A cada ano, cerca de um milhão de brasileiros e 2,5 milhões de americanos procuram os consultórios de ortopedistas queixando-se de dores no ...

Como surge o esporão de calcanhar?




A cada ano, cerca de um milhão de brasileiros e 2,5 milhões de americanos procuram os consultórios de ortopedistas queixando-se de dores no calcanhar.

A maior parte desses pacientes apresenta um problema chamado fasceíte plantar, ou fascite plantar, uma inflamação no tecido que recobre os músculos da sola do pé, comumente chamada de esporão.

Para entender a origem do esporão de calcanhar é importante lembrar que a planta do pé é composta por estruturas elásticas (músculo) e rígidas (fáscia), que potencializam a força dos músculos flexores curtos dos dedos e funcionam como um braço de alavanca.

Na prática, essas estruturas aumentam a eficiência do impulso, que é acionado quando o calcanhar se distancia do solo.

"As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas".

Um estresse excessivo nesta região provoca um estiramento da fáscia, originando fissuras e inflamação. Entre as principais causas estão a retração do tendão calcâneo conhecido popularmente como tendão de Aquiles e pés com a curvatura acentuada, rígidos, pouco flexíveis ou pronados.

As pessoas mais suscetíveis ao problema são mulheres com idade entre 40 e 50 anos, praticantes de esportes como caminhada, corridas e maratonas.

Há, ainda, incidência significativa de casos entre as que trabalham em pé por longos períodos ou que sofrem com sobrepeso. O tratamento é principalmente clínico, realizado por meio de exercícios de alongamento do tendão de Aquiles e da fascia plantar.

Estudos revelam que 80% dos portadores de esporão de calcanhar melhoram após seis a oito semanas de tratamento.

Além da fisioterapia, medicamentos para amenizar as dores e conter a inflamação podem ser benéficos.

Ao persistir a doença, especialistas recomendam a terapia de ondas de choque extracopórea. Os tratamentos cirúrgicos costumam ser raros, cabendo a casos muito específicos.

Dicas para evitar dor muscular e coluna travada depois de curtir os dias de Carnaval ...

Dicas para evitar dor muscular e coluna travada depois de curtir os dias de Carnaval



Dicas para evitar dor muscular e coluna travada depois de curtir os dias de Carnaval

Dicas para evitar dor muscular e coluna travada depois de curtir os dias de Carnaval

Para aproveitar o Carnaval e curtir os dias de folia é importante lembrar que nesse período de folga estamos mais relaxados e nossas chances de lesão aumentam. O sedentarismo aliado à falta de preparo físico pode deixar o "atleta de carnaval" com sérios traumas musculares e na coluna. O ideal é progredir lentamente na intensidade e na modalidade dos exercícios, começando por atividades de baixo impacto, respeitando os limites físicos do corpo.


O "atleta de carnaval" pode se inspirar no clima de descontração e acabar perdendo a atenção aos sinais e limitação do próprio corpo. Sem ter uma preparação adequada, pode ser que a pessoa até tenha capacidade cardio-respiratória para desfilar em uma ou mais escolas de samba, ou ainda nos dias de folga correr por 1 hora na praia, porém o resto do corpo não está pronto para esse tipo de esforço.


Para quem for desfilar com fantasias pesadas, é importante saber que a coluna deve estar preparada em relação ao tempo e ao peso que irá sustentar em suas costas. Dependendo da posição e da fantasia que for usada, a coluna pode sofrer e ter problemas futuros, por isso a importância da prevenção e preparação dela para a sobrecarga.


Os músculos são exigidos em um nível que causa danos, mini-rupturas de fibras, pequenos derrames sanguíneos e acúmulo de produtos nocivos. Resultado: fadiga muscular, cãimbras, demora para recuperação e não raramente, lesões mais sérias. Uma dica importante é aquecer a musculatura antes de iniciar a atividade, para isso deve-se repetir alguns exercícios algumas vezes, como exemplo:


1. Em pé, levantar as duas mãos entrelaçadas para cima até sentir alongar um pouco a coluna (3x 10 segundos cada);
2. Em pé, na mesma posição do exercício 1, inclinar para um lado e para o outro devagar (2×10 segundos cada lado);
3. Em pé, rodar os ombros para trás e para frente, com o pescoço relaxado (30x de cada lado);
4. Em pé, inclinar devagar a coluna um pouco para frente levando as mãos até a ponta dos pés (3x 10 segundos cada);
5. Em pé, rodar devagar de um lado para outro com uma amplitude de movimento pequena (2x 10 consecutivas).


Lembrando que se sentir qualquer tipo de dor realizando algum exercício de aquecimento, esse deve ser excluido e não mais realizado. Atividades que realizam a rotação da coluna como seu principal gesto esportivo, como o tênis e o frescobol, por exemplo, devem ter atenção especial. Uma torção de tronco ou de pescoço muitas vezes gera desconfortos por semanas.


Através da prática de exercícios regulares de "ajuste muscular", é possível reorganizarmos o equilíbrio corporal. O Pilates ministrado de maneira correta e por profissionais especializados pode trazer muitos benefícios de prevenção, e, portanto seria um excelente exercício para iniciar o ano e aumentar a capacidade de conhecimento corporal, evitando lesões e também aumentando sua performance nas atividades diárias, seja no trabalho ou no lazer.


E para curtir o carnaval e os dias de folga também é sempre bom lembrar de aproveitar o sol de maneira inteligente e manter uma alimentação bem equilibrada, abusando da ingestão de frutas e bebendo muita água. Com essas dicas é só preparar a fantasia e cair na folia.

Fonte: mdemulher.abril.com.br

As fraturas incluem-se nos problemas médicos mais comuns, podendo ocorrer em pessoas jovens e sadias. Os idosos, entretanto, apresentam um r...

Fisioterapia nas fraturas expostas


As fraturas incluem-se nos problemas médicos mais comuns, podendo ocorrer em pessoas jovens e sadias. Os idosos, entretanto, apresentam um risco especial para fraturas, porque seus ossos estão freqüentemente na identificação do.tipo e da extensão do trauma e na criação do ambiente biológico que maximize os processos normais de reparação do osso. Os traumas ao sistema músculo-esquelético podem assumir muitas formas diferentes, dependendo do mecanismo do trauma, da quantidade de força deformativa aplicada ao esqueleto e do local em que a força é aplicada. Muitos termos e sistemas de classificação são usados para definir os tipos de traumas. Embora a maioria das fraturas cicatrizem bem, mesmo em pacientes mais idosos, muitas podem resultar em perda significativa e permanente da função e em incapacidade a longo prazo. Uma interrupção na continuidade do osso, que pode ser um rompimento completo ou incompleto. Fratura e a quebra da superfície do osso, seja através do seu córtex, seja através da superfície articular dela. As fraturas podem variar desde o simples trincamento até o rompimento completo da arquitetura óssea. A fratura através do córtex perturba a função normal da sustentação de peso do osso. O periósteo que recobre a área é rompido e o sangramento no local de fratura produz hematoma. O paciente que fratura um osso foi submetido a uma força física.

Num osso normal a quantidade de força determina se a fratura é completa ou não, nas crianças os ossos ainda são flexíveis e as fraturas incompletas (em galho verde) são comuns. Se a força traumática for insuficiente para fraturar um osso normal, a fratura é dita é patológica e uma investigação posterior é essencial. Com uma força traumática direta, o osso fratura no local do impacto, as partes moles também serão danificadas. Com uma força traumática indireta, o osso fratura à distância de onde foi aplicada a força traumática, podendo ou não ocorrer a lesão das partes moles.

Uma força indireta pode ser:

(1) torção, a qual causa uma fratura em espiral;

(2) flexão, que causa fratura transversal.

(3) torção e compressão, que resulta numa fratura parcialmente transversa, porém com um fragmento triangular dito borboleta em separado; ou

(4) a combinação da torção, flexão, compressão que causam uma pequena fratura oblíqua.

