O tratamento das lombalgias ou lombociatalgias mecânicas deve visar ao alívio do quadro doloroso, às medidas necessárias para evitar a recid...

Tratamento de lombalgia



O tratamento das lombalgias ou lombociatalgias mecânicas deve visar ao alívio do quadro doloroso, às medidas necessárias para evitar a recidiva, cada vez mais frequente e mais dolorosa, e às alterações anatômicas que em consequência vão surgindo e se agravando (FAZZI; TOLEDO, 1984). Na síndrome lombar aguda inclui-se repouso por dois dias, sendo efetivo e representativo de uma perda da atividade laborativa 45% menor do que o tradicional que afasta o paciente por sete dias. Ainda são utilizadas medidas como a fisioterapia (calor, massagem, manipulação, o uso de cintos e coletes, o programa de atividade física, a tração no leito, a crioterapia, eletroterapia e a acupuntura), o repouso, a prescrição de analgésicos e

Lombalgia: revisão de conceitos e métodos de tratamentos antiinflamatórios (NEGRELLI, 2001; TELOKEN; ZYLBERSTEJN, 1994). Na fase pós-aguda, em que a dor já e mais suportável, permitindo melhor mobilização, intensificam-se as medidas fisioterápicas com calor e exercícios de alongamento e gradual reforço muscular. Essas medidas terapêuticas funcionam como um auxílio para o relaxamento da musculatura lombar e ajudam também na redução do limiar de dor, sendo o seu principal objetivo na profilaxia de novos episódios, além de serem aplicados programas de reabilitação e reeducação da postura de forma individualizada (HENNEMANN; SCHUMACHER, 1994; TELOKEN; ZYLBERSTEJN, 1994).

Evidencia-se que o efeito da fisioterapia na melhora da dor lombar crônica é observado em vários estudos. Verificou-se que 54 pacientes com dor lombar crônica que realizaram os exercícios orientados (como alongamento, aeróbica de baixo impacto, caminhar, bicicleta ergométrica, natação) evidenciaram um decréscimo das dores lombares subagudas ou crônicas, melhora da disfunção física e psicológica, além da prevenção da recorrência, por meio de cursos de coluna e orientações específicas de mudança de comportamento, principalmente quando realizados no próprio local de trabalho (MACEDO et al., 2005; TREVISANI; ATALLAH, 2003).

Silva e Ananias (2004) utilizaram, no tratamento, alongamentos da musculatura lombar (quadrado lombar, extensores do tronco) e da musculatura de membros inferiores (tensor da fáscia lata, glúteo máximo, piriforme, iliopsoas, adutores, quadríceps, isquiotibiais, tríceps sural), divididos em alongamentos passivos e alongamento ativo. O programa de alongamento foi realizado com uma duração de 20 segundos permanecidos sob estiramento durante três séries para cada músculo citado anteriormente. Silva e Ananias (2004), Costa et al. (2006), e Oliveira et al. (2006), consideram que o ultrassom, sendo caracterizado por ondas ultrassônicas de alta frequência que causam vibrações e colisões moleculares de modo a aumentarem a atividade molecular , quando utilizado nesse estudo, exerce um efeito térmico sobre as células e tecidos moles nos quais uma parte dele é absorvida e isto conduz a geração de calor dentro do tecido de modo que a temperatura muscular deverá ser elevada a um mínimo 3 a 4 graus Celsius durante um mínimo de 5 minutos, para que haja o aumento na capacidade de deformação tecidual. Esse aquecimento controlado pode produzir efeitos desejáveis como: alívio da dor, diminuição da rigidez articular e aumento do fluxo sanguíneo. A quantidade de absorção (tecidos com elevados conteúdos protéicos absorvem mais do que conteúdo de gordura) depende da natureza do tecido, seu grau de vascularização e da frequência do ultrassom.

De acordo com autores citados, foram utilizados dois métodos, com os quais foram investigados os efeitos do ultrassom pulsado, 1 MHZ, intensidade média de  0.8 w/cm² no estágio agudo de lesão muscular tardia, não obtendo nenhuma evidência convincente. Entretanto, ao utilizar o ultrassom contínuo, 1 MHZ, intensidade média de 0.8 w/cm² no estágio agudo de lesão muscular tardia, evidenciou-se resultados benéficos e significantes para tal modalidade. Contudo, Chou et al. (2007) considera que o tratamento para lombalgia crônica inclui acupuntura (que consiste na inserção de agulhas em pontos específicos), cinesioterapia (um programa de exercício formal supervisionado ou regime de exercício em casa, que vai desde programas de condicionamento físico geral ou exercício aeróbio de programas que visem o reforço muscular, flexibilidade, alongamento, ou diferentes combinações desses elementos), massagem terapêutica, terapia cognitivo-comportamental ou relaxamento progressivo (uma técnica que envolve o estiramento e relaxamento dos músculos de modo que haja a liberação da tensão muscular), manipulação espinhal (terapia manual em que as cargas são aplicadas à coluna por meio de curtos ou longos métodos de alavancas e eixos de alta velocidade, para que dessa maneira produza um alívio das pressões vertebrais e corrija de certa forma, a curvatura lombar que está em excesso), a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), que utiliza uma pequena bateria operada pelo dispositivo para fornecer através de impulsos elétricos contínuos na superfície dos elétrodos, com o objetivo de proporcionar alívio sintomático, alterando a percepção da dor, em outras palavras, analgesia e a tracção (uma intervenção que envolve uma mobilização da articulação de modo a estirar ou puxar a fim de esticar a coluna lombar).

Dessa maneira, consegue-se produzir um relaxamento muscular. Gaskell et al. (2007) afirmam que a inclusão de educação e aconselhamento sobre anatomia e doença espinhal, dor, exercício físico, postura, elevação e movimentação, estratégias de autoajuda e técnicas relaxamento são meios para que os pacientes possam se ajustar à percepção da sua dor e à sua limitação, visto que a atividade e/ou educação física, princípios e cognitivas comportamentais poderiam ter conduzido a um aumento da sensação de controle e de confiança para gerir à sua condição uma melhor compreensão dela, e/ou expectativas mais realistas de suas habilidades, enquanto isso, Lewis et
al. (2008) trazem referências da utilização de exercícios para aliviar as algias e correção da curvatura da lombar, mediante um programa funcional com sessões de 1-2 vezes por semana, tendo a duração de 1-2 horas por um período de 8-10 semanas e abordando o fortalecimento, a coordenação e exercícios aeróbicos, ergonômicos e aconselhamento de exercícios em casa , bem como, componentes educacionais como palestras, vídeos e programa de exercícios específicos de alongamento e relaxamento.

Ainda que focalizados nos músculos do abdômen transverso, multifidos, assoalho pélvico e diafragma em posições com baixa carga e evoluindo conforme o caso, os
autores concluem que os exercícios ativos foram valiosa abordagem terapêutica, apesar da falta de consenso sobre a melhor técnica e a intensidade para essa intervenção. Os programas utilizados no restabelecimento funcional foi uma abordagem cognitiva comportamental cuja razão é normalizar os padrões de comportamento e dar às pessoas a confiança para vencerem o medo do movimento decorrente da dor.

Em outra pesquisa, o fisioterapeuta instruiu os pacientes sobre os exercícios, que visam melhorar a função de abdominais, costas, extensores, músculos dos membros inferiores e superiores e estabelecer uma ótima função da coluna vertebral. Os programas foram realizados em casa, sem equipamento adicional, com 10 minutos de aquecimento Os exercícios foram realizados em três a quatro séries de 15-20 repetições. Houve evidência que o exercício obteve um efeito sobre o músculo, força e flexibilidade em lombalgia. Os três meses do programa de exercício em casa causaram perceptíveis efeitos físicos positivos, pelo menos por um ano, sobre a dinâmica da força muscular nos extensores, flexores e nos membros inferiores, bem como sobre a coluna vertebral. A mudança positiva da resistência pode ser uma importante condição para a continuação apropriada (de acordo com a modalidade do exercício e da repetição) da atividade física, bem como uma condição prévia para lidar com a dor (KUUKKANEN et al., 2007).

Fonte

Sentar e andar com a p...

Postura errada provoca barriga e dores nas costas


Exercícios em casa podem ajudar a corrigir postura. Foto: Fernando Borges/Terra

Sentar e andar com a postura correta não é apenas esteticamente mais bonito, como também pode evitar dores e lesões na coluna. Para quem se preocupa com a boa forma, vale ainda lembrar que a postura pode gerar barriga. É o que explica o fisioterapeuta e presidente da Sociedade Brasileira de RPG, Oldack Barros. "A má postura cria uma pequena barriga abaixo do umbigo, pois provoca a perda do tônus muscular na região", disse ele.

Segundo Barros, o abdômen é um músculo que precisa de contração e fortalecimento. Quando uma pessoa está com uma postura ereta, obriga a contração da barriga, explicou o profissional. Ele alertou ainda as mulheres que andam muito empinadas, jogam o bumbum para trás e, consequentemente, o abdômen para frente, tendem a ter uma barriga inteiriça causada pela má postura. Já aquelas que projetam o quadril e pescoço para frente, mas encolhem o bumbum, podem desenvolver a barriga abaixo do umbigo.

Outro problema postural é a linha do olhar abaixou ou acima do adequado. "O certo é seguir uma linha que vai do ouvido até o nariz e manter o olhar horizontal. Temos uma visão panorâmica, conseguimos ver o que está abaixo, acima e aos lados mesmo mantendo o olhar para frente", explicou ele. Um dos sintomas sentidos por quem tem este problema é dor forte no pescoço.

No dia a dia, são diversos os momentos em que as pessoas ficam em uma postura inadequada. Um exemplo é ao sentar na cadeira para usar o computador. "Quem senta sobre o sacro do bumbum, na última vértebra da coluna, força uma cifose em um local de lordose e muda a curvatura da coluna. A posição favorece o aparecimento de hérnia de disco", disse o fisioterapeuta.

Já os indivíduos que sentam em posição "corcunda" podem sofrer o achatamento das articulações do ombro e ter dificuldade para estender os braços para cima e lados. O ideal é sentar a 90°, segundo Barros. E, para isso, o abdômen precisa estar contraído. "Os problemas não surgem imediatamente, às vezes só anos depois ele se propaga. Dez anos depois a pessoa vai sentir os efeitos", exemplificou.

