça do úmero, que não recebe vascularização se os outros três fragmentos estiverem deslocados.


OCORRÊNCIA

· mulheres idosas

· queda sobre o braço

Os desvios dos fragmentos dependem da intensidade das forças e da conseqüente lesão das partes moles. Também são devido às ações de força muscular, Fraturas acima do peitoral maior permitem que o manguito rotador abduza o fragmento proximal. Ao ocorrerem entre as inserções do peitoral maior e deltóide, há abdução do fragmento proximal.

Nas fraturas abaixo da inserção do músculo deltóide o fragmento proximal aduz. Considera-se esses aspectos importantes, porém nem sempre estão presentes. Com o relaxamento da musculatura imobilizada a ação da gravidade, há tendência a neutralidade.

 

DIAGNÓSTICO

O quadro clínico assemelha-se as das fraturas gerais:

- Quadro Agudo: dor, edema, crepitação local, importância funcional, equimose (entre 24-36h)

- O braço é mantido em rotação interna e adução, apoiando o tórax.

- Se a fratura for no colo cirúrgico, os movimentos de rotação podem estar presentes. Sendo necessário exame neurovascular da extremidade; se apresentar alteração de sensibilidade e ausência de pulso radial são sinais de traumatismo grave.

O exame radiológico demonstrará o diagnóstico definitivo.

A obtenção de uma incidência antero-posterior ''verdadeira''demonstra a relação entre a cabeça do úmero, a glenóide e o escapular e axial que possibilitam avaliações de luxações e de deslocamento das tuberosidades.

Essas incidências proximais do úmero estão relacionadas diretamente com o aumento de osteoporose, ocorrendo em torno de 3-5% das fraturas, e 70% das fraturas de úmero em indivíduos acima de 40 anos.

 

COMPLICAÇÕES (LEVINE, 1998)

· rigidez articular

· lesão nervosa:  (nervo axilar), tornando o músculo deltóide ineficiente em ABD do ombro, hipossensibilidade ou amortecimento de uma pequena área no lado externo do braço, (plexo braquial - localizado medialmente ao processo coracóide); nervo supra-escapular (inerva o músculo supra e infra-espinhoso); nervo músculo-cutâneo (inerva bíceps braquial e coracobraquial).

· luxação de ombro

 

CLASSIFICAÇÃO

Classifica-se as fraturas: (APLEY, 1989)

a) quanto ao nível em: do terço proximal, do médio e do distal.

b) quanto ao traço de fratura em: -transversos; -oblíquas curtas; - oblíquas longas;     -helicoidais e cominutivas.

c) quanto à integridade da pele: - exposta; -fechada.


A classificação Alfanumérica do Grupo AO em:

a) Tipo A à fraturas simples;

b) Tipo B à fraturas cominutivas com fragmentos grandes (em cunha);

c) Tipo C à fraturas complexas cominutivas.

 

Tipos de Fraturas:

1- Fraturas de deslocamento mínimo

- são aquelas em que o deslocamento é menor do que 1,0cm ou 45º de angulação, independentedo numero de fragmentos.

- estas fraturas são a grande maioria, em torno de 80% das fraturas proximais de umero.

- Tratamento adequado é o repouso do membro em tipóia ouVelpeau por 7 a 10 dias permitem a diminuição da dor e do edema, a partir daí, inicia-se um programa de reabilitação com exercícios para obter mobilidade.

 

2- Fraturas e Fraturas-luxações de 2 partes

Cerca de 10% dos casos possuem fragmentos deslocados mais de 1,0cm ou 45º angulação.

a) Fraturas de Colo Cirúrgico e do colo anatômico:

- podem necissitar de reducao incruenta( traçao, flexao e aducao) se forem estáveis.

- nas fraturas instaveis, reducao cirurgica (fechada, com uso de fios metálicos; aberta, com banda de compressao com pino de RASCH ou placa T).

- casos especiais, a cabeca longa do biceps pode se interpor ao foco da fratura, dificulta a reducao incruenta.

- Na fratura do colo cirurgico, a inserçao do musculo peitoral maior desloca medialmente a diáfise do umero.

b) Fraturas do Tubérculo Maior

- deslocam-se posterior e superiormente, tracionada pelo músculo supra-espinhoso, sendo difícil à redução incruenta.

- nos casos em que o tubérculo maior estiver ou permanecer deslocado é necessário à redução cirúrgica com fixação interna e reparação do manguito rotador.

c) Fraturas do Tubérculo Menor

- acompanha ou não por luxações posteriores da cabeça do úmero, o músculo subescapular desloca o fragmento.

- pode ser tratada convencionalmente, exceto em bloqueio de rotação interna, indicando redução cirúrgica com fixação do músculo subescapular.

 

3- Fraturas e Fraturas-luxações de 3 partes

- envolve o colo cirúrgico e o tubérculo maior e menor e possui um ou mais fragmentos deslocados mais de 1,0 cm ou 45º.

- são fraturas instáveis e de difícil tratamento conservador.

- se ocorrer o deslocamento do tubérculo maior, a cabeça do úmero será tracionada pelo músculo subescapular que se insere no tubérculo menor e determinará uma rotação interna da cabeça, inversamente, se o deslocamento for de tubérculo menor, a cabeça do úmero será tracionada pelos músculos supra e infra-espinhoso, que se insere no tubérculo menor, determinando uma rotação externa da cabeça.

- a vascularização da cabeça é considerada adequada.

 

4- Fraturas e Fraturas-luxações de 4 partes

A cabeça geralmente não se articula com a glenóide e está desvascularizada, pelos deslocamentos simultâneos das tuberosidades e diáfise;

- ocorrem na maioria das vezes em pacientes idosos com osteoporose, em jovens ocorrem devido a acidentes automobilísticos ou trauma severos, fraturas multi-fragmentadas por projéteis de arma de fogo.

- o tratamento tradicional inclui: redução incruenta, redução cirúrgica e fixação interna, artrodese e ressecção da cabeça do úmero e prótese parcial do ombro.

 

5- Fraturas Especiais

1- Fratura Impactada da Cabeça do Úmero (''impression fracture'')

Ocorre durante luxação posterior. A cabeça estará comprimida contra rebordo posterior da glenóide, determinando o afundamento ou impactação.

Por tomografia computadorizada determina-se o melhor diagnóstico; para defeitos com menos de 20% de envolvimento da cabeça do úmero indica-se a redução incruenta da luxação e imobilização com o membro superior em leve rotação externa.

De 20 a 50% de envolvimento associado com instabilidade utiliza-se à transferência do tubérculo menor para a área do defeito (cirurgia de McLaughlin modificada por Neer). Se maior que 50%, a melhor indicação é prótese de ombro.

2- Fratura tipo rachadura da cabeça do úmero (''head splitting'')

- rara com difícil reconstrução cirúrgica, material de síntese causará dano a superfície articular da glenóide.

- melhor indicação é prótese de ombro.

 

TRATAMENTO DE FRATURAS PROXIMAIS DO ÚMERO

A maioria das fraturas proximais do úmero é classificada como pouco deslocada, podendo ser tratada com exercícios passivos que progridem até exercícios ativos, à medida que aumenta a tolerância à dor. As fraturas em duas partes são geralmente tratadas pela redução fechada, sendo sua exceção às fraturas do tubérculo maior, que exigem redução aberta e fixação interna.

As fraturas de 3 partes são tratadas com redução aberta e fixação interna, exceto em idosos, recomendando-se a prótese. As fraturas em 4 partes apresentam alta incidência de necrose avascular; recomendando substituição protética.