Uma força direta pode ser:

(1) puncionamento, o qual causa uma fratura transversa e alguns danos à pele; ou

(2) esmagamento o qual causa fratura, a qual muitas vezes leva danos à extensão dos tecidos moles. As fraturas são classificadas em fechadas ou expostas. Aqui, porém, serão descritas apenas as expostas.

 

FRATURA EXPOSTA

A presença de uma fratura exposta altera significativamente o seu manuseio e pode influenciar negativamente a possibilidade de uma cura completa, já que freqüentemente existe uma extensa lesão em partes moles, ou mesmo unia contaminação. A fratura exposta infectada não ficará curada até que a infecção tenha sido eliminada. Conseqüentemente, para prevenir infecção no membro com a fratura exposta, esta deve ser recoberta com material esterilizado não devendo ser feito a redução da fratura nestas condições, fora do ambiente adequado. Este tipo de tratamento emergencial evita a penetração de material contaminado no foco de fratura até que as extremidades ósseas sejam cuidadosamente limpas pelo cirurgião e adequadamente tratadas.

No tratamento destas fraturas, é essencial a reconstituição anatômica das superfícies articulares a fim de levá-las a sua condição original. Uma destruição cartilaginosa grave, ou uma superfície articular irregular, pode levar a unia artrite degenerativa precoce. A idade e o estado do geral do paciente são dois importantes fatores que influenciam a velocidade de consolidação de uma fratura. Na criança, o fêmur fraturado pode consolidar-se em quatro semanas. A mesma fratura em um adolescente pode necessitar de 12 a 16 semanas paira a sua consolidação, e numa pessoa de 60 anos pode demorar de 18 a 20 semanas. A presença de diabetes ou outras patologias, tais como a osteoporose, irá prolongar o período necessário para que ocorra a consolidação. Há necessidade de uso de certos medicamentos. como corticosteróides para alergias, ou para outras condições clínicas, podendo promover um efeito lentificado no processo de consolidação da fratura. Existe a pseudoartrose, termo usado para designar a não consolidação das extremidades ósseas. Além dos fatores ditos anteriormente, que lentificam o processo de consolidação, dois outros fatores podem influenciar o aparecimento da pseudoartrose: contaminação no foco da fratura em virtude de uma solução de continuidade na pele, e movimentação no foco de fratura. A contaminação é causada por material estranho, tecido desvitalizado, ou bactérias, sendo que todos inibem o processo de reparação e retardam ou impedem a consolidação cuidadosa. A manipulação dos tecidos desvitalizados e uso apropriado de antibioticoterapia podem diminuir a incidência de pseudoartrose nas fraturas expostas. A movimentação no foco de fratura é pelo menos uma das causas de pseudoartrose. A movimentação pode existir caso o gesso seja mal colocado, ou por dispositivos aplicados internamente, tais corno hastes ou placas. Esta é a razão de um princípio básico do manuseio da fratura: imobilizar o osso fraturado em um articulação acima e outra abaixo do foco de fratura, por um tempo adequado para a completa recuperação. Entretanto, a imobilização pode levar a urna diminuição da resistência muscular (atrofia) e óssea (osteopenia por desuso), por isso, o período de imobilização não deve ser maior do que o necessário para produzir a consolidação. Este período é determinado pelo controle radiográfico e pelo controle médico.

A imobilização promove a recuperação pela absorção do edema, permitindo a formação de uma vascularização ao redor da fratura que fornece um rico suprimento sanguíneo para nutrir o calo ósseo e, posteriormente, um osso novo.

O protocolo de manuseio de uma fratura exposta deve ser individualizado para cada paciente, baseado no tipo de fratura, sua localização e método de estabilização.

Mesmo com os cuidados adequados pode existir o aparecimento de uma pseudoartrose. Estas são mais possíveis de ocorrer em ossos em que o suprimento vascular é precário. Dois exemplos notórios são a cabeça do fêmur e o osso navicular do metacarpo.

Por ocasião da identificação da pseudoartrose, o tratamento consiste no controle da micção (quando presente), imobilização da fratura (que pode ser por aparelho gessado, placas e parafusos, hastes ou outras técnicas de fixação mecânica) e, geralmente, com enxerto ósseo. O enxerto ósseo consiste na retirada de pequenas quantidades de osso de alguma área do próprio corpo ou mesmo do corpo de terceiros. O osso é retirado e colocado no foco da pseudoartrose. Quando o osso é retirado do próprio paciente é chamado de enxerto autógeno e quando é retirado de outras pessoas ou de cadáver é denominado exógeno. O uso desse ultimo enxerto exige uma técnica rigorosa para evitar a transferência de infecção ou de outras doenças. Os focos de pseudoartrose assim estimulados pelo enxerto ósseo geralmente evoluem para a consolidação.

 

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

1. Choque - varia de acordo com a extensão das lesões, posicionamento dos fragmentos, idade do paciente e circunstâncias do trauma.

2. Dor - Isto também varia de acordo com as circunstâncias mencionadas em 1.

3. Deformidade - é notável quando há deslocamento dos fragmentos ósseos.

4. Edema - é localizado imediatamente após a lesão e, a seguir, gradualmente mais extenso.

5. Sensibilidade local acentuada - uma característica importante numa lesão que parece ser trivial.

6. Espasmo muscular.

7. Movimento anormal e crepitação - Nunca se deve lazer tentativa de reproduzir essas alterações, pois poderia provocar maiores danos.

8. Perda da função - Pode ser compelia nas lesões graves, mas uma certa atividade pode ser possível quando a lesão é menos grave.

Após a redução e fixação a dor na maioria das vezes permanece por um tempo razoável dependendo dos problemas associados aos tecidos moles. Outro fator importante presente é o edema que leva a dificuldade na obtenção da fixação adequada, a perda da função é também variável do tipo de fratura e seu tratamento. Às vezes, a função normal pode ser readquirida muito rapidamente com o tratamento fisioterápico adequado, porém, em outros casos, surgem vários problemas, para os quais o tratamento intensivo é necessário.

 

OBJETIVOS FISIOTERÁPICOS (durante e após a fixação)

- Diminuir o quadro álgico

- Reduzir o edema

- Melhorar a circulação local

- Manter e melhorar o tônus muscular

- Manter a integridade articular

- Melhorar tônus muscular

- Reeducação funcional do membro

 

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO

Pode ser dividido em tratamento durante a imobilização e após a remoção do Aparelho de fixação.

O fisioterapeuta deve ser cuidadoso para evitar qualquer coisa que possa retardar o reparo ou levar à pseudo-artrose. Assim, é essencial que os princípios das fraturas salientados anteriormente neste capítulo sejam compreendidos e que se promova uma discussão com outro membro da equipe cirúrgica para certificar-se da necessidade de qualquer precaução em particular. Nenhum aparelho deve interferir, a menos que a remoção para o tratamento seja possível, e se assim for deve ser meticulosamente protegido enquanto está sem aparelho . O fisioterapeuta deve estar alerta para as possíveis complicações e relatar qualquer sinal indesejável ou sintomas.

 

TRATAMENTO DURANTE A IMOBILIZAÇÃO

Os objetivos durante esse período são:

- Redução do edema - É muito importante tomar essa providência o mais rápido possível para evitar a formação de aderências. Isso também ajuda a diminuir a dor.

- Ajudar a manutenção da circulação na área - o exercício ativo através da atividade muscular estática ou isotônica ajuda a manter um bom suprimento sanguíneo nos tecidos moles e concorre para reduzir a tumefação e evitando a formação de aderências.

- Manter a função muscular por contrações ativas ou estáticas.

- Manter o arco de movimento tanto quanto possível.

- Manter o máximo de função permitida pela lesão em particular e pela fixação.

- Ensinar o paciente como usar os aparelhos especiais como muletas, bengalas, dispositivos diversos e como cuidar deles ou de qualquer outro aparelho.