Diagnóstico de tratamentos
A dor nas costas, depois da na cabeça, é a que mais atinge a população, de acordo com o ortopedista especialista em fisiatria Farhad Shayani. "É uma das maiores epidemias do mundo para mim", disse ele. A má postura, segundo o médico, pode ser causada por mircrotraumas na coluna e articulações que impedem a pessoa em ficar na posição correta por causarem dor. "A pessoa senta com má postura para se sentir confortável", explicou.

O método de Shayani é investigar a origem da dor. Fazer "um Raio-X" está longe do ideal, segundo ele, o exame mostra apenas fraturas. A tomografia computadorizada e ressonância são procedimentos fundamentais para o diagnóstico, citou o ortopedista. "As pessoas são mal orientadas, tomam analgésicos e o problema continua lá", alertou ele sobre o perigo de um diagnóstico mal feito.

Depois de descobrir o problema, Shayani aplica um dos tratamentos laboratoriais indicados. Ele afirmou que na maioria dos casos não é necessária cirurgia, inclusive nos pacientes com hérnia de disco. "Usamos agulhas especiais para atingir o ponto da dor e tratar", resumiu ele. Após ocorrer a cicatrização do trauma, Shayani recomenda a prevenção para manter a estrutura da coluna adequada que pode ser encontrada com tratamentos posturais.

Por:

Thaís Sabino - Terra

1 Introdução Este texto refere-se ao atendimento realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarin...

A utilização de cinesioterapia e eletroterapia na luxação ombro





1 Introdução

Este texto refere-se ao atendimento realizado na Clínica Escola de Fisioterapia da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), pelo acadêmico autor deste artigo, à paciente L.B.M, 42 anos, branca, cabeleireira, residente na cidade de Tubarão – SC. Foram realizados alguns testes para saber quão íntegro encontravam-se os músculos do ombro.

A redução do quadro álgico foi avaliada com o auxílio de um quadro de dor adaptado da tabela de Mc'Gill. A amplitude de movimento do ombro acometido (esquerdo) foi avaliada com o auxílio do goniômetro mensurando as angulações dos movimentos deste complexo articular. Foi analisada a capacidade de suporte da intensidade da corrente do interferencial, através da passagem dos picos de suporte do interferencial tendo como objetivos a diminuição do quadro álgico e aumento da amplitude de movimento. A paciente vinha sentindo dores desde janeiro de 2002, as quais já estavam incomodando e atrapalhando suas atividades de vida diária.

Em abril de 2000, a paciente realizou uma cirurgia de histerectomia, devido a presença de nódulos no útero. No exame foi constatado a presença de um carcinoma; após realizado o procedimento cirúrgico, a paciente foi submetida a sessões de radioterapia, em Florianópolis (SC). Essas sessões de radioterapia duraram 1 (um) mês; realizaram-se novos exames e constataram ausência de células cancerígenas. Um dos motivos pela utilização de eletroterapia, foi este; apesar do controle da doença, estima-se a realização de um tratamento fisioterápico fora de qualquer risco e perigo.

Este trabalho objetivou analisar a redução no quadro álgico e, em conseqüência, o aumento na amplitude de movimento.


2 Material e Método

Para o desenvolvimento deste estudo, seguiram-se às seguintes fases:

• Aplicação das técnicas de cinesioterapia e eletroterapia, visando a redução do quadro álgico e consequentemente o aumento da amplitude de movimento;

• Análise dos resultados e conclusão;

• Exposição do trabalho à Instituição, representada pelos membros da banca examinadora;

• Observações individualizadas.

Como mencionado anteriormente, este trabalho descreve o objetivo alcançado na

Clínica Escola de Fisioterapia da Unisul, Cidade de Tubarão – SC. Teve como sujeito, a paciente L.B.M, na qual queixava-se de dores no ombro, inclusive em repouso, sendo diagnosticado mediante a aplicação de alguns testes, a SIO. O atendimento ocorreu no período de 30 de julho à 1 de setembro.

Foram realizadas avaliações no decorrer do atendimento, específicas da Síndrome do Impacto do Ombro como a: amplitude de movimento e a força do complexo articular do ombro. Eram realizados constantemente alguns testes específicos da SIO (infra-espinhoso, subescapular, Hawkins, Teste do supra-espinhoso, Neer Welsh e teste da caída do braço) , porém, os testes de caída do braço, teste de Neer Welsh, Hawkins e teste do supra-espinhoso deram positivos. Segundo Ferão (2001) refere-se a um quadro caracterizado por intensa dor no terço superior do braço, na realização dos movimentos de abdução e rotação externa. Segundo Adams; Hamblen (1994, p.237), "a dor ocorre no meio do movimento, sendo indolores o início e o fim do mesmo".

Após as avaliações foram realizados o atendimento utilizando técnicas de cinesioterapia ativa (ativa-assistida, resistida, auto-assistido e auxiliado mecanicamente, mobilizações, trações, etc.) e de terapia interferencial de média freqüência.

A paciente recebeu atendimento fisioterápico com sessões de duração de 50 minutos, 5 dias por semana, com um número total de quase 30 sessões no período do atendimento.

Após o término do atendimento da fisioterapia, a paciente foi submetida a uma nova reavaliação para verificar a redução do quadro álgico e aumento da amplitude de movimento da articulação do ombro esquerdo.


3 Resultados e Discussão

Realizado as avaliações iniciais na paciente, foram observadas na paciente redução na amplitude de movimento do ombro, devido ao intenso quadro álgico. De acordo com o mencionado, Agne (2001) descreve a disfuncionalidade em conseqüência da dor, levando a afetar as atividades de vida diária do paciente.

A dor foi analisada com o auxílio da tabela adaptada de Mc'Gill, onde a paciente marcou de acordo com a sua subjetividade 0,8cm; vale lembrar que a tabela adaptada tem 15cm. A paciente apresentava amplitude de movimento de flexão: 98°; extensão: 35°; abdução: 70°; adução: 30°; rotação interna: 30° e rotação externa: 15°. No primeiro dia de atendimento a paciente suportou uma intensidade de 20ma (miliampere) do Interferencial

Endophasis – I, marca KLD Biosistemas, UMDNS: 16-255 – ET 9702. Segundo Castro (1999), para se evitar a acomodação, deve-se aumentar a intensidade da corrente e/ou variar a freqüência até que o paciente volte a sentir a passagem da corrente. Os dados mencionados anteriormente foram colhidos no dia da avaliação (30/07/02).

Realizada a avaliação inicial na paciente, foi aplicado o tratamento, conseguindo após o término de 30 sessões, a redução no quadro álgico, onde a mesma no último dia de atendimento (1/09/02) marcou 14,2cm de redução. Observou-se o aumento da amplitude de movimento no complexo articular do ombro onde: flexão: 145°; extensão: 65°; abdução: 130°; adução: 40°; rotação interna: 75° e rotação externa: 40°. No último dia de atendimento a paciente apresentava uma intensidade de 70ma. Isto demonstra o descrito por Castro (1999) em relação a acomodação, que para evitá-la, aumentasse a intensidade da corrente ou altera-se a freqüência para o paciente voltar a sentir a corrente.


4 Conclusão

Após a realização do tratamento e feita nova avaliação para a paciente, evidenciou-se evolução no quadro disfuncional. Observou-se que a utilização da terapia interferencial e da cinesioterapia restabeleceram as funções e atividades de vida diária da paciente, obtendo reabilitação dos movimentos do ombro decorrente da redução do quadro álgico. Desta maneira, atingiu-se o esperado de reabilitar os movimentos do complexo do ombro e conseqüente redução da dor.


Referências

ADAMS, J; HAMBLEN, D. A Região do Ombro. In:Manual de Ortopedia. Tradução Patrícia Fischer. 11ed. São Paulo: Artes Médicas, 1994. p.224-245.

AGNE, J. Dor. Caderno Didático de Eletrotermoterapia. 2001. p.4-49.

CASTRO, A. Eletroterapia . In: GREVE, J; AMATUZZI, M. Medicina de Reabilitação aplicada a Ortopedia e Traumatologia. São Paulo: Roca, 1999. p.25-46.

FERÃO, M. Material Didático Aplicado à Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia. 2001


Por: Ismael Santos Dal Bó ¹. Jaqueline de Fátima Biazus ².

Contusão muscular é uma lesão traumática direta que corresponde a 60-70% das lesões esportivas devido ao contato físico havendo atrito e le...

Proposta de tratamento fisioterapêutico nas contusões musculares




Contusão muscular é uma lesão traumática direta que corresponde a 60-70% das lesões esportivas devido ao contato físico havendo atrito e lesão dos tecidos subjacentes bem como rompimento de capilares, levando ao aparecimento de hematoma, equimose, evoluindo para um processo inflamatório agudo. Os esportes onde estão relatados maiores números de jogadores lesionados são o futebol, o basquete e o rugby, sendo que o futebol é o esporte com mais acometimento devido à quantidade de pessoas que o praticam (EITNET, 1989; EARL, 2002; MILNE, 2002).

Após a lesão são comuns os sinais e sintomas de dor localizada na realização de movimentos ativos e passivos ou até mesmo sem movimentação, formação de edema, equimose e hematoma devido a resultados de sangramento e limitação de movimento. Com isso, de acordo com a perda da função após a lesão, as contusões podem ser classificadas em leves, moderadas e graves/severas (EARL, 2002).

Durante o exame físico devem ser observados a presença de outras patologias associadas, alterações de volume, hiperemia, equimose e hematoma. Deve-se ter cuidado com o paciente devido à dor e a limitação de movimentação ativa e passiva, edema e aumento de temperatura local. Para fechar o diagnóstico, podem ser solicitados exames complementares se houver dificuldade durante a avaliação. Geralmente, a depender do grau da lesão o retorno às atividades varia de 13 a 21 dias sendo a patologia tratada corretamente (C.A.R., 2003).

O tratamento clínico para contusões é bastante simples, os medicamentos mais utilizados são os esteróides anabolizantes e os antiinflamatórios não esteróides. Ambos aliviam o quadro álgico e a redução da inflamação. Porém, eles podem causar inibição do processo de cicatrização e suprir o estímulo para remodelação celular num longo período de tempo retardando o retorno do atleta ao esporte (LARSON, 2002; HARMON, 2003).