 

TRATAMENTO CONSERVADOR

· mesmo em um desvio acentuado é compatível um tratamento conservador com excelente restabelecimento funcional,

· é impossível manter os fragmentos em sua relação normal, a não ser que seja com tal gessada em extensão do membro ou por cirurgia;

· o método de tratamento mais satisfatório é aquele que permite mobilização precoce.

1. FRATURAS IMPACTADAS:

· imobilização desnecessária

· mobilização + tipóia

2. FRATURAS NÃO IMPACTADAS:

· pela presença de dor, não se mobiliza o ombro afetado

· na 1ª semana, há imobilização com tipóia junto ao tórax

· preconiza-se exercícios com cotovelo, dedos e mãos

· a imobilização do ombro deve ser mantida por 2 a 3 semanas. Às vezes, é preciso imobilizar com gesso toracobraquial em ABD por 4 semanas.

 

FISIOTERAPIA

PROTOCOLO DE 3 FASES PROGRESSIVO

FASE 1: 3ª semana para redução fechada, e 7 a 10 dias para fixação interna é que se começa com os exercícios pendulares, elevação anterior e rotação externa passiva. A aplicação de modalidades terapêuticas, como a estimulação elétrica, o uso de calor e frio, ajudam na redução do edema, espasmo e dor. A massagem manual descontraturante alivia o espasmo muscular e facilita o ganho do movimento. Exercícios isométricos submáximos (RI e RE, deltóide anterior, posterior e médio) podem ser iniciados nesta fase, com o objetivo de evitar a atrofia muscular. (SIZINIO e XAVIER, 1998)

FASE 2: são iniciados após 4 a 6 semanas nas fixações internas e 6 a 8 semanas nas reduções fechadas. Compreende os exercícios ativos e o fortalecimento precoce. Para se evitar a elevação da escápula, recomenda-se que os exercícios de flexão e ABD do ombro sejam feitos em frente ao espelho para auto-correção ou com a ajuda do Fisioterapeuta, que poderá estabilizar a cintura escapular durante o movimento. Os exercícios resistidos podem ser feitos na posição supino com halteres, ou em pé utilizando banda elástica ou tubo elástico de resistência graduada. (SIZINIO e XAVIER, 1998)

FASE 3: início por volta da 8ª semana para reduções fechadas e 12ª, para fixações internas. Alongamentos e fortalecimentos, sendo o último de modo funcional, no qual os exercícios são direcionados para as atividades que o paciente necessita retornar. (SIZINIO e XAVIER, 1998)


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

APLEY, G. Manual de Ortopedia e Fraturas. 1ª edição. São Paulo: Atheneu, 1989.

LEVINE, A. TRAUMA - Atualização em Conhecimentos Ortopédicos. São Paulo: Atheneu, 1998.    

MELLION, M. B. Segredos em Medicina Desportiva – Respostas necessárias ao dia-a-dia em centros de treinamento na clínica, em exames orais e escritos. – Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

SIZINIO, H.;  XAVIER, R. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática, 2ªedição. Porto Alegre: Artmed, 1998.

"Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando ...

Entenda a doença de Kienböck




"Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando a antiga localização do osso afetado."

A doença de Kienböck é caracterizada por colapso (necrose) do osso semilunar, localizado no punho e por alterações vasculares de causa desconhecida, ou seja, idiopática. A maior incidência ocorre em homens jovens, mas não se sabe por quê.

Seu quadro clínico é caracterizado por dor e edema (inchaço) na região do punho, diminuição da força da mão, seguida de diminuição da mobilidade na região acometida.

Atualmente duas teorias parecem explicar melhor a sua evolução, pelo menos na maioria dos casos: a teoria traumática e a teoria dismórfica (desigualdade do comprimento radioulnar distal - radio e ulna são os ossos do antebraço e fazem articulação com os ossos do carpo – punho - entre eles o osso semilunar.

Há diferentes estágios da doença, classificados de acordo com o comprometimento do osso semilunar e da articulação rádiocárpica. Com a necrose do osso semilunar, esse vai sendo reabsorvido e diminuindo de tamanho, com isso outros ossos mudam sua posição ocupando a antiga localização do osso afetado. Essa movimentação causa muita dor.

O tratamento para doença de Kienböck depende do estágio da doença. A fisioterapia ajuda muito, podendo variar o tipo de aparelho a ser utilizado, tipo de exercício e local (hidroterapia –"molhado"- ou fisioterapia convencional - "seco").

Após algumas sessões de fisioterapia, dependendo da evolução do caso, o paciente pode continuar sentindo dores ou tê-las diminuídas.

Na fase inicial, imobilização do punho pode ajudar. Em torno de 50% das pessoas com doença de Kienböck têm o rádio alongado, nessa situação, cirurgia com encurtamento do rádio pode ser benéfica ao paciente. Em estágios avançados, onde o osso semilunar não é mais viável, a cirurgia indicada é a artrodese (fusão dos ossos do punho) ou ressecção da primeira fileira dos ossos do carpo.

por Juliana Prestes Mancuso

A excisão, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro é denominada de amputação. Para um paciente a palavra amputação está relacion...

Amputação com desarticularção do jeolho em tratamento para colocação de prótese


A excisão, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro é denominada de amputação. Para um paciente a palavra amputação está relacionada com terror, derrota e
mutilação, que vai torná-lo incapaz, dependente. Mas o procedimento deveria ser entendido pelo paciente, como início de uma nova fase, sem a presença de deformidades sérias, que possivelmente poderiam incapacitá-lo. De qualquer forma, deve ficar claro que os procedimentos para amputação de membros inferiores ou superiores é um ato de restauração de um órgão enfermo e não uma mutilação. Generalizando, além de uma boa equipe de profissionais altamente preparados, a aceitação, a colaboração, a motivação e a dedicação do próprio paciente é indispensável para sua reabilitação.

A etiologia da perda do membro e as condições clínicas associadas muitas vezes constituem considerações importantes no desenvolvimento de um programa de tratamento
para o amputado. A perda de membro de um modo geral é dividida em duas categorias amplas: adquirida e congênita.

Amputação adquirida é a perda de parte ou de toda uma extremidade como resultado direto de trauma ou por cirurgia. As amputações cirúrgicas são realizadas em virtude de
doença, tumores benignos ou malignos e lesões traumáticas da extremidade sem esperança de salvamento do segmento. (CARVALHO, 2003).

Entre as causas mais comuns de amputação de membros inferiores e superiores  encontramos: vasculares, traumáticas, tumorais, infecciosas, congênitas e iatrogênicas.
Destaca-se dentre elas, a causa vascular, que acomete em maior número pessoas na faixa etária de mais de 50 anos, sendo os membros inferiores os mais comprometidos. As taxas de mortalidade associadas às amputações de membros em pacientes "vasculares", em particular as transtibiais e transfemorais, indicam a gravidade da enfermidade do paciente.

A causa mais comum nas amputações provocadas por eventos vasculares é a diabetes e o tabagismo. Já as causas traumáticas atingem também um número expressivo da população por acidentes de trânsito, de trabalho ou, em número menor, em razão de outra etiologia. Um aspecto em amputados é o chamado fenômeno "fantásmico"1, doloroso ou não, normal e ou deformado. Aproximadamente até a terceira semana, após a cirurgia, a maioria manifesta a percepção fantásmica de um membro normal e indolor. No entanto, alguns já se referem ao membro como deformado a partir da primeira semana. Para aqueles pacientes do primeiro grupo, passada as duas ou três semanas da cirurgia, o membro amputado dá a impressão de estar contorcido e desproporcional e não deveria apresentar dor. A percepção, por parte do paciente, de um membro fantasma doloroso pode se manifestar em membro fantasma normal ou deformado. Essa dor pode ser de leve a moderada, tolerável, respondendo de forma satisfatória à terapêutica física ou medicamentosa.

