​ O fêmur é o osso da coxa, o maior do nosso corpo. Sua extremidade superior é o local onde o membro inferior se articula com a bacia,...

Fratura no fêmur: o principal é a prevenção


 



O fêmur é o osso da coxa, o maior do nosso corpo. Sua extremidade superior é o local onde o membro inferior se articula com a bacia, possibilitando a movimentação do quadril. Esta região, conhecida como fêmur proximal, é sede frequente de fraturas.

O fêmur proximal pode quebrar em pacientes jovens envolvidos em acidentes com grande impacto, como quedas de altura significativas e acidentes automobilísticos. Entretanto, fraturas do fêmur proximal são mais frequentes em pacientes idosos, com ossos fracos e osteoporóticos. Nestes pacientes, o osso pode quebrar após uma simples queda da própria altura.

O sintoma mais comum da fratura do fêmur proximal é dor na virilha e coxa, que pode estar associada ao encurtamento da perna. No hospital, o médico fará radiografias e possivelmente, tomografia computadorizada. Em casos de dúvida, até mesmo uma ressonância magnética pode ser necessária. O tratamento é quase sempre cirúrgico e, dependendo da fratura, pode ser utilizada uma haste de metal para fixar a fratura ou até mesmo substituir a articulação por uma prótese interna.

O mais importante para se evitar a fratura do fêmur em idosos é a prevenção. Estes pacientes necessitam de precauções constantes para evitar quedas. Devem sempre utilizar calçados adequados, colocar tapetes anti-derrapantes em suas casas - principalmente no banheiro - e corrimãos nos corredores e escadas. Além disso, é essencial o controle da osteoporose através de consultas médicas regulares, e, em muitos casos, reposição de cálcio e vitamina D.

Autor: Leandro Ejnisman, ortopedista do Einstein

​ Ai um exemplo de Ficha de Avaliação em Fisioterapia na Ortopedia. 1) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Nome: ...

Ficha de avaliação de Fisioterápia na Ortopedia




Ai um exemplo de Ficha de Avaliação em Fisioterapia na Ortopedia.

1) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nome:
Sexo:
Endereço:
Idade:
IMC (Peso/Altura2):
Profissão
Fone:
Data da Avaliação:
Encaminhamento:
Diagnóstico Médico:
Diagnóstico Cinético-Funcional:

2) AVALIAÇÃO


Queixa Principal:

História da Doença Atual (HDA):

História da Doença Pregressa:

Outras Patologias:

História de Doenças Familiares:

3) AVALIAÇÃO OBJETIVA

Qualidade da Marcha:

Inspeção Geral:

Palpação Superficial e Profunda:

PERIMETRIA:

GONIOMETRIA ATIVA:

GONIOMETRIA PASSIVA:

TESTES ESPECIAIS:

4) EXAMES COMPLEMENTARES


5) OBSERVAÇÕES


6) OBJETIVOS E PROPOSTA DE TRATAMENTO FISIOTERÁPICO


NOME DO AVALIADOR:

Ola, tudo bem? Nesta semana separei 5 cursos online com conteúdos que podem te ajudar no atendimento dos seus pacientes no cotidiano...

6 cursos online para Fisioterapia na Traumato-Ortopedia



Ola, tudo bem?

Nesta semana separei 5 cursos online com conteúdos que podem te ajudar no atendimento dos seus pacientes no cotidiano. 

São cursos que tem um bom conteúdo, preço legal e o melhor de tudo: horário flexível.  Vou separar por tema e, caso você tenha algum interesse, é só clicar no link correspondente que você vai ter mais informações. 

Curso RPG - Reeducação Postural Global

CURSO ONLINE DE RPG - REEDUCAÇÃO POSTURAL GLOBAL

O curso aborda as alterações anatômicas e fisiológicas posturais, fornecendo aos alunos os conceitos para o conhecimento das principais patologias posturais, e o tratamento com a reeducação postural global.

Curso Fisioterapia em Cervicalgias


No curso Fisioterapia em Cervicalgias do Portal Educação, por meio da Educação a Distância, o participante estudará aspectos relacionados com a anatomia, biomecânica e tratamento das cervicalgias.

Curso Alongamento Terapêutico


Os profissionais em fisioterapia poderão atualizar o conhecimento, a respeito dos princípios gerais que envolvem os conhecimentos teóricos dessa técnica, procurando trabalhar melhor com o ser humano de uma forma integral, aprimorando os conceitos do alongamento, visando à melhoria da saúde e qualidade de vida.

Curso Técnicas Posturais


O curso Técnicas Posturais, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de fisioterapia conhecimentos sobre cadeias musculares, posturas, R.P.G, Isostretching, Pilates e muito mais.

Curso Biomecânica


O curso Biomecânica oferece ao profissional de Educação Física e Fisioterapia conhecimentos sobre como analisar o movimento humano com base nos princípios biomecânicos e anatômicos do corpo humano e muito mais.


Curso Tratamento Miofascial


O curso Tratamento Miofascial, por meio da Educação a Distância, oferece ao profissional de Fisioterapia conhecimentos sobre sistema fascial, princípios da osteopatia, fisiologia neuromuscular, filosofia osteopática e muito mais.

É isso! Espero que você goste e aproveite para fazer alguns! 

Até a próxima!

A doença de Scheuermann representa uma das causa mais comuns de cifose estrutural, mais frequentemente diagnosticada durante a puberdade. A ...

Cifose de Scheuermann: conceito, evolução e complicações


http://chortho.com/images/content/deformity-cases/16-f-scheuermann-kyphosis.jpg

A doença de Scheuermann representa uma das causa mais comuns de cifose estrutural, mais frequentemente diagnosticada durante a puberdade. A etiologia e a patogênese dessa condição estão provavelmente relacionadas a fatores biomecânicos, mas sua causa permanece desconhecida. Aumento nos níveis de hormônio do crescimento tem sido documentado, de modo que os pacientes portadores dessa deformidade são mais altos do que a média para sua idade. Fatores genéticos ou ainda necrose avascular do anel apofisário vertebral são condições definidas por outros pesquisadores, mas também sem unanimidade.

CIFOSE ESTRUTURAL X CIFOSE POSTURAL

Uma possível classificação para cifoses leva em consideração sua rigidez. Uma cifose dita estrutural (p.ex., cifose de Scheuermann) apresenta alterações morfológicas no segmento vertebral acometido, o qual é rígido. Já a cifose postural é flexível, ativamente corrigível e sem comprometimento da morfologia das vértebras, discos ou outros componentes.

 
EVOLUÇÃO NATURAL

A evolução natural da doença de Scheuermann não é bem documentada na literatura. Em sua série, Murray et al. reportaram que pacientes com doença de Scheuermann tinham maior frequência de dorsalgia e menor amplitude e força de extensão de tronco quando comparados com uma população normal para mesma idade e sexo. Entretanto, não encontraram diferença significativa referente a nível educacional, número de dias perdidos de trabalho em decorrência da dorsalgia, dor nos membros inferiores, interferência da dor nas atividades diárias, autoestima ou limitação social. Em relação à evolução da deformidade em si, Travaglini encontrou progressão da cifose em 80% dos pacientes, mas o grau de progressão foi pequeno.

O padrão torácico da doença de Scheuermann, mais comum, apresenta menor tendência à progressão e a causar dorsalgia num indivíduo adulto do que o padrão toracolombar, quando sua amplitude é menor que 75°. Em curvas maiores que 80°, o risco de progressão é elevado.

Dentre as principais complicações do tratamento cirúrgico da doença de Scheuermann estão:

      infecção;

      lesão vascular;

      lesão neurológica;

      falha e/ou soltura de implantes;

      cifose juncional.

 

Protocolo de fisioterapia para uma artroplastia total do joelho A artroplastia total do joelho (PTJ) envolve a excisão do a...

Protocolo de fisioterapia para uma artroplastia total do joelho



Protocolo de fisioterapia para uma artroplastia total do joelho

A artroplastia total do joelho (PTJ) envolve a excisão do aspecto distal do fémur, o aspecto proximal da tíbia, e o aspecto posterior da patela. Estas superfícies são substituídas por ligas de metais e plásticos, com a intenção de reduzir a dor e incapacidade devido com osteoartrite na articulação do joelho.

Segundo o Guide to Physical Therapist Practice, publicado pela APTA, está previsto o tratamento em fisioterapia durar seis meses (com um número de consultas com o fisioterapeuta a variar entre 12-60). Este guia dá uma visão geral do que deverá fazer parte de uma reabilitação normal de uma PTJ
.

Protocolo de reabilitação pós-operatório de uma PTJ (pelo Insall Scott Kelly Institute for Orthopaedics and Sports Medicine)

Fisioterapia no pré-operatório - O paciente é visto numa sessão de terapia física pré-operatória, que inclui:

  • Revisão do protocolo PTJ.
  • Instruções para o movimento passivo contínuo uso de exercícios dentro da amplitude de movimento disponível.
  • Treino de marcha com o andarilho e canadianas em superfícies planas e nas escadas.
  • Educação sobre a importância do gelo.
  • Discussão sobre metas para a alta do hospital.