Bom base em pesquisas científicas atuais, foi elaborado um protocolo de tratamento fisioterapêutico de acordo com as fases e com o grau de acometimento muscular. Para isso, foram estudados meios foto-termoterapêuticos e cinesioterápicos sendo adequados a todas as etapas do tratamento desde um atendimento imediato, pois vê-se a necessidade de intervenção fisioterapêutica desde os estágios iniciais para uma resolução mais rápida da patologia.

Como principais recursos fisioterapêuticos, são destacados a crioterapia associada à elevação e compressão, o laser, o ultra-som, os movimentos passivos, isométricos, ativos e intra-articulares, alongamentos, exercícios de cadeia cinética fechada e aberta, além dos exercícios resistidos.

O interesse de desenvolver esta temática coexistiu com o desejo de criar um protocolo fisioterapêutico que possibilitasse ao paciente uma melhor reabilitação quando comparados aos fármacos utilizados na cura da patologia em questão. Além de promover, em um tempo menor possível, a sua volta para as atividades laborais e de vida diária.

Este trabalho tem como principal objetivo mostrar a importância do tratamento fisioterapêutico na contusão muscular estando a mesma na fase aguda, subaguda e crônica. Com isso, este estudo científico foi elaborado com intuito de realizar uma conduta fisioterapêutica que ajudasse na melhora do quadro da contusão de maneira mais rápida e objetiva utilizando bibliografia especializada de várias partes do mundo.

Dentro deste panorama apresentado, foram analisadas a inter-relação existente entre as técnicas fisioterapêuticas e a evolução do quadro da contusão muscular em todas as fases de acometimento, assim como, a aplicação dos fármacos habitualmente utilizados para o tratamento do mesmo e suas contra-indicações. Toda essa discussão se fará a seguir.


2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Conceito

Contusão muscular é uma lesão resultante de um trauma direto e compressivo sem que exista ferimento na pele, enquanto que os tecidos subjacentes sofrem um atrito subcutâneo com lesão deles e de vasos sanguíneos sendo que os mais freqüentemente lesados são vasos superficiais no tecido celular subcutâneo que levam a formação de equimoses e, por fim, quando a contusão rompe vasos de maior calibre ocorre à formação de hematomas (EITNET, 1989; LIANZA, 1995; KISNER, 1998; MILNE, 2002).

2.2 Incidência

Internacionalmente, as contusões compreendem aproximadamente 65% de todas as lesões esportivas. Em adição, a maioria das contusões não é relatada e nem devidamente tratadas (EARL, 2002). A musculatura mais envolvida é a do quadríceps seguida pela do gastrocnêmio devido a colisões diretas entre jogadores de equipes opostas (ROBERTS, 1998). Os esportes onde estão relatados maiores números de jogadores lesionados são o futebol, o basquete e o rugby sendo que o futebol é o esporte com o maior número de machucados devido à quantidade de pessoas que o praticam e não pelo próprio esporte (EITNER, 1989).

2.3 Fisiopatologia

O músculo esquelético constitui o maior tecido de massa no corpo, compreendendo cerca de 45% do peso total do corpo. Os músculos que são monoarticulares são localizados perto dos ossos e freqüentemente responsáveis pelo sustento corporal sendo os mais susceptíveis a contusões. Por outro lado, os músculos biarticulares, como o reto femoral, são mais superficiais e mais susceptíveis à tensão muscular (EARL, 2002).

Contusões são causadas por traumas durante o contado esportivo sem corte externo do músculo resultando em tecidos e células danificadas e sangramento profundo dentro ou entre os músculos. O resultado é a formação de tecido necrótico e hemorragia levando a inflamação. Pouco se sabe sobre a função e a importância do processo inflamatório no tratamento. Esse quadro pode resultar em dois tipos de lesões. O primeiro é o hematoma intermuscular com hemorragia na fáscia que é o mais propenso a causar equimose distal. O segundo é o hematoma intramuscular, uma lesão que se resolve mais lentamente e está associada com miosite ossificante e contratura (EARL, 2002; LARSON 2002).

O edema é causado por sangue que escapou dos capilares para o tecido intersticial. Dentro de poucas horas após a lesão, a presença de tecido necrótico e hematoma iniciam uma reação inflamatória. Desde o início do processo inflamatório a ação de macrófagos com fagocitose subseqüente de debridação necrótica e estimulação da produção de capilares são vitais no processo de regeneração muscular. Contudo, a inflamação invariavelmente causa edema que leva a uma anóxia e posteriormente à morte celular (EARL, 2002).

Embora a maioria dos estudos realizados até hoje demonstre que a extensão da resposta inflamatória é normalmente considerada excessiva para a regeneração muscular. Outros trabalhos colocam em julgamento está teoria através da observação de uma piora no quadro dos pacientes que utilizavam medicamentos antiinflamatórios (Op. Cit.).

2.4 Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas comuns de uma contusão são: dor localizada na realização de movimentos ativos e passivos ou até mesmo com o local sem movimento, ou seja, estático; formação de edema, equimose e hematoma devido a resultados de sangramento dentro ou entre os músculos e, por fim, limitação de movimento derivado de um aumento da sensibilidade muscular causada pela lesão, espasmo muscular, e pelo hematoma (LIANZA, 1995; ANDERSON; STRICKLAND, 2002; LARSON, 2002).

2.5 Classificação

De acordo com a perda de função após a lesão, as contusões podem ser classificadas em leves, moderadas e graves ou severas. Nas contusões leves ocorrem pouco edema e dor, com mobilidade articular quase normal apresentando alguma rigidez, mas não existe alteração na marcha. Nas contusões moderadas surgem edema moderado e dor difusa, a mobilidade articular é de 75%, a marcha é antálgica e o músculo, em geral, está em espasmo. Dando seqüência, nas contusões graves ou severas ocorre a instalação de edema rapidamente e pode ser extremo em decorrência da hemorragia, além disso, o quadro doloroso e espasmo muscular são mais intensos que os graus anteriores, a mobilidade articular é reduzida a 50% e a marcha é claudicante (MENEZES, 1983).

2.6 Exame físico

Freqüentemente, o exame físico é o meio mais importante de avaliação do paciente e também serve para descartar outras patologias. A área inspecionada não se deve limitar apenas a lesão e sim a zonas adjacentes para identificar outras possíveis lesões associadas. À inspeção, podem ser observados alterações de volume, hiperemia, equimoses e hematomas. À palpação, deve-se ter cuidado com o paciente devido à dor e a limitação de movimento ativo e passivo, edema e aumento de temperatura local. A marcha estará comprometida a depender do grau da contusão (EARL, 2002 C.A.R., 2003).

2.7 Diagnóstico

Se na história inicial e no exame físico trouxerem dúvidas deve ser solicitada uma radiografia da área traumatizada para ajudar a descartar uma fratura ou ossificações (LARSON, 2002). A ressonância magnética é usada como uma modalidade de escolha para a visualização de tecidos moles com o objetivo a estabelecer qual o grau da lesão e a localização do hematoma (ANDERSON; STRICKLAND, 2002). A ultra-sonografia é usada para estabelecer a localização da lesão e seu grau de comprometimento além de calcificações formadas pela evolução de deslocamentos de grandes e pequenos hematomas (LIANZA, 1995).

Uma contusão não ou tratada indevidamente pode levar a uma ossificação heterópica, a radiografia vai nos revelar lesões benignas como osteocondroma, osteomielite, miosite ossificante progressiva e lesões malignas como osteosarcoma, condrosarcoma, sinóvia da célula sarcoma. Sintomas diferenciais como febre, sensações de frio e suor noturno podem ajudar no diagnóstico diferencial (LARSON, 2002).

2.8 Prognóstico

O prognóstico de contusões musculares, para a maioria dos músculos, é excelente. Uma pesquisa feita em cima de dados sobre uma contusão de coxa relatou que a média do período de tempo em que o atleta ficava inabilitado eram 13 dias numa contusão leve, 19 dias para uma contusão moderada e 21 dias para uma contusão severa

2.9 Tratamento clínico

O médico deverá realizar uma conduta com o objetivo de aliviar a dor ao máximo possível. Deve distinguir intensidade da dor podendo esta ser difícil, pois ela tente a ser subjetiva, portanto o tratamento e a terapia podem ser individualizados. Os medicamentos mais utilizados para o alívio do quadro álgico e redução da inflamação são:

- Esteróides anabolizantes: recentemente, o tratamento com corticóides ou única dose de anabólicos esteróides têm sido efetivo para a cura de contusão muscular, devido aos efeitos de inibidor da inflamação, principalmente quando associados ao gelo e antiinflamatórios; quando injetados no local da lesão promovem o alívio da dor, levando assim o atleta a retornar a jogar. Entretanto, eles não devem ser utilizados freqüentemente, pois eles são catabólicos e inibem o processo de cicatrização, além do que, o efeito de inibição da inflamação pode ser escasso no local do tecido muscular e, talvez, nos atletas que estão em fase aguda podem causar uma atrofia na área lesada; porém a função dos esteróides não está totalmente clara e requer futuras pesquisas (EARL, 2002; LARSON, 2002; HARMON, 2003);

- Antiinflamatórios não esteróides: são utilizados por suprirem a reação inflamatória inicial, pois inibem a produção de mediadores de prostaglandinas da dor, permitindo melhorar a performance num período precoce, entretanto pode suprir o estímulo para remodelação celular num longo período de tempo. São mais efetivos se usados por duas a seis semanas, dando alívio de dor e da inflamação, além de reduzir o edema, permitindo o rápido retorno ao movimento (EARL, 2002; LARSON, 2002).