 

FISIOTERAPIA APÓS A RETIRADA DO APARELHO DE FIXAÇÃO

O fisioterapeuta realiza uma avaliação do paciente e então formula um plano de tratamento. Embora certas características clínicas possam ser aguardadas na evolução se uma determinada fratura elas aparecem em graus diferentes em cada paciente e, em certos casos, podem não estar relacionados com a idade, família, profissão, lazer e reações psicológicas do indivíduo. Todos devem ser levados em consideração no planejamento do programa de tratamento e na avaliação do progresso, de modo que as alterações apropriadas possam ser introduzidas.

Os objetivos do tratamento relativo à fratura incluem:

- redução de qualquer edema

- reaquisição do arco de movimento articular

- reobtenção da potência muscular total.

- reeducação da função total.

Cuidados Ulteriores e Reabilitação para Pacientes com Fraturas.

Lembrando que os objetivos de todo tratamento de fraturas são.

- aliviar a dor

- obter e manter posição satisfatória dos fragmentos fraturários;

- permitir e, se necessário , estimular a consolidação óssea;

- restaurar uma função ótima.

O mais importante desses é a recuperação da função, pois o que lucraria um homem se alcançasse a consolidação de sua fratura em uma posição satisfatória, mas falhasse em recuperar a função útil da parte traumatizada?

Quanto maior o grau de função que possa ser preservado durante o tratamento da fratura do paciente menor será o grau funcional que terá que ser restaurado . Assim, a reabilitação de um paciente começa com o cuidado imediata de sua lesão, continua por meio do tratamento de emergência, passa ao tratamento definitivo, até que seja restituído ao paciente a função normal ou mais normal lesão permita.

O edema excessivo e persistente dos tecidos moles produz aderência semelhante a cola, com conseqüente rigidez articular; portanto, ele deve ser minimizado ou evitado pela elevação adequada do membro fraturado durante a fase de consolidação da fratura, bem como a melhoria do retorno venoso através de exercícios ativos de todos os músculos regionais. Músculos que não são usados exibem rapidamente atrofia por desuso, que podem ser prevenidas através de exercícios ativos estáticos (isométricos) dos músculos que controlam as articulações imobilizadas e exercícios ativos dinâmicos (isotônicos) de todos os outros músculos do membro, ou tronco. A fisioterapia supervisionada é particularmente importante no cuidado posterior dos adultos com fraturas, o paciente tem que ser ajudado e ajudar a si próprio. Todas as articulações que não estão imobilizadas pelo tratamento da fratura devem ser diariamente mobilizadas em todos os graus de movimento pelo paciente.

Em acréscimo à preservação da função dos músculos e articulações após uma fratura, você deve pensar em preservar função da mente do paciente, já que a atitude mental deste para com sua lesão determina em considerável extensão o grau em que ele irá se recuperar da mesma. De fato considerações psicológicas, somadas a bons cuidados da fratura do paciente geralmente podem prevenir desânimo desnecessário, depressão e preocupação indevida em relação ao futuro. Muitos pacientes recobram a função rapidamente, alguns precisam de ajuda e outros, mais tímidos e introvertidos necessitam de encorajamento constantes em seus esforços.

Após o período de imobilização externa da fratura os exercícios ativos devem ser continuados, até mesmo mais vigorosamente, até que a força muscular normal e a mobilidade articular tenham sidos recuperados. Se necessário o paciente deve ser retreinado nas atividades de vida diária e da profissão, geralmente através de terapia ocupacional supervisionada. Além disso, após um período de afastamento do trabalho, a condição geral do paciente se encontra deteriorada e ele pode precisar iniciar um programa de condicionamento físico geral antes de retornar ao trabalho; isto é com freqüência melhor elaborado num centro de reabilitação.

 

REABILITAÇÃO - UMA FILOSOFIA EM AÇÃO

A reabilitação não é uma técnica especializada de tratamento, nem um método de tratamento, e nem mesmo um princípio de tratamento; a reabilitação é uma filosofia em ação, a filosofia do cuidado total e do cuidado contínuo de seu paciente. O amplo objetivo ou meta da reabilitação é corrigir, o máximo possível, o problema de seu paciente (quer seja físico, mental, ou social) e além isso, continuar a ajudá-lo com tratamento, treinamento, educação, estímulo para lidar com o lado incorrigível de seu problema e sua atitude em relação a ele, de modo que sua vida possa passar de uma dependência para uma independência, de uma vida vazia para uma vida mais útil. De uma certa maneira a reabilitação é tentar ir o mais longe possível com seu paciente, e isto é valido para todos os campos da medicina e da cirurgia nos seus problemas de incapacidade.

 

CONCLUSÃO

Na reabilitação de uma fratura é indispensável uma boa anamnese para se obter um diagnóstico preciso e traçar o tratamento adequado para cada situação, uma vez que são casos totalmente únicos e isolados.

O envelhecimento pode ser definido como um processo irreversível, caracterizado por alterações funcionais e estruturais de diversos órgãos...

Avaliação da cifose torácica em mulheres idosas portadoras de osteoporose


O envelhecimento pode ser definido como um processo irreversível, caracterizado por alterações funcionais e estruturais de diversos órgãos e sistemas que variam de um indivíduo para outro. Dentre essas alterações, está presente em ambos os sexos, porém com maior intensidade no sexo feminino, a redução da massa óssea a partir da quarta década de vida, período em que o processo de reabsorção óssea começa a preponderar sobre o processo de formação do osso, levando à diminuição fisiológica da massa óssea. Esse desequilíbrio na remodelagem óssea de forma mais intensa é denominado osteoporose 2. O desenvolvimento deste estudo foi motivado pelo interesse em identificar a influência da osteoporose no grau de cifose torácica. A osteoporose é uma doença osteometabólica que atinge especialmente as mulheres após a menopausa, sendo caracterizada pela diminuição da densidade óssea e pela deterioração da sua microarquitetura de forma progressiva e sistêmica, levando à fragilidade do osso e aumentando o risco de fraturas3.


No Brasil, estima-se que a osteoporose afete em torno de 35% das mulheres após os 45 anos de idade4.


Um dos critérios diagnósticos precoces da osteoporose proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é a medida da densidade mineral óssea (DMO) por meio da densitometria ossea 5,6, um método capaz de medir a quantidade de osso (conteúdo mineral) em uma área ou volume definidos em valores absolutos (g/cm²)1.


A diminuição da densidade óssea das vértebras leva a uma redução da região anterior dos corpos vertebrais, resultando em compressão e colapso dessas vértebras, com estreitamento dos discos e espaços intervertebrais, o que determina uma série de deformidades na coluna e modificações posturais, dentre as quais se pode destacar o aumento da cifose torácica7. Essa alteração torna-se significativamente maior com o avançar da idade e após a menopausa, sendo definida como um aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica 8,9.


Imagens radiográficas têm sido utilizadas para a mensuração da cifose torácica, porém com algumas desvantagens desse método, como: exposição à radiação; qualidade da imagem radiográfica não satisfatória, dificultando a sua análise, e a ausência desse equipamento no ambiente clínico fisioterapêutico para o acompanhamento evolutivo do tratamento 9-19,motivando assim a busca por métodos não invasivos para a avaliação das curvas da coluna, dentre eles a biofotogrametria computadorizada 12-16.


Segundo a American Society of Photogrammetry, a biofotogrametria computadorizada é "a arte, ciência e tecnologia de informação confiável sobre objetos físicos e o meio ambiente através de processos de gravação, medição e interpretação de imagens fotográficas e padrões de energia eletromagnética radiante e outras fontes" 14. É um instrumento de avaliação muito utilizado por quantificar as alterações posturais por meio da aplicação dos princípios fotogramétricos às imagens fotográficas obtidas em movimentos corporais, complementando a avaliação para o diagnóstico fisioterapêutico em diferentes áreas 17.