Fase I: Função precoce (1 ª semana)

Objetivos:

  • Conseguir transferências seguras e independentes da cama e em várias situações.
  • Marcha segura e independente com o dispositivo de assistência apropriado.
  • Demonstrar bom equilíbrio estático e dinâmico com o dispositivo de assistência apropriado.
  • Atingir a extensão completa (0°) e 100 ° de flexão do joelho envolvido.
  • Reproduzir o programa de exercícios para casa (PEC) com precisão.

Dia da cirurgia

  • Mobilização passiva contínua (artromotor dos 0-100°) na sala de recuperação pelo mínimo de 4 horas.
  • Gelo durante 20 minutos a cada 1-2 horas .
  • Um rolo de toalha deve ser colocado sob o tornozelo, quando não estiver com o artromotor.

1º dia pós-operatório

  • Aumentar aproximadamente 10° no artromotor (mais se tolerado). Continuar diariamente até o paciente atingir 100° de flexão ativa do joelho.
  • Gelo no joelho envolvido por 15 minutos, no mínimo de 3 vezes por dia (mais se necessário).
  • Rever e executar todos os exercícios que pode fazer na cama (flexão/extensão dos tornozelos, isométricos do quadricípite e glúteos e flexão do joelho com o calcanhar apoiado).
  • Sentar-se na beira da cama com a assistência necessária.
  • Deambular 15 metros com andarilho e assistência moderada.
  • Sentar-se numa cadeira por 15 minutos.
  • Mover ativamente joelho 0-70°.

2º dia pós-operatório

  • Continuar como descrito acima, com ênfase na melhoria da amplitude de movimento, realizando um padrão de marcha correcto com o dispositivo de assistencia, diminuir dor e inchaço, e promover a independência nas atividades funcionais.
  • Realizar independentemente exercícios no leito cinco vezes por dia.
  • Mobilidade na cama e transferências com assistência mínima.
  • Deambular 75-100 metros com andarilho e fisioterapeuta por perto.
  • Deambular até ao WC e revisão das transferências neste.
  • Sentar-se numa cadeira durante 30 minutos, duas vezes por dia, para além de todas as refeições.
  • Mover ativamente o joelho 0-80°.

3º dia pós-operatório

  • Continuar como descrito acima.
  • Realizar a mobilidade na cama e transferências com o fisioterapeuta por perto.
  • Deambular 150 metros com andarilho/canadianas e fisioterapeuta por perto.
  • Tentar quatro passos, com a assistência necessária.
  • Começar com exercícios de flexão da anca e do joelho em pé.
  • Sentar-se numa cadeira a maior parte do dia, incluindo todas as refeições. Nunca mais de 45 minutos sem intervalos.
  • Usar WC com ajuda para todas as necessidades.
  • Mover ativamente o joelho 0-90°.



4º dia pós-operatório

  • Continuar como descrito acima.
  • Realizar a mobilidade na cama e transferências de forma independente.
  • Deambular 300 metros com andarilho/canadianas com supervisão distante.
  • Tentar 4-8 passos com a assistência necessária.
  • Realizar PEC com assistência.
  • Continuar a sentar-se na cadeira para todas as refeições e na maior parte do dia. Levantar-se e esticar a perna operada a cada 45 minutos.
  • Mover ativamente o joelho 0-95°.
  • Alta do hospital para casa, se fizer marcha e de escadas independentemente.

5º dia pós-operatório

  • Continuar como descrito acima.
  • Realizar a mobilidade na cama e transferências de forma independente.
  • Deambular 400 metros com andarilho/canadianas de forma independente.
  • Tentar 4-8 passos com andarilho por perto.
  • Realizar o PEC independente.
  • Mover ativamente o joelho 0-100°.
  • Alta do hospital para casa.

Fase II: Função progressiva (semanas 2-5)

Objetivos:

  • Progredir de andarilho para canadianas.
  • Melhorar resistência e propriocepção do membro inferior envolvido.
  • Melhorar o equilíbrio estático e dinâmico.
  • Maximizar a função no ambiente doméstico.
  • Atingir 0-125° de movimento ativo do joelho .

Semanas 2-3

  • Monitorizar o inchaço no local da incisão.
  • Continuar com o PEC.
  • Progresso na distância de marcha com andarilho (aumento de 200-300 metros a cada dia).
  • Começar com a bicicleta ergométrica com supervisão, 5-10 minutos.
  • Começar com agachamentos encostado à parede. Não permita que os joelhos ultrapassem a frente dos dedos dos pés.
  • Incorporar exercícios de equilíbrio estático e dinâmico.
  • Amplitude ativa de movimento do joelho 0-115°.

Semanas 3-4

  • Continuar como descrito acima.
  • Praticar com canadianas no interior.
  • Aumentar a resistência da bicicleta estacionária e tempo para 10-12 minutos, duas vezes por dia.
  • Tentar apoio unilateral na perna envolvida e stepping para o lado.
  • Incorporar semi-agachamentos suaves (APENAS o peso corporal) concentrando-se na contracção excêntrica e controlo do quadricípite.
  • Atingir a amplitude ativa de movimento do joelho 0-120°.

Semanas 4-5

  • Continuar como descrito acima.
  • Deambular apenas com uma canadiana.
  • Aumentar bicicleta estacionária para 15 minutos, duas vezes por dia.
  • Progressão com exercícios laterais suaves, ou seja, stepping lateral.
  • Atingir a amplitude ativa de movimento do joelho 0-125°.

Fase III: Função avançada (semanas 6-8)

Objetivos:

  • Progredir para marcha sem dispositivo auxiliar.
  • Melhorar o equilíbrio estático e dinâmico até ao normal sem dispositivo de apoio.
  • Atingir plena amplitude de movimento (0-135°).
  • Dominar as tarefas funcionais dentro do ambiente doméstico.

Semanas 6-7

  • Continuar como descrito acima.
  • Deambular dentro de casa sem dispositivo auxiliar.
  • Concentrar-se em exercícios de força e controlo excêntrico dos músculos. NÃO USAR pesos até ter autorização do cirurgião.
  • Aumentar as atividades de equilíbrio unilaterais.
  • Continuar exercícios para forçar a amplitude de movimento do joelho 0-135°.

Semanas 7-8

  • Continuar como descrito acima.
  • Desenvolver e instruir o paciente sobre o programa de exercícios avançados de força e resistência.
  • Deambular sem canadiana.



Markert SE. The use of cryotherapy after a total knee replacement: a literature review. Orthop Nurs. 2011;30(1):29-36.
Harvey LA, Brosseau L, Herbert RD. Continuous passive motion following total knee arthroplasty in people with arthritis. Cochrane Database Syst Rev. 2010 Mar 17;(3):CD004260.
Minns Lowe CJ, Barker KL, Dewey M, Sackley CM. Effectiveness of physiotherapy exercise after knee arthroplasty for osteoarthritis: systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2007 Oct 20;335(7624):812. Epub 2007 Sep 20.
Bonutti PM, Marulanda GA, McGrath MS, Mont MA, Zywiel MG. Static progressive stretch improves range of motion in arthrofibrosis following total knee arthroplasty. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2010 Feb;18(2):194-9. Epub 2009 Oct 14.
Ranawat CS, Ranawat AS, Mehta A. Total knee arthroplasty rehabilitation protocol: what makes the difference? J Arthroplasty. 2003 Apr;18(3 Suppl 1):27-30.

Ackerman IN, Bennell KL. Does pre-operative physiotherapy improve outcomes from lower limb joint replacement surgery? A systematic review. Aust J Physiother. 2004;50(1):25-30.

A fratura de quadril é uma lesão grave , que ocorre em pessoas com mais de 65 anos, com o risco aumentando mais rapidamente depois ...

Fratura do quadril é osteoporose? Saiba por que o trauma é tão temido



A fratura de quadril é uma lesão grave, que ocorre em pessoas com mais de 65 anos, com o risco aumentando mais rapidamente depois de 80 anos de idade e as complicações podem ser fatais. As pessoas mais velhas estão em maior risco de fratura de quadril porque os ossos tendem a se enfraquecer com a idade. Mas apesar dessa diminuição da massa óssea (osteoporose) tornar o esqueleto propenso a fraturas, é a erosão gradual da massa muscular magra (sarcopenia) e a consequente fragilidade que leva o idoso às quedas. Além disso, vários medicamentos, falta de visão e problemas de equilíbrio também fazem com que as pessoas mais velhas tenham mais probabilidade de tropeçar e cair.

Leia o Faça Fisioterapia

As fraturas do quadril integram uma classificação mundial, uma das 10 piores deficiências em termos de perda de mobilidade e de deficiência de longo prazo

Sinais e sintomas de uma fratura de quadril podem incluir:
- Incapacidade de se mover imediatamente depois de uma queda
- Dor intensa no quadril ou na virilha
- Incapacidade de colocar peso sobre a perna do lado do quadril lesionado
- Rigidez, hematomas e inchaço no quadril
- Perna mais curta do lado do quadril lesionado
- Andar mais curto ou mancar no quadril lesionado

Perda de mobilidade pode ser permanente. (Getty Images)

Publicado no "The Journal of the American Medical Association" um estudo constatou que 250 mil americanos com idade acima de 65 anos terão uma fratura do quadril a cada ano, destes, cerca de 20 a 30% morrerá dentro de um ano, e muitos mais experimentarão uma perda funcional significativa nos próximos cinco anos, incluindo risco de morte.