Sua permanência pode ocorrer durante semanas ou anos. Devemos, porém, considerar a amputação não como o fim de uma etapa ou simplesmente a perda de um membro que conseqüentemente irá gerar incapacidades, mas sim considerá-la como o princípio de uma nova fase, pois se de um lado houve a perda de um membro e a alteração da imagem corporal, do outro se eliminou o perigo da perda da vida, ou deu alívio a sofrimentos intoleráveis, tornando ainda possível maior liberdade de ação. (PIRES, 2004)

DESARTICULAÇÃO DE JOELHO


A remoção total da tíbia caracteriza a desarticulação de joelho, nível que tem vantagens funcionais em relação às amputações transfemorais. As próteses para este nível de amputação devem contar com joelho mecânico.

Uma das principais metas de inicio do programa pós-operatório é a prevenção de complicações secundárias, como as contraturas de articulações adjacentes. Estas podem surgir em decorrência do desequilíbrio muscular, ou como resultado de alguma posição inadequada, como a posição sentada por períodos longos.
As causas mais freqüentes de desarticulação de joelho são traumatismos ortopédicos irreversíveis, anomalias de tíbia/fíbula e alguns tumores mais distais. As vantagens em relação às transfemorais são: maior braço de alavanca, maior força muscular, possibilidade de descarga distal, bom controle rotacional sobre as próteses, melhor suspensão protética, facilidade para colocação/remoção da prótese, menor gasto energético durante a deambulação e menor tendência as deformidades. Nesse tipo de amputação, preconiza-se a preservação da patela, a cicatrização é póstero-inferior do coto e indica-se descarga distal para maior propriocepção.
Na desarticulação de joelho, observa-se que não há desequilíbrios musculares, nem deformidades importantes, porém alguns pacientes podem apresentar uma leve flexão de
quadril causado por posturas inadequadas. (DE LUCCIA, 2003)

Os cotos de desarticulação de joelho são rígidos, bulbosos, longos e resistentes, tendo excelente controle muscular do membro artificial. Os ganhos funcionais excedem o problema estético com o uso de joelhos policêntricos com fricção hidráulica e acessórios para extensão encurtam a prótese na posição sentada, melhorando as características de balanceio. O estreitamento dos côndilos tem provado ser insensato. (KOTTE, 1994)

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As contusões musculares respondem por cerca de 60-70% das lesões relacionadas à prática de esportes. Devido aos problemas posturais, as cont...

A contusão muscular


As contusões musculares respondem por cerca de 60-70% das lesões relacionadas à prática de esportes. Devido aos problemas posturais, as contusões são um problema comum em pessoas portadoras de Espondilite Anquilosante.

Quais os sintomas da contusão muscular?

Dor e dificuldade de movimentar a região muscular após um traumatismo (p.ex.: queda, pancada, etc) são os sintomas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é difícil diagnosticar uma contusão muscular, mas é importante observar que a contusão pode ser confundida com uma ruptura muscular – esta, um problema mais grave e limitante.

Algumas pessoas com espondilite anquilosante acreditam estar sofrendo sintomas de contusões musculares quando, na verdade, estão apresentando o que os especialistas chamam de Mialgia Tardia por Esforço, um quadro de dores musculares que surge de modo gradual nas 12h seguintes a uma atividade física mais intensa.

É preciso fazer algum exame?

Normalmente, não. Um exame simples do local é capaz de fornecer todas as informações necessárias para o diagnóstico correto.

Contudo, se a contusão estiver associada a hemorragias, o médico poderá solicitar um exame de sangue para verificar a intensidade do sangramento e a presença de problemas na coagulação.

Obviamente, dependendo da violência da contusão, podem ser necessários radiografias e outros exames para detectar fraturas.

Como as contusões musculares devem ser tratadas?

O tratamento das contusões musculares pode ser dividido em 3 fases: (1) aguda, (2) de recuperação e (3) de maturação ou remodelamento.

Logo após a contusão, na chamada Fase Aguda, a intenção do tratamento é diminuir a dor e controlar qualquer complicação no local (p.ex.: hemorragia, fraturas, etc).

As medidas mais simples nesta etapa do tratamento incluem repouso com elevação e imobilização do local afetado, e compressas geladas por 1-2 dias. Durante este período, é recomendável evitar aplicar calor no local para não piorar o inchaço. Após os 2 dias, as compressas já podem ser trocadas de frias para mornas.

Se a dor da contusão for muito intensa, é recomendável utilizar muletas ou bengalas. Além de evitar a piora da lesão muscular, estes apoios também ajudam a evitar sobrecarga na coluna e crises de espondilite. Antiinflamatórios e analgésicos receitados pelo médico também são úteis para diminuir o desconforto.

Na segunda fase do tratamento, chamada Fase de Recuperação ou de Regeneração, o objetivo é recuperar a mobilidade e a força muscular. Nesta etapa, são recomendados exercícios supervisionados. A intensidade dos exercícios varia de acordo com a tolerância de cada pessoa.

Finalmente, na terceira fase, chamada Fase de Maturação ou Remodelamento, ocorre a recuperação gradual do músculo. O tratamento é feito com exercícios de resistência.

Na imensa maioria das pessoas com espondilite que sofre contusões musculares, a recuperação é completa após cerca de 21 dias de tratamento.

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Alongamento: Uma Abordagem Anatômica


Alongamento: Uma Abordagem Anatômica

  • Alongamento: Uma Abordagem Anatômica

    Livro desenvolvido e indicado para estudantes e profissionais de áreas de esporte e saúde e, para todos que buscam os benefícios do alongamento.

    Organizada de forma a possibilitar uma fácil e rápida consulta, esta obra apresenta cerca de 200 ilustrações que mostram os principais músculos de cada região do corpo sendo trabalhados em 114 tipos de alongamento. Além disso, Alongamento - Uma abordagem anatômica expõe diversos aspectos essenciais do assunto, que incluem fisiologia e flexibilidade, os diferentes tipos de alongamento, as formas adequadas de se alongar e as regras para um alongamento seguro.

  • Editora: Manole
  • Autor: BRAD WALKER
  • ISBN: 9788520428498
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2009
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 176
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Grande
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ROCKWOOD et al. (1994) citando Noyes, inúmeros testes descritos relatam que o ligamento cruzado anterior e osso são capazes de suportar um...

Biomecânica do LCA e mecanismo de lesão do joelho


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ROCKWOOD et al. (1994) citando Noyes, inúmeros testes descritos relatam que o ligamento cruzado anterior e osso são capazes de suportar um determinado peso antes da ruptura, sendo este valor para atividades que exijam esforços, já em atividades normais é exposto apenas 45Kg. Em adultos jovens o alongamento do LCA pode chegar até 25% do seu valor normal sem ruptura, tendo neste valor uma redução com o aumento da idade.

Para AMATUZZI et al. (1992), na avaliação clínica alguns aspectos devem ser levados em consideração, pois muitas vezes uma lesão leve para um esportista pode torná-lo incapaz de realizar suas atividades se não tratada, já para um individuo de vida sedentária uma lesão moderada pode ser solucionada com um tratamento conservador.

Segundo ROCKWOOD et al. (1994), as lesões do LCA ocorrem geralmente por mecanismos onde o estresse no ligamento é grande o suficiente para causar uma ruptura. As lesões podem ser parciais ou totais dependendo do movimento, força e alongamento, seu trauma pode ser direto ou indireto. Quase sempre a lesão é dada por uma manobra de torção, e desaceleração súbita geralmente seguida de estalos e hemartroses presente dentro de poucas horas, ou ainda abdução com rotação externa e hiperextensão.

Conforme WEINSTEIN et al. (2000), a laceração do cruzado anterior ocorre a partir de uma torção valga e rotação de joelho estando o pé firme no chão (exercício de cadeia cinética fechada).