O presente estudo teve por objetivo mensurar o grau de cifose torácica em mulheres idosas portadoras e não portadoras de osteoporose na coluna por meio da biofotogrametria computadorizada e verificar a diferença entre os valores obtidos, tendo como hipótese maior grau de cifose torácica em mulheres osteoporóticas.

 


Avaliação do grau de cifose torácica


Para a avaliação quantitativa do grau de cifose torácica, foi utilizada a biofotogrametria computadorizada, seguindo a metodologia proposta por Vieira 18. Os registros fotográficos foram realizados com um sistema de vídeo digital por meio de uma placa Pctu da marca pinacle, responsável pela conversão da imagem analógica em digital, e uma câmera filmadora HandyCam vision (Sony Zoom digital 460X Optical 20X), posicionada paralela ao chão, sobre um tripé nivelado. A sala bem iluminada e reservada permitiu a privacidade das mulheres fotografadas.


Para o registro fotográfico, as participantes permaneceram em ortostatismo à frente do simetógrafo, sendo posicionadas em local previamente demarcado. A câmera foi posicionada a 2,86 m de distância, o tripé a uma altura de 72 cm do chão, permitindo fotografar o corpo inteiro. Os marcadores utilizados foram constituídos por uma haste de 5 cm presa a uma base cilíndrica de coloração vermelha, com 3,5 cm de comprimento por 2 cm de largura, presos por uma fita adesiva dupla face nos pontos visualizados no plano sagital. As imagens foram capturadas pelo programa PlayTV USB Pro TV v1.18.


Para a mensuração do grau da cifose torácica, foram fixados os marcadores cutâneos perpendiculares sobre o processo espinhoso da sétima vértebra cervical (C7) e na 12 o vértebra torácica (T12). Todos os registros fotográficos foram realizados por um único fotógrafo, e os marcadores, posicionados sempre pelo mesmo examinador que desconhecia o grupo a que pertenciam as voluntárias.


Em seguida, foi realizado o registro fotográfico dessas marcações com as voluntárias no plano sagital direito, trajando maiô ou peças íntimas. Os registros fotográficos digitais selecionados foram inseridos em um programa específico (Autocad 2006), sendo o examinador treinado para sua correta utilização. Esse programa permitiu traçar duas retas paralelas aos marcadores de C7 e T12, sendo a intersecção entre elas o ângulo que representou o grau de cifose torácica, quantificado com alta precisão (Figura 1).


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Discussão

A osteoporose é uma condição comum em 1/3 das mulheres brancas acima dos 65 anos e após a menopausa, sendo a sua principal complicação as fraturas do corpo vertebral 4, que intensificam a cifose torácica 19. Cortet 20, verificou que mulheres osteoporóticas pós-menopausa com pelo menos uma fratura apresentam um aumento significativo da cifose torácica (63°) em relação às mulheres sem osteoporose (52°), valores semelhantes aos obtidos no presente estudo. Bartynski et al. 19 observou em mulheres saudáveis, com mais de 65 anos, sem fraturas vertebrais, um grau médio de cifose torácica menor (43,6°), o que demonstra que mulheres osteoporóticas com fraturas vertebrais apresentam um aumento do grau de cifose torácica comparadas às mulheres da mesma idade e saudáveis. Itoi e Sinaki 21 afirmam que mulheres saudáveis pós-menopausa que apresentam um grau de cifose torácica maior ou igual a 34,1° podem ser consideradas hipercifóticas e ressaltam que mulheres idosas portadoras de osteoporose apresentam um grau médio de cifose torácica superior a 37,1°. Já Kostuik22 e Plapler23, demonstraram que mulheres com um grau de cifose torácica superior a 40° podem ser consideradas hipercifóticas. Granito24 verificou um maior grau médio de cifose torácica nas mulheres portadoras de osteoporose (54,93°) quando comparados às mulheres portadoras de osteopenia (45,1°).


A imagem radiográfica é o método mais utilizado para avaliar o grau de cifose torácica (Ângulo de Cobb), tendo o grau de convexidade torácica normal valores que variam de

20º a 50º 8,9.


A avaliação postural é essencial para qualquer planejamento de intervenção fisioterapêutica e para o acompanhamento da sua evolução13. A biofotogrametria computadorizada é um método que apresenta duas grandes vantagens na efetividade de sua aplicação clínica; baixo custo do sistema de fotointerpretação de imagens e a precisão e reprodutibilidade dos resulta-


dos25, motivos pelos quais se elegeu esse método de avaliação.Granito et al. 7 utilizaram esse instrumento de avaliação, obtendo em seus resultados um grau médio de 58,19º de cifose torácica em mulheres idosas osteoporóticas, valor inferior ao obtido neste estudo.


Com o processo natural do envelhecimento, várias alterações são identificadas no indivíduo idoso, como a diminuição da densidade mineral óssea do corpo vertebral, a degeneração dos discos intervertebrais, uma redução da capacidade dos ligamentos da coluna vertebral26, um déficit proprioceptivo24 e a fraqueza dos músculos extensores do tronco7,24,27, sendo essas alterações consideradas justificativas para a presença de cifose torácica em mulheres idosas sem osteoporose.


Mulheres idosas portadoras de osteoporose apresentam, associados ao envelhecimento, colapsos vertebrais, que irão resultar em modificações posturais, incluindo o aumento da cifose torácica que contribui para uma diminuição da estatura em torno de 10 a 20 cm27. Assim sendo, o aumento do grau de cifose torácica é desencadeado pelo envelhecimento e exacerbado pela osteoporose26, o que explica a presença de maior grau de cifose torácica nas mulheres idosas portadoras de osteoporose avaliadas neste estudo. Itoi e Sinaki21 relataram uma significativa correlação negativa entre os músculos extensores da coluna e a cifose torácica em mulheres saudáveis pós-menopausa, também demonstrado por Granito et al.7. Davini e Nunes28 afirmam que a massa de músculo esquelético tem grande influência na densidade mineral óssea; assim, a maior prevalência da osteoporose nas mulheres poderia ser explicada, em parte, por menor quantidade de massa musculoesquelética que elas apresentam29-31.


A influência da atividade física na prevenção e no tratamento da osteoporose tem sido demonstrada em diversos trabalhos por meio do ganho ou da manutenção da massa óssea, do aumento de força muscular, da flexibilidade, da melhora da coordenação e do equilíbrio, importantes para evitar o risco de quedas e consequentemente de fraturas2,24,32. O exercício físico deve ser sempre estimulado nos indivíduos idosos para a prevenção e tratamento da osteoporose, além da melhora da qualidade de vida, diminuindo, assim, as inúmeras consequências que o envelhecimento e a osteoporose poderão causar, como o aumento da cifose torácica.

 


Conclusão

Tendo em vista os resultados encontrados neste estudo, conclui-se que a osteoporose acentua o grau de cifose torácica. Sugere-se a biofotogrametria computadorizada como uma opção não invasiva para a avaliação quantitativa do grau de cifose torácica na prática fisioterapêutica.

 


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Tratamento fisioterapêutico nas contusões musculares


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Contusão muscular é uma lesão traumática direta que corresponde a 60-70% das lesões esportivas devido ao contato físico havendo atrito e lesão dos tecidos subjacentes bem como rompimento de capilares, levando ao aparecimento de hematoma, equimose, evoluindo para um processo inflamatório agudo. Os esportes onde estão relatados maiores números de jogadores lesionados são o futebol, o basquete e o rugby, sendo que o futebol é o esporte com mais acometimento devido à quantidade de pessoas que o praticam (EITNET, 1989; EARL, 2002; MILNE, 2002).

Após a lesão são comuns os sinais e sintomas de dor localizada na realização de movimentos ativos e passivos ou até mesmo sem movimentação, formação de edema, equimose e hematoma devido a resultados de sangramento e limitação de movimento. Com isso, de acordo com a perda da função após a lesão, as contusões podem ser classificadas em leves, moderadas e graves/severas (EARL, 2002).