Para dar uma ideia do tipo de perda funcional provocada pelas fraturas de quadril, o estudo faz referência a:
- 90% das pessoas não serão capazes de subir cinco degraus, no ano seguinte à fratura;
- 66% não serão capazes de ir ao banheiro sem ajuda;
- 50% não serão capazes de levantar-se de uma cadeira;
- 31% não serão capazes de sair da cama sem a ajuda de um cuidador;
- 20% não serão capazes de vestir as próprias calças sem assistência.

O tratamento

Geralmente envolve uma combinação de cirurgia, reabilitação e medicação.

Cirurgia

O tipo de cirurgia geralmente depende da localização da fratura no osso, a gravidade da fratura e da idade. As opções cirúrgicas podem incluir:
- Reparar a fratura com parafusos, placas ou haste;
- Substituição (prótese) que pode serparcial ou total;

Reabilitação

Fisioterapia se concentrará inicialmente em exercícios de ganho de mobilidade e fortalecimento e para aprender técnicas de independência na vida diária, tais como usar o banheiro, tomar banho, vestir e cozinhar.

Medicação

Medicamentos que aumentam a densidade óssea denominados bifosfonatos pode ajudar a reduzir o risco de fratura do quadril. 

Como prevenir

A melhor prevenção são os exercícios. (Getty Images)

Escolhas saudáveis de estilo de vida no início da idade adulta como construir um pico de massa óssea maior e reduzir o risco de osteoporose ajuda muito. As mesmas medidas podem reduzir o risco de quedas e melhorar sua saúde geral, se você adotá-las:

- Não beba em excesso e não fume.

- Avalie sua casa para os riscos de queda. Retire tapetes, mantenha os cabos elétricos contra a parede, e limpar o excesso de móveis e qualquer outra coisa que poderia tropeçar. Certifique-se de todos os quartos e corredor são bem iluminado.

- Vá para o seu oftalmologista para um exame a cada dois anos, ou mais frequentemente, se você tem diabetes ou uma doença ocular.

- Veja os seus medicamentos. Sentindo-se fraco e tonto, que são os possíveis efeitos colaterais de muitos medicamentos, pode aumentar o risco de cair. Converse com seu médico sobre os efeitos colaterais causados por seus medicamentos.

Mas a prevenção que mais recomendo é a pratica de exercício para fortalecer os ossos e melhorar o equilíbrio!

Teste do Supra-espinhal Indica alteração do supra-espinhal que é testado pela elevação ativa do membro superior (no plano da escápula)...

Video: Testes Ortopédicos no Ombro






Teste do Supra-espinhal

Indica alteração do supra-espinhal que é testado pela elevação ativa do membro superior (no plano da escápula) em extensão e rotação neutra, contra resistência oposta pelo examinador, a resposta poderá ser apenas dor na face antero-lateral do ombro acompanhada ou não de diminuição de força ou mesmo da incapacidade de elevar o membro superior indicando desde tendinites até roturas completas do tendão.

Teste de Jobe

O paciente faz elevação ativa do membro superior (no plano da escápula) em extensão e rotação interna contra a resistência oposta pelo examinador, posição que sensibiliza a tensão exercida no tendão do supra-espinhal; a resposta poderá ser apenas dor na face antero-lateral do acompanhada ou não de diminuição de força ou mesmo da incapacidade de elevar o membro superior indicando desde tendinites até roturas completas do tendão.

Teste do Bíceps (Speed)

Indica a presença de alteração da cabeça longa do bíceps e é testado pela flexão ativa do membro superior, em extensão e rotação externa, contra a resistência oposta pelo examinador; o paciente acusa dor ao nível do sulco intertubercular com ou sem impotência funcional associada.

Teste do Subescapular de Gerber

O paciente coloca o dorso da mão ao nível de L5 e procura ativamente afastá-la das costas rodando internamente o braço, a incapacidade de faze-lo ou de manter o afastamento, se feito passivamente pelo examinador, indica grave lesão do subescapular.

Teste da Apreensão

O examinador, colocando-se por trás do paciente, faz, com uma das mãos, abdução, rotação externa e extensão passivas forçadas do braço do paciente, ao mesmo tempo que pressiona com o polegar da outra mão a face posterior da cabeça do úmero; quando há instabilidade anterior a sensação de luxação eminente provoca temor e apreensão do paciente.

Teste da Instabilidade Posterior

O examinador faz a adução, flexão e rotação interna passiva do braço do paciente procurando deslocar posteriormente a cabeça do úmero; quando há instabilidade posterior a cabeça do úmero resvala na borda posterior da glenóide e subluxa.

A fratura de quadril é uma lesão grave , que corre em pessoas com mais de 65 anos, com o risco aumentando mais rapidamente depois de 8...

A perda funcional de uma fratura de quadril


raio-x quadril eu atleta (Foto: Getty Images)

A fratura de quadril é uma lesão grave, que corre em pessoas com mais de 65 anos, com o risco aumentando mais rapidamente depois de 80 anos de idade e as complicações podem ser fatais. As pessoas mais velhas estão em maior risco de fratura de quadril porque os ossos tendem a se enfraquecer com a idade. Mas apesar dessa diminuição da massa óssea (osteoporose) tornar o esqueleto propenso a fraturas, é a erosão gradual da massa muscular magra (sarcopenia) e a consequente fragilidade que leva o idoso às quedas. Além disso, vários medicamentos, falta de visão e problemas de equilíbrio também fazem com que as pessoas mais velhas tenham mais probabilidade de tropeçar e cair.

As fraturas do quadril integram uma classificação mundial, uma das 10 piores deficiências em termos de perda de mobilidade e de deficiência de longo prazo

Sinais e sintomas de uma fratura de quadril podem incluir:
- Incapacidade de se mover imediatamente depois de uma queda
- Dor intensa no quadril ou na virilha
- Incapacidade de colocar peso sobre a perna do lado do quadril lesionado
- Rigidez, hematomas e inchaço no quadril
- Perna mais curta do lado do quadril lesionado
- Andar mais curto ou mancar no quadril lesionado


Para dar uma ideia do tipo de perda funcional provocada pelas fraturas de quadril, o estudo faz referência a:
- 90% das pessoas não serão capazes de subir cinco degraus, no ano seguinte à fratura;
- 66% não serão capazes de ir ao banheiro sem ajuda;
- 50% não serão capazes de levantar-se de uma cadeira;
- 31% não serão capazes de sair da cama sem a ajuda de um cuidador;
- 20% não serão capazes de vestir as próprias calças sem assistência.


1. Asma ...

6 ameaças inusitadas aos ossos



1. Asma
O problema, famoso por ocasionar falta de ar, também abala a massa óssea, segundo pesquisa de várias instituições sul-coreanas. Ou melhor: especula-se que é o tratamento contra as crises, feito com remédios à base de corticoides, que traria essa consequência. "Eles aumentam a atividade dos osteoclastos, células que retiram cálcio dos ossos", justifica o pneumologista Marcelo Alcantara Holanda, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. E isso deixaria fêmur, tíbia e companhia mais porosos. Logo, para atenuar esse risco, vale adotar medidas que diminuam as crises respiratórias, como não frequentar ambientes com poeira. Assim, uma menor quantidade de corticoide será usada, e mais íntegra ficará a massa óssea.


2. Ácido úrico
Em níveis elevados, ele desencadeia gota, cálculo renal, infartos... e fraturas. De acordo com um estudo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, homens com essa molécula nas alturas correm um risco 62% maior de lesionar o quadril. Isso porque o quadro eleva a concentração do hormônio da paratireoide. E ele, por sua vez, remove o cálcio dos ossos. Logo, em excesso pode acarretar osteoporose. Para impedir a sobrecarga de ácido úrico circulante, comece maneirando nos frutos do mar.


3. Câncer
Alguns tipos de tumor - como os de próstata, mama, pulmão e rim -, se não tratados a tempo, tendem a se espalhar para os ossos e arruiná-los. Sem contar que, embora mais raros, há tumores que se originam no próprio tecido ósseo. No entanto, muitas vezes o que mais preocupa é o tratamento contra a doença. Os quimioterápicos reduzem o trabalho dos osteoblastos, células que depositam cálcio no esqueleto. Para evitar que o arcabouço do corpo fique debilitado nessas situações, os experts costumam lançar mão de suplementos e remédios. A ordem é seguir essas recomendações à risca.


4. Doença renal crônica
Quando os rins param de funcionar direito - traço típico dessa encrenca -, a produção de vitamina D é prejudicada, o que dificulta o aproveitamento de cálcio pelo corpo inteiro, inclusive nos ossos. Para piorar, nesse cenário o esqueleto abre mão de um pouco do mineral que lhe confere a cor branca para que outras áreas do organismo o utilizem. Quem foi diagnosticado com insuficiência renal deve tratar o quadro e ajustar a dieta para escapar da osteoporose. Já a população em geral precisa fazer de tudo para não padecer com hipertensão e diabete, dupla que arrasa os rins. Exercício e alimentação balanceada são boas táticas para prevenir esses problemas.