Para AMATUZZI et al. (1992), a pequena frouxidão provocada por uma insuficiência do ligamento cruzado anterior poderá determinar no joelho dos esportistas, a necessidade de uma intervenção para corrigir uma instabilidade. É necessário diferenciar no tratamento das lesões ligamentares do joelho todos os grupos de risco e procurar, na escolha correta de uma conduta terapêutica, aquela mais adequada para o paciente.

Para LOUDON et al. (1999), a laceração do ligamento cruzado anterior ocorre por um trauma súbito com rotação do pivô, recurvamento e desaceleração brusca do movimento.

O mecanismo de lesão é ocasionado por uma hiperextensão, rotações com o pé fixo no chão, onde freqüentemente são observadas lesões de ligamento colaterais e mediais, ambas envolvendo mecanismo de desaceleração do movimento (CAMANHO, 1996).

Para NABARRETE (2003), as lesões do ligamento cruzado anterior podem ser graduadas em graus: I onde a lesão é leve, com presença de edema, sensibilidade local, com rompimento de alguns ligamentos sem perda funcional; II lesão do tipo moderada, onde grande parte dos ligamentos encontram-se rompidos seguido de instabilidade na articulação, não demonstrando perda completa da integridade do ligamento; III – lesão do tipo grave, havendo rompimento completo das fibras ligamentares.

Fonte

Músculos biarticulares são aqueles que atravessam várias articulações e criam cinética significativa nessas articulações. Os músculos do mem...

O que são músculos biarticulares?


Músculos biarticulares são aqueles que atravessam várias articulações e criam cinética significativa nessas articulações. Os músculos do membro inferior são freqüentemente empregados como exemplos anatômicos e objetos de pesquisa a respeito dos mecanismos de seu controle pela parte central do sistema nervoso e as resultantes ações articulares. Markee et al sugerira que os músculos biarticulares podem atuar numa extremidade sem influenciar a outra; esta hipótese foi contestada por Basnuajian e De Luca. A regra geral acerca de um músculo biarticular é que ele traciona ambos seus tendões não seletivamente em direção ao ventre do músculo, deste modo influenciando as articulações. Um músculo biarticular não pode atuar como um músculo monoarticular sem o auxílio de outros músculos, a menos que uma das ações articulares seja estabilizada por outros músculos. O efeito cinético do músculo sobre a segunda articulação é diminuído.

Um exemplo simples da atividade de um músculo multiarticular é o paradoxo do psoas, no qual o músculo psoas, enquanto flete o quadril, causa hiperextensão da região lombossacral através de inclinação pélvica anterior, embora o psoas seja considerado flexor do tronco. O paradoxo, a inversão do papel de flexão/extensão, pode ser observado durante exercícios como os "abdominais" com os membros inferiores estendidos e elevações de ambos os membros inferiores. As vértebras lombares são puxadas para a frente e para baixo pela contração do psoas. A contração simultânea dos músculos do abdome evita a inclinação anterior da pelve a menos que esses músculos estejam fatigados ou fracos; assim, a pelve não gira para a frente nem as vértebras lombares são hiperestendidas. Durante algumas combinações de ações articulares, os movimentos criados por músculos biarticulares são mais eficientes do que se fossem criados por músculos monoarticulares. Durante a corrida, por exemplo, logo antes do contato do calcanhar, os extensores do quadril realizam trabalho positivo sobre o quadril, ao mesmo tempo que realizam trabalho negativo sobre a perna para desacelerar a extensão no joelho. Felizmente, os músculos do jarrete realizam ambas as funções simultaneamente a um baixo custo metabólico. Elftman estimou o dispêndio de energia por músculos bi e monoarticulares para realizar essa tarefa em 2,61 e 3,97 cavalos força, respectivamente. A execução por um músculo biarticular representa uma economia de energia superior a 34%. As ações tendínea, de correia de transmissão e de polia são características atribuídas a músculos biarticulares porque esses músculos não podem causar uma amplitude total de movimento simultaneamente em ambas as articulações sobre as quais atuam. Quando o quadril e o joelho se fletem simultaneamente, como no movimento preparatório de um chute de caratê, ou se estendem ao mesmo tempo, como na fase de ataque do chute, o músculo se contrai mas não perde tanto de seu comprimento quando dois músculos monoarticulares poderiam se executassem a mesma ação.

Antes de iniciar o tratamento cinesioterapêutico deve-se lembrar da artrocinematica da articulação do ombro. Pois a articulação glenoumera...

Intervenções Fisioterapêuticas para o ganho da ADM do Ombro


Antes de iniciar o tratamento cinesioterapêutico deve-se lembrar da artrocinematica da articulação do ombro. Pois a articulação glenoumeral é chamada de bola e soquete, esferóide ou universal e possui três graus de liberdade, e realiza os seguintes movimentos, para frente a flexão, para trás a extensão, lateralmente a abdução, medialmente a adução e com o braço junto ao corpo e com cotovelo flexionado, rodando para dentro a rotação interna e rodando para fora a rotação externa (SMITH, WEISS, LEHMKUHL, 1997)

As mobilizações intra-articular relacionam-se aos movimentos que ocorrem dentro da cápsula articular e descrevem a distensibilidade ou "frouxidão" na cápsula articular, no qual permite que os ossos se movam. Os movimentos são necessários para o funcionamento articular normal, as mobilizações incluem em separação, deslizamento, rolamento e giro das superfícies articulares. Cabe ao Fisioterapeuta a capacidade de traçar seus objetivos quanto ao ganho da ADM, para aumentar a abdução os deslizamentos da cabeça do úmero deve ser caudal, para aumentar a flexão ou rotação interna os deslizamentos devem ser posterior e para aumentar a extensão e rotação externa o deslizamento da cabeça umeral deve ser em sentido anterior (KISNER, 1998).

O alongamento é usado como manobra terapêutica elaborada para aumentar o comprimento de estruturas de tecidos moles patologicamente encurtados e desse modo ocorre o aumento da amplitude de movimentos, devendo ser realizados inicialmente os alongamentos passivos pois possui grandes vantagens mecânicas do que comparado ao ativo. Podem ser realizados vários técnicas de alongamentos, como por exemplo o alongamento capsular posterior, onde o paciente aduz horizontalmente o braço, cruzando á frente do corpo e então utiliza a outra mão para puxar o braço o braço afetado, aumentado a adução horizontal, para alongar a cápsula articular anterior, o alongamento com as mãos atrás do dorso, segurando uma toalha com ambas as mãos, com o braço atrás da região glútea, o paciente coloca o outro braço atrás da cabeça e, lentamente, puxa superiormente a toalha com a mão superior, até que sinta o alongamento (MAXEY, 2003; JACOBS, 2005; KISNER, 1998).



Figura 02: Fonte: 22 Exercício de alongamento


Os exercícios de Codman são realizados para a mobilidade articular do ombro, pois as técnicas de auto mobilização fazem proveito do uso da gravidade para separar o úmero da cavidade glenoide. Ele ajuda no alivio da dor através de movimentos de leve tração (grau I e II) e dão mobilidade precoce as estruturas articulares e liquido sinovial. À medida que o individuo tolera o alongamento pode-se introduzir pesos nos punhos para conseguir uma força de separação articular (Grau III e IV). Os exercícios devem ser realizados com o individuo em pé em flexão lombar de 90º, sendo realizados no sentido horário, anti-horário, látero- lateral e antero - posterior. A musculatura escapular deve estar totalmente relaxada, com o paciente buscando, progressivamente, alcançar maiores amplitudes (JACOBS, 2005; KISNER, 1998).