Durante o exame físico devem ser observados a presença de outras patologias associadas, alterações de volume, hiperemia, equimose e hematoma. Deve-se ter cuidado com o paciente devido à dor e a limitação de movimentação ativa e passiva, edema e aumento de temperatura local. Para fechar o diagnóstico, podem ser solicitados exames complementares se houver dificuldade durante a avaliação. Geralmente, a depender do grau da lesão o retorno às atividades varia de 13 a 21 dias sendo a patologia tratada corretamente (C.A.R., 2003).

O tratamento clínico para contusões é bastante simples, os medicamentos mais utilizados são os esteróides anabolizantes e os antiinflamatórios não esteróides. Ambos aliviam o quadro álgico e a redução da inflamação. Porém, eles podem causar inibição do processo de cicatrização e suprir o estímulo para remodelação celular num longo período de tempo retardando o retorno do atleta ao esporte (LARSON, 2002; HARMON, 2003).

Bom base em pesquisas científicas atuais, foi elaborado um protocolo de tratamento fisioterapêutico de acordo com as fases e com o grau de acometimento muscular. Para isso, foram estudados meios foto-termoterapêuticos e cinesioterápicos sendo adequados a todas as etapas do tratamento desde um atendimento imediato, pois vê-se a necessidade de intervenção fisioterapêutica desde os estágios iniciais para uma resolução mais rápida da patologia.

Como principais recursos fisioterapêuticos, são destacados a crioterapia associada à elevação e compressão, o laser, o ultra-som, os movimentos passivos, isométricos, ativos e intra-articulares, alongamentos, exercícios de cadeia cinética fechada e aberta, além dos exercícios resistidos.

O interesse de desenvolver esta temática coexistiu com o desejo de criar um protocolo fisioterapêutico que possibilitasse ao paciente uma melhor reabilitação quando comparados aos fármacos utilizados na cura da patologia em questão. Além de promover, em um tempo menor possível, a sua volta para as atividades laborais e de vida diária.

Este trabalho tem como principal objetivo mostrar a importância do tratamento fisioterapêutico na contusão muscular estando a mesma na fase aguda, subaguda e crônica. Com isso, este estudo científico foi elaborado com intuito de realizar uma conduta fisioterapêutica que ajudasse na melhora do quadro da contusão de maneira mais rápida e objetiva utilizando bibliografia especializada de várias partes do mundo.

Dentro deste panorama apresentado, foram analisadas a inter-relação existente entre as técnicas fisioterapêuticas e a evolução do quadro da contusão muscular em todas as fases de acometimento, assim como, a aplicação dos fármacos habitualmente utilizados para o tratamento do mesmo e suas contra-indicações. Toda essa discussão se fará a seguir.


2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Conceito

Contusão muscular é uma lesão resultante de um trauma direto e compressivo sem que exista ferimento na pele, enquanto que os tecidos subjacentes sofrem um atrito subcutâneo com lesão deles e de vasos sanguíneos sendo que os mais freqüentemente lesados são vasos superficiais no tecido celular subcutâneo que levam a formação de equimoses e, por fim, quando a contusão rompe vasos de maior calibre ocorre à formação de hematomas (EITNET, 1989; LIANZA, 1995; KISNER, 1998; MILNE, 2002).

2.2 Incidência

Internacionalmente, as contusões compreendem aproximadamente 65% de todas as lesões esportivas. Em adição, a maioria das contusões não é relatada e nem devidamente tratadas (EARL, 2002). A musculatura mais envolvida é a do quadríceps seguida pela do gastrocnêmio devido a colisões diretas entre jogadores de equipes opostas (ROBERTS, 1998). Os esportes onde estão relatados maiores números de jogadores lesionados são o futebol, o basquete e o rugby sendo que o futebol é o esporte com o maior número de machucados devido à quantidade de pessoas que o praticam e não pelo próprio esporte (EITNER, 1989).

2.3 Fisiopatologia

O músculo esquelético constitui o maior tecido de massa no corpo, compreendendo cerca de 45% do peso total do corpo. Os músculos que são monoarticulares são localizados perto dos ossos e freqüentemente responsáveis pelo sustento corporal sendo os mais susceptíveis a contusões. Por outro lado, os músculos biarticulares, como o reto femoral, são mais superficiais e mais susceptíveis à tensão muscular (EARL, 2002).

Contusões são causadas por traumas durante o contado esportivo sem corte externo do músculo resultando em tecidos e células danificadas e sangramento profundo dentro ou entre os músculos. O resultado é a formação de tecido necrótico e hemorragia levando a inflamação. Pouco se sabe sobre a função e a importância do processo inflamatório no tratamento. Esse quadro pode resultar em dois tipos de lesões. O primeiro é o hematoma intermuscular com hemorragia na fáscia que é o mais propenso a causar equimose distal. O segundo é o hematoma intramuscular, uma lesão que se resolve mais lentamente e está associada com miosite ossificante e contratura (EARL, 2002; LARSON 2002).

O edema é causado por sangue que escapou dos capilares para o tecido intersticial. Dentro de poucas horas após a lesão, a presença de tecido necrótico e hematoma iniciam uma reação inflamatória. Desde o início do processo inflamatório a ação de macrófagos com fagocitose subseqüente de debridação necrótica e estimulação da produção de capilares são vitais no processo de regeneração muscular. Contudo, a inflamação invariavelmente causa edema que leva a uma anóxia e posteriormente à morte celular (EARL, 2002).

Embora a maioria dos estudos realizados até hoje demonstre que a extensão da resposta inflamatória é normalmente considerada excessiva para a regeneração muscular. Outros trabalhos colocam em julgamento está teoria através da observação de uma piora no quadro dos pacientes que utilizavam medicamentos antiinflamatórios (Op. Cit.).

2.4 Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas comuns de uma contusão são: dor localizada na realização de movimentos ativos e passivos ou até mesmo com o local sem movimento, ou seja, estático; formação de edema, equimose e hematoma devido a resultados de sangramento dentro ou entre os músculos e, por fim, limitação de movimento derivado de um aumento da sensibilidade muscular causada pela lesão, espasmo muscular, e pelo hematoma (LIANZA, 1995; ANDERSON; STRICKLAND, 2002; LARSON, 2002).

2.5 Classificação

De acordo com a perda de função após a lesão, as contusões podem ser classificadas em leves, moderadas e graves ou severas. Nas contusões leves ocorrem pouco edema e dor, com mobilidade articular quase normal apresentando alguma rigidez, mas não existe alteração na marcha. Nas contusões moderadas surgem edema moderado e dor difusa, a mobilidade articular é de 75%, a marcha é antálgica e o músculo, em geral, está em espasmo. Dando seqüência, nas contusões graves ou severas ocorre a instalação de edema rapidamente e pode ser extremo em decorrência da hemorragia, além disso, o quadro doloroso e espasmo muscular são mais intensos que os graus anteriores, a mobilidade articular é reduzida a 50% e a marcha é claudicante (MENEZES, 1983).

2.6 Exame físico

Freqüentemente, o exame físico é o meio mais importante de avaliação do paciente e também serve para descartar outras patologias. A área inspecionada não se deve limitar apenas a lesão e sim a zonas adjacentes para identificar outras possíveis lesões associadas. À inspeção, podem ser observados alterações de volume, hiperemia, equimoses e hematomas. À palpação, deve-se ter cuidado com o paciente devido à dor e a limitação de movimento ativo e passivo, edema e aumento de temperatura local. A marcha estará comprometida a depender do grau da contusão (EARL, 2002 C.A.R., 2003).

2.7 Diagnóstico

Se na história inicial e no exame físico trouxerem dúvidas deve ser solicitada uma radiografia da área traumatizada para ajudar a descartar uma fratura ou ossificações (LARSON, 2002). A ressonância magnética é usada como uma modalidade de escolha para a visualização de tecidos moles com o objetivo a estabelecer qual o grau da lesão e a localização do hematoma (ANDERSON; STRICKLAND, 2002). A ultra-sonografia é usada para estabelecer a localização da lesão e seu grau de comprometimento além de calcificações formadas pela evolução de deslocamentos de grandes e pequenos hematomas (LIANZA, 1995).