2.10 Tratamento fisioterapêutico

Numa fase inicial (aguda) em que há hematoma, inflamação, necrose com miofibrilas danificadas e fagócitos, o objetivo do tratamento é minimizar a inflamação e controlar o quadro álgico, através da remoção do hematoma (EITNET, 1989; LARSON, 2002). Deve-se iniciar imediatamente, com a seguinte conduta:

- Repouso: para aliviar a dor musculoesquelética e promover a cicatrização é necessário repouso da parte afetada pelo processo inflamatório nas primeiras 24 horas. A área deverá ser repousada de atividades esportivas adicionais até que ela tenha sido recuperada, porém a imobilização completa poderá levar a aderências de fibrilas em desenvolvimento no tecido vizinho, enfraquecimento do tecido conectivo e alterações da cartilagem articular (LIANZA, 1995; KISNER, 1998; MILNE, 2002);

- Elevação: o membro lesado deve ser elevado fazendo com que ocorra uma redução na pressão hidrostática capilar e também uma redução na pressão de filtração capilar, favorecendo ainda o aumento do retorno venoso e linfático, estimulando a absorção do edema. A elevação pode tanto auxiliar na prevenção do aparecimento de edemas quanto na sua reabsorção (RODRIGUES, 1995; EITNET, 1989; MILNE, 2002; PRAY, 2002);

- Compressão: o efeito mecânico e fisiológico da compressão faz com que ocorra um aumento na pressão extravascular permitindo ou auxiliando na reabsorção do edema. A compressão não deve exceder 80% da força tênsil da bandagem quando esta for elástica. Deve-se considerar que a bandagem deve ser semi-rígida e não elástica, pois esta acompanha a distensão provocada pelo aumento do edema (RODRIGUES, 1995; MILNE, 2002; PRAY, 2002);

- Crioterapia: o uso do gelo para o tratamento das lesões agudas em atletas é preconizado pela maioria dos autores. Quando usado adequadamente diminui a quantidade de tecido lesado com a redução da hipóxia secundária; o edema é reduzido, pois com a crioterapia torna o ritmo das reações químicas mais lenta e inibe a liberação de histamina que é um vasodilatador aumentando o fluxo sanguíneo local; o espasmo muscular, a dor e o tempo de incapacidade também são minimizados devidos seu efeito na redução do metabolismo celular e na diminuição da condução nervosa pelos nervos periféricos (EITNER, 1989; KITCHEN, 1998; RODRIGUES; GUIMARÃES, 1998; ANDREWS, 2000; KNIGHT, 2001; LOW, 2001; STARKEY, 2001).

- Laser: quando usado com 3J de intensidade torna-se favorável devido ao efeito antiinflamatório que possui, já que o laser inibe a produção de prostaglandinas (que é um mecanismo similar à inibição produzida por outros antiinflamatórios). Com isto, decresce a potencialização de bradicinina e, por conseqüência, o limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos tem sua manutenção favorecida. Há estimulação também da microcirculação, reduzindo assim o edema e o quadro álgico. Outro efeito que o laser apresenta é o da cicatrização, pois ele promove o aumento da produção de ATP, aumentando a velocidade mitótica das células, o que proporciona também melhor trofismo dos tecidos (KITCHEN, 1998; RODRIGUES, GUIMARÃES, 1998);

- Ultra-som: de forma atérmica ou pulsada a 20%, é indicada devido ao aumento da velocidade de cicatrização na fase inflamatória, já que ele aumenta a liberação de mastócitos, macrófagos e neutrófilos, influenciando nas suas atividades e levando a aceleração de reparo das lesões. Há também aumento da permeabilidade vascular aumentando a reabsorção do edema. Estudos demonstraram que a motilidade dos fibroblastos e a velocidade da angiogênese eram aumentadas quando expostas ao ultra-som, aumentando a quantidade de colágeno e sua deposição num padrão tridimensional, assemelhando-se à pele não lesada, favorecendo extensibilidade dos tecidos, que pode ser empregado de forma vantajosa incorporando-se exercícios de amplitude de movimento depois da sua aplicação. Quanto à freqüência, deve-se usar 1MHz (se a lesão for profunda, pois há maior absorção nesta freqüência) e 3MHz se a lesão for superficial. Sua intensidade para lesões agudas e para aumentar a velocidade de cicatrização deve ser igual ou inferior a 0,5W/cm2. A forma contínua neste caso é contra-indicada, pois nesta forma o ultra-som encontra-se na forma térmica, o que pode apresentar um efeito não desejável já que ocorre o aumento do metabolismo que é desfavorável na presente fase (KITCHEN, 1998; STARKEY, 2001);

- Movimentos passivos: devem ser iniciados no tratamento na fase aguda quando tolerado. Eles diminuem as complicações da imobilização, mantêm a integridade e mobilidade funcional e auxiliam no processo de cicatrização. Estes movimentos devem ser específicos para a estrutura envolvida evitando aderência anormais das fibrilas em desenvolvimento aos tecidos vizinhos e evitando futuro rompimento da cicatriz. A intensidade deverá ser leve devido a algia intensa do paciente e para não lesar novamente o tecido (KISNER, 1998);

- Exercícios isométricos: indicado para melhora a força muscular. Deve ser sabido que o seu efeito é mínimo com relação à resistência e à fadiga;

- Movimentos intra-articular passivos grau I e II: para manter as articulações com mobilização normal enquanto o músculo começa a cicatrizar e para alívio da dor (KISNER, 1998).

Na segunda fase do tratamento muscular, conhecida como fase de recuperação ou regeneração ou ainda subaguda o principal característica é a proliferação de células satélites e fibroblastos, seguidos da ação de síntese de proteínas. O principal objetivo desta fase é restauração da mobilidade ativa do músculo (EARL, 2002; LARSON 2002). A conduta consiste em:

- Compressão, elevação e gelo: com o mesmo objetivo anterior (EITNER, 1989; KITCHEN, 1998; RODRIGUES; GUIMARÃES, 1998; ANDREWS, 2000; KNIGHT, 2001; LOW, 2001; STARKEY, 2001; PRAY, 2002);

- Alongamentos leves de contração-relaxamento: essa técnica baseia-se no fato de que após uma contração pré-alongamento do músculo retraído o mesmo irá relaxar como resultado da inibição autogênica e assim será alongado mais facilmente. Os órgãos tendinosos de Golgi podem disparar e inibir a tensão ao músculo permitindo que ele seja alongado com maior facilidade sempre respeitando o limite do paciente (KISNER, 1998);

- Exercícios ativos: a fase subaguda é um período transitório durante o qual os exercícios ativos dentro da ADM livre de dor no tecido lesado podem ser iniciados e progredidos com cuidado, mantendo-os dentro de uma dose e freqüência, os sintomas de dor e edema diminuem a realização desses tipos de exercícios. Eles são utilizados para desenvolver controle dos movimentos além de manter a elasticidade e contratilidade fisiológica dos músculos promovendo a integridade óssea e articular (MILNE, 2002);

- Exercícios de cadeia cinética fechada: utilizados para impor carga inicial à região de modo controlado e para estimular a co-contração estabilizadora nos músculos, além de desenvolver a percepção e controle motor quando o paciente faz transferência de peso lateral ou ântero-posteriormente. Na medida que o paciente evolui pode-se diminuir a quantidade de proteção ou suporte e acrescentar resistência;

- Manter movimentos intra-articulares grau II: com o mesmo objetivo da primeira fase (KISNER, 1998);

- Ultra-som: de forma atérmica ou pulsada só que a 50% com o objetivo de relaxamento para otimizar amplitude de movimento (RODRIGUES; GUIMARÃES, 1998; KITCHEN, 1998; STARKEY, 2001).

Entrando na terceira fase do tratamento muscular sabe-se que a maturação ou remodelação é caracterizada por uma gradual recuperação das propriedades funcionais do músculo incluindo a recuperação de força tensionada do componente tecidual conectivo. O objetivo desta fase é continuar com a mobilização ativa que está restaurando a função total do músculo e da articulação. Exercícios progressivos com resistência são encorajados ao paciente (MILNE, 2002). A conduta se basearia em:

- Alongamento: dando flexibilidade ao músculo trabalhado e também fazendo parte de um aquecimento muscular;

- Exercícios de cadeia aberta concêntrica e excêntrica: para ganho de força muscular;

- Exercícios resistidos: para aumentar força muscular, resistência à fadiga e para otimizar a potência muscular (KISNER, 1998);

- Propriocepção: deve ser iniciada depois de recuperada a amplitude de movimento articular, força, resistência, a flexibilidade muscular e após a redução do quadro álgico com o objetivo de promover segurança adequada ao músculo para que o atleta volte a desempenhar sua atividade esportiva (CORRIGAN, 1992).


3. METODOLOGIA

Este estudo foi de caráter retrospectivo e de revisão bibliográfica durante o período de Julho de 2003 a Agosto de 2004, nesse ínterim foram catalogados livros, artigos científicos da área em questão coletados no acervo da Biblioteca Jacinto Uchoa, Universidade Tiradentes – UNIT e aquisição por compra. O conteúdo teórico foi complementado por pesquisas em páginas de Internet que tratam do assunto, ligados a sociedades científicas, universidades e institutos de pesquisa priorizando-se artigos científicos internacionais e atualizados.

Foi elaborado um protocolo de tratamento fisioterapêutico de acordo com as fases e com o grau de acometimento muscular. Para isso, foram estudados meios foto-termoterapêuticos e cinesioterápicos sendo adequados a todas as etapas do tratamento desde um atendimento imediato, pois se vê a necessidade de intervenção fisioterapêutica desde os estágios iniciais para uma resolução mais rápida da patologia.

Como principais recursos fisioterapêuticos, são destacados a crioterapia associada à elevação e compressão, o laser, o ultra-som, os movimentos passivos, isométricos, ativos e intra-articulares, alongamentos, exercícios de cadeia cinética fechada e aberta, além dos exercícios resistidos.


4. DISCUSSÃO


Foi encontrado que as contusões compreendem cerca de 60-70% de todas as lesões desportivas. A musculatura mais envolvida foi a do quadríceps seguida do gastrocnêmio devido a colisões diretas entre jogadores que realizam esportes de contato. Dentre os esportes onde estão relatados os maiores números de jogadores lesionados são, em primeiro lugar, o futebol, seguido do basquete e do rugby.

O tratamento clínico mais utilizado para o tratamento das contusões consistiu na utilização de esteróides anabolizantes e antiinflamatórios não esteróides que possuem como objetivos efeitos inibidores da inflamação e controle do quadro álgico, mas não devem ser usados, pois os mesmos inibem a cicatrização e a remodelação celular podendo retardar a volta do atleta as suas atividades normais.

Estudos recentes vêm demonstrando que os recursos fisioterapêuticos além de controlar o quadro álgico e a inflamação permite uma melhor recuperação dos atletas em um período de tempo menor do que o realizado pelos fármacos. Por isso sendo indicados em todos os graus de acometimento.