Figura 03: Fonte: (22) Exercícios de Codman


E o exercício de fortalecimento muscular deve ser acrescentado à medida que a amplitude de movimento da articulação glenoumeral estiver aumentado. Evoluindo da posição de decúbito dorsal até a bipedestação, aumentando a atividade de manguito rotador e do deltóide, com os movimentos de abdução em plano escapular, rotação externa e extensão do ombro (JACOBS, 2005). Os exercícios podem ser aplicados por contrações musculares dinâmicas como estáticas. Podendo ser executados isotonicamente com contrações concêntricas e excêntricas, isometricamente e até mesmo isocineticamente (KISNER, 1998).

Deve ser empregado junto à fisioterapia um programa de exercícios domiciliares, onde o paciente é treinado e ilustrado a realizar exercícios auto passivos com movimentos angulares em casa, com a utilização de bastão e roldana no teto e exercícios pendulares. A orientação é dada para que sejam realizados com pouca intensidade, por curtos períodos de tempo e varias vezes ao dia, mediante a um programa de exercícios específicos (LECH; SEVERO 2003; THOMPSON, 2004).

Fonte

Dor em joelho é extremamente freqüente. Há dezenas de causas. Algumas são muito comuns e fáceis de diagnosticar, mas há situações em que o...

Doenças mais frequentes no joelho


Dor em joelho é extremamente freqüente. Há dezenas de causas. Algumas são muito comuns e fáceis de diagnosticar, mas há situações em que o esclarecimento do problema pode ser uma tarefa lenta e trabalhosa.

Na tabela1, abaixo estão as doenças mais freqüentes.
 

Diagnóstico Características
Síndrome de dor Patelo-femural
(Patelo = rótula)
Jovens. Rótula mal Alinhada em sua articulação com o fêmur.
Implantação alta da rótula* Jovens
Síndromes de sobrecarga* Atletas, corredores, dançarinas, obesos.
Defeito alinhamento entre coxas e pernas* Pernas "em xis", arqueadas, rotadas.
Hipermobilidade da rótula * A rótula desliza fora da calha no fêmur.
Doenças da rótula * Condromalacia, osteocondrite.
Síndrome do coxim gorduroso Dor na "bola" de gordura que se forma na região interna do joelho.
Bursite Na frente ou abaixo da rótula.
Tendinite Mais freqüente na região interna da perna.
Doenças dos meniscos ** Após traumatismo ou em idosos. Também ocorre em situações de sobrecarga crônica.
Ruptura parcial ou total de ligamentos ** Traumatismo.
Doença de Osgood-Schlatter ** Dor e inchume na perna logo abaixo da rótula. Entre 9 e 15 anos. Mais em sexo masculino (ver osteonecroses).
Doenças da membrana articular (sinovial) Sinovite vilo-nodular, condromatose**, tumores malignos**.
Osteoartrite (artrose) Desestruturação da cartilagem.
Artrite (sinovite) Doenças inflamatórias ou infecciosas.

Tabela1

Há duas situações bem distintas em relação à problema dor no joelho.

Em uma, há um problema local, isto é, uma ou mais estruturas que compõem o joelho apresentam-se com algum tipo de defeito.

Este pode ser congênito (defeitos das rótulas) ou instalar-se posteriormente como, por exemplo, ruptura ou degeneração de meniscos.

Essas são patologias ortopédicas e, geralmente, manejadas por ortopedistas. Reumatologistas podem intervir em fases iniciais ou quando não houver indicação cirúrgica.

Na outra situação um ou ambos joelhos estão inchados.

A doença óssea de Köhler é uma forma rara de inflamação de ossos e cartilagens (osteocondrite) que afeta um dos ossos pequenos (osso navic...

Doença óssea de Köhler


http://www.clinicareabilitar.com.br/artigos/osteo_22.JPG

A doença óssea de Köhler é uma forma rara de inflamação de ossos e cartilagens (osteocondrite) que afeta um dos ossos pequenos (osso navicular) do pé.

A doença afeta as crianças, a maioria habitualmente rapazes entre os 3 e os 5 anos.

O pé inflama-se e dói, sobretudo pelo lado interno do arco. O peso sobre o pé e o caminhar aumentam a dor. A claudicação  é frequente. A doença tende a durar vários meses, mas raramente mais de dois anos.

Tomar analgésicos e evitar o peso a mais aliviam os sintomas. Utilizar durante várias semanas uma armação de gesso por baixo do joelho permite caminhar e oferece um bom apoio sob o arco, o que pode ser muito útil durante as fases iniciais da doença.

1. Anatomia Aplicada A coluna cervical consiste em diversas articulações: Artic. Atlantoccipital (C0-C1); Artic. Atlantoaxial Mediana (C1-C2...

Avaliação completa de Coluna Vertebral - Região Cervical


1. Anatomia Aplicada

A coluna cervical consiste em diversas articulações:
  • Artic. Atlantoccipital (C0-C1);
  • Artic. Atlantoaxial Mediana (C1-C2): artic. axial (trocóidea) / Artic. atlantoaxiais laterais são artic. planas;
  • Existem 14 artic. dos processos articulares na coluna cervical e são artic. sinoviais (diartrodiais);
  • Posição de repouso: leve extensão;
  • Posição de aproximação máxima: extensão completa.

2. História Clínica
  • Qual é a idade do paciente? Qual é a ocupação?
  • Qual é a gravidade dos sintomas?
  • Qual foi o mecanismo da lesão?
  • Qual é a atividade ou o lazer habitual do paciente?
  • O que o paciente é capaz de fazer funcionalmente?
  • Os sintomas surgiram imediatamente?
  • Quais são os locais e limites da dor? Há irradiação da dor? A dor é profunda? Superficial? Em pontada? Em queimação ? Contínua?
  • O paciente tem dores de cabeça?
  • Há parestesias? Formigamentos nas extremidades?
  • Há sintomas nos MMII?
  • O paciente tem problemas de equilíbrio? Tontura, desmaios?
  • O paciente exibe ou queixa-se de quaisquer sintomas simpáticos?
  • Existem posturas ou ações que aumentam ou diminuam a dor?
  • Qual é a posição de dormir do paciente?
  • O paciente respira pela boca?

3. Observação e Triagem

  • Exame das outras articulações adjacentes, acrescentando uma avaliação postural global;
  • Observação Geral: evidência de dano tecidual, edema, temperatura, hipersensibilidade, estalido ou crepitação.

4. Inspeção
Postura Global da Coluna Vertebral
  • O paciente deve ser examinado na postura relaxada habitual;
  • A postura do paciente pode ser observada nas vistas anterior, posterior e lateral: postura da cabeça e pescoço, nível dos ombros, espasmo muscular ou qualquer assimetria, expressão facial, contornos ósseos, evidência de isquêmia nos MMSS;
  • Exame de Exploração das Articulações Periféricas: artic. temporomandibulares, cintura escapular, cotovelos, punho e mão.

5. Palpação
Face Posterior:
  • Protuberância Occipital Externa;
  • Processos espinhosos e processos articulares das das vértebras cervicais;
  • Processo mastóideo.
Face Lateral:
  • Processos transversos das vértebras cervicais;
  • Artic. temporomandibulares, mandíbula.
Face Anterior:
  • 3 primeiras costelas;
  • Fossa supraclavicular.