5. Doença celíaca
O glúten, proteína presente em trigo, centeio, malte e cevada, não é tolerado por pessoas com essa condição. Portanto, se ingerido por elas, ocasiona uma irritação no intestino que, em última instância, atrapalha a absorção de cálcio. De modo a avaliar o impacto da ingestão de glúten na ossatura de celíacos, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, avaliaram 7 mil voluntários durante décadas. Constataram que os pacientes que davam uma escapada na dieta tinham maior risco de sofrer fraturas no quadril. Se não dá para prevenir a doença celíaca, ao menos é possível amenizar seus estragos ficando longe de itens com glúten.


6. Doenças inflamatórias intestinais (DIIs)
Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro com cerca de 130 portadores de doença de Crohn ou retocolite - duas das principais DIIs - sugere que elas afetam a densidade óssea. Autora do artigo, a gastroenterologista e diretora científica do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil, Cyrla Zaltman, ressalta que participantes que usavam corticoides constantemente ou que não conseguiam controlar seu quadro apresentavam maiores danos no esqueleto. "Tanto a droga quanto a inflamação das DIIs prejudicam a calcificação dos ossos", esclarece Cyrla. Para preservá-los, nada melhor do que discutir seu cardápio com especialistas e se tratar direitinho.

A dor no quadril é uma queixa frequente nos consultórios médicos e nas clínicas de fisioterapia. No entanTo, nem sempre ...

Dor no quadril e bursite trocantérica




A dor no quadril é uma queixa frequente nos consultórios médicos e nas clínicas de fisioterapia. No entanTo, nem sempre o diagnóstico correto é feito, trazendo como consequência um tratamento indequado e o não alívio dos sintomas.

Uma boa anamnese e um exame físico detalhado são imprescindíveis para que se possa estabelecer um diagnóstico diferencial.

As alterações intra-articulares, como as artroses ou necroses avasculares causam além da dor, a diminuição da amplitude de movimento. Já as alterações periarticulares, sendo a bursite trocantérica a mais comum, não causam diminuição da mobilidade, além da dor.


A o nome bursite vem de bursa ( do latim pequena bolsa), que são estruturas com a função de diminuir o atrito entre os tendões e músculos sobre proeminências ósseas. Existem, no mínimo 13 bursas no quadril, mas as de interesse de estudo são a trocantérica, a iliopectínea e a isquioglútea. A trocantérica situa-se entre as inserções do glúteo médio e mínimo.

As causas da bursite trocantérica incluem traumas agudos na região, microtraumas repetitivos, fricção na banda iliotibial, discrepância entre membros, cirurgias no quadril, entre outros...

A semiologia para o diagnóstico da bursite trocantérica é controverso e obscuro, no entanto são citados alguns sinais que colaboram para o diagnóstico correto: dor à palpação no trocanter maior e que piora à noite, piora da dor na flexão associada à rotação interna e externa do quadril e que pode se associar à adução ou abdução. Como se vê, quase todos os movimentos do quadril encontram-se envolvidos e não há um teste sensivel e específico para o diagnóstico fiel. O mesmo ocorre pelo exame acurado do quadril, incluindo análise da marcha e pela exclusão de outras condições.

Os exames radiográficos são negativos, entretanto podem apresentar sinais de calcificação na região do grande trocanter.

Em trabalho realizado por Fujuki e colaboradores, 2006 foi demonstrdada uma manobra semiológica para ajudar no diagnóstico da bursite trocantérica. Essa manobra consiste em dois testes:

- 1 - Paciente em decúbito dorsal, cruza-se a o quadril afetado por cima do outro, mantendo o calcanhar na cama e fazendo 90 graus de flexão de quadril e joelho. O teste é positivo s eo paciente referir dor.

-2 - Paciente m decúbito dorsal com flexão de quadril e joelho a 90 graus e faz-se adução forçada. O teste é positivo se o paciente sentir dor.

O tratamento consiste em repouso relativo, uso de antiinflamatórios não-esteróides e fisioterapia(recursos analgésicos, ultrassom e exercícios). Caso a sintomatologia dolorosa não melhore pode-se optar por injeções de esteróides na área. Em casos extremos pode-se optar pelo procedimento cirúrgico, que consiste na remoção da busrsa inflamada.

Contratura isquêmica de Volkmann é uma contratura permanente de flexão da mão sobre o pulso, resultando em uma deformidade em forma de garr...

Contratura isquemica de Volkmann



Contratura isquêmica de Volkmann é uma contratura permanente de flexão da mão sobre o pulso, resultando em uma deformidade em forma de garra da mão e dos dedos.

Com isso,  causa uma restrição que pode danificar os nervos e músculos do antebraço. Isso pode levar a deformidades no punho, mão e dedos. A doença pode levar a graves danos ao seu braço se não for atendido rapidamente. Nos casos moderados, fisioterapia pode ser útil para aumentar o fluxo de sangue e diminuição da expansão, no entanto, esta condição pode requerer cirurgia. Fisioterapia, então, formar uma parte da reabilitação, o que lhe permite recuperar a mobilidade e força em suas mãos, dedos e antebraço. Não tente qualquer exercícios de fisioterapia, ao menos que este tenha sido indicado pelo seu fisioterapeuta.

Causas e sintomas da contratura de Volkmann

volkmann

Quase qualquer lesão traumática do braço tem o potencial de se desenvolver para esta condição, no entanto, o culpado mais comum em crianças é uma fratura no cotovelo. Também poderá ocorrer quando um antebraço for esmagado, fraturado, queimado, distúrbio hemorrágico, injeções de alguns medicamentos aplicados no antebraço ou mordida de animal.

O quadro clinico apresenta: 

• Dor (primeira manifestação), especialmente acentuada pelo alongamento passivo;

• Palidez;

• Ausência de pulso;

• Parestesias (formigamento);

• Paralisia.

Resultados que irão comprovar a contratura de Volkman: 

- O pulso estará em flexão palmar;

- A dor ocorrerá com o alongamento passivo do flexor dos dedos;

- A palpação da região afetada criará dor persistente;

- É possível que não sinta pulsações por conta do punho estar inchado;

Também existem limitações neurológicas visíveis a partir dos músculos que comprimem as vias neurais, haverá uma sensação de formigamento (parestesia);

Prevenção e Tratamento

Para evitar uma contratura isquêmica de Volkmann, mantenha seu braço elevado após a lesão. Isto reduz a probabilidade de inchaço no antebraço. Quando essa condição ocorre, você deve ter tratamento imediato, porque um nervo que é comprimido por mais de 12 a 24 horas podem sofrer danos irreparáveis.

O tratamento pode envolver fisioterapia com uso de talas dinâmicas em casos suaves para aliviar o inchaço e manter a amplitude de movimento. No entanto, o tratamento dos casos mais agressivos envolve uma cirurgia para reduzir o inchaço e melhorar a função do pulso danificado, mãos e dedos.

A recuperação

O objetivo da fisioterapia com esta condição é melhorar a força muscular e mobilidade articular. A recuperação total de contratura isquêmica de Volkmann muitas vezes é possível em casos leves, no entanto, a fisioterapia é freqüentemente necessária para melhorar a amplitude de movimento e funcionamento do punho, mão e dedos. Em casos mais graves, a recuperação total pode não ser possível, mesmo com extensa fisioterapia.

Se o braço está imobilizado, o foco da fisioterapia precoce pode ser educativo, incentivando você a manter seu braço elevado e gentilmente mover seu punho, mão e dedos, tanto quanto você puder. Uma vez que o braço já não está imobilizado, o fisioterapeuta pode prescrever exercícios de alongamento suaves, terapia de calor e exercícios ativos que visam aumentar a amplitude de movimento e força.

As fraturas da clavícula são frequentes, podendo acometer crianças e adultos e ocorrendo, geralmente, por conta de traumas diretos ou ...

Tratamentos da fratura de clavícula


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As fraturas da clavícula são frequentes, podendo acometer crianças e adultos e ocorrendo, geralmente, por conta de traumas diretos ou indiretos no membro superior. Podem ocorrer em acidentes ciclísticos, motociclísticos, quedas de cavalo, no futebol ou demais esportes e, em recém-nascidos, durante o trabalho de parto.

Independente da idade, o tratamento das fraturas da clavícula são submetidas em sua maioria ao tratamento conservador. As mais comuns são no terço médio do osso e apresentam índices de consolidação maiores que 95%. Esse tratamento consiste no uso de tipoia chamada "Velpeau" ou imobilizador "tipo 8", que devem ser usados corretamente para permitir a imobilização necessária para a consolidação.

Atualmente, não se utilizam mais rotineiramente imobilizações gessadas ou enfaixamentos torácicos devido ao grande desconforto e dificuldade para higiene do paciente. No tratamento conservador, não é necessário encaixe perfeito dos fragmentos fraturados pois o osso consolida com formação de calo e pequenos encurtamentos não interferem na função do ombro.