Uma contusão não ou tratada indevidamente pode levar a uma ossificação heterópica, a radiografia vai nos revelar lesões benignas como osteocondroma, osteomielite, miosite ossificante progressiva e lesões malignas como osteosarcoma, condrosarcoma, sinóvia da célula sarcoma. Sintomas diferenciais como febre, sensações de frio e suor noturno podem ajudar no diagnóstico diferencial (LARSON, 2002).

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2.8 Prognóstico

O prognóstico de contusões musculares, para a maioria dos músculos, é excelente. Uma pesquisa feita em cima de dados sobre uma contusão de coxa relatou que a média do período de tempo em que o atleta ficava inabilitado eram 13 dias numa contusão leve, 19 dias para uma contusão moderada e 21 dias para uma contusão severa.

2.9 Tratamento clínico

O médico deverá realizar uma conduta com o objetivo de aliviar a dor ao máximo possível. Deve distinguir intensidade da dor podendo esta ser difícil, pois ela tente a ser subjetiva, portanto o tratamento e a terapia podem ser individualizados. Os medicamentos mais utilizados para o alívio do quadro álgico e redução da inflamação são:

- Esteróides anabolizantes: recentemente, o tratamento com corticóides ou única dose de anabólicos esteróides têm sido efetivo para a cura de contusão muscular, devido aos efeitos de inibidor da inflamação, principalmente quando associados ao gelo e antiinflamatórios; quando injetados no local da lesão promovem o alívio da dor, levando assim o atleta a retornar a jogar. Entretanto, eles não devem ser utilizados freqüentemente, pois eles são catabólicos e inibem o processo de cicatrização, além do que, o efeito de inibição da inflamação pode ser escasso no local do tecido muscular e, talvez, nos atletas que estão em fase aguda podem causar uma atrofia na área lesada; porém a função dos esteróides não está totalmente clara e requer futuras pesquisas (EARL, 2002; LARSON, 2002; HARMON, 2003);

- Antiinflamatórios não esteróides: são utilizados por suprirem a reação inflamatória inicial, pois inibem a produção de mediadores de prostaglandinas da dor, permitindo melhorar a performance num período precoce, entretanto pode suprir o estímulo para remodelação celular num longo período de tempo. São mais efetivos se usados por duas a seis semanas, dando alívio de dor e da inflamação, além de reduzir o edema, permitindo o rápido retorno ao movimento (EARL, 2002; LARSON, 2002).

2.10 Tratamento fisioterapêutico

Numa fase inicial (aguda) em que há hematoma, inflamação, necrose com miofibrilas danificadas e fagócitos, o objetivo do tratamento é minimizar a inflamação e controlar o quadro álgico, através da remoção do hematoma (EITNET, 1989; LARSON, 2002). Deve-se iniciar imediatamente, com a seguinte conduta:

- Repouso: para aliviar a dor musculoesquelética e promover a cicatrização é necessário repouso da parte afetada pelo processo inflamatório nas primeiras 24 horas. A área deverá ser repousada de atividades esportivas adicionais até que ela tenha sido recuperada, porém a imobilização completa poderá levar a aderências de fibrilas em desenvolvimento no tecido vizinho, enfraquecimento do tecido conectivo e alterações da cartilagem articular (LIANZA, 1995; KISNER, 1998; MILNE, 2002);

- Elevação: o membro lesado deve ser elevado fazendo com que ocorra uma redução na pressão hidrostática capilar e também uma redução na pressão de filtração capilar, favorecendo ainda o aumento do retorno venoso e linfático, estimulando a absorção do edema. A elevação pode tanto auxiliar na prevenção do aparecimento de edemas quanto na sua reabsorção (RODRIGUES, 1995; EITNET, 1989; MILNE, 2002; PRAY, 2002);

- Compressão: o efeito mecânico e fisiológico da compressão faz com que ocorra um aumento na pressão extravascular permitindo ou auxiliando na reabsorção do edema. A compressão não deve exceder 80% da força tênsil da bandagem quando esta for elástica. Deve-se considerar que a bandagem deve ser semi-rígida e não elástica, pois esta acompanha a distensão provocada pelo aumento do edema (RODRIGUES, 1995; MILNE, 2002; PRAY, 2002);

- Crioterapia: o uso do gelo para o tratamento das lesões agudas em atletas é preconizado pela maioria dos autores. Quando usado adequadamente diminui a quantidade de tecido lesado com a redução da hipóxia secundária; o edema é reduzido, pois com a crioterapia torna o ritmo das reações químicas mais lenta e inibe a liberação de histamina que é um vasodilatador aumentando o fluxo sanguíneo local; o espasmo muscular, a dor e o tempo de incapacidade também são minimizados devidos seu efeito na redução do metabolismo celular e na diminuição da condução nervosa pelos nervos periféricos (EITNER, 1989; KITCHEN, 1998; RODRIGUES; GUIMARÃES, 1998; ANDREWS, 2000; KNIGHT, 2001; LOW, 2001; STARKEY, 2001).

- Laser: quando usado com 3J de intensidade torna-se favorável devido ao efeito antiinflamatório que possui, já que o laser inibe a produção de prostaglandinas (que é um mecanismo similar à inibição produzida por outros antiinflamatórios). Com isto, decresce a potencialização de bradicinina e, por conseqüência, o limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos tem sua manutenção favorecida. Há estimulação também da microcirculação, reduzindo assim o edema e o quadro álgico. Outro efeito que o laser apresenta é o da cicatrização, pois ele promove o aumento da produção de ATP, aumentando a velocidade mitótica das células, o que proporciona também melhor trofismo dos tecidos (KITCHEN, 1998; RODRIGUES, GUIMARÃES, 1998);

- Ultra-som: de forma atérmica ou pulsada a 20%, é indicada devido ao aumento da velocidade de cicatrização na fase inflamatória, já que ele aumenta a liberação de mastócitos, macrófagos e neutrófilos, influenciando nas suas atividades e levando a aceleração de reparo das lesões. Há também aumento da permeabilidade vascular aumentando a reabsorção do edema. Estudos demonstraram que a motilidade dos fibroblastos e a velocidade da angiogênese eram aumentadas quando expostas ao ultra-som, aumentando a quantidade de colágeno e sua deposição num padrão tridimensional, assemelhando-se à pele não lesada, favorecendo extensibilidade dos tecidos, que pode ser empregado de forma vantajosa incorporando-se exercícios de amplitude de movimento depois da sua aplicação. Quanto à freqüência, deve-se usar 1MHz (se a lesão for profunda, pois há maior absorção nesta freqüência) e 3MHz se a lesão for superficial. Sua intensidade para lesões agudas e para aumentar a velocidade de cicatrização deve ser igual ou inferior a 0,5W/cm2. A forma contínua neste caso é contra-indicada, pois nesta forma o ultra-som encontra-se na forma térmica, o que pode apresentar um efeito não desejável já que ocorre o aumento do metabolismo que é desfavorável na presente fase (KITCHEN, 1998; STARKEY, 2001);

- Movimentos passivos: devem ser iniciados no tratamento na fase aguda quando tolerado. Eles diminuem as complicações da imobilização, mantêm a integridade e mobilidade funcional e auxiliam no processo de cicatrização. Estes movimentos devem ser específicos para a estrutura envolvida evitando aderência anormais das fibrilas em desenvolvimento aos tecidos vizinhos e evitando futuro rompimento da cicatriz. A intensidade deverá ser leve devido a algia intensa do paciente e para não lesar novamente o tecido (KISNER, 1998);

- Exercícios isométricos: indicado para melhora a força muscular. Deve ser sabido que o seu efeito é mínimo com relação à resistência e à fadiga;

- Movimentos intra-articular passivos grau I e II: para manter as articulações com mobilização normal enquanto o músculo começa a cicatrizar e para alívio da dor (KISNER, 1998).