6. Mobilidade dos Segmentos


Triagem para amplitude de movimento:
  • Se forem identificadas limitações na amplitude de movimento articular, deverá ser realizado um teste goniométrico específico para se obter um quadro das restrições, estabilização e registro das limitações.
6.1 Mobilização
  • Movimentos Ativos: Quantidade de movimento articular realizada por um indivíduo sem qualquer auxílio. Objetivo: o examinador tem a informação exata sobre a capacidade, coordenação e força muscular da amplitude de movimento do indivíduo.
  • Movimentos Passivos: Quantidade de movimento realizada pelo examinador sem o auxílio do indivíduo. A ADM passiva fornece ao fisioterapeuta a informação exata sobre a integridade das superfícies articulares e a extensibilidade da cápsula articular, ligamentos e músculos (Norkin & Levangie, 1997).
6.2 Movimento Ativo

O fisioterapeuta deve observar:
  • Quando e onde, durante cada um dos movimentos, ocorre o início de dor;
  • Se o movimento aumenta a intensidade e a qualidade da dor;
  • A quantidade de restrição observável;
  • O padrão de movimento;
  • O ritmo e a qualidade do movimento;
  • O movimento das articulações associadas;
  • Qualquer limitação e sua natureza.
6.3 Movimento Passivo

O fisioterapeuta deve observar:
  • Quando e onde, durante cada um dos movimentos, ocorre o início de dor;
  • Se o movimento aumenta a intensidade e a qualidade da dor;
  • O padrão de limitação do movimento;
  • A sensação final do movimento;
  • O movimento das articulações associadas;
  • A amplitude de movimento disponível.
7. Goniometria
  • Método para medir os ângulos articulares do corpo;
  • É utilizado pelos fisioterapeutas para quantificar a limitação dos ângulos articulares, decidir a intervenção fisioterapêutica mais adequada e, ainda documentar a eficácia da intervenção.
7.1 Informações dos dados goniométricos
  • Determinar a presença ou não de disfunção;
  • Estabelecer um diagnóstico;
  • Estabelecer os objetivos do tratamento;
  • Direcionar a fabricação de órteses;
  • Avaliar a melhora ou recuperação funcional;
  • Modificar o tratamento;
  • Realizar pesquisas que envolvam a recuperação de limitações articulares
7.2 Amplitude Articular- Goniometria
7.2.1 Flexão da Coluna Cervical
  • Ocorre no plano Sagital.
  • Amplitude articular: 0°-65° (Marques, 2003) e 0°-80/90° (Magee, 2002).
Precauções
  • Evitar a flexão de tronco;
  • Evitar a rotação e flexão lateral da coluna cervical;
7.2.2 Extensão da Coluna Cervical:
  • Ocorre no plano sagital.
  • Amplitude articular: 0°-50° (Marques, 2003) e 0°-70° (Magee, 2002).
Precauções
  • Evitar a extensão de tronco;
  • Evitar a flexão lateral e rotação da coluna cervical.
7.2.3 Flexão Lateral da Coluna Cervical:
  • Ocorre no plano frontal.
  • Amplitude articular: 0°-40° (Marques,2003), 0°-20/45° (Magee, 2002).
Precauções
  • Evitar a flexão, extensão e rotação de tronco;
  • Evitar a evitar a elevação do ombro no lado testado.
7.2.4 Rotação da Coluna Cervical:
  • Ocorre no plano transversal.
  • Amplitude articular: 0°-55° (Marques, 2003), 0°-70/90° (Magee, 2002).
Precauções
  • Evitar a rotação do tronco;
  • Evitar a flexão, a extensão e a flexão lateral do tronco.

8. Movimento do Jogo Articular
  • O teste para folga articular determina a integridade da cápsula;
  • A folga articular deve ser sempre avaliada na posição destravada (decoaptação aberta) na qual a frouxidão da cápsula e dos ligamentos é maior e o contato ósseo é menor.
8.1 Jogo Articular: movimento intervertebral passivo
Palpação do movimento intervertebral passivo durante a avaliação da amplitude global de movimento:
  • Inclinação anterior suboccipital;
  • Inclinação posterior suboccipital;
  • Inclinação lateral suboccipital;
Rotação suboccipital;
  • Deslizamento anterior e posterior: C2, C3 a T3, T4;
  • Deslizamento lateral mediocervical.

9. Princípios dos testes de comprimento muscular
A finalidade da avaliação do comprimento muscular (flexibilidade) consiste em determinar se a ADM que ocorre em uma articulação é limitada ou excessiva em virtude das estruturas articulares intrínsecas ou dos músculos que cruzam as articulações.

9.1 Testes de comprimento muscular
Flexão lateral cervical (inclinação lateral):
  • Músculo levantador da escápula; escalenos anterior, médio e posterior; esternocleidomastóideo, trapézio, esplênios da cabeça e do pescoço.
  • Músculos flexores cervicais;
  • Músculos extensores cervicais.

10. Testes Musculares Manuais

  • Parte integrante do exame físico, fornecendo informações úteis no diagnóstico diferencial, prognóstico e tratamento de patologias musculoesqueléticas e neuromusculares;
  • A avaliação da força muscular manual deve ocorrer quando forem descartadas outras limitações articulares ou musculares (encurtamentos) impedindo ou dificultando o movimento.
  • Músculo esternocleidomastóideo;
  • Músculos escalenos anterior, médio e posterior; músculo longo do pescoço; músculo longo da cabeça.

11. Avaliação Funcional
  • Tabelas de escores numéricos podem ser utilizadas para determinar o grau de dor causado pela patologia ou incapacidade da coluna cervical;
  • Atividades de Vida Diária;
  • Quadro de contagem numérica. Testagem de força Funcional da Coluna Cervical ( M. L. Palmer & M Epler "Clinical Assessment Procedures in Physical Therapy", 1990).

12. Testes Clínicos Especiais
  • Teste de Compressão foraminal (de Spurling);
  • Teste de Distração (tração-separação);
  • Teste de Depressão do ombro;
  • Teste de Abdução de ombro;
  • Teste de insuficiência da artéria vertebral.


Referências Bibliográficas
1. Marques AP. Ângulos articulares da coluna vertebral. In: Manual de Goniometria. 2 ed. São Paulo: Editora Manole. 2003,p.49-57.
2. Magee DJ. Coluna Cervical In: Magee, DJ, editor. Disfunção Musculoesquelética. 3 ed. São Paulo: Manole; 2002. p.105-157.
3. Palmer, LM.; Epler, ME. Coluna Cervical. In: Palmer, LM.; Epler, ME. Fundamentos das Técnicas de Avaliação Musculoesquelética. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000. p.195-212.
4. Gardner E, Gray DJ, O'Rahilly R. Anatomia. Estudo Regional do Corpo Humano. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
5. Hoppenfeld, S. Exame da Coluna Cervical e da Articulação Temporo-Mandibular. Propedêutica Ortopédica. Coluna e Extremidades. Rio de Janeiro: Atheneu, 1987. p.109-137.
6. Kapandj IA. A Coluna Cervical. In: Fisiologia Articular. São Paulo: Manole, 1987. p.169-251.

Retirado daqui

O joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidad...

Lesões ligamentares em joelho


O joelho é uma das maiores articulações do corpo humano e também uma das que mais sofre lesões. Essa articulação é formada pela extremidade distal do fêmur, extremidade proximal da tíbia, patela, ligamentos, meniscos e tendões de músculos que o cruzam. O joelho pode ser lesionado de várias formas por ser muito vulnerável ao trauma direto (pancadas) ou indireto (entorse), além de ser lesionado principalmente pelo excesso de uso ou uso inadequado (regiões condrais e tendíneas são as mais acometidas).

Nos Estados Unidos e Canadá mais de 4 milhões de pessoas necessitam, anualmente, de tratamento médico para as patologias do joelho. As lesões no joelho são muito comuns no meio esportivo. Atletas das modalidades que possuem corridas e/ou saltos, geralmente se queixam de dores em algum estágio de suas vidas competitivas, muitas vezes tendo que abandonar o esporte. Os atletas recreativos ou mesmo praticantes de academias, também são acometidos a estas lesões. Praticamente todas as estruturas do joelho podem ser lesionadas, neste texto daremos enfoque às lesões mais comuns: Lesões ligamentares (distensões), tendinite patelar, condromalácia patelar e lesões dos meniscos.