5. CONCLUSÃO E SUGESTÕES

A prática de esportes muitas vezes leva o atleta a situações de alto estresse físico que podem favorecer o aparecimento de diversas lesões, dentre elas, a contusão muscular. Neste trabalho foi constatado que dependendo do esporte, o atleta tende a desenvolver este tipo de lesão e caso não seja tratada adequadamente pode levá-lo à ausência de torneios importantes.

Com isso, os recursos fisioterápicos se mostraram como um método eficiente para o tratamento das contusões musculares em desportistas quando comparados aos fármacos utilizados usualmente e ao tempo de retorno dos atletas à suas atividades evitando uma evolução mais severa do quadro e conseqüentemente perda do rendimento físico.

Este trabalho contribui para aumentar as informações sobre o tema abordado e diante do exposto, sugere-se a continuidade da pesquisa a partir da execução do protocolo proposto para confirmação de sua eficácia.

Faz-se necessário um estudo com grupo controle de pacientes, devidamente subdivididos, de forma aleatória, randomizada e duplo-cego para que sejam testadas a eficiência dos fármacos e dos recursos terapêuticos visando à melhora do paciente de maneira eficaz e em menor tempo, além de trazer satisfação e bem-estar ao atleta sem grandes perdas do seu condicionamento físico.

REFERÊNCIAS

ANDERSON, Kyle; STRICKLAND, Sabrina M. Hip and Groin injuries in athletes.net, Julho. 2002. Disponível em: Acessado em: 17/04/2003.

ANDREWS, M. P. D. Reabilitação física das lesões desportivas, 2° edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 2000.

CONTUSION en el musclo.net, Centro americano de rehabilitación. Disponível em: Acessado em: 15/04/2003.

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CORRIGAN, J. P. et al. Proprioception in the cruciate deficient knee. The Journal of bone and surgery. Vol. 74, No. 2, Março, 1992.

EARL, Brett J. Contusions.net, American college of emergency physicians, Maio. 2002. Disponível em: Acessado em: 17/05/2003.

EITNER, D. et al. Fisioterapia nos esportes. São Paulo, Ed. Manole, 1989.

GREEN, G. et al. Peroneal nerve palsy enduced by cryotherapy. The physician and sportsmedicine. Vol. 17, No. 9. 1989.


HARMON, Kimberly, HAWLEY, Chris. Physician prescribing patterns of oral corticosteroids for musculoskeletal injures. Journal American Board Fam Pract. Vol. 16. No. 3. Maio-Junho. 2003. P.209 a 212.

KISNER, Carolyn, COLBY, Lynn A. Exercícios terapêuticos, 3° edição. São Paulo. Ed, Manole. 1998.

KITCHEN, Sheila, BAZIN, Sarah. Eletroterapia de Clayton, 10° edição. São Paulo. Ed, Manole. 1998.

KNIGHT, Kenneth L. Crioterapia no tratamento das lesões esportivas. São Paulo. Ed. Manole. 2000.

LARSON, Christopher, ALMEKINDERS, Louis. Evaluating and managing muscle contusion and myositis ossificans, The physician and sportsmedicine. Vol. 30. No. 2. Fevereiro 2002.

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LIANZA, Sérgio. Medicina de reabilitação, 2° edição. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan. 1995.

LOW, John. Eletroterapia aplicada (princípios e práticas). São Paulo. Manole, 2001.

MENEZES, Lusivan I. Suma de. O esporte... suas lesões, Rio de Janeiro. Ed. Palestra. 1983.

MENEZES, Terry et al. Fisioterapia em ortopedia e medicina do esporte, 3° edição. São Paulo. Ed. Santos. 2000.

MILNE, Leslie. Quadriceps injury.net, Harvard University School of Medicine, Maio. 2002. Disponível em: Acessado em: 17/05/2003.

PRAY, Steven. Treating sports injuries.net, Jobson publishing. Setembro. 2002. Disponível em: Acessado em: 15/04/2003.

ROBERTS, Willian. Shielding a bruise: how to make a simple protective pad.net, Novembro. 1998. Disponível em: Acessado em 15/04/2003.

RODRIGUES, Ademir. Crioterapia: fisiologia e técnicas terapêuticas. Rio de Janeiro. Ed Cefespar, 1995.

RODRIGUES, Edgard Meirelles, GUIMARÃES, Cosme. Manual de recursos fisioterapêuticos. Rio de Janeiro. Ed. Revinter. 1998

STARKEY, Chard. Recursos terapêuticos em fisioterapia, 2° edição. São Paulo. Manole. 2001.

TRAUMAS musculares.net, Disponível em: Acessado em: 17/04/2003.


 Problemas nas articulações podem acontecer por diversos fatores. Um dos mais comuns é a lesão do joelho, que acontece de maneira mais com...

Traumas no joelho podem ser evitados


 Problemas nas articulações podem acontecer por diversos fatores. Um dos mais comuns é a lesão do joelho, que acontece de maneira mais comum durante a prática de esportes que exigem mudanças bruscas de velocidade, direção e impacto, como futebol, esqui e handebol, principalmente quando a atividade é feita sem orientação.

Sem uma avaliação prévia, o esportista pode realizar uma atividade que esteja em desequilíbrio com as suas condições físicas. De acordo com o ortopedista especialista em lesões no joelho da Orto Corpore, Claudio Kawano, a falta condicionamento físico pode acarretar o problema: "Mesmo com atividades normais, corriqueiras, a articulação acaba sobrecarregada pela força muscular insuficiente", afirma. Além disso, praticar exercícios sem planejamento também pode ter um agravante: "Uma pessoa pode estar muito bem fisicamente, mas acaba excedendo a capacidade e resistência do próprio organismo", completa o especialista.

Tipos de lesões e tratamento

As lesões no joelho podem ser divididas em dois tipos – diretos e indiretos. O trauma direto é aquele que ocorre pelo contato do joelho com algum objeto ou superfície, a famosa "pancada". A lesão pode variar de acordo com o evento: "A intensidade do trauma vai determinar a lesão, que pode ir desde uma simples contusão até lesões mais graves, como fraturas", relata Kawano. No caso dos traumas indiretos, esse contato não ocorre. O mais comum é o entorse de joelho e, de acordo com o ortopedista, é predominante a lesão ligamentar principalmente do cruzado anterior.

O tratamento varia conforme o tipo de lesão sofrida pelo paciente. Pode ser realizado um tratamento conservador, em casos mais simples, como a aplicação de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, além da utilização de meios físicos, como gelo e sessões de fisioterapia. Em casos mais graves, é necessário o tratamento invasivo, em que se realizam infiltrações e cirurgias.

Para prevenir a lesão, Kawano explica que a fase de adaptação é fundamental para os sedentários: "A primeira coisa a se fazer é um trabalho de fortalecimento e alongamento muscular. Essa prática deve estar associada a uma adaptação dos ligamentos e articulações por pelo menos um mês, antes de direcionar para a atividade que o paciente procura". Aqueles que já são atletas não fogem à regra. "Vale a mesma premissa, não devendo relaxar no preparo de retorno ao esporte após períodos sem treinamento", acrescenta o ortopedista.

Ainda assim, mesmo com a prevenção, todos estão sujeitos a lesões. Daí a importância do acompanhamento profissional: "A prevenção reduz o número de lesões que podem ocorrer no paciente. Faça uma avaliação prévia com o ortopedista e veja as suas condições físicas, osteomuscular e articular, antes de realizar qualquer atividade", finaliza Claudio Kawano.

Dor na parte da frente do joelho, principalmente no agachamento e/ou durante a corrida, pode ser sinal de instabilidade fêmoro-pate...

Instabilidade no joelho tem solução


Dor na parte da frente do joelho, principalmente no agachamento e/ou durante a corrida, pode ser sinal de instabilidade fêmoro-patelar. Veja como evitar o problema ou enfrentá-lo, se for o caso.

Dor no joelho é algo comum a todos que fazem atividade física e entre as suas causas a instabilidade fêmoro-patelar é sem dúvida uma das condições que mais dificultam a prática esportiva, como a corrida. Essa instabilidade é caracterizada por dores especialmente durante trabalhos com carga, ocorrendo, nos casos mais graves, luxações laterais da patela, que causam grande limitação de movimento.

O principal sintoma é a dor na frente (região anterior) do joelho e ocorre principalmente em movimentos em que a patela é pressionada contra o fêmur, como ao agachar ou correr. Estes movimentos fazem com que os músculos extensores recebam uma força cerca de 5 a 7 vezes maior que o peso do corpo, sofrendo, portanto, grande carga e aumentando a pressão da patela contra o fêmur.

Dependendo da gravidade da instabilidade fêmoro-patelar, a pessoa pode ter a sensação de que o joelho vai se deslocar a qualquer momento, podendo até perder o equilíbrio ou causando insegurança em realizar atividades esportivas e/ou cotidianas. O inchaço (edema) também pode ser observado, mas nem sempre ele acontece. Eventualmente surge dificuldade em realizar a extensão total do joelho.

Os fatores que levam ao joelho instável podem ser musculares, articulares ou traumáticos (queda, esforço exagerado), podendo ocorrer em conjunto ou isoladamente. Detectar a verdadeira causa do problema é fundamental para a escolha do tratamento.

Para o diagnóstico, o primeiro exame é clínico, na inspeção do individuo em pé observa-se o alinhamento do joelho, patela e perna como um todo. A análise da marcha (do andar) e da corrida também é necessária para detectar desequilíbrios musculares e articulares, pois geralmente é no movimento que a instabilidade fêmoro-patelar se manifesta. Os exames complementares como raio-x e tomografia computadorizada são importantes tanto para a certeza do diagnóstico, como para se definir a gravidade da lesão.


O TRATAMENTO.

O programa de tratamento vai depender da causa e da gravidade da lesão. Estudos de eletromiografia (utilizando eletrodos para avaliar a atividade muscular) mostram que a atividade tônica (contração) do músculo vasto medial oblíquo é significativamente diminuída quando o indivíduo tem dor fêmoro-patelar. Portanto, o tratamento da dor se faz necessário para garantir o fortalecimento necessário deste grupo muscular. Recursos fisioterapêuticos de calor profundo, como o ultra-som e a crioterapia (gelo), são muito eficazes para a melhora da dor local, inflamação e edema.