A fraturas que apresentam maiores desvios, fraturas expostas ou acompanhadas de fraturas de outros ossos, associadas a lesões vasculares e fraturas do terço distal da clavícula, são indicações de tratamento cirúrgico. Neste caso, em geral é realizada a colocação de placa e parafusos para fixação da fratura, mas também podem ser utilizados outros materiais, como hastes flexíveis.

O tempo de consolidação da fratura é ao redor de seis a oito semanas e deve ser acompanhado pelo ortopedista, que dará as orientações necessárias para obter os melhores resultados e a reabilitação adequada.

As fraturas do terço distal do rádio constituem de dez a 12% das fraturas do esqueleto e são, muitas vezes, chamadas genericamente de fr...

Fraturas do terço distal do rádio: classificação e tratamento


As fraturas do terço distal do rádio constituem de dez a 12% das fraturas do esqueleto e são, muitas vezes, chamadas genericamente de fratura de Colles. não se levando em conta os vários tipos de fraturas distintas do rádio distal que necessitam considerações terapêuticas diversas e prognósticos diferentes.

De Hipócrates a Pouteau, as fraturas do terço distal do rádio foram consideradas como luxações radiocárpicas. No trabalho póstumo de Pouteau, publicado em 1783, trinta anos antes de Colles ( 1813), a fratura do terço distal do rádio foi brilhantemente descrita, embora apresentasse teoria equivocada a respeito da ação da contração dos dedos(8,14),

Em 1838, Johan Barton descreveu outro tipo de fratura do terço distal do rádio. em que ocorria o comprometimento marginal dorsal do rádio com luxação do carpo, e aventou a possibilidade de se verificar fratura semelhante na face palmar do rádio, que também foi descrita por Leternnier no mesmo ano.

Goyrand. em 1932. e posteriormente Smith, em 1974, descreveram a fratura do extremo distal do rádio em flexão e compressão, fratura inversa à descrita por Colles (1813).

Além desses, vários outros autores descreveram diver-sos tipos de fraturas do terço distal do rádio, como as fraturas marginais laterais.

Ao longo da história, pouca atenção foi dada a esse tipo de fratura nos meios ortopédicos, possivelmente devido aos métodos terapêuticos inadequados e insuficientes para evitar as seqüelas provocadas pelo encurtamento e perda da incli nação ulnal e volar do rádio e, também, pelo fato de acometer pacientes de faixa etária elevada e baixa produtividade econômica na sociedade. Somente nas duas últimas décadas começou-se a dar maior importância à classificação, tratamento e reabilitação funcional dessas fraturas, na tentativa de di minuir o número de seqüelas e o tempo de afastamento do trabalho desses pacientes.

Vários autores tentaram classificar as fraturas do terço distal do rádio(4,6,8,10,12,21) ; entretanto, nenhuma classificação é totalmente aceita, por não possuir elementos suficientes que orientem o tratamento, bem como o prognóstico dessas fraturas. Escolhemos a classificação do grupo AO, que, a nosso ver. abrange os diversos tipos de fraturas distais do rádio e não somente as fraturas do tipo Colles.

Foram propostos na literatura vários métodos de tratamento. entre eles: Jones (1915) propôs a substituição do afixamento e massagem referidos por Colles por redução manipulativa e imobilização gessada com tala dorsal. Bohler (1919) recomeudou tração prolongada, evitando manobras redutivas violentas e, posteriormente. em 1923, adotou o método de redução incruenta e estabilização por fixação transesquelética bipolar nas fraturas cominutivas. Rush & Rush(16) (1949) iniciaram o tratamento com fixação percutânea intramedular. De Palma(7) ( 1952) introduziu um tipo de fixação percutânea transulnal para fraturas instáveis. Sarmiento(11) (1975) recomendou o tratamento pelo método incruento, que inclui imobilização em órtese de plástico termomoldável com supinação do antebraço.

Atualmente, vários fixadores externos têm sido utilizados com maior freqüência. todos baseados no princípio de manutenção da redução por tração rígida e contínua, inicialmente proposta por Bohler, em 1919. Ulson(21) enfatizou o alto grau de instabilidade e preconizou a fixação das fraturas da extremidade distal do rádio, tipo extensão-compressão, com osteossíntese intramedular percutânea e fixação externa. Jakob & Fernandez (11) apresentaram o uso de minifixadores externos nas fraturas cominutivas articulares e o conceito de ligamentotaxia.

O uso de placas de suporte e parafuso foi muito difundido como tratamento de fraturas intra-articulares marginais.

Sennwald & Segmuller(19) apresentaram uma classificação das fraturas do terço distal do rádio, enfatizando a fixação estável e redução anatômica como principal método de tratamento, utilizando fixação interna e externa, dependendo do tipo de fratura,

O objetivo deste trabalho é mostrar nossa experiência no tratamento da fratura do terço distal do rádio, enfatizando a redução anatômica e a reabilitação funcional.

MATERIAL E MÉTODOS
Foram estudados 35 pacientes com fratura do terço distal do rádio, durante o período de julho de 1987 a agosto de 1988. Os pacientes foram atendidos no pronto-socorro do Hospital São Camilo e Hospital São Paulo: dos 35 pacientes, 21 eram do sexo feminino e 14, do masculino: a idade dos pacientes variou entre 26 e 72 anos.

Os pacientes foram avaliados com radiografias em ânteroposterior e perfil da extremidade afetada e, em Seguida, classificados segundo o tipo de fratura, de acordo com a classificação do grupo AO. (fig. 1 e tabela I), Foram oito pacientes classificados no tipo A, 12 no tipo B e 15 no tipo C.

O tratamento instituído estava de acordo com a classificação da fratura, a idade do paciente e a atividade profissional exercida.

As fraturas do tipo A (extra-articulares e estáveis) foram tratadas com redução incruenta, com o paciente sob anestesia troncular e aplicação de gesso axilopalmar por quatro semanas e, posteriormente, gesso antebraquiopalmar por mais duas semanas, com exceção das fraturas tipo A3, que apresentam cominuição dorsal, e dos pacientes idosos, que se comportam como instáveis, os quais foram tratados cirurgicamente com placa e parafusos.

As fraturas do tipo B (intra-.articulares marginais), predominantes em indivíduos jovens, foram tratadas com redução aberta e osteossíntese com placa e/ou parafuso. Após a cirurgia, o paciente foi mantido com tala gessada antebraquiopalmar por três a quatro semanas, quando foi utilizada imobilização removível e iniciada terapia ocupacional por mais duas semanas, ao fim das quais foram reavaliados e retirada a imobilização, Exceção deve ser feita às fraturas do tipo B 1, nas quais a fratura da apófise estilóide não compromete a superfície articular, sendo tratadas com gesso antebraquiopalmar por quatro semanas,

As fraturas do tipo C são intra-articulares extremamente instáveis; nas fraturas do tipo C 1, em que a congruência articular é mantida, procedeu-se à redução aberta e osteossíntese com placa e parafuso; o paciente foi mantido em tala gessada por três a quatro semanas, quando foi retirada a imobilização removível para os exercícios; na quinta semana, os pacientes foram reavaliados e retirada a imobilização.

As fraturas do tipo C2 e C3, que apresentam cominuição intra-articular com perda da congruência articular, foram tratadas com fixador externo tipo AO, sendo usados quatro fios de Schanz, de 2mm, de maneira a formar um ângulo de 40 a 60 graus em relação ao eixo longitudinal da diáfise e de 45 graus entre si.

Nos pacientes idosos, com fraturas dos tipos C2 e C, foram realizadas enxertias ósseas através de incisão de, aproximadamente, 2cm na face lateral do rádio, entre o extensor radial do carpo e o abdutor longo do polegar, com aplicação de enxerfo esponjoso retirado da crista ilíaca homolateral(17,18).


Após a redução, o paciente foi mantido com tala gessada antebraquiopalmar, com dedos livres, por quatro semanas. Iniciou-se terapia ocupacional, objetivando-se a pronossupinação do antebraço, na segunda semana, quando não havia associação com fratura da ulna e flexoextensão dos dedos e cotovelo (15).

A avaliação foi feita segundo os critérios anatômicos de Frykman (l0) modificados por Lidström(12), que consideram desvio radiográfico, encurtamento e desvio radial na incidência AP e inclinação da superfície articular do rádio no perfil (tabela 2), e segundo os critérios funcionais de McBride(13) após seis meses de evolução (tabela 3).

RESULTADOS
O tratamento efetuado foi baseado nos critérios de indicação terapêutica por nós adotados, apoiado na classificação do grupo AO. Os resultados obtidos segundo os critérios anatômicos de Frykman e funcional de McBride são mostrados nas tabelas 4 e 5, respectivamente.

DISCUSSÃO
Na literatura, encontramos várias classificações para as fraturas do terço distal do rádio, mas nenhuma abrange todas as fraturas e nos fornece subsídios para a conduta terapêutica, portanto, padronizamos as indicações terapêuticas baseados na classificação do grupo AO, que, a nosso ver, é o mais abrangente.