Na segunda fase do tratamento muscular, conhecida como fase de recuperação ou regeneração ou ainda subaguda o principal característica é a proliferação de células satélites e fibroblastos, seguidos da ação de síntese de proteínas. O principal objetivo desta fase é restauração da mobilidade ativa do músculo (EARL, 2002; LARSON 2002).

A conduta consiste em:

- Compressão, elevação e gelo: com o mesmo objetivo anterior (EITNER, 1989; KITCHEN, 1998; RODRIGUES; GUIMARÃES, 1998; ANDREWS, 2000; KNIGHT, 2001; LOW, 2001; STARKEY, 2001; PRAY, 2002);

- Alongamentos leves de contração-relaxamento: essa técnica baseia-se no fato de que após uma contração pré-alongamento do músculo retraído o mesmo irá relaxar como resultado da inibição autogênica e assim será alongado mais facilmente. Os órgãos tendinosos de Golgi podem disparar e inibir a tensão ao músculo permitindo que ele seja alongado com maior facilidade sempre respeitando o limite do paciente (KISNER, 1998);

- Exercícios ativos: a fase subaguda é um período transitório durante o qual os exercícios ativos dentro da ADM livre de dor no tecido lesado podem ser iniciados e progredidos com cuidado, mantendo-os dentro de uma dose e freqüência, os sintomas de dor e edema diminuem a realização desses tipos de exercícios. Eles são utilizados para desenvolver controle dos movimentos além de manter a elasticidade e contratilidade fisiológica dos músculos promovendo a integridade óssea e articular (MILNE, 2002);

- Exercícios de cadeia cinética fechada: utilizados para impor carga inicial à região de modo controlado e para estimular a co-contração estabilizadora nos músculos, além de desenvolver a percepção e controle motor quando o paciente faz transferência de peso lateral ou ântero-posteriormente. Na medida que o paciente evolui pode-se diminuir a quantidade de proteção ou suporte e acrescentar resistência;

- Manter movimentos intra-articulares grau II: com o mesmo objetivo da primeira fase (KISNER, 1998);

- Ultra-som: de forma atérmica ou pulsada só que a 50% com o objetivo de relaxamento para otimizar amplitude de movimento (RODRIGUES; GUIMARÃES, 1998; KITCHEN, 1998; STARKEY, 2001).

Entrando na terceira fase do tratamento muscular sabe-se que a maturação ou remodelação é caracterizada por uma gradual recuperação das propriedades funcionais do músculo incluindo a recuperação de força tensionada do componente tecidual conectivo. O objetivo desta fase é continuar com a mobilização ativa que está restaurando a função total do músculo e da articulação. Exercícios progressivos com resistência são encorajados ao paciente (MILNE, 2002). A conduta se basearia em:

- Alongamento: dando flexibilidade ao músculo trabalhado e também fazendo parte de um aquecimento muscular;

- Exercícios de cadeia aberta concêntrica e excêntrica: para ganho de força muscular;

- Exercícios resistidos: para aumentar força muscular, resistência à fadiga e para otimizar a potência muscular (KISNER, 1998);

- Propriocepção: deve ser iniciada depois de recuperada a amplitude de movimento articular, força, resistência, a flexibilidade muscular e após a redução do quadro álgico com o objetivo de promover segurança adequada ao músculo para que o atleta volte a desempenhar sua atividade esportiva (CORRIGAN, 1992).


3. METODOLOGIA

Este estudo foi de caráter retrospectivo e de revisão bibliográfica durante o período de Julho de 2003 a Agosto de 2004, nesse ínterim foram catalogados livros, artigos científicos da área em questão coletados no acervo da Biblioteca Jacinto Uchoa, Universidade Tiradentes – UNIT e aquisição por compra. O conteúdo teórico foi complementado por pesquisas em páginas de Internet que tratam do assunto, ligados a sociedades científicas, universidades e institutos de pesquisa priorizando-se artigos científicos internacionais e atualizados.

Foi elaborado um protocolo de tratamento fisioterapêutico de acordo com as fases e com o grau de acometimento muscular. Para isso, foram estudados meios foto-termoterapêuticos e cinesioterápicos sendo adequados a todas as etapas do tratamento desde um atendimento imediato, pois se vê a necessidade de intervenção fisioterapêutica desde os estágios iniciais para uma resolução mais rápida da patologia.

Como principais recursos fisioterapêuticos, são destacados a crioterapia associada à elevação e compressão, o laser, o ultra-som, os movimentos passivos, isométricos, ativos e intra-articulares, alongamentos, exercícios de cadeia cinética fechada e aberta, além dos exercícios resistidos.


4. DISCUSSÃO

Foi encontrado que as contusões compreendem cerca de 60-70% de todas as lesões desportivas. A musculatura mais envolvida foi a do quadríceps seguida do gastrocnêmio devido a colisões diretas entre jogadores que realizam esportes de contato. Dentre os esportes onde estão relatados os maiores números de jogadores lesionados são, em primeiro lugar, o futebol, seguido do basquete e do rugby.

O tratamento clínico mais utilizado para o tratamento das contusões consistiu na utilização de esteróides anabolizantes e antiinflamatórios não esteróides que possuem como objetivos efeitos inibidores da inflamação e controle do quadro álgico, mas não devem ser usados, pois os mesmos inibem a cicatrização e a remodelação celular podendo retardar a volta do atleta as suas atividades normais.

Estudos recentes vêm demonstrando que os recursos fisioterapêuticos além de controlar o quadro álgico e a inflamação permite uma melhor recuperação dos atletas em um período de tempo menor do que o realizado pelos fármacos. Por isso sendo indicados em todos os graus de acometimento.


5. CONCLUSÃO E SUGESTÕES

A prática de esportes muitas vezes leva o atleta a situações de alto estresse físico que podem favorecer o aparecimento de diversas lesões, dentre elas, a contusão muscular. Neste trabalho foi constatado que dependendo do esporte, o atleta tende a desenvolver este tipo de lesão e caso não seja tratada adequadamente pode levá-lo à ausência de torneios importantes.

Com isso, os recursos fisioterápicos se mostraram como um método eficiente para o tratamento das contusões musculares em desportistas quando comparados aos fármacos utilizados usualmente e ao tempo de retorno dos atletas à suas atividades evitando uma evolução mais severa do quadro e conseqüentemente perda do rendimento físico.

Este trabalho contribui para aumentar as informações sobre o tema abordado e diante do exposto, sugere-se a continuidade da pesquisa a partir da execução do protocolo proposto para confirmação de sua eficácia.

Faz-se necessário um estudo com grupo controle de pacientes, devidamente subdivididos, de forma aleatória, randomizada e duplo-cego para que sejam testadas a eficiência dos fármacos e dos recursos terapêuticos visando à melhora do paciente de maneira eficaz e em menor tempo, além de trazer satisfação e bem-estar ao atleta sem grandes perdas do seu condicionamento físico.

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ESCOLIOSE É um mecanismo de defesa do corpo para manter as hegemonias (funções: respiratória, alimentar, estática-olhar horizontal, reprodu...

O RPG no tratamento da escoliose


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ESCOLIOSE

É um mecanismo de defesa do corpo para manter as hegemonias (funções: respiratória, alimentar, estática-olhar horizontal, reprodutiva), o equilíbrio ortostático (posição em pé), e combater processos dolorosos.

É considerada uma deformidade da coluna vertebral, caracterizada por lateralização, inclinação e rotação das vértebras que estão comprometidas. Tem como principal fator um componente de "atarrachamento" longitudinal destas vértebras de forma a diminuir o espaço entre elas como se fossem "parafuzando" umas nas outras. Manifesta-se claramente pela formação de curvas na coluna, a qual pode ser única ou várias, levando o organismo a desenvolver desequilíbrios exportados por todo o corpo, para compensar este fator de desarmonia. Tem a tendência de piorar de modo natural, por causa da responsabilidade da musculatura que tornando-se rígida diminui sua flexibilidade, fixando a anormalidade no posicionamento estrutural das vértebras.