Lesões ligamentares

Existem quatro grandes ligamentos no joelho: Ligamento Cruzado Anterior (LCA), Ligamento Cruzado Posterior (LCP), Ligamento Colateral Medial (LCM) e Ligamento Colateral Lateral (LCL). Dentre os quais a maior incidência de lesões ocorre no LCA e no LCM. O joelho é estável em extensão, passível de rotação axial (quando flexionado), fazendo com que essa articulação seja menos estável na flexão. Quanto às lesões, o estiramento dos ligamentos é uma das mais comuns nos tecidos moles do joelho, podendo ser classificado como:

1º Grau - Leve estiramento, com pequena tumefação e sem perda da estabilidade. Neste caso o ligamento permanece íntegro e após o trauma o indivíduo consegue andar. A dor acontece somente no movimento e, em alguns casos, ao toque.

2º Grau - Estiramento de cerca de 50% das fibras, presença de sinais flogísticos, com grande dificuldade de movimentos, sendo a estabilidade preservada na maioria dos casos.

3º Grau - Estiramento de cerca de 75% das fibras, com presença de hematoma acentuado e perda da estabilidade, com diástese de 10mm.

4º Grau - Ruptura ligamentar total ou avulsão, com rompimento da cápsula e possível ruptura meniscal que consiste em uma lesão grave.

1 - Movimentos Ativos: A – Flexão: Gentilmente flexione o punho para frente B – Extensão: Leve a mão para trás, estendendo o punho. C – L...

Exercícios para fratura de mão


1 - Movimentos Ativos: A – Flexão: Gentilmente flexione o punho para frente B – Extensão: Leve a mão para trás, estendendo o punho. C – Lateralmente: Leve a mão de um lado para outro
Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.

A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.



2 - Alongamentos:

A - Flex ão e Extensão de Punho: Com a mão lesionada flexionada para frente, use a outra mão para aplicar pressão. Mantenha 20 segundos e relaxe. Leve a palma da mão lesionada para trás e com a outra mão aplique pressão.


B - Flex ão de Punho em Pé: Em pé, apóie as costas das mãos em uma mesa, a palma e os dedos devem estar para cima, apontando para o seu corpo. Mantenha os cotovelos estendidos, incline-se para frente. Mantenha essa posição por 20 segundos e relaxe.


C. Extens ão de Punho em Pé: De frente para mesa, apóie as palmas das mãos na mesa, mantenha os cotovelos estendidos e incline o corpo para frente. Mantenha 20 segundos e relaxe.





3 - Flexão de Punho:

Segurando uma lata de molho de tomate, com a palma da mão para cima, flexione o punho.

Lentamente, volte à posição inicial.

Faça 3 séries de 10 repetições.



4 - Extensão de Punho:

Com a palma da mão para baixo, segurando uma lata de molho de tomate, lentamente, traga a mão para cima. Volte à posição inicial.

Faça 3 séries de 10 repetições.



5 - Flexão de Dedos:

Segure uma bola de borracha e aperte-a o máximo possível, mantenha por 5 segundos e relaxe.

Faça 3 séries de 10 repetições.





6 - Extensão de Dedos:

Com a palma da mão apoiada em uma mesa, levante um dedo, mantenha 5 segundos e relaxe.

Repita com os outros dedos até fazer 10 vezes cada dedo.



7 - Pronação e Supinação do Antebraço:

Com o cotovelo flexionado a 90º e apoiado no tronco, gire a palma da mão para cima e para baixo, sem mexer o cotovelo.

Faça 3 séries de 10 repetições.


FONTE





Esses exercícios não dispensam o atendimento médico e nem fisioterapêutico. Esse post é um exemplo de exercícios e não significa que todos os pacientes que tiveram fratura estão aptos a realizarem esses exercícios. Procure um profissional.

Com este livro, você recebe informações sobre as características do trabalho no campo da Ortopedia; adquire amplos conhecimentos sobre os ...

Dica de livro: Fisioterapia em Ortopedia


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Com este livro, você recebe informações sobre as características do trabalho no campo da Ortopedia; adquire amplos conhecimentos sobre os principais sintomas dos pacientes com problemas ortopédicos: dor; restrição a mobilidade; aumento da mobilidade; modificação do comportamento motor; acompanha situações concretas por meio de apresentação de casos clínicos.

Editora: Santos
Autor: ANTJE HÜTER BECKER
ISBN: 9788572886642
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 686
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Tomo: 0
Volumes: 0
Complemento: Nenhuma


A luxação do cotovelo pode ocorrer em vários movimentos dentro das lutas de contato. Os mais comuns são as chaves, principalmente o "ar...

Luxação de cotovelo


A luxação do cotovelo pode ocorrer em vários movimentos dentro das lutas de contato. Os mais comuns são as chaves, principalmente o "arm-lock". Nessa chave ocorre a hiperextensão do cotovelo com lesão dos músculos pronador redondo e braquial, ainda ocorre a lesão do ligamento colateral medial e da cápsula ligamentar anterior.

Nessa lesão o paciente não consegue movimentar o cotovelo e apresenta grande dor, inchaço e deformidade que podem dar a aparência de fratura. O atleta deve ter seu cotovelo imobilizado e procurar auxílio médico de modo urgente. No hospital o atleta deverá ser submetido a radiografias que evidenciarão a luxação. O médico então deverá realizar uma manobra para que cotovelo recomponha suas formas originais.

O cotovelo não deve ser tratado por profissionais não médicos devido à possibilidade de lesão vascular, neurológica e fraturas, inclusive durante a manobra de redução.

Após a redução, se não houver outras lesões, o atleta deverá ficar imobilizado com tala gessada por cerca de 3 semanas e após esse período em geral há uma cicatrização que impede a reluxação, mas a recuperação depende de características próprias de cada organismo. Muitas pessoas podem ficar com uma instabilidade em valgo residual que a longo prazo pode causar dor e formigamento no 4° e 5° dedos da mão devido ao estresse do nervo ulnar como coseqüência da lesão do ligamento colateral medial do cotovelo. Em geral as manifestações tardias são leves e não requerem intervenção cirúrgica.
Mesmo com a grande extensão de lesão o atleta consegue em cerca de um mês retornar às suas atividades.

Raras vezes é necessário cirurgia para a redução da luxação.

Os atletas podem ter luxação do cotovelo com as chaves americana, americana invertida e em quedas e o tratamento segue os mesmos princípios acima, apenas as áreas lesadas são diferentes. A americana pode lesar o ligamento colateral medial e o tríceps, a americana invertida lesa o ligamento colateral lateral e pode fraturar o processo coronóide do cotovelo e finalmente na queda ocorre luxação pelo mecanismo póstero-lateral-rotatório pela movimentação em valgo, supinação e compressão axial com o cotovelo semi-extendido lesando a banda ulnar do ligamento colateral lateral ( ligamento colateral ulnar lateral ), cápsula e finalmente ligamento colateral medial.

Todas essas leões dificilmente deixarão seqüelas desde que tratadas com urgência e acompanhadas por um profissional da área habilitado.

Fonte

A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de um...

Condromalácia patelar estabilizada pelo Pilates


A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos.

A dor (algumas vezes ardência) é descrita como profunda e localizada na região retropatelar.O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

Algumas pessoas têm predisposição a apresentar a lesão devido ao desalinhamento da patela, ao invés da patela percorrer o “trilho” formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para as laterais, aumentando o atrito entre os dois ossos. A posição da patela de forma mais alta que o normal também são fatores predisponentes. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Ocorre prioritariamente em atividades como balé, corridas, ciclismo, voleibol, etc.

Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando “desgaste”. Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.
Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de impacto (futebol, vôlei, ciclismo, tênis, corrida, basquete, …) por força excessiva na região ou choques. Deve ainda ser citada a chamada causa idiopática, quando não são identificadas alterações anatômicas que justifiquem o desenvolvimento da doença. As alterações do ângulo Q do joelho – tendão do quadríceps femoral, ligamento patelar – conduz a um desvio patelar lateral pelo resultante dos vetores de força da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Uma diminuição desse ângulo resultará em um desvio medial patelar, além de intensificar a compressão patelo-femoral. O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexâo-plantar, supinaçâo e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.

A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):

GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral

Não há um protocolo rígido de tratamento. É importante analisar o grau da lesão adquirida e se direcionar às causas, sempre tentando reequilibrar o alinhamento da patela, inicialmente através de tratamento fisioterápico, podendo associar a métodos analgésicos e antiinflamatórios. A perda de peso, em determinados casos, pode ser recomendada para diminuir o estresse sobre a articulação patelofemural. Em casos graves muitas vezes é necessário tratamento cirúrgico, em que procedimentos combinados para tratamento do alinhamento patelar e tratamento da lesão da cartilagem podem ser realizados por via “aberta”, artroscópica (vídeo) ou mesmo combinada.

O PILATES age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia. Já que um dos grandes alicerces do método é o fortalecimento e estabilização dos músculos centrais do corpo aliada às técnicas que potencializam a respiração e seus benefícios, atingindo assim, o objetivo do aluno através do equilíbrio muscular. Para tal, é preciso avaliar o nivel de força e flexibilidade dos grupos musculares do indivíduo, para que se dê início à prescrição do programa de exercícios. No caso da condromalácia patelar são inclusos exercícios de potência, força, alongamento e mobilização do membro inferior, sempre com o cuidado de evitar sobrecarga na articulação em questão. No geral, é importante o alongamento dos ísquiotibiais, o qual seu encurtamento implica em um agravamento no atrito da patela com o fêmur, no momento da marcha. Uma atenção especial ao quadríceps, sobretudo o vasto medial e banda iliotibial, tendões e panturrilha também são extremamente necessárias para equilibrar as forças atuantes sobre a patela.

Fonte: www.flexuspilates.com.br

Durante o tratamento de emergência dos pacientes que sofreram fratura desviada da diáfise femoral, o membro deve ser imobilizado, não só par...

Tratamento na Fraturas da Diáfise Femoral


Durante o tratamento de emergência dos pacientes que sofreram fratura desviada da diáfise femoral, o membro deve ser imobilizado, não só para avaliar a dor, mas também para impedir lesão futura às partes moles. O choque associado deve ser tratado prontamente.

O tratamento não-operatório tem menos riscos do que o tratamento operatório e é suficiente para a maioria das fraturas da diáfise femoral. A tração é contínua do tipo fixa ou balanceada. Enquanto que as fraturas oblíquas, espirais e cominutiva não necessitam de redução prévia, as fraturas transversas em adultos devem ser inicialmente reduzidas sob anestesia geral, e então ser aplicado o dispositivo de tração para manter a redução. A tração é continuada por aproximadamente 12 semanas durante as quais o paciente é encorajado a exercitar todos os músculos do membro fraturado. Quando a consolidação clínica foi conseguida, evidenciada pela ausência de dor local provocada ao nível da fratura e a ausência de dor ao se aplicarem forças angulatórias, o dispositivo de tração deve ser retirado.

O tratamento operatório incluindo a fixação interna com uma haste intramedular longa é o que melhor se ajusta às fraturas do terço médio da diáfise femoral e é correntemente o método predileto para estas fraturas. Uma vez que há consideráveis riscos - particularmente de infecção - a osteossíntese intramedular não deve ser usada imprecisamente. As circunstâncias seguintes representam indicações definidas para osteossíntese intramedular: (1) falha em se conseguir uma redução aceitável por meios fechados; (2) lesões traumáticas múltiplas associadas; (3) lesão da artéria femoral coexistente necessitando de reparo; (4) paciente idoso par aquém o repouso em cama prolongado é deletério; (5) fraturas patológicas. Mesmo após a osteossíntese intramedular de uma diáfise femoral fraturada, a mobilização em uma espica gessada para quadril é aconselhável por oito semanas pelo menos.

Atualmente, existem várias técnicas para seu tratamento, e o cirurgião ortopédico deve estar ciente das vantagens, desvantagens e limitações de cada uma delas. O tipo e localização da fratura, o grau de cominuição, a idade do paciente são fatores que podem influenciar o método de tratamento.

Os métodos de tratamento possíveis para as fraturas da diáfise femoral são os seguintes:

1. Redução fechada e imobilização em aparelho gessado pelvipodálico

2. Tração esquelética

3. Cast brace femoral

4. Fixação externa

5. Fixação interna

A- Haste intramedular (técnica aberta; técnica fechada).
B- Haste intramedular intertravante
C- Fixação por placa

O fêmur está circundado por músculos poderosos, que exercem forças de angulação sob os fragmentos e, em contraste com seu uso numa criança de pequena estatura, a imobilização por gesso logo após uma fratura do fêmur no adulto comumente leva a deslocamento, angulação e posicionamento inaceitáveis.

Freqüentemente são empregados métodos de tração esquelética como fase preliminar a outros métodos definitivos para o tratamento (por exemplo, antes da aplicação de um cast brace, ou de fixação intramedular fechada). É amplamente utilizado um período de tração preliminar, para a ligeira distração da fratura antes de uma fixação intramedular fechada. Em sua maioria, as fraturas tratadas com técnicas utilizando cast brace são mantidas em tração esquelética durante 2 a 3 semanas, até que o hematoma da fratura comece a organizar-se e que a fratura se torne "pegajosa". Seu uso eliminou muito das desvantagens da imobilização pelo gesso, levando a uma mobilidade muito mais precoce, a uma menor morbidez, a resultados funcionais melhores, e a uma elevada percentagem de consolidações. Entretanto, encurtamento e angulação continuam a ser problemas.


Fixação Externa

Temos uma experiência limitada com o uso da técnica de pinos e gesso. Emprega-se a técnica comumente em pacientes idosos, que, por uma razão ou outra não eram candidatos para a fixação interna, não sendo adequados para a tração esquelética. Dois pinos de Steinmann calibrosos são inseridos proximalmente à fratura e dois distalmente, sendo incorporados num cilindro de gesso de total contato com a coxa. Ocorreu consolidação em todas as fraturas, e o funcionamento do joelho foi bem preservado. Na maioria das fraturas expostas da diáfise femoral, fixadores externos com meios pinos mostraram-se eficazes, especialmente para fraturas intensamente contamidas.


Fixação interna

Num paciente adulto jovem com uma fratura não cominutiva através da parte mais estreita do canal medular, uma haste intramedular, desde que não ocorram complicações, proporciona o tratamento mais eficiente para esta fratura. Entretanto, as fraturas nos terços proximal ou distal da diáfise, ou as fraturas apresentando cominuição grave, são menos adequadas para este tipo de fixação interna. Assim, a redução aberta e a fixação interna exigem habilidade e treinamento especiais, um conjunto completo de equipamentos e instrumentos, e um paciente informado, ciente da seriedade das complicações que podem ocorrer. 

Embora os métodos fechados tenham reduzido o risco de infecção, permaneceram problemas com as fraturas gravemente cominutivas e as fraturas nos terço proximal e distal, quando tratadas com hastes não travadas.Com o progresso da técnica e com a disponibilidade dos intensificadores de imagens, as pinagens fechadas praticamente substituíram a técnica aberta.

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