A eletroestimulação (TENS) pode ser usada tanto para a melhora da dor (analgesia) como para estimular a contração muscular por meio de impulsos elétricos (FES), que proporciona contração muscular de forma passiva, ou seja, sem que o paciente necessite de força. Este método não garante ganho de grande força muscular, mas é importante para recrutar a contração de forma isolada, principalmente na fase de dor intensa, que o paciente não tem condições de realizar atividades de fortalecimento muscular sozinho.

Quando há melhora da dor, o tratamento geralmente visa o fortalecimento do músculo quadríceps, principalmente do vasto medial obliquo, alongamento dos músculos posteriores da coxa (isquiotibiais) e do vasto lateral, manipulação latero-lateral da patela, evitando-se atividades que exijam a rotação externa excessiva do joelho.

O treinamento proprioceptivo (consciência do movimento) e o fortalecimento muscular buscam uma nova capacidade motora durante as atividades, ou seja, trazer um equilíbrio na contração dos músculos vasto lateral e do vasto medial oblíquo, durante as atividades corriqueiras e na corrida.


Na maioria das vezes o tratamento é conservador, ou seja, sem a necessidade de cirurgia, a depender da gravidade e do tempo da lesão. A indicação cirúrgica pode ocorrer após 6 meses de fisioterapia sem se observar melhora.

TEM SOLUÇÃO! A instabilidade fêmoro-patelar pode impedir ou limitar significativamente a prática da corrida. O diagnóstico precoce evita a piora do quadro ou surgimento de outras lesões, como a da cartilagem, pelo aumento do atrito da patela com o fêmur.

Na maioria das vezes, esta alteração responde muito bem ao tratamento fisioterapêutico e possibilita que o atleta volte a correr com segurança. Há evidências de que o treinamento adequado pode promover um alinhamento correto da patela, possibilitando ao corredor a prática esportiva sem dor, por tempo prolongado. Por isso, caso sinta dor na região anterior do joelho, principalmente no agachamento e/ou durante a corrida, procure um médico.


USAR JOELHEIRAS AJUDA?

Há vários tipos de joelheiras no mercado, cada uma com indicação diferente. A joelheira recomendada para ser usada durante a corrida, por atletas que sofrem de instabilidade fêmoro-patelar, possui um orifício na região da patela.

Esta joelheira proporciona o posicionamento correto da patela sobre o fêmur, impedindo que ela deslize para a lateral. Mas atenção, use com orientação de um profissional.

Achatamento lombar O achatamento lombar é caracterizado por uma d...

Achatamento lombar




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Achatamento lombar

O achatamento lombar é caracterizado por uma diminuição no ângulo lombossacro, diminuição na lordose lombar ou inclinação posterior da pelve.

Os desequilíbrios musculares encontrados são:

Alongados e fracos:
Flexores de quadril uniarticulares;
Oblíquos externos;
Extensores da coluna superior;
Flexores do pescoço.

Curtos e fortes:
Isquiotibiais;
Fibras superiores do oblíquo interno;
Músculos lombares: fortes, porém não encurtados.

As causas mais comuns são desleixo ou flexão contínua durante postura sentada e em pé, ênfase excessiva em exercícios de flexão em programas gerais de exercícios.

Cada vez mais surgem novas técnicas que possibilitam práticas médicas e cirúrgicas menos invasivas, ou seja, menos traumáticas ao paciente...

Artroscopia de tornozelo



Cada vez mais surgem novas técnicas que possibilitam práticas médicas e cirúrgicas menos invasivas, ou seja, menos traumáticas ao paciente. A artroscopia do tornozelo é uma delas.

Mas o que é artroscopia? O cirurgião de pé e tornozelo, Marco Túlio Costa, explica que o termo artroscopia significa "olhar dentro da junta". "Através de um instrumento do tamanho de uma caneta dotado de sensor ótico pode-se, literalmente, entrar na junta do tornozelo por meio de cortes pequenos".

O exame artroscópico permite ao médico cirurgião fazer uma inspeção direta e minuciosa em toda superfície articular, através de uma pequena incisão. "Antes para fazer uma cirurgia no tornozelo eram necessários grandes cortes para corrigir o problema. Hoje, com a artroscopia, consegue-se percorrer toda a região por pequenas incisões. Por isso a morbidade torna-se menor e a recuperação mais rápida", assegura Marco Túlio.

Segundo ele, a técnica é utilizada tanto para diagnóstico como para tratamento de diversas patologias que atingem a região do tornozelo, entre elas a lesão osteocondral (cárie nas cartilagens), a sinovite (inflamação interna do tornozelo) e também o pé diabético, que é muito comum. "Essa doença tira a sensibilidade do pé fazendo o paciente a desenvolver lesões".

Marco Túlio Costa ressalta, mais uma vez, o fator não invasivo. "A artroscopia possibilita uma melhor recuperação ao paciente devido ao pequeno porte das incisões. Um pós-operatório rápido e menos traumático é essencial para a qualidade de vida da pessoa que faz o tratamento", conclui o cirurgião.

A doença de Scheuermann é uma doença relativamente comum, a qual a dor nas costas e a corcunda (cifose) são causadas por alterações vertebra...

O que é a Doença de Scheuermann?




A doença de Scheuermann é uma doença relativamente comum, a qual a dor nas costas e a corcunda (cifose) são causadas por alterações vertebrais.

Esta doença manifesta-se pela primeira vez na adolescência, afetando mais comumente os meninos que as meninas. A doença de Scheuermann provavelmente não é uma doença isolada, mas um grupo de doenças similares. As causas são desconhecidas.

Freqüentemente, os casos leves são diagnosticados durante o exame de rotina de crianças em idade escolar com o objetivo de detectar alterações da coluna vertebral. Em geral, os sintomas incluem os ombros arredondados e uma dor leve e persistente nas costas. A curvatura superior da coluna vertebral é maior que a normal. A doença pode continuar durante muito tempo, comumente vários anos, mas, freqüentemente, ela é leve. A coluna vertebral pode apresentar um desalinhamento discreto após o desaparecimento dos sintomas.

Os casos leves e não progressivos podem ser tratados através da perda de peso (que reduz a tensão das costas) e evitando-se as atividades excessivas. Quando a bossa (corcunda) tornase mais acentuada, pode ser necessário o uso de um colete ou dormir sobre um leito rígido. Em alguns casos, quando a doença progride, a cirurgia de correção do desalinhamento da coluna vertebral é necessária.

Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar....

Saiba tudo sbre dor no calcanhar


Um dos motivos mais freqüentes de atendimento ortopédico, principalmente nos atletas, é a dor no calcâneo, conhecida como dor no calcanhar. Ela pode ter várias causas, sendo uma das mais freqüentes a Fasciíte plantar, que nada mais é que a inflamação da fáscia plantar.

A fáscia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre a musculatura) da planta do pé que se estende do calcâneo aos dedos (figura1) ela ajuda a manter o arco longitudinal do pé. É importante fazermos a distinção entre fasciíte plantar e o esporão de calcâneo (figura 2).

O esporão do calcâneo faz parte do quadro de fasciíte plantar e se caracteriza por um crescimento ósseo no calcâneo, o qual localiza-se adjacente a fáscia plantar e é causada pela tração dos músculos flexores curtos dos dedos.

Sabemos hoje que a presença ou ausência do esporão, bem como seu tamanho não é a causa da dor nos corredores. Cerca de metade das pessoas com fasciíte tem esporão do calcanhar e mais ou menos 10% das pessoas sem dor no calcâneo também tem esporão isso ocorre devido a processos degenerativos.

Sinais e sintomas - O paciente com fasciíte apresenta dor na parte posterior da planta do pé. Esta dor ocorre principalmente nos primeiros passos quando o paciente levanta-se da cama pela manhã, pois os pés permanecem em flexão plantar e relaxados durante toda à noite, além disso, atividades esportivas ou ficar longos períodos em pé também causam dor importante.

No caso do esporão, algumas vezes o pé adapta-se a esta proeminência e a dor pode até diminuir. Por outro lado, um esporão indolor pode transformar-se em doloroso em conseqüência de uma pequena lesão, como pode acontecer durante a corrida. Mas a maior causa da dor é devido a essa proeminência óssea ser comprimida contra a parte posterior do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.

Causas e diagnóstico -

  • Alterações na formação do arco dos pés (principalmente a acentuação do arco, conhecido como pé cavo);
  • Alterações na marcha (pisada errada) também são fatores causais da doença;
  • Encurtamento do tendão de Aquiles e da musculatura posterior da perna.

    A pressão sobre o centro do calcanhar causa dor se o esporão estiver presente. Pode-se fazer radiografias para confirmar o diagnóstico, mas estas podem não detectar os esporões em formação. A ultra-sonografia ou Ressonância magnética são métodos importantes de avaliação da integridade e qualidade da fáscia plantar.
  • Tratamento



    O tratamento inicialmente é sempre conservador:

  • Medicação com antiinflamatórios e analgésicos;

  • Fisioterapia com exercícios para alongamento da fáscia plantar e do tendão de Aquiles;

  • Suspender as atividades de corrida ou longas caminhadas;

  • Perder qualquer peso excessivo;

  • Palmilhas com acolchoamento do calcanhar podem minimizar o estiramento da fáscia e reduzir a dor além de absorção do impacto

    Para aqueles que não responderam ao tratamento, existem as opções:

  • Injeções de corticóide na fáscia plantar;

  • Uso do night splint, que é uma espécie de imobilizador de tornozelo que alonga a fáscia plantar enquanto estamos dormindo;

  • Terapia por ondas de choque extracorpórea, produzindo uma neovascularização com conseqüente reparação do tecido inflamado. Novo método eletrohidráulico de tratamento que é menos invasivo.

    A cirurgia fica reservada para os pacientes que não respondem a essas medidas citadas. Só se deve realizar uma intervenção cirúrgica para extrair o esporão ou a fasciectomia quando a dor constante dificultar a marcha e na falha do tratamento conservador.

    Observação - Nem toda a dor no calcâneo é Fasciíte Plantar, portanto, principalmente os pacientes que não apresentam benefícios com o tratamento, devem ser avaliados para outras causas em potencial como, por exemplo, síndrome do túnel tarsal, tendinite insercional do aquiles e atrofia da gordura plantar do calcâneo. Discutiremos esses assuntos nos próximos meses!
  • Sabemos que a real causa da escoliose idiopática é ainda um mistério. Muitas hipóteses e algumas pesquisas che...

    Fisioterapia Estática no tratamento da Escoliose


    Sabemos que a real causa da escoliose idiopática é ainda um mistério. Muitas hipóteses e algumas pesquisas chegam ao nosso conhecimento, sem que nada de definitivo tenha ainda sido demonstrado. 

    Se atentamente estudarmos a fisiologia das fibras musculares estáticas e das fibras musculares dinâmicas, concluiremos que todo desvio postural é fixado por um músculo estático retraído. Esta retração não é a causa do desvio, mas sua conseqüência. No caso da escoliose é fácil concluir que os músculos retraídos responsáveis pelo posicionamento característico da deformidade são os transversos espinhais, cujas inserções sobre o esqueleto deixam claro que são eles os únicos capazes de produzir rotação para um lado e látero-flexão para o lado oposto, característica das curvas escolióticas. 

    A forma de eliminar o desvio seria descobrir e eliminar a causa. 

    Se, ao examinarmos uma criança portadora de escoliose ainda em seus primeiros estágios, portanto não fixada, verificarmos que ela apresenta um desvio situado em outro segmento corporal, (membros inferiores, cintura escapular, coluna cervical) cuja compensação parece ser a látero-flexão-rotação do eixo raquidiano, devemos tratar esse desvio para verificarmos se a escoliose é passível de correção. Isto nem sempre é possível. Podemos determinar a causa e ela não ser curável, ou podemos não determinar a causa. Logicamente, esta última possibilidade é a mais freqüente nas escolioses idiopáticas. Mas, seja qual for o caso, devemos tratar a deformidade raquidiana (ou outra qualquer possivelmente a ela associada), o mais precocemente possível para que ela permaneça dentro de limites o mais próximo do normal, não se fixe, permaneça uma compensação da causa primária ou, em outras palavras, não se torne uma deformidade.

    Este princípio deveria estar por trás de qualquer terapia voltada para desvios posturais, muito especialmente a escoliose.

    Se partirmos do princípio de que toda deformidade postural é fixada por um músculo estático retraído, devemos saber a que procedimentos terapêuticos o músculo estático responde, alongando-se ou diminuindo o tônus, e aplicá-los de forma muito precisa. 

    Dançar, nadar, caminhar, fazer ginástica podem ser atividades úteis para o portador de escoliose como o é para qualquer ser humano, no entanto, os gestos terapêuticos precisos, corretivos da escoliose não se encontram aí.

     

    O conjunto de procedimentos realmente úteis para a correção postural, capaz de atuar sobre a fibra muscular estática é o seguinte:

    • Determinados tipos de massagem e procedimentos de contato capazes de efeitos relaxantes facilitadores da correção do eixo raquidiano durante a sessão de fisioterapia.

    • Manobras corretivas de cada componente do desvio. 

    • Tensionamentos e alongamentos de músculos ou cadeias musculares sempre realizados de forma lenta e progressiva, para que os fusos musculares não despertem e provoquem contrações reflexas que colocariam tudo a perder.

    • Manobras e alongamentos podem ser associados a expirações, de efeito relaxante.

    • Além disso, devemos saber o momento em que a colocação de um colete de contenção é adequada para a manutenção da correção obtida durante a sessão de terapia e lutar contra a piora durante o estirão de crescimento.

    Todas estas formas de abordarmos o músculo estático constituem o que poderíamos denominar fisioterapia estática. Conhecendo a fisiologia do músculo estático podemos estar atentos a todo e qualquer tipo de terapia proposta para esta deformidade e identificarmos:

    • O que é um gesto terapêutico adequado.

    • O que é um movimento útil mas não corretivo.

    • O que é um gesto ou movimento inútil mas inócuo.

    • O que é um gesto ou movimento inútil e prejudicial.

    Aqui quero abordar especialmente:

    • Manobras corretivas.

    • Tensionamentos e alongamentos, onde encontramos os principais elementos que compõem uma sessão de fisioterapia típica de uma abordagem estática.

     

    Manobras corretivas de cada componente do desvio raquidiano

    Têm o objetivo de preparar o segmento para a correção da deformidade, a ser realizada dentro de uma postura global de tratamento ou dentro de um colete de contenção.

    É importante frisar que elas não corrigem, mas tornam os segmentos mais flexíveis, o que permite abrir as concavidades.

    Para permitir às fibras musculares estáticas retraídas alongarem, devem ser mantidas longamente e podem ser acompanhadas de suspiros relaxantes, o que também favorece a diminuição de tônus.


    1. Manobras corretivas da látero-flexão dorsal

    No livro Os desequilíbrios estáticos de Marcel Bienfait pg. 110 encontramos duas:

    • a primeira mais adequada às curvas dorsais altas

    • a segunda para qualquer região dorsal


    2. Manobra corretiva da látero-flexão lombar
    No mesmo livro pgs. 110-112 encontramos duas

    3. Manobra corretiva da rotação dorsal:
    No mesmo livro pg. 112 encontramos uma.

    4. No que diz respeito à rotação lombar, apesar de M. Bienfait descrever um procedimento interessante, particularmente prefiro a massagem do psoas, tal qual realizada pelos rolfistas. A retração desse músculo seria a causa da látero-flexão-rotação. É um meio bastante eficaz de relaxamento dessa musculatura, que prepara o segmento para a correção em postura (pg. 133).

     

    Manobras corretivas e exercícios dinâmicos 

    Existem alguns procedimentos que por vezes são encarados como manobras corretivas mas, a meu ver, são exercícios dinâmicos que vão contra a deformidade, por exemplo:

    Contração isométrica do iliopsoas do lado da concavidade lombar

    Sabemos que o corpo vertebral encontra-se rodado para o lado da convexidade da curva e é fato que uma potente contração do psoas oposto é capaz de trazer o corpo vertebral para se próprio lado em uma coluna normal. Isso eu pude pessoalmente comprovar em um ultrasom do corpo vertebral de L3 em um plano horizontal em um indivíduo normal, não portador de um desvio escoliótico. Creio que o mesmo ocorreria em uma escoliose, porém essa vértebra giraria dentro da amplitude que os elementos músculo-aponeuróticos fixadores da deformidade permitiriam. É um trabalho intermitente de fibras dinâmicas contra a retração daqueles elementos. Não creio que essa luta seja entre contendores de mesmo potencial. A musculatura estática e seus elementos conjuntivos retraídos têm muito mais chance de se sobrepor.

    Contração excêntrica de quadrado lombar do lado côncavo

    Em decúbito lateral sobre o lado da escoliose, o terapeuta retém crista ilíaca e arco costal, abrindo a concavidade, o paciente tenta elevar a crista e baixar o arco. As porções oblíquas desse músculo que saem desses dois pontos em direção às vértebras lombares, as puxariam para cima.

    No entanto, seriam exercícios a serem realizados sobre um segmento que, apesar de apresentar uma escoliose em posição normal, consegue, por ser devidamente tratado de métodos ¨estáticos¨, alongar-se de tal forma que consegue alinhar-se total ou quase totalmente.

    Se isso não for possível, tudo o que as fibras dinâmicas conseguiriam ao se contrair intermitentemente seria mobilizar o segmento dentro da amplitude permitida pela retração.

    Parece-me, então, que o fundamental seria tratar do músculo retraído e só quando este estivesse flexível, solicitar trabalho das fibras dinâmicas antagonistas.
    O trabalho apresentado entre nós por Gian Luiggi Bonaria demonstra que isso é possível. Ele demonstrou que através da contração do peitoral maior do lado côncavo para as escolioses dorsais e contração do iliopsoas do lado côncavo para as escolioses lombares, é possível reduzir e mesmo eliminar uma curva escoliótica. 
    Essa demonstração é contundente quando ele obtém raios X de um paciente com escoliose em um primeiro momento e essa escoliose quase totalmente corrigida em um segundo momento no mesmo paciente que aprendeu a realizar essa correção com a contração daqueles músculos através de um estímulo externo de contração contra resistência em um primeiro tempo e pouco a pouco, consegue uma autocorreção utilizando-se da propriocepção conseguida com aquele treino, sem nenhum estímulo externo. 

    Achei essa constatação sensacional. No entanto, parece-me claro que essa contra-rotação, essa total ou quase total correção só se estabelecerá em uma curva flexível, sem nenhum grupo de fibras musculares retraídas retendo o segmento em látero-flexão-rotação oposta.

     

    Tensionamentos e alongamentos de músculos ou cadeias musculares

    • As pompages.

    • As posturas de RPG.

    • Postura em S para curvas lombares ou dorso lombares.

     

    Pompages

    Estas manobras são realizadas de forma precisa, têm determinadas características e acabam por obter, entre outras coisas, relaxamento da musculatura estática. Do ponto de vista do cliente é absolutamente passiva.

    Esse gesto deve ser realizado em três tempos:

    1. Tensionamento do segmento, o que deve ser feito até o limite da elasticidade fisiológica da estrutura musculoaponeurótica. Se esse tensionamento ultrapassá-la, haverá reação através de um reflexo miotático direto.

    O terapeuta deve alongar lenta, regular e progressivamente as fibras até o limite de sua elasticidade, para não se provocar um descarregamento dos informantes do alongamento do músculo, que são os fusos. Tudo deve ser realizado "em silêncio". O terapeuta deve sentir-se um ladrão que está roubando comprimento do músculo e não deve ser descoberto pelos vigias. Esta é uma imagem que deve realmente ser levada a sério. A pompage é uma manobra tão simples e tão leve que é muito difícil executá-la convenientemente. O fisioterapeuta acaba quase sempre por ser excessivo, não acreditando que aquele "quase nada" é o primeiro passo para a obtenção de um efeito extraordinário de movimento, sob a ação de uma força de mesma intensidade, e assim por diante.


    2. Manutenção do tensionamento, que será maior ou menor de acordo com o objetivo que se procura.

    3. Retorno à posição inicial, que ocorrerá lentamente e cuja velocidade também será determinada de acordo com o objetivo perseguido.

    4. A manobra deve ser repetida de 5 a 10 vezes.

     

    Objetivos da pompage

    1. Relaxamento muscular

    2. Regeneração articular

    Nesses dois casos o procedimento deve ser o de tensionar, lenta regular e progressivamente, manter longamente o segmento sob tensão e finalmente relaxar acompanhando o segmento à posição inicial. Nos dois casos o segundo tempo é o mais importante.

    1. Favorecimento da circulação

    Nesse caso o procedimento deve ser o de tensionar lenta regular e progressivamente, como sempre, e uma vez atingido o máximo tensionamento, retornar de imediato à posição inicial, resistindo esse retorno, fazendo com que o tecido ¨puxe¨ as mãos do terapeuta para a posição inicial.

    No nosso caso o que mais nos importa é o relaxamento muscular. Não seria possível nesse espaço discutirmos todas as pompages possíveis nos casos de escoliose. Vale deixar aqui os princípios de um procedimento que pode ser aplicado a todo e qualquer músculo que se diagnostique como retraído em uma escoliose. 

    Exemplo: Nas escolioses dorsais um ombro freqüentemente se apresenta elevado e em protração. Nesse caso, as pompages de escolha seriam:

     

    Pompage de trapézio (Os desequilibros estáticos pg 121)

    Pompage de peitoral menor (Os desequilíbrios estáticos pg 119)

    POSTURAS DE RPG
    Chegamos a esse item tão importante. As posturas descritas por RPG devem ser vistas como uma posição na qual o paciente tem a menor chance possível de compensar quando dentro dela se realiza uma manobra corretiva. Em si ela não é corretiva de um desvio escoliótico. Lembremos que o desvio mais importante a ser levado em conta é o da rotação e as posturas de RPG não comportam correções no plano horizontal. Nela, todo o trabalho desenvolve-se em dois planos: sagital e frontal apenas. 

    Postura em ângulo aberto no chão
    No caso da curvatura lombar, onde existe evidentemente um desequilíbrio de tensão de psoas, parece-me indubitável que a postura em ângulo aberto no chão é um meio muito interessante de alongar esse potente músculo, tentando-se chegar à pelo menos 30o de flexão de coxo-femoral, ponto no qual as duas inserções desse músculo encontram-se alinhadas e em seu máximo comprimento possível. 

    Manobra corretiva torcional dos membros inferiores
    Além disso os membros inferiores encontram-se posicionados em uma postura corretiva dos excessos de rotações de seus três segmentos. Como escolioses lombares se encontram freqüentemente associadas a desvios rotacionais de membros inferiores, este procedimento parece ideal em tais casos.

    Postura em ângulo fechado sentada
    Sempre muito interessante se a escoliose primária for lombar, sem curva secundária ou com escoliose dorsal compensatória sem retificação. Nela podemos moldar a gibosidade, solicitando expirações do lado convexo, inspirações do lado côncavo. 
    Se a curva dorsal acompanhar-se de retificação, a postura em ângulo fechado sentada, ou em pé deve ser evitada porque ela tende a retificar ainda mais. Na posição deitada é possível atenuar-se a tração longitudinal e se realizar manobras com membros superiores, corretivas da rotação e látero-flexão.

    Postura em ângulo fechado no chão - correção da rotação dorsal
    Se houver retificação cervical associada ela deve ser mobilizada e a cervical mantida em lordose longa. Se D1 for saliente ela deve ser empurrada no sentido caudal e o membro superior do lado da rotação (o da escoliose) girará para dentro levando as vértebras dorsais a girar para o lado oposto. O paciente é solicitado a expirar relaxadamente e sentir o aumento de apoio do lado de concavidade. Essa manobra corretiva da rotação em postura pode ser repetida algumas vezes, mantendo-se o tempo mais longo possível e então a postura pode ser ¨arrematada¨ se trazendo o braço para uma posição normal, mantendo-se o apoio conseguido. Expirando na convexidade, inspirando na concavidade.....

    Postura em ângulo fechado - correção da látero-flexão dorsal
    O membro superior do lado oposto à escoliose (portanto do lado da láteroflexão) roda ligeiramente para dentro e abduz. Essa rotação é apenas para bloquear a articulação escapulo-umeral e se conseguir mais rapidamente uma látero-flexão para o lado oposto. O paciente é solicitado a ¨sentir¨ a alteração de posição do eixo raquidiano, suspirar desfazendo as tensões e em seguida, tentando manter a correção obtida, arrematar a postura fechando o braço.

    Manobra corretiva da retificação dorsal
    Paciente em decúbito dorsal, com a cervical apoiada sobre um suporte de espuma de forma a conservar a lordose cervical. 
    Terapeuta ajuda-o elevar ambas as pernas colocando os joelhos em direção à cabeça e os pés para trás dela, o que enrola a porção superior da dorsal cifosando-a .
    O apoio cervical é importante porque com freqüência a retificação dorsal acompanha-se por retificação cervical.

    Postura em S para escolioses lombares ou lombo-dorsal

    • Paciente sentado de sereia aumentando a curva escoliótica. Pernas para o lado côncavo.

    • Terapeuta corrige rotação e segura a crista ilíaca oposta melhorando o apoio e a rotação pélvica. Aumenta a escoliose dorsal.

    • Terapeuta mantém a crista com o joelho, a gibosidade dorsal com uma das mãos e corrige a rotação dorsal com a outra.

    • Se o paciente mantém essa segunda correção ele pode finalizar com a mão na cervical.

    Por Angela Santos

    Essa matéria do programa "Bem-estar" na Rede Globo está muito legal. Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Pode acontecer dura...

    O que ocorre na torção de tornozelo e alguns exercícios para melhorá-la



    Essa matéria do programa "Bem-estar" na Rede Globo está muito legal.

    Todo mundo está sujeito a torcer o pé. Pode acontecer durante uma caminhada normal, basta ter um buraco na calçada, a pessoa pisa torto, força o tornozelo e... pronto! A região fica inchada, dolorida, e os ligamentos sofrem lesões que podem ficar para sempre.

    Em uma enquete feita pelo site do Bem Estar, os buracos foram eleitos como os principais culpados pelas torções, com 23% dos votos, seguidos pelo salto alto (18%) e pelos esportes (17%).

    O preparador físico José Rubens D'Elia e o ortopedista Caio Nery foram os convidados do Bem Estar desta sexta-feira (30) e explicaram o que são as torções e o que elas causam. Abaixo, você vê que a torção pode ocorrer em todas as articulações do corpo e entende por que o tornozelo é quem fica mais exposto ao risco.

    arte bem estar torções (Foto: arte / G1)

    Em outras palavras, a torção é um movimento anormal dos ossos que provoca lesão do ligamento. É menos grave que a luxação, que outro tipo de machucado da articulação. Na luxação, o ligamento se rompe e a articulação sai totalmente do lugar. É preciso um profissional para reposicionar a articulação, muitas vezes com a anestesia.

    As torções podem vir a provocar também fraturas, que são lesões do tecido ósseo. Quando ocorre uma fratura, o osso literalmente é quebrado. Isto acontece por que uma força muito grande age sobre ele – o que pode acontecer em uma torção.

    O que fazer

    A primeira atitude a ser tomada após uma torção de tornozelo é retirar o calçado para afrouxar a área. A região vai ficar inchada e avermelhada, e a melhor maneira de reduzir o inchaço é com gelo. Com o frio, os vasos sanguíneos ficam mais estreitos, o que reduz o sangramento interno do ferimento e, portanto, o inchaço.

    O ideal é colocar compressas de gelo, de dez minutos cada, a cada dez minutos. É importante respeitar este intervalo para proteger a pele e as articulações. Para a pele, aliás, também é bom envolver o gelo em algum tecido. Compressas quentes são péssimas, pois pioram o inchaço.

    Estes são apenas os primeiros socorros, pois é necessário seguir logo para uma consulta médica. A região machucada deve ser bem protegida no processo. No caso do tornozelo, não se deve pôr o pé no chão.

    O especialista vai avaliar o inchaço para ver se o ligamento pode estar lesionado ou se houve fratura. Em muitos casos, ele vai pedir exames de radiografia – para verificar os ossos – e ressonância magnética – que mostra se os ligamentos estão bem.

    A recuperação dos ligamentos é lenta e depende do tipo de lesão. Primeiro, a área fica inflamada, o que em média demora três dias. Depois, o ligamento começa a reconstruir as fibras, alinhando-as corretamente. Nesta fase, que pode durar até um mês e meio, é importante manter a articulação imobilizada. Por fim, o ligamento leva até um ano para voltar ao que era antes da contusão.

    É importante respeitar os prazos de recuperação para que o tornozelo fique forte. Quando os ligamentos não cicatrizam direito, pode ocorrer um quadro conhecido como instabilidade crônica, que provoca novas torções ao longo do tempo.

    Exercícios

    Alguns exercícios podem deixar o pé mais "inteligente" e prevenido contra as torções. Os pés precisam de estímulo. Uma pessoa sedentária, que não tem o costume de andar em terrenos acidentados, terá mais chances de torcer o pé do que alguém que está acostumado a pisar na areia ou praticar esporte.

    Os exercícios de alongamento são importantes porque garantem a elasticidade dos músculos, tendões e ligamentos, de forma que sua resposta se torna mais sincronizada e segura. Quando ocorre torção, as estruturas alongadas e saudáveis estão mais capacitadas para se adaptar às condições extremas. Por isso, tem maiores chances de evitar lesões do que as estruturas "fora de forma".

    Abaixo, listamos alguns dos exercícios recomendados pelos convidados do Bem Estar:

    - Bate o pé: sentado, o movimento é de levantar e abaixar a ponta do pé como se estivesse batendo a parte da frente do pé. Este exercício trabalha principalmente o músculo tibial anterior, que fica na canela e é um dos responsáveis pela formação do arco plantar e pelo movimento de elevação da parte anterior do pé.

    - Fortalecimento de eversores: sentado ao lado da parede com uma bola, o pé fará um movimento como se estivesse "dando tchau". O objetivo é empurrar a bola contra a parede com a parte lateral do pé. Este exercício fortalece os músculos eversores do tornozelo, gerando maior estabilidade e tentando evitar a torção.

    - Andar na linha: caminhar em cima de uma linha com um pé na frente do outro. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio.

    - Andar com a ponta do pé para cima: caminhar com a ponta do pé para cima em linha reta. O objetivo deste exercício é melhorar o equilíbrio associado à contração isométrica do músculo tibial anterior.

    - Andar no colchão: caminhar em um colchão espesso, pode ser o de uma cama. O objetivo deste exercício é caminhar em um solo instável para gerar mais estabilidade para o tornozelo e melhorar o equilíbrio.

    Faça Fisioterapia