Obtivemos alto índice de resultados excelentes e bons em relação aos parâmetros anatômicos de Frykman (91,5%), como em relação aos parâmetros funcionais de McBride (94,4%), mesmo levando-se em conta as fraturas graves, como as dos tipos B e C.

Dentre os pacientes considerados de resultado regular, segundo os critérios anatômicos de Frykman, encontramos duas fraturas do tipo A. Um paciente apresentou, na evolução, quadro de algoneurodistrofia, sendo também considerado como resultado regular segundo os critérios funcionais de McBride; já o outro paciente evoluiu com inversão do ângulo de inclinação dorsal do rádio no perfil: no entanto, apresentou boa evolução, com manutenção do comprimento relativo do rádio, sendo considerado como bom resultado segundo os critérios funcionais de McBride.

O paciente com resultado ruim, segundo o critério anatômico de Frykman, apresentou fratura do terço distal do rádio, tipo C, com exposição óssea e perda da "massa extensora" do dorso do antebraço e punho, apresentando, entretanto, resultado regular segundo os critérios funcionais de McBride.

Devemos salientar que o alto índice de resultados excelentes e bons está relacionado à possibilidade de se fazer fisioterapia e terapia ocupacional assistida precoce, o que sempre foi uma de nossas metas durante o tratamento.

CONCLUSÃO
Com o uso de uma classificação de grande abrangência e fácil interpretação, apresentamos um protocolo com tratamentos distintos nos diversos tipos de fratura do terço distal do rádio. Salientamos a importância de redução anatômica e terapia ocupacional precoce, que são de grande valia para a obtenção de bom resultados funcionais.

REFERÊNCIAS

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Fonte

O sistema proprioceptivo recebe informações de receptores musculares, cutâneos e articulares e utiliza estes estímulos sensoriais para d...

Proprioceptores do joelho


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O sistema proprioceptivo recebe informações de receptores musculares, cutâneos e articulares e utiliza estes estímulos sensoriais para determinar onde os membros se encontram no espaço, a amplitude e a velocidade de seus movimentos. Os receptores musculares são a fonte predominante das informações proprioceptivas, mas os receptores cutâneos e articulares também contribuem para os processos que envolvem a percepção (COHEN, 2001).

Os proprioceptores são inervados nas articulações por ramos articulares com origem nos nervos destinados aos músculos, tendões e tecidos profundos associados de cada articulação. As sensações articulares do joelho são o único componente de um sistema de estabilização dinâmica, visto que há alteração na propriocepção após uma lesão no joelho. A maioria dos receptores articulares descarregam próximo dos extremos do movimento. Geralmente, durante a flexão e a extensão máximas, assim, não produzem um sinal inteligível relacionado à posição da articulação.

A informação proprioceptiva protege a articulação contra lesões causadas pelo movimento que excede a amplitude de movimento fisiológica e normal, e ajuda a determinar o apropriado equilíbrio entre forças sinergistas e antagônicas.

Os receptores são classificados por localização em: articulares (presente nas articulações), profundos (músculos, tendões e ligamentos) e superficiais (cutâneos). Os receptores articulares estão localizados dentro da cápsula articular, ligamentos e em todas as estruturas intra-articulares existentes no corpo. A cápsula articular contém quatro tipos de receptores distintos de terminações nervosas: Corpúsculos de Ruffini, receptores de Golgi, corpúsculos de Paccini e terminações nervosas livres.

Os corpúsculos de Ruffini são sensíveis ao alongamento da cápsula articular, alteração da pressão do fluido intracapsular, amplitude e velocidade de alteração da posição articular. Os receptores de Golgi são intraligamentares e apresentam-se ativos quando os ligamentos são solicitados nos extremos do movimento articular. Os corpúsculos de Paccini são sensíveis à vibração de alta freqüência, e as terminações nervosas livres são sensíveis ao estresse mecânico.

No joelho saudável e normal, estabilizadores tanto estáticos quanto dinâmicos, proporcionam sustentação. Os estabilizadores estáticos são ligamentos, meniscos e cápsula articular. Essas estruturas proporcionam estabilização à articulação dos tecidos capsuloligamentares e desempenham importante papel sensitivo, pois detectam a posição e movimento da articulação.

Sinais de receptores articulares e cutâneos contribuem para a propriocepção e são os mais importantes para a mão e menos críticos para as articulações mais proximais, como a do joelho.

A inervação extrínseca das estruturas articulares é realizada por intermédio da estimulação aferente dos receptores periarticulares. Essa estimulação resulta no desencadeamento de reflexos protetores destinados a se oporem ao movimento lesivo.

Muitos podem não saber, mas pisar de forma errada desencadeia vários problemas na postura e n...

Pé torto pode ser causa de dor nas costas




Muitos podem não saber, mas pisar de forma errada desencadeia vários problemas na postura e nas articulações. O costume é capaz de provocar dores na coluna vertebral, nos joelhos, nas pernas e na região lombar. Além disso, os mesmos sintomas são sentidos por quem tem má formação dos pés. As más formações de que mais ouvimos falar são as provenientes de deformidades congênitas ou adquiridas, que mudam a anatomia normal do pé e alteram o seu apoio no solo.

Cuidado: salto alto pode provocar inflamação grave nos pés e provocar dores na coluna   No caso de crianças, com idade inferior a dois anos, é comum apresentar algum grau de pé plano flácido, decorrente da flacidez dos ligamentos.

Outros fatores, como fraturas, diabetes e artrite reumatoide também promovem deformidade nos pés, que são os principais meios de sustentação e equilíbrio do corpo.

Para diagnosticar alterações na postura devido a má formação dos pés, os recursos mais utilizados são avaliações postural e funcional e teste da pisada (exame de baropodometria). O ideal é detectar o problema cedo para não comprometer o alinhamento postural e estrutural do corpo. Segundo o ortopedista, há diversos procedimentos para acertar a pisada. 

O ortopedista recomenda o uso de palmilhas e sapatos ortopédicos, que proporcionam mais conforto na caminhada para quem tem problemas mais leves. Em casos mais graves, especialmente decorrentes de problemas adquiridos de fraturas, há recursos cirúrgicos para correção.

A fratura do rádio distal (FRD) é uma enfermidade do punho comumente encontrada pelos ortopedistas em serviços de emergência. Esta...

Artigo: Reabilitação das fraturas do rádio distal



A fratura do rádio distal (FRD) é uma enfermidade do punho comumente encontrada pelos ortopedistas em serviços de emergência. Esta patologia tem sido foco de preocupação para os profissionais da área da saúde, especialmente os especialistas em membro superior, cirurgiões e terapeutas de mão. A FRD pode ser encontrada em qualquer faixa etária. A literatura brasileira1 aponta uma freqüência variável de 1% a 31%. Está frequentemente associada a quedas sobre a mão, estando o punho em extensão no instante do impacto, por este motivo, é de denotada importância em adultos com idade avançada.1

Diversos autores propuseram classificações distintas para as FRD. Dentre as mais usadas atualmente estão a Classificação de Frykman2, a Classificação da ASIF/AO (Associação Suíça para o estudo das fixações internas)2 e a classificação por epônimos. Na classificação de Frykman, quanto maior for o algarismo romano que classifica a fratura, maior será sua complexidade. O mesmo acontece na classificação da AO, ordenando as fraturas a números (1,2,3) e letras (A,B,C). De acordo com o grau de complexidade, acontecem diferentes níveis de lesão de tecidos moles o que acarretará em prognósticos distintos.3,4 O tipo de fratura define, também, o tipo de tratamento recomendado, que varia de conservador à várias técnicas cirúrgicas.

A FRD pode implicar em complicações incluindo distrofia simpático reflexa, rigidez articular, perda de força de preensão, de potência, alterações neuro-motoras decorrentes da lesão do nervo mediano, deformidade residual da articulação do punho, instabilidade mediocarpal, dentre outras.5 A reabilitação das FRD é indicada no intuito de prevenir complicações e deformidades e acelerar a melhora funcional. Acredita-se que o tratamento permita um retorno precoce às atividades de vida diária5, especialmente em casos onde a profissão do paciente demanda muito do membro afetado.

Seguindo os modelos de prática baseada em evidência é importante que a conduta terapêutica seja bem documentada e atestada cientificamente. Portanto, o objetivo desse estudo foi realizar uma análise sistemática da literatura para avaliar as evidências científicas referentes à conduta terapêutica mais adequada na reabilitação após FRD.

 

METODOLOGIA

A realização da pesquisa bibliográfica utilizou como bases de dados o PubMed, Lilacs, Pedro, Cochrane, Scielo e Otseeker. As palavras chaves utilizadas foram: fracture, distal radius, Colles, rehabilitation, occupational therapy, physiotherapy, hand therapy, em diferentes combinações. Restrições foram feitas para línguas diferentes da inglesa, espanhola, francesa e portuguesa. O período de publicação não foi restringido. Os artigos adquiridos tiveram suas listas de referências bibliográficas cuidadosamente examinadas no intuito de encontrar novos títulos relevantes para essa investigação.

Foram considerados apenas estudos que abordassem reabilitação ou condutas terapêuticas relacionadas a orientações quanto à movimentação do membro afetado após FRD, disponíveis em bibliotecas de toda América Latina ou através de contato com os autores por e-mail.

Devido aos resultados controversos, os trabalhos científicos selecionados foram divididos em dois grupos, de acordo com a metodologia utilizada: estudos experimentais e estudos não experimentais. O primeiro grupo, foi avaliado pelos dois autores, seguindo os parâmetros de avaliação da escala PEDro, que apresenta confiabilidade adequada.6 Esta escala é dividida em critério de validade externa (critério 1) e interna (critérios de 2 a 11) e pontua com um escore de um (1) cada um dos seguintes critérios:

- Critério 1: Explicitação dos critérios de eligibilidade (inclusão/exclusão);

- Critério 2: Alocação aleatória;

- Critério 3: Alocação oculta (primeiro foram aplicados os critérios de inclusão e depois feita a randomização);

- Critério 4: Grupos similares em relação aos fatores prognósticos mais relevantes;

- Critério 5: Sujeito cego;

- Critério 6: Terapeuta cego;

- Critério 7: Avaliador cego;

- Critério 8: Perda de sujeitos menor que 15%;

- Critério 9: Os dados da última mensuração seguem os princípios da intenção de tratar;

- Critério 10: Comparação estatística entre grupos adequada na última mensuração;

- Critério 11: Explicitação de pontos de variabilidade e de medida.

O somatório dos escores permitiu determinar a qualidade de cada estudo considerando de baixa qualidade pontuações até 4 (quatro), nos critérios de validade interna, e estudos de alta qualidade e pontuações acima de 5 (cinco). Qualquer dissidência de opinião entre os autores foi resolvida através de discussões até um acordo mútuo. Os estudos não experimentais foram incluídos na tentativa de esclarecer perguntas do presente estudo, não solucionadas com os estudos experimentais encontrados, e indicar possíveis consensos na literatura sobre o tema abordado. A análise dos mesmos ocorreu, principalmente, em busca de informações relativas à discriminação das condutas terapêuticas utilizadas na reabilitação da FRD.

Para determinação de evidência científica, foram empregados os seguintes critérios:7

Evidência forte: resultados consistentes em ECRs múltiplos de alta qualidade;

Evidência moderada: resultados consistentes em um ECR de alta qualidade e em um ou mais ECRs de baixa qualidade ou resultados consistentes em ECRs múltiplos de baixa qualidade;

Evidência limitada ou conflitiva: um ECR de alta ou baixa qualidade ou resultados inconsistentes em ECRs múltiplos;

Nenhuma evidência: nenhum ECR

 

RESULTADOS

Foram encontrados 22 estudos que mencionaram ou testaram alguma técnica terapêutica utilizada para reabilitar as FRDs. Dentre eles, 14 foram identificados como ECRs, dois como descritivos, seis transversais observacionais sendo um de coorte.

Dos 14 estudos apreciados, sete foram avaliados como de alta qualidade e os seis restantes, de baixa qualidade.

Para facilitar a análise, os estudos experimentais foram subdivididos em grupos de acordo com os objetivos traçados e as terapias comparadas.

Dentre os 14 estudos analisados, quatro deles focaram sua atenção na investigação da eficácia da mobilização precoce. A Tabela 1 mostra também uma síntese destas investigações, apresentando ECRs de baixa qualidade (nota 4 na escala PEDro) a favor da mobilização precoce, e um estudo prospectivo de coorte atestando não haver diferenças entre as terapias comparadas. Este último estudo foi incluído por representar uma pesquisa de grande rigor científico, mas não existem parâmetros válidos e confiáveis específicos para avaliar a qualidade de estudos de coorte tornando este resultado apenas ilustrativo. O somatório destas conclusões indicou uma evidência moderada a favor da mobilização precoce, devido a resultados consistentes em múltiplos estudos controlados de baixa qualidade.

 

 

Dentre os ECRs encontrados, sete abordaram a comparação entre tratamento fisioterapêutico e exercícios domiciliares como terapêutica das FRD. A Tabela 2 apresenta o resumo metodológico de cinco trabalhos de alta qualidade (notas 8,5,6,5,8), sendo que três atestaram a eficácia da abordagem da fisioterapia e dois indicaram não existir diferenças entre as abordagens. Os dois estudos restantes foram avaliados como de baixa qualidade (nota 1) e ambos concluíram a favor da hipótese nula. Os resultados apresentados, portanto, apontaram uma evidência conflitiva para a eficácia da abordagem da fisioterapia após FRD, quando comparados a exercícios realizados em domicilio pelos pacientes, uma vez que os estudos de alta qualidade apresentaram resultados controversos entre si. Vale a pena salientar, como outro ponto de conflito que cada estudo utilizou um protocolo de reabilitação diferente, tendo havido também diferenças nas formas utilizadas para mensuração dos resultados. Estes procedimentos dificultaram a comparabilidade entre os estudos e podem ser, inclusive, uma justificativa para que estes estudos tenham encontrado resultados tão distintos.

 

 

TÉCNICAS TERAPÊUTICAS ESPECÍFICAS

Apenas três autores tentaram comprovar, especificamente, a eficácia de técnicas terapêuticas específicas. Haren et al.8 atestaram o efeito da drenagem linfática na redução do edema, enquanto Cheing et al.9 indicaram bons resultados na utilização do campo eletromagnético pulsado (CEMP). Basso e Pike10 concluíram não haver diferenças em ganho de amplitude de movimento (ADM) com ou sem o uso do Ultra-Som (US) durante os exercícios. Dentre eles, os dois primeiros aplicaram uma metodologia de alta qualidade (notas 6 e 7 respectivamente) e o último foi considerado de baixa qualidade (nota 4), além de apresentar falhas técnicas importantes na escolha dos procedimentos realizados nos grupos comparados. O estudo Kay11, enquadrado no grupo anterior e com nota 6 na escala PEDro, detectou eficácia da mobilização articular no ganho de ADM de flexão de punho, uma vez que este procedimento foi a única diferença entre o grupo controle e o grupo tratamento.

Apesar das diferenças na qualidade metodológica, os três trabalhos demonstraram evidências limitadas a partir de suas conclusões, por serem únicos na tentativa de comprovar os efeitos destas técnicas terapêuticas específicas. A Tabela 3 apresenta um resumo destes estudos.

 

 

Uma vez que os estudos experimentais existentes na literatura atual não foram suficientes para responder todas as perguntas propostas por esta revisão sistemática, optou-se por incluir estudos não experimentais em busca de consensos que possam guiar o terapeuta de mão ao tratarem pacientes que sofreram FRD:

Estudos não experimentais e qualitativos

Foram encontrados nove estudos não experimentais que citaram ou descreveram a reabilitação preconizada após FRD. A análise destes estudos mostrou um possível consenso em relação à conduta terapêutica recomendada, sendo que apenas uma publicação se ateve especificamente à população brasileira. Não foram encontradas controvérsias entre os autores de forma que um complementa o outro sem aludir discordâncias em relação a procedimentos e objetivos propostos. A maioria dos autores recomendou que o tratamento fisioterapêutico fosse realizado o mais precocemente possível3-5 e as metas iniciais devem priorizar a redução do edema3,4,12 a restauração das ADMs da mão e punho3-5,12 e a manutenção dos movimentos em articulações não afetadas.3,5

O ganho de ADM em punho e dedos deve iniciar-se com movimentação ativa3,12 e progredir para movimentação passiva3,5,12 e mobilização articular3, nos casos em que a primeira sozinha não restaurasse completamente a limitação. Os autores enfatizaram os movimentos de prono-supinação do antebraço, de flexão/ extensão5 e desvios ulnar/radial do punho4, flexão/extensão do cotovelo3,5, flexão/extensão de dedos3-5,12 e movimentos de ombro.3,5

Dentre os procedimentos realizados no intuito de reduzir o edema, foram mencionados: elevação do membro associada com movimentação ativa das articulações3,5,12, especialmente do punho e dedos; compressão mecânica3,4 com faixa Coban, luvas digitais, meias compressivas, enrolamento com barbantes3, massagem retrógada3,4, crioterapia4 e banhos de contraste.12 O cuidado com a cicatriz através da técnica de fricção transversa profunda3,12 e do deslizamento diferencial de tendões3,4,12 foram procedimentos recomendados tanto nas fraturas com redução aberta quanto nas fechadas.

Não foram encontrados estudos que objetivamente respondessem ou mesmo esclarecessem os questionamentos quanto o papel da reabilitação de prevenir complicações e diminuir o tempo de retorno às atividades rotineiras. Ainda não foram documentadas na literatura tentativas de utilizar a metodologia qualitativa ao atestar o efeito e a importância da reabilitação nas FRDs.

 

DISCUSSÃO

O grupo de estudos que avaliou os benefícios da mobilização precoce, não respondeu diretamente às questões a serem respondidas por esta revisão sistemática. Entretanto, o número expressivo de ECRs com esta questão chama atenção e, de certa forma, representa a necessidade da mobilização da articulação após FRD, considerada o objetivo principal do acompanhamento fisioterapêutico.3-5,12

A inadequação no rigor metodológico dos estudos avaliados impossibilita a generalização de seus achados. Além das baixas pontuações adquiridas na escala PEDro, pode-se encontrar outras falhas em sua construção. Dentre elas, pode-se citar a não padronização do tipo de fratura que acometeram os sujeitos da amostra. O controle desta variável é de extrema relevância, uma vez que fraturas de diferentes complexidades apresentarão prognósticos distintos.2,13 Apenas os estudos de Pasila et al.14 e Wakefield et al.15 controlaram esta variável nos integrantes de suas amostras. Outro viés encontrado nos trabalhos foi a ausência de detalhamento na utilização de métodos de mensuração de resultados que, por vezes, não tiveram propriedades psicométricas testadas e/ou adequadas. Somente os estudos de Cheing et al.9, Haren et al.8, Solanki et al.16 e Watt et al.17, mediram corretamente os efeitos testados.

Atenção deve ser dada à escassez de estudos que mensuraram resultados funcionais. Desde o desenvolvimento da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), é crescente a preocupação dos profissionais envolvidos em reabilitação no intuito de criar métodos de mensurar a melhora funcional dos pacientes focando atenção nos constructos de atividade e participação. Alguns questionários e escalas já possuem validade, confiabilidade e responsividade devidamente comprovadas e poderiam atestar efeitos terapêuticos nas lesões de punho. Dentre eles podemos citar o Patient Related of Wrist Evaluation (PRWE), e o Disability Assessment of Shoulder and Hand (DASH), que já foram atestados como adequados para FRD.3,18 A não utilização destes instrumentos pode ser uma explicação para que os estudos falhem ao trazerem informações consistentes, uma vez que medidas funcionais constituem a melhor forma de mensurar benefícios da reabilitação.18 Maciel et al.19 utilizaram o PRWE e Wakefield et al.15 o Short Form (SF-36), para medir ganhos funcionais dos pacientes, sendo os únicos a realizarem adequadamente esta medição.

Os ECRs centrados na comparação entre instruções de exercícios a serem realizados em casa pelo paciente e tratamento realizado com acompanhamento de terapeutas de mão são os mais frequentemente encontrados na literatura, quando o tema é reabilitação nas FRD. Esta maior freqüência deve-se, possivelmente à facilidade de aquisição da amostra, quando comparada a estudos que atestaram a eficácia de procedimentos terapêuticos específicos. Os dois tipos de tratamento propostos dão aos indivíduos a certeza de que estão obtendo tratamento adequado, ou seja, independentemente do grupo ao qual for direcionado aleatoriamente, o participante é informado de que fará os mesmos exercícios. Além disso, o grupo de tratamento utilizado por todos os ECRs frequentou o consultório no máximo duas vezes por semana, ficando os pacientes responsáveis por realizar os exercícios terapêuticos sozinhos, em sua maioria. O fato é que os grupos controle e tratamento possuiram diferenças mínimas, o que pode explicar a insuficiência de evidências científicas.

A reabilitação é caracterizada por ser individualizada e de avaliação constante, ou seja, o paciente é reavaliado a cada encontro e o terapeuta pode evoluir os exercícios no intuito de alcançar habilidades motoras precocemente. Em um acompanhamento semanal, o paciente perde a oportunidade de trabalhar constantemente no máximo de suas aptidões, podendo, dessa forma atrasar sua recuperação. Ao ser recrutado para o estudo, portanto, não seria incomum o paciente recusar-se a participar. Além disso, os estudos elaborados para testar procedimentos terapêuticos específicos encontram dificuldades em serem aprovados sob a avaliação de um comitê de ética, uma vez que o grupo controle poderia ser prejudicado em sua evolução por não ser submetido aos mesmos procedimentos do grupo de tratamento. Uma alternativa ao testar a eficácia destes procedimentos pode ser a utilização da metodologia qualitativa, mensurando a melhora sob a perspectiva do próprio paciente.

Outra consideração a ser feita aos estudos encontrados foi o momento da mensuração de resultados no decorrer do tratamento. A maioria dos estudos indicou que, a longo prazo (3 e 6, 9 e 12 meses), as FRDs obtiveram os mesmos resultados funcionais com ou sem acompanhamento fisioterapêutico. Não houve atenção para a possibilidade da reabilitação acelerar a melhora funcional dos pacientes, fazendo que estes possam retornar às suas atividades rotineiras mais precocemente, e que esta diferença poderia ser encontrada se os resultados fossem comparados a cada semana ou a cada mês.

O tratamento baseado em exercícios domiciliares, apesar de ser indicado por alguns autores, possui diversos problemas práticos. Dentre eles, pode-se citar a adesão e/ou obediência a este tipo de tratamento e a variação do nível sócio cultural dos pacientes. A obediência às instruções já é indicada na literatura como uma problemática.20 Estudos demonstraram significativa predição de obediência aos programas de exercícios domiciliares em pacientes com percepção de auto-eficácia positiva e lócus de controle externo.20 O mesmo ocorre quando o paciente possui altas expectativas em relação aos resultados do tratamento, uma vez que pela necessidade e desejo da melhora acelerada, o mesmo se engaja no tratamento mais ativamente. Portanto, ao impelir o programa domiciliar nos pacientes, o terapeuta deve certificar-se de que ele possui o perfil correto, sendo que este programa não se encaixa indiscriminadamente a qualquer um. Caso contrário, corre-se o risco de colher resultados insatisfatórios que não demonstrem a realidade.20

Em relação aos estudos que tentaram comprovar a eficácia de procedimentos terapêuticos, Basso & Pike 199810, se propuseram a verificar o efeito da aplicação de terapia de ultra-som na melhora da ADM de punho. Porém, a metodologia do estudo apresentou várias falhas, dentre elas a não especificação da forma de mensuração de ADM, sendo que já existem estudos conclusivos que compararam diferentes técnicas de goniometria para as articulações da mão e do punho.21 Os outros trabalhos, por serem bem controlados e com metodologia satisfatória, só não forneceram informações científicas mais fortes por serem únicos na tentativa de comprovar as técnicas descritas.

Considerando as pesquisas não experimentais, a sua maioria descreveu sucintamente o tratamento fisioterapêutico recomendado após FRD, tornando pobre e escasso o entendimento sobre a conduta e a evolução de exercícios de fortalecimento muscular e funcionais. O ganho do movimento de flexão e extensão de punho, que é o movimento mais acometido após FRD, visto que todos os estudos experimentais usaram este parâmetro para mensurar resultados, foi citado por apenas um, dos nove estudos não experimentais incluídos.

Foi observado também uma carência na elaboração de tratamentos mais especializados. Esta lacuna pode ser exemplificada pelo fato que de nenhum autor tenha sugerido treino de proteção articular, descarga de peso e retorno funcional a atividades esportivas ou ocupacionais. Jogadores recreacionais de tênis, squash, peteca, vôlei, entre outros não são pouco encontrados no ambiente de consultório. O fisioterapeuta, portanto, muitas vezes conta apenas com sua criatividade em uma situação clínica, completamente desprovido de evidências ou tendências cientificas ao tratar pacientes deste perfil, que porventura tenham sofrido FRD.

Trabalhadores braçais (industriários, marceneiros) ou que demandem alta coordenação fina (ourives, cirurgiões, artesãos) também podem vir a serem prejudicados por esta lacuna na literatura, por atraso na execução destas tarefas com presteza. Inclusive atividades mais cotidianas como apoiar-se nas mãos ao levantar-se de uma cadeira, carregar uma garrafa de refrigerante de dois litros, lavar roupas ficariam prejudicadas na ausência de exercícios que treinem estas habilidades. Bialocerkowski22 e Bialocerkowski et al.,23 investigaram as dificuldades associadas a desordens de punho e apontaram tarefas semelhantes a estas.

O programa de "stress loading" ou mesmo de exercícios de descarga de peso no membro acometido13 pode ser uma alternativa para sanar esta deficiência nos tratamentos propostos e são utilizados com freqüência na pratica clínica ao tratar indivíduos após FRD e outras enfermidades de punho.

 

CONCLUSÕES

Esse estudo se propôs avaliar as evidências científicas referentes à conduta terapêutica mais adequada na reabilitação após FRD e apontou para a necessidade de mais pesquisas. Os estudos encontrados não foram suficientes para validar o efeito da terapia de mão ao prevenir complicação e ao diminuir o tempo de retorno destes pacientes às atividades rotineiras. A literatura mostra uma tendência dos autores em utilizar os princípios gerais da reabilitação ao elaborar condutas terapêuticas, mas os procedimentos comumente utilizados não são estão bem documentados e atestados, dificultando a prática baseada em evidências pelos profissionais ao recuperarem esta patologia. O uso da metodologia qualitativa deve ser avaliado como uma possibilidade para preencher esta lacuna encontrada na literatura.

 

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Autores:

Patrícia Silva Hampe Barbosa; Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela Robert Bicalho da Cruz

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