CLASSIFICAÇÃO

As escolioses podem ser:

- Escoliose de Adaptação = mecanismo automático de adaptação do organismo a uma nova situação ou de defesa deste.

- Escoliose Malformativa = ocorrem durante a formação do feto, tem caracter geralmente irreverssível, porém há necessidade de trabalho para não piorar a deformidade e não haver dores e complicações viscerais.

- Escoliose Neurológica ou Distrófica = geradas por acometimentos neurológicos e por patologia muscular.

- Escoliose Antálgica = há uma escoliose verdadeira de uma curva que piora devido a um processo doloroso qualquer no organismo, podendo muitas vezes nem ter ligação direta com a coluna.

- Escoliose Idiopática = sem causa aparente, em geral sem queixas sintomáticas, são as mais encontradas, porém com aparente deformidade no corpo.

- Atitudes Escolióticas = sem queixas e sem dores, porém durante o tratamento de RPG, na consulta, há manifestação de dor escondida pelo mecanismo de defesa.

Muitas vezes estão combinadas a outras deformidades da coluna como cifose dorsal, retificação ou inversão de curva dorsal , hiperlordose lombar, hiperlordose ou retifição cervical. Além de poder estar relacionada a várias outras disfunções do organismo como um membro inferior mais curto que o outro, um entorse grave mal curado, complicações na última vértebra lombar, cervicalgias, tensões cervicais de origem musculares, dores de cabeça, problemas referidos durante o parto ou o crescimento, questões viscerais (hérnia de hiato / intestino complicado), má postura pelo uso inadequado de objetos por tempo prolongado, entre outros.

Sua presença e desenvolvimento atinge qualquer idade, sendo que quanto menor a idade pior é seu prognóstico, atualmente há uma predominância grande na adolescência.

Podem ser sintomáticas com presença de dor ou assintomática mostrando apenas modificações no corpo, as quais são notadas por desigualdades no tamanho de membros, um ombro mais elevado que o outro, um lado da cintura mais afinado enquanto o outro está mais reto, um lado do quadril mais baixo que o outro, nas mulheres a impressão de um seio ser maior em relação ao outro, assimetrias na região do tórax e em costelas. Pode ocorrer o comprometimento de órgãos levando a mal funcionamento destes, como por exemplo compressão de um lado do pulmão afetando coração, cólicas intestinais sem outra explicação, cólicas menstruais, distúrbios digestivos, entre outros.

Uma grande complicação da escoliose está relacionada as fases de crescimento, mais especificamente ao pico de crescimento. Nos meninos ocorre em torno dos 13 aos 15 anos e nas meninas dos 11 aos 13 anos, geralmente um ano e meio antes deles entrarem na puberdade, fase mais marcante para as mulheres pois o início da puberdade coincide com a primeira menstruação. Dentro desse período o risco de aumentar a escoliose ou o começo de um processo escoliótico é extremamente grande, devido ao fato de haver um crescimento ósseo mais acelerado em relação ao crescimento muscular. É nessa fase que adolescentes referem muitas dores nas costas e nos membros, principalmente inferiores, as quais denominam-se "dores de crescimento", e tais dores podem estar ou não envolvidas com uma escoliose.

Após esse período o risco de aumentar o grau escoliótico é menor, onde há um processo de desaceleração do crescimento que terá seu fim aos 18 anos em média. Mesmo assim ainda há uma preocupação em relação à fixação da escoliose pela responsabilidade muscular, a qual não acompanhando o crescimento ósseo vai se tornando rígida nas vértebras acometidas e cada vez mais movimentando-as em direção a escoliose, agravando o caso. Diante disso torna-se imprescindível o tratamento quanto antes observada o aparecimento da escoliose.

O diagnóstico clínico é realizado por médico, com preferência um especialista em ortopedia, após é feito o diagnóstico funcional pelo fisioterapeuta. O prognóstico vai depender do grau da curvatura escoliótica e suas complicações, e irá definir qual o melhor tratamento a ser aplicado, se fisioterápico/ RPG, uso de coletes (bons resultados associado ao RPG) ou intervenção cirúrgica.

A Reeducação Postural Global (RPG) tem sido uma das melhores técnicas para a correção de escolioses, mesmo com complicações severas, e até preparatórias à uma cirurgia. A duração do tratamento varia de 6 meses a 2 anos, dependendo da gravidade do caso, com sessões semanais individuais de uma hora. Há necessidade de um acompanhamento de manutenção, principalmente em adolescentes até atingir sua idade adulta.

As vantagens da RPG está em visar restabelecer a funcionalidade e flexibilidade normais novamente a coluna, tem capacidade de moldar a coluna em todas as dimensões, tanto na estrutura articular vertebral como na muscular, reorganizando-a e promovendo uma modelagem estrutural de forma superficial e eficiente na sua correção.

Possui uma visão global do indivíduo em tratamento corrigindo todas as exportações e compensações geradas no organismo pela escoliose, fixando uma nova consciência do esquema corporal normal, redirecionando para a normalidade, aliviando e eliminando dores com eficácia.

Há também um fator importante que é atuação na ajuda psicológica e emocional do paciente, minimizando possíveis traumas e danos pela própria deformidade quanto pelas dores, buscando a cada conquista do tratamento um organismo saudável na sua amplitude.

Elizandra Conte Bruno - eli.conte@terra.com.br

As fraturas por estresse acontecem durante a prática de esportes. Quando os músculos estão fatigados e não conseguem absorver todo o imp...

Fraturas por estresse em adolescentes podem ser subestimadas


As fraturas por estresse acontecem durante a prática de esportes. Quando os músculos estão fatigados e não conseguem absorver todo o impacto da atividade, transferem a força extra para o osso, resultando em uma pequena rachadura. Em adolescentes esse problema é especialmente preocupante, pois pode não ser tratado da forma correta.

O pesquisador Andrew Goodwillie (médico residente da Universidade de Medicina e Odontologia de New Jersey – Escola Médica Robert Wood Johnson) diz que "os pais devem saber que isso é um problema, e é um problema maior do que as pessoas necessariamente pensam ser". O principal sintoma desse tipo de fratura é a dor, e Goodwillie acredita que muitos médicos e pais podem ver esse sintoma como sendo apenas dores de crescimento. A boa notícia é que essas fraturas são fáceis de tratar. Um repouso de seis a oito semanas pode ser suficiente para curar o paciente.

Goodwillie e sua equipe fizeram uma pesquisa sobre o assunto. Eles receberam informações sobre fraturas por estresse submetidas por treinadores de 57 escolas americanas desde setembro de 2007 a dezembro de 2010. Os treinadores responderam questionários online sobre cada um dos casos reportados por eles. Das 230 fraturas analisadas, 189 foram sofridas por atletas, sendo que desse número 61% (115) eram meninas e 39% (74) eram meninos. Os ossos mais comumente fraturados foram: tíbia (48% dos casos), ossos longos do pé dianteiro (19%), coluna (6%), pélvis (6%), fêmur (4%).

Os médicos não sabem explicar porque as meninas sofrem mais fraturas do que os meninos. Uma das explicações possíveis é o que os especialistas chamam de 'tríade da mulher atleta', que consiste na possibilidade de que as atletas mulheres podem sofrer distúrbios alimentares, terem ciclos menstruais irregulares e osteoporose.

Para reduzir os riscos de sofrerem fraturas por estresse, os adolescentes devem tentar substituir esportes de alto-impacto por atividades com menos choque. As meninas devem prestar atenção aos seus ciclos menstruais e procurar um médico caso eles se tornem muito irregulares.

Fonte: WebMD 15 de fevereiro de 2